Levy Fidelix chama jornalista de “língua de trapo”

O debate eleitoral que aconteceu agora a pouco no SBT teve um episódio no mínimo curioso entre um candidato à Presidência da República e um jornalista que participou do programa. O repórter da Folha de São Paulo Kennedy Alencar perguntou ao postulante Levy Fidelix (PRTB) se a sua legenda era um partido de aluguel. Irritado, o presidenciável disse que o comunicador era “a personificação da mídia golpista”.

“Você se comporta como jornalista de aluguel. Você é representante da mídia vendida”, disparou o candidato.

Escolhido para comentar a resposta de Fidelix, o candidato Eduardo Jorge (PV) recuou, e preferiu não entrar na discussão entre o representante do PRTB e o jornalista. “Não tenho nada a ver com isso. O PV adora politica participativa, mas também queremos resgatar o prestígio representativa”, disse.

No decorrer do debate Levy Fidelix soltou farpas a Kennedy Alencar o chamando de “língua de trapo”. Até mesmo nos agradecimentos finais o postulante não esqueceu do repórter da Folha de São Paulo.

“Eu quero ser a consciência cívica do povo, gente, não estou aqui para ganhar nada, seu Kennedy de Alencar, estou aqui para defender o povo, mesmo que não venha ganhar, porque dos 213 milhões de habitantes, estou aqui entre. Mudar e mudar”, concluiu o candidato.


Petista e socialista polarizam debate

(Foto: Ichiro Guerra/ Divulgação Dilma)

Assim como no primeiro bloco, a polarização entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) dominou a segunda e terceira baterias de perguntas, no debate promovido pelo SBT.

No segundo bloco, escalados para fazer os questionamentos, os jornalistas estimularam o enfrentamento entre as duas candidatas que dividem a primeira posição na disputa presidencial.

Na sua primeira intervenção, o jornalista Fernando Rodrigues afirmou que Marina Silva pelo recebeu R$ 1,6 milhão por palestras, e não declarou quem pagava por elas. “Isso é compatível com a nova política, candidata?”, questionou.

A socialista afirmou que era preciso separar a sua vida privada com a sua candidatura, que uma coisa não tem haver com outra e que ex-presidentes recebiam por isso, como Fernando Henrique e Lula. Falou, também, que a cláusula de confidencialidade era uma exigência dos patrocinadores.

Escalada para comentar a resposta, a presidente Dilma afirmou que “quando tem cargo público, a transparência é uma necessidade”. “A governabilidade, exige a transparência. Nunca deixei de fazer algo que não fosse em favor dos brasileiros”, disparou Dilma.

Na pergunta seguinte, a presidente foi questionada sobre a economia brasileira, “que andou pra trás”, enquanto “79% quer mudança”. “O eleitor segue incapaz de reconhecer a qualidade do seu governo”, indagou o jornalista Fernando Canzian.

A presidente afirmou que a gravidade da situação econômica “é passageira”. Disse que a inflação está perto de zero e o crédito foi ampliado. Foi a deixa para Marina provocar Dilma: “Uma coisa importante é ver a candidata Dilma não consegue fazer uma coisa essencial, que é reconhecer os erros. Ela foi eleita dizendo que iria controlar a inflação, crescer e baixar os juros. O que aconteceu foi o contrário”.

No terceiro bloco, a questão da crise econômica voltou a colocar as duas em lados opostos. Além disso, elas também se enfrentaram também na questão do pré-sal.


Debate inicia com confronto entre Dilma e Marina

O debate eleitoral com os candidatos à Presidência da República que ocorre nesta segunda (1), no SBT, começou com um confronto direto entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina Silva (PSB).  A questão sobre a situação econômica do País foi o tema tratado entre as postulantes.

Dilma perguntou a Marina Silva sobre as promessas do programa de governo da socialista. Os gastos com a educação, saúde, e o passe livre foram questionados pela petista. “Nossos compromissos vão ser realizados a partir dos esforços que iremos ter. Atualmente há um desperdício nos recursos públicos, principalmente em projetos desencontrados”, respondeu Marina Silva.

A petista criticou a declaração de Marina, dizendo que “não basta prometer, tem que dizer onde vai gastar”. A questão do orçamento do pré-sal, dentro do programa de governo da socialista, também foi repudiado pela majoritária. Segundo a petista, a ex-senadora iria abandonar o dinheiro garantido e seguro pela exploração do petróleo.

Em resposta, a ex-ministra relatou que os recursos do pré-sal estão assegurados. “Vamos combinar com outras fontes de energias renováveis. Inclusive não vamos seguir esse tipo de fonte cartesiana do governo, olhando para apenas uma alternativa. Vamos fazer as escolhas corretas e não manter as escolhas erradas”, frisou.


Câmara quer Estado parceiro das cadeias produtivas

Candidato esteve reunido com representantes do Sindicombustíveis (Wagner Ramos/Divulgação)

O candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), pretende estabelecer parcerias com os diversos segmentos que ajudam a constituir o PIB estadual. Em almoço com representantes do Sindicombustíveis, nesta segunda-feira (1), o socialista se comprometeu a manter o diálogo aberto com o setor.

“Sem parcerias é difícil para qualquer governo ter bons resultados. Nosso governo será um ator que ajudará vocês a construir ainda mais”, afirmou o postulante, frisando a importância do setor que, atualmente, representa 19,5% da arrecadação estadual. “Temos o compromisso de fortalecer os arranjos produtivos. E com vocês não será diferente”, completou.

Câmara também ressaltou que vai atuar como interlocutor do setor junto ao Governo Federal. “Com a futura presidente Marina Silva (PSB), Pernambuco terá um papel importante. Marina vai dar continuidade aos sonhos do ex-governador Eduardo Campos e terá um olhar diferenciado para o nosso Estado. Lutarei para que o Governo Federal reverta essa política perversa com o setor”, pontuou.


Zé Gomes apoia Constituinte para a Reforma Política

Candidato quer fortalecer a participação popular e o controle social (Divulgação/Assessoria)

O candidato ao Governo do Estado Zé Gomes (PSOL) afirmou que apoia uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política. O postulante detalhou, em entrevista à Rádio Globo AM, quais serão os mecanismos de participação que população terá durante seu governo.

Articulado por movimentos sociais e entidades não-governamentais, o plebiscito consulta a população, até o dia 7 de setembro, se quer mudar o sistema político por meio de uma constituinte exclusiva e soberana. A ideia é coletar 10 milhões de assinaturas em todo o Brasil, para enviar ao governo e o Congresso Nacional.

“Temos que aproveitar o momento eleitoral para mobilizar a população para esta discussão. Nossa candidatura apoia integralmente este plebiscito e terá uma urna no comitê (no bairro da Boa Vista) para quem quiser depositar seu voto”, disse Zé Gomes.

Segundo ele, o governo irá fortalecer a participação popular e o controle social. “Teremos as conferências públicas acontecendo no calendário regular e conselhos estaduais elaborando políticas públicas e avaliando as posições do governo”, disse.

Indagado sobre a possível dificuldade de governar com uma Assembleia Legislativa com poucos deputados da base aliada, Zé Gomes afirmou que a gestão do PSOL é a única que pode garantir a independência do Legislativo para que cumpra o seu papel de legislar e fiscalizar o Executivo. E que a população, ao participar das discussões de políticas públicas, irá cobrar os parlamentares para que suas pautas sejam atendidas.

“Se a população souber o que está sendo debatido, vai querer participar. E os deputados terão, então, que justificar seus votos diante do que apresentaram nas campanhas”, afirmou.


Enquanto isso… nas eleições


Osvaldo Coelho quer solução para dívidas da seca

(Foto: Divulgação)

Deputado federal por 11 vezes, Osvaldo Coelho enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrando soluções para a seca no Nordeste e saída para o pagamento das dívidas dos produtores. No teto, ele afirma que o problema da seca que “só agora chegou a São Paulo para atormentar os paulistas, de nós ela é irmã gêmea, sempre nos atormentou, há séculos”.

E prossegue relatando as dificuldades pelas quais passam os produtores com a estiagem prolongada “que devora” as plantações. E pede que o Governo Federal dê condições para que eles consigam saldar as dívidas.

“Para fazendas maiores os prejuízos são maiores. O governo rebateu dívidas dos menores, como se nas fazendas grandes não tenha chegado a seca. Todos os grandes fazendeiros, só têm de grande os prejuízos. O clima é desafio maior que a economia”, afirmou, no texto, acrescentando: “Nossa incapacidade de pagamento é evidente, não precisa explicações. O governo fica sendo o nosso algoz. Somos patriotas, merecemos considerações”.

Na carta, o ex-deputado sugere que o Governo conceda um prazo de pagamento de 20 anos, com três de carência, em 17 parcelas iguais e sucessivas no ano, com juros de até 2%. “Estes débitos são de juros elevados de 8,7% ao ano, um absurdo para o semiárido. Um analista que se debruçar no assunto vai concluir que o problema vai ter a mesma solução que os americanos fazem quando sofrem catástrofes: rebate de débitos e até perdão. Queremos pagar, queremos condições”, conclui o ex-deputado.


Uma semana para os fortes

(Foto: Arquivo)

A sucessão estadual tem uma semana intensa, que colocará à prova os nervos dos candidatos à sucessão estadual. Depois de a pesquisa Ibope apontar uma queda de 23 pontos percentuais entre os dois principais postulantes ao Governo do Estado – o petebista Armando Monteiro Neto (que caiu de 43% para 38%) e o socialista Paulo Câmara (que saiu de 11 para 29%) –, a divulgação da próxima pesquisa do Datafolha ganhou ainda mais importância.

O levantamento vai balizar a disputa. Servirá para mostrar se queda de Armando Neto e a ascensão de Câmara representam uma tendência de mudança do eleitorado ou foi algo pontual.

Os aliados do senador petebista alegam que o crescimento do adversário foi fato isolado, provocado pela comoção causada pela morte do ex-governador Eduardo Campos. Os partidários do socialista, por outro lado, garantem que o crescimento dele é consistente, fruto de um planejamento de mostrá-lo como candidato de Eduardo, e que foi acelerado com a morte do ex-governador.

Mas ansiedade que permeia a semana dos aliados dos candidatos não é apenas por causa da nova rodada de pesquisa. Na próxima quarta-feira, eles se enfrentam pela primeira vez nesta campanha. O debate, promovido pela Rádio Liberdade em Caruaru, será o primeiro em que Armando e Câmara ficarão frente a frente.

Se isso já não fosse bastante para esta semana, na quinta-feira a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula desembarcam no Estado com a missão de fortalecer a candidatura do senador petebista. Um comício em Brasília Teimosa, local simbólico para o PT, marcará a entrada dos dois petistas de vez na campanha de Armando. Antes, Lula participa de ato em Petrolina.

Ou seja, a semana ganha contornos de uma das mais importantes da campanha, a exato um mês da eleição.


Cai previsão do mercado sobre a economia

Brasília (Agência Brasil) – O mercado financeiro continua pessimista em relação ao desenvolvimento econômico. De acordo com o boletim Focus, publicado semanalmente pelo Banco Central, o crescimento da economia está estimado agora em 0,52%. Na pesquisa anterior, analistas e investidores tinham a perspectiva de aumento de 0,70%. A produção industrial poderá ter ligeira melhora, ao passar de -1,76% para -1,70%.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua no mesmo patamar, de 6,27%. Não houve também alteração no câmbio. O dólar continua estimado em R$ 2,35, ao fim do ano. Os juros básicos da economia (Selic) deve fechar o ano em 11%. Os preços administrados, aqueles com influência do governo, crescerão 5,05% ante os 5,10% da pesquisa anterior.

A dívida líquida do setor público terá uma ligeira queda na percepção do mercado, passando de R$ 34,99 bilhões para R$ 34,94 bilhões.

Nas contas externas, a perspectiva é também de melhora, com o déficit em conta corrente – um dos principais indicadores do setor– passando de US$ 81,90 bilhões para US$ 81,80 bilhões. Por outro lado, o saldo da balança comercial cai de US$ 2,50 bilhões para US$ 2,17 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos permanecem estimados em US$ 60 bilhões.


Conselho abre nesta terça processo contra deputado

Brasília (Agência Câmara) – O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (2), às 10 horas, para instaurar o processo contra do deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ), e sortear a lista tríplice da qual sairá o relator. Bethlem é acusado de desvio de recursos enquanto ocupava a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O colegiado deverá ouvir, no mesmo dia, testemunhas arroladas pela defesa do deputado Luiz Argôlo. Já foram confirmados Akauã Simões e Josias Miguel dos Santos.

Na quarta-feira (3), às 10 horas, será ouvida Meire Poza, testemunha arrolada pela defesa do deputado Luiz Argôlo. Poza, que é ex-contadora de Youssef, confirmou a informação de que o deputado recebeu dinheiro do doleiro.


Câmara Federal tem esforço concentrado e homenagem a Eduardo

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Brasília (Agência Câmara) – O Plenário da Câmara dos Deputados volta a se reunir nesta terça-feira (2) para a última semana de esforço concentrado antes das eleições de outubro. Os deputados terão de lidar com temas polêmicos, como a proposta para mudar o horário de transmissão da Voz do Brasil, o cancelamento da Política Nacional de Participação Social e um projeto sobre o acesso ao patrimônio genético.

O primeiro compromisso é uma sessão solene, às 15 horas de terça-feira, para homenagear os ex-deputados Eduardo Campos e Pedro Valadares Neto, mortos em um acidente aéreo no dia 13. Campos era candidato à presidência pelo PSB e Valadares, assessor da campanha. Outras cinco pessoas também faleceram no acidente: o assessor de imprensa de Campos, Carlos Percol; o fotógrafo da campanha, Alexandre Severo; o cinegrafista da campanha, Marcelo Lyra; e os pilotos Marcos Martins e Geraldo Cunha.

A morte de Campos, aos 49 anos, tomou o mundo político de surpresa e mudou o jogo eleitoral em plena campanha. Ex-governador de Pernambuco e secretário de estado, Eduardo Campos foi eleito deputado federal três vezes, entre 1995 e 2007, e ocupou a liderança do PSB em três ocasiões. Destacou-se como um dos articuladores da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara.

Votações
As votações em Plenário ocorrem a partir das 19 horas de terça-feira. Na quarta-feira, a sessão está prevista para as 9 horas. Ainda não está marcada a reunião de líderes partidários, mas o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, deve convocar as lideranças na tarde de terça-feira para tentar negociar as votações.

O primeiro item da pauta é a medida provisória que flexibilizou o horário de transmissão da Voz do Brasil durante os jogos da Copa do Mundo (MP 648/14), quando as rádios puderam transmitir o programa entre as 19h e 22h. O texto aprovado pela comissão mista que analisou a MP tornou regra para as emissoras comerciais esse horário diferenciado, motivo pelo qual a proposta enfrenta resistência de diversos deputados. Em agosto, o PV obstruiu a votação da proposta, que não foi analisada.


Em comício, Armando provoca Câmara

Depois de realizar um périplo por várias cidades do Estado, o candidato da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, senador Armando Monteiro Neto (PTB), encerrou no fim da noite desse domingo a maratona com um comício em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do Estado, com provocação ao seu principal adversário, Paulo Câmara (PSB). Ao lado do nome ao Senado na sua chapa, João Paulo (PT), o petebista diz ter realizado o mais expressivo ato até aqui.

“Sou candidato a governador por causa do apoio dessa cidade e do povo de Pernambuco”, afirmou Armando para uma plateia de 20 mil pessoas, segundo a organização do ato.

O petebista falou que sua relação com Santa Cruz do Capibaribe e região não iniciou nesta eleição. O candidato a governador enfatizou que sua ligação com o município remonta da época em que foi eleito ainda para o primeiro mandato de deputado federal, em 1998. E aproveitou para alfinetar o seu principal adversário, o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB).

“Nunca vim aqui para cobrar impostos de ninguém. Pelo contrário, vim para plantar o progresso dessa região”, afirmou Armando Neto, numa referência a Câmara. O senador também enumerou as suas propostas de governo. Na saúde, o petebista afirmou que vai integrar toda a rede estadual e criar clínicas para exames laboratoriais e de imagem. Na educação, Armando garantiu que vai dar atenção especial aos professores. Aos micros e pequenos empresários, o candidato enfatizou que vai prover o melhor ambiente tributário para ajudar no crescimento do setor.


Câmara aposta em vitória no 1º turno

Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Manter a estratégia e intensificar o ritmo das agendas. Esta é a orientação da campanha do candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), na reta final da disputa.

Confiante com o seu crescimento nas últimas pesquisas eleitorais, o socialista demonstra segurança e aposta em vitória no primeiro turno do pleito estadual. “Vai ser primeiro”, garantiu Câmara, após ato com a militância em Casa Forte, na Zona Norte do Recife, nesse domingo.

O projeto socialista começou ganhar volume com o resultado das amostragens e candidatos proporcionais, que estavam afastados da majoritária, intensificaram a participação nas agendas do postulante, os últimos dias.

No entanto, Câmara alerta que é preciso manter o ritmo da campanha para garantir a vitória do projeto majoritário. Segundo ele, as pesquisas inda apontam forte desconhecimento do seu nome entre os eleitores.

“A estratégia é a mesma. Sabíamos que esse crescimento ia ocorrer após o guia eleitoral e vamos continuar fazendo o que a ente programou. Vamos intensificar, nos próximos dias”, firmou. O candidato mantém estratégia de direcionar suas agendas de segunda a quinta-feira na Região Metropolitana do Recife e o fim de semana o Interior do Estado.

Paulo Câmara comparou sua trajetória eleitoral a do prefeito do Recife, Geraldo Julio PSB). O socialista afirmou que utilizará a mesma estratégia adotada na eleição do correligionário em 2012. “É a esma estratégia. Geraldo Julio tem muitas semelhanças com a minha candidatura. Uma pessoa desconhecida que nunca tinha disputado eleição e teve oportunidade de e apresentar. A estratégia é a esma. Vamos intensificar muito até 5 de outubro”, frisou.


Falcão quer reduzir o volume de processos

O ministro Francisco Falcão toma posse nesta segunda-feira como presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Aos 61 anos, ele é o segundo pernambucano a assumir o cargo de presidente do STJ, depois do ministro Evandro Gueiros Leite. E ele promete, como uma das suas primeiras ações, um mutirão no STJ.

“Hoje há ministros com até 20 mil processos e é humanamente impossível julgar essa quantidade. Vamos convocar juízes do Distrito Federal, para evitar gastos com deslocamento, para baixarmos em pelo menos 40% o volume de processos”. De acordo com Falcão, o grande gargalo hoje no STJ são processos de direito privado, onde não há interesse da União.

Considerado de linha dura, Falcão promete restringir as despesas com viagens de ministros ao exterior. Pelas novas regras, somente terão autorização para embarcar para fora do país o presidente do STJ e o vice. Impossibilitados de viajar, indicam o ministro mais antigo como substituto. E não serão mais permitidas viagens em primeira classe.

As ações disciplinadoras do ministro já são conhecidas. Como corregedor nacional de Justiça, ele baixou resolução segundo a qual magistrados só podem viajar para cursos em missão oficial, a convite da Ordem dos Advogados do Brasil do próprio tribunal onde trabalham. E para embarcar, precisam ser custeados pelas associações, que podem entrar com, no máximo, 30% de patrocínio, e desde que seja evento cultural e o magistrado atue de alguma forma na programação.

“Esse negócio de viagem é uma bagunça. Queria acabar com tudo, mas não tivemos quórum”, explica o ministro, ressaltando que, no entanto, houve grande redução depois das medidas. Ele esclarece que as viagens dos magistrados não são proibidas, desde que feitas com dinheiro próprio ou quando recebem convite cultural.

Falcão diz que a onda de viagens é coisa recente. “No passado não se viajava muito, não havia essa prática no Judiciário”. Segundo ele, só presidente da República ou do Congresso viajavam, e, mesmo assim, muito pouco. Para ele hoje há uma “moda do sujeito se aproveitar dos cargos” e as viagens de hoje acontecem praticamente toda semana.

“É um abuso. Em nenhum país do mundo existe isso”, destacou o ministro.


Desafio nas mãos de Lula

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Foi a pedido do próprio Lula que a agenda dele, no Recife, na quinta, foi alterada – será em Brasília Teimosa e não mais na praça do Carmo. Com pesquisas indicando empate técnico entre o candidato dele a governador, Armando Monteiro, e Paulo Câmara, o líder-mor do PT passa a ter sua força política no Estado posta à prova. Na TV, ele já tem aparecido em inserções, pedindo voto para o petebista, que, na última pesquisa Ibope, apresentou queda, pontuando 38% (tinha 43%). Já o socialista subiu de 11% para 29%. Paulo tinha Eduardo Campos como padrinho e, diante da morte deste, conta com Marina Silva, que, na última Datafolha, apareceu empatada com a presidente Dilma, o que confere às duas peso semelhante na corrida. Em 2006, foi em Brasília Teimosa que Lula fez comício histórico com Eduardo em seu palanque. Ambos saíram vitoriosos nas urnas. Hoje, a ausência de Campos pesa a favor de Paulo e o desafio de Lula é fazer sua presença ter reflexo positivo em pró-