Geral

Da Agência Brasil

O governo federal quer fazer com que a mobilização nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, no próximo sábado (13), seja também uma “medida de impacto” e tenha repercussão em todo o país. O objetivo é fazer com que a sociedade se sensibilize com o tema e ajude a eliminar os criadouros do inseto transmissor do vírus Zika.

Após coordenar, nesta quinta-feira (11) mais um encontro preparatório para o chamado Dia da Faxina, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, ligou para o vice-presidente Michel Temer, convidando-o a participar das mobilizações. Desde a semana passada, todos os ministros do governo foram convocados pela presidenta Dilma Rousseff para viajar a capitais e cidades de grande porte.

Após o telefonema de Wagner, ficou decidido que Temer vai para Curitiba. Mais de quinze ministros participaram do encontro no Palácio do Planalto, além de secretários e representantes de órgãos federais. Durante a reunião, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse que o governo vai precisar da ajuda das equipes dos ministérios para que a visita de conscientização dos cerca de 220 mil militares a mais de 300 municípios seja também uma “ação de comunicação”.

As autoridades foram informadas de que os materiais impressos estarão prontos até esta sexta-feira (12) e que chegarão a todos os cantos do país por meio dos Correios. Edinho Silva também pediu aos ministros que dêem entrevistas durante as vistorias para que a ação seja veiculada na imprensa.

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Blog em recesso

Publicado em 5.02.2016 às 23:59

O Blog da Folha estará em recesso durante o Carnaval. No entanto, as notícias sobre política e economia poderão ser encontradas no Portal da Folha (www.folhape.com.br). Na quarta-feira de Cinzas este blog retoma as atividades.


O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco(TRE-PE) convoca juízes eleitorais do Estado para reunião de trabalho sobre a revisão do eleitorado com biometria. O encontro ocorre nesta quinta-feira(4), às 10 horas. “Nosso objetivo é sensibilizar o juiz estadual para a importância da sua função no eleitoral e para a urgência de otimizar a biometria nesses municípios”, explica o presidente do TRE-PE, desembargador Antônio Carlos Alves da Silva.

A reunião ocorre na sala do Pleno (Avenida Agamenon Magalhães, 1160, Graças) e a pauta do encontro será o andamento do recadastramento e as estratégias para melhorar o atendimento de eleitores nos municípios envolvidos nessa reta final. O prazo para que o eleitor realize a revisão de seus títulos eleitorais é de 31 de março.


Da Folhapress

Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, desistiu da compra do apartamento em Guarujá seis anos após o prazo para essa opção ter se encerrado, segundo documento em posse do Ministério Público de São Paulo obtido pela reportagem. Um comunicado da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) estipulava em 11 de novembro de 2009 que os compradores deveriam optar por não ficar com o imóvel até 20 de novembro daquele ano.

“É imprescindível que o documento de desligamento seja assinado até o dia 20 de novembro na sede da Bancoop”, enfatiza o comunicado da Bancoop.

A ex-primeira dama, no entanto, só comunicou que desistira do apartamento em novembro do ano passado, seis anos após o prazo legal. O comunicado foi emitido assim que a OAS assumiu oito empreendimentos da Bancoop, um dos quais era o condomínio Mar Cantábrico, que a empreiteira rebatizou como Solaris. A transferência dos imóveis para que a OAS finalizasse os edifícios ocorreu porque a Bancoop estava quebrada e não tinha condições econômicas de concluir os empreendimentos
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“Só o casal Lula teve esse privilégio de poder desistir seis anos depois do prazo legal”, diz Marcos Sergio Migliaccio, conselheiro da Associação das Vítimas da Bancoop.

Ainda segundo ele, em casos similares ao de dona Marisa, em que os cooperados não tomaram decisão nenhuma, a OAS moveu uma ação judicial para tomar o imóvel.

O apartamento de Guarujá está sob investigação de promotores de São Paulo porque há a suspeita de que a OAS tenha dado um apartamento tríplex ao casal Lula em troca de benefícios para a empreiteira. O Instituto Lula, que representa o ex-presidente, refuta com veemência essa hipótese.

Outro lado

O Instituto Lula afirmou que a resposta para a questão do prazo legal de desistência foi contemplada por uma nota emitida pelo ex-presidente no último sábado (30). Segundo a nota, Marisa perdeu o prazo para optar pela desistência, mas não há qualquer irregularidade nisso porque o imóvel foi declarado à Receita Federal pelo ex-presidente.

O fato de Marisa ter pedido a restituição dos valores que pagou pelo apartamento não significa que ela receberá o montante, segundo o instituto. O máximo que pode ocorrer é ela perder os valores que investiu R$ 286,5 mil, em valores corrigidos.


Da Folhapress

A última edição da revista “Americas Quartely”, publicada pela Americas Society/Council of the Americas, é dedicada ao combate à corrupção em países da América Latina.

Entre os destaques está o juiz Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no Paraná, que aparece caracterizado como um “caçador de corruptos” -a revista traz ele ao lado do promotor colombiano Iván Velásquez e da procuradora-geral da Guatemala, Thelma Aldana, ao estilo dos personagens do filme “Os caça-fantasmas”.

Fundada em 2007, a “Americas Quarterly” é focada em política, cultura e negócios da América Latina. A publicação tem tiragem de 17 mil exemplares é distribuída a universidades, políticos, executivos e grandes empresas. Fernando Henrique Cardoso participa do conselho editorial, assim como Ernesto Zedillo, ex-presidente do México, e Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile.

A publicação afirma que uma nova geração de juízes, procuradores e ativistas da América Latina faz “progressos extraordinários” contra a corrupção na região, não importa o quão poderosos são os investigados.

No Brasil, a Lava Jato -que apura um esquema de corrupção na Petrobras- investiga grandes empresários, políticos e ex-diretores da estatal, muitos deles presos preventivamente e vários já condenados.

“Se este combate [à corrupção na região] continuar, ficará como uma das mais importantes mudanças para a América Latina no século 21″, diz a publicação.

Estrela

O texto sobre Moro -assinado por Matias Spektor, doutor pela Universidade de Oxford, professor de relações internacionais na FGV e colunista da Folha de S.Paulo- afirma que o juiz é “uma estrela”, mas que não pode ser considerado o “salvador do Brasil” porque as vitórias dele são parte de um longo e doloroso processo de reforma democrática que começou com o fim da ditadura militar.

Segundo a revista, o juiz teve acesso a instrumentos legais criados no período, mas ressalta que só alguém com “sua mistura de criatividade, inteligência e meticulosidade” poderia usar o pleno potencial de tais instrumentos.

A reportagem destaca a equipe que compõe a Lava Jato, “com experiência e habilidade para navegar o sistema legal bizantino do Brasil”, e lembra que a operação tem sido alvo crescente de críticas, como a manutenção de prisões de investigados.

“Independentemente do resultado, no entanto, o movimento de Moro foi indiscutivelmente positivo”, diz.

Na apresentação das reportagens sobre os destaques da edição, a revista diz estar “maravilhada” com os “caça-corruptos”. “E nós esperamos que eles continuem a ter grande sucesso”, afirma.


Vice-líder da oposição na Câmara dos Vereadores do Recife, Isabella de Roldão (PDT) criticou, em entrevista ao Blog da Folha nesta terça-feira (2), o atraso do prefeito Geraldo Julio (PSB) em solenidade que reabriu a nova legislatura da Casa José Mariano, realizada na última segunda-feira (1º). A vereadora desconversou sobre ser ou não pré-candidata a prefeita do Recife, contudo. Sobre a saída de Ciro Gomes do PSB e seu recente ingresso no PDT, a parlamentar enalteceu a presença de Gomes no partido e afirmou que o PSB “age como rolo compressor” contra aqueles que discordam do grupo.

Saiba mais no vídeo abaixo.


Da Folhapress

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirmou que o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) se comprometeu em reunião com governadores na noite da última segunda-feira (1º) a definir até o final desta semana um limite para operações de crédito a Estados com garantia da União.

No ano passado, a liberação de novos financiamentos foi restringida em meio a preocupações do então ministro Joaquim Levy com o controle das contas.

“Há um compromisso de retomar as operações de crédito”, afirmou o governador. Segundo Rollemberg, Barbosa afirmou que depois do Carnaval também vai apresentar uma posição do governo sobre pleito dos Estados para que os prazos do pagamento de suas dívidas com a União sejam alongados.

Nesse caso, o ministro ressaltou, segundo relato do governador, a importância de uma eventual flexibilização ser acompanhada por reformas estruturais. A preocupação, segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), é garantir que um eventual ganho de caixa por parte dos Estados seja direcionado a investimentos, e não com gastos correntes.

Rollemberg é um dos articuladores do Fórum Permanente de Governadores, que se reuniu hoje em Brasília. Antes do encontro com Barbosa, eles estiveram com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). Apenas o Ceará e o Rio Grande do Norte não enviaram representantes.


Da Folhapress

No recurso apresentado nesta segunda-feira (1º) questionando o rito definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o comando da Câmara acusa o tribunal de ter dado uma “guinada” no julgamento e afirmou ainda que “os fatos e a história não podem ser manipulados e propositadamente direcionados para conclusões errôneas, precipitadas e graves”.

A ação da Mesa Diretora da Câmara, presidida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi protocolada antes mesmo de o STF publicar o chamado acórdão, documento que reúne os votos dos ministros e apresenta o resultado do julgamento. A justificativa é de que a decisão do tribunal sobre o processo de impeachment pode ter interferência nas definições de outras comissões da Câmara.

Nos bastidores, no entanto, deputados avaliam que a medida faz parte de uma estratégia de Cunha para atrasar a composição das comissões da Casa, o que poderia ter efeito sobre o andamento de seu processo de cassação no Conselho de Ética.

O recurso será analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que puxou o voto que acabou vencedor no julgamento. A tendência, dizem integrantes do Supremo, é que a ação da Câmara seja rejeitada porque foi apresentada antes do acórdão. Em tese, esse tipo de recurso não tem poder para alterar a decisão tomada pela Corte.

O rito

No julgamento, o STF anulou a comissão pró-afastamento que havia sido formada na Câmara e deu mais poder ao Senado no processo. A maioria dos ministros entendeu que não cabe votação secreta, como havia definido Cunha, para a eleição da Comissão Especial que ficará encarregada de elaborar parecer pela continuidade ou não do pedido de destituição de Dilma na Câmara.

Segundo o STF, não há previsão legal para indicações sem o crivo de líderes partidários ou blocos.
O STF também fixou que o Senado não fica obrigado a instaurar o impeachment caso a Câmara autorize (com aval de 342 dos 513 deputados) a abertura do processo. Para os ministros, a Câmara autoriza, admite o processo, mas cabe ao Senado decidir sobre a instauração.

Com isso, a partir da instauração do processo por maioria simples (metade mais um, presentes 41 dos 81 dos senadores) no plenário do Senado, a presidente da República seria afastada do cargo, por até 180 dias, até o julgamento final. A perda do mandato dependeria de aprovação de 54 dos senadores. A palavra final para o afastamento de Dilma ao Senado agrada ao Planalto.
CRÍTICA
Em mais de 50 páginas, Cunha critica o julgamento do Supremo. “Nunca na história do Supremo Tribunal Federal se decidiu por uma intervenção tão profunda no funcionamento interno da Câmara dos Deputados, restringindo, inclusive, o direito dos parlamentares.”

“Os fatos e a história não podem ser manipulados e propositadamente direcionados para conclusões errôneas, precipitadas e graves. Talvez não se tenha notado ainda a relevância dessa decisão não só quanto ao processo de impeachment em si, mas ao futuro institucional da Câmara dos Deputados, e do próprio Poder Legislativo”.

Cunha ainda justificou a decisão de ingressar com a ação antes da divulgação do resultado e apontou que a decisão de entrar com a ação é “defesa da liberdade da Câmara em praticar seus atos internos, sem interferência do Poder Judiciário”.

“É importante registrar que a interposição desde logo dos embargos de declaração se justifica porque a matéria decidida é inédita, relevantíssima do ponto de vista institucional, e acarretou uma guinada na jurisprudência dessa Corte quanto à intervenção em matéria interna corporis de outro Poder da República”.

Na ação, pede para o Supremo rever sua decisão. Cunha sugere que se os líderes da Câmara não chegarem a entendimento para indicação dos integrantes da comissão especial ele possa fazer a nomeação dos componentes.


Da Folhapress

A Comissão de Ética da Presidência da República retirou exigência imposta na última quinta-feira (28) que obrigava o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy a esperar até o final de junho para assumir função de diretor financeiro do Banco Mundial.

O colegiado federal acatou recurso no domingo (31) ingressado pelo ex-ministro, permitindo que ele seja empossado nesta segunda-feira (1) sem a necessidade do período de quarentena.

A decisão anterior baseou-se em reposta a consulta feita pela pelas assessorias de imprensa da Presidência da República e do Ministério da Fazenda

O relatório do conselheiro Horácio Pires ressaltava que o ex-ministro “não teria atentado para a regra proibitiva” prevista em lei, que fixa uma quarentena de seis meses para servidores federais -entre eles ministros- assumirem função que configure conflito de interesse com o cargo exercido anteriormente no governo.

Joaquim Levy passou 351 dias a frente do Ministério da Fazenda (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Levy substituirá o francês Bertrand Badré, que exercia a função desde 2013. Entre as atribuições do cargo, conforme detalhadas no site do Banco Mundial, ele será responsável pelas “estratégias de gerência financeira e de risco” do organismo, incluindo “o desenvolvimento de novos e inovadores produtos financeiros”.

Badré deixa o banco após se envolver em algumas controvérsias. Uma delas foi um empréstimo de US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões) concedido pela China ao fundo de combate à pobreza do Banco Mundial.

Parte de uma complexa transação financeira, o empréstimo foi questionado pela então tesoureira da instituição, Madelyn Antoncic, por supostamente ter violado as regras do banco. Uma auditoria externa, porém, concluiu que não houve irregularidade. Na hierarquia do Banco Mundial, Levy estará abaixo apenas do presidente da instituição, Jim Yong Kim.


Paulo afirma não ser momento para debater CPMF

Publicado em 31.01.2016 às 14:15

O governador Paulo Câmara afirmou que no o segundo encontro do Fórum Permanente de Governadores nesta segunda-­feira (1º), em Brasília, a questão sobre a volta da CPMF poderá ser debatida. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff defendeu a volta do tributo como “a melhor opção disponível” para superar as dificuldades.

Apesar de afirmar que é preciso discutir isso, o governador, por outro lado, afirma que não é o momento para isso.

“A CPMF tem que ser discutida. Agora, enquanto não se decidir essa discussão política, qualquer outra questão do ajuste fiscal fica comprometido. A gente espera que haja já em fevereiro o andamento do processo de impeachment para que o Brasil, independente da decisão, possa discutir questões econômicas, questões em favor da geração de emprego, de renda e de crescimento”, afirmou o socialista, durante o 52º Baile Municipal.

Câmara, no entanto, acredita que seja preciso discutir outras opções, que não apenas a contribuição.

“Há uma resistência muito grande (à CPMF) e, nas conversas com as pessoas, a gente vê isso. A carga tributária é muito alta. Talvez seja o momento de reduzir despesas, de reduzir algum tipo de receita, de impostos, e que, se for o caso, reduzindo, compensa com a CPMF. É um caminho a ser discutido”, afirmou.


Michel Temer cancela jantar com Câmara

Publicado em 29.01.2016 às 22:00

Encontro com o governador foi cancelado por conta do atraso do evento do PMDB(Foto: Alex Ribeiro/Blog da Folha)

Devido aos transtornos provocados pelas chuvas que assolaram a Região Metropolitana do Recife nesta sexta-feira (29), o vice-presidente Michel Temer (PMDB) cancelou o jantar que teria com o governador Paulo Câmara (PSB) no Palácio do Campo das Princesas. O encontro seria depois do evento do PMDB, que ocorreu em Boa Viagem.

O evento peemedebista, que estava marcado inicialmente às 18h só foi iniciado duas horas depois. O atraso atrapalhou a agenda de Temer e que, por isso, não pode ir ao encontro de Paulo Câmara.

Confira também:

Caos no Recife faz Temer ir a pé ao evento do PMDB

Em evento do PMDB, Jarbas e Henry criticam Governo Federal


Da Folhapress

A defesa do ex-ministro José Dirceu, preso desde agosto na Operação Lava Jato, em Curitiba, disse que fechar um acordo de delação premiada não é uma opção para o petista porque ele “tem caráter”.

Dirceu deve ser ouvido pela primeira vez pelo juiz Sérgio Moro nesta sexta-feira (29), na ação penal em que o petista se tornou réu. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido de maneira direta ou indireta R$ 11,9 milhões de empreiteiras que prestaram serviços à Petrobras.

“Por que o José Dirceu não faz uma delação? Aí ele entrega alguém e vai embora, seria a coisa mais óbvia. Mas alguns ainda têm caráter, outros nunca tiveram”, afirmou o criminalista Roberto Podval, que defende o ex-ministro, no início da tarde, ao chegar ao prédio da Justiça Federal para acompanhar o depoimento.

A defesa de Dirceu diz que há pessoas “brincando com as delações” e que entregariam nomes-chave do PT em troca de deixarem a prisão. “Virou um bom negócio fazer delações. As pessoas ganharam fortuna de dinheiro, entregam uma parte [nas delações], então se fala do Dirceu, do Lula, devolvem uma parte de suas propriedades, uma parte do dinheiro, e continuam andando de iate, dando risada.”

Na mesma linha, Podval comentou que o nome do ex-presidente Lula seria o próximo alvo de acusações. O ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia, foram intimados pelo Ministério Público de São Paulo a depor sobre o tríplex no condomínio Solaris, em Guarujá (SP), na condição de investigados. Há indícios, segundo a Promotoria, de que os investigados tentaram ocultar a real origem do apartamento, o que poderia indicar crime de lavagem de dinheiro.

“Não sou advogado do Lula, da Marisa. Conheço só de bastidores, não tenho dúvida de que o próximo nome, assim como era Zé Dirceu, é o Lula. Querem o nome do Lula”, disse o advogado.
Na sexta-feira passada, também ao juiz Moro, o lobista Fernando Moura mudou sua versão apresentada na delação premiada e isentou o ex-ministro de ter-lhe recomendado que fugisse do país, no auge das denúncias do caso mensalão, “até que a poeira baixasse”.

Para Podval, a mudança comprova que as declarações do lobista “não têm menor relevância nem credibilidade”.

Nesta quinta-feira (28), porém, o lobista fez novo recuo e voltou a incriminar o ex-ministro. Disse ao juiz que em depoimento anterior havia inocentado Dirceu por temer represálias, mas que sua delação é “estritamente a verdade” -o petista teria, sim, recebido propina de empreiteiras e sabia que os recursos tinham origem em desvios na Petrobras.

Podval negou as acusações. “É mentira. Ele não foi ameaçado em Vinhedo, a gente sabe que não foi. É só ver o vídeo. Aquilo é ridículo, uma bobeira danada. Ele foi ameaçado, sim, de perder a delação, o que era natural, e aí ele saiu correndo e voltou atrás. É só assistir o vídeo dele em audiência, e assistir o vídeo ontem para saber que ele mentiu”.

PROTESTO
Além de Dirceu, foi ouvido pelo juiz Moro o executivo da Engevix, Gerson Almada. Ele foi condenado no processo da Lava Jato e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Houve tumulto na saída de Almada do prédio da Justiça Federal. Um grupo de manifestantes com cartazes, megafone e gritos contra o PT cercou o carro que buscou o executivo.

Almada e o advogado negaram-se a dar entrevistas e saíram em silêncio do prédio. Manifestantes cercaram o carro e, sob gritos de “vergonha!”, bateram no veículo, até que ele deixasse o prédio


Chuvas e ventos provocam transtornos

Publicado em 29.01.2016 às 17:17

As fortes chuvas que atingiu a Região Metropolitana do Recife provocaram muitos estragos em vários lugares. Até  o prédio da Prefeitura do Recife sofreu com os fortes ventos que acompanharam as chuvas.

Em várias avenidas da capital pernambucana, árvores e placas caíram, provocando estragos.  Em Campo Grande, um carro foi atingido. Na Praça de São Pedro, em Olinda, uma árvore foi derrubada.

Em diversos pontos de Recife e Olinda, há falta de energia elétrica. 


Presidenta esteve presente na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Foto: Lula Marques/Agência PT)

Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (28) que a existência de conselhos para dar subsídio ao Poder Executivo em nada desfigura a autonomia e relevância da missão constitucional do Legislativo.

“O Legislativo produz leis e fiscaliza as ações do Executivo. O conselho, vinculado ao Executivo, sugere, propõe, debate e critica medidas próprias do âmbito administrativo”, disse, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

O Conselhão reuniu representantes da sociedade civil e empresários para debater medidas econômicas. Este foi o primeiro encontro de 2016, depois de um ano e meio sem a reuniões desse tipo.

Dilma agradeceu a todos os conselheiros. “Desejo que se sintam à vontade para trazer sua visão de mundo, críticas e sugestões”. Segundo Dilma, um dos principais desafios das democracias modernas é a busca de integração entre poderes. “Essa convivência é saudável e oportuna”

Ao abrir o evento, o ministro o chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, disse que as democracias mais maduras têm conselhos desse tipo. Em seguida, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, integrante do Conselhão, disse que o grupo deve encontrar ideias “compatíveis, que resultem em ações compartilhadas”.

A maior parte da reunião foi fechada para a imprensa, mas algumas informações foram divulgadas por meio do microblog Twitter. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, propôs a criação de um limite legal para o crescimento do gasto público e o estabelecimento de uma margem fiscal para acomodar flutuações de receita.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o banco tem atuado para assegurar estabilidade e bom funcionamento dos mercados. O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, disse que o comércio exterior é fator muito importante para a recuperação da atividade econômica.


Da Agência Brasil

O juiz federal Sergio Moro manteve para esta sexta-feira (29), às 14h, na sede Justiça Federal, em Curitiba, o depoimento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na ação penal que ele responde na Operação Lava Jato.

Moro negou pedido da defesa de Dirceu para adiar a oitiva até que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque finalize as negociações sobre o acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal, que comanda as investigações.

O juiz explicou que os advogados não têm direito de saber se o acordo de delação está em curso. Além disso, Moro afirmou que não há previsão legal para adiar o depoimento antes de declarações de delatores.

(Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

A defesa afirmou que José Dirceu não vai ficar calado durante o depoimento e que vai esclarecer todos os fatos imputados a ele. No entanto, os advogados argumentaram que a fase de oitivas terminará amanhã e, dessa forma, o depoimento deveria ser feito após Dirceu tomar conhecimento prévio de todos os fatos imputados a ele, inclusive por delatores.

José Dirceu e mais 15 investigados foram denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A acusação contra o ex-ministro se baseou nas afirmações de Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada.

O delator disse que fez pagamentos em favor de Dirceu e Fernando Moura, empresário ligado ao ex-ministro. Segundo os procuradores, o dinheiro saiu de contratos entre a empreiteira Engevix e a Petrobras.

Dirceu está preso preventivamente desde agosto do ano passado em um presídio em Curitiba. A defesa do ex-ministro afirma que a denúncia é inepta, por falta de provas. De acordo com os advogados, a acusação foi formada apenas com declarações de investigados que firmaram acordos de delação premiada.