Candidato é barrado de debate e dispara contra ONG

Debate na Boato Metrópole só permitia a entrada dos candidatos a cargos majoritários (Divulgação/Assessoria)

O candidato a vice-governador pela coligação Pernambuco Vais Mais Longe, Paulo Rubem (PDT), foi impedido de ingressar na Boate Metrópole, nesta sexta-feira (19) para participar do debates dos postulantes a cargos majoritários no Estado. Por não poder entrar no local, o pedetista acabou discursando para sua militância em frente ao espaço.

Os organizadores alegam que o objetivo do encontro era ouvir as propostas para o segmento LGBT apenas dos candidatos ao Governo de Pernambuco e não dos vices ou seus representantes.

“O que nós acabamos de assistir na Boate Metrópole é uma demonstração de absoluta intransigência, partindo de um movimento que é um dos mais discriminados e mais vítima de violência, homofobia, falta de consideração e de políticas governamentais. A não participação da representação da candidatura de Armando Monteiro Neto (PTB) e Paulo Rubem (PDT) é uma vergonha e uma atitude discriminatória, um ato de violência contra a liberdade de expressão”, disparou Paulo Rubem.

De acordo com o parlamentar, o candidato Armando Monteiro Neto (PTB) não compareceu porque passou o dia realizando campanha em sete cidades da Zona da Mata Sul de Pernambuco. “A agenda de Armando para esta sexta-feira estava divulgada desde o início da semana. Todos nós sabemos que em uma campanha nós nos revezamos”, justificou.

Além de Paulo Rubem, o suplente do candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho (PSB), Carlos Augusto Costa (PV), não pode entrar no local. Outra ausência no debate foi do deputado João Paulo (PT) que também concorre ao Senado. Os organizadores repudiaram a “falta” dos candidatos e disseram que a “agenda estava marcada há bastante tempo”.

Os candidatos ao Governo, Paulo Câmara (PSB), Jair Pedro (PSTU) e Zé Gomes (PSOL) estiveram no local, assim como os postulantes ao Senado, Simone Fontana (PSTU) e Albanise Pires (PSOL) e apresentaram suas propostas a comunidade LGBT.


Aécio aposta em MG para chegar ao segundo turno

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aposta nos votos de Minas Gerais sua principal base eleitoral, para tentar passar Marina Silva (PSB) na corrida presidencial e conseguir chegar a um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT. Nesta sexta-feira, 19, ao participar de ato em Belo Horizonte, o tucano afirmou que se conseguir avançar “cinco, seis pontos” nas pesquisas eleitorais no Estado “será” o presidente da República.

Depois de cair nas pesquisas eleitorais e ver Marina se aproximar de Dilma, que lidera os levantamentos, Aécio vem recuperando terreno. Apesar de ainda aparecer em terceiro, o Ibope mostrou que o tucano subiu dos 15% que tinha em pesquisa do último dia 12 para 19% em levantamento divulgado dia 16, enquanto Dilma caiu de 39% para 36% e Marina oscilou de 31% para 30%. Ambas as pesquisas têm margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Segundo Aécio, a coordenação de sua campanha fez uma “análise profunda” dos últimos levantamentos e constatou que, nos “últimos quatro dias”, a candidatura cresceu “de forma muito sólida no Estado de São Paulo, que é o mais populoso”. E agora a campanha vai investir no seu Estado natal – e também da presidente Dilma, que nasceu em Belo Horizonte -, que tem o maior segundo colégio eleitoral do País e no qual o senador aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás apenas de Dilma.

“Semana que vem estaremos avançando ainda mais nas pesquisas. Mas a virada tem que se dar em Minas Gerais. Minas tem a possibilidade hoje de nos dar a grande vitória no Brasil”, avaliou. “Se nossa candidatura avançar na próxima semana cinco, seis pontos em Minas Gerais, que acredito ser claramente possível, serei presidente da República para fazer o maior governo da história”, acrescentou o tucano, ao participar de caminhada com apoiadores na rua Padre Pedro Pinto, a área comercial mais movimentada da região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

Aliado

Além da própria candidatura, o senador tenta alavancar a do ex-ministro Pimenta da Veiga ao governo de Minas. Segundo o Ibope, o também ex-ministro Fernando Pimentel (PT) tem 43% das intenções de voto no Estado, contra 23% do candidato tucano. Para impulsionar as candidaturas do PSDB, Aécio participará de uma maratona de eventos em Minas nos próximos dias. Além do ato de hoje na capital, o senador visitará nesse sábado, 20, Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, no Vale do Aço.

Após cumprir agenda no Rio de Janeiro no domingo, 21, Aécio volta na segunda-feira, 22, para a região metropolitana de Belo Horizonte, onde participará de eventos em Contagem e Betim, e, na quarta-feira, 24, cumpre agenda em Uberaba, no Triângulo Mineiro, de onde segue no mesmo dia para outro evento na capital mineira. De acordo com o senador, se cada aliado seu conseguir “mais quatro ou cinco votos” na próxima semana, a vitória é certa. “Venho a Minas Gerais, à minha terra, para fazer a convocação dos mineiros para uma grande virada. Uma virada em favor do Brasil, mas também de Minas”, declarou. “O mineiro experimenta várias coisas e no fim toma sua posição definitiva. Tenho certeza de que nos próximos dias vai haver uma grande reversão nas intenções de voto”, completou Pimenta da Veiga.

Adversárias

Hoje, além de conclamar os aliados a manterem o ânimo da campanha em Minas, Aécio repetiu ataques que tem feito a Dilma e a Marina. Para o senador, não há diferença entre as adversárias e Marina, apesar de estar no PSB, “é, na essência, do PT”. Ele lembrou novamente que a socialista foi colega de ministério de Dilma na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e repetiu o mantra que adotou nas últimas semanas: “existe uma candidatura que representa mudança clara no Brasil e o início de um novo ciclo”.

fonte: Estadão Conteudo


Janot é favorável a direito de resposta para Dilma em programa do PSDB

Agência Brasil (Brasília) – O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, enviou nesta sexta-feira (19) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer a favor da concessão de direito de resposta à Coligação Com a Força do Povo, da candidata à reeleição Dilma Rousseff, no horário eleitoral gratuito na televisão. Segundo o procurador, a Coligação Muda Brasil, do candidato do PSDB, Aécio Neves, exibiu, no programa veiculado no último dia 13, propaganda de conteúdo ofensivo à candidata petista.

A defesa de Dilma alegou que a propaganda adversária exibiu a imagem da candidata com a palavra mensalão para “envolvê-la nos fatos julgados” na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

No parecer, o procurador da República concorda com os argumentos apresentados pela coligação de Dilma, que recorreu ao TSE.

“Não há que se falar de que se trate aqui de ofensa genérica e inespecífica, porquanto, há expressa correlação de imagem de Dilma Rousseff a um fato criminoso de extrema gravidade e de amplo conhecimento nacional ['escândalo do mensalão'], que, malgrado tenha ocorrido no governo petista, não se tem notícia, muito menos comprovação, de sua participação no episódio. Ao promover mensagem [imagem] sabidamente inverídica, a propaganda ultrapassou os limites da crítica e do debate político””, disse Janot.

A representação será julgada pelo ministro Tarcísio Vieira.


IBGE corrige e diz que índice de desigualdade estava errado

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (19) erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. Os erros atingiram resultados de sete Estados: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

As maiores alterações ocorreram no índice de Gini, que mede a desigualdade. Antes, o índice de Gini a partir da renda do trabalho apontava um resultado de 0,498 em 2013, contra 0,496 em 2012. Agora, o índice de 2013 foi revisado para 0,495.

“Houve desconcentração de renda, ainda que pequena”, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O Índice de Gini calculado a partir da renda domiciliar passou de 0,499 em 2012 para 0,497 em 2013, com a revisão. Já o índice calculado a partir da renda total caiu de 0,505 em 2012 para 0,501 no novo dado.

“No índice da renda total, houve queda (da desigualdade). Nos outros, houve estabilidade”, afirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

“A pesquisa continha erros extremamente graves. Nos cabe pedir desculpas a toda sociedade brasileira”, disse a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, em tom de desabafo.

(Fonte: Estadão Conteudo)


PF prende ex-prefeito de São José da Coroa Grande

A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos, prendeu, nesta sexta-feira (19), o gerente comercial e ex-prefeito do município de São José da Coroa Grande Quirino Fábio de Carvalho. A prisão se deu pela manhã, em virtude de cumprimento de mandado de prisão, quando o ex-gestor estava em sua residência. Ele foi condenado a pena de seis anos de reclusão em regime inicialmente semiaberto.

Depois de ser preso, Quirino Fábio de Carvalho prestou esclarecimentos na Polícia Federal e foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo e delito e, em seguida, foi levado à Penitenciária Agro-Industrial São João, na Ilha de Itamaracá.

Quando prefeito de São José da Coroa Grande, entre os anos de 1997 e 2004, a Polícia Federal instaurou inquérito, a partir de denúncias do Ministério Público Federal, para apurar irregularidades e desvios acerca de um repasse de R$ 40 mil do Ministério da Cultura por meio de um convênio firmado em 1999 com o intuito de equipar a biblioteca do município.

De acordo com a PF, ao longo da investigação ficou comprovada que os livros nunca fizeram parte do acervo daquela biblioteca e que diante dos indícios o ex-prefeito foi condenado por desvio de recursos públicos – artigo 1º, inciso I, do Decreto Lei 201/67.

Em depoimento na Polícia Federal, Quirino relatou que houve cumprimento do referido convênio e que o material foi todo comprado. No entanto, em virtude de a biblioteca encontrar-se em local diferente do imóvel determinou que os livros fossem colocados na Secretaria de Educação. O fato, porém, foi negado por representantes da pasta à época dos fatos, bem como pela fiscalização do Ministério da Cultura.


Armando anuncia ampliação do Chapéu de Palha

Candidato disse que estão inventados boatos de que ele iria acabar com a iniciativa social (Leo Caldas/Divulgação)

O candidato Armando Monteiro Neto (PTB) anunciou que vai manter o Chapéu de Palha se vencer o pleito deste ano. Segundo o petebista, existem boatos um possível fim da iniciativa social, caso consiga chegar ao Palácio do Campo das Princesas. O programa é símbolo dos governos de Miguel Arraes e de Eduardo Campos.

“Aproveito para desmentir os boatos mesquinhos espalhados de que vamos acabar com o Chapéu de Palha. É uma mentira. Não só vamos manter como vamos ampliar os valores que são pagos. É um compromisso meu com uma região que eu conheço e que me conhece”, afirmou o petebista, após realizar caminhada no município de Ribeirão, nesta sexta-feira (19).

Ao lado do candidato ao Senado João Paulo (PT) e do senador Humberto Costa, também do PT, Armando garantiu que vai se empenhar para solucionar os problemas que afligem a região, com a decadência da economia canavieira.

Em seu discurso, Armando também disse que vai lutar junto ao governo da presidente Dilma Rousseff por um subsídio para os pequenos produtores de cana. “Vamos dizer à presidente Dilma que Pernambuco é diferente”, afirmou o candidato, salientando ainda que é necessário buscar alternativas para reerguer a economia da Zona da Mata. “Suape já trouxe algo para algumas cidades, mas precisamos de uma nova Suape para que os outros municípios também possam ter mais empregos”, ressaltou, ao lado do ex-prefeito Clóvis Paiva (PTB) e do vereador Israel Francisco, do PSB.


FBC caminha ao lado de Elias Gomes em Jaboatão

Ao conversar com a população, o postulante garantiu que vai se empenhar para viabilizar novos empreendimentos para Jaboatão (Foto: Rafa Medeiros/Divulgação)

O candidato da Frente Popular ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB), realizou caminhada, nesta sexta-feira (19), pelo bairro de Dois Carneiros, em Jaboatão dos Guararapes. A mobilização faz parte da estratégia de campanha da coligação para reforçar a presença do socialista no Grande Recife.

Bezerra Coelho caminhou ao lado do prefeito da cidade, Elias Gomes (PSDB). Ao conversar com a população, o postulante garantiu que vai se empenhar para viabilizar novos empreendimentos para Jaboatão.

“Como secretário de Desenvolvimento Econômico, pude trazer empreendimentos das áreas logística, industrial e a uma empresa que constituirá um polo farmacêutico. Quero continuar ajudando Elias nesse processo de resgate e fortalecimento de Jaboatão”, disse.

Elias Gomes ressaltou a participação de Fernando Bezerra Coelho à frente do Ministério da Integração Nacional para liberar cerca de R$ 100 milhões em obras para Jaboatão. “Fernando foi responsável por trazer recursos para a recuperação da orla e também para importantes obras de contenção nos morros, pavimentação e drenagem da periferia”, afirmou


Ataques a Marina estão surtindo efeito

Márcio Didier
Editor do Blog da Folha

Mais do que a queda de três pontos percentuais, ou seja, fora da margem de erro, um item da nova pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial serve de alerta para a candidatura de Marina Silva (PSB). Desde a primeira pesquisa do instituto, publicado dois dias após a morte de Eduardo Campos, em agosto, o índice de rejeição à candidata dobrou. Pulou de 11% para 22%, no levantamento divulgado nesta sexta-feira (19). E não sem motivo.

Vidraça desde que entrou na disputa, com a morte de Eduardo, Marina está sendo bombardeada por todos os lados. Por cima, pela presidente Dilma Rousseff, que luta para tentar liquidar a disputa no primeiro turno, uma tarefa que beira o impossível. E por baixo, pelo tucano Aécio Neves, que tenta de todas as formas conquistar uma das duas vagas para o segundo turno, uma missão igualmente hercúlea.

Nas últimas semanas, ao invés de campanha, de apresentar a propostas, a candidata socialista só fez se explicar. Foi assim com as mudanças no seu programa de governo, quando retirou trechos que tratavam da questão LGBT; com o aluguel do avião que caiu e matou Eduardo; com as insinuações de que ela não respeitaria o acordo do pré-sal e que acabaria com o Bolsa Família. Por fim, as informações sobre o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa envolvendo o nome do ex-governador em denúncias de corrupção na estatal.

Essa estratégia de apostar no medo existe desde que a campanha é campanha. Mas ganhou contornos mais firmes na disputa de 2002, quando a atriz Regina Duarte ocupou o espaço do PSDB e disse que tinha “medo” da vitória do ex-presidente Lula na disputa contra o tucano José Serra. Nas eleições de 2010, mais uma vez, o PSDB disseminou que a então candidata Dilma Rousseff seria a favor do aborto. A petista passou boa parte do segundo turno tendo que se explicar.

A novidade nesta eleição é a ação ostensiva do PT, inclusive da presidente Dilma, em atacar a adversária socialista. Até então, o PT era mais comedido nos ataques, até por ter sido o principal alvo de boatos nas disputas anteriores. Mas agora é o principal fornecedor de desgastes para Marina Silva.

Com muito pouco tempo na propaganda no rádio e TV e, consequentemente, pouquíssimas inserções, Marina faz o que pode para tentar virar a pauta. No entanto, os resultados das pesquisas mostram que os seus lances estão tendo menos efeito positivo do que a campanha negativa que os adversários estão promovendo.


Em PE, Fidélix defende mudanças no Bolsa Família

Candidato participou de agenda em Jaboatão dos Guararapes (Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco)

O candidato do PRTB à Presidência da República, Levy Fidélix, participou de agenda de campanha em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, nesta sexta-feira (19). Na primeira agenda em Pernambuco desde o início das eleições, o postulante circulou pelo Mercado das Mangueiras, no centro de Prazeres.

Em conversa com jornalistas, Fidélix defendeu mudanças no Bolsa Família, um dos principais programas do Governo Federal. “Tem que ter uma contraprestação do beneficiário com algum trabalho público”, avaliou o postulante.

Antes de circular pelo Mercado das Mangueiras, no centro de Prazeres, o postulante foi recebido pela militância, um grupo formado por cerca de 50 pessoas. Na ocasião, eles cantaram “Olha Fidélix chegando, olha Dilma saindo. Olha Fidélix chegando para mudar nosso destino”.

Com informações de Tauan Saturnino, da Folha de Pernambuco.


Marina cancela ato e só deve vir no Estado no 2º turno

Candidata cancela evento da próxima terça (23) em Caruaru (Vagner Campos/ MSilva Online)

No dia em que o Datafolha divulgou um novo resultado da corrida presidencial, na qual Marina Silva (PSB) aparece com 30% das intenções de voto, ficando a sete da presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT), a ex-ministra decidiu mudar a estratégia e não virá mais a Pernambuco na próxima semana, e talvez até o final do primeiro turno. A socialista deve investir em outras regiões do País onde ainda não conseguiu atrair a atenção dos eleitores.

A ex-ministra teria agenda nos municípios de Caruaru e Petrolina na próxima terça-feira (23), mas em reunião feita nesta sexta (19) com a coordenação da campanha decidiu cancelar o ato político. “Vai ser remarcado. Ainda não está definido ela vir para Pernambuco (até o final do primeiro turno). Ela já tem visitado o Nordeste nos últimos dias. Piauí, Ceará, Bahia. Agora ela vai para outros locais”, disse o candidato a deputado federal pelo PV e porta voz da Rede Sustentabilidade em Pernambuco, Roberto Leandro.

A pesquisa Datafolha detalhou que a disputa no Nordeste está sendo polarizada entre Dilma Rousseff e Marina Silva. Na região, a petista aparece com 49% das intenções de voto contra 32% da socialista. O candidato Aécio Neves (PSDB) está com 8%.

A estratégia de mudar a agenda de campanha para outras regiões do Brasil ainda não vai valer para este sábado (20). Marina participará, em Salvador, de uma reunião com o Movimento Negro Brasileiro. No local, serão apresentadas propostas para serem incorporadas no programa de Governo da socialista.


Dilma: caso dos Correios é ‘factoide de campanha’

Ela reiterou que sua campanha tem os comprovantes de pagamento do serviço (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff reagiu e chamou de “factoide de campanha” a revelação feita nesta sexta-feira (19) pelo jornal O Estado de S.Paulo que os Correios abriram uma exceção para distribuir em São Paulo panfletos da petista sem chancela ou comprovante de postagem oficial. “É um equívoco monumental. Nós pagamos, temos a nota fiscal. Contratamos um serviço que os Correios prestam para qualquer entidade”, declarou a presidente.

O jornal mostrou hoje que foram distribuídos 4,8 milhões de panfletos da campanha da petista sem chancela. A estampa, prevista em norma da própria estatal, serve para demonstrar que houve pagamento para o envio, de forma regular, da propaganda eleitoral. Sem ela, é difícil atestar que a quantidade de material distribuído corresponde ao que foi contratado pelo partido.

Dilma disse hoje que as postagens foram chanceladas “de uma outra forma”, mas não entrou em detalhes. Ela reiterou que sua campanha tem os comprovantes de pagamento do serviço. “Me deem as provas. Não adianta me dizer que é ilegal se não me mostrar onde falta a nota fiscal”, afirmou.

Ela destacou que sua campanha pagou “uma barbaridade pelo serviço”. Questionada sobre o valor desembolsado, Dilma respondeu: “Não tenho a ideia aqui de quanto pagou, mas nós temos recibo”.

A presidente disse ainda que não considera haver nada de errado com o caso e que o envio das correspondências configuraria “mistura entre o público e o privado” apenas se não tivesse ocorrido pagamento.

“Até agora, em tudo o que olhamos, eu não vi nenhum erro. Não sou do tipo que acha que está acima de qualquer suspeita. Se eu quero ser presidente da República tenho de aguentar o rojão. Se a campanha cometeu equívoco, vai prestar conta.”

(Fonte: Estadão Conteudo)


Renan recebeu propina da Mendes Junior, acusa MP

(Foto: Reprodução/Internet)

O Ministério Público Federal em Brasília acusou na Justiça o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de ter recebido propina da construtora Mendes Junior pela elaboração de emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira. Em ação de improbidade administrativa, obtida com exclusividade pelo Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, a Procuradoria da República no Distrito Federal afirma que Renan teve despesas de um “relacionamento extraconjugal” pagas pela empresa na sua primeira passagem pelo comando da Casa (2005-2007).

Na ação apresentada no último dia 2 de setembro à 14ª Vara Federal do DF, a Procuradoria sustenta ainda que Renan enriqueceu ilicitamente, forjou documentos para comprovar que tinha recursos para bancar as despesas e ainda teve evolução patrimonial incompatível com o cargo. O MPF defende que, se condenado, o senador tenha suspenso seus direitos políticos.

O caso de que trata a ação veio à tona em 2007. Na época, Renan renunciou à presidência do Senado para evitar a cassação após ser alvo de uma série de acusações, entre elas a de ter tido despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, apontado como lobista da construtora Mendes Junior.

No final de janeiro do ano passado, dias antes de Renan ser reeleito para comandar o Senado, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ofereceu denúncia criminal ao Supremo Tribunal Federal contra o senador por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ainda sem decisão.

Relacionamento

A ação de improbidade é um desdobramento, na esfera cível, do mesmo caso. O MP diz que a Mendes Junior pagou pelo menos R$ 246 mil para Mônica Veloso, com quem Renan teve um “relacionamento extraconjugal”.

Boa parte desses valores foi repassado pelo lobista da empreiteira para Mônica, conforme a denúncia.

Renan e Gontijo confirmaram na época o pagamento dos valores informados por Mônica, mas alegaram que era feito apenas como favor entre amigos e que o dinheiro pertencia ao senador. “Não é minimamente crível que o senador tivesse preferido sacar o dinheiro, entregá-lo ao requerido Cláudio para então repassá-lo à senhora Mônica, quando poderia tê-lo feito diretamente”, escreveram os procuradores, sustentando que no período dos repasses, Renan ainda mantinha relacionamento com ela. O nascimento da filha do casal é também dessa época, diz a ação.

Para mostrar como Renan beneficiou a empreiteira, a ação cita o fato de no Orçamento enviado ao Congresso para os anos de 2005 e 2006 não havia qualquer alusão à construção do cais de contêineres no Porto de Maceió, obra tocada pela Mendes Júnior desde 2001. O empreendimento, avaliou o Procuradoria, só passou a figurar como prioridade após a apresentação das emendas pelo presidente do Senado.

O contrato celebrado entre a empresa e a Companhia das Docas do Rio Grande do Norte foi de R$ 38,792 milhões, chegando a R$ 47 914 milhões após 11 aditivos. Segundo os procuradores, “não resta dúvida” de que as emendas de Renan propiciaram a destinação prioritária de recursos à obra.

A ação acusa formalmente Renan, a Mendes Junior e Cláudio Gontijo. A Justiça determinou a citação e em seguida vai decidir se torna o presidente do Senado e os demais réus na ação. No julgamento do mérito, pede, em caso de condenação, a perda do cargo público de Renan e o ressarcimento do dano causado.

(Fonte: Estadão Conteúdo)


Placas de Marina com Alckmin são retiradas

Placas que mostravam a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, ao lado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), foram retiradas antes da presidenciável chegar ao ato de campanha na Praça da Igreja Matriz, em São Bernardo do Campo.

As placas com o governador e com a candidata estampavam também a foto do candidato a deputado federal Alex Manente (PSB). Algumas placas de Manente ainda traziam o nome do ex-candidato à Presidência Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto.

Marina tem se recusado a fazer atos de campanha ao lado de Alckmin. Desde o começo da campanha, quando ainda era vice de Campos, a ex-ministra foi contra a aliança com os tucanos em São Paulo. O vice na chapa de Alckmin é o deputado Márcio França, presidente do PSB paulista e tesoureiro da campanha nacional do partido.

Na praça há também uma placa da candidata petista à reeleição, Dilma Rousseff (PT). A imagem de Dilma não havia sido retirada. O ato de Marina hoje em São Bernardo acontece 17 dias depois uma caminhada e comício que Dilma fez ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cidade é berço político do ex-presidente e, no dia do comício de Dilma, ele lembrou a importância do local em todas as suas campanhas.

(Fonte: Estadão Conteudo)


Para Sarney, Lula perdeu ‘aura da invencibilidade’

Em artigo publicado no jornal espanhol El País, o senador José Sarney disse que o Brasil passa por um “tsunami político” que ameaça as chances do PT de continuar no poder, enfraquecendo inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Sarney, Lula parece ter perdido “a aura da invencibilidade”.

“Para fugir da ameaça de derrota, pensaram alguns líderes do PT até mesmo em fazer Lula candidato. Mas o ex-presidente parece também ter sido atingido pelo maremoto e ter perdido a aura da invencibilidade, embora mantenha seu carisma e ainda seja a maior liderança política do País”, afirma o senador no texto publicado no sábado passado e divulgado em seu blog pessoal.

Sarney indica ainda que o ex-presidente, diante do cenário difícil para o PT, estaria se afastando da disputa. “O Brasil perdeu o otimismo, há um alto aquecimento do censo crítico, desapareceu a sacralidade das políticas sociais. O presidente Lula dá sinais de não desejar engajar-se num pacto de morte e se afasta de um duelo fatal”, diz o texto.

Sarney relembra os episódios do suicídio de Getúlio Vargas e da morte de Tancredo Neves para discutir o que para ele seria um momento de grandes mudanças com a possibilidade da vitória da ex-ministra Marina Silva (PSB) na eleição presidencial.

Ele cita o pessimismo com o cenário econômico do País e um descontentamento dos partidos da base aliada que, segundo o senador, vivem a sensação de que os petistas “fizeram de tudo para massacrá-los nos Estados criando confrontações e arestas”. Segundo ele, seu partido, o PMDB, maior sigla da base aliada de Dilma, estaria dividido e só fechou com a presidente devido à presença do vice-presidente Michel Temer na chapa.

Sarney tampouco poupa críticas a Marina Silva, que para ele é uma incógnita, “fundamentalista, de capacidade limitada”, que “deixou uma marca de radicalismo” como senadora e ministra do Meio Ambiente na primeira gestão de Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteudo)


Jovens são apenas 6,8% dos candidatos

Agência Brasil (Brasília) – A presença de candidatos jovens entre os 25.919 nomes que vão concorrer neste ano a 12 cargos federais e estaduais ainda está muito abaixo do esperado, segundo o levantamento Sub-representação de Negros, Indígenas e Mulheres: Desafio à Democracia, lançado nesta sexta-feira (19), pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em Brasília.

O estudo feito a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral destaca que os candidatos com menos de 29 anos somam 6,8% do total, enquanto essa faixa etária responde por mais de 50% da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da baixa representatividade desse segmento entre os que disputam a corrida eleitoral, a assessora política do Inesc, Carmela Zigoni, afirma que há sinais positivos nos dados levantados. Como esta é a primeira eleição em que os candidatos tiveram que declarar – além do sexo, raça e cor, a partir do corte usado pelo IBGE, foi possível identificar que entre os candidatos jovens está a maior participação de negros (45,4%) e mulheres (52,3%). “A gente acredita que tem um caminho de maior equidade acontecendo nas candidaturas”, afirmou, apesar de reconhecer que a participação ainda é inexpressiva.

“Muitas vezes isso acontece porque a juventude não compreende o sistema político como representativo de suas demandas e busca outras formas de organização política”, completou a pesquisadora.

A distância entre o perfil da população brasileira – que será representada por alguns destes nomes – e o perfil dos possíveis representantes identificados no levantamento também confirmou o desequilíbrio em relação às candidaturas de mulheres. Apesar do sexo feminino representar a maior parte da população, elas são apenas 30,7% entre os candidatos a deste pleito.

De acordo com os pesquisadores do instituto, os partidos “somente cumprem as cotas de 30% previstas em lei” e o resultado é que as candidatas pretas, pardas e indígenas “permanecem invisibilizadas entre as candidaturas majoritárias.”

A composição das candidaturas de mulheres brancas, mulheres negras e indígenas que têm a menor representação no pleito é superada inclusive pelas de homens negros que já estão em desvantagem em termos de candidaturas. Dos quase 26 mil candidatos registrados, 38,6% são homens brancos e 30% são homens negros, enquanto 16,5% são mulheres brancas e 14,2% mulheres negras.

“Ao que tudo indica, na hora do voto a dupla discriminação opera – a de gênero e raça e cor – uma vez que contam-se nos dedos as parlamentares mulheres negras presentes hoje no Parlamento. No caso das mulheres indígenas, a situação é mais grave: o Congresso Nacional não conta com nenhum representante desse grupo da população”, concluíram os pesquisadores.

Os dados do levantamento serão divulgados hoje, em um encontro em Brasília, aberto ao público. Todas as informações foram reunidas em uma publicação que será distribuída gratuitamente no local. No período da tarde, representantes de diversas organizações sociais vão discutir como a sub-representação pode ser solucionada em uma Reforma Política mais completa do que as que vem sendo propostas no Congresso.