De olho na 1ª secretaria

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

A presença de poucos socialistas no jantar promovido por Guilherme Uchoa, no Palácio das Princesas, pode ter a ver com o sentimento que vem sendo externado, nas coxias do PSB, de resistência à recondução do pedetista ao cargo pela quinta vez. Entre outras coisas, pesa contra Uchoa a celeuma da PEC da reeleição. O saldo daquele processo não teria sido apreciado pelo próprio Eduardo Campos, segundo interlocutores. Os parlamentares, por sua vez, dizem que não estão mais dispostos a servir de “bucha de canhão” frente à opinião pública. Um volume de deputados não estariam interessados a passar pelo que tacham de novo “constrangimento público”. No ano passado uma PEC, que previa o fim da reeleição para cargos da Mesa Diretora, foi motivo de discussão entre Uchoa e Betinho Gomes, autor da proposta. Pelo clima nada favorável, há uma bolsa de apostas em curso, dando conta que de o pedetista lançaria seu nome para presidência como meio de colher, na verdade, a 1ª secretaria.

Os parlamentares, por sua vez, dizem que não estão mais dispostos a servir de “bucha de canhão” frente à opinião pública

Levaram falta
Do PSB, não foram ao jantar de confraternização convocado por Uchoa: Aluísio Lessa, Waldemar Borges, Raquel Lyra, João Fernando Coutinho. Entre os que marcaram presença: Ângelo Ferreira, Aglaílson Júnior, Leonardo Dias e Isaltino Nascimento. Raquel e João Fernando estão em Roma. Do rol dos novatos, Priscila Krause e Edílson Silva circularam pelo Palácio das Princesas.


Renata visita túmulo de Eduardo

Familiares não foram abordados por populares (Foto: André Nery/Folha de Pernambuco)

Por Carol Brito e Wilson Maranhão
Da Folha de Pernambuco

Ontem, a viúva Renata Campos, acompanhada do pai e dos seus filhos Pedro, Miguel e Maria Eduarda, visitou o túmulo do ex-governador Eduardo Campos, falecido em acidente aéreo, durante a campanha eleitoral, em agosto deste ano. Os familiares acenderam velas e, com a pouca movimentação no local, não foram abordados por populares durante a passagem.

Mãe do líder socialista, Ana Arraes, bastante abatida, também acompanhou os familiares na visita. Eles ainda passaram pelo túmulo do ex-governador Miguel Arraes (PSB), falecido em 2005. O jazigo do fundador do PSB se encontra ao lado da lápide do neto Eduardo Campos.

O túmulo do ex-governador ainda abriga pequenas homenagens de populares com faixas, bandeira do Brasil e flores. Durante a visita, Renata chegou a brincar com o filho mais novo Miguel e o clima do encontro foi de informalidade. Seguranças do próprio cemitério de Santo Amaro foram encarregados de acompanhar a família.

O filho mais velho, João Campos, não acompanhou a visita porque estava assistindo aula na universidade. O quarto filho da família José também não compareceu. Renata deixou aberta a possibilidade de visitar o local novamente amanhã, Dia de Finados, para levar os demais herdeiros. Nesta semana, João Campos assumiu, pela primeira vez, um cargo na executiva estadual do PSB como secretário de Organização.


Paulo inicia montagem do seu secretariado

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O governador eleito Paulo Câmara (PSB) retorna ao Estado na próxima terça-feira visando às articulações para a montagem do novo secretariado estadual. O socialista pretende anunciar na primeira semana de dezembro a nova equipe e a expectativa é que as conversas sejam iniciadas tão logo a liderança retorne da viagem a Roma, onde acompanhou a Orquestra Cidadã na apresentação que o grupo fez para o papa Francisco. Em situação diferente do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), o gestor terá a missão de formar seu time sem o auxílio do ex-governador Eduardo Campos. Será o primeiro time que será montado sem a influência do antigo líder do PSB.

Apesar de querer dar uma cara nova ao Executivo estadual, Paulo deverá manter algumas peças do atual primeiro escalão. Os nomes do coordenador da equipe de transição Renato Thièbaut, o secretário de Administração José Neto, o coordenador da campanha socialista, Antonio Figueira, e o procurador-geral do Estado, Thiago Norões, são tidos como os quadros que deverão compor o núcleo duro da administração socialista.

Contudo, ainda não há definição sobre os postos que os quadros devem ocupar. O atual secretário de Agricultura, Aldo Santos (PSB), é um dos que podem permanecer na sua pasta. Outra possibilidade é de Paulo trazer nomes da gestão recifense para o seu Governo. O nome mais ventilado é o do secretário municipal de Governo, Sileno Guedes (PSB). Apesar de ter construído um relacionamento próximo com Câmara, o vice-governador eleito, Raul Henry (PMDB), não deverá assumir nenhum posto na gestão estadual. No primeiro mandato de Eduardo Campos, o então vice João Lyra (PSB) chegou a assumir o comando da Secretaria de Saúde.

Nas próximas semanas Paulo também se dedicará às conversas com os líderes da legendas aliadas para definir o espaço dos partidos na sua gestão. Com 21 legendas na sua base de apoio, ele deverá priorizar os principais partidos da Frente que ajudou a elegê-lo.

EXPERIÊNCIA
Uma comitiva de integrantes das gestões do PSB e Pernambuco deverá visitar governador eleito do Ri Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), para mostrar o modelo de administração socialista. Por sugestão do deputado federal, Beto Albuquerque (PSB), o gestor eleito pretende implantar o modelo de metas e monitoramento aplicado no Governo Eduardo Campos.


Confira as manchetes do dia dos principais jornais

Folha de Pernambuco
Multas ficam dez vezes mais caras

Diario de Pernambuco
Olinda poderá ter prédios mais altos

Jornal do Commercio
Multas de trânsito dez vezes mais caras

Folha de S. Paulo
Contas do governo Dilma registram rombo recorde

Agora S. Paulo
Atrasados do INSS acima de R$ 37.320 saem até o dia 10

O Estado de S. Paulo
Governo vai reduzir meta fiscal após rombo recorde

O Globo
Contas públicas têm rombo recorde de R$ 25 bi

Correio Braziliense
Rombo recorde sinaliza aumento nos impostos

Veja
Operação mãos-sujas

Época
O que o Brasil quer de Dilma

IstoÉ
Muda já, Dilma

Carta Capital
Quatro anos pela frente

Jornais internacionais

The Washington Post (EUA)
Oficial de Ferguson é improvável para enfrentar casos de direitos civis

Le Monde (França)
Como o estado islâmico tortura os reféns ocidentais

El País (Espanha)
“Se a Espanha não aceita negociar, Catalunha não pagará sua dívida”


Vaccari deixa oficialmente o conselho da Itaipu

O tesoureiro do PT, José Vaccari Netto, comunicou, informalmente, na reunião preliminar do Conselho da Hidrelétrica de Itaipu, que vai se desligar do órgão. Na reunião, que antecedeu o encontro oficial do Conselho, realizada na última quinta-feira (30), em Foz do Iguaçu, Vaccari afirmou que “estava sendo injustamente acusado” e negou que seria o operador de um esquema de corrupção que envolvia desvio de recursos da Petrobras e Fundos de Pensão para o Partido dos Trabalhadores, se dizendo “inocente”.

De acordo com um dos participantes da reunião, ao defender sua inocência, Vaccari explicou que, como tesoureiro, tem o papel de arrecadador de recursos para o PT e sempre fez isso, “mas não junto a Petrobras”. “Não seria adequado”, afirmou ele, de acordo com este interlocutor, justificando que as arrecadações eram feitas “apenas junto a empresas privadas”.

Na reunião, apenas os integrantes do Conselho, do lado brasileiro, estavam presentes. Era uma reunião preliminar, que tradicionalmente é realizada, para discutir assuntos mais delicados para obter consenso de posições do grupo a serem levadas ao encontro oficial com a presença dos paraguaios, marcado para o dia seguinte.

Neste encontro, o tesoureiro do PT fez uma explanação aos demais conselheiros de Itaipu dos motivos que o estava levando a se afastar do Conselho. Em uma longa explicação, Vaccari disse que estava se sentindo “incomodado” porque toda hora apareciam acusações contra ele, “sem nenhum fundamento”. E, justamente por não querer continuar sendo alvo destes ataques feitos por uma pessoa que estava tentando se beneficiar de uma delação premiada e que “não merecia nenhuma credibilidade”, iria apresentar ao governo, seu pedido de afastamento de Itaipu. Ele se referia ao ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e ao doleiro Alberto Youssef, que o denunciaram.

Vaccari informou que iria se dirigir formalmente ao Governo Federal pedindo para sair do Conselho, mas não precisou data. A intenção inicial do tesoureiro do PT é não mais participar das reuniões do conselho, a partir de 2015. O pedido de afastamento não foi e não é formalmente apresentado à Itaipu. Por isso, ele não apresentou carta de renúncia ao colegiado. Quem nomeia os conselheiros é o presidente da República e Vaccari, em sua terceira e última recondução, foi nomeado pela presidente Dilma, em maio de 2012. Seu mandato só venceria em 16 de maio de 2016. Ele está como conselheiro de Itaipu há 11 anos e 10 meses, desde janeiro de 2003, quando foi nomeado pela primeira vez para o cargo.

Vaccari vai acertar com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que também integra o Conselho, como será a formalização de sua saída. O tesoureiro do PT comunicou que deixaria o cargo a três dias das eleições presidenciais. Cada conselheiro de Itaipu ganha, por mês, R$ 20.804,13. O Conselho realiza seis reuniões ordinárias por ano, de acordo com calendário aprovado na última reunião do exercício anterior. Ainda não está marcada a data da próxima reunião. Mas a expectativa é de que um novo encontro seja realizado ainda este ano.

Além de Vaccari, integram o Conselho de Itaipu, pelo lado brasileiro, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o ex-governador do Rio Grande do Sul Alceu Collares, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, o ex-governador do Paraná Orlando Pessutti, diretor de transmissão da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes.

(Fonte: Estadão Conteudo)


Refinaria: investigações podem ser transferidas para o Paraná

A Polícia Federal convocou uma coletiva, nesta sexta-feira (31), para esclarecer alguns pontos acerca das investigações sobre as denúncias de desvio de recursos na construção da Refinaria Abreu e Lima. Os autos do processo estão sendo analisados pelo Ministério Público Federal (MPF) que vai determinar se as averiguações continuam com a PF de Pernambuco ou não. Em conversa com a Imprensa, o delegado da PF-PE responsável pelo caso desde o começo desse ano, Felipe Leal, afirmou que as investigações podem ser transferidas para o Paraná, onde serão efetuadas em conjunto com a operação Lava-Jato.

“Na verdade, não há mais o que se falar em uma Operação Lava-Jato em separado a investigação daqui da investigação de Pernambuco. O diálogo sempre existiu como foi ponderado pelos pretendentes, existe uma coordenação para isso, que acaba exercendo a supervisão entre as investigações. O diálogo também, em relação a agora, existe. Tanto é que foi mantido contato, os contatos são constantes. Tanto da equipe investigativa do Paraná, quanto da equipe investigativa de Pernambuco”, disse. E continuou: “O contato não existe só com a Polícia Federal do Paraná, mas com o Ministério Público Federal”.

As investigações sobre a Operação Lava-Jato envolvem denúncias de um esquema de propina liderado pelo doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

O inquérito sobre a refinaria foi aberto em 2011 sob a suspeita de sobrepreço e superfaturamento da obra, apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Confirmada a denúncia de desvios de recursos, o valor de R$ 1,3 bilhão foi contabilizado até então, mas pode sofrer alterações. Questionado se algum integrante do governo teria prestado depoimento, o delegado Felipe Leal preferiu manter sigilo, mas confirmou que vários funcionários da Petrobras já foram ouvidos.

Com informações de Helena Dias, da Folha de Pernambuco.


PT e PMDB disputam controle do setor energético

PT e PMDB abriram a disputa pelo controle do setor energético no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Peemedebistas do do Senado querem manter o Ministério de Minas e Energia, que comandam desde 2005. O atual ministro, Edison Lobão, avisou a parentes e aliados que deixará o cargo para retomar, a partir de janeiro de 2015, seu mandato de senador pelo Maranhão.

O PT defende a saída de Lobão, especialmente após o nome do ministro aparecer na delação premiada à Justiça Federal feita pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Além disso, querem que o ministério, ao qual estão subordinadas estatais como Petrobrs e Eletrobras, componha um “núcleo duro” da Esplanada com diálogo direto com os responsáveis pela formulação da política econômica.

O argumento dos petistas é que o Ministério de Minas e Energia ganhou peso estratégico devido à situação de crise hídrica que tem afetado o nível dos reservatórios e a geração de energia e aos problemas de caixa das distribuidoras. Também as denúncias de corrupção na Petrobras assumiram um alto grau de importância. O partido acredita que retirar o PMDB do comando do ajudaria a transmitir a imagem de que o governo está interessado em apurar as denúncias de corrupção na Petrobras. Dessa forma, a pasta precisaria estar mais próxima do Palácio do Planalto, atuando em sintonia com os futuros titulares da Fazenda e da Casa Civil, por exemplo. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que, no próximo governo, a pasta não pode ser vista como um “ministério qualquer”. “Precisa fazer parte do núcleo mais importante do governo”, argumentou.

Não por acaso, um dos nomes cotados pelo partido para assumir o posto hoje ocupado pelo peemedebista Edison Lobão, afilhado político de José Sarney (PMDB-AP), é o do governador da Bahia, Jaques Wagner. Próximo à Dilma e fortalecido no PT por ter eleito seu candidato ao governo estadual ainda no primeiro turno Wagner deverá ter papel de destaque no próximo mandato. O chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, que foi secretário de Minas e Metalurgia quando a petista comandou o ministério, é outro cotado.

Não se sabe o grau do envolvimento do ministro Lobão com o esquema de corrupção na estatal, mas operadores do governo tratam sua queda como inevitável. Primeiro por atender à estratégia do Planalto de extinguir, no segundo mandato de Dilma os feudos partidários. E segundo, por aproveitar o enfraquecimento político do padrinho de Lobão, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), que desistiu de concorrer este ano a um cargo eletivo após 60 anos e cujo grupo político perdeu força em seu Estado após a eleição de Flávio Dino (PCdoB) para o governo do Maranhão.

Mas o PMDB está decidido a lutar pela Pasta. O principal argumento a ser colocado na mesa de negociação para garantir o ministério é o de que Dilma precisará do partido, caso queira garantir o mesmo apoio político que teve no Senado em seu primeiro mandato. A situação, avaliam, é delicada para o governo por uma confluência de fatores políticos e econômicos. Com uma oposição mais qualificada a partir do próximo ano, com a presença, por exemplo, dos tucanos Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE) e do democrata Ronaldo Caiado (GO), o governo precisa garantir apoio na Casa. E, como as condições da economia brasileira em 2015 não são das melhores, o respaldo no Senado para aprovação de medidas planejadas pelo Executivo, mesmo que impopulares, também é fundamental.

Entre os principais nomes do PMDB, são cogitados o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), ou o líder do governo na Casa, Eduardo Braga (AM), que é engenheiro elétrico. A bancada dos senadores quer manter os três ministérios da sua “cota” – além de Minas e Energia, a Previdência e o Turismo, esse último cota do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os deputados do partido, por sua vez, controlam a Agricultura. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, é uma indicação pessoal do vice de Dilma, Michel Temer.

Desde o início do governo Dilma, em 2011, os peemedebistas se ressentem da perda de espaço na área. A petista foi a primeira ministra de Minas e Energia de Lula e responsável pelo modelo de gestão do setor. Promoveu uma “limpeza” nas indicações do PMDB na área. No final do governo Lula, o partido chegou a ter praticamente uma “porteira fechada” no setor. Contudo, tão logo assumiu, Dilma acabou com o monopólio e indicou pessoas de sua confiança para uma gestão compartilhada de petistas e peemedebistas. O PMDB do Senado até toparia perder Minas e Energia, desde que a compensação viesse em uma pasta de igual “envergadura”, como Cidades, Transportes ou Integração Nacional. O senador Edison Lobão Filho (PMDB-AP) afirmou que seu pai deve deixar o ministério, mas que é inocente. “Meu pai não tem absolutamente nada a esconder”, disse.

(Fonte: Estadão Conteudo)


Pizzolato é indiciado pela PF em nove crimes cometidos na fuga

Agência Brasil (Brasília) – O ex-diretor Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi indiciado em nove crimes cometidos antes de fugir para a Itália, no fim do ano passado, e relacionados ao uso de documentos falsos em nome do irmão Celso Pizzolato, morto em 1978. O indiciamento foi anunciado nesta sexta-feira (31) pela Polícia Federal (PF).

Segundo a PF, o ex-diretor do Banco do Brasil utilizou a documentação falsa para diversas finalidades, entre os anos de 2007 a 2010. Em outubro de 2008, votou com a identidade de um parente. Em 2009, solicitou a segunda via do CPF do irmão, além de pedir alteração dos dados cadastrais. Henrique Pizzolato também foi indiciado por requerer passaporte italiano por meio de documentação falsificada.

De acordo com a PF, a pena prevista em lei a cada um dos nove pode variar de um a cinco anos de reclusão. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Ele fugiu para Itália em setembro do ano passado, antes do fim do julgamento no STF. Ele foi preso em fevereiro em Maranello (Itália). Em junho, a corte iniciou o julgamento, mas em seguida suspendeu a sessão para solicitar esclarecimentos ao governo brasileiro sobre as condições dos presídios nacionais. A Justiça italiana negou a extradição de Pizzolato para o Brasil, aceitando o argumento da defesa de inadequação do sistema prisional brasileiro.


Feitosa aprova mudança na presidência da Alepe

Deputado quer renovação no comando da Casa Legislativa (Foto:Marina Mahmood/Folha de Pernambuco)

O deputado Alberto Feitosa (PR) é mais um dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) a levantar a bandeira da mudança na presidência da Casa. O Republicano teceu vários elogios ao deputado Guilherme Uchoa (PDT), mas acha que o cargo não deve ser ocupado por muito tempo por um único parlamentar.

“Guilherme é um ótimo presidente para a Casa sob o ponto de vista de gestão, de representação, pela história política dele, tudo isso conta muito. Ele é muito solidário para os colegas. Fez um plano de carreira para a Casa. Eu não falo da pessoa de Guilherme, estou falando do status de presidente. A pessoa dele é avaliada nas urnas. Mas acho que é muito ruim para a Alepe passar dez anos com o mesmo presidente. Acho que com o diálogo creio que isso, a renovação, vá acontecer”, disse Feitosa, em entrevista à Rádio Folha FM, 96,7, nesta sexta-feira (31).

O republicano também concorda que o partido que possui mais cadeiras na Casa deve ocupar os cargos de primeiro escalão como a presidência ou a primeira secretaria. O PSB é a sigla com mais representantes na Alepe com 15 parlamentares.

“Acho que tem que ser uma posição negociada. O PSB com a presidência ou com a primeira secretaria já estaria contemplado. O PSB tem que querer a presidência e a primeira secretaria veríamos depois”, relatou.


Alves: “É hora de governo e Câmara manterem serenidade”

Após conversa na manhã desta sexta-feira (31) com o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), adotou um tom apaziguador no discurso com o Palácio do Planalto. Alves disse que é hora de todos manterem a “serenidade” porque 2015 “será muito difícil”.

Preocupado com as votações onerosas para o governo, Berzoini reiterou as preocupações já manifestadas na quinta-feira (30) pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. O Planalto quer acompanhar os projetos que estão em pauta na Casa e pede que o clima de diálogo entre Executivo e Parlamento seja mantido. “(O diálogo) é necessário mais do que nunca, a economia e a política exigem. É hora de muita serenidade, de todos. O ano de 2015 será muito difícil”, comentou Alves.

O presidente da Câmara reafirmou a intenção de votar as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que aumentam os repasses da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o texto aprovado no Senado do Orçamento Impositivo – que obriga a execução no Orçamento da União de emendas dos parlamentares até o limite de 1,2% da receita corrente líquida do ano anterior. As duas propostas já entraram na pauta de votações da próxima semana.

Na semana em que a Câmara derrotou o governo sustando os efeitos do decreto presidencial dos conselhos populares, Alves elogiou a retomada de diálogo com o Executivo. “Foi um bom clima de diálogo mesmo. O País precisa disso”, disse Alves.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


OAB entra com ações por crimes nas redes sociais

Presidente da OAB-PE quer diminuição de incitações de ódio na internet(Foto: Lucas Melo/Folha de Pernambuco)

Atualizada às 18h00

O presidente da Ordem de Advogados do Brasil- seccional Pernambuco (OAB-PE), Pedro Reynaldo Alves, declarou que seis pessoas já foram representadas, junto ao Ministério Público Federal (MPF) por incitação ao ódio e ao preconceito nas redes sociais. De acordo com o magistrado, esse tipo de crime pode levar a revisão de pena de dois a cinco anos de reclusão.

“Já representamos seis pessoas no Ministério Público. Cinco no Recife e uma advogada ficou a cargo do Ministério Público Federal em São Paulo. O agravante é que esse tipo de crime é praticado nas redes sociais justamente porque quanto maior a difusão da manifestação odiosa e preconceituosa, maior deve ser a pena. Então nós estamos prevendo e pedindo que eles sejam inseridos no agravamento do paragrafo 2 do artigo 20, que são de 2 a 5 anos de reclusão, explicou o magistrado, durante entrevista à Rádio Folha FM, 96,7, nesta sexta-feira (31).

Entre as pessoas que foram acionadas pela OAB-PE está Regina Paula Zouki, advogada de São Paulo. Além dela, outros cinco perfis nas redes sociais foram notificados: Wellington Figueira; Maria Emília; SRA. Grey (@_NataliaLins_); Edna Rosa e Karine Melchior.

Apesar de ingressar com representações no MPF, o presidente da OAB-PE não acredita que as declarações feitas nas redes sociais caracterizem um sentimento separatista.

“O que está havendo com as redes sociais é um potencial de interação maior da sociedade, identificando um preconceito de pessoas, que sempre houve. A ação da OAB é reagir, de mostrar ao cidadão que as manifestações que ele expressa nas redes sociais surte consequências jurídicas”, afirmou.


Advogado diz que pedido de auditoria do PSDB é “triste”

O inédito pedido de auditoria nas eleições feito pelo PSDB na noite de quinta-feira (30) foi classificado pelo especialista em direito eleitoral Alberto Luis Mendonça Rollo como “triste”. Rollo ressaltou que a urna eletrônica foi testada diversas vezes antes da eleição e lamentou que o partido derrotado tenha questionado o sistema somente após o resultado final. “Em eleições municipais, chamamos isso de viúva de eleição. Em vez de questionar o porquê de ter menos votos, questiona a urna. Ao questionar a validade, não sei se contribui para a democracia”, avalia o advogado.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB), que assina o pedido do PSDB, afirma que o partido não quer questionar o resultado do pleito, mas esclarecer à população denúncias feitas nas redes sociais sobre possíveis fraudes no dia da votação.

Além de criticar o pedido de auditoria especial feito pelo PSDB, Rollo defendeu o nível de segurança da urna eletrônica, testada por universidades do Brasil e exterior. Ele lembra que o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), antes de outros pleitos, submeteu o sistema brasileiro a testes com programadores de todo o mundo. “Há mecanismos de controle, mecanismos de comprovação, não dá para trocar 3,5 milhões de votos de um lado para o outro sem que ninguém saiba. Não é uma pessoa só que manipula esses programas”, defende o especialista.

Rollo evita dizer que fraudar o sistema é impossível, mas acredita que os testes feitos na urna mostraram a eficiência do modelo. Para ele, o fato de as urnas não terem conexão umas com as outras e com a internet é uma garantia. Contra o argumento de que pode haver má fé de funcionários da Justiça eleitoral, Rollo lembra que é impossível que haja uma alteração capaz de mudar o resultado de uma eleição sem que outros técnicos tomem conhecimento da fraude. “São vários técnicos. Não dá para um fazer a programação para alterar votos sem que isso seja descoberto antes da eleição”, completa.

A petição do PSDB diz que há “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira” motivada pela decisão do tribunal de só divulgar o resultado da eleição presidencial após o encerramento da votação no Estado do Acre.

O presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, Milton Flavio, questionou a isenção do presidente do TSE, José Antonio Dias Toffolli, que trabalhou para o PT antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal e ao comando da Justiça Eleitoral. “Muita gente questiona a isenção do Toffoli”, disse Flávio.

O advogado Alberto Luiz Mendonça Rollo rebate o argumento do tucano dizendo que, mesmo sendo o presidente, Toffoli não tem autonomia para fazer alterações no sistema. “Dizem que o Toffoli já foi advogado da presidente Dilma, mas não é ele que faz a apuração. Ele não tem uma senha secreta, há mecanismos de controle. Não é um só funcionário que manuseia o programa, não é só o presidente”, explica, citando como exemplo de que o sistema é seguro as cerimônias públicas de lacração dos programas com representantes da sociedade civil, como o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e da imprensa.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


Antônio Modesto sugere homenagem a Dom Helder

Na reunião que teve com a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC) e com o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, nesta quinta-feira (30), o advogado e ex-deputado federal pelo MDB Antônio Modesto da Silveira sugeriu que o órgão solicitasse uma homenagem póstuma ao religioso que empresta o nome à comissão.

O ex-deputado, que é considerado um dos advogados que mais atendeu casos de perseguidos políticos na época, também pediu que a Comissão realizasse um trabalho de investigação que provasse que o prêmio Nobel da Paz seria entregue a Dom Helder Câmara e que a homenagem não ocorreu por causa da opressão da época da ditadura.

Ainda na avaliação de Modesto, as homenagens espalhadas pelo Recife e por Pernambuco devem ser dedicadas “aos verdadeiros heróis” e devem ser refeitas aos nomes que fizeram história no Estado.

Com informações de Helena Dias, da Folha de Pernambuco


Aécio deu aval para pedido de auditoria nas eleições

O deputado federal Carlos Sampaio (SP), coordenador jurídico do PSDB, disse nesta sexta-feira (31), ao Estado que o senador Aécio Neves, candidato derrotado à Presidência e presidente da sigla, deu aval para o pedido de auditoria do resultado das eleições protocolado nessa quinta-feira (30) pelos tucanos.

“Falei com Aécio pelo telefone. Disse a ele que fizemos uma discussão no grupo jurídico porque vimos que se instalou um clima de insegurança em relação ao sistema de votação. Ele disse que não se opunha e deu aval (para o pedido de auditoria)”, afirmou.

Em petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido pediu abertura de um processo para verificar o sistema de votação e de totalização dos votos com a criação de uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos.

Apesar da iniciativa, o coordenador jurídico do PSDB exalta o papel do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, nas eleições e não credita a derrota de Aécio a problemas que tenham ocorrido no sistema.

“Há um ambiente de desconfiança em relação ao sistema, mas o Toffoli foi isento, imparcial, correto. Deu um show como presidente do TSE”, disse o tucano. Segundo Sampaio, a iniciativa do PSDB foi “uma ação em defesa da própria corte”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


Câmara recebe a bênção do papa Francisco

Socialista cumprimentou o líder religioso (Foto: Arthur Cunha/Divulgação)

Atualizado às 15h30

O governador eleito, Paulo Câmara, recebeu a bênção do Papa Francisco, durante a apresentação da Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, no Vaticano. O concerto ocorreu na Sala Clementina. O socialista estava acompanhado da deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), que não foi reeleita.

O projeto Criança Cidadã nasceu há oito anos na comunidade do Coque, à época um dos bairros mais violentos da capital pernambucana, sendo idealizado pelo juiz de direito João Targino. Atualmente, ele atende a 170 jovens e crianças de forma gratuita.

João Lyra com o papa Francisco

Governador marcou presença no evento (Foto: Divulgação/Assessoria)

Presente no evento, o governador João Lyra Neto (PSB) também cumprimentou pessoalmente o Papa Francisco. O socialista entregou o livro “Igrejas do Recife”, de Mário Nunes, com os principais templos católicos históricos de Pernambuco retratados pelo artista. Pouco antes da apresentação no Vaticano, o gestor foi recebido pelo embaixador brasileiro junto à Santa Sé, Denis de Souza Pinto, juntamente com o bispo de Caruaru, Dom Dino Marchió.