Política

Da Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nas redes sociais uma mensagem em homenagem ao aniversário de 36 anos do PT, completados nesta quarta-feira (10). No texto, veiculado em sua página na internet, ele admite que o partido cometeu erros, mas, ressaltando a diversidade de seus militantes, disse que o PT “não é uma seita”.

“É certo que cometemos erros e quem comete erro tem que pagar”, disse o ex-presidente, de camiseta branca.

Na mensagem, de 3min3, Lula disse que o PT “vive enfrentando os adversários conservadores”, segundo ele, inconformados com o fato de o partido ter dado “vez e voz ao trabalhador brasileiro”.

“É importante que as pessoas façam uma reflexão sobre o que esse partido já fez para o Brasil”, conclamou ele, na mensagem gravada na sede do partido.


Da Agência Brasil

A Justiça de Minas Gerais negou recurso apresentado pela defesa do ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, contra condenação a 20 anos e dez meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida no dia 2 de fevereiro pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, na ação penal que ficou conhecida como mensalão mineiro.

No recurso, a defesa do ex-parlamentar alegou que houve omissões na sentença anunciada em dezembro do ano passado. A suposta omissão é em relação às declarações de testemunhas que inocentavam Azeredo.

Ao analisar os argumentos dos advogados, a juíza entendeu que o magistrado não é obrigado a mencionar todas as provas produzidas, mas somente as necessárias a seu convencimento. Além disso, a ela entendeu que não há obscuridade ou contradição na sentença.

Azeredo foi condenado por crimes cometidos na campanha eleitoral por sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Ele respondeu pelos crimes de peculato, ou seja, desvio de bens por servidor praticado contra a administração pública, e de lavagem de dinheiro. Ele pode recorrer da sentença em liberdade.


Moro autoriza inquérito específico sobre sítio

Publicado em 10.02.2016 às 09:18

Sítio de Atibaia seria frequentado pelo ex-presidente Lula (Foto: Divulgação)

Da Folhapress, com informações do Estadão

Atualizada às 11h37

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato, autorizou nesta terça-feira (9), a abertura de um inquérito específico para que a Polícia Federal investigue o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, em São Paulo, usado pelo ex-presidente Lula (PT). A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) suspeita que empreiteiras e investigados, como o pecuarista José Carlos Bumlai, tenham realizado obras na propriedade.

A Polícia Federal quer abrir inquérito específico para tratar da suposta relação do sítio de Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “com a empresa OAS e outras empresas e pessoas investigadas na Operação Lava Jato”.

A informação sobre a suposta relação do sítio com a “empresa OAS e outras empresas e pessoas investigadas na Operação Lava Jato” está em ofício enviado ao juiz Sérgio Moro.

Moro, em resposta, afirmou que não tem “óbice” ao pedido, desde que o Ministério Público Federal aceite.

A PF pediu que os documentos da OAS relativos ao assunto sejam enviados para o futuro inquérito, que tramitará em dependência a outro já aberto.

A Folha de S.Paulo havia divulgado, em novembro, que a PF investigava a propriedade rural que está registrada em nome de dois sócios de um dos filhos do ex-presidente, mas não que haveria um inquérito separado e específico sobre o sítio, medida agora tornada expressa pela polícia.

No último dia 29, a Folha de S.Paulo revelou que a ex-dona de uma loja de materiais de construção e um prestador de serviços em Atibaia afirmaram que a construtora Odebrecht realizou a maior parte das obras de reforma do sítio.

O pedido da PF para um novo inquérito foi feito no decorrer de um inquérito aberto pela Lava Jato em 2 de julho de 2014 para investigar supostos crimes de peculato e lavagem de dinheiro prestados por dirigentes da OAS.

Procurada na noite de terça-feira (9), a assessoria do Instituto Lula não havia dado uma resposta até as 21h.


Vaccarezza afirma que declaração faz parte do jargão político (Foto: Laycer Tomaz/ Câmara dos Deputados)



Da Folhapress

Investigado na Lava Jato, o ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) quis rebater, em depoimento à Polícia Federal, declaração do dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmando que teria ouvido do petista a expressão: “Se precisar de algo, pode contar comigo”. Para se defender, Vaccarezza afirmou que a expressão nada mais é do que “um jargão político”.

Ricardo Pessoa aponta que acionou Vaccarezza, ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, para interferir a favor da UTC junto ao Comitê de Obras Irregulares (COI), ligado a Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

O empreiteiro afirmou ainda à PF que fez doação eleitoral para Vaccarezza, mas que não sabe afirmar se efetivamente ele interferiu no COI em favor da UTC.

O petista nega qualquer ação para favorecer a empreiteira. “Que nega ter realizado qualquer interferência no COI a pedido e ou a favor da UTC, que não possui conhecimento de qualquer relatório do TCU em desfavor da UTC por irregularidades na refinaria Getúlio Vargas”.

O ex-deputado afirmou ainda que não recebeu qualquer ligação de Ricardo pessoa, nem e-mail como pedido de interferência no COI, mas que seu e-mail público não era lido por ele, mas pela secretária.

A PF investiga se empreiteiras teriam sido favorecidas na fase de elaboração da lista de obras do governo federal, que contém indícios de irregularidades graves, uma atribuição da COI, que podem ficar com recursos bloqueados.


Do Congresso em Foco

A Polícia Federal apreendeu documentos no escritório do pecuarista José Carlos Bumlai, em Campo Grande (MS), que reforçam a tese de que ele custeou parte da reforma de sítio usado pelo ex-presidente Lula e alguns de seus parentes em Atibaia (SP). Consta da documentação uma planilha com nomes de fornecedores de Bumlai, amigo do petista, entre eles a empresa Fernandes dos Anjos & Porto Montagens de Estruturas Metálicas, registro vinculado a pagamentos que chagaram a R$ 550 mil. As informações constam de reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira (5).

O jornal lembra que, em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, um representante dessa empresa disse ter recebido de Bumlai R$ 40 mil para a execução de reformas no sítio. Investigadores da Operação Lava Jato agora tentam identificar os responsáveis pelas obras de reforma no local, que está em nome de dois sócios de um dos filhos do ex-presidente, Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Segundo reportagem veiculada no site da revista Época na última segunda-feira (1º de fevereiro), Lula e familiares visitaram o sítio 111 vezes nos últimos anos.

Ainda de acordo com a reportagem de O Globo, o documento com a menção à Fernandes dos Anjos foi apreendido em 24 de novembro de 2015, durante a 21ª fase da Lava Jato. Os registros apontam dois pagamentos à empresa – um no valor de R$ 455,3 mil; outro, de R$ 94,6 mil. Não há indicativo de datas relativas aos repasses. Essa lista está anexada a um dos processos de corrupção e lavagem de dinheiro contra Bumlai, acusado de empréstimo forjado firmado em nome do pecuarista no valor de R$ 12 milhões. Segundo as investigações, o objetivo da negociata era assegurar pagamento de propina ao PT por meio de fornecedor da Petrobras.


Psolista afirmou que Borges quer jogar "cortina de fumaça" sobre o debate dos presídios no Estado(Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco)

O deputado Edilson Silva (PSOL) repudiou as afirmações do líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), Waldemar Borges. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quinta-feira (4), o psolista disse que o socialista estava jogando “cortina de fumaça para o debate” sobre o sistema prisional do Estado. O parlamentar argumentou que já tentou discutir várias vezes sobre o tema, mas foi ignorado pelo governo.

“Eu estou aqui como fiscal do governo. Então o deputado líder do governo, Waldemar Borges, ele está equivocado, está jogando cortina de fumaça para o debate. (..) Isso não é coisa nova, já estou pela quarta vez debatendo sobre o tema e o governo foge do debate. E foge porque? Porque tem falhado, porque não tem apresentado soluções, e não ter apresentado agora sequer o respeito as normas mínimas administrativas”, disse Edilson, se referindo as declarações do secretário de Justiça Pedro Eurico.

“Ele saiu como esse absurdo que é dizer que fornece seu número de celular aos presos, e tem consciência que é um ato irregular. É absolutamente inaceitável. Também inaceitável, infelizmente, a consciência desse ato que o governador tomou com ele. (…) Soltou uma nota dizendo que o secretario Pedro Eurico goza de sua confiança e que, na realidade, deputados, comissão, imprensa, sociedade, ouviram mal as palavras do secretário”, afirmou.

O parlamentar ingressou nesta sexta com uma ação na promotoria de administração pública contra o secretário Pedro Eurico.

Por sua vez, o deputado Waldemar Borges (PSB) disse, também em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, que as discussões na Alepe estão partindo para o lado eleitoreiro. De acordo com o socialista, os deputados Edilson Silva e Silvio Costa Filho (PTB) que convocaram a audiência com Pedro Eurico na última terça-feira (2), “vão querer usar qualquer oportunidade para levar a questão eleitoral”. Tanto o psolista quanto o petebista estão sendo cotados para disputas as eleições para a Prefeitura do Recife.

Líder do governo disse que os debates na Alepe estão se tornando eleitorais (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

Em defesa de Pedro Eurico, Borges argumentou que a fala do secretário foi “potencializada” e colocada “fora do contexto”.

“Se é fato que os detentos têm celular, evidentemente que o telefone aberto do secretário está ai. Isso não quer dizer que isso não esteja combatido nos presídios. Já foram retirados quatro mil celulares de dentro do presidio”, defendeu o socialista.


Da Folhapress

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), arquivou nesta quinta-feira (4) mais dois pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff, entre eles o de um detento da penitenciária de Mairinque (SP).

Rival do Palácio do Planalto, Cunha autorizou em dezembro a sequência de um pedido de impedimento de Dilma, mas o caso está em suspenso porque o Supremo Tribunal Federal determinou que a tramitação seja refeita. Desde o ano passado, foram arquivados 33 pedidos. Um foi aceito e três ainda estão sob análise.

Em carta manuscrita, o detento Adriano Rodrigues de Oliveira havia pedido em novembro o impeachment de Dilma afirmando, entre outras coisas, haver indícios de corrupção da petista na campanha eleitoral.

Assinando a carta com sua matrícula de preso e identificando o local onde se encontrava, “Raio 5, Cela 1, Penitenciária Masculina de Mairinque”, Rodrigues encaminhou a carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, pedindo a ele que a entregasse ao presidente da Câmara, “em nome dos presos, dos negros, indigentes, idosos, dos pobres e dos silenciosos”.

Rodrigues está preso por porte ilegal de arma de fogo.

Cunha arquivou o pedido sob o argumento de falta de requisitos formais, como o reconhecimento da assinatura em um cartório.


Da Folhapress

O delegado da Polícia Federal Marlon Cajado informou à Justiça Federal em Brasília que há um inquérito em curso para investigar a eventual participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula e outros agentes públicos no suposto esquema de compra de medidas provisórias.

Cajado sustenta que a continuidade da apuração é necessária para identificar se outros integrantes da administração públicas “foram de fato corrompidos e estariam associados a essa organização criminosa ou se esta estaria ‘vendendo fumaça’, vitimando-os e praticando tráfico de influência com relação aos mesmos”.

Além de Lula, ele exemplifica os casos dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-geral), Erenice Guerra (Casa Civil), Nelson Machado (Previdência), assim como do secretário-executivo do Ministério da Fazenda Dyogo Oliveira, entre outros.

A informação consta num ofício enviado ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela ação penal oriunda da Operação Zelotes.

O documento é uma resposta ao um pedido de esclarecimentos feito pelos advogados dos réus. Eles acusavam a Polícia Federal de manter um “inquérito paralelo” sobre fatos investigados na Zelotes, mesmo após a instauração do processo judicial.

O delegado refutou a tese das defesas. Disse que concluiu a parte da investigação, que dizia respeito à atuação de dois servidores: a ex-assessora da Casa Civil Lytha Spíndola e o ex-diretor de Comunicação Social do Senado Fernando Cesar Mesquita.

De acordo com Cajado, a denúncia que deu origem à ação em curso foi apresentada para respeitar prazos legais, uma vez que alguns dos acusados estavam presos.

“A instauração de novos inquéritos para apurar outras condutas ilícitas atribuíveis à organização criminosa, e até a participação de novos indivíduos à mesma não se trata de nenhuma ilegalidade”, escreveu o delegado.

AUTORIDADES
Cajado, no mesmo ofício, rebateu outra crítica recorrente de alguns dos advogados.

Para eles, o caso deveria tramitar no Supremo Tribunal Federal, já que a Zelotes identificou citações aos nomes do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que possuem foro privilegiado, além do de Gim Argello, ex-senador.

No diário do ex-servidor da Receita Federal João Batista Gruginski, um dos investigados, havia referências a um suposto pagamento de propina ao trio.

O delegado afirmou, porém, que as citações não são suficientes para abertura de novo inquérito com o objetivo de investigá-los e, por isso, não há razão para que o processo passe à competência do Supremo.


Segundo Moura, o esquema de propina em Furnas era similar ao instalado na Petrobras: “É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio” (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Do Congresso em Foco

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi citado nesta quarta-feira (3) na delação premiada do lobista Fernando Moura, ligado ao PT. Ao responder um questionamento do Ministério Público Federal, o lobista disse que o tucano controlava Furnas, e que o diretor indicado por Aécio para assumir a estatal ainda no governo Lula foi aceito pelo então presidente. Segundo Moura, o esquema de propina em Furnas era similar ao instalado na Petrobras: “É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio”. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Conforme o depoimento, foi feita uma reunião em 2002 com o objetivo de escolher nomes para as diretorias de várias estatais e alimentar o caixa de futuras campanhas eleitorais. O critério adotado foi: todos deveriam ser funcionários com, no mínimo, 20 anos de carreira na empresa.

O lobista relatou que sugeriu o nome de Dimas Toledo para a diretoria de Furnas, mas o então ministro José Dirceu recebeu a indicação com ressalvas. “Ele usou uma expressão: Dimas, não, porque se entrar em Furnas, se colocar ele de porteiro, ele vai mandar em Furnas, ele está lá há 34 anos, é uma indicação que sempre foi a do Aécio”, disse Fernando Moura.

Um mês e meio depois da reunião, Dirceu chamou o lobista para endossar o nome de Toledo. “Ele me perguntou qual era a minha relação com Dimas Toledo e eu respondi que o achava competente, profissional. Então ele me respondeu: ‘não, porque esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula. Então você vá lá conversar com o Dimas e diga para ele que vamos apoiar [a indicação de seu nome]”, declarou Moura.

Fernando Moura disse que depois que Dimas assumiu a diretoria, ele comentou que “em Furnas era igual”, referindo-se ao esquema de propina. “Ele disse: ‘não precisa nem aparecer aqui. Vai ficar um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio”.

A assessoria de imprensa do PSDB disse por meio de nota que a declaração é “requentada e absurda”, e que a menção ao nome de Aécio é apenas “uma velha tentativa de vincular o PSDB aos crimes cometidos no governo petista”.


Prefeito diz que algumas postulações "não se encaixam direito"(Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

Por mais que queria se mostrar isento sobre as possíveis candidaturas à Prefeitura de Olinda, o gestor do município, Renildo Calheiros (PCdoB) não consegue ficar confortável com a postulação do escritor Antônio Campos (PSB) e o provável rompimento da Frente Popular na cidade. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quarta-feira (3), o comunista disse que encara com tranquilidade a disputa, mas “algumas coisas não se encaixam direito”.

“É claro que você não se sente bem de ajudar muito um partido, defender muito uma frente, botar a cara para todo mundo bater, lutar para defender, e lá onde você está brigando um cara vem com um punhal para cima de você, isso não é só na política, é na vida”, afirmou Calheiros.

“Eu não vou atrás de ninguém para retirar candidatura. Não vou aperrear ninguém. Claro, eu também tenho meus direitos, nada como um dia atrás do outro com uma noite no meio”, completou.

Reforma Política

Assim como outros atores políticos, o prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) afirmou que as eleições de 2016 serão bastante diferentes das anteriores. Segundo o gestor, poucos recursos serão utilizados no pleito. Ele também citou o constrangimento de conseguir verbas durante o processo eleitoral.

“Eleições no Brasil são muito caras. Não vai ter dinheiro para essa eleição. Não tem empresário para botar dinheiro em campanha. O cara fica até constrangido de ir atrás de dinheiro. A coisa mais constrangedora numa campanha eleitoral é ir atrás de dinheiro, porque se você não tiver cuidado, as pessoas são niveladas por baixo, isso é constrangedor, humilhante até”, destacou o comunista.

Obras

Dentre tantas obras pendentes para serem entregues na sua gestão, Renildo Calheiros prometeu que pelo menos duas intervenções estarão prontas até o fim do seu mandato: O Cine Olinda e o Estádio de Futebol em Rio Doce.

“Eu queria antes da Copa do Mundo. Queria para seleção treinar lá. A metade da grama vai ser colocada na segunda quinzena de fevereiro, e a outra metade em março, porque a grana não pode ser entregue de uma vez só. O estádio está praticamente pronto”, relatou.

“O Cine Olinda está pronto, fisicamente está pronto, acabou a reforma, o que falta são os equipamentos de filmagem para ele funcionar como cinema. Nós arranjamos o dinheiro, quem estava fazendo essa questão do equipamento era o IPHAN, que devolveu o restante do dinheiro. Mas antes de sair de Olinda eu vou arranjar o dinheiro”, disse o gestor.


Ida de Dilma ao Congresso gera reações opostas

Publicado em 2.02.2016 às 22:30

Presidenta foi aplaudida por governistas e vaiada pela oposição na Casa Legislativa (Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados)

Da Agência Brasil

Como era de se esperar, a repercussão da ida da presidenta Dilma Rousseff no Congresso Nacional gerou reações opostas entre congressistas da oposição e do governo. Durante o seu discurso, Dilma chamou os parlamentares ao diálogo e defendeu a recriação da CPMF como medida excepcional para o país retomar o equilíbrio fiscal a curto prazo. O retorno do tributo tem sido objeto de questionamentos por parte da oposição, sob o argumento de que a carga tributária no país já é elevada. O governo afirma que a medida é temporária e necessária diante da crise.

Para a oposição, que vaiou quando a presidenta tocou no tema, Dilma jogou para a “plateia”, já os governistas, que aplaudiram o discurso, falam que a ida da presidenta foi um gesto de estadista e representa mudança na relação com o Congresso.

Líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) disse que a presidenta marcou um “golaço” ao discursar no Congresso e que foi um gesto de generosidade e de compromisso político com o país. “É muito maior que qualquer piada de um ou outro deputado da oposição, é um gesto de civilidade, um discurso forte e acima de tudo uma estadista”, disse.

Segundo Guimarães, que fez a defesa da ida de Dilma ao Congresso, em seu discurso a presidenta apresentou para o Congresso “as bases para as reformas que são necessárias” e defendeu a valorização do diálogo, do “debate democrático” como o melhor caminho para o país sair da crise e retomar o crescimento. “Nas democracias modernas é assim que se faz”, disse.

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Wagner diz que governo tem base para aprovar CPMF

Publicado em 2.02.2016 às 22:20

Parlamentares protestam contra possível retorno de CPMF (Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados)

Da Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nesta terça-feira (2) acreditar que o governo conseguirá aprovar a proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A aprovação do tributo foi um dos temas da mensagem com as prioridades do Executivo na abertura dos trabalhos legislativos deste ano.

Questionado se o governo teria condições de aprovar a recriação do tributo, Wagner afirmou que, apesar do discurso da oposição, a base do governo é maior. “A gente sabe que tem oposição, mas nossa base é maior”, acrescentou. “Vão aprovar. Minha posição é essa.”

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, o retorno da CPMF é necessário para financiar as atividades do Estado e reequilibrar a economia. Segundo Monteiro, a estabilidade fiscal é pré-condição para recuperação da economia brasileira.

“Nenhum país pode apostar no processo recessivo de maneira prolongada. O que se busca é reequilibrar a economia para o país voltar a crescer. Diante disso, se identifica como alternativa viável no curto prazo, mas isto está posto para discussão e decisão no Congresso Nacional”, acrescentou Monteiro.

De acordo com o ministro, diante do cenário de desequilíbrio fiscal é preciso encontrar soluções, “ainda que sejam onerosas”, mas que representem o menor custo social possível.

“A CPMF é um remédio amargo, mas impõe esse custo menor. Temos de ter esperança que ao fim, de modo responsável, encontraremos a solução adequada, que, às vezes, é dolorosa. Costumo dizer que se o Brasil pôr em risco o financiamento de atividades em áreas essenciais das políticas públicas, a sociedade pagará um custo muito maior”, destacou Armando Monteiro.

Mais comedido, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que o Congresso vai avaliar as propostas de Dilma e disse acreditar que as respostas serão satisfatórias. “Acredito que teremos uma resposta muito satisfatória do Congresso Nacional em relação as propostas colocadas pela presidenta.”


Renan ironiza relação entre Governo e Congresso

Publicado em 2.02.2016 às 18:40

Da Folhapress

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), começou seu discurso na abertura do ano legislativo com um tom de ironia. Em referência às dificuldades do governo federal no Congresso Nacional, ele se referiu a 2015 como “o ano que não começou, nem terminou”. As declarações foram feitas no plenário da Câmara dos Deputados que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Conclamo o parlamento brasileiro a retomar seus esforços para que tenhamos em 2016 um ano que tenha início, meio e fim”, acrescentou.

O peemedebista se referiu ao quadro econômico como uma “crise sem precedentes” e que cabe ao Congresso Nacional “buscar uma conjunção de esforços” e minimizar o debate pelas “responsabilidades” do cenário nacional.

Segundo ele, a economia do país cobra por reformas estruturantes que coloque o país de volta na rota do crescimento.
Ele defendeu a austeridade e independência do Senado Federal e defendeu a votação de proposta de regulamentação do trabalho terceirizado, que já foi apreciada pela Câmara dos Deputados.

“O parlamento brasileiro não pode fugir do debate de temas controversos”, afirmou.

Ele pregou ainda a independência formal do Banco Central, debate que, para ele, não pode ser postergado.


Izabella de Roldão cobrou um subsídio do Estado para cumprir parte dos bilhetes para a população (Foto: Clemilson Campos/Folha de Pernambuco)

Vereadora pelo PDT, Isabella de Roldão criticou o sistema de transporte do Estado. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta terça-feira (2), a pedetista afirmou que os coletivos não podem ser considerados público. “Nosso sistema de transporte de passageiro é privado. Por que ninguém vai para um hospital público para pagar, mas no ônibus diz que é público, mas paga?”, questionou.

“O que eu defendo é um sistema de transporte público de qualidade. O que defendo é que os terminais integrados, de responsabilidade do governo, com porta de banheiro faltando, que não tem privada, muitas vezes não tem gente para vender bilhete. O que defendo é que o governo faça sua parte, e tire esse nome de público que não é público”, criticou a vereadora.

Isabella também questionou a propaganda de meia passagem nos domingos. Ela também cobrou um subsídio do Estado para cumprir parte dos bilhetes para a população.

“A gente sabe que a outra metade (da passagem) está sendo paga nos dias da semana. Então porque não é o Estado que paga a outra metade da passagem dos domingos as empresas? Então a gente começa uma inversão de questões muito sérias que precisam ser enfrentadas”, avaliou.


Da Folhapress

O Palácio do Planalto escalou o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) para rebater notícia revelada pela Folha de que a presidente Dilma Rousseff cogitou se licenciar do PT no auge da crise política que enfrentou no ano passado.

Como mostrou reportagem publicada nesta segunda-feira (1ª), a presidente discutiu com ministros e deputados da base aliada a possibilidade de se afastar formalmente do partido ao qual é filiada há 15 anos para propor a formação de um governo suprapartidário. Com isso, faria um aceno à oposição para distensionar o conflagrado ambiente político no Congresso.

“O debate nunca existiu dentro do governo. A presidente não cogitou sair do partido. Ela lidera um governo de coalizão, mas se identifica com bandeiras históricas do PT”, disse Edinho Silva.

A resposta do ministro é reflexo da intensa repercussão que a divulgação da notícia provocou no universo político, em especial dentro do PT.

Dirigentes da legenda procuraram integrantes do governo próximos à presidente para cobrar um posicionamento formal sobre o caso.

Os principais nomes da cúpula do PT sabem desde dezembro que Dilma cogitou se licenciar da sigla, mas se incomodaram com a publicidade da informação -principalmente num momento em que a legenda e seu principal líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são alvo de uma série de suspeitas no esteio da Operação Lava Jato.