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Encontro da direção municipal do partido foi realizado neste fim de semana (Foto: Reprodução)

Em reunião plenária da direção municipal do PCdoB no Recife, neste último fim de semana, o partido deliberou algumas resoluções tendo como principal ponto a resistência ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, a discussão sobre a aliança com o PSB local será discutido apenas na convenção da sigla, que será realizado em julho.

“O PCdoB defende suas opiniões com muita clareza. Nas eleições de 2014, apoiou a chapa de Paulo Câmara e ao mesmo tempo apoiou a candidatura de Dilma. Evidentemente que o quadro evoluiu. A situação política está sendo analisada com muita atenção, mas, naquele momento, o PCdoB teve uma consonância que existia uma necessidade de uma continuidade e avanço das políticas que estão sendo tratadas”, disse o presidente do Comitê Municipal do PCdoB no Recife, José Bertotti.

Além de defender a permanência de Dilma, o PCdoB teve como uma de suas resoluções, no encontro, um plebiscito que pode servir como alternativa para uma provável saída da petista.

“Se existe uma divisão tão profunda na sociedade brasileira hoje, com relação aos rumos que se deve tomar, isso não deve ser discutido somente por uma votação fechada num colégio eleitoral, que consideramos ilegal. Nós achamos que se deve ter um plebiscito para a população pudesse se manifestar. Nada pode substituir o desejo da população. E se foi a população que elegeu a presidente Dilma, com mais de 54 milhões de votos, é necessário que a população tenha que participar”,
comentou Bertotti.


Ato começou no Derby e terminou no Recife Antigo (Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco)

Mesmo com a chuva, milhares de pessoas estiveram presentes na Marcha dos Trabalhadores, que teve como mote a luta contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), neste domingo (1º), no Recife. Os manifestantes seguiram da Praça do Derby e marcharam até o Bairro do Recife. No caminho, os partidos políticos, movimentos sociais e sindicais, organizados pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, expressaram seu repúdio ao momento que vive o País. Eles se também se juntaram aos integrantes da Festa da Lavadeira, que ocorre anualmente no dia 1º de maio.

Integrantes da Festa da Lavadeira se juntaram ao grupo (Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco)

Cada grupo puxava cânticos em prol de suas lutas, mas o repúdio ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), era unânime entre os movimentos sociais.

Políticos como o senador Humberto Costa (PT), o ex-prefeito João Paulo (PT), o deputado estadual Edilson Silva (PSOL), o vereador Jurandir Liberal (PT) e o presidente do PT no Recife, Oscar Barreto, seguiram todo o percurso.

“Nós estamos nas ruas exatamente lutando pela manutenção da democracia, e pelo esse golpe que se avizinha no Congresso Nacional, no Senado. A realidade é que o povo está mobilizado, é tanto que esse exemplo, numa chuva dessa, num toró desse, mais de 20 mil pessoas estão presentes nas ruas”, disse Jurandir Liberal.

Humberto seguiu todo o percurso junto aos manifestantes (Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco)

“Nosso entendimento é que o 1 de maior é um dia de conquistas, e sem democracias não há conquistas sociais”, resumiu Humberto Costa.

De acordo com o presidente da CUT, Carlos Veras, Cunha é o principal responsável pelo que ocorre no País. “Ele é o homem mais poderoso do Brasil, está acima da lei”, afirmou.

Presidente da CUT, Carlos Veras promete paralisação no dia 10 de maio (Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco)

“Tem cinco processos no Supremo e nada acontece. A vontade dele é a lei suprema hoje no Brasil, e junto a Michel Temer e Bolsonaro, articula um golpe contra o Brasil, contra as conquistas trabalhistas. O povo vai parar. Dia 10 vamos realizar uma grande mobilização em busca dos nossos direitos. Não vamos aderir retrocesso” , prometeu o sindicalista.


No ato, manifestantes criaram até música em homenagem ao parlamentar (Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco)

Por Marcelo Montanini
Da Folha de Pernambuco

Cerca de 40 pessoas realizam neste domingo (1º) um ato em defesa do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em frente à Padaria Boa Viagem, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Com cartazes de “Fora Corruptos”, “Fora Comunismo” e “Bolsonaro Presidente”, os manifestantes ouviam discurso do parlamentar e músicas em homenagem a ele. Alguns motoristas, que passavam pelo local, buzinavam em crítica, outros a favor.

Um dos organizadores, o ativista do grupo Direita Pernambuco, Leandro Quirino, explicou que o manifesto visava defender o deputado que, segundo ele, estava “sofrendo perseguição”. “A direita é bem preparada ideológica e psicologicamente. A tática da esquerda é acusar os outros (de direita) do que eles são. E são acusações (contra Bolsonaro) sem embasamento”, afirmou ele, explicando que não há provas de que houve tortura na ditadura e, caso houve, justifica-se, o País estava em guerra.

Quirino destacou que o grupo não se sente representado por qualquer político pernambucano. “Há o DEM que tem perfil liberal, mas conservador não há essa representatividade”, avaliou. “A gente até evita apoio de políticos”, acrescentou.


Ato foi organizado pelo Movimento Vem Pra Rua (Foto: Divulgação)

O Movimento Vem Pra Rua organizou, neste domingo (1º), o ato intitulado o “Enterro da Vergonha”, no município de Caruaru. Manifestantes que apoiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) se concentraram na Avenida Agamenon Magalhães e repudiaram os senadores que estão ao lado da líder petista. Os parlamentares indecisos foram cobrados para ajudar na saída da majoritária.

Além de apitos e cartazes, cerca de 40 pessoas presentes no ato levaram placas mostrando quem são os senadores indecisos e que votarão contra a saída de Dilma.

“Houve uma boa interação das pessoas: das que estavam passando tanto de bicicleta, a pé, ou de carro pela avenida apoiaram o nosso ato”, afirmou o porta-voz do Movimento Vem Rua, Gustavo Gesteira.

“Vamos cobrar os senadores que não apoiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff e trazer aqueles deputados que votaram contra a imensa maioria do povo brasileiro (contra o impeachment). Nós podemos e vamos construir um Brasil muito melhor para todos”, disse.

As informações do Mapa do Impeachment – que mostra os parlamentares pró e contra Dilma- também foram levadas para a população que prestigiou o ato.


Os defensores do mandato da presidente Dilma Rousseff no Estado parecem não ter engolido o fato de o PSB ter votado favoravelmente ao impeachment da petista.

Ao passar próximo ao Palácio do Campo das Princesas, comandado pelo socialista Paulo Câmara, os participantes da caminhada em comemoração ao 1º de Maio e contra o afastamento de Dilma fizeram o coro de “golpista”.

Veja o vídeo:


Humberto destaca a “luta contra o golpe”

Líder do Governo no Senado, Humberto Costa acompanha a caminhada promovida pelos movimentos sociais neste domingo (1º). Para ele, a importância do ato é maior em razão do momento pelo qual o País passa.

Veja o vídeo:


O DEM e a defesa da redução do Estado

Priscila diz ser possível conciliar a redução do poder do Estado com a redistribuição de renda no País(Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco)

Daniel Leite
Da Folha de Pernambuco

A expectativa em torno do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que poderá assumir o governo, caso o impeachment da presidente Dilma se consolide, intensificou o debate sobre os rumos que o País irá tomar.

Disposto a transferir “para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”, o peemedebista poderá inaugurar um novo ciclo de liberalização da economia nacional. A demanda por esta agenda pode ser identificada, inclusive, nos protestos de rua que pedem a saída do governo Dilma.

Nesta perspectiva, os partidos que defendem o “Estado mínimo” ganham cada vez mais atenção da sociedade. Um deles é o Democratas (DEM), que carrega, em sua identidade política, a bandeira do liberalismo.

Atualmente, o DEM é um dos principais protagonistas da articulação em torno do afastamento de Dilma. Através de figuras como o deputado federal Mendonça Filho (PE), cotado para comandar um ministério no eventual governo Temer, e o senador Ronaldo Caiado (GO), a sigla ganhou significativa projeção nacional, atuando no campo da oposição.

A legenda é sucessora da antiga Frente Liberal (PFL), que já era uma dissidência do antigo Partido Democrático Social (PDS) e teve sua origem a partir da Aliança Renovadora Nacional (Arena), em 1966.

De acordo com a deputada estadual Priscila Krause, filha de um dos maiores expoentes do partido, Gustavo Krause, a atuação do DEM foi relevante para a “construção de um novo caminho para o País, que está culminando com o início do processo de impeachment”.

“Esta responsabilidade coloca para o partido um papel importante. Neste momento, faço uma comparação com o que aconteceu no governo Itamar Franco, logo após o impedimento do Fernando Collor, em 1992. Houve uma coalizão onde todos compreenderam que era preciso preparar o País para novas eleições e ao mesmo tempo encontrar os rumos econômicos e sociais. Acho que a gente vivencia um pouco este momento novamente”, explicou.

Na visão de Priscila, o DEM tem, de fato, uma “identificação clara como liberalismo”. “Na política, sempre existe um movimento pendular. Houve uma fase onde estávamos em baixa, com o auge do ‘lulopetismo’, um populismo difundido não só no Brasil, mas na América Latina. Hoje, este modelo passa por um certo esgotamento e a sociedade passa a perceber que aquilo que pregamos e lutamos tem sentido. Para o País sair da situação em que se encontra, deve passar sim pela redução do Estado, que não pode servir de cabide ou aparelhamento”, colocou.

Porém, a deputada acredita que é possível conciliar a redução do poder do Estado com a redistribuição de renda no País. “Isso é a essência do Estado liberal, que tem que ser forte onde é necessário, em áreas como Saúde, Educação e com questões ambientais”, disse. Para ela, caso assuma o governo, Temer deverá ter capacidade para entender o simbolismo de sua gestão provisória. “Ele tem que ser firme em seus posicionamentos e nas suas medidas, que poderão ser amargas. Mas acho que existe maturidade no País. As pessoas estão conscientes de que não existe milagre a se fazer”, completou.

Em seu pretenso plano de governo, o peemedebista dedicou um capítulo intitulado “A travessia social”, que trata da “regeneração do Estado”. Nele, o vice-presidente faz menções ao aumento das privatizações e concessões e afirma que o governo precisa estabelecer um novo modelo de relações com o setor privado, inclusive modificando a atual lei de licitações.


Sob guarda-chuvas, manifestantes dividem espaço com os ônibus (Foto: Alex Ribeiro/Blog da Folha)

A Marcha Popular – 1º de Maio – Contra o Golpe, em defesa da democracia e dos Direitos Sociais deixou a concentração, no Derby, sob forte chuva que cai no Recife. Os defensores do governo da presidente Dilma Rousseff saíram pouco depois das 11h do local da concentração.

Ao chegar ao início da Avenida Conde da Boa Vista, os manifestantes dividiram espaço com os ônibus. Eles seguiram até o Marco Zero, quando haverá um ato em defesa do trabalhador. O senador Humberto Costa, o presidente da Sudene, João Paulo acompanham a movimentação e deverão discursar no evento.

Ainda na Agamenon, manifestantes se protegiam da chuva (Foto: Arthur Souza/Folha de Pernambuco)


Compasso de espera nos municípios

Renata Bezerra de Melo
Coluna Folha Política

Um compasso de espera tem pautado o cenário das eleições municipais em várias cidades, em função do processo de impeachment em análise no Congresso Nacional. Gestores e pré-candidatos majoritários andam sem tanta pressa para bater o martelo em suas estratégias e alianças. A defesa de novas eleições presidenciais, feita por alguns, abre uma série de interrogações, por exemplo, sobre como isso geraria um vínculo com os pleitos municipais. Se petistas já avaliam a possibilidade, há quem também aponte que isso poderia beneficiar o PSDB ou a ex-senadora Marina Silva, que também esteve no páreo de 2014 e continua figurando nas pesquisas. Presidente nacional do PSDB, Aécio Neves ainda não cravou posição sobre o projeto do partido no Recife, vem dando tempo ao tempo. Em Petrolina, os desdobramentos do impedimento da presidente, cuja admissibilidade ainda será votada no Senado, podem gerar reflexos na pré-candidatura de Odacy Amorim. O deputado chegou a fechar aliança com o PP, que integrava a base de Dilma, mas mudou e acabou adotando posição pró-impeachment. Voltando para a capital ainda, a pré-candidatura de João Paulo, que só precisa se desincompatibilizar em junho, também aguarda.

Condição colocada

O deputado estadual Cleiton Collins mantém, desde o ano passado, conversas amigáveis com o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes. A despeito do entrosamento, o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, adianta, à coluna, o seguinte: “A única possibilidade que tem de o PP apoiar um candidato de Elias Gomes, juntando PP e PSDB, em Jaboatão, é se o candidato for Evandro Avelar”.

RANKING – O dirigente do PP foi o deputado federal mais votado, em Jaboatão, nas duas últimas eleições. Em 2010, teve mais de 40 mil votos só na cidade e, em 2014, teve 28.310 mil. Na última eleição, Betinho Gomes teve 26.276 e Anderson Ferreira, 18.589 mil votos.

INDEPENDENTE – Como Eduardo da Fonte, Cleiton Collins também figura como mais votado para deputado estadual em Jaboatão. E o PP não integra a gestão Elias Gomes.

IMPEACHMENT – De Joaquim Falcão, no Ponto a Ponto/BandNewsTV, sobre o comportamento do STF: “Estão falando demais. Não é recomendável”. EM PAUTA >A direção municipal do PCdoB do Recife reuniu-se, ontem, para analisar da atual conjuntura política. As eleições municipais do Recife entraram na agenda de debate.

NEYMAR I – A CPI da Máfia do Futebol, que investiga denúncias de irregularidades cometidas por dirigentes da Fifa e da CBF, aprovou requerimento do relator, deputado Fernando Monteiro, convidando o pai do jogador Neymar, o empresário Neymar da Silva Santos, para esclarecer sobre contratos de marketing, direitos de mídia e patrocínios envolvendo a CBF.

NEYMAR II – Fernando Monteiro considera Neymar Santos peça fundamental nas investigações para esclarecer sobre a relação entre jogador, agente e contratos. Acrescenta que sua intenção é deixar um legado para o futebol brasileiro e, para isso, pretende ouvir e colher informações de quem possa contribuir.

LEMBRETE – O deputado federal Jorge Côrte Real defende a manutenção do Pronatec por qualquer governo que possa vir a suceder o atual. De acordo com o petebista, o Pronatec obedece uma visão moderna da educação, com o ensino já dirigido ao trabalho. Na opinião dele, por meio do programa, o Brasil pode ganhar competitividade, aumentar a renda dos trabalhadores, e obter uma posição mais alta para seus produtos no exterior.


Luciana Santos participa de ato neste domingo (Foto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco)

Uma das mais ferrenhas defensoras da presidente Dilma Rousseff, a presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, ainda não jogou a toalha quando o assunto é o impeachment da petista.

Tanto que ele participa, neste domingo (1º) Marcha Popular – 1º de Maio – Contra o Golpe, em defesa da democracia e dos Direitos Sociais, que terá concentração na Praça do Derby e acabará no Bairro do Recife.

A partir das 11h a presidente nacional do PCdoB deve acompanhar a programação do evento que inicia com uma concentração no Acampamento da Democracia – instalado na Praça do Derby, e segue, a partir das 14h, em passeata até o Marco Zero da capital pernambucana.

Após caminhada, Luciana santos irá acompanhar os debates e as apresentações culturais no Bairro do Recife, durante a Festa da Lavadeira, às 16h.


Promotores debatem até este domingo questões relativas à infância e adolescência (Foto: Divulgação)

Questões relativas à defesa da criança e adolescentes estão sendo debatidas deste a sexta-feira, em Brasília, de encontro de promotores de Justiça de todo o País.

Eles discutem temas como Orçamento Criança e Adolescente, Lei Orgânica do Conselho Tutelar e Fluxo do Acolhimento Institucional, entre outras questões.  O III Congresso Nacional dos Membros do Ministério Público da Infância e da Adolescência, promovido pelo Fórum Nacional dos Membros do Ministério Público da Infância e da Adolescência (Proinfância) segue até este domingo.

O evento, que antecede o Congresso Nacional da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos (ABMP), objetiva, ainda, integrar membros de todos os ramos ministeriais interessados pela área infantojuvenil.

Na avaliação do coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude (CaopIJ), Luiz Guilherme Lapenda, “este Congresso permite a troca de experiências exitosas, já que a participação é exclusiva para promotores de Justiça”.

Neste sábado, os promotores de Justiça Luísa de Marillac, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e Millen Castro, do Ministério Público da Bahia, abordaram os temas “Conselho Tutelar: Lei Orgânica; atribuição do artigo 136, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); Encaminhamentos, jornada de trabalho e plantão, relação com a rede; reais atribuições”.

Para Guilherme Lapenda, “essa troca de práticas que estão dando certo em Estados das mais diferentes regiões, cujos problemas se repetem, é de grande valia como multiplicador”. Na manhã deste domingo, o Congresso será encerrado com uma reunião plenária com encaminhamento das discussões.


Governador Paulo Câmara comandou por três horas a primeira reunião do secretariado do ano (Foto: Roberto Pereira/SEI)

A prioridade do Governo do Estado é pagar o salário dos funcionários públicos e manter as ações na saúde, educação e segurança. A informação foi dada neste sábado pelo secretário da Fazenda, Márcio Stefanni, após a primeira reunião do secretariado estadual com o governador Paulo Câmara nesta manhã, no Palácio do Campo das Princesas.

De acordo com o secretário, apesar de os números do mês de abril ainda não terem sido fechados, a previsão é que as receitas do Estado caiam mais uma vez, repetindo o quadro dos outros três meses deste ano.

“Temos um quadro de grave crise no Estado. Empresas e lojas fechando e o desemprego aumentando. Para se ter uma ideia, em 2 de abril o Governo Federal projetou uma receita do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e, na segunda parcela, 19 dias depois, houve uma frustação de receita por volta de 20%”, afirmou o secretário.

Entre as alternativas de compensação propostas, serão articuladas as vendas de ativos; a criação de nova empresa pública que focará na recuperação de débitos e emissão de debêntures; e a alteração da data de pagamento dos cargos comissionados. Também serão realizadas reuniões com todas as secretarias para definir outras estratégias e ajustes necessários nos programas e ações de cada uma das pastas.

Stefanni afirma que é preciso manter os serviços de saúde, educação e segurança (Foto: Allan Torres/ArquivoFolha)

Segundo Stefanni,  a indicação do governador Paulo Câmara foi a de imprimir a máxima que utilizou na campanha, de fazer mais com menos. “Temos que cortar onde pudermos, mas as áreas de saúde, educação e segurança não serão afetadas”, garantiu.

Sobre os slário dos servidores, Stefanni informou que o trabalho do Governo será todo para evitar atrasos na folha do funcionalismo público. Ele acrescentou que apenas comissionados irão mudar a data de pagamento. Já os servidores do Estado continuarão a receber no quinto dia útil do mês, juntamento com a gratificação.

Ao comentar o resultado das negociações com a Polícia Militar, que evitou a greve da tropa na última quarta-feira, o secretário lembrou que o Governo fez o que podia para chegar ao resultado, mas que esse resultado complicará eventuais negociações com outras categorias, em virtude do momento que o Estado vive.


Socialistas divergem sobre espaço no Governo Temer

Fernando Filho é cotado para assumir pasta na gestão Temer (Foto: Pêu Ricardo)

Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O debate sobre a posição do PSB em um eventual Governo Michel Temer ainda divide as suas lideranças. Enquanto o governador Paulo Câmara (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), defendem o apoio sem cargos, a bancada federal está dividida sobre a participação de socialistas na administração do PMDB.

Há uma corrente que defende que lideranças da agremiação não sejam proibidas de ocupar cargos caso sejam convidadas, em caráter pessoal, pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB). Com esta possibilidade em vista, especulações começam a ser ventiladas em torno do nome do líder na Câmara, deputado Fernando Filho, para ocupar espaço na Esplanada dos Ministérios.

Outro nome ventilado é o do presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande. De olho em apoio para seu projeto, o vice-presidente Michel Temer já teria sondado alternativas do PSB para ocupar o posto, mesmo coma resistência de setores da legenda.

Membro da Executiva Nacional do PSB, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) se reuniu, pelo menos, duas vezes, com o peemedebista. A conversa teria girado em torno da votação do impeachment no Senado e em questões como a condução da economia e soluções para a crise.

O próprio Bezerra Coelho tem uma posição favorável à participação do PSB no governo, e que a sigla deixe Temer à vontade para fazer as indicações. Nos bastidores, informações apontam que ele estaria tentando emplacar o nome do filho para o Ministério da Integração Nacional, pasta que foi ocupada por ele no primeiro mandato do Governo Dilma. A assessoria de imprensa nega.

Articulação

Líder dos deputados, Fernando Filho poderia ajudar na articulação com a bancada socialista e com interlocução com os parlamentares, facilitando a vida da futura administração. Diferente do senador Bezerra Coelho, o nome do parlamentar também não está envolvido diretamente nas investigações da Lava Jato.

Já o ex-governador Renato Casagrande, que perdeu as eleições no Espírito Santo, ganharia força política com o cargo. No entanto, a avaliação é que o governo Temer precisa dar sinalizações claras de reação à crise.

Primeiro Secretário Nacional de Finanças do PSB Nacional, o vice-governador Márcio França (PSB) defende que a sigla não indique nomes para o Governo Federal, mas admitiu não ter posição firmada sobre convites em caráter pessoal para lideranças do PSB.

“Defendo o apoio sem indicação de nomes, mas ainda não tenho posição tomada sobre essa segunda parte da discussão (de deixar filiados à vontade para ocupar cargos por indicação pessoal)”, destacou.

Outras lideranças têm uma postura mais radical quanto a ocupação de cargos. “Se Fernando Bezerra quiser ocupar cargo é problema dele, não do PSB. O partido não quer cargos”, afirmou o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB).

Caso os rumores sejam confirmados, não seria a primeira vez que Fernando Bezerra Coelho iria divergir da posição do governador Paulo Câmara. Após indicar o nome de Fernando Filho para a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, em 2014, o senador não escondeu seu desconforto em uma carta pública questionando o gestor por não ter aceito a sugestão. Mas o mal-estar inicial acabou sendo amenizado em seguida.


Executiva estadual diverge da bancada

Renata Bezerra de Melo
Coluna Folha Política

Na última segunda, o governador Paulo Câmara chamou os representantes pernambucanos da bancada federal do PSB para uma conversa logo pela manhã. Deixou claro sua posição contra a ocupação de cargos em eventual governo Michel Temer. Presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, estava presente. Um dia depois, na terça, reuniu a executiva estadual e definiu, como confirmara à coluna, quatro pontos a serem levados à executiva nacional, entre eles, a decisão de não participar de uma gestão Temer. Ontem, antes que a semana terminasse, o governador, durante a tarde, voltou à mesa com Fernando Bezerra Coelho Filho, que estivera também no café da manhã no início da semana. O líder do PSB na Câmara retornou após realizar consulta formal à bancada, que é amplamente favorável, segundo apurou Fernando Filho, a ter uma cota em ministério do peemedebista. A última vez que Fernando Filho esteve com Temer foi no dia 17, data da votação do impeachment na Câmara Federal. Mas seu nome passou a ser ventilado para a pasta da Integração Nacional. Até o momento, Sileno não convocou coletiva para externar, conforme adiantou que faria, a posição da executiva estadual, que, de antemão, difere da bancada federal.

Olho no mesmo espaço

Se Fernando Bezerra Coelho Filho tem o nome ventilado para Integração Nacional, o PP já vinha trabalhando para ocupar o mesmo espaço. No Partido Progressista, aparecem cotados Cacá Leão (BA) e Ricardo Barros (PR). O detalhe é que o deputado da Bahia se absteve na votação do impeachment, favorecendo a presidente Dilma, o que torna improvável sua indicação por Temer.

QUANTOS VOTOS – O tamanho das bancadas deve pesar. O PP tem 47 deputados em exercício, enquanto o PSB, por exemplo, contabiliza 31, considerando que Felipe Carreras e Danilo Cabral estão licenciados para exercer cargos de secretários de Turismo e Planejamento, respectivamente, no Estado.

PLANO B - Caso o PP não abra mão da Integração Nacional, corre nos bastidores, que cogita-se para o PSB também a pasta de Ciência e Tecnologia, que já foi comandada por Eduardo Campos.

CALMA, CARA! - Socialistas, no entanto, garantem que não estão “reivindicando cargos” e que havendo convite a área será “estudada” para tomar posição.

CONFERE? – Paulo Câmara quis saber de Fernando Bezerra Filho sobre rumores de que ele poderia ter recebido convite. Ouviu de volta que, por enquanto, trata-se mais de “especulações”.

ENTÃO, TÁ – Um dia depois de a coluna revelar que o TRE-PE formalizara a nova comissão provisória do PR-PE, com vigência desde o último dia 19 e “despacho” do dia 27, o partido emitiu nota, confirmando a troca do comando, mas informando que Anderson Ferreira passou “temporariamente” a presidência para Sebastião.

MERA COINCIDÊNCIA – A pré-candidatura de Anderson, que passou a ser colocada em xeque, nos bastidores, é definida, no texto, como “prioridade” da sigla. A saída de Anderson da presidência do PR passou a ser cogitada depois que Sebastião Oliveira seguiu orientação nacional da sigla na votação do impeachment, enquanto Anderson a contrariou, sendo a favor do impedimento.


A última edição do programa “no Cafézinho” discutiu o processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) que tramita no Senado. Os possíveis nomes cotados para um eventual governo Michel Temer, além da mudança na presidência estadual do PR também foram debatidas.