Política

Coutinho é sondado para Ministério do Trabalho

Publicado em 2.05.2016 às 17:12

Indicação do parlamentar partiu do presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (Foto: Folha de Pernambuco)

A atuação do Solidariedade no processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) pode render bons frutos para o partido no eventual Governo Michel Temer (PMDB). A legenda está cotada para assumir o Ministério do Trabalho, e o deputado Augusto Coutinho é o nome mais forte para assumir o cargo.

A indicação partiu do presidente nacional do partido, Paulinho da Força, durante evento da Força Sindical realizado neste domingo (2), em São Paulo.

“O presidente Paulinho, de fato ontem (domingo), inclusive com Mendonça (Filho), Bruno Araújo, mas alguns deputados, fomos para o evento da Força Sindical e ele falou do nosso nome para indicação do partido, caso eu pudesse. Não existe nada fora disso”, confessou Coutinho, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (2).

O parlamentar também disse que a pasta de Desenvolvimento Agrário pode ser outra alternativa.

“Só se falava em Trabalho. O partido colocou outra alternativa que atenderia bem o partido, por ter pessoas competentes na área que seria sobre o Desenvolvimento Agrário”, afirmou.

Segundo Coutinho, apesar das especulações, ainda não houve nenhuma conversa com representantes de Temer.

“Não chegamos a sentar com o vice presidente Temer ou com um emissário dele para tratar e discutir espaço no Governo. Nunca houve essa conversa. Nunca discutimos nada com ele. Acontecendo, que é provável, para o bem do Brasil, é natural que o vice-presidente vai fazer um ministério, ele vai avaliar os partido que ele vai dar espaço”, relatou o parlamentar.


Silvio denuncia abandono do Bidu Krause

Publicado em 29.04.2016 às 18:01

Parlamentar realizou uma visita supresa no Centro Social (Foto: Divulgação)

O deputado Silvio Costa Filho (PRB), realizou uma visita surpresa nesta sexta-feira (29) ao Centro Social Bidu Krause, no bairro do Totó. De acordo com o parlamentar, o equipamento esta abandonado pela Prefeitura do Recife e vem funcionando precariamente, por causa da falta de investimentos da gestão Geraldo Júlio.

No local – que hoje abriga posto de saúde, junta militar, centro de assistência social, creche, escola profissionalizante e unidade tecnológica – os serviços vêm funcionando precariamente, sobretudo no período da noite, por causa da falta de iluminação.

“A última intervenção nesse espaço foi feita há mais de dez anos. A atual gestão investiu R$ 14,2 milhões em um único Compaz, mas se nega a fazer a manutenção de um equipamento como o Bidu Krause, bastante importante para toda a RPA 5”, avaliou Silvio.

Mesmo reconhecendo que o Compaz, inspirado nas experiências de Bogotá, é um equipamento importante, Silvio destaca que recuperar o Bidu Krause teria um custo de apenas um terço de uma dessa unidades.

“Na área esportiva, recuperar a iluminação do campo de futebol custaria R$ 300 mil, mas a mesma prefeitura que investe milhões no Compaz diz não dispor de R$ 300 mil para cá”, comparou o deputado.

“Em momentos de restrição orçamentária, mais importante que inaugurar obras para aparecer na TV e no guia é cuidar dos equipamentos já existentes, para que eles continuem servindo à população. Gerir uma cidade é fazer escolhas, e nesse caso parece mais efetivo recuperar o Bidu Krause, e usar os recursos remanescentes para reforçar o atendimento à população, do que construir um novo Compaz”, pondera o deputado.

Complexo do Curado

Depois da visita ao Bidu Krause, o deputado Silvio Costa Filho participou de reunião com os moradores do entorno do Complexo Prisional do Curado, junto com o deputado Edilson Silva (Psol) e com a vereadora Marília Arraes. Os parlamentares propuseram a criação de uma frente em defesa da comunidade e avaliaram algumas propostas para evitar a desapropriação das 52 casas anunciada pelo Governo do Estado.

“Uma alternativa que vamos levar ao Governo é o recuo da muralha do presídio. Pelas imagens do complexo, há espaço para que se faça a área de segurança recuando o muro, que segundo explicou o secretário Pedro Eurico, é de tijolo singelo, sendo mais fácil de ser deslocado”, destacou Silvio.


Parlamentares dizem que modelo adotado no espaço está ultrapassado(Foto: Reprodução)

As criticas ao sistema penitenciário de Pernambuco são um dos pontos mais levantados pela Bancada de Oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Nesta segunda-feira (25), durante audiência pública realizada no plenário da Casa Legislativa, o grupo defendeu a desativação do Complexo Prisional do Curado e a revogação das desapropriações das casas no entorno do presídio.

Segundo os parlamentares, o modelo adotado no complexo está ultrapassado e contribuiu para as violações aos direitos humanos registrados no local. A posição da Oposição leva em conta parecer do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), que recomenda a desativação do presídio, a exemplo do Carandiru, em São Paulo, que seguia o mesmo modelo e apresentava as mesmas falhas do complexo pernambucano.

Líder da Bancada de Oposição, o deputado Silvio Costa Filho (PRB) questionou a ausência do secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, de um debate dessa importância.

“A ausência do secretário Pedro Eurico é um desrespeito não apenas ao Poder Legislativo, mas principalmente às mais de 70 mil pessoas que residem naquela região”, ressaltou.

Para Silvio, não são os moradores que estão no lugar errado, mas o presídio.

“Como mostra o Ministério Público, não são os moradores do entorno que fazem mal ao complexo, e sim o presídio que faz mal à população. Infelizmente, o Governo insiste em desapropriar as casas da região, para viabilizar um recuo de 50 metros do muro do complexo, como se isso fosse resolver os problemas de superpopulação, violência e das condições precárias a que são submetidos os internos”, reforçou.

Ao final do encontro, ficou definida a criação de um frente parlamentar para discutir alternativas para o sistema prisional do Estado. Também ficou definida que os parlamentares vão procurar o Tribunal de Justiça de Pernambuco e o Governo do Estado para aprofundar a discussão.


Frase “bela, recatada e do lar” ainda repercute

Publicado em 23.04.2016 às 17:15

Estudantes atenderam ao chamamento do evento (Foto: Branca Alves/Blog)

A frase “bela, recatada e do lar”, criada pela revista Veja para enaltecer a figura de Marcela Temer, esposa do vice-presidente Michel Temer (PMDB), ainda repercute – principalmente nas redes sociais.

Neste sábado (23), por exemplo, foi convocado um evento pelo Facebook, o “Belas, recatadas e do lar”, que contava com mais de nove mil confirmações de participação, no Mercado da Boa Vista.

O estudante Diego Soares, 21 anos, disse que confirmou a participação no evento. E explicou que apoia o movimento, pois acredita que a mulher pode ser do lar, mas que merece respeito onde for.

No mesmo grupo de amigos, a também estudante Letícia Souza, 21 anos, repudiou a ideia de que a mulher deve seguir um padrão. “Mulheres não precisam ser sempre recatadas e do lar”, afirmou. Os estudantes estavam acompanhados, ainda, de Cláudio Silva, de 18 anos, e Anna Jasmine, de 21 anos.

“A intenção de enaltecer Marcela Temer como a mulher que todas deveriam ser, à sombra, nunca à frente, será substituída nesse encontro. Ficou evidente a tentativa de uma reportagem (bem idiota, diga-se de passagem) de fazer uma oposição ao que Dilma representa. Uma mulher aguerrida, forte, fora do padrão imposto do que se entende que uma mulher deve se comportar”, diz a descrição do evento.

Mais cedo, por volta das 12h, no mesmo local, houve um ato em defesa das mulheres e da democracia. De acordo com a professora Delma Virgínia, o grupo chamou a atenção para a situação do momento político do Brasil, e mostrou apoio à presidente Dilma Rousseff (PT).

Delma e Vera Lúcia saíram em defesa (Foto: Branca Alves/Blog)

“Chamava a atenção para o golpe. E dizemos não ao golpe”, disse Delma, que estava acompanhada da servidora pública federal Vera Lúcia.

No local, foram distribuídos adesivos, informativos e panfletos em defesa da mulher e da democracia.


A coluna digital “No cafezinho” desta quinta-feira (21) fala sobre as articulações políticas depois da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal e ainda sobre as eleições municipais de 2016. A conversa é entre o editor do Blog da Folha, Márcio Didier, a colunista de Política, Renata Bezerra de Melo, o repórter de Política, Marcelo Montanini.

A coluna está sendo publicada excepcionalmente nesta quinta por causa do feriado de Tiradentes. Confira:


Por Marcelo Montanini
Da Folha de Pernambuco

As argumentações dos deputados federais para votar na admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) durante o domingo (17) gerou forte repercussão na sociedade. Os parlamentares usaram os dez segundos, que lhes cabiam, para dedicar o voto às famílias, Deus, setores sociais, determinadas regiões do Brasil e correligionários, exceto, com raras exceções, para justificar o sufrágio.

Para cientistas políticos, os discursos vazios e as atitudes folclóricas são reflexos da “espetacularização midiática da política”, com cobertura na íntegra em diversos canais de televisão, e a base frágil do processo em questão.

O cientista político Elton Gomes, da Faculdade Damas, avaliou que a espetacularização e a estratégia retórica de utilização de elementos que seus eleitores e grande parte da sociedade prezam – como Deus e família – foram a tônica da sessão.

“O conteúdo foi muito ruim, mas a forma seja carnavalesca tem a ver com a midiatização da política e o que eles querem mostrar para seus eleitores. Lá (no plenário), era o grande palco”, avaliou Guilherme Simões Reis, cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Gomes analisou que as pedaladas fiscais não é um argumento poderoso e fácil de sustentar e está sujeito a diversas interpretações.

“Agiram como se o sistema fosse o parlamentarismo, que querem derrubar o Governo sem argumentação, porque o Governo perdeu popularidade. Eles não estavam preocupados com a justificativa”, disse Reis.

Segundo Reis, ao destacar a família, os parlamentares, implicitamente, demonstravam a personalização da política e reforçava o interesse no privado, em detrimento do público, assim como, ao ressaltar sua região, revelava que a lógica era pouco programática e muito clientelista.

Gomes ponderou que a votação demonstrou que, para os deputados, o problema não se tratava do processo jurídico em questão, mas do choque de interesses de diversos setores que se sentiam confrontados pelo Governo Dilma. Partindo deste pressuposto, o Congresso Nacional pode ser entendido como o “microcosmo da sociedade”.

“Nas eleições parlamentares de 2014, houve uma onda conservadora. (O Congresso) não é um reflexo nítido da sociedade, mas revela o clientelismo com visões conservadoras”, analisou.


Edilson critica o ‘gangster’ Eduardo Cunha

Publicado em 18.04.2016 às 20:51

Deputado condenou que a sessão do impeachment tenha sido conduzida pelo peemedebista (Foto: Divulgação)

O deputado Edilson Silva (PSOL) foi à tribuna no dia seguinte à decisão da Câmara do afastamento da presidente Dilma Rousseff para fazer um balanço do dia histórico. Presidente da Comissão de Cidadania da Casa de Joaquim Nabuco, o parlamentar criticou o fato da sessão ter sido presidida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “gangster” cujo conjunto probatório reunido pela Lava Jato incrimina por corrupção na Petrobras.

“Uma sessão em que ilustres torturadores foram homenageados (pelo deputado Jair Bolsonaro) serviu para jogar luz a nossa tese de que existia um golpe em curso. O que existiu ontem, e os discursos dos parlamentares não deixaram dúvidas, não foram avaliações sobre crime de responsabilidade cometidos pela presidente. Foram atos de vingança, balanços políticos, avaliações de parlamentares que não estavam recebendo por parte do governo a parte que eles achavam que lhes cabe. Um show de horrores! Tudo isso acontecendo sob a orquestração de um gangster”, avaliou, da tribuna, Edilson.

O representante do PSOL criticou ainda a postura do PP, do deputado Eduardo da Fonte.

“Faço uma crítica em especial ao Partido Progressista, o PP. É um partido absolutamente sem moral para dar um voto em nome do Brasil, em nome da moralidade, contra a corrupção. O partido mais elameado na operação Lava Jato. Reafirmo aqui todos os valores defendidos pela bancada federal do PSOL, absolutamente todos ”, destacou o parlamentar. Ao final, o deputado foi aparteado pela deputada Teresa Leitão (PT) e o líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB).


A editoria de Política da Folha de Pernambuco estreia nesta sexta-feira (15) a coluna digital “No cafezinho”. O espaço será reservado ao debate sobre os temas que marcaram a semana.

Hoje, o editor do Blog da Folha, Márcio Didier, conversa com o repórter de Política, Marcelo Montanini, e com a colunista Renata Bezerra de Melo sobre o cenário envolvendo a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Confira vídeo:


O prefeito Geraldo Julio (PSB) preferiu não fazer prognósticos sobre a votação do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) no próximo domingo (17). Em entrevista à imprensa, durante o lançamento do projeto Mais Vidas Nos Morros, no Alto do Maracanã, nesta sexta(15), o socialista relatou que está acompanhando tudo o que ocorre no País com “bastante equilíbrio”.

“Espero que toda população possa fazer isso, e que o país possa passar desse momento. E depois desse momento se juntar a gerar expectativa, a esperança de uma vida melhor para o nosso povo”, disse o gestor.

O gestor espera que as manifestações que ocorrerão no Recife, pró e contra Dilma, no dia da votação, possa ocorrer tranquilamente.

“Estão marcadas algumas manifestações aqui na cidade, felizmente em bairros diferentes. Espero que tudo ocorra com muita paz. Pessoas tenham liberdade de expressar sua vontade, seu desejo, sua torcida, sua manifestação”, disse.

Com informações de Carol Brito, da Folha de Pernambuco.


O líder do PSDB na Câmara Federal, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), marcou presença no julgamento do Superior Tribunal Federal que analisar o pedido do Governo para mudar o rito da votação do processo do impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff (PT), nesta quinta-feira (14), em Brasília. O tucano relatou que estava tranquilo com o caso, pois não deve haver “uma interferência entre um poder e outro”.

Segundo o parlamentar, o Supremo tem ciência disso e deve indeferir o pedido que foi feito pelo Governo.

No rito do impeachment, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) divulgou que a votação irá ocorrer por região, iniciando entre as regiões Sul e Norte e terminando no Nordeste. O Governo quer que o processo ocorra por ordem alfabética.

Confira vídeo:

Com informações de Daniel Leite, da Folha de Pernambuco.


Senador está otimista sobre a votação do impeachment na Câmara (Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado)

Para o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT), as recentes demonstrações de preocupação de entidades internacionais sobre o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) mostram que o processo é frágil e afeta a credibilidade internacional do País. Nesta sexta, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, deve se reunir com a líder petista para tratar sobre o tema.

De acordo com Almagro, o impeachment é como “o jogo do ao contrário”, já que existem “congressistas acusados e culpados” defendendo a saída de Dilma, “que não é acusada de nada”. Além da OEA, a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) divulgou nota em que afirma que o impeachment é “uma preocupação para a segurança jurídica do Brasil e de toda a região”. Também esta semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) se pronunciou e demonstrou “preocupação” com a tensão no país e defendeu o respeito “às instituições democráticas pelas quais o Brasil lutou tanto”.

“O que está em jogo no Brasil não é o projeto de um partido político, mas sim o Estado democrático de Direito e o respeito ao voto de 54 milhões de brasileiros. A manifestações públicas de tantas entidades internacionais demonstram a gravidade dessa tentativa de golpe”, disse Humberto, que também é um dos representantes brasileiros no ParlaSul, entidade que reúne congressistas de todo o Mercosul.

De acordo com o petista, o próprio ParlaSul também divulgou nota contra ao que chama de “tentativa ilegítima de destituição da presidenta eleita democraticamente”.

O senador disse, ainda, estar otimista com a votação do impeachment no domingo. “O governo têm os votos para barrar esse golpe odioso, mas esta é uma batalha diária. O que a gente vê, também, é uma crescente mobilização nas ruas contra esta tentativa de violação da ordem democrática. O povo brasileiro sabe o que está em jogo e não que voltar ao passado”, afirmou.


Câmara volta a defender diálogo nacional

Publicado em 13.04.2016 às 20:56

O governador Paulo Câmara (PSB) disse nesta quarta-feira (13) que, seja qual for o desfecho da votação sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Brasil precisa retomar o diálogo necessário ao enfrentamento da crise econômica. “O Brasil vai precisar dar respostas imediatas, que mostrem claramente o caminho que precisa ser percorrido para que o País volte a crescer, gerar emprego, gerar renda”, disse o gestor, em entrevista a CBN.

De acordo com o socialista, é fundamental que haja o desarmamento político nacional, “que todo mundo respeite a decisão que o Congresso vai tomar e que busque alternativas para o Brasil sair desse momento”.

Segundo o governador de Pernambuco, os Estados, municípios e a população estão sofrendo muito.

“Isso tem se refletido nos números da saúde, nos números da segurança e nos números do emprego. É só olhar o que aconteceu ano passado no Brasil com 1,5 milhão empregos a menos, na Região Nordeste com 254 mil empregos a menos, em Pernambuco com menos 90 mil empregos. Entendemos que não podemos ficar parados. Nós vamos ter voz ativa, buscar alternativas e buscar soluções. Não é um momento desejável para ninguém, mas é um momento que existe. E, após a definição do processo de impeachment, aí, sim, é fundamental, aí temos que ter, todos, muita responsabilidade com o País”, argumentou Paulo Câmara.


Aline Mariano se filia ao PMDB

Publicado em 13.04.2016 às 17:14

Aline é vereadora do Recife (Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco)

Atualizada às 17h40

A vereadora Aline Mariano lançou uma carta, nesta quarta-feira (13), comunicando que saiu do PSDB e se filiou ao PMDB. No texto, ela justifica que a decisão foi tomada por conta da indefinição dos tucanos em apoiar a reeleição do prefeito Geraldo Julio (PSB).

Confira a carta na íntegra:

Militei por mais de uma década no PSDB, onde pautei minha atuação partidária pelo compromisso inequívoco com as ideias e bandeiras que consolidaram a legenda como uma das maiores do Brasil.

Construí uma história no PSDB. Fui eleita vereadora por dois mandatos consecutivos (2008 e 2012) e líder do partido na Câmara do Recife. Assumi a presidência do diretório municipal do PSDB, cargo que ocupei por seis anos. E, por último, estava como primeira secretária do Diretório Estadual da legenda.

Há um ano, recebi o convite do prefeito Geraldo Julio para assumir a Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, primeira pasta dedicada exclusivamente à temática das drogas, criada com muita ousadia, coragem e sensibilidade pelo gestor municipal. Foi muito gratificante fortalecer a Política sobre Drogas na cidade e em apenas um ano alcançamos resultados expressivos e aprendemos que este enfrentamento tem que ser diário. E assim será.

Tomei a decisão no último dia 2 de abril de desfiliar-me do PSDB e ingressar no PMDB, partido que já oficializou o apoio à reeleição do prefeito Geraldo Julio. Esta decisão, até então reservada, deveu-se ao fato do PSDB ainda estar em processo de discussão sobre seu posicionamento nas eleições municipais de 2016, em Recife. Aguardo a decisão na expectativa de que o partido apoie a reeleição do prefeito Geraldo Julio. É uma honra estar ao lado de uma das maiores lideranças do estado de Pernambuco, meu amigo Jarbas Vasconcelos e do vice-governador Raul Henry.

É de fundamental importância registrar minha gratidão ao PSDB onde deixo amigos e companheiros de militância. Também agradeço ao PMDB pela acolhida e entusiasmo com meu ingresso.

Aline Mariano
Vereadora do Recife


Criador não quer associar seu personagem a nenhuma posição política (Foto: Reprodução/Internet)

A luta bélica está atingindo até o mundo fictício. O criador de Fofão, ícone dos anos 1980, Orival Pessini, não gostou de saber que a Carreta Furacão confirmou presença na manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no próximo domingo (17), em São Paulo. O ator reclama que a empresa usa seu personagem sem autorização e proíbe o Fofão “genérico” de ir aos atos.

Em entrevista ao portal UOL, Pessini disse que a empresa usa “sem autorização, sem pedir pelo menos. Fazem coisas muito feias, não sei como o pessoal gosta, porque chega a dar medo”.

Ele explicou que criou Fofão há 33 anos, que vem aperfeiçoando a máscara até hoje e que quer preservar a imagem do personagem, mas que “infelizmente tem essas coisas”.

O criador disse ter tentado entrar em contato com a dona do Trenzinho Carreta Furacão e enviou uma mensagem proibindo a participação de Fofão no protesto, mas não obteve resposta.

“Deixei bem claro para eles que não autorizo a participação do meu personagem em qualquer tipo de manifestação política. Se eles usarem… vamos ver. Não quero briga com ninguém, mas tenho que defender os meus direitos”, afirma.

O ator de 71 anos não se importa se a manifestação é pró ou contra o impeachment. O que o criador de Fofão não quer é associar seus personagens a nenhuma posição política.

Para tanto, crava: “Procuro ser isento de posições políticas. Não para ficar em cima do muro, eu tenho minhas opiniões, mas evito porque o pessoal não sabe separar o ator dos personagens. E eu sou de um tempo em que se discutia política. Hoje não se discute, se briga. Para evitar esse ódio que está no ar de alguns, procuro evitar o máximo possível”. As informações são do UOL.


Para colegiado, a audiência realizada apenas com procurador do Estado restringe debate (Foto: Divulgação)

O rompimento do Governo de Pernambuco e a construtora Odebrecht, para exploração da Arena Pernambuco, pode sair caro para o Estado. A opinião é da Bancada de Oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O contrato prevê uma indenização de 5% do saldo atualizado da concessão, valor não considerado pelo Governo do Estado.

A questão foi levantada nesta segunda-feira (11), durante audiência pública realizada pela Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) com o procurador-geral do Estado, Antônio César Caúla, que admitiu a existência da cláusula, mas afirmou que a intenção do Estado é encontrar uma saída consensual com a construtora.

Para os deputados da Bancada de Oposição na Alepe, a audiência realizada apenas com o procurador restringiu o debate sobre a PPP.

“As principais perguntas continuam sem resposta. O Governo ainda não explicou qual será o novo modelo jurídico do empreendimento, o custo de manutenção do estádio, nem o que será oferecido de contrapartida para tentar atrair um grupo internacional para gerir a arena”, criticou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição, lembrando que o atual consórcio que administra a Arena Pernambuco já conta com a Anschutz Entertainment Group (AEG), empresa americana de entretenimento e lazer que administra mais de 100 arenas no mundo.

Silvio cobrou a participação de representantes da Odebrecht no encontro, defendendo que seria essencial que o principal parceiro privado do Estado se pronunciasse sobre o rompimento do contrato e os motivos que levaram à frustração de receitas do empreendimento. “Seria importante a empresa apresentar sua versão sobre a Arena, já que eles alegam a não conclusão das obras de mobilidade prometidas foi o principal motivo para a subutilização do empreendimento”, destacou.

Para o deputado Edilson Silva (Psol), o Governo precisa explicar porque insistiu em tocar o empreendimento sem o compromisso dos três clubes do Recife de levar seus jogos para a Arena. “O estudo de viabilidade econômica destacava que a Arena só era viável com Náutico, Sport e Santa Cruz levando seus jogos para lá. Mas esse requisito foi ignorado pelo Estado”, destacou.

Ao final do encontro, os deputados da Oposição destacaram a necessidade da realização de uma nova audiência, desta vez ouvindo todas as partes envolvidas.

“Vamos realizar outra audiência, desta vez chamando os representantes da Odebrecht, o Tribunal de Contas do Estado, além do secretário de Turismo, Felipe Carreras, e do prefeito Geraldo Júlio, que presidia o Comitê Gestor das PPPs na época do lançamento da licitação da arena. O Governo não pode interditar o debate sobre a Arena, até porque os pernambucanos precisam de respostas e, mais do que isso, de soluções”, defendeu.