Delator diz que Dirceu queria reconstruir imagem

Ex-ministro é acusado de cobrar propina da empreiteira Engevix Engenharia (Foto: Divulgação)

O lobista Milton Pascowitch – novo delator da Operação Lava Jato – afirmou que o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil, no governo Lula) cobrou propina da empreiteira Engevix Engenharia e usou os valores para tentar reconstruir sua imagem pública, em meio ao processo do mensalão. Parte dos valores teria sido oculta em pagamentos de falsas consultorias e em reformas de imóveis.

O julgamento da Ação Penal 470, histórico processo do mensalão, provocou pesado desgaste no ex-ministro mais poderoso do governo Lula. Acusado e condenado por corrupção, Dirceu ficou praticamente isolado no próprio partido que ajudou a fundar.

Dono da Jamp Engenheiros Associados, empresa que pagou R$ 1,45 milhão para Dirceu entre 2011 e 2012 por supostas consultorias prestadas para a Engevix, Milton Pascowitch revelou que o ex-ministro iniciou o recebimento de valores da empreiteira por serviços efetivamente prestados de consultoria e prospecção de negócios fora do Brasil.

A JD Assessoria e Consultoria, empresa usada pelo ex-ministro para consultorias e palestras após sua saída do governo, recebeu ao todo R$ 2,6 milhões entre 2008 e 2012, segundo declaração feita à Receita. Os pagamentos saíram da Engevix (R$ 1,2 milhão entre 2008 e 2010) e pela empresa do lobista, Jamp (R$ 1,4 milhão, entre 2011 e 2012).

Posteriormente, os pagamentos continuaram sem a efetiva contraprestação de serviços. Principal personagem do escândalo do mensalão – processo iniciado em 2006 e concluído pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013 -, Dirceu teria passado do recebimento por serviços prestados, mas não efetivados, para pedidos pontuais de pagamentos que eram de propina.

Parte do dinheiro teria servido para pagamentos de viagens do ex-ministro. Após 39 dias preso, Pascowitch foi transferido para regime de prisão domiciliar na segunda-feira (29), após fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Em troca de sua confissão e do apontamento de novos fatos para as investigações, Pascowitch busca benefícios em sua sentença.

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, homologou a colaboração e autorizou prisão domiciliar para Pascowitch, monitorado com tornozeleira eletrônica – a exemplo de alguns dos principais empreiteiros do País também alvos da investigação sobre corrupção e cartel na Petrobras.

Segundo avaliação de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, as revelações de Pascowitch são importantes para definir as próximas linhas da investigação sobre a atuação do ex-ministro no esquema de cartel e corrupção na Petrobras e o uso de consultorias para ocultar pagamentos de propina.

Ao todo, a JD declarou R$ 29 milhões de rendimentos entre 2006 e 2013 por serviços prestados. Desse total, R$ 8 milhões (cerca de 20% do faturamento da consultoria) foram pagos por empreiteiras acusadas na Lava Jato por pagarem propinas de 1% a 3% dos contratos com a Petrobras para políticos e partidos.

O esquema era mantido por meio de diretores da estatal indicados pelo PT, PMDB e PP. Entre eles, o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque (2003-2012), indicado por Dirceu. O ex-ministro nega a indicação. Duque está preso, por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Entre as empreiteiras pagadoras estão a Engevix, a Camargo Corrêa e a UTC – duas últimas com delatores. O empreiteiro Ricardo Pessoa, presidente da UTC, disse em delação premiada que pagou R$ 3,2 milhões para a JD. O ex-ministro afirma, por seu advogado, Roberto Podval, que recebeu por ‘serviços de consultoria’ no exterior, principalmente no Peru.

Outro empresário ouvido pela Polícia Federal que reforçou as suspeitas foi um dos sócios da Engevix, Gerson de Mello Almada, que disse desconhecer a relação comercial entre a Jamp e a JD Assessoria e Consultoria. Almada afirmou, ainda, ser Pascowitch o responsável por indicar na Engevix quem eram os candidatos do PT que receberiam doações da empreiteira.

Pascowitch é suspeito de operar propina para a empreiteira Engevix. Seu elo com o PT e com o ex-ministro Dirceu são peças centrais da delação que ele acaba de fechar com a força-tarefa da Lava Jato.

Os investigadores insistiram, nas audiências com o novo delator, em esmiuçar as relações da empresa de Pascowitch com a JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro em sociedade com um irmão, que é advogado, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. A JD, segundo o criminalista Roberto Podval, defensor de Dirceu, já encerrou suas atividades.

A assessoria do ex-ministro sustenta que “não teve acesso aos termos e ao conteúdo da delação premiada do empresário Milton Pascowitch e, portanto, não tem como emitir opinião a respeito”.

A assessoria afirma, ainda, que Dirceu ‘não teve qualquer influência na indicação de Renato Duque para a diretoria da Petrobras, informação reafirmada pelo próprio Duque em depoimento em juízo e à CPI da Petrobras”.

O criminalista Roberto Podval, que defende Dirceu, afirma que o ex-vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, que também assinou acordo de delação premiada, “confirmou à Justiça a contratação dos serviços do ex-ministro no exterior”.

“(Almada) foi claro ao afirmar que nunca conversou com José Dirceu sobre contratos da Petrobras ou doações ao PT”, destaca Podval.

O criminalista diz que ‘todo o faturamento da JD Assessoria e Consultoria para a Engevix e Jamp Engenheiros Associados é resultado de consultoria prestada fora do Brasil, em especial no mercado peruano, onde a construtora abriu sede e passou a disputar contratos depois que contratou o ex-ministro José Dirceu”.

O criminalista Theo Dias, que defende Pascowitch, não se manifestou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


Após acordo, BB voltará a realizar operações de câmbio

Do FolhaPE
Com informações de Diego Mendes, da Folha de Pernambuco

Um dia depois de notificar e proibir o Banco do Brasil (BB) de realizar operações de câmbio em agências de todo o Estado, o Procon de Pernambuco anunciou a revogação da medida, nesta quarta-feira (1º). A decisão ocorreu após um acordo entre representantes da instituição e integrantes da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

A venda de dólares nas unidades do BB voltará a ocorrer nesta quinta (2), conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado em entrevista coletiva. A proibição duraria 30 dias. O processo administrativo do Procon continua.

A liberação só ocorreu porque o banco mostrou que já tomou medidas para evitar a venda de novas notas falsas e provou que está dando apoio às vítimas, sobretudo à jovem Amanda Parris, que descobriu a fraude quando tentou depositar dólares em um banco dos Estados Unidos. O dinheiro foi levado pelo pai, que está impossibilitado de voltar ao Brasil por conta de uma investigação do FBI.


Lessa ironiza visita de Dilma aos Estados Unidos

Deputado disse que presidente foi buscar o apoio de Obama (Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco)

O deputado Aluísio Lessa (PSB) ironizou a visita da presidente Dilma Rousseff (PT) aos Estados Unidos. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quarta-feira (1º), o socialista disse que a líder petista perdeu o apoio no Brasil por deixar de falar a verdade para a população. A majoritária cumpre uma agenda intensa no território norte-americano nesta semana.

“Ela foi buscar o apoio lá em Obama. Porque no Brasil ela perdeu esse apoio e deixou de falar a verdade para o Brasil. A campanha eleitoral foi isso. O governo da presidente Dilma foi, na verdade, um engodo vendido para o povo do Brasil. Ela acha que indo pra Nova Iorque, São Francisco e Washington ela pode reagir. Mas não reage, porque o problema do Brasil não está lá fora, está aqui dentro”, afirmou Lessa.

Segundo o parlamentar, a diferença da crise que ocorreu nos Estados Unidos para o momento turbulento da economia brasileira é que a política norte-americana não funciona centralizada por um único partido.

“Não é um partido que governa os Estados Unidos. Quem governa os Estados Unidos é a constituição que foi criada há
mais de 200 anos e que o cidadão americano preza muito por isso e exige e cobra do governante que os Estados Unidos não pertence a ninguém e sim ao povo norte-americano”, declarou.

De acordo com Lessa, as últimas declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o governo de Dilma, comprovam que ele está arrependido de tê-la indicado para ser sua sucessora.

“A presidente Dilma teve a orelha puxada e muito puxada por Lula, na semana que se passou, e alguém está com raiva de Lula porque ele falou a verdade. Ele inventou Dilma, então ele está arrependido da invenção que ele fez”, disse.


João Paulo adota cautela ao comentar rejeição de contas

Ex-prefeito vai recorrer da decisão, dentro das medidas legais (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

O ex-prefeito do Recife João Paulo (PT), cujas contas de 2005 à frente da gestão municipal foram rejeitadas, afirmou, em conversa com o Blog da Folha, que não vai comentar a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco. Em sessão nesta quarta-feira (1º), o plenário da corte decidiu pela rejeição, que foi tomada a pedido do Ministério Público de Contas.

O TCE tinha aprovado com ressalvas as contas em uma primeira decisão. Desta vez, a partir do recurso do Ministério Público de Contas, alegou-se que o ex-prefeito não cumpriu os 25% obrigatórios de despesas em educação, sendo, desta vez, condenado.

“Eu não vou questionar a decisão do Tribunal”, afirmou João Paulo. Ele também informou que a sua assessoria jurídica vai recorrer da decisão, dentro das medidas legais.

O procurador do Ministério Público de Contas, Cristiano Pimentel, afirmou que, neste caso, o parecer será colocado em votação na Câmara de Vereadores do Recife, que poderá torná-lo inelegível.


Daniel diz ter recebido elogios por ser favorável à redução da maioridade

Tucano relatou que maior parte do seu eleitorado era a favor da PEC (Foto: Wagner Ramos/Folha de Pernambuco)

O deputado federal Daniel Coelho (PSDB) justificou o seu voto favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduzia a maioridade penal de 18 para 16 anos. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quarta-feira (1º), o tucano disse que recebeu mais elogios do que criticas ao seu posicionamento. A proposta, votada na madrugada desta quarta (1º), acabou sendo rejeita na Casa.

“A grande maioria do eleitorado era a favor da redução da maioridade até na posição mais radical que a minha. Pelo contrário, eu cheguei a ser criticado nas redes sociais porque sempre tive uma posição muito ponderada. Defendi que nós retirássemos crimes feito o tráfico e o roubo do projeto. Se fizer uma análise do que está acontecendo nas redes sociais, eu acho que as críticas maiores são para aqueles que votaram contra”, disse o parlamentar.

“Alguém que tem o perfil de eleitor atento, um eleitor formador de opinião, não pode ignorar a opinião da grande maioria da população brasileira, e do eleitor, inclusive, que tem se manifestado nas redes sociais, de maneira muito clara, de querer uma resposta principalmente para esses crimes violentos, os estupros e assassinatos”, completou.

Segundo Coelho, as posições radicais sobre o tema acabaram atrapalhando a discussão sobre o PEC.

“Por um lado, beira o ridículo você ouvir o governo do PT dizer que o ideal é investir em educação, como eles governar faz 13 anos e não investiram em educação. (…) Por outro lado, os mais entusiastas da diminuição da maioridade penal não enxergaram que ao incluir alguns outros tipos de crime como roubo e tráfico estariam ampliando demais, e daí dando argumentos a quem ponderava a questão da superlotação das nossas cadeias”, afirmou o tucano.


Ministro do STF diz que objetivo de delatores é “salvar a própria pele”

Agência Brasil (Brasília) – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (1º) que o objetivo maior dos delatores é “salvar a própria pele” ou amenizar uma pena futura. Ao deixar a última sessão do STF antes do recesso de julho, o ministro também disse esperar que as delações assinadas na Operação Lava Jato tenham sido espontâneas.

“O momento é alvissareiro, porque, quando as coisas não são varridas para debaixo do tapete, a tendência é corrigir-se rumos. Isso é muito importante para termos dias melhores no Brasil. Agora, devo admitir que nunca vi tanta delação. Que elas, todas elas, tenham sido espontâneas. Assento que eles [delatores] querem colaborar com a Justiça, embora o objetivo maior seja salvar a própria pele ou amenizar uma pena futura”, acrescentou Marco Aurélio.

Desde o início das investigações da Lava Jato, 18 acusados assinaram acordo de delação com o Ministério Público Federal (STF), órgão que coordena as apurações. Entre os delatores estão os ex-diretores de Serviços e de Abastecimento da Petrobras, respectivamente Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa, parentes de Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, além de executivos de empreiteiras.


Peemedebistas com Geraldo no Compaz

Murilo Cavalcanti, geral e Raul ouvem explicações sobre as obras (Foto: Carol Brito/Folha de Pernambuco)

Em meio aos rumores da eventual candidatura do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) à Prefeitura do Recife, o prefeito do Recife e possível candidato à reeleição na disputa do próximo ano, Geraldo Julio (PSB), visitou o Centro Comunitário da Paz (Compaz) do Cordeiro acompanhado do vice-governador, Raul Henry, e do secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, ambos do PMDB.

A proposta do Compaz foi lançada pelo então candidato Raul Henry na disputa pela PCR em 2008. Com o apoio do PMDB à candidatura de Geraldo Julio em 2012, o socialista incluiu a criação de cinco desses centros ao seu programa de Governo.

Do total prometido na campanha, dois estão em fase final de conclusão e serão entregues, na previsão da prefeitura, até o final do ano. No início da gestão, no lançamento da primeira unidade do Compaz, a ausência de Raul Henry, então deputado federal, chamou atenção, levando a especulações de que o PMDB não estaria, à época, satisfeito com a composição de Governo.

Agora, no momento em que surgem novos rumores de estremecimentos entre o prefeito Geraldo Julio e o PMDB, alimentados por uma suposta intenção de Jarbas Vasconcelos de disputar a PCR – que, inclusive, fez questão de dar publicidade a uma reunião que teve com o governador de São Paulo e líder tucano, Geraldo Alckmin –, a participação de Raul Henry e de Murilo Cavalcanti na visita não deixa de ser um fato sintomático e interessante.

Com informações de Carol Brito, da Folha de Pernambuco


Após quase dois anos de condenação, Ivo Cassol continua livre

A demora no julgamento de um recurso faz com que, quase dois anos depois de o senador Ivo Cassol (PP-RO) ter sido condenado a mais de quatro anos de prisão, a sentença ainda não tenha sido cumprida. O caso está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia, que só liberou o julgamento para recurso na terça-feira da semana passada (23), embora o caso apareça como “concluso ao relator” desde janeiro deste ano.

O caso chegou a ser pautado para as sessões plenárias dos dias 24 e 25 deste mês, mas foi retirado de pauta. Com o adiamento, só será julgado no segundo semestre, já que o Plenário realiza nesta quinta-feira (2) sua última sessão antes do período de recesso, e o tema não está previsto para entrar em julgamento.

Apesar da condenação, a sentença do STF só poderá ser executada depois que o caso transitar em julgado, ou seja, quando forem esgotadas todas as possibilidades de recurso. A defesa de Cassol entrou com pedido de embargo de declaração, que serve para esclarecer a sentença, mas não têm o poder de modificar a decisão.

A poucos dias do período de recesso do ano passado, em dezembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou um parecer a Cármen Lúcia pedindo a prisão imediata de Cassol e recomendando a rejeição dos recursos apresentados pelos advogados do senador. Como argumentação, a defesa diz que houve erro no julgamento do primeiro recurso apresentado.

Condenação
Em agosto de 2013, Cassol foi condenado pelo Supremo a 4 anos, 8 meses e 26 dias de prisão por ter fraudado licitações entre 1998 e 2002, quando foi prefeito do município de Rolim de Moura, em Rondônia. A pena imposta ao senador é em regime semiaberto, no qual ele pode trabalhar fora do presídio durante o dia, e precisa voltar apenas ao fim do dia para dormir na prisão. Se os ministros atenderem o pedido de Janot, Cassol será o primeiro senador preso no exercício do mandato desde a promulgação da Constituição de 1988.

No parecer encaminhado por Janot ao Supremo, o procurador-geral classifica o pedido da defesa de Cassol como “tumulto” no fim do processo, já que se trata de novo pedido de embargo de declaração apresentado pelo parlamentar. Ele acredita que a defesa esteja “repetindo argumentos utilizados em seus primeiros embargos de declaração”, já que o recurso inicial foi negado em setembro do ano passado pelo STF.

O advogado de Cassol, Marcelo Leal, argumenta, contudo, que não se trata de novo embargo de declaração, mas que houve um erro no registro do pedido no Supremo, que fez com que aparecesse o pedido como “terceiro embargo”, sendo que se tratava apenas do primeiro. Segundo ele, o erro se deu porque outros réus apresentaram pedidos semelhantes e foram registrados como se fossem três pedidos de uma única pessoa.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


Wanderson diz ser cedo falar em eleições

Por Anderson Bandeira
Da Folha de Pernambuco

Em meio aos rumores de que o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) estaria costurando uma aliança com o PSDB para disputar as eleições 2016, o tucano Wanderson Florêncio avaliou ser muito cedo em falar nas articulações. Segundo ele, falar de eleição a pouco mais de um ano, “é uma coisa precipitada”. “Evidentemente que Jarbas é uma grande liderança do nosso estado e tem que ser ouvido. O governador Geraldo Alckmin está preparando terreno para uma disputa mais na frente é porque certamente Jarbas é um dos poços de honestidade desse País”, avaliou o vereador ao tomar conhecimento do encontro com Jarbas e o governador paulista na última segunda-feira.

Nos bastidores, o encontro foi visto como mais uma etapa de negociação em torno do apoio mútuo. Alckmim apoiaria a candidatura de Jarbas à PCR e estimularia nas hostes tucana a adesão do deputado Daniel Coelho (PSDB) a chapa majoritária e, em contrapartida, o peemedebista apoiaria o governador nas suas pretensões de chegar a Presidência da República em 2018.

Para Wanderson, 2016 se discute em 2016. O tucano recifense reiterou ainda a informação do presidente municipal do PSDB, vereador André Régis, que não existe nenhuma conversa nesse sentido. “No PSDB do Recife não há nenhuma discussão nesse sentido. É uma movimentação que ainda não se iniciou”, despistou.


Geraldo é entrevistado por Mônica Bergamo e Lavareda

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), é o entrevistado desta quinta-feira (2), do programa Ponto a Ponto, exibido pela BandNewsTV, às 22h. O socialista será entrevistado pela jornalista Mônica Bergamo e pelo cientista político Antonio Lavareda.

No trecho acima, o prefeito defende o papel de municípios e diz que a Constituição não está distribuindo as receitas como determinou em 1988, ano de sua promulgação. “Mas as atribuições, sim. As atribuições continuam com os prefeitos e governadores e devem continuar assim”, afirma Geraldo.

O prefeito ainda defende que “é melhor a União cuidar de questões nacionais, isso é melhor para o País, não ficar cuidando de questões locais”.

O programa será repetido na sexta-feira (3), às 3h; no sábado (4), às 17h e meia-noite; e no domingo (5), às 14h e 23h30.


Jarbas defende modificação no ECA e não na redução da maioridade

Para o peemedebista, o debate pode incluir um endurecimento na punição dos menores, mas sob a ótica do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Foto: Divulgação)

Deputado federal pernambucano pelo PMDB, Jarbas Vasconcelos votou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Em seu entendimento, corrigir as causas que levaram os menores a cometer crimes, o que inclui principalmente educação, moradia e acesso ao mercado de trabalho, é o melhor caminho.

Para o peemedebista, o debate pode incluir um endurecimento na punição dos menores, mas sob a ótica do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que pode ser revisto e modificado, incluindo uma requalificação dos centros de ressocialização existentes no Brasil.

“Colocar o menor nos nossos presídios hoje só vai agravar o problema da criminalidade. Hoje, os presídios são escolas do crime”, afirma.

Dos 25 parlamentares que representam o Estado, 14 se posicionaram favoráveis à redução. Como um todo, foram 303 votos favor, 184 contra e 3 abstenções. Para ser aprovado o texto da PEC precisava de, no mínimo, o voto de 308 deputados.


Cunha tenta concluir votação da PEC da Maioridade Penal na próxima semana

Alterações no ECA não serão apreciadas pela Câmara sem que seja concluída votação da PEC da Maioridade Penal, diz Eduardo Cunha (Foto: J.Batista/ Câmara dos Deputados)

Agência Brasil (Brasília) – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse nesta quarta-feira (1º) que tentará convencer líderes a adiar a votação conclusiva da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, para a próxima semana. A ideia é deixar para esta quarta-feira a votação do segundo turno da PEC da Reforma Política e ganhar tempo para que parlamentares e assessores estudem as propostas alternativas apresentadas ao texto derrotado em plenário nesta madrugada.

“Não vou interromper e deixar o assunto [maioridade penal] na gaveta. Tem emendas aglutinativas, destaques. Quando rejeita o substitutivo passa ao texto original e cabe tudo, você só não pode repetir o que estava no substitutivo [derrotado] e ainda os deputados podem apresentar emendas”, explicou Cunha.

O presidente da Câmara não acredita em mudança de posição sobre a redução da maioridade penal. O parlamentar, que defende a redução para casos de crimes hediondos como estava na PEC, afirmou que a ausência de alguns deputados que participaram do acordo na comissão especial que formulou a PEC refletiu no resultado do plenário.

Na sessão, 491 deputados votaram, o que significa 22 deputados a menos que o quórum máximo da Casa, de 513 parlamentares. “O tema é polêmico, mas mostrou que a grande maioria da Casa quer a mudança. Se tiver outra proposta que seja de texto principal ou [emenda] aglutinativa que tenha o apoio da Casa certamente poderá passar”, avaliou. A única certeza de Cunha é que para ser aprovado, o texto precisa ser menos restritivo do que o parecer do deputado Laerte Bessa (PR-DF), relator da PEC.

Eduardo Cunha reafirmou que qualquer alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) será analisada apenas depois que a votação da redução da maioridade estiver concluída. “Não tem sentido tratar do ECA sem tratar do texto constitucional”, ressaltou.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), pensa de outra forma. A base aliada está reunida nesta manhã para discutir o assunto. “Aprovar [a PEC] do jeito que estava era um retrocesso. Agora vamos ter que unir a Casa. Foi uma manifestação explicita de que queremos reformar o ECA e não constitucionalizar a questão da maioridade. Prevaleceu o bom senso”, avaliou.

Da oposição, a promessa é que uma série de emendas aglutinativas sejam apresentadas. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), já anunciou que está estudando com a assessoria do partido como defender uma proposta de decreto legislativo.


CNI/Ibope: 82% consideram 2º mandato de Dilma pior que 1º

Subiu de 76% para 82% o total de entrevistados que consideram o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff pior do que o primeiro, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por outro lado, aqueles que avaliam como melhor oscilaram de 4% para 3%, portanto, dentro da margem de erro entre o levantamento de março e o realizado em junho.

O porcentual daqueles que consideram igual os dois mandatos de Dilma caiu de 18% para 14% no período.

O levantamento foi realizado entre 18 e 21 do mês passado, antes da divulgação do conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


Parcial, mas pode abrir precedente

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB/PI) foi derrubado no chão. A líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), apesar das divergências, saiu em defesa do socialista, chegando a se indispor com estudantes. O tumulto deu-se na Câmara Federal, em meio aos protestos contra a PEC da maioridade penal. A redução em questão é parcial – para crimes hediondos, como estupro, latrocínio e homicídio qualificado. Mas pode abrir “precedente grave”, alerta o deputado Tadeu Alencar, para casos como aliciamento de menores, exploração sexual, consumo de bebida alcoólica. “Não é um efeito direto, mas é um reflexo. Pode virar argumento e ensejar futuras alterações normativas”, analisa Tadeu. Ele é contra a redução, como também é a deputada federal Luciana Santos. Ela lembra que as experiências na Alemanha e na Espanha deram errado e o resultado foi uma volta atrás. “Você pode acentuar a violência. Se o crime organizado usa menor como escudo, vai passar a usar o de 15, o de 14 anos”, alerta.

“No Japão, 47% dos homicídios são provocados por jovens e lá a maioridade é a partir de 20 anos”, compara Luciana Santos


De acordo com o levantamento, o percentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 12% para 9% (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Agência Brasil (Brasília) – O governo Dilma Rousseff foi considerado ruim ou péssimo para 68% da população, em junho, quatro pontos percentuais acima dos 64% registrados em março, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quarta-feira (1º), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, o percentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 12% para 9% no mesmo período. Para 21%, o governo da presidente é avaliado como regular.

Segundo a pesquisa, 83% desaprovam e 15% aprovam a maneira de a presidente governar. Na pesquisa anterior, referente a março, esses percentuais estavam em 78% e 19%, respectivamente. De acordo com a pesquisa, 78% dos brasileiros não confiam na presidente, enquanto 20% confiam. Em março, esses índices estavam em 74% e 24%, respectivamente.

A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 21 de junho a partir de 2002 entrevistas feitas em 141 municípios. A margem de erro é 2 pontos percentuais.