Labanca entregará o cargo no próximo dia 15

Prefeito de São Lourenço está deixando o cargo para assumir a Arpe. (Foto: Rafaela Rangel/Divulgação)

O prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca (PSB), participou neste domingo (2), da sua última inauguração a frente do cargo: a entrega da nova sede da Escola Rosina Labanca, no bairro do Parque Capibaribe. Na ocasião, o gestor confirmou que estará encaminhando sua renúncia para Câmara de Vereadores, e que encerra o seu mandato no próximo dia 15 de agosto para assumir mais uma missão a frente do Governo do Estado, desta vez ao lado do governador Paulo Câmara (PSB).

“Estou me afastando do governo municipal, mas não estou me afastando de servir ao povo de São Lourenço. Vou continuar trabalhando para o engrandecimento desta cidade. Vamos continuar juntos ajudando o governador Paulo Câmara, que tem uma grande responsabilidade, pois pegou um ano de crise, pegou um governo em que está fazendo milagres com poucos recursos. Mas que eu tenho certeza vai dar tudo certo para que ele atinja o seu programa de governo”, enfatizou o prefeito.

Emocionado, Labanca também prestou homenagem ao ex-governador Eduardo Campos.

“São Lourenço da Mata só veio ter uma escola de segundo grau no governo de Eduardo Campos, que é a escola técnica que você ( Paulo Câmara) vai inaugurar no final do ano”, disse.

Labanca entregará o cargo para assumir a presidência da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). Segundo Câmara, o socialista vai ter um papel fundamental no seu governo. “Ele está fazendo um grande gesto em favor de Pernambuco, vai nos ajudar na Arpe, e vai também desenvolver um trabalho a favor da população, da melhoria dos serviços públicos que são delegados. Vai ter um papel fundamental e vai continuar ajudando São Lourenço”, relatou o gestor.


Estado reforça o Programa PE Conduz

O Governo do Estado reforça, a partir desta segunda-feira (3), os serviços do Programa Pernambuco Conduz (PE Conduz), oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ). Ao todo, 15 novas vans foram adquiridas, passando para 45 veículos adaptados. Pessoas com deficiência que necessitam de locomoção para os serviços de tratamento e reabilitação da saúde são atendidas diariamente.

Com esse incremento 120 moradores da Região Metropolitana do Recife (RMR) que estavam na fila de espera do programa passam a ser beneficiadas pelo PE Conduz, que agora passará a contar com 2.000 novos atendimentos mensais. O anúncio do incremento será realizado pelo governador Paulo Câmara (PSB) e pelo secretário da SDSCJ, Isaltino Nascimento, nesta segunda, às 9h, em evento no Palácio do Campo das Princesas.

Coordenado pela Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (Sead), órgão ligado à Secretaria Executiva de Segmentos Sociais (SESS) da SDSCJ, o Programa Pernambuco Conduz foi iniciado em 2011 com apenas 15 veículos adaptados em todo o Estado. Ao longo dos anos o trabalho realizado pela iniciativa resultou na extensão do programa, em 2013, para os municípios de Timbaúba (Mata Norte), Vitória de Santo Antão (Mata Sul), Caruaru, Garanhuns (ambos na região Agreste), além de Arcoverde e Petrolina (cidades do Sertão).

Atualmente cerca de 5.200 viagens para atendimentos de saúde são realizados por mês. A partir desta segunda, o reforço vai propiciar a realização de aproximadamente 7.200 viagens. O investimento no Governo do Estado para o funcionamento do programa é de R$ 18,5 milhões por ano.

O PE Conduz visa garantir a acessibilidade aos serviços de tratamento e reabilitação da saúde, entendida como um direito e condição básica para o desenvolvimento do potencial físico e mental das pessoas com deficiência severa de locomoção, melhorando sua qualidade de vida. O atendimento oferecido pelo programa de forma regular às sessões de reabilitação possibilita melhores resultados com os tratamentos.


Comitiva brasileira participa de Fórum na China

O grupo é formado por membros do governo, da sociedade civil e de partidos da base e oposição (Foto Divulgação)

O governo chinês está realizando durante julho e agosto o segundo Fórum de Políticos Jovens da China e América Latina. Participam do evento delegações do Peru, Venezuela, Mexico, Equador e Brasil. A comitiva brasileira é composta por membros do governo, da sociedade civil, e de partidos da base e oposição, como Flávio Campos (PSB), Arthur Porto (PMDB), Everton Gomes (PDT) e Marcus Barão (Conselheiro Nacional de Juventude).

Durante a abertura do Fórum estavam presentes membros da alta cúpula da diplomacia chinesa, como o Secretário do Comitê Central da Liga da Juventude Comunista e o Conselheiro da Direção Geral da América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores do Governo da China. O Brasil não enviou seu representante oficial.

Em seu discurso na abertura do segundo Forum de Políticos jovens da China e América Latina, o senhor Wang Jialei, da Direção Geral para América Latina e Caribe do Departsmento Internacional do partido comunista Chinês destacou o papel de protagonismo da juventude para o desenvolvimento da China, visão que fundamenta e justifica o investimento feito em iniciativas como o presente forum. Esta visão é compartilhada pelas demais delegações e embaixadas, com a exceção, aparentemente, da embaixada brasileira.

Além dos Fóruns, o governo chinês já realizou outros seis colóquios de Políticos Jovens da América Latina.


Alvos da Lava Jato se chamavam por apelidos

Desde o início das investigações sobre o maior esquema de corrupção no País, o Ministério Público e a Polícia Federal tentam desvendar não apenas o caminho percorrido pelo dinheiro desviado da Petrobras como o codinome adotado por envolvidos nas irregularidades na empresa. O objetivo era dificultar ao máximo a identificação dos personagens da trama. A estratégia foi incorporada por doleiros, operadores, executivos das grandes empreiteiras e da Petrobras, além dos próprios políticos.

Segundo relatórios de inteligência, os integrantes do esquema do petrolão tinham cautela, “no sentido de não mencionar expressamente nomes e assuntos tratados, optando pela utilização de apelidos e siglas”. Considerado umas das principais peças do escândalo, o doleiro Alberto Youssef, que virou delator, era conhecido no mundo político e entre empreiteiros como “primo”. Essa era a senha utilizada por seus operadores na entrega de dinheiro a políticos.

Braço direito de Yousseff, Rafael Angulo Lopes era chamado e se identificava em suas missões como “véio”. Segundo revelou aos investigadores, o apelido foi escolhido pelo doleiro, por ser seu funcionário mais antigo. Angulo contou ainda que o colega João Procópio Junqueira Prado, outro servidor apontado como operador, era Vô ou JP.

Youssef, que quase brigou com políticos e operadores pela distribuição de suposta propina, ainda era tratado nas planilhas de Angulo como BBB. O auxiliar teria repassado aos investigadores uma “agenda BBB” detalhando movimentações do chefe.

A escolha de siglas, no entanto, não era apenas uma referência a iniciais de nomes envolvidos: o grupo de Youssef decidiu batizar os políticos de “bandidos” e registrou em planilhas e na contabilidade os pagamentos feitos com a denominação “band”, seguida das iniciais dos políticos beneficiados. Assim, “band JP” era uma referência a pagamentos para o ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC). “Band MN” indicava como destinatário o ex-ministro Mario Negromonte. Os dois são alvos do Ministério Público e da PF.

Inocentado por falta de provas da acusação de pertencer à organização criminosa e praticar lavagem de dinheiro, Adarico Negromonte -irmão do ex-ministro- era tratado como “olheiro”. Funcionário de Youssef, ele era considerado internamente como um “espião” do irmão. Segundo relatos, o salário de Adarico seria, inclusive, rachado entre o ex-ministro de Dilma Rousseff e o doleiro.

Ex-assessor do PP e apontado como um dos principais arrecadadores do partido, João Claudio Genu recebeu um apelido específico: o gosto por carros da Mercedes-Benz rendeu a ele o codinome “Seu Mercedão”. Segundo delatores, ele também era identificado como João, Gordo ou Ronaldo na planilhas do esquema de corrupção.

Brahma

O uso de referências também foi um recurso adotado por executivos de empreiteiras e da Petrobras. O ex-presidente Lula era o “Brahma”, para diretores da OAS. Na Petrobras, a escolha era feita em tom de deboche.

Renato Duque, ex-diretor da estatal, era chamado de My Way por Pedro Barusco, em homenagem à canção consagrada na voz de Sinatra. Barusco, ex-gerente da estatal, ficou conhecido como Sabrina, nome de uma ex-namorada.

Outra figura feminina escolhida foi a de Angelina Jolie -o nome da atriz era utilizado pela doleira Nelma Kodama em mensagens de e-mail. A proximidade com Yousseff rendeu um tratamento “carinhoso” ao ex-deputado Luiz Argôlo, que era chamado de “bebê Johnson”.

Apesar da lista extensa de apelidos identificados após mais de 500 dias da Lava Jato, os investigadores ainda tentam desvendar alguns codinomes, especialmente de emissários de propina.

Do Folhapress


Dilma diz que pediu colaboração a governadores para país voltar a crescer

Agência Brasil (Brasília) – Três dias depois de se reunir com governadores de todos os estados do país, a presidenta Dilma Rousseff avaliou neste domingo (2) o encontro, destacou que, assim com ela, os representantes dos estados foram eleitos democraticamente para mandatos de quatro anos e defendeu a necessidade de colaboração entre o governo federal e os estados para o país voltar a crescer.

“Gostei muito da reunião com os governadores. Apresentaram posições, sugestões e encaminhamentos importantes para o País. Nós temos em comum a eleição pelo voto popular majoritário e a responsabilidade de cumprir, no mandato de quatro anos, nosso programa de governo”, escreveu Dilma em sua conta na rede social.

É a primeira avaliação da presidenta sobre o encontro com os governadores, na última quinta-feira (30), no Palácio da Alvorada. Na reunião, Dilma explicou aos governadores as causas da queda da arrecadação e propôs aos estados uma parceria para enfrentar problemas e superar crise.

Em resposta, os governadores comprometeram-se a ajudar o governo a evitar a aprovação de projetos da chamada pauta-bomba, em tramitação no Congresso Nacional que, segundo o Executivo, podem gerar gastos adicionais, comprometendo o ajuste fiscal.

“É nossa obrigação, mesmo com as diferenças partidárias, dialogar para que o país saia com rapidez de suas dificuldades. Para que volte a crescer, com equilíbrio fiscal, inflação sob controle, gerando empregos e prosperidade para os cidadãos e suas famílias”, avaliou Dilma, pelo Twitter.


Nitroglicerina na ordem do dia

Ingresso do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), para a oposição será um dos desafios do Governo neste segundo semestre (Foto: J.Batista/ Câmara dos Deputados)

Por Daniel Leite
Da Folha de Pernambuco

Após 14 dias de recesso “branco”, o Congresso retoma suas atividades, nesta segunda-feira (3). Apesar do apelo feito pela presidente Dilma Rousseff (PT) aos governadores, a fim de tentar impedir a aprovação das pautas bombas, o governo deverá enfrentar dificuldades para resgatar a governabilidade. Além de ter que barrar a votação de projetos delicados, que podem prejudicar ainda mais as contas públicas, o Executivo terá outros grandes desafios pela frente, como a abertura de novas CPIs e o ingresso do presidente Eduardo unha (PMDB) na oposição.

Ao todo, 27 matérias estão listadas na pauta prevista para ser votada pelo plenário da Câmara, entre os dias 4 e 6 de gosto. Entre elas, diversos projetos polêmicos, como a votação em segundo turno da reforma política, a proposta de redução da maioridade penal, o reajuste dos subsídios o Judiciário e a revisão dos depósitos relativos ao Fundo e Garantia. No Senado, o projeto que reduz as desonerações da folha de pagamento de mais de 50 setores da economia deverá ser incluído nas próximas sessões plenárias.

A matéria que permite a expatriação do dinheiro de brasileiros no exterior, não declarados à Receita Federal, também poderá ser incluída nesta semana. A proposta, tratada como essencial para a reforma do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), foi tratada no encontro entre a presidente Dilma e os governadores, na última quinta-feira (30). Além dos projetos que causarão impacto aos cofres públicos, o Congresso abrirá duas novas CPIs, que também preocupam o Executivo.

Na próxima quinta-feira (6), a CPI do BNDES será instalada na Câmara Federal. Nela, Eduardo Cunha articula para que os deputados oposicionistas ocupem os cargos de direção. A CPI dos Fundos de Pensão também está programada para ser aberta dentro de poucos dias, já que os trabalhos da CPI da Petrobras serão encerrados no mês de setembro. Por fim, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) também vai mobilizar os parlamentares, ainda este mês. Sua votação foi adiada no primeiro semestre e, por isso, o recesso parlamentar foi considerado informal, já que o Congresso só pode entrar de férias após a votação deste projeto. A LDO direciona o orçamento da União para o ano que vem.

Análise

Segundo o cientista político David Verge Fleischer, da Universidade de Brasília, o esforço da presidente Dilma para tentar sustar as pautas-bomba não deverá surtir efeito.

“Acho que o segundo semestre vai ser mais turbulento. Discordo da tese que os governadores concordaram em apoiar Dilma e conversar com suas bancadas, porque isso é uma missão impossível. Os deputados não dão importância para governador nenhum. Eles estão mais preocupados com os prefeitos e vereadores. Os deputados possuem mais vínculo com as bases municipais do que estaduais. Quem está ligado aos governadores são os senadores”, ressaltou.

Em sua visão, as CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão devem complicar de vez a vida do PT.

“A CPI do fundo de pensão vai pegar o PT em cheio, porque os petistas saquearam os fundos. E a do BNDES é uma caixa-preta. Dizem que vai ser pior do que a da Petrobras. Além disso, Cunha está esperando relatório do TCU para tentar rejeitar as contas de Dilma”, disse.

Com relação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, David Fleischer acredita que ainda é cedo para dimensionar sua força, após o peemedebista ter sido incluído nas investigações da Lava Jato.

“Ninguém sabe quando a Procuradoria-Geral da República vai denunciar ele no Supremo Tribunal Federal”, explicou.


Diálogo nos 45 do segundo tempo

Por Renata Bezerra de Melo
Do Folha Política

Amanhã, dia em que deputados e senadores retornam ao batente, em Brasília, dois jantares, agendados para o mesmo dia e turno, denotam a nova correlação de forças que deve se desenhar entre o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha e a presidente Dilma Rousseff. Ela recebe aliados às 19h e ele será anfitrião às 21h. Desde a quinta, quando recebeu governadores no Palácio da Alvorada, a presidente se propôs a ouvir mais, comprometeu-se a ter contato mais frequente com os gestores, que, sem muita opção, disseram o óbvio. Governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo avisou: “Não queremos tocar fogo no circo”. Enquanto Paulo Câmara, sapecou: “Vamos ajudar, porque, se o Brasil não sair desse buraco, estamos todos fritos”. Independente da intenção dos governadores de não fritar a presidente, ela demorou a investir no diálogo e, agora, que sua popularidade derretou aos 7% e não inspira mais os aliados, resta saber é se o Congresso vai optar por tostá-la ou não.

Com 7% de popularidade e com os aumentos nas contas pesando no bolso do consumidor, a presidente Dilma Rousseff precisará contar com a simpatia do Congresso


PCR festeja aniversário do Jardim Botânico

Um sábado de festa. Assim foi a comemoração dos 36 anos de fundação do Jardim Botânico do Recife (JBR) e a elevação de categoria, que colocou o espaço entre os cinco melhores do Brasil e o melhor do Norte e Nordeste. O prefeito Geraldo Julio participou das comemorações acompanhado da família.

O anúncio da elevação da categoria “C” para “A” foi feita nos últimos dias pelo Ministério do Meio Ambiente. A medida reconhece a importância do acervo e do trabalho desenvolvido no local visando a preservação da flora brasileira. Para marcar o título, a festa de aniversário  contou com atividade de arte-educação, corte de bolo, lançamento da revista científica Arrudea, apresentação da orquestra de câmara Anjoluz, entre outras atividades.

Geraldo comemorou o fato do JBR estar cada vez com mais visitantes após a requalificação que o espaço recebeu. “O Jardim Botânico era conhecido por poucas pessoas da nossa cidade. Esse convívio com a natureza é muito importante e isto pode ser feito aqui dentro da nossa cidade, principalmente para os jovens e as crianças. Isso desenvolve uma consciência melhor sobre o meio ambiente para o futuro”, destacou.

Ainda durante o ato, o prefeito reforçou o convite para que todo recifense e pessoas moradoras de outras cidades visitem o espaço. “Vir para o Jardim Botânico, passar o dia aqui, trazer a família, é muito importante. O espaço também serve para desenvolver a educação ambiental e isso se reflete na nossa cidade, com o cuidado com o lixo”, acrescentou.

Para conquistar o novo patamar, o Jardim Botânico, equipamento ligado à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura do Recife, precisou atender às 16 exigências da resolução 339 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A legislação define regras para criar esse tipo de equipamento e normatiza suas atividades. De acordo com ela, os espaços têm uma função estratégica dentro do programa de conservação da flora nacional, devido a suas coleções de plantas, trabalhos de reflorestamento, ações educativas e pesquisas feitas pelo seu corpo técnico.

“Ainda em 2013 entregamos à população um Jardim Botânico todo requalificado, com jardins, praças, e outros espaços restaurados. Também implementamos um grande programa de educação ambiental que funciona de terça a domingo. Investimos ainda em pesquisa científica com os nossos próprios técnicos. Então, todas estas ações que realizamos aqui fez com que o nosso Jardim fosse elevado à categoria ‘A’”, lembrou a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Cida Pedrosa.

A reforma completa aconteceu em 2013, quando o espaço ganhou seis novos atrativos (jardins plantas medicinais, bromélias, cactos, palmeiras, flores tropicais e o econúcleo). Com isso, o espaço se tornou um dos mais queridos pela população, chegando a bater recorde de visitação. Desde sua reabertura até agora, mais de 100 mil pessoas por ano foram ao parque passar alguns momentos em conexão com a natureza. Antes, a média anual era de três mil pessoas.

Pessoas como Márcio Gomes, presidente do grupo escoteiro Chico Science, que realiza trabalho ambiental junto ao Jardim Botânico e reúne grupos de crianças para conhecer o local. “Hoje em dia nós temos que pensar na questão ambiental todos os momentos. Em tudo que a gente faz. O meio ambiente não é só mato e floresta. O meio ambiente está dentro da gente. Espaços como estes precisam ser multiplicados e cuidados, para que as próximas gerações tenham este tipo de consciência”, pontuou


Ministro afirmou que os responsáveis pela ação mexeram em valores "intocáveis" da democracia (Foto: José Accioly/Blog da Folha)

O ministro Jaques Wagner (Defesa) criticou neste sábado (1º) a avaliação inicial da Polícia Civil de São Paulo sobre o ataque à sede do Instituto Lula com uma bomba de fabricação caseira e classificou a ação de “terrorismo”. Rebatendo a suspeita dos agentes de que se tratava de um ato de “baderneiros” e não de um crime político, Wagner afirmou que os responsáveis pela ação mexeram em valores “intocáveis” da democracia.

“Eu acho que [o ataque] é grave e acho que foi pobre a afirmação da Polícia Civil de São Paulo porque não se trata de ter sido alguém organizado ou não”, afirmou o ministro em Salvador, antes de reunião do diretório do PT da Bahia, Estado que governou entre 2007 e 2014.

“Está se criando um clima no país em que alguém se acha no direito, seja ele quem for, pode ser um cidadão comum, de chutar as costas do prefeito de Maricá (RJ) ou de botar uma bomba explicitamente no local de trabalho de um [ex-presidente]“, acrescentou. “Isso é inadmissível para qualquer um, porque o terrorismo é a pior forma de se trabalhar as diferenças.”

Segundo ele, “não se trata de ser um baderneiro”. “O baderneiro não jogou a bomba para o alto, jogou no Instituto Lula”, disse.

Sem citar nomes, Wagner se referiu aos grupos que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) como responsáveis por incentivar ações similares.

“A tentativa de quebra da regra da naturalidade da democracia é que eventualmente embala loucos como esse que jogou a bomba. Porque outros, sem serem loucos iguais [ao que arremessou o artefato], [o] embalam.”

O ministro está na Bahia acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que também criticou a avaliação da Polícia Civil e chamou o episódio de “ato de violência contra a maior liderança que o país já produziu”.

Bomba

O artefato com material inflamável e pregos foi arremessado por ocupantes de um carro sedã escuro às 22h18 de quinta-feira (30), na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. A bomba provocou danos no portão da garagem.

Os estragos foram percebidos pelos primeiros funcionários a chegar ao trabalho no instituto, às 8h de sexta-feira (31).
Nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff creditou o ato à intolerância.

O Instituto Lula foi criado em 2011, com o término do segundo mandado do ex-presidente Lula, em substituição ao Instituto da Cidadania, onde o petista debatia propostas políticas antes de ser eleito, e cuida do acervo histórico do ex-presidente.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo determinou a abertura de uma investigação e a realização de uma perícia pela Polícia Civil.


PSB realiza mais uma Agenda 40 na Mata Norte

Evento ocorreu no município de Itambé (Foto: Roberto Pereira/Divulgação)

Atualizado às 19h59

O PSB realizou mais uma Agenda 40 na Zona da Mata Norte, neste sábado (1º). A ideia é aumentar  o número de filiados ao partido e fortalecer as candidaturas as Câmaras Municipais e as prefeituras da região para as eleições do próximo ano.

“Ao todo, foram representantes de 18 municípios da Região que compareceram ao encontro. Os principais segmentos municipais como o das mulheres, juventude, sindical, popular, raça e etnia e LGBT estavam presentes”, disse o secretário estadual do PSB, Adilson Gomes, ao Blog da Folha, depois da reunião que ocorreu no município de Itambé.

De acordo com o secretário, os encontros também servem para o partido descobrir novas lideranças. “Nesse encontro quatro mulheres filiadas ao partido se lançaram como pré-candidatas as prefeituras da região. Por isso a importância dessa agenda”, relatou.

Além dele, estiveram presentes no encontro o presidente estadual do partido, Sileno Guedes (PSB), o deputado estadual Aluísio Lessa (PSB), os secretários estaduais de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Isaltino Nascimento (PSB), e de Organização, João Campos.

A próxima agenda 40 ocorrerá na Mata Sul do Estado, no município de Palmares, no dia 8 de agosto.


Brasil deve perder 1 milhão de postos de trabalho em 2015, prevê estudo

Agência Brasil (Brasília) – Com 345 mil postos formais de trabalho extintos nos seis primeiros meses do ano, a economia brasileira deve acelerar a diminuição de empregos no segundo semestre. Segundo estudo do Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgado nesta semana, o país deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos.

Com base no estudo, a entidade recomenda ações de longo prazo para reativar o mercado de trabalho. Para a entidade, os sucessivos reajustes da taxa Selic, juros básicos da economia, estão provocando impacto direto sobre a geração de empregos nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o efeito intensificou-se, resultando na extinção de postos de trabalho.

De acordo com o levantamento, o início do ciclo de elevação dos juros básicos, em abril de 2013, coincidiu com a redução da geração de empregos, conforme as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Naquela época, a Selic estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada com alguns intervalos de estabilidade, desde então.

A partir do segundo semestre do ano passado, quando o país passou a fechar mais postos de trabalho do que criou, a situação agravou-se. Na época, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) segurou a taxa básica, deixando para aumentar a Selic somente após o segundo turno das eleições presidenciais. De lá para cá, foram sete aumentos consecutivos, que elevaram a Selic para 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006.

No segundo semestre do ano passado, o país fechou 176 mil postos de trabalho com carteira assinada. Nos seis primeiros meses deste ano, o fechamento aumentou para 345 mil vagas. Para o Cofecon, a maior extinção de emprego indica que o reajuste da taxa Selic foi maior que o ideal, passando a sufocar a economia.

“Os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar uma trajetória sustentada de crescimento”, destacou o Cofecon em nota.

Para a entidade, a redução da taxa Selic representa apenas uma parte do processo para revigorar o mercado de trabalho. Entre as outras medidas defendidas pelo Conselho Federal de Economia estão investimentos em infraestrutura, com destaque para a retomada do programa de concessões; simplificação tributária; redução da burocracia; condições favoráveis de crédito a setores que sejam grandes geradores de emprego; além de incentivos à ciência, tecnologia e inovação.

O Cofecon também defende o aumento da competição entre os bancos, com a adoção de medidas que reduzam o spread bancário – diferença entre as taxas pelas quais as instituições captam recursos e as taxas com que emprestam ao consumidor. O indicador é considerado a principal fonte de lucro dos bancos. “É recomendável a adoção de medidas que reduzam o spread bancário e estimulem a concorrência no setor, na medida em que causa espécie o aumento dos lucros dos bancos em meio à gravidade da atual crise”, destaca o comunicado da entidade.


PF indicia o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada por corrupção

A Polícia Federal indiciou na sexta-feira (31) o ex-diretor Internacional da Petrobras Jorge Zelada por suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O indiciamento, feito com a conclusão do inquérito policial sobre Zelada na Operação Lava Jato, foi enviado ao Ministério Público Federal no Paraná, que vai analisar as provas e decidir se oferece denúncia contra o ex-diretor ou se arquiva a investigação.

Zelada foi preso preventivamente no início de julho, durante a 15ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Mônaco, em referência a operações financeiras do ex-diretor no exterior.

No pedido de prisão, os procuradores argumentaram ao juiz federal Sergio Moro que, entre julho e agosto de 2014 -após a deflagração da Lava Jato, portanto-, Zelada transferiu 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões) que estavam escondidos na Suíça para uma conta no principado de Mônaco, com o objetivo de impedir o bloqueio dos valores.

Para o Ministério Público, essa movimentação demonstrou “inequívoco propósito atual do investigado de continuar a ocultar o produto de seus crimes e dificultar a investigação”. Relatório da Receita Federal mostra que Zelada nunca declarou oficialmente ter ativos no exterior.

Outro lado

O advogado de Zelada, Renato de Moraes, afirma que o cliente nega as acusações, mas que só pode fazer sua defesa a partir do momento em que todas as provas sejam juntadas aos autos. Ele argumenta que o inquérito foi concluído de uma forma “açodada” e que, no despacho, o delegado diz que ainda há documentos a juntar.

Por isso, diz Moraes, Zelada ficou calado no depoimento que prestou na última sexta. “Minha orientação para que não respondesse às indagações se deve ao fato de não conhecer ainda todos os documentos”, afirmou o advogado.
Anteriormente, Zelada havia negado possuir contas em Mônaco.

Do Folhapress


Cunha diz que Câmara vai interpelar judicialmente a advogada Catta Preta

Presidente da Câmara disse que acusação de Catta Preta "atinge a Câmara como um todo" (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou sua conta no Twitter para dizer que vai determinar que a Procuradoria Parlamentar entre, na próxima semana, com a interpelação judicial da advogada criminalista Beatriz Catta Preta.

Responsável por nove acordos de delação premiada de réus na Operação Lava Jato, a advogada fechou seu escritório e abandonou processos da Operação Lava Jato. Em entrevista à TV Globo na última quinta-feira (30), ela afirmou que tomou essa atitude porque se sentiu ameaçada por integrantes da CPI.

“Depois de tudo que está acontecendo, e por zelar pela minha segurança e dos meus filhos, decidi encerrar minha carreira”, afirmou Catta Preta. Segundo ela, a pressão aumentou após um de seus clientes, o lobista Julio Camargo, mencionar em depoimento que pagou US$ 5 milhões em propina a Cunha.

Na rede social, Cunha disse que a acusação de Catta Preta “atinge a Câmara como um todo” e que ela deve “ser responsabilizada por isso”. O deputado diz ainda que a interpelação servirá para que ela detalhe as ameaças que sofreu e quem está por trás delas.

Um dia antes, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, pediu que a Câmara entrasse com o pedido de interpelação, já que a advogada levantou suspeitas que “o parlamento brasileiro precisa explicar ou replicar”. “Ela diz que tem prova de tudo. Cabe à mesa da Câmara fazer a chamada interpelação judicial, para que ela traga à baila e identifique se houve ameaças e quem as cometeu”, disse.

Também nesta sexta-feira (31), o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou como grave a denúncia da advogada, mas evitou comentar se ela era crível. “O que posso dizer é que o Ministério Público tem condição de fazer, através dos mecanismos legais, as apurações devidas para que essa situação seja esclarecida.”

O autor do requerimento de convocação na CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), chamou de “ridícula” a acusação da advogada.

Pansera disse à Folha que a entrevista de Catta Preta ao “Jornal Nacional” é “uma cortina de fumaça para alguma coisa que ela não quer revelar”, sem opinar sobre o quê seria. “Eu acho ridículo. Não tem nenhum sentido”, afirmou.

Nesta sexta, o presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou que a convocação de Catta Preta está mantida e que a comissão quer saber quem a ameaçou.
Motta lançou suspeitas de que Catta Preta esteja se “vitimizando” para esconder “talvez alguns atos ilícitos que ela tenha cometido no âmbito do processo da Lava Jato”.

Apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter dado decisão desobrigando Catta Preta de informar a origem dos seus honorários, Motta disse que a CPI vai marcar uma data para ouvi-la, mas sem abordar o assunto.

Do Folhapress


Agência Brasil (Brasília) – Com cada vez mais utilidades e aplicativos, os celulares do tipo smartphone têm sido sido uma alternativa também para fazer compras online. É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo site de compras coletivas Groupon. De acordo com o levantamento, que ouviu 6 mil pessoas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México, a média de compras online por dispositivos móveis nesses cinco países em conjunto é de 15,6%.

Individualmente, o Brasil está acima da média e tem a maior proporção de compras por celular entre os países avaliados. O índice de compras feitas por smartphone entre os entrevistados brasileiros é 20,6%. No México, que ocupa o segundo lugar, a frequência das compras online pelo celular fica em 19,7%. Na Colômbia, é 17,2% e no Chile, 12,8%. A Argentina registrou o menor índice: 8%.

Mesmo se tornando populares, as compras por smartphone ainda perdem para as transações via computador pessoal. A média das compras por computador nos cinco países pesquisados é 78,7%. No Brasil, os usuários preferem o computador em 73,8% das ocasiões. O país fica atrás da Argentina, com 88,5% e do Chile, com 82,7%. Mas à frente de Colômbia, com 77,2% e México, com 71,4%.

O especialista em segurança da informação João Gondim, professor do Departamento de Computação da Universidade de Brasília, considera natural que o celular tenha se tornado uma opção para as compras. No entanto, ele alerta para o fato de que a plataforma é menos segura que o computador. “Você tem uma profusão de aplicativos e grande parte não tem mecanismos de segurança. Não tenho notícia de fraude em compras de celular, mas de forma geral é uma exposição maior”, avalia. Para ele, a segurança menor tem relação com a difusão recente dos smartphones.

“O computador acaba sendo um pouco mais seguro na medida em que tem uma série de práticas consolidadas. A maioria das pessoas vê um smartphone como um telefone”, comenta. Para ele, se o uso do celular para transações online de fato se consolidar, os aparelhos podem se tornar mais seguros. “É uma questão de maturidade dos aplicativos e como são incluídos nos aparelhos”, diz, ressaltando que o usuário também deve tomar cuidados. “Conheço pouquíssimas pessoas que têm antivírus no celular”, destaca.

A pesquisa divulgada pelo Groupon trouxe ainda outras informações sobre os consumidores da internet. Segundo o estudo, no Brasil, o motivo para compras online citado com mais frequência foram os preços mais atrativos, para 76,6% dos entrevistados. Em segundo lugar, com 63,5%, ficaram a praticidade e a conveniência. Em terceiro (52,9%), a facilidade e, em quarto (44,7%), a possibilidade de encontrar todo tipo de produto. Variedade e segurança tiveram, respectivamente, 30,4% e 22% das menções.

O levantamento mostrou também que os usuários estão se sentindo mais seguros para fazer compras online. No Brasil, um total de 37,8% se sente muito mais seguro do que há cinco anos, enquanto 39,45% se sentem um pouco mais seguros. Um percentual de 10,3% fazem de 71% a 80% de suas compras pela rede mundial de computadores. Só 2,4% fazem de 91% à totalidade de suas compras online. Por fim, 28,6% compram online uma vez por ano e 28,7% compram mensalmente.


Cenas dos próximos capítulos

Por Renata Bezerra de Melo
Do Folha Política

O período de recesso e o contato que muitos parlamentares tiveram com as bases pode servir de termômetro para os próximos capítulos que se desenrolarão na Câmara Federal. Às vésperas do recesso, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, foi acusado, por delator da Operação Lava Jato, de cobrar US$ 5 milhões de propina. De lá para cá, parlamentares passaram a cobrar a saída do peemedebista do comando da casa legislativa e um grupo até passou a articular, nos bastidores, alternativas para sucessão do mandatário. A rejeição à presidente Dilma Rousseff nas ruas também deve ter peso determinante no modo como a base governista irá se comportar nos próximos dias. Se há deputados debruçados sobre o destino de Cunha, há os que sapecam: “É mais fácil Dilma cair primeiro!”. Nas ruas e em seus redutos eleitorais, alguns parlamentares dizem ter sentido o peso da cobrança, nesse período em que tiveram mais tempo de conviver com o eleitorado e a opinião pública.

“A população só quer isso: sair do impasse. Todo mundo está perguntando se vai resolver o impeachment de Dilma”, comenta um deputado federal

Nem me fale!

Antes do recesso, o deputado federal Jarbas Vasconcelos conversava, no plenário, com um membro do PSDB de São Paulo, a quem indagava: “Por que Carlos Sampaio (PSDB/SP), às vezes, anda fora do tom, um tanto agressivo?”. Ouviu: “Porque, em qualquer canto que ele vá, um cartório, um fórum, as pessoas cobram impeachment de Dilma. Ele não pode mais ir a lugar nenhum”.

Antes e depois

No Agreste de Pernambuco, é o deputado estadual Claudiano Martins Filho que estranha: “Por aqui, Dilma tem rejeição enorme. Ninguém quer mais sair candidato a prefeito pelo PT. Antes, era o contrário: todo mundo queria. Ninguém quer ouvir falar de Lula, nem de Dilma”.