Política

Base manobra e depoimento do doleiro à CPI é adiado

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 20:05

Preocupado com o impacto de declarações de Alberto Youssef às vésperas das eleições, o governo conseguiu adiar o depoimento do doleiro na CPI que investiga a corrupção na Petrobras. Após intensa mobilização do Palácio do Planalto, o depoimento de Youssef deverá agora ser realizado na quarta-feira, dia 29, três dias depois do segundo turno da disputa presidencial.

“Para as investigações não há diferença entre chamá-lo para depor agora ou depois do segundo turno”, afirmou o presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Na semana passada, Vital aventou a possibilidade de o depoimento de Youssef ocorrer nessa quarta, 22, dia em que a CPI ouvirá o atual diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza. O colegiado já havia aprovado um requerimento de convocação de Youssef e, pelo regimento do Congresso, cabe ao presidente da CPI marcar o dia do depoimento.

Emissários do Planalto passaram, então, a agir para evitar outra surpresa a poucos dias do segundo turno eleitoral. Capitaneada pelo PSDB, a oposição, por sua vez, chegou a irritar Vital, cobrando que o depoimento fosse marcado para amanhã.

O governo tem feito de tudo para evitar mais estragos na campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição. Desde que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou um esquema de desvio de dinheiro na estatal, beneficiando políticos da base aliada, entre os quais o PT, o PMDB e o PP, a imagem da presidente sofreu abalos.

Partidos que apoiam a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência querem explorar, na CPI da Petrobras, as recentes declarações de Costa e de Youssef. Aliado de Dilma, a quem tem ajudado na campanha em seu Estado, a Paraíba, Vital resiste a acatar as sugestões da oposição, sob o argumento de que a CPI não pode ficar “contaminada” pelo ambiente eleitoral.

Preso pela Operação Lava Jato, Youssef também fez acordo de delação premiada com o Ministério Público, a exemplo de Costa, e prometeu revelar tudo o que sabe em troca de redução de sua pena.

Depois de citar o tesoureiro do PT, João Vaccari, como o homem que recebia a propina dos contratos da Petrobras para o partido, Costa disse na delação premiada que a campanha da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann recebeu, em 2010, ajuda de R$ 1 milhão, a pedido de Yousseff, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo. À época, ela foi eleita para o Senado.

Tanto Gleisi como Vaccari negam as acusações com veemência. “Não conheço Alberto Youssef nem Paulo Roberto Costa”, disse a senadora. “Diante de tantas acusações infundadas, o secretário de Finanças vai processar civil e criminalmente aqueles que têm investido contra sua honra e reputação”, afirmou o tesoureiro do PT, em nota oficial.

Vital afirmou que está encontrando dificuldades para marcar as audiências no período eleitoral, mas negou qualquer pressão do Planalto. Youssef está preso e, segundo o presidente da CPI da Petrobras, é preciso acertar muito bem a logística com a Polícia Federal e com a Justiça Federal do Paraná para que o doleiro viaje a Brasília.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Câmara se reúne com bispos e ouve sugestões

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 17:20

Na reunião, o socialista afirmou que o seu governo fará as parcerias que forem necessárias com a Igreja Católica (Foto: Divulgação)

O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se reuniu, nesta segunda-feira (20), com o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e com bispos de diversas regiões do Estado e apresentou suas prioridades quando assumir a gestão, em janeiro de 2015. Na reunião, o socialista afirmou que o seu governo fará as parcerias que forem necessárias com a Igreja Católica.

Também estiveram presentes no encontro o vice-governador eleito, Raul Henry (PMDB), o presidente do PSB, Sileno Guedes, a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), o secretário estadual da Criança e da Juventude, Pedro Eurico, e o ex-vereador Josenildo Sinésio.

“Procurei andar por todo o Estado e conversar com as pessoas com o objetivo de construir um Programa de Governo que tenha as contribuições locais e permita ter um diagnóstico preciso do que vamos fazer nos próximos quatro anos”, explicou Câmara. Os bispos apresentaram reivindicações regionais nas áreas de saúde, educação, estradas, combate às drogas e atendimento aos dependentes químicos.

O governador eleito renovou seus compromissos com a questão da saúde e falou também do seu compromisso com a universalização do acesso às escolas de tempo integral para os estudantes do ensino médio e a implantação do tempo integral também no ensino fundamental.

“Vamos fazer as parcerias que forem necessárias com a Igreja Católica. Vamos estar sempre juntos para mudar as vidas das pessoas. Vou buscar honrar essa confiança que os pernambucanos colocaram em mim”, disse Paulo Câmara.

Os bispos vão elaborar um documento com sugestões e reivindicações das várias paróquias, que será encaminhado posteriormente a Paulo Câmara.







Citada por delator, Gleisi se diz vítima de ‘denuncismo’

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 10:42

Ex-ministra disse que, a poucos dias da eleição, é "vítima pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos" (Foto:Reprodução/Internet)

A senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou neste domingo (19), mais uma vez, ter recebido doação do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Em nota, ela informou que estuda processar Costa, Youssef e o jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo reportagem publicada no domingo pelo Estado, Costa afirmou ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema na Petrobras repassou R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado. Na nota oficial divulgada ontem, a senadora petista disse que, a poucos dias da eleição, é “vítima pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos”. A oposição informou ontem que quer ouvir Gleisi na CPI mista da Petrobras a respeito das suspeitas levantadas.

Questionada ontem sobre o assunto durante entrevista, Dilma evitou responder diretamente sobre a acusação do ex-diretor da Petrobras envolvendo sua ex-chefe da Casa Civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Reta final, nova atitude

Publicado por Branca Alves, em 20.10.2014 às 08:50

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Pelo Datafolha, é de 6% o percentual de indecisos, passíveis de serem convencidos por Aécio Neves ou Dilma Rousseff. Em comparação com as corridas anteriores, de 2002, 2006 e 2010, o índice que o tucano marca, hoje, é o maior dos já conquistados pelo PSDB. Na última disputa, José Serra terminou o 2º turno com 44%. O mineiro, este ano, aparece tecnicamente empatado com a petista – ele com 51% e ela com 49%. Aécio conta com Marina Silva como cabo eleitoral. Dilma, a seu favor, tem Lula, puxador de maior peso, que tem empreendido uma campanha de desconstrução da imagem do mineiro. Tucanos esperam, para quinta e sexta, chumbo grosso. “Só tem 6% de indecisos. A forma que eles têm é desmoralizar o adversário. Vai vir calúnia”, projeta Bruno Araújo. As denúncias envolvendo a Petrobras pesam contra a petista. E a presidente entra, na última semana da disputa, com nova atitude: admitiu ter havido desvio de recursos na Petrobras. Pode gerar novo efeito. A conferir.







E ainda faltam dois debates

Publicado por Branca Alves, em 17.10.2014 às 08:51

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Até o dia do pleito, Dilma Rousseff e Aécio Neves ainda têm, pelo caminho, dois debates: o da Record e o da Globo. O confronto de ontem, promovido pelo SBT, no entanto, parece ter catalisado a apresentação de ataques que, talvez, estivessem reservados para serem usados apenas em último caso. Entraram família e bebida no meio. Antes, até a primeira meia hora, o tema corrupção dominara com folga, diante de uma troca mútua de acusações, por vezes, como se um erro de um justificasse o do outro. Pulando para o lado familiar, se Dilma repisou a questão da irmã do mineiro, ele despejou questionamento a respeito do irmão dela, Igor Rousseff: “Foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel e nunca apareceu para trabalhar”. Dilma não explicou caso do irmão. Indo à questão pessoal, levantou episódio do bafômetro, no qual Aécio, em 2011, não fez o teste. De proposta para o Nordeste, nada. Nem tocaram no assunto. A tirar por esse tom, mais dois debates e a campanha descerá ao subterrâneo.

O confronto de ontem parece ter catalisado a apresentação de ataques que, talvez, estivessem reservados para serem usados apenas em último caso







Sem quórum, CCJ adia análise de recurso de Vargas

Publicado por Branca Alves, em 15.10.2014 às 12:10

Por falta de quórum, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados suspendeu a análise do recurso de André Vargas (sem partido-PR) contra o processo no Conselho de Ética que culminou com a aprovação do pedido de cassação de seu mandato parlamentar. A expectativa agora é que o pedido seja votado só após o segundo turno das eleições.

Apenas 15 membros da CCJ compareceram na manhã desta quarta-feira (15), na sessão. O quórum mínimo exigido nas votações é de 34 deputados presentes. É a segunda semana que o recurso deixa de ser analisado por baixo quórum.

Como não houve convocação de sessão deliberativa no plenário hoje, o presidente da CCJ, deputado Vicente Cândido (PT-SP), acredita que a medida esvaziou a Casa. “(A nova sessão) seria para semana que vem, mas ainda não tem convocação em plenário. Então deve ficar para depois do segundo turno”, acrescentou.

Empenhados no segundo turno das eleições, os deputados só participaram de sessão deliberativa ontem. Os trabalhos da Casa devem ser retomados na última semana do mês. “Ele (Vargas) está tirando benefício da conjuntura”, concluiu Cândido.

O recurso apresentado pela defesa de Vargas na CCJ questiona a condução do processo de cassação iniciado no Conselho de Ética e pede que o tema retorne ao colegiado para que novas testemunhas sejam ouvidas. O ex-petista não disputou a reeleição, portanto seu mandato termina nesta legislatura. “Partimos da linha de que ele deve terminar o mandato”, disse o advogado Michel Saliba.

TSE
Nesta terça-feira(14), a ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entendeu que o deputado deve perder o mandato por desfiliação partidária. Ela é relatora da ação impetrada pelo PT, antigo partido de Vargas. O ministro Gilmar Mendes pediu vista do caso e o TSE adiou a decisão. Nesta manhã, o presidente da CCJ considerou que se o TSE aprovar a perda do mandato, a ação contra Vargas no Parlamento perderá seu objeto.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Vereadores criticam prefeito

Publicado por Branca Alves, em 15.10.2014 às 10:16

Por Tauan Saturnino
Da Folha de Pernambuco

CARPINA – A polêmica envolvendo a exoneração de todos os secretários municipais e cargos comissionados da Prefeitura de Carpina, ocorrida sexta-feira passada, continua sem solução. Até a tarde de ontem, o prefeito Carlos do Moinho (PSB) não tinha expedido qualquer documento oficial nomeando os novos auxiliares, embora tenha falado informalmente com vereadores sobre os possíveis nomes do secretariado. O presidente da Câmara de Vereadores, Tota Barreto (PSB), não descartou a realização de uma sessão extraordinária, caso o gestor não recomponha a administração. “Se amanhã (hoje) ainda não tivermos os secretários anunciados, a Câmara deverá fazer uma reunião extraordinária para ver que medidas podem ser adotadas do ponto de vista judicial e administrativo”, afirmou.

O vereador de oposição Marcelo Pascoal (SD) se queixou de problemas nos serviços públicos causados pela falta de secretários e funcionários, e disse que o número total de exonerados chega a 1.030 e não 400 como foi anunciado na Imprensa. A reportagem não conseguiu ter acesso à informação oficial de exonerações devido à falta de secretários disponíveis. A reportagem procurou o prefeito, mas não conseguiu encontrá-lo na Prefeitura.

“O que vejo é uma total falta de respeito e de compromisso com a cidade. Os órgãos não estão funcionando por conta da falta de funcionários para administrar os setores. Na segunda-feira, teve um cidadão que foi à Prefeitura para tirar um imposto e não pôde fazer isso por causa da falta de funcionários para fazer a escritura de seu imóvel”, contou Pascoal.

Já o vereador Cláudio do Gesso (PSDB), também integrante da bancada de oposição na Câmara, disse não acreditar que as demissões estejam ligadas diretamente ao fato de a filha do prefeito, Cássia do Moinho (PSB), não ter conseguido se eleger deputada federal. Entretanto, o tucano não poupou críticas ao gestor. “O prefeito já está mal das pernas há um tempo e talvez queira colocar a culpa nos funcionários. A administração é ruim. Ele atrasa os salários do funcionalismo público, nunca paga em dia”, disparou.







Secretariado começa a ser especulado

Publicado por Branca Alves, em 15.10.2014 às 09:24

Raul Henry coordenará a equipe de transição de governo (Foto: Wagner Ramos/ArquivoFolha)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Após o período de definições partidárias sobre o comando interno e posição nas eleições, começam as especulações sobre a composição do secretariado estadual na gestão do governador eleito Paulo Câmara (PSB). Os nomes ventilados são os de integrantes que tiveram papel estratégico na coordenação da campanha e que são apostas para compor o núcleo duro da nova gestão. O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes (PSB); o secretário estadual de Administração, José Neto; e o ex-chefe de gabinete do Governo do Estado, Renato Thièbaut.

Sileno Guedes tem o nome especulado para comandar a da campanha nacional, Maurício Rands (PSB), chegou a ser ventilado para o posto, entretanto ele estaria mirando um espaço em um ministério, caso Aécio Neves (PSDB) seja eleito presidente da República. Nome de confiança de Paulo Câmara, José Neto poderia ocupar a pasta da Fazenda ou ficar no atual posto.

Contudo, a avaliação é que as definições só devem ser concretizadas após o desfecho do segundo turno. A expectativa é que o resultado poderia pesar, em especial, no tamanho do espaço do PSDB na gestão. A expectativa também gira em torno da possibilidade de deputados federais ou estaduais serem convocados para a equipe a fim de abrir vagas para os suplentes. Os nomes ventilados são os de Danilo Cabral e Felipe Carreras – ambos do PSB. Entretanto, há uma avaliação que é preciso manter a força da bancada pernambucana no Congresso Nacional.

TRANSIÇÃO
Ficou para a próxima quinta-feira a instalação do escritório de transição do Governo do Estado. O vice-governador eleito Raul Henry (PMDB) assumirá a coordenação geral e terá o auxílio de Cecília Wanderley e Renato Thièbaut. A estrutura será abrigada numa sala cedida pela Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, no empresarial Graham Bell, na Ilha do Leite. O espaço é o mesmo que abrigou a equipe do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB).

O governador João Lyra Neto (PSB) espera conversar com o sucessor ainda esta semana. “Não tem angustia nenhuma com relação a isso. Conversei com ele por 30 minutos em Brasília, ontem (anteontem). Possivelmente, na quinta ou sexta estabeleceremos os próximos passos”, afirmou. Lyra estava em São Paulo com Geraldo Julio, acompanhando o debate entre Aécio Neves e a presidente Dilma Rousseff (PT).







Delgado defende saída de Roberto Amaral do PSB

Publicado por Branca Alves, em 14.10.2014 às 20:10

O presidente do diretório do PSB mineiro, deputado Júlio Delgado defendeu a saída do ex-presidente Roberto Amaral da sigla. Após mais uma manifestação pública de Amaral condenando o apoio do PSB ao candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, o deputado disse que Amaral está “sem clima nenhum” para permanecer na legenda.

“Não tem o menor clima dele continuar no partido”, afirmou Delgado. O deputado disse que ninguém vai expulsar Amaral do partido, mas que é chegada a hora do ex-dirigente se desfiliar. Amaral se recusou a comentar a declaração do deputado. “Eu não respondo a porta-voz”, disse.

Em artigo publicado hoje no jornal “Folha de S.Paulo”, Amaral diz que a aliança com o tucano renega os compromissos estatutários e programáticos do partido, além de jogar pela janela sua história. “Ora, ao dar apoio a Aécio Neves, o PSB resolveu se aliar à social-democracia de direita, abandonando o campo da esquerda”, escreveu o ex-presidente da sigla. Ontem, Amaral foi substituído por Carlos Siqueira no comando do PSB.

Segundo Delgado, a nova direção da legenda trabalha para apaziguar as dissidências e que prova disso é incorporação na nova composição da Executiva dos pessebistas que votaram contra o apoio a Aécio, como os senadores João Capiberibe (AP) e Lídice da Mata (BA).

(Fonte: Estadão Conteúdo)







CPMI da Petrobras quer que STF decida sobre delação

Publicado por Branca Alves, em 14.10.2014 às 13:10

Agência Brasil (Brasília) – Mesmo após dois pedidos negados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), vai insistir em obter o conteúdo da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

“Hoje à tarde vou conversar com o advogado-geral do Senado [Alberto Cascais] que é quem tem competência, em nome da CPI, para ajuizar o mandado de segurança para insistirmos na delação”, disse Vital em entrevista na manhã desta terça-feira (14) à Agência Brasil.

Para Vital do Rêgo, sem as informações da delação, o processo dentro da CPMI não se fecha. Na avaliação do senador, a Corte tem que marcar posição a respeito da competência da CPMI resguardada na Constituição Federal de ter acesso a autos de investigação em juízo. “Eu não entendo [as recusas] e vou querer, com um mandado de segurança, uma posição da Corte que valerá para outros possíveis fatos dessa natureza, vou querer um posicionamento do colegiado”, disse.

“Você tem o [conteúdo] geral, mas não tem o específico. Eu vou insistir com a posição do Supremo porque é uma posição emblemática, é uma posição simbólica que o Supremo tem que marcar. Esses mesmos poderes a Constituição Federal conferiu à CPI.

O presidente da CPMI criticou o fato de partes do conteúdo da delação terem vazado para a imprensa. “Eu acho que tudo tem que ser publicizado desde que não incorra em segredo de justiça. Aquilo que é segredo de justiça, é crime vazar. Não se pode ter vazamentos colocados na mídia que tem consequências e a CPI, que é um órgão de investigação, que a Constituição garante esses poderes especiais, não ter acesso”, reclamou.

Por pressão dos partidos de oposição, que querem uma reunião de emergência para tratar das informações prestadas no último dia 8 por Paulo Roberto Costa ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, Vital veio a Brasília, consultar líderes, por telefone, sobre a viabilidade de uma reunião ainda essa semana, que não deve ocorrer, pois vários parlamentares estão em seus estados, envolvidos na campanha eleitoral para o segundo turno.

Em áudio do depoimento divulgado pela imprensa, Costa diz que parte da propina cobrada de fornecedores da Petrobras era direcionada para atender PT, PMDB e PP.

“Há uma tendência de calendário muito difícil com relação a esse processo, mas eu vim a Brasília fazer essas consultas com o intuito de ter um mínimo necessário de convergência em torno da decisão que nós vamos ter que tomar”, ressaltou.

A próxima reunião oficial da CPMI será no dia 22 de outubro, quando os parlamentares vão ouvir o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza. Ele substituiu Paulo Roberto Costa, que saiu da Petrobras em abril de 2012.







PSB e PPS negociam fusão para somar forças

Publicado por Branca Alves, em 14.10.2014 às 11:45

Com o objetivo de somar forças e ganhar peso no Congresso Nacional, aliados na campanha da ex-senadora Marina Silva, do PPS e do PSB negociam uma fusão. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, dirigentes dos dois partidos se reunirão nesta terça-feira (14) e esperam concretizar a união no próximo mês, logo após o segundo turno das eleições presidenciais.

A sigla manteria o nome do PSB e teria uma bancada de 44 deputados no próximo ano, atingindo a quarta posição na Câmara em números, atrás de PT, PMDB e PSDB. Segundo a coluna, a promessa é cria uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos.

A publicação traz ainda que o PSB vai tentar incorporar ou formar um bloco com siglas nanicas, a exemplo do PEN e do PHS. O primeiro elegeu dois deputados federais e o segundo, cinco.

De acordo com o presidente do PPS, Roberto Freire, as conversas pela fusão começaram no ano passado, ainda com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Para ele, o reencontro será “ideológico e histórico das forças da esquerda”.







Prefeito demite 400 cargos comissionados

Publicado por Branca Alves, em 14.10.2014 às 09:39

Demissões na Prefeitura teriam sido pela baixa votação da filha do gestor na cidade (Foto: Maurício Ferry/Folha de Pernambuco)

Por Tauan Saturnino
Da Folha de Pernambuco

O prefeito de Carpina, Carlos do Moinho (PSB), terá que nomear sua nova equipe de secretários ainda hoje, caso deseje que a Câmara de vereadores da cidade não questione o motivo da exoneração de cerca de 400 cargos comissionados, além de todos os secretários do Executivo municipal. Na última sexta-feira, o gestor expediu um ofício onde retirava dos quadros da administração pública a totalidade dos ocupantes destes cargos, sob a justificativa de que o percentual máximo de gastos com pessoal tinha extrapolado o limite legal, ou seja da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Apesar da justificativa oficial para as demissões ser a contenção de despesas públicas, o comentário entre a população é de que a dispensa em massa foi fruto de uma retaliação da parte do prefeito por conta da baixa votação de sua filha, a ex-candidata a deputada estadual, Cássia do Moinho (PSB), no município. Ela teve 5.757 votos na cidade, dos 39.832 que obteve no total, e não conseguiu se eleger.

A reportagem esteve na casa do prefeito, mas não encontrou o gestor. A primeira dama de Carpina, Alberice Mendes, secretária municipal de Saúde, exonerada, esteve em reunião com advogados, em sua casa, durante a tarde e não atendeu à equipe da Folha de Pernambuco. Já o presidente da Câmara de Carpina, Tota Barreto (PSB), disse que não podia se pronunciar sobre o assunto, mas declarou que caso não seja feita a nomeação de novos secretários, a Casa fará um pedido de informações formal sobre o assunto hoje à noite.

“Reservo-me o direito d não fazer comentários sobre as especulações. O ato de exoneração foi administrativo e é uma prerrogativa do prefeito tomar estas medidas. Entretanto, se o prefeito não nomear os secretários amanhã (hoje), a Câmara fará uma reunião extraordinária para pedir informações. Não seria normal um cidade do porte de Carpina passar oito ou dez dias se secretários”, declarou Tota Barreto. A reportagem também tentou contato telefônico com Cássia do Moinho mas ela não atendeu às ligações.







Janot nega pedido de CPI para ver delação de Costa

Publicado por Branca Alves, em 13.10.2014 às 19:28

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, negou pedido da CPI mista da Petrobras para ter acesso à íntegra da delação premiada feita pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), também já havia rejeitado pedido com idêntico teor feito pela CPI, pela presidente Dilma Rousseff, por meio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), para ter acesso às declarações de Costa.

Na resposta de quatro páginas encaminhada à CPI, Janot faz uma digressão histórica e legal sobre os limites de atuação das comissões parlamentares de inquérito e de procedimentos de colaboração premiada a fim de justificar a recusa em repassar as informações ao colegiado.

Janot disse, inicialmente, que designou há cerca de seis meses uma força-tarefa de integrantes do Ministério Público Federal para participar das investigações que envolvem a Operação Lava Jato. Ele disse que tem supervisionado e coordenado direta e constantemente os trabalhos do grupo e ressaltou estar convicto de que tomou todas as providências necessárias para uma “investigação imparcial e responsável” dos fatos.

O procurador-geral usou argumentos semelhantes aos de Teori Zavascki para rejeitar o pedido da CPI. Entre eles, o que a delação premiada permanece em sigilo até a apresentação da denúncia criminal feita a partir de provas resultantes dessa colaboração. A decisão de Janot, do dia 9, chegou à CPI no dia seguinte, na sexta-feira passada. Diante das negativas, a CPI mista da Petrobras ameaça entrar no próprio Supremo Tribunal Federal com um mandado de segurança a fim de que o plenário da Corte decida sobre se a comissão tem ou não direito à íntegra dos depoimentos de Paulo Roberto Costa.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Marina e Siqueira fazem as pazes

Publicado por Branca Alves, em 13.10.2014 às 09:45

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Até o sábado, Marina Silva não havia tido contato com Aécio Neves. Mas já não era surpresa para ela que ele apresentaria, no Recife, a “senha” para conseguir seu apoio. As cartadas foram sincronizadas e parte de um processo de construção. Não à toa, Carlos Siqueira – que assume a presidência nacional do PSB – cuidou de se retratar para que não restassem arestas. O contato reservado não foi tornado público. Siqueira telefonou para Marina, na sexta, se disse arrependido e pediu desculpas pelo rompante de ter abandonado, após a morte de Eduardo Campos, a campanha. Atribuiu a movimentação brusca à emoção do momento. A ex-senadora já havia ido à mesa com FHC. Novo conforto foi encontrado, por ela, ao ver Renata Campos afiançar apoio ao tucano. No sábado, após Aécio comprometer-se, via documento, com propostas caras à Rede, Marina falou com ele, pela primeira vez, por telefone, quando ele almoçava na casa de Renata. Trocaram cumprimentos. Ontem, ela declarou voto nele.

Siqueira telefonou para Marina, na sexta, se disse arrependido e pediu desculpas pelo rompante de ter abandonado,
após a morte de Eduardo Campos, a campanha.







Eleição no PSB amplia predomínio do Estado

Publicado por Branca Alves, em 13.10.2014 às 09:13

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O diretório nacional do PSB se reúne, hoje à tarde em Brasília, para definir o novo comando do partido para mandato de três anos, com posse marcada para dezembro. O encontro deve consolidar a força do diretório de Pernambuco na instância nacional, com a confirmação de seis nomes na chapa encabeçada pelo pernambucano Carlos Siqueira. Mesmo sem apoio para permanecer no comando da sigla, o presidente interino, Roberto Amaral, negou os pedidos dos diretórios estaduais do Amapá e de Alagoas para adiar a convocação.

Além da presidência do partido, o diretório pernambucano contará com o governador eleito Paulo Câmara, na primeira vice-presidência; o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), na secretária-geral; o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB), na terceira vice-presidência; o governador João Lyra Neto (PSB) e o ex-vice-prefeito do Recife Milton Coelho (PSB) nas secretarias especiais; e Dora Pires permanece na secretaria-geral da agremiação.

Entre os votantes, o Estado possui o maior número de diretorianos, com 19 representantes. O Espírito Santo é o segundo com nove, seguido de São Paulo (7) e Minais Gerais (5). Socialistas que discordaram da decisão de apoiar a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB) não devem ter espaço na nova executiva. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) e a ex-prefeita Kátia Born (PSB-AL) são membros da Executiva que apoiam a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Entre os socialistas pernambucanos, a expectativa é que não surja mais problemas. Fernando Bezerra Coelho acredita em “decisão consensual” em torno do nome de Carlos Siqueira e Geraldo Julio. Membro do diretório nacional, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges (PSB), também acredita no consenso e que possíveis divergências serão “pessoais e localizadas”. “Já há um consenso. Pode haver alguma divergência, algum descontentamento localizado e de pessoas, mas isso vai ser superado pelo entendimento da grande maioria”, avaliou. Para o parlamentar, a força do diretório local vem da eleição estadual, quando a sigla elegeu oito deputados federais.