Política

Estilo mineiro e oposição tardia

Publicado por Branca Alves, em 24.10.2014 às 09:10

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Eleito senador, em 2010, Aécio Neves não assumiu, na Casa Alta, postura dura com o Governo Federal. Manteve-se no estilo mineiro, distante do perfil mais incisivo, por exemplo, de Jarbas Vasconcelos. O peemedebista chegou a fazer considerações, na tribuna, sobre isso. Observara que, pela personalidade conciliadora do neto de Tancredo Neves, a oposição não poderia exigir dele conduta de confronto direto com o governo. Em 2012, Jarbas chegou a comparar Eduardo Campos a Aécio. O pernambucano, grifara ele, estava “aparecendo o tempo todo na mídia, mostrando que quer alguma coisa”. Sobre Aécio, avaliara que ele estava “totalmente incorporado à paisagem do Senado”, onde a oposição tem pouca voz. Cobrou, ali, que o tucano fosse mais aguerrido. Em entrevista à Band, ontem, o mineiro lembrou que Lula lhe agradeceu por não ter acirrado os ânimos na época do mensalão. Talvez o que Jarbas pontuara, na intenção de enaltecer Campos, pudesse ter sido melhor aproveitado como conselho por Aécio.

Em entrevista à Band, ontem, o mineiro lembrou que Lula lhe agradeceu por não ter acirrado os ânimos na época do mensalão







João Campos incluído na Executiva

Publicado por Branca Alves, em 24.10.2014 às 08:50

Filho de Eduardo Campos será secretário de Mobilização (Foto: Bell Nunes/Divulgação)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Na próxima terça-feira, os 90 integrantes do PSB pernambucano se reunirão para definir a nova Executiva da legenda. Tudo se encaminha para o consenso e a única alteração será a inclusão do filho do ex-governador Eduardo Campos, João, como secretário de Mobilização. O jovem ocupará o posto que era do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Ranilson Ramos, que está no órgão fiscalizador e não pode mais participar da estrutura partidária. O herdeiro da família Campos é considerado uma liderança em ascensão pelo PSB, que trabalha a sua carreira política.

Este ano, o nome de João Campos esteve envolvido na polêmica escolha do novo presidente da juventude socialista. O jovem teve seu nome cogitado para o posto, mas uma reação contrária encabeçada pela vereadora Marília Arraes (PSB) fez o primo recuar. Com a morte de Eduardo Campos, João assumiu uma das linhas de frente da campanha do governador eleito Paulo Câmara (PSB) e ganhou força dentro da sigla.

O restante da estrutura da Executiva não deverá ser alterada. O secretário de Governo do Recife, Sileno Guedes, permanece na presidência da sigla; o deputado federal eleito Tadeu Alencar fica na vice-presidência e Adilson Gomes continua na secretaria-geral. O advogado Bruno Brennand comandará a tesouraria e o deputado federal Fernando Filho também ganha espaço na Executiva. Socialistas têm até o próximo sábado para inscrever chapas para a votação.







Na tribuna da Assembleia, Teresa rebate Sileno

Publicado por Branca Alves, em 23.10.2014 às 17:00

A deputada declarou que “ninguém pode dizer que eu me escondi, alguma vez, atrás de imunidade parlamentar” (Foto: Rinaldo Marques/Alepe)

A deputada estadual e presidente do PT de Pernambuco, Teresa Leitão, subiu à tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (23), para responder ao presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. O socialista chegou a aconselhar a petista a denunciar qualquer pista sobre as pichações insinuando que o PT foi o responsável pela morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB), vítima de grade acidente aéreo em Santos (SP).

Em seu discurso, Teresa disse que fazia o uso da tribuna para se defender como parlamentar, presidente de um partido e “me defender sabedora que sou das minhas obrigações e minhas atribuições”. A deputada declarou ainda que “ninguém pode dizer que eu me escondi, alguma vez, atrás de imunidade parlamentar”.

“E eu quero aqui dizer a este senhor, com quem não tenho a menor convivência, nestes 12 anos de vida política. Se a gente juntar todas as palavras que trocamos, talvez, não dê meia hora de conversa. E ele sugeriu que eu ‘desse uma’ de câmera, dessas que ficam fixadas, ou deveriam, em locais públicos, e que esses pichadores, que estão pichando ofensas contra o PT, fossem por mim denunciados. Eu fosse à cata (à procura) desses pichadores, que eles (da Prefeitura) garantiam o sigilo da denúncia”, afirmou Teresa.

E disparou: “Eu quero dizer a ele que eu não preciso disso, eu quero dizer a ele, que eu não troco as minhas saias pelas calças que ele usa”.







“Por que renovou com o Rio?”

Publicado por Branca Alves, em 23.10.2014 às 09:20

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Um dia depois de Dilma Rousseff passar por Pernambuco e introduzir o debate sobre o Programa de Ajuste Fiscal – cuja não renovação, pela União, gerou queixas da administração estadual – o líder da bancada governista na Alepe, Waldemar Borges, reagiu. Cita o Rio de Janeiro para afirmar que Pernambuco está sendo “retaliado”. “Este ano, o PAF do Rio de Janeiro foi renovado em julho e o nosso está sendo jogado para o fim de outubro”, reclama o socialista, apontando ausência de justificativa para a demora. Na terça, a presidente alegara: “Geralmente, avaliamos em outubro e liberamos até o final do ano”. aldemar descontrói: “Normalmente, com Eduardo, nosso PAF era renovado no início do segundo semestre. Pernambuco está sendo retaliado mesmo estando entre os Estados que têm posições mais saudáveis: só está indo a 48% da capacidade de endividamento, quando podia ir a 200%”. E lança cobrança: “O que ela tem que explicar é por que renovou com o Rio e não com Pernambuco”.

Waldemar descontrói: “Normalmente, com Eduardo, nosso PAF era renovado no início do segundo semestre. Pernambuco está sendo retaliado







Doleira da Lava Jato é condenada a 18 anos de prisão

Publicado por Branca Alves, em 22.10.2014 às 19:30

A doleira Nelma Kodama, também conhecida como “Dama do Mercado”, foi condenada a 18 anos de prisão e multa por liderar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado de forma fraudulenta R$ 221 milhões em dois anos e enviado para o exterior outros de U$S 5,2 milhões por meio de 91 operações de câmbio irregulares.

Nelma foi namorada do doleiro Alberto Youssef, alvo maior da Lava Jato, e com ele manteve negócios no mercado paralelo do dólar. Na madrugada de 15 de março, ela foi flagrada embarcando com 200 mil euros dentro da calcinha para Milão, na Itália. Dois dias depois, a Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal. A doleira foi condenada pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, participação em organização criminosa, corrupção ativa e operação irregular de instituição financeira.

“O emprego de esquemas sofisticados de evasão, não inerentes aos crimes, e acessíveis apenas a criminosos de grande sofisticação merece especial reprovação, devendo ser valoradas negativamente as circunstâncias dos crimes”, afirma o juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, em sua decisão. O magistrado afirmou ainda que “as provas colacionadas neste mesmo feito indicam, porém, que (Nelma) faz da prática de crimes financeiros o seu meio de vida”.

A condenação de Nelma ocorreu em uma das 12 ações penais em tramitação na Justiça Federal do Paraná. Nesta ação, outros 8 investigados foram denunciados pela Procuradoria da República. Apenas o réu João Huang, que intermediava a abertura de contas do grupo em Hong Kong, está foragido, e por isso o juiz determinou o desmembramento da ação referente a ele. Todos os outros réus foram condenados.

Grupo
Apontada como braço direito de Nelma, Iara Galdino era a principal administradora das empresas de fachada do grupo e foi condenada a 11 anos e pagamento de multa. Além dela, a mãe de Nelma, Maria Dirce Penasso, que emprestou seu nome para a abertura de contas da empresa Il Solo Tuo na China, também utilizada pelo grupo, foi condenada a dois anos um mês e dez dias de prisão em regime aberto.

A conta em nome da mãe da doleira recebeu 16 remessas de dinheiro do Brasil oriundas da empresa Da Vinci, controlada por Nelma. As remessas totalizaram U$S 841,6 mil e EU 139,4 mil.

O juiz federal Sérgio Moro decretou o confisco dos ativos dos condenados. Uma das acusações contra Nelma foi por corrupção ativa – ela corrompeu o gerente de uma agência do Banco do Brasil, segundo a Lava Jato, para viabilizar uma remessa ilegal de valores para o exterior.

A estrutura da organização desmontada pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, era mantida por quatro doleiros, entre eles Nelma Kodama.

Quando foi presa no Aeroporto Internacional de São Paulo com os euros na calcinha, Nelma alegou que o dinheiro era destinado à “aquisição de móveis, pois participaria de um encontro de empresários estrangeiros do ramo de decoração”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Doleiro quer acareação com acusador do PSDB

Publicado por Branca Alves, em 22.10.2014 às 17:00

A defesa de Alberto Youssef informou que vai apresentar ainda nesta quarta-feira (22) à Justiça Federal em Curitiba (PR) um pedido de impugnação do depoimento de Leonardo Meirelles – suposto testa de ferro do doleiro nas indústrias farmacêuticas Labogen. Em depoimento na segunda-feira (20), Meirelles afirmou que o doleiro mantinha negócios com o PSDB e com ex-presidente nacional do partido e ex-senador Sérgio Guerra (PE), morto em março. O criminalista Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois – o doleiro e Meirelles são réus em um dos processos da Operação Lava Jato sobre superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

“Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, afirmou o criminalista Antônio Figueiredo Basto. “Estamos pedindo uma impugnação do depoimento do Leonardo e uma acareação entre eles.”

Meirelles é apontado como laranja de Youssef no laboratório Labogen, indústria de remédios que estava falida e que o doleiro usou para tentar conquistar um contrato milionário com o Ministério da Saúde, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, para fornecimento de medicamentos. Segundo o Ministério o contrato não chegou a ser assinado.

O negócio teria sido intermediado, segundo a PF, pelo deputado federal André Vargas (sem partido-PR), que foi flagrado usando um jato pago pelo doleiro. Meirelles afirmou à Justiça Federal, em audiência da segunda feira (20), que Youssef trabalhava também com o PSDB, além dos partidos PT, PMDB e PP.

Ele disse ter ouvido o doleiro citar o nome de Guerra em uma conversa telefônica e ainda citou “um outro parlamentar” tucano da mesma região do doleiro.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







PT cobra gratidão e PSB, recursos

Publicado por Branca Alves, em 21.10.2014 às 09:05

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Um dias antes de Dilma Rousseff desembarcar em Pernambuco – onde ela perdeu para Marina Silva – a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciava, na plenária do PT, no Teatro Boa Vista, os números da nova Datafolha. A despeito da manutenção do empate técnico, pela primeira vez, a petista aparece na frente de Aécio Neves neste 2º turno: ela com 52% e ele com 48%. A militância vibrou. A ministra elencou obras que tiveram empurrão do Governo Federal. Cuidou, antes, de entregar 1900 unidades do Minha Casa, Minha Vida, em Abreu e Lima, sem a presença de Dilma, uma vez que a legislação eleitoral proíbe. Atender esse volume de famílias tem um impacto. Mas enquanto os petistas cobram gratidão, socialistas reclamam da interrupção de transferências de recursos da União para Via Mangue, Arco Metropolitano e obras da Caxangá. A relação do Governo do Estado e PCR com o Governo Federal azedou. Resta saber como ficará em caso de reeleição da presidente.

Enquanto os petistas cobram gratidão, socialistas reclamam da interrupção de transferências de recursos da União para Via Mangue, Arco Metropolitano e obras da Caxangá







Base manobra e depoimento do doleiro à CPI é adiado

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 20:05

Preocupado com o impacto de declarações de Alberto Youssef às vésperas das eleições, o governo conseguiu adiar o depoimento do doleiro na CPI que investiga a corrupção na Petrobras. Após intensa mobilização do Palácio do Planalto, o depoimento de Youssef deverá agora ser realizado na quarta-feira, dia 29, três dias depois do segundo turno da disputa presidencial.

“Para as investigações não há diferença entre chamá-lo para depor agora ou depois do segundo turno”, afirmou o presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Na semana passada, Vital aventou a possibilidade de o depoimento de Youssef ocorrer nessa quarta, 22, dia em que a CPI ouvirá o atual diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza. O colegiado já havia aprovado um requerimento de convocação de Youssef e, pelo regimento do Congresso, cabe ao presidente da CPI marcar o dia do depoimento.

Emissários do Planalto passaram, então, a agir para evitar outra surpresa a poucos dias do segundo turno eleitoral. Capitaneada pelo PSDB, a oposição, por sua vez, chegou a irritar Vital, cobrando que o depoimento fosse marcado para amanhã.

O governo tem feito de tudo para evitar mais estragos na campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição. Desde que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou um esquema de desvio de dinheiro na estatal, beneficiando políticos da base aliada, entre os quais o PT, o PMDB e o PP, a imagem da presidente sofreu abalos.

Partidos que apoiam a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência querem explorar, na CPI da Petrobras, as recentes declarações de Costa e de Youssef. Aliado de Dilma, a quem tem ajudado na campanha em seu Estado, a Paraíba, Vital resiste a acatar as sugestões da oposição, sob o argumento de que a CPI não pode ficar “contaminada” pelo ambiente eleitoral.

Preso pela Operação Lava Jato, Youssef também fez acordo de delação premiada com o Ministério Público, a exemplo de Costa, e prometeu revelar tudo o que sabe em troca de redução de sua pena.

Depois de citar o tesoureiro do PT, João Vaccari, como o homem que recebia a propina dos contratos da Petrobras para o partido, Costa disse na delação premiada que a campanha da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann recebeu, em 2010, ajuda de R$ 1 milhão, a pedido de Yousseff, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo. À época, ela foi eleita para o Senado.

Tanto Gleisi como Vaccari negam as acusações com veemência. “Não conheço Alberto Youssef nem Paulo Roberto Costa”, disse a senadora. “Diante de tantas acusações infundadas, o secretário de Finanças vai processar civil e criminalmente aqueles que têm investido contra sua honra e reputação”, afirmou o tesoureiro do PT, em nota oficial.

Vital afirmou que está encontrando dificuldades para marcar as audiências no período eleitoral, mas negou qualquer pressão do Planalto. Youssef está preso e, segundo o presidente da CPI da Petrobras, é preciso acertar muito bem a logística com a Polícia Federal e com a Justiça Federal do Paraná para que o doleiro viaje a Brasília.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Câmara se reúne com bispos e ouve sugestões

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 17:20

Na reunião, o socialista afirmou que o seu governo fará as parcerias que forem necessárias com a Igreja Católica (Foto: Divulgação)

O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se reuniu, nesta segunda-feira (20), com o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e com bispos de diversas regiões do Estado e apresentou suas prioridades quando assumir a gestão, em janeiro de 2015. Na reunião, o socialista afirmou que o seu governo fará as parcerias que forem necessárias com a Igreja Católica.

Também estiveram presentes no encontro o vice-governador eleito, Raul Henry (PMDB), o presidente do PSB, Sileno Guedes, a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), o secretário estadual da Criança e da Juventude, Pedro Eurico, e o ex-vereador Josenildo Sinésio.

“Procurei andar por todo o Estado e conversar com as pessoas com o objetivo de construir um Programa de Governo que tenha as contribuições locais e permita ter um diagnóstico preciso do que vamos fazer nos próximos quatro anos”, explicou Câmara. Os bispos apresentaram reivindicações regionais nas áreas de saúde, educação, estradas, combate às drogas e atendimento aos dependentes químicos.

O governador eleito renovou seus compromissos com a questão da saúde e falou também do seu compromisso com a universalização do acesso às escolas de tempo integral para os estudantes do ensino médio e a implantação do tempo integral também no ensino fundamental.

“Vamos fazer as parcerias que forem necessárias com a Igreja Católica. Vamos estar sempre juntos para mudar as vidas das pessoas. Vou buscar honrar essa confiança que os pernambucanos colocaram em mim”, disse Paulo Câmara.

Os bispos vão elaborar um documento com sugestões e reivindicações das várias paróquias, que será encaminhado posteriormente a Paulo Câmara.







Citada por delator, Gleisi se diz vítima de ‘denuncismo’

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 10:42

Ex-ministra disse que, a poucos dias da eleição, é "vítima pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos" (Foto:Reprodução/Internet)

A senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou neste domingo (19), mais uma vez, ter recebido doação do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Em nota, ela informou que estuda processar Costa, Youssef e o jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo reportagem publicada no domingo pelo Estado, Costa afirmou ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema na Petrobras repassou R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado. Na nota oficial divulgada ontem, a senadora petista disse que, a poucos dias da eleição, é “vítima pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos”. A oposição informou ontem que quer ouvir Gleisi na CPI mista da Petrobras a respeito das suspeitas levantadas.

Questionada ontem sobre o assunto durante entrevista, Dilma evitou responder diretamente sobre a acusação do ex-diretor da Petrobras envolvendo sua ex-chefe da Casa Civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Reta final, nova atitude

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 08:50

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Pelo Datafolha, é de 6% o percentual de indecisos, passíveis de serem convencidos por Aécio Neves ou Dilma Rousseff. Em comparação com as corridas anteriores, de 2002, 2006 e 2010, o índice que o tucano marca, hoje, é o maior dos já conquistados pelo PSDB. Na última disputa, José Serra terminou o 2º turno com 44%. O mineiro, este ano, aparece tecnicamente empatado com a petista – ele com 51% e ela com 49%. Aécio conta com Marina Silva como cabo eleitoral. Dilma, a seu favor, tem Lula, puxador de maior peso, que tem empreendido uma campanha de desconstrução da imagem do mineiro. Tucanos esperam, para quinta e sexta, chumbo grosso. “Só tem 6% de indecisos. A forma que eles têm é desmoralizar o adversário. Vai vir calúnia”, projeta Bruno Araújo. As denúncias envolvendo a Petrobras pesam contra a petista. E a presidente entra, na última semana da disputa, com nova atitude: admitiu ter havido desvio de recursos na Petrobras. Pode gerar novo efeito. A conferir.







E ainda faltam dois debates

Publicado por Branca Alves, em 17.10.2014 às 08:51

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Até o dia do pleito, Dilma Rousseff e Aécio Neves ainda têm, pelo caminho, dois debates: o da Record e o da Globo. O confronto de ontem, promovido pelo SBT, no entanto, parece ter catalisado a apresentação de ataques que, talvez, estivessem reservados para serem usados apenas em último caso. Entraram família e bebida no meio. Antes, até a primeira meia hora, o tema corrupção dominara com folga, diante de uma troca mútua de acusações, por vezes, como se um erro de um justificasse o do outro. Pulando para o lado familiar, se Dilma repisou a questão da irmã do mineiro, ele despejou questionamento a respeito do irmão dela, Igor Rousseff: “Foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel e nunca apareceu para trabalhar”. Dilma não explicou caso do irmão. Indo à questão pessoal, levantou episódio do bafômetro, no qual Aécio, em 2011, não fez o teste. De proposta para o Nordeste, nada. Nem tocaram no assunto. A tirar por esse tom, mais dois debates e a campanha descerá ao subterrâneo.

O confronto de ontem parece ter catalisado a apresentação de ataques que, talvez, estivessem reservados para serem usados apenas em último caso







Sem quórum, CCJ adia análise de recurso de Vargas

Publicado por Branca Alves, em 15.10.2014 às 12:10

Por falta de quórum, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados suspendeu a análise do recurso de André Vargas (sem partido-PR) contra o processo no Conselho de Ética que culminou com a aprovação do pedido de cassação de seu mandato parlamentar. A expectativa agora é que o pedido seja votado só após o segundo turno das eleições.

Apenas 15 membros da CCJ compareceram na manhã desta quarta-feira (15), na sessão. O quórum mínimo exigido nas votações é de 34 deputados presentes. É a segunda semana que o recurso deixa de ser analisado por baixo quórum.

Como não houve convocação de sessão deliberativa no plenário hoje, o presidente da CCJ, deputado Vicente Cândido (PT-SP), acredita que a medida esvaziou a Casa. “(A nova sessão) seria para semana que vem, mas ainda não tem convocação em plenário. Então deve ficar para depois do segundo turno”, acrescentou.

Empenhados no segundo turno das eleições, os deputados só participaram de sessão deliberativa ontem. Os trabalhos da Casa devem ser retomados na última semana do mês. “Ele (Vargas) está tirando benefício da conjuntura”, concluiu Cândido.

O recurso apresentado pela defesa de Vargas na CCJ questiona a condução do processo de cassação iniciado no Conselho de Ética e pede que o tema retorne ao colegiado para que novas testemunhas sejam ouvidas. O ex-petista não disputou a reeleição, portanto seu mandato termina nesta legislatura. “Partimos da linha de que ele deve terminar o mandato”, disse o advogado Michel Saliba.

TSE
Nesta terça-feira(14), a ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entendeu que o deputado deve perder o mandato por desfiliação partidária. Ela é relatora da ação impetrada pelo PT, antigo partido de Vargas. O ministro Gilmar Mendes pediu vista do caso e o TSE adiou a decisão. Nesta manhã, o presidente da CCJ considerou que se o TSE aprovar a perda do mandato, a ação contra Vargas no Parlamento perderá seu objeto.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Vereadores criticam prefeito

Publicado por Branca Alves, em 15.10.2014 às 10:16

Por Tauan Saturnino
Da Folha de Pernambuco

CARPINA – A polêmica envolvendo a exoneração de todos os secretários municipais e cargos comissionados da Prefeitura de Carpina, ocorrida sexta-feira passada, continua sem solução. Até a tarde de ontem, o prefeito Carlos do Moinho (PSB) não tinha expedido qualquer documento oficial nomeando os novos auxiliares, embora tenha falado informalmente com vereadores sobre os possíveis nomes do secretariado. O presidente da Câmara de Vereadores, Tota Barreto (PSB), não descartou a realização de uma sessão extraordinária, caso o gestor não recomponha a administração. “Se amanhã (hoje) ainda não tivermos os secretários anunciados, a Câmara deverá fazer uma reunião extraordinária para ver que medidas podem ser adotadas do ponto de vista judicial e administrativo”, afirmou.

O vereador de oposição Marcelo Pascoal (SD) se queixou de problemas nos serviços públicos causados pela falta de secretários e funcionários, e disse que o número total de exonerados chega a 1.030 e não 400 como foi anunciado na Imprensa. A reportagem não conseguiu ter acesso à informação oficial de exonerações devido à falta de secretários disponíveis. A reportagem procurou o prefeito, mas não conseguiu encontrá-lo na Prefeitura.

“O que vejo é uma total falta de respeito e de compromisso com a cidade. Os órgãos não estão funcionando por conta da falta de funcionários para administrar os setores. Na segunda-feira, teve um cidadão que foi à Prefeitura para tirar um imposto e não pôde fazer isso por causa da falta de funcionários para fazer a escritura de seu imóvel”, contou Pascoal.

Já o vereador Cláudio do Gesso (PSDB), também integrante da bancada de oposição na Câmara, disse não acreditar que as demissões estejam ligadas diretamente ao fato de a filha do prefeito, Cássia do Moinho (PSB), não ter conseguido se eleger deputada federal. Entretanto, o tucano não poupou críticas ao gestor. “O prefeito já está mal das pernas há um tempo e talvez queira colocar a culpa nos funcionários. A administração é ruim. Ele atrasa os salários do funcionalismo público, nunca paga em dia”, disparou.







Secretariado começa a ser especulado

Publicado por Branca Alves, em 15.10.2014 às 09:24

Raul Henry coordenará a equipe de transição de governo (Foto: Wagner Ramos/ArquivoFolha)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Após o período de definições partidárias sobre o comando interno e posição nas eleições, começam as especulações sobre a composição do secretariado estadual na gestão do governador eleito Paulo Câmara (PSB). Os nomes ventilados são os de integrantes que tiveram papel estratégico na coordenação da campanha e que são apostas para compor o núcleo duro da nova gestão. O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes (PSB); o secretário estadual de Administração, José Neto; e o ex-chefe de gabinete do Governo do Estado, Renato Thièbaut.

Sileno Guedes tem o nome especulado para comandar a da campanha nacional, Maurício Rands (PSB), chegou a ser ventilado para o posto, entretanto ele estaria mirando um espaço em um ministério, caso Aécio Neves (PSDB) seja eleito presidente da República. Nome de confiança de Paulo Câmara, José Neto poderia ocupar a pasta da Fazenda ou ficar no atual posto.

Contudo, a avaliação é que as definições só devem ser concretizadas após o desfecho do segundo turno. A expectativa é que o resultado poderia pesar, em especial, no tamanho do espaço do PSDB na gestão. A expectativa também gira em torno da possibilidade de deputados federais ou estaduais serem convocados para a equipe a fim de abrir vagas para os suplentes. Os nomes ventilados são os de Danilo Cabral e Felipe Carreras – ambos do PSB. Entretanto, há uma avaliação que é preciso manter a força da bancada pernambucana no Congresso Nacional.

TRANSIÇÃO
Ficou para a próxima quinta-feira a instalação do escritório de transição do Governo do Estado. O vice-governador eleito Raul Henry (PMDB) assumirá a coordenação geral e terá o auxílio de Cecília Wanderley e Renato Thièbaut. A estrutura será abrigada numa sala cedida pela Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, no empresarial Graham Bell, na Ilha do Leite. O espaço é o mesmo que abrigou a equipe do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB).

O governador João Lyra Neto (PSB) espera conversar com o sucessor ainda esta semana. “Não tem angustia nenhuma com relação a isso. Conversei com ele por 30 minutos em Brasília, ontem (anteontem). Possivelmente, na quinta ou sexta estabeleceremos os próximos passos”, afirmou. Lyra estava em São Paulo com Geraldo Julio, acompanhando o debate entre Aécio Neves e a presidente Dilma Rousseff (PT).