Geral

Justiça busca acordos após bloquear R$ 48 mi no Brasil

Publicado por Branca Alves, em 21.11.2014 às 09:00

A Justiça Federal vai buscar nos bancos de países como Suíça, Alemanha, Holanda, China, Estados Unidos, Canadá, Peru e Uruguai a “verdadeira fortuna” que teria sido desviada pelo esquema de corrupção na Petrobrás investigado pela Operação Lava Jato. Por decisão do juiz federal Sérgio Moro, foram bloqueados em contas no Brasil R$ 47,8 milhões em nome dos acusados e de empresas ligadas a eles, valor abaixo do previsto pelas autoridades.

As contas pertencem a 14 executivos de empreiteiras sob investigação, ao ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque, ligado ao PT, e ao empresário Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB. Três empresas ligadas a esses dois investigados também são alvo do bloqueio.

A Justiça Federal conseguiu bloquear R$ 3,2 milhões em uma conta de Duque. Outros R$ 8,5 milhões estavam em nome de duas empresas de Fernando Baiano, e R$ 10,2 milhões pertencem ao presidente da UTC Engenharia, Ricardo Ribeiro Pessoa. Para a Polícia Federal, ele é o coordenador do “clube” de empreiteiras que formaram um cartel para fraudar contratos com a estatal.

O maior volume de dinheiro foi encontrado em cinco contas do empreiteiro Gérson de Mello Almada: R$ 22,6 milhões. Almada é vice-presidente da Engevix Engenharia.

Moro determinou o embargo de até R$ 20 milhões nas contas brasileiras dos acusados. Parte estava com contas zeradas ou com valores irrisórios. Por isso, há suspeitas de que alguns investigados foram alertados com antecedência e fizeram movimentações financeiras a fim de burlar o bloqueio judicial.

Agora, as autoridades federais da Operação Lava Jato vão buscar a identificação das contas mantidas fora do Brasil para fazer acordos de cooperação internacional e tentar, com isso, o bloqueio legal desses valores.

As investigações detectaram contas no exterior em nome de outros envolvidos no esquema e acredita-se que a praxe se repita. No caso do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, por exemplo, a maior parte do dinheiro que ele aceitou devolver, cerca de R$ 70 milhões, estava na Suíça. O ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco, braço direito de Duque, que concordou em devolver US$ 100 milhões depositados no exterior, teve US$ 20 milhões bloqueados por autoridades suíças. Por ter aceito iniciar um acordo de delação premiada, ele não foi preso.

O bloqueio foi determinado pela Justiça Federal como medida cautelar, tendo como objetivo o ressarcimento ao erário de recursos desviados no esquema de corrupção da Petrobrás.

‘Fortuna oculta’. Duque, que está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde sexta-feira, até agora não revelou se tem dinheiro oculto. Ele nega ilícitos. Moro afirmou que o ex-diretor tem “fortuna no exterior” que estaria “oculta, em contas secretas”. O ex-diretor é apontado como responsável do PT pela cobrança de propina dentro da Petrobrás. Por meio da diretoria de Serviços, o partido ficava com 2% dos contratos da estatal, segundo afirmaram Costa e o doleiro Alberto Youssef, ambos delatores do caso.

Fora isso, Duque foi apontado pelos executivos das empresas Toyo Setal, Julio Gerin Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, como o contato do “clube” montado pelas construtoras Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, UTC e Engevix. O grupo se reunia para definir obras e valores de grandes contratos públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Esquema em Rondônia abastecia campanhas do PMDB

Publicado por Branca Alves, em 20.11.2014 às 12:40

O esquema de corrupção desbaratado pela Operação Plateias da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (20), abastecia o caixa de campanhas do PMDB no Estado de Rondônia. Conforme informou na manhã desta quinta-feira o Broadcast, um dos investigados na operação é o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB). Ele prestará depoimento hoje na Superintendência da PF no Estado e, como se trata de mandado de condução coercitiva, após os esclarecimentos será liberado. A PF também faz busca e apreensão na casa do governador.

A Operação Plateias investiga organização criminosa formada por lobistas e agentes públicos responsáveis por desvio de verbas públicas e direcionamento de licitações em Rondônia. Trata-se da maior operação da Polícia Federal nos últimos anos em número de mandados. Aproximadamente 300 policiais cumprem 193 mandados judiciais: 163 de condução coercitiva; 26 de buscas; e 4 de prisão temporária. A Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, por exemplo, cumpriu 85 mandados judiciais.

Os mandados da Operação Plateias são cumpridos em Rondônia, no Acre, Amazonas, na Bahia, em Goiás, no Pará, Rio de Janeiro, em São Paulo, Sergipe e no Distrito Federal. Uma das conduções coercitivas ocorre na Espanha. Em Brasília, foi preso o suspeito de distribuir o dinheiro da corrupção. O suspeito preso não teve seu nome revelado.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Planalto vê permanência de Cosenza como ‘insustentável’

Publicado por Branca Alves, em 20.11.2014 às 12:00

Embora a Polícia Federal tenha retirado o nome de José Carlos Cosenza da lista de investigados na Operação Lava Jato, o Planalto avalia que sua permanência na diretoria da estatal é “insustentável”. Cosenza é diretor de Abastecimento na Petrobras desde 2012 e fica em posição frágil porque substituiu Paulo Roberto Costa na presidência do conselho de administração da Refinaria Abreu e Lima. As informações são da coluna Painel, da Folha de Pernambuco.

O conselho de administração era responsável por aprovar aditivos na realização das obras. No caso da refinaria em Pernambuco, foram assinados 153 aditivos que aumentaram o preço da construção da obra, de acordo com a Petrobras.

Ainda de acordo com a coluna, a decisão do delegado da PF Márcio Adriano Anselmo de admitir erro ao citar Cosenza causou surpresa no comando do órgão. O delegado queria que a corporação emitisse uma nota oficial com a informação, mas acabou tendo que reconhecer a falha por conta própria.

Também segundo a publicação, na conversa do ex-presidente Lula (PT) com a presidente Dilma Rousseff (PT) os dois falaram sobre a necessidade de uma política de comunicação que resgate a imagem da Petrobras.







Gerente da Abreu e Lima é afastado do cargo

Publicado por Branca Alves, em 20.11.2014 às 10:15

(Foto: Arthur Motta)

Auditorias internas da Petrobras para investigar casos de corrupção tiveram os primeiros efeitos dentro da empresa. Cinco gerentes que participaram de contratações de equipamentos e serviços para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, perderam cargos de chefia na terça-feira (18), e poderão ser demitidos por justa causa, dependendo do julgamento de uma comissão interna instaurada para avaliar se participaram de um esquema de recebimento de propina. Outras exonerações de gerências poderão ainda acontecer nos próximos dias.

Foi afastado do cargo Glauco Colepicolo Legatti, gerente-geral de Implementação de Empreendimentos para a refinaria Abreu e Lima. A lista inclui ainda a chefe de escritório da Petrobras em Singapura, Venina Velosa da Fonseca; o gerente-geral de Gestão de Tecnologia do Cenpes, Francisco Paes; o gerente-geral de Compras para Empreendimentos da área de Abastecimento, Heyder de Moura Carvalho, e o executivo da Logum, empresa de logística de etanol, Roberto Gonçalves. Formalmente, a Petrobras não confirma nomes, apenas o afastamento de gerentes. Procurados pela reportagem, eles não foram encontrados.

Equipe
Os cinco funcionários trabalharam na equipe de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, preso pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato. Costa já confessou ter recebido propina de fornecedores da petroleira para fechar contratos, mas, em nota, a empresa diz que, nos casos desses ex-gerentes, “não há evidência até o momento de dolo, má-fé ou recebimento de benefícios”. Por isso, não foram demitidos. A companhia admite apenas que eles não cumpriram normas internas de contratação e alega que “funções gerenciais não são permanentes, sendo, portanto, de livre nomeação a qualquer momento”.

A decisão, na verdade, estava tomada desde sexta-feira passada, na reunião do conselho de administração, que avaliou as conclusões de duas auditorias internas da Petrobras: uma para investigar desvios de recursos nas obras de Abreu e Lima e outra no Complexo Petroquímico do Rio (Comperj). Segundo fonte, foram citados os nomes de oito funcionários que teriam agido irregularmente apenas em contratações para a Abreu e Lima. Cinco deles foram afastados e outros três ainda poderão ser punidos. Há ainda outros nomes citados na auditoria relativa ao Comperj que deverão sofrer sanções.

A Petrobras ainda mantém auditoria para investigar se houve corrupção na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e na contratação da Toyo Setal para fornecer serviços para o Comperj e para a instalação de uma unidade de fertilizantes em Minas Gerais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Senha liberava dinheiro enviado pelo doleiro Youssef

Publicado por Branca Alves, em 20.11.2014 às 10:00

Como integrantes de um clube secreto, os beneficiários das “malas” enviadas pelo doleiro Alberto Youssef eram obrigados a dar uma senha previamente informada pelo esquema antes de embolsar o dinheiro. Ao fazer as entregas, os subordinados de Youssef recebiam um endereço, um nome, o horário e uma senha de controle a ser exigida na hora da entrega.

O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a um bilhete para a entrega de R$ 40 mil a um executivo em São Bernardo do Campo (SP). No papel, está escrito “senha: Feliz 2014″, frase que o enviado de Youssef deveria ouvir antes de entregar os valores.

As investigações da Lava Jato também identificaram que Youssef e seus subordinados se referiam à propina com apelidos como “carbono, papel, documento, páginas de contrato e vivos”. Conforme um interlocutor do doleiro, a senha só era exigida quando a entrega era para clientes “novatos”.

O bilhete orienta a entrega de R$ 40 mil ao engenheiro Ricardo Kadayan, da Ductor Implantação de Projetos Limitada. O bilhete informa um endereço e o horário das 14h às 16h. Não há comprovação de que o dinheiro foi entregue. Kadayan afirmou que o endereço é o de sua residência, mas negou conhecer Youssef ou qualquer entrega de dinheiro. “Eu não tenho nada a ver com isso. Desconheço qualquer assunto a respeito.”

O bilhete não cita a Ductor, que atua em áreas como fiscalização e supervisão de projetos, obras e serviços de engenharia. A empresa disse não conhecer o doleiro. Nem Kadayan nem a Ductor são investigados pela PF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Confira as manchetes do dia dos principais jornais

Publicado por Branca Alves, em 20.11.2014 às 08:57

Folha de Pernambuco
PF erra ao citar direto

Diario de Pernambuco
Gerente da Refinaria Abreu e Lima é afastado

Jornal do Commercio
O lado mais fraco

Folha de S. Paulo
Empresa de Fernando Baiano obteve contratos de R$ 71 mi com a estatal

Agora S. Paulo
Osteoporose pode garantir isenção no Imposto de Renda para aposentados

O Estado de S. Paulo
PF recua e diz que errou ao citar atual diretor da Petrobras

O Globo
Justiça encontra conta de empreiteiros zerada

Valor Econômico
Dilma convida Trabuco para assumir a pasta da Fazenda

Correio Braziliense
Hey, Paul

Estado de Minas
Empresas receberam R$ 13 bi em três anos

Zero Hora
Petrobras afasta cinco executivos

Jornais internacionais

The New York Times (EUA)
Plano de Obama pode proteger quatro milhões

The Washington Post (EUA)
Obama revela lei de imigração

The Times (Reino Unido)
Tempo de espera é reduzido pela metade para os últimos remédios do sistema nacional de saúde

The Guardian (Reino Unido)
Revelada forma com que príncipe Charles vai pensar quando se tornar rei

El País (Espanha)
Fiscal General do Estado consegue apoio para acusar Mas de desobediência







Comissão da Presidência abre processo contra Duque

Publicado por Branca Alves, em 19.11.2014 às 17:46

Após os novos desdobramentos da Operação Lava Jato, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta quarta-feira (19) abrir processo contra o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, apontado por um dos delatores como o elo na Petrobras com as empreiteiras.

De acordo com o presidente da comissão, Américo Lacombe, a defesa de Duque terá 10 dias para prestar os esclarecimentos solicitados. O ex-diretor nega participação no esquema de corrupção.

A Comissão de Ética da Presidência já tinha aberto processos contra o ex-diretor da Área Internacional da estatal Nestor Cerveró e o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Nenhum dos casos foi julgado pelo colegiado até hoje – a próxima reunião está marcada para o dia 15 de dezembro.

“Fui juiz a vida toda, nunca fiz prejulgamentos. A primeira coisa que a gente tem de fazer é ler o processo”, disse Lacombe. “A comissão vai fazer alguma coisa, claro, vamos abrir processo, vamos investigar, mas não vou fazer prejulgamento. O que sai no jornal não é prova, é notícia. Tudo tem de ser bem ponderado, claro”, disse Lacombe.

Questionado sobre como via as novas revelações da Lava Jato, Lacombe ironizou: “Não vejo nada. Eu não li processo. Ele (Duque) vai ter de se defender, evidente. Não vou intimá-lo, ele que se defenda.”

Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo, dois executivos de construtoras presos sob suspeita de integrar um esquema de corrupção em contratos com a Petrobras afirmaram em depoimentos à Polícia Federal que pagaram propina aos ex-diretores da estatal Renato Duque e Paulo Roberto Costa e ao doleiro Alberto Youssef, alvos da Operação Lava Jato.

“A Petrobras tem colaborado com a investigação, já mandou alguma coisa”, disse Lacombe, sem detalhar quais as informações a empresa encaminhou. A Comissão de Ética também vai pedir novos esclarecimentos à Petrobras envolvendo a atuação de Duque na empresa.

Prazo
De acordo com o conselheiro Horácio Raymundo de Senna Pires, relator do processo contra Paulo Roberto Costa, a análise do caso pela Comissão de Ética Pública da Presidência não está vinculada à conclusão do trabalho da Polícia Federal.

“Não precisamos esperar. A esfera ética é diferente da esfera penal”, disse o conselheiro. Lacombe também informou que a comissão pedirá ao juiz federal Sérgio Moro o envio da cópia do depoimento de Paulo Roberto Costa à Justiça. Como os ex-diretores já deixaram a empresa, a punição cabível a eles no âmbito da comissão é a censura ética, que funciona como uma “mancha” no currículo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Lava Jato: PF ouve executivos da Camargo Corrêa

Publicado por Branca Alves, em 19.11.2014 às 10:55

Agência Brasil (Curitiba) – A Polícia Federal (PF) prossegue nesta quarta-feira (19) com os depoimentos de presos na sétima fase da Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos na Petrobras. Devem prestar depoimento hoje executivos ligados à empreiteira Camargo Corrêa, além de Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que se entregou ontem (18) à PF após permanecer foragido desde a última sexta-feira (14), quando as prisões foram decretadas. As oitivas ocorrem na Superintendência da PF em Curitiba.

Em depoimentos de delação premiada, ele foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como arrecadador de propina do suposto esquema para o PMDB. O partido nega as acusações e afirma que Soares não tem ligações com a legenda. A PF confirma que ainda não concluiu se ele atuou de fato como lobista.

Por enquanto, Adarico Negromonte ainda é considerado foragido. Ontem (18), 11 presos ganharam liberdade por meio da decisão do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações, e já deixaram a cárcere da PF em Curitiba.







Executivo da Mendes Júnior pagou a esquema da Petrobras

Publicado por Branca Alves, em 19.11.2014 às 10:02

Dois executivos de construtoras presos sob suspeita de integrar um esquema de corrupção em contratos com a Petrobras afirmaram em depoimentos à Polícia Federal que pagaram propina aos ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e ao doleiro Alberto Youssef, alvos da Operação Lava Jato.

A suspeita dos investigadores, reforçada pelos depoimentos dos empreiteiros presos e detalhada nos depoimentos de delação premiada de Costa e Youssef, é de que os desvios tinham como destino o caixa 2 de partidos da base de governo, especialmente PT, PMDB e PP, e também da oposição, como o PSDB.

Para os investigadores da Lava Jato, o depoimento mais contundente dos prestados pelos executivos de empresas é o do vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Mendes. Ele disse que pagou R$ 8 milhões em quatro parcelas, entre julho e setembro de 2011, após, segundo ele, sofrer extorsão para que não houvesse rompimento do contrato da obra da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.

O vice-presidente da Mendes Júnior foi ouvido na terça-feira (18) na sede da Polícia Federal de Curitiba. Disse ter sido “pressionado a fazer os pagamentos, sob pena de ter rompidos o atual contrato e futuros”. Sérgio Mendes foi preso em regime preventivo sexta-feira. Ele declarou que o doleiro “agia em nome do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa”. O executivo relatou ainda como fez os pagamentos para empresas de Youssef, apontado como o operador do esquema do PP.

A Polícia Federal já tinha apreendido nas buscas feitas nas empresas de fachada de Youssef os contratos feitos entre a Mendes Júnior que respaldaram legalmente os pagamentos de propina. Só a Mendes Júnior tinha R$ 1 bilhão em contratos com a Petrobrás, fora as empresas ligadas a ela.

Na segunda-feira (17), outro executivo afirmou ter pago a Costa e também a Duque. Ao pedir a prorrogação da prisão temporária do ex-diretor de Serviços, por mais cinco dias ontem, a PF considerou as declarações do executivo da Galvão Engenharia. “Foi reconhecido ontem por Erton Medeiros Fonseca o pagamento de vantagens ilícitas no âmbito da Diretoria de Serviços, à época em que o cargo era ocupado por Renato Duque, corroborando com os elementos iniciais que apontam à responsabilidade de Renato Duque”, assinala a Polícia Federal.

O ex-diretor, indicado por José Dirceu ao cargo – algo que o ex-ministro nega -, é agora o novo foco da Operação Lava Jato.

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos do caso, determinou na terça-feira (18) a quebra do sigilo bancário de Duque e de três empresas que seriam usadas por ele e pelo operador do PMDB no esquema, Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano. Ele se entregou ontem em Curitiba e teve a quebra de sigilo decretada. Foram decretadas ainda as quebras de sigilo de 14 executivos presos na sétima etapa da operação. Ontem, parte deles foi solta.

Tentativas
O criminalista Marcelo Leonardo, que defende Sérgio Mendes, informou que vai tentar derrubar o decreto de prisão por meio de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O advogado afirmou que seu cliente “está disposto a tudo” para colaborar com a polícia. Tanto o executivo da Mendes Júnior como o da Galvão Engenharia, apesar de admitirem o pagamento de propina, negaram fazer parte de um “clube” de empreiteiras que agia como cartel.

A acusação da existência do “clube” foi feita por dois executivos que dizem ter integrado o cartel, Júlio Gerin Camargo e Augusto Ribeiro, do grupo Toyo Setal, que está negociando um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A dupla da empresa também fez delação premiada e falou em pagamento de propinas. Os dois apontaram, além de Costa e Youssef, o envolvimento de Duque e do ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco como recebedores de propina. A defesa de Duque nega que ele tenha participação no esquema de corrupção e propina e afirma que foi preso injustamente. Costa e Youssef fizeram delação premiada e confirmam as propinas na estatal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Confira as manchetes do dia dos principais jornais

Publicado por Branca Alves, em 19.11.2014 às 08:52

Folha de Pernambuco
Prazo final para aderir ao Refis vai até o dia 1º

Diario de Pernambuco
Juiz mantém ex-diretor e cinco executivos na cadeia

Jornal do Commercio
Trânsito menos violento

Folha de S. Paulo
Justiça quebra sigilo de 16 presos; 11 serão soltos hoje

Agora S. Paulo
Saiba garantir a restituição do Imposto de Renda no último lote

O Estado de S. Paulo
Empresário diz que pagou R$ 8 milhões a Youssef após extorsão

O Globo
Acusados movimentaram R$ 23 bi de forma atípica

Correio Braziliense
Clube dos intocáveis debocha de Brasília

Estado de Minas
CPI quebra sigilo de tesoureiro do PT

Zero Hora
Contrato rompido no polo Jacuí

Jornais internacionais

The New York Times (EUA)
Israel abalada após ataque a sinagoga

The Washington Post (EUA)
Jerusalém tomada por raiva e medo

The Guardian (Reino Unido)
Assassinato de rabinos em sinagoga coloca Jerusalém no limite

El País (Espanha)
Congresso reconhece estado palestino quase por unanimidade

Clarín (Argentina)
Governo admite salto em índice de desemprego







Determinada quebra de sigilo bancário de empreiteiros

Publicado por Branca Alves, em 18.11.2014 às 18:25

Agência Brasil/EBC (Curitiba) – A Justiça Federal no Paraná determinou nesta terça-feira (18), ao Banco Central (BC), a quebra de sigilo bancário dos executivos de empreiteiras presos na última sexta-feira (14), na sétima fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF). A decisão, assinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, alcança 15 presos. Entre eles, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o lobista Fernando Soares, também conhecido como Fernando Baiano.

De acordo com o pedido enviado ao Banco Central, também terão as contas bancárias rastreadas João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa; Ildefonso Colares Filho, diretor presidente da construtora Queiroz Galvão; Sérgio Cunha Mendes, diretor da Mendes Júnior; e Agenor Franklin Magalhães, diretor da OAS, entre outros dirigentes de empreiteiras.

O juiz Sério Moro deve decidir ainda hoje se 17 presos, temporariamente por cinco dias, terão o tempo de prisão prorrogado. O juiz aguarda manifestação da PF e do Ministério Público Federal para decidir a questão. Desde as 9h desta terça-feira diretores das empresas UTC e Camargo Correa prestam depoimento na Superintendência da PF em Curitiba.







Fernando Baiano se entrega à Polícia Federal

Publicado por Branca Alves, em 18.11.2014 às 15:52

Procurado desde a última sexta-feira (14) – dia em que foi deflagrada a sétima etapa da Operação Lava Jato – o lobista Fernando Soares, mais conhecido como Fernando Baiano, se entregou na tarde desta terça-feira (18) na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele é acusado por delatores de cobrar propina de obras na Petrobras para o PMDB.

Suspeito de ser o elo entre o PMDB e o esquema de corrupção na Petrobras, ele estava escondido em São Paulo. Já nesta segunda-feira (17), seu advogado, Mario de Oliveira Filho, disse que Baiano é usado como “bode expiatório” da operação.

Dos 25 alvos da Operação Lava Jato que tiveram prisão decretada, apenas Adarico Negromonte Filho, que é irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA), está foragido. As informações são da Folha de S. Paulo.







CPI mista da Petrobras aprova convocação de Duque

Publicado por Márcio Didier, em 18.11.2014 às 15:30

A CPI mista da Petrobras aprovou nesta terça-feira (18) a convocação do ex-diretor da Área de Serviços da Petrobras Renato Duque, apontado pela Polícia Federal como ligado ao PT. O pedido foi aceito em votação unânime, com o apoio da base aliada. Duque foi preso na sexta-feira (14), na sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal.

O líder do PT do Senado em exercício, Wellington Dias (PI), afirmou que o caso envolvendo Duque é concreto para tentar fechar o relatório da CPI. O executivo foi acusado pela Polícia Federal de receber propinas no escândalo envolvendo a estatal.

A CPI mista também aprovou, em votação simbólica, um pedido de convocação do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado. Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ter recebido R$ 500 mil das mãos de Machado dentro do esquema de pagamento de propina que envolve a estatal.

O presidente da Transpetro está no cargo desde 2003 e foi indicado para o posto pelo atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). No início do mês, Machado pediu afastamento do cargo por 31 dias após a auditoria PriceWaterhouseCoopers (PWC) ter exigido a saída dele da subsidiária da estatal como condição para auditar os balanços da Petrobrás.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que é “imperativo” a vinda do presidente licenciado da Petrobras para investigar os desmandos na Transpetro. O deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) criticou o pedido porque a “prioridade”, segundo ele, deveria ser a convocação das pessoas que estão presas por envolvimento na Operação Lava Jato. A bancada do PMDB, entretanto, não chegou a votar contrariamente ao pedido, que foi aprovado sem o registro individual dos votos.

Prorrogação

O presidente da CPI Mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou hoje que os líderes de partidos da Câmara dos Deputados precisam apresentar, até a sexta-feira, as assinaturas para garantir a prorrogação dos trabalhos de investigação. Ele alertou aos presentes, em reunião na CPI, que, se os apoios de pelo menos 171 deputados não forem assinados, a comissão vai ser encerrada no domingo (23) sem a apresentação e votação de um relatório final.

Vital do Rêgo afirmou que os apoios dos senadores já foram entregues e só falta a parte que cabe à Câmara dos Deputados. Até o momento, segundo Vital, há apenas 49 assinaturas, “muito longe” das necessárias.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Juiz decide hoje se prisões da Lava Jato serão prorrogadas

Publicado por Branca Alves, em 18.11.2014 às 11:30

Agência Brasil (Curitiba) – O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, deve decidir nesta terça-feira (18) se os detidos na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal terão as prisões prorrogadas. O prazo de cinco dias das prisões temporárias vence hoje. Entre os detentos que cumprem prisão temporária está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. O magistrado aguarda manifestação da PF e do Ministério Público para decidir a questão.

Os executivos presos na sexta-feira vão continuar prestando depoimento na Superintendência da PF em Curitiba. Hoje, os delegados devem fazer a oitiva de diretores ligados às empreiteiras UTC e Camargo Correa. Dos 25 mandados emitidos pelo juiz, 23 foram cumpridos. Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e Adarico Negremonte Filho continuam foragidos.

Na decisão, assinada ontem (17), Sérgio Moro decidiu rejeitar pedido para soltar os presos antes de receber da PF detalhes sobre os depoimentos e das provas colhidas nas diligências realizadas.

“Não há, por ora, e pela própria extensão da operação deflagrada na última sexta-feira, também maiores informações a respeito de quem já foi ouvido e do teor dos depoimentos prestados pelos custodiados, o que também impede avaliação quanto à necessidade ou não de novas medidas investigatórias nos próximos dias. Assim, mais razoável aguardar os posicionamentos da autoridade policial e do MPF [Ministério Público Federal]“, decidiu o juiz.







Confira as manchetes do dia dos principais jornais

Publicado por Branca Alves, em 18.11.2014 às 08:51

Folha de Pernambuco
Nova acusação na Lava Jato; Diretor da Petrobras recebia “comissões”

Diario de Pernambuco
Refinaria liberada para operação

Jornal do Commercio
Presidente da Petrobras sabia de caso de suborno

Folha de S. Paulo
Diretor de empreiteira diz ter pagado propina ao PP

Agora S. Paulo
Supremo decidirá sobre a troca de aposentadoria só em 2015

O Estado de S. Paulo
PF diz que delator cita diretor da Petrobras em esquema

O Globo
Petrobras pede ação contra Gabrielli, e PF cita outro diretor

Correio Braziliense
6 Megassenas acumuladas para não mofar na cadeia

Estado de Minas
Devolução de desvios da Petrobras chega a R$ 447 milhões – e ainda tem muito mais

Zero Hora
Executivo propõe devolver US$ 100 mi

Jornais internacionais

The New York Times (EUA)
Mega fusões são populares novamente em Wall Street

The Washington Post (EUA)
Estado Islâmico decapita agente humanitário americano

The Guardian (Reino Unido)
Polícia não investiga um em cada quatro crimes sexuais

Le Monde (França)
Francês convertido estava entre os executores do Estado Islâmico

El País (Espanha)
Fiscais catalães creem que não há base jurídica para referendo local