Política

Movimento contra seca recebe apoio de deputados baianos

Publicado por Alex Ribeiro, em 26.03.2015 às 21:54

Deputados pernambucanos estiveram em Salvador com objetivo de criar um movimento para cobrar recursos ao Governo Federal contra a seca (Foto: Ivaldo Reges/Divulgação)

Uma comitiva de deputados do Estado esteve em Salvador para conversar com a bancada baiana, nesta quinta-feira (26). O objetivo do encontro era sobre a criação de um movimento suprapartidário para cobrar do Governo Federal mais recursos para o combate à estiagem e agilidade nas obras hídricas.

O grupo recebeu de imediato o apoio de diversos parlamentares baianos e apresentou um raio-x da seca que afeta os pernambucanos nos últimos quatro anos. A comitiva foi composta pelos deputados Rodrigo Novaes (PSD), Miguel Coelho (PSB), Claudiano Filho (PSDB) e Odacy Amorim (PT).

O grupo pediu o engajamento da bancada baiana a uma marcha contra a seca que será realizada em Brasília no mês de junho. Os deputados também coletaram informações sobre os efeitos da seca na Bahia para se construir uma pauta comum de reivindicações e prioridades de todos estados nordestinos.

“O apoio foi unânime de todos que procuramos aqui na Bahia. Isso mostra que nossa causa é uma prioridade para todos os nordestinos”, disse Rodrigo Novaes.

“Saímos daqui com a convicção de que nosso movimento agora tem uma força maior para cobrar soluções mais efetivas. Vamos mobilizar outros estados e buscar a participação de novas forças políticas para encorpar ainda mais esse manifesto”, acrescentou Miguel Coelho.

Já o deputado baiano Vítor Bonfim (PDT) afirmou que a união dos estados facilitará a sensibilização do Governo e a maior participação da sociedade no movimento. “É preciso que os deputados consolidem esta frente e se unam para criar uma pauta comum”, relatou.

Na próxima semana, o movimento, que foi batizado com o nome União pelo Nordeste, visitará a Assembleia Legislativa da Paraíba. A expectativa é que até o fim de maio a bancada pernambucana discuta o tema nos nove estados da região.







Cunha quer reforma política valendo para as eleições de 2016

Publicado por Alex Ribeiro, em 26.03.2015 às 21:30

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que irá convocar uma semana de esforço concentrado na Casa, em maio, para votar a reforma política. Em rápido discurso proferido na Fiesp, no primeiro ato da campanha “Mais Mulheres na Política”, Cunha disse que espera contar com o apoio do Senado para que a reforma política esteja sancionada até o dia 30 de setembro, a fim de valer para as eleições municipais de 2016.

“Quando assumi a Câmara, já no primeiro dia levei ao plenário a admissibilidade da reforma política. Faremos esta semana em maio para votar tudo que diz respeito ao projeto e espero que esteja sancionado até 30 de setembro”, disse o peemedebista.

Segundo ele, o projeto vai contemplar as reivindicações da bancada feminina e irá esclarecer outras questões, como o financiamento de campanha e o fim ou não da reeleição. E citou a proposta da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) de que as mulheres parlamentares integrem todas as comissões do Congresso Nacional.

Ironia

O presidente do Senado Renan Calheiros, que também participou do evento na Fiesp, iniciou o seu discurso com uma ironia ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Sem citar a presidente, elogiou seu colega peemedebista, dirigente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha: “Quero cumprimentar (Cunha) pelo seu papel relevante na condução da Câmara, levando em conta as circunstâncias que estamos vivendo em nosso País.”

Calheiros disse que colocará o Senado Federal em prol do avanço da reforma política e disse que o projeto contemplará a ampliação da participação da mulher na política.

No final de seu rápido discurso, o presidente do Senado disse que é recomendável o parlamento prestar atenção na sociedade para mudar a própria política. E agradeceu ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, por ter aberto a instituição para o ato em defesa de mais mulheres na política. “O Brasil vive hoje um momento exuberante em sua democracia, a única coisa que não é legítimo fazer é sonegar o debate.”

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Waldemar Borges critica blitz realizada pela oposição

Publicado por Alex Ribeiro, em 26.03.2015 às 20:52

Deputado disse que oposição critica obra que ainda está em teste (Foto: Laila Santana)

O deputado Waldemar Borges (PSB) comentou a visita surpresa dos deputados da oposição ao corredor Leste-Oeste nesta quinta-feira (27). De acordo com o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), a obra do Túnel da Abolição ainda está em teste e, por conta disso, há coisas por fazer.

Segundo o parlamentar, quanto ao atraso na entrega do Túnel “é do conhecimento de todos que os atrasos na obra se devem às dificuldades enfrentadas pela empresa Mendes Júnior, que assim como as outras empresas citadas na Operação Lava Jato em todo o País, vive um momento de retração”.

O socialista disse que um exemplo disso foi o fato de a empresa ter desistido formalmente das obras de requalificação da BR-101, cuja licitação tinha ganho. “Fora isso, o resto são situações normais, de menor relevância, próprias de uma grande obra, que ainda falta ser totalmente concluída para depois então ser entregue à população”, afirmou o parlamentar.

De acordo com Borges, a obra do Túnel da Abolição deve ser entregue num primeiro momento para a circulação de carros, no mês de abril, e que o restante do equipamento deve ser concluído em todos os seus detalhes no mês seguinte. “Só a partir daí, nós todos, não só a oposição, temos que acompanhar e averiguar se a obra vai cumprir a sua função, que é a de facilitar a mobilidade naquela região”, enfatizou.

“O que houve de fato foi a fiscalização numa obra que ainda não foi entregue, e que, como é óbvio, se encontra incompleta. Na falta de novos assuntos para serem criticados, a oposição agora está começando a fiscalizar obras de mobilidade que ainda não foram entregues”, completou.







Manifesto petista pede que Educação volte para a sigla

Publicado por Alex Ribeiro, em 26.03.2015 às 20:31

Quatorze deputados e senadores do PT assinaram nesta quinta-feira (26), carta à presidente Dilma Rousseff (PT) defendendo que a titularidade do Ministério da Educação (MEC) retorne ao partido. O cargo está vago após a demissão de Cid Gomes (PROS) depois de um bate-boca no Congresso.

“Com a saída do ex-governador Cid Gomes do Ministério e com o intuito de contribuir com como governo, solicitamos à direção partidária que renove nosso apelo de que devemos trabalhar para que a titularidade do MEC volte às mãos de um representante qualificado do Partido dos Trabalhadores”, diz a carta.

A coordenadora do grupo de educação do PT, senadora Fátima Bezerra (RN), entregou a carta ao chefe de gabinete de Dilma, Álvaro Henrique Baggio. O texto reedita um movimento feito pelos petistas após a reeleição da presidente, quando eles defenderam que o MEC – pasta comandada pelo PT desde 2003 – permanecesse com a legenda. A presidente acabou nomeando Cid.

Embora entre os petistas circulem nomes apoiados pelo partido para assumir o MEC, os parlamentares não indicam qualquer nome no documento. Apesar da pressão dos petistas, a pasta pode ser entregue ao PMDB, na tentativa do Planalto de recompor a parceria com o principal partido aliado. O nome mais citado é o do secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita.

No texto, os parlamentares do núcleo de educação argumentam que o partido “elegeu a educação como a política pública prioritária” e que avanços conquistados na área nos últimos 12 anos foram “em grande medida” responsáveis pelas vitórias eleitorais dos petistas.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Florêncio: Há um clima de respeito no PSDB

Publicado por Alex Ribeiro, em 25.03.2015 às 21:57

Vereador aderiu a bancada governista na Câmara (Foto: Peu Ricardo)

Apesar de se posicionar ao lado da base governista, ao contrário da maioria dos seus correligionários, o vereador Wanderson Florêncio (PSDB) declarou que há um clima de respeito no PSDB do Recife. De acordo com o tucano, quando esteve do lado da oposição, em 2014, fez várias cobranças ao prefeito Geraldo Julio (PSB) que, segundo ele, foram cumpridas.

“A gente percebe que existe planejamento. Fiscalizei o Jardim Botânico do Recife, o Brennand, o Parque de Apipucos, a Orla do Pina, e foram feitas intervenções. Então a gente não tem como ser contra”, afirmou Florêncio, ao Blog da Folha.

Em sua opinião, com a ida de Aline Mariano (PSDB) para a Secretaria de Combate ao Crack e outras Drogas, o cenário dentro do PSDB no Recife fica em aberto.

“É tanto que o PSDB era oposição, e a partir da reunião da Executiva (Nacional do partido) ficou independente. Então, respeito à posição de André (Régis – PSDB), que é de momento, e 2016, vamos discutir a questão”, relatou o tucano.

“Historicamente o PSDB sempre teve uma posição. Se for uma referência ao PSB é de aproximação, e vice-versa. Isso no Brasil todo. O que não se mistura, como óleo e água, é o PSDB com o PT”, disse.

Com a ida de Aline Mariano para a PCR, e a posse de Wanderson Florêncio na Câmara de Vereadores. A direção do PSDB no Recife lançou uma nota afirmando que o partido terá candidato à Prefeitura local.







Eduardo Cunha diz que postura do governo ‘só piora’

Publicado por Alex Ribeiro, em 25.03.2015 às 18:47

Líder da Câmara disse que irá trabalhar para derrubar os vetos de Dilma (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Contrariado com os vetos da presidente Dilma Rousseff (PT) ao projeto sobre fusão de partidos políticos, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisou que trabalhará “com toda força” para derrubar os pontos rejeitados pelo Executivo e para impedir na Justiça a criação do PL. O peemedebista disse que os vetos são “estranhos” e considera que a postura do governo piora “com certeza absoluta” a relação com o Congresso.

Para o deputado, a sanção do projeto no prazo limite e o protocolo na véspera do pedido de criação do PL junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) evidenciam que o governo estava empenhado na criação da nova legenda do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e assim enfraquecer o PMDB. Cunha evitou falar em “golpe” ou atacar diretamente a presidente Dilma Rousseff. “O que eu acho é que houve uma estrutura de governo que deixou já programado para o último dia para sancionar. E o Kassab se aproveitou e protocolou na véspera”, concluiu.

Dilma sancionou, com dois vetos, a Lei 13.107. Entre outros pontos, o texto estabelece o tempo mínimo de cinco anos de existência para que as legendas possam se fundir. A presidente vetou o trecho que fixava em 30 dias o prazo para que os detentores de mandatos de outras legendas pudessem se filiar ao novo partido sem perda do mandato. Dilma rejeitou outro ponto que dizia que “a fusão dá origem a um novo partido, cuja existência legal tem início com o registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal, do estatuto e do programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes”. O objetivo central da proposta encampada pelos parlamentares era evitar a criação de siglas apenas para driblar a fidelidade partidária.

O presidente da Câmara prometeu levar à Justiça um “manancial” de argumentos para sustentar a briga jurídica e disse que vai questionar “ponto a ponto” o pedido de oficialização do PL. “Certamente não deve ter as assinaturas. Ele (Kassab) fez (o requerimento na terça) para tentar cair as exigências e ter tempo para cumprir a exigência dentro da regra anterior”, disse.

O peemedebista aposta que Kassab não conseguirá atrair filiações com um partido em situação indefinida perante a Justiça Eleitoral. “Duvido que algum parlamentar que quiser disputar a eleição de 2016 vai poder se filiar a esse partido enquanto não tiver definição”, comentou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Dilma se reúne com governadores do Nordeste, ministros e Temer

Publicado por Alex Ribeiro, em 25.03.2015 às 17:54

Governador Paulo Câmara também participa do encontro (Foto:Humberto Pradera/Divulgação)


A presidente Dilma Rousseff (PT) está reunida nesta quarta-feira (25), com ministros e governadores dos Estados do Nordeste. Os governadores vão cobrar a manutenção de investimentos em obras, a liberação de financiamentos subsidiados e a regulamentação do novo indexador das dívidas de Estados e municípios, todas medidas que vão contra o ajuste fiscal do governo.

Participam da reunião o vice-presidente, Michel Temer, os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Fazenda, Joaquim Levy; do Planejamento, Nelson Barbosa; das Relações Institucionais, Pepe Vargas; e da Previdência, Carlos Gabas.

Estão presentes os governadores da Bahia, Rui Costa (PT); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); Alagoas, Renan Filho (PMDB); Sergipe, Jackson Barreto (PMDB); Maranhão, Flávio Dino (PC do B); Piauí, Wellington Dias (PT); Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD); Ceará, Camilo Santana (PT); e Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Tucano diz que administração pública do País chegou ao fundo do poço

Publicado por Alex Ribeiro, em 24.03.2015 às 23:19

Senador Alvaro Dias disse que resposta do Parlamento e do Executivo não são suficientes para a população (Foto: Reprodução/Internet)

O senador Alvaro Dias (PSDB) teceu várias críticas a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevista à Rádio Folha FM, 96,7, nesta terça-feira (24), o tucano relatou que a resposta do Executivo e do Parlamento, em relação à crise política e administrativa, não é proporcional ao “tamanho da indignação do povo nas ruas do País”.

“Chegamos ao fundo do poço em matéria de administração pública no País. Primeiramente a consagração da incompetência administrativa. Os resultados são negativos desde a execução orçamentária, que é pífia, até os escândalos de corrupção que mostram ter o governo adotado um modelo que abriu portas para a corrupção”, frisou o parlamentar.

“Isto leva a população para a rua. Obviamente esperando uma resposta. A população está impaciente. Ela não quer esperar a próxima eleição, quer solução já. Esta é a realidade das ruas”, completou.

De acordo com Alvaro, o PT está realizando uma “velha estratégia de defesa” ao atribuir os escândalos da Petrobras ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Ocorre que, nesse caso, o próprio denunciante na CPI da Petrobras deixou claro que o esquema se oficializou no governo do PT, em 2003”, relatou o parlamentar.







Bancada estadual vai mobilizar deputados para marcha contra a Seca

Publicado por Alex Ribeiro, em 24.03.2015 às 22:32

Deputados estaduais irão se encontrar com outros parlamentares do Nordeste para pedir apoio e discutir soluções para a estiagem que ocorre na região. O grupo visitará as Assembleias Legislativas de cada estado nordestino, onde serão realizadas discussões sobre a seca e a crise hídrica. Ao fim das visitas, uma caravana de parlamentares será mobilizada para uma marcha contra a Seca em Brasília.

Intitulado União pelo Nordeste, o movimento tem caráter suprapartidário e surgiu durante a audiência pública que debateu, no dia 16 de março, os efeitos da estiagem em Pernambuco. O grupo será liderado pelos deputados Miguel Coelho (PSB) e Rodrigo Novaes (PSD) e começará a agenda de visitas pela Assembleia Legislativa da Bahia, na próxima quinta-feira (26).

“A situação de nossa região é crítica e percebemos a necessidade de unir os parlamentares sem qualquer distinção partidária em torno de uma causa que é de todos os nordestinos. Queremos nos fortalecer para buscar soluções definitivas em Brasília e não ficar na dependência da chuva ou de recursos limitados”, explica Miguel.

O movimento ainda buscará engajamento de outros atores políticos, associações e organizações sociais. “A mobilização envolverá também parlamentares das bancadas federais, governadores, prefeitos e vereadores. O objetivo é mostrar nossa força política e um novo olhar para nossa região para que não sejam investidas ações meramente paliativas, mas ações estruturantes”, detalha Rodrigo Novaes.

De acordo com o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, grande parte do Nordeste, em especial o semiárido, já é atingido pela estiagem há quatro anos ininterruptos. Pernambuco é, segundo essa instituição, o Estado que mais sofre com a falta de chuvas.







PSB nomeia oito novas direções municipais

Publicado por Alex Ribeiro, em 24.03.2015 às 21:08

A direção estadual do PSB enviou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta terça-feira (24), as direções partidárias de oitos municípios. A ação mostra como o partido está se preparando para as eleições do próximo ano. O presidente será o professor Tales Vital.

Como a Coluna Folha Política tinha antecipado o advogado Antônio Campos, que poderá concorrer à Prefeitura de Olinda no próximo ano, teve o título transferido para a cidade. Ele será o vice-presidente da sigla no local.

O ex-vice-prefeito Agean Tenório comandará o PSB de Águas Belas, a vereadora Lita Massena o de Chã de Alegria e o ex-candidato a prefeito Marcello Maranhão, o de Ribeirão. O vice-prefeito Zé Martins comandará o PSB de João Alfredo, Camila Machado o de Sirinhaém, Manoel Marcos Ferreira o de Pombos e Cristina Silva o de Maraial.







Lula nega conversa com Dilma sobre mudanças em regras trabalhistas

Publicado por Márcio Didier, em 24.03.2015 às 12:35

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, por meio de nota, que tenha conversado com a presidente Dilma Rousseff sobre alterações nas medidas provisórias que restringem a concessão de benefícios trabalhistas. Conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira (24), a petista comunicou o antecessor e dirigentes do PT que está disposta a rever as novas regras.

As medidas integram o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Dilma não detalhou quais pontos seriam alterados, mas a sinalização foi entendida como uma tentativa de reconstruir pontes com antecessor e com o partido, diante da queda de popularidade de seu governo.

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi comunicado ou conversou com a presidenta Dilma Rousseff sobre alterações nas medidas provisórias 664 e 665″, diz a nota.

As medidas provisórias restringem, respectivamente, o recebimento da pensão por morte e auxílio-doença, e a concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para pescadores artesanais. Se mantidas como estão, as MPs renderiam uma economia de R$ 18 bilhões ao ano para o governo.

As propostas são apontadas pelo PT como o principal motivo de desgaste da presidente neste início de segundo mandato, maior até do que as denúncias de corrupção na Petrobrás reveladas pela Operação Lava Jato.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







‘Bancada Evangélica pode ter candidato a PCR’

Publicado por Alex Ribeiro, em 23.03.2015 às 17:00

Segundo deputado, postulações podem ocorrer em outros municípios da RMR (Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco)

O deputado André Ferreira (PMDB) confessou que a candidatura de um representante da bancada evangélica para à Prefeitura do Recife está próxima de acontecer. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (23), o peemedebista disse que existe um sentimento entre os membros do grupo para a postulação em várias cidades da Região Metropolitana.

“Não só no Recife. Em Jaboatão, Paulista, e em outros municípios também. O movimento evangélico cresceu muito. Dos quatro candidatos mais votados no Estado (para o cargo de deputado) três são evangélicos. Em um futuro próximo lançaremos um candidato da bancada evangélica”, disse o parlamentar.

André Ferreira voltou a comentar sobre o veto a criação da Frente LGBT na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe). Segundo ele, não houve nenhuma melhoria no último colegiado formado para atender ao grupo.

“O deputado Daniel Coelho (PSDB) criou no ano passado uma frente. Qual foi o grande o grande avanço dessa frente LGBT dentro da Alepe? Eu não conheço nenhuma. O que nós queremos na verdade é não tirar o direito de ninguém, mas o debate tem que ser nas comissões certas, que é a de Direitos Humanos”, afirmou.

Beijo Gay

Depois do deputado Marco Feliciano (PSC) pedir um boicote a Natura, André Ferreira apresentou um requerimento a Alepe contra a Rede Globo de Televisão, também nesta segunda. Ambos os parlamentares estão revoltados com as cenas de beijo gay de duas mulheres na novela Babilônia. O peemedebista fez um apelo para as pessoas não assistam ao programa.

“Já é tempo para que a sociedade organizada, as famílias brasileiras, a comunidade evangélica e todos os cristãos, que têm sido ofendidos pela disseminação dessa ideologia de gênero, contrária à família tradicional, se posicionem e protestem exigindo respeito”, criticou André.







André Régis fala, nos EUA, da crise brasileira

Publicado por Márcio Didier, em 23.03.2015 às 13:20

(Foto: Bruno Santana)

O presidente do PSDB do Recife, vereador André Régis, dará palestra nesta segunda-feira (23) na Universidade de Columbia (EUA), na qual abordará a reforma política retorna à pauta do Congresso Nacional, em meio ao ambiente de protestos de rua em combate à corrupção e pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Para o tucano, a responsabilidade do que ocorre hoje no país – com a maior empresa da América Latina, a Petrobras, numa clara trajetória de “desintegração” com o petrolão – não pode ser debitada apenas na falta de uma reforma política, como pretende resumir o governo Dilma. André entende que os maus governos do PT e uma corrupção sem precedentes têm forte influência no cenário atual.

“Ninguém aguenta mais viver sob esse regime da cleptocracia, que é o regime dos bandidos. É o governo dos bandidos. É preciso que haja um basta nessa situação. Acredito que as manifestações de rua foi um passo importante. Não sabemos quais serão os próximos capítulos deste governo que inicia um ciclo já com a sensação de que terminou.”

Régis observa que a reação popular nas ruas ou em casa, com o panelaço como resposta a cada intervenção da presidente Dilma na televisão, são manifestações que torna “natural” o debate em torno do impeachment da petista.

“Falar de impeachment é algo natural tendo em vista o clima de insatisfação da população. As pessoas estão insatisfeitas, estão se sentindo lesadas. Acompanhamos um processo eleitoral em que a presidente, candidata à reeleição, mentiu para a população e procurou fazer de tudo para ganhar a disputa”, afirmou.







Aliados de Cid Gomes falam em ‘voo político mais alto’ em 2018

Publicado por Branca Alves, em 23.03.2015 às 10:15

(Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

Desde que bateu boca com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no plenário da Casa e acabou demitido pela presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro da Educação Cid Gomes (PROS) mantém-se recluso em seu apartamento em Fortaleza. Mas seus aliados avaliam que a repercussão do episódio, considerada positiva, especialmente nas redes sociais, para a imagem do ex-ministro, pode levá-lo a “voos maiores”. Já existe em seu grupo quem acredite que Cid poderá repetir trajetória do irmão Ciro Gomes e ser candidato à Presidência da República em 2018.

“Cid se cacifou para voos políticos maiores”, diz o deputado estadual Wellington Landim (PROS). “A sociedade pede mudança e renovação e o Cid pode falar para eles.” Ciro Gomes foi candidato pelo PPS à Presidência em 1998 e em 2002.

Para os aliados do ex-ministro, Cid saiu do ministério com a imagem de que tem coragem de falar a verdade e que não está disposto a qualquer atitude para ter cargos públicos. “Se a condução dele no ministério mostrou sua grandeza como gestor, a atitude o fez maior ainda, pois isso demonstrou desapego”, defende o prefeito de Sobral, berço político da família Gomes, Clodoveu Arruda (PT).

Na quarta-feira passada (18), Cid foi ao plenário da Câmara convocado pelos deputados para explicar declaração de que a Casa tinha “de 300 a 400 achacadores”, feita há quase um mês num evento fechado em Belém. A sessão transformou-se em intenso bate-boca e o ex-ministro chegou a apontar Eduardo Cunha e dizer que preferia “ser acusado de mal educado do que ser como ele, acusado de achaque”. Do Congresso, Cid foi diretamente ao Palácio do Planalto, de onde saiu já fora do cargo de ministro.

No dia seguinte, o ex-ministro da Secretaria dos Portos no primeiro governo Dilma Leônidas Cristino (PROS-CE), aliado dos Gomes, publicou artigo na imprensa local em que disse que a sociedade deveria “agradecer” a Cid: “As instituições republicanas e a própria democracia devem agradecê-lo pela atitude”, escreveu. “Antes de ser interpretada como um ato de arrogância, afronta ou petulância, a forma como agiu na sessão representa muito mais um alerta ao Poder Legislativo.”

Cid Gomes ganhou o apoio nas redes sociais após o bate-boca no Congresso. Simpatizantes se organizam para defender a renúncia do presidente da Câmara em protestos convocados pela internet para o dia 12 de abril. A convocação está sendo feita pela página “Eu exijo a renúncia do Eduardo Cunha”, compartilhada por Ciro Gomes na última sexta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Redes sociais revolucionam formato de manifestações

Publicado por Branca Alves, em 22.03.2015 às 12:40

No Recife, a orla de Boa Viagem virou uma “onda” verde e amarela, povoada por 10 mil pessoas com propostas distintas e com algo em comum: foram chamadas pelas redes (Foto: Leo Motta/Arquivo Folha)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Egito, Espanha, Grécia, Brasil e Venezuela. Países com características sociais e políticas distintas, as Nações têm em comum o uso das redes sociais como motor de suas recentes manifestações populares. As movimentações levaram milhares às ruas no mundo inteiro e mostraram a insatisfação da sociedade com os rumos dos seus governos.

No Brasil, os principais protestos com base nas redes sociais aconteceram no último dia 15 de março, quando quase duas milhões de pessoas foram às ruas protestar, por motivos diversos. Comunidades como o Vem Pra Rua acumulam mais de 300 mil seguidores e o Revoltados On Line mais de 700 mil. Os grupos são responsáveis por compartilhar informações e convocar o povo para participar dos protestos. Nos protestos de 2013, outras grandes manifestações de massa, a internet também foi a catalisadora dos movimentos.

Os principais instrumentos utilizados pelos manifestantes são o Facebook, Instagram, Twitter, e-mail e aplicativos como o WhatsApp. Os veículos permitem uma comunicação rápida, de amplo alcance e com baixo custo, o que facilita a organização de grandes atos. Antes isolados, cidadãos insatisfeitos arrumaram uma forma de se conectar e organizar grandes eventos causando incômodo aos seus líderes políticos.

Contudo, o uso das ferramentas virtuais não é um fenômeno exclusivo brasileiro. A onda de protestos em diversos países no Oriente Médio, conhecida como Primavera Árabe, foi organizada pelas redes sociais. A importância do meio na revolução popular foi tanta que o Governo decidiu suspender a internet em diversas regiões.

Membro pelo movimento Estado de Direito – Pernambuco, que possui 1.742 seguidores no Facebook, o estudante de História, Diego Lajedo, afirma que as movimentações não teriam o mesmo impacto sem a internet. O grupo foi um dos responsáveis pela convocação dos pernambucanos para o protesto na avenida Boa Viagem, no último dia 15 de março.

“Antigamente, existia um monopólio dos movimentos sociais com ideologia de esquerda. Hoje, a UNE e os grupos organizados estão ligados ao Governo e a internet foi crucial para organizar outros segmentos da sociedade. Antes, apenas um grupo podia se engajar. Agora, a própria sociedade pode fazer a convocação”, avaliou.

Uma das pessoas alcançadas pelas movimentações virtuais foi a advogada Raquel Barreto, de 29 anos. Ela tomou conhecimento dos protestos pelo Facebook e começou a convocar os amigos também por meio das ferramentas virtuais. “Ajudou muito a divulgar. Fiquei sabendo pelo Facebook e comecei a convidar outras pessoas e compartilhar informações pela Internet”, afirmou.

Atitudes como as de Raquel são os principais propulsores das manifestações. Segundo Diego, as pessoas vão criando uma rede onde cada um chama o seu círculo de amigos e conhecidos, expandindo o alcance do protestos.