Política

Da Folhapress

Depois de sofrer um ataque e ser rasgado na sexta (29), o Pixuleko, boneco inflável do ex-presidente Lula vestido de presidiário, reapareceu neste domingo (30) consertado e com esquema de segurança reforçado. Cinco seguranças e um gradil foram contratados por cerca de R$ 2 mil e levados para isolar o boneco do público na avenida Paulista. “Se a gente não fizer isso a petralhada ataca de novo”, afirmou Carla Zambelli, líder do movimento Nas Ruas.

O Pixuleko foi inflado na altura da alameda Ministro Rocha de Azevedo, na frente do prédio onde funciona Tribunal de Contas da União (TCU) em São Paulo, para pressionar o tribunal a agilizar a análise de supostas irregularidades na conta do governo Dilma em 2014.

Líderes dos movimentos pró-impeachment também recolhiam assinaturas para um manifesto contra a corrupção.
Para animar os manifestantes, que se aglomeravam em torno do boneco e em cima da ciclovia da Paulista, a organização providenciou um alto falante que era usado para fazer discursos contra Dilma e Lula e tocar músicas diversas.
A trilha sonora foi do hino brasileiro a adaptações de músicas famosas.

“Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer”, trecho de Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré, virou “Dilma vai embora, o Brasil não quer você. Leva junto o Lula e os vagabundos PT”. Os organizadores se revezavam no megafone para cantar junto. O ato está previsto para acontecer até às 14h deste domingo.


O ex-presidente Lula critica a tentativa de criminalizá-lo (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Da Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em discurso neste sábado (29), em evento promovido pela Prefeitura de São Bernardo do Campo, que o PT é vítima de uma “tentativa de criminalização” e que ele próprio busca explicação para “o ódio” e a raiva “irracional” contra o partido.
O maior líder do petismo arrematou a fala de mais de uma hora dizendo que “a direita desse país resolve dizer que o Lula está morto, que o Lula já era”, mas que ele vai reagir. “Você só consegue matar um pássaro se ele ficar parado no galho olhando para você. Então, é o seguinte: eu voltei a voar outra vez”, afirmou.

O ex-presidente disse que vai voltar a falar, dar entrevista e andar pelo país para responder aos adversários e dar “um sossego” para sua sucessora, Dilma Rousseff. “Como eu tenho as costas largas e já apanhei um pouco nessa vida, vou ver se dão um pouco de sossego para a Dilma e voltam a se incomodar comigo”, afirmou.

A fala ocorre um dia depois de Lula admitir a possibilidade de ser candidato nas próximas eleições. O petista disse que sentiu necessidade de voltar a se expor porque “as pessoas não me deixam em paz. Os adversários só falam de mim”.
O discurso foi feito em um seminário com a participação do ex-presidente uruguaio Jose “Pepe” Mujica.

Lula relembrou conversas que teve com líderes políticos como Hugo Chávez e Mujica para dizer que todo homem que se sente insubstituível “quando pensa isso já está nascendo nele um ditador”. Mas a verdade, continuou, “é que não se cria líderes como você faz pão”.

Ele voltou a dizer que há um processo contra o PT movido pelas elites inconformadas pela melhoria de vida dos pobres.
“Preferem ir no parque para o cachorro fazer cocô do que ver uma mãe pobre passeando com o filho”, afirmou.

PREOCUPADO
Numa fala repleta de mensagens veladas ao governo Dilma e ao seu próprio partido, Lula disse que hoje é “um cidadão mais preocupado do que antes”. “O político parte do pressuposto que as pessoas tem de ser agradecidas a ele. (…) Mas a verdade é que quanto mais você faz, mas eles se sentem no direito de querer.”

Num momento de avaliação do cenário, mas sem mencionar o governo federal, defendeu que prefeitos do PT dialoguem com suas cidades. “As coisas estão mal, estão mal. Então vou dizer para o povo o porquê”, recomendou.

Lula disse que seu partido deve voltar às origens e se mostrar como verdadeiro interlocutor do povo. Ele disse ainda que é preciso modificar costumes. Citou prefeitos de sua sigla que, questionado sobre a qualidade da educação, dizem que está “fantástica”. “É aí eu pergunto, onde o seu filho estuda? Se é na particular não está tão fantástica assim.”


Vice assume lugar de prefeita ostentação foragida

Publicado em 29.08.2015 às 15:13

Da Folhapress

A vice-prefeita de Bom Jardim (a 275 km de São Luís, no Maranhão), Malrinete Gralhada (PMDB), assumiu o comando da prefeitura nesta sexta-feira (29) no Fórum da cidade. Ela foi empossada pelo juiz Cristovão Sousa Barros, da 2ª Vara Criminal. A posse deveria ter ocorrido na Câmara de Vereadores, mas um desencontro com o presidente da Casa impediu que isso ocorresse.

A cidade estava sem comando desde que a prefeita Lidiane Leite da Silva (PP), 25 anos, fugiu após ter a prisão decretada pela Justiça por causa da “Operação Éden”, da Polícia Federal. Na quinta-feira (27), a Justiça determinou que a vice assumisse o cargo imediatamente.

Suspeita de desviar recursos de escolas municipais, Lidiane está foragida desde o dia 20 de agosto. Ela ficou conhecida por publicar nas redes sociais fotos em que aparece ostentando luxo.

A “Operação Éden” apura fraudes em licitações, desvio de dinheiro e transferências bancárias irregulares.
O advogado Carlos Sérgio de Carvalho Barros disse à Folha que a prefeita pretende se entregar e está em situação de “absoluto sofrimento”.

Enquanto ainda estava no cargo, Lidiane gostava de compartilhar “selfies” nas redes sociais segurando taças de champanhe ou fazendo poses com amigas e com um personal trainer. Também comentava sobre suas compras.
“Devia era comprar um carro mais luxuoso porque graças a Deus o dinheiro está sobrando”, escreveu.

Além da Polícia Federal, o Ministério Público do Maranhão e a Polícia Civil também participam das investigações. Os ex-secretários municipais Antônio Cesarino e Beto Rocha foram presos.


Da Folhapress

A afirmação do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não terá condições de comandar a Câmara dos Deputados caso vire réu no processo da Lava Jato causou insatisfação nesta sexta-feira (28) e desgastou a relação entre tucanos e peemedebistas.

Deputados dessas duas legendas, que dão sustentação política a Cunha, disseram ter sido pegos de surpresa com a
declaração de Aécio, dada em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do programa “SBT Brasil”.

O próprio Cunha, que está em viagem a Nova York, manifestou grande descontentamento a tucanos mais próximos, entre eles o líder da bancada tucana na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Ele recebeu desses deputados a garantia de que Aécio iria a público amenizar o tom da declaração.

A assessoria do presidente do PSDB chegou a anunciar uma entrevistas coletiva de Aécio para esta sexta, ocasião em que ele falaria da recessão da economia e de “outros assuntos”, mas a fala foi cancelada.

Ao “SBT Brasil”, Aécio afirmou que com eventual decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar a denúncia do Ministério Público contra Cunha “fica muito difícil a permanência” do deputado na presidência da Câmara.

“A aceitação da denúncia por parte do Supremo [Tribunal Federal] tira as condições, acredito eu, mínimas de condução da Câmara dos Deputados.”

Cunha é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ser destinatário de US$ 5 milhões desviados dos cofres da Petrobras. Caso o plenário do STF decida aceitar a denúncia, é aberto o processo contra o peemedebista e ele vira réu.

Integrantes de partidos de esquerda com o PSOL e o PT pedem o afastamento de Cunha desde já, mas nos bastidores o presidente da Câmara ainda conta com sólido apoio, incluindo o dos principais líderes da bancada de deputados tucana.

Aécio, porém, já havia manifestado em reunião a portas fechadas com senadores de oposição na terça (25) que era preciso adotar um discurso mais coerente em relação às suspeitas de corrupção no país.

O PSDB pede a saída de Dilma Rousseff, entre outras coisas, devido ao escândalo da Lava Jato. Mas vem adotando uma posição bem mais leniente em relação a Cunha, com apoio massivo a ele, nos bastidores, por parte dos deputados do partido.

Renúncia

Os principais integrantes da bancada de deputados do PSDB passaram o dia tentando uma saída para minimizar o desgaste com Cunha. Em outros partidos de oposição, o discurso moderado dos dias anteriores foi mantido, mas com a ressalva de que é preciso aguardar os desdobramentos.

“Há uma denúncia contra o Cunha, mas tem que dar a ele o direito de defesa. Que siga-se o rito que se impõe para o caso. Se houver evidências, ai sim, deve haver o afastamento”, afirmou o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).

No PMDB, as declarações de Aécio foram criticadas. “O PMDB não concorda com essa leitura. O Eduardo Cunha não pode esperar solidariedade da oposição e certamente não terá. É precipitada essa posição do Aécio Neves, já que tem de prevalecer a presunção de inocência”, disse o líder da bancada do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).

Nos bastidores, porém, integrantes do partido já discutem um possível cenário de renúncia, com discussão sobre uma lista prévia de nomes peemedebistas que poderiam disputar a eleição da Câmara no caso da saída de Cunha.

Entre os cotados estão o atual ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, que retomaria seu mandato de deputado. O nome é do agrado do vice-presidente, Michel Temer. Contariam com o apoio de Cunha Manoel Júnior (PB) e Picciani.

PT

Até o momento, as lideranças partidárias das maiores legendas têm procurado evitar adesão ao movimento contrário ao presidente da Câmara. Na última semana, o PT precisou agir em peso para não permitir que deputados assinassem o manifesto encabeçado pelo PSOL que pede a saída de Cunha da presidência da Casa.

Ana Perugini (PT-SP) chegou a aderir ao movimento. Minutos antes da divulgação da lista, porém, ligou para o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), e pediu a retirada de seu nome.

Mesmo com todos os esforços do líder na Casa, Sibá Machado (AC), o PT é a maioria dos apoiadores do manifesto “fora Cunha”, com 18 entre os 35 apoiadores.

A cautela do PT foi costurada por Lula, que chegou a conversar com Sibá na última semana, avaliando que a situação política na Câmara ficaria “desgovernada” se o partido se voltasse oficialmente contra Cunha ou liberasse sua bancada para isso.

A mesma avaliação foi feita pelo presidente petista, Rui Falcão, em jantar na última segunda com o líder do governo José Guimarães (PT-CE).


Lula afirma que vai trabalhar para a oposição não vencer a disputa (Foto: Instituto Lula/Divulgação)

Um dia depois de montar um palanque e dizer que estava em comício, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (28) que, “se for necessário”, será candidato novamente em 2018.

A declaração foi feita em entrevista à “Rádio Itatiaia” em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, onde Lula estreou uma série de viagens que pretende fazer pelo Brasil para tentar recuperar a popularidade do PT e da presidente Dilma Rousseff.

Questionado se seria candidato em 2018, ele não descartou a possibilidade. “Não posso dizer que sou, nem que não sou [candidato]. Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas”, afirmou. “Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai ser candidata e que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições.”

É a primeira vez que Lula admite a possibilidade, já manifestada abertamente pela direção do PT desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2014. Ao comentar a Operação Lava Jato, o ex-presidente negou que ele ou Dilma soubessem de um esquema de pagamento de propinas na Petrobras.

“Eu até gostaria de ter sabido antes. Eu não sabia, a Polícia Federal não sabia, a imprensa não sabia, o Ministério Público não sabia, a direção da Petrobras não sabia”, afirmou.

“Só se ficou sabendo depois que houve um grampeamento e pegou um tal de Youssef [Alberto Youssef], que já tinha passagem pela polícia, falando com outros caras.” Após Montes Claros, Lula seguiu para Belo Horizonte e participará de um evento organizado pela CUT nesta sexta. Ele também se reúne com o governador Fernando Pimentel (PT).

Na tarde de quinta (27), Lula também se encontrou a portas fechadas com prefeitos da região. Ele recebeu uma homenagem e, segundo presentes, afirmou que o país sairá da situação de crise “muito antes do previsto”.


Priscila coloca no ar site para fiscalizar governo

Publicado em 27.08.2015 às 19:00

Monitora Pernambuco já apresentou alguns dados do governo de Pernambuco (Foto: Cecilia Sá Pereira/Divulgação)

Lançada nesta quinta-feira (27) na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), a plataforma colaborativa de fiscalização dos compromissos do governo estadual Monitora Pernambuco – coordenada pela deputada Priscila Krause (DEM) – já apresentou seus primeiros dados: de acordo com o monitor de promessas, índice que aponta o andamento das obras e ações, 80% das promessas de campanha ainda não foram iniciadas, 9% estão em andamento, 5% paradas e 4% estão concluídas.

Entre as ações concluídas, aparecem a implantação do Passe Livre para os estudantes da rede estadual, a criação do programa Ganhe o Mundo Esportivo e a instalação de um escritório de projetos para auxiliar as prefeituras. Entre os atrasados aparecem a ampliação do programa Ganhe o Mundo para três mil embarques por ano e a ampliação do Parque Dois Irmãos. Estão parados, por exemplo, a implantação de um Armazém da Criatividade em Petrolina e a conclusão da navegabilidade do Capibaribe.

De acordo com Priscila Krause, o Monitora Pernambuco é uma prestação de serviço à sociedade e vem ao encontro da necessidade de aproximar o poder público da população. “Diante de toda a crise, é preciso que se modifique a prática de fazer uma campanha cheia de promessas desconectadas da realidade. Essa é uma cultura cujo tempo já passou”, registrou Priscila.

Ela explicou que os 151 compromissos monitorados pela equipe técnica foram retirados do Programa de Governo da Frente Popular de Pernambuco, que embasou a eleição do atual governador Paulo Câmara (PSB). A democrata seguiu a lógica proposta pelo próprio governo estadual, o Monitora Pernambuco, que é dividido em quatro eixos e quinze temáticas. Entre elas, as que possuem maior número de compromissos são: Mobilidade e Logística (30), Segurança Pública (30) e Saúde (25).

Baseada na iniciativa do Monitora Recife, lançada em abril de 2013, o Monitora Pernambuco apresenta modernizações em relação à plataforma anterior: o monitor de promessas, por exemplo, possibilitará ao internauta visualizar graficamente o conjunto número das obras e ações fiscalizadas, bem como acompanhar esses índices de forma regionalizada.

O internauta também poderá consultar as ações prometidas para cada região do Estado individualmente, por meio de um mapa disposto na página inicial. Ao internauta, também caberá enviar informações sobre o andamento de obra ou ação por meio da aba “fiscal-cidadão”.


Álvaro Porto ataca arrocho do governo Dilma

Publicado em 26.08.2015 às 22:10

O deputado Álvaro Porto (PTB) anunciou, nesta quarta-feira (26), a realização de audiência pública para discutir a crise financeira enfrentada pelos municípios de Pernambuco em decorrência dos cortes no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), da suspensão de convênios federais e do aumento de atribuições impostas às prefeituras. Em discurso na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), o petebista destacou que as prefeituras vêm sendo penalizadas com queda de receita e aumento de despesas, o que acarreta demissões e piora na oferta de serviços públicos.

“Não é por acaso que ouço, diariamente, queixas de prefeitos preocupados com a impossibilidade de honrar compromissos e cumprir com as suas obrigações. A maioria está administrando apenas para pagar a folha salarial. E muitos, nem isso conseguem mais. A cada demanda que chega é um ‘deus nos acuda’”, disse Porto.

Na opinião do petebista, a situação ainda tende a se agravar porque, sem recursos, as prefeituras serão obrigadas a demitir. “Com mais gente desempregada, o efeito cascata comprometerá de vez a economia dos municípios, que, em sua maioria, depende do FPM para sobreviver”, completou.

Porto lembrou que a política desoneração de impostos, implantada ainda em 2008 pelo governo Lula, vem garfando os municípios desde lá, uma vez que a compensação se deu justamente com o corte de repasses federais para as prefeituras.

“Entre 2008 e 2014, Caruaru, por exemplo, deixou de receber mais de R$ 123 milhões. Salgueiro perdeu R$ 41 milhões e Quipapá ficou sem R$ 26 milhões”, destacou.

“Por isso tudo, não é exagero afirmar que essa segunda administração de Dilma Rousseff caminha para se consolidar como o governo que enterrou os municípios”, disse.

A audiência pública, cuja data provável é 14 de setembro (está se tentando agendar), pretende reunir senadores, deputados federais e todos os prefeitos do estado.

“Entendo que os prefeitos devem buscar saídas junto aos deputados federais. Afinal, os representantes Pernambuco na Câmara podem e devem pressionar o governo federal em Brasília”, relatou o parlamentar.


Socialista citou os gastos do prefeito de Petrolina com os festejos juninos (Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco)

Presidente municipal do PSB em Petrolina, o deputado estadual Miguel Coelho teceu várias criticas à gestão do prefeito do município sertanejo, Júlio Lóssio (PMDB). Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quarta-feira (26), o parlamentar foi questionado se existia algum ponto positivo na gestão do peemedebista. Ele respondeu, de forma irônica, que a administração teve destaque nos festejos juninos de 2015.

“O São João que ele faz é bom mesmo e tenho que tirar o chapéu. Porque uma prefeitura, em um ano de crise como esse, consegue gastar R$ 10 milhões numa festa de São João de uma semana, tem que ser bom”, alfinetou Coelho.

Cotado como um dos possíveis nomes para disputar as eleições para a Prefeitura de Petrolina no próximo ano, Miguel Coelho se esquivou e afirmou que o PSB ainda não tem preferência por um nome. Segundo ele, a intenção do deputado Lucas Ramos (PSB) de disputar o cargo não o incomoda.

“Quem quiser ser candidato que construa sua viabilidade, que viabilize nesses critérios que citei (pesquisas, unidade…). Se o momento chegar e for Lucas (Ramos) a melhor escolha, não tem problema nenhum”, disse.

Sobre as coligações para as eleições em Petrolina, o parlamentar negou qualquer hipótese de uma aproximação entre o PSB e o PMDB no município. Vale lembrar que o deputado Lucas Ramos, por vezes, troca afagos e defende a união com Júlio Lóssio.

“Uma orientação, que é do governador Paulo Câmara, do senador Fernando Bezerra Coelho, do presidente Sileno Guedes e também minha posição, que estou lá toda semana, é que o PSB e o PMDB não falam o mesmo idioma. Até porque a gente não consegue conversar com quem nos chama de bandido, poste, ladrão”, disparou o socialista.

“Então esse tipo de conversa é inviável. Não possível ter uma conversa com alguém que lhe acusa nesses termos que citei. Até porque o PMDB local é muito bom de fantasia e de propaganda, porque de resto está deixando muita a desejar na cidade”, completou.


Ex-prefeito afirmou que partido não pode ter outra disputa interna (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

Mais de dois anos depois da disputa à Prefeitura do Recife, não qual foi vetado pelo partido para concorrer à reeleição, o ex-prefeito João da Costa (PT) ainda mostra ressentimento com o caso. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (24), o petista teceu uma análise sobre a situação da legenda em âmbito nacional. Segundo ele, “O PT não pode cometer o mesmo erro que o PT cometeu aqui comigo”.

“A gente não pode fazer uma disputa interna de quem é a favor ou contra Dilma. Isso não existe. Pode ser contra, sem dizer que é oposição e sem fazer uma disputa interna”, relatou João da Costa.

O ex-gestor reafirmou que o partido precisa se reinventar. “O PT vai ter que ter a coragem de enfrentar uma situação como essa e fazer uma reflexão sobre erros cometidos por seus dirigentes e militantes”, disse.

João da Costa também explicou a importância do partido lançar candidato à PCR. “O PT tem condições de apresentar um projeto para a cidade do Recife pelo que fez e porque o PT, se quer continuar sendo um partido conhecido que influencia e disputa o poder em Pernambuco, tem que apresentar proposta, tem que disputar eleição. O PT em Pernambuco é quase obrigatório apresentar um projeto para o Recife”, avaliou o ex-prefeito.


O deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB) deixou a sessão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na tarde desta segunda-feira (24), para embarcar para Brasília. Lá o petebista vai se encontrar com a bancada federal do partido, além ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto (PTB), e do senador Humberto Costa (PT).

O motivo do encontro não foi revelado pelo parlamentar, mas acontece três dias após a visita da presidente Dilma Rousseff (PT), em que o governador Paulo Câmara (PSB) participou de todas as agendas ao lado da petista.

Com informações de Tauan Saturnino, da Folha de Pernambuco.


Há 61 anos, suicidava-se Vargas

Publicado em 24.08.2015 às 10:06

Getúlio Vargas governou o Brasil, com mão de ferro, por mais de 18 anos (Foto: Site todos os presidentes/Divulgação)

Por Alex Ribeiro
Na Folha de Pernambuco

Conhecido como um dos grandes líderes políticos da história do País, Getúlio Vargas foi o principal protagonista no fim da chamada “Velha República” em 1930, quando chegou à Presidência da República. No poder, fez um governo marcado pelo autoritarismo e populismo. Seu primeiro mandato teve duração ininterrupta de 15 anos, de 1930 até 1945 – e dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como chefe do ”Governo Provisório”; de 1934 até 1937 como presidente da República do Governo Constitucional, tendo sido eleito pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e, de 1937 a 1945, como presidente-ditador, durante o Estado Novo, implantado após um golpe de estado. Voltou ao poder em 1951, quando foi eleito por voto direto. Ficou no cargo até 24 de agosto de 1954, quando se suicidou. Na ocasião, enfrentada uma forte pressão da oposição, da imprensa e até de militares que queriam sua saída do Palácio do Catete, então sede da Presidência, no Rio de Janeiro. Sessenta e um anos após sua morte, sua política econômica ainda é, de certa forma, adotada no Brasil.

Apesar do discurso de uma nova era pós-Vargas, proclamado pelo PT, em 1980, logo após a sua fundação, o partido da estrela vermelha, ao chegar à Presidência da República, em 2003, acabou bebendo da fonte Varguista. “No começo o PT não era Varguista. Havia uma rixa com os varguistas. Só que ao chegar à Presidência ele (o PT) não tinha uma política clara. (…) Lula não era Vargas, que era voltado a política social também, mas ainda mais direcionado a política de consumo. A própria aproximação entre sindicato, capital e Estado, do modelo varguista, continuou no PT. Eles não conseguiram acabar com isso ”, argumentou o professor de Ciências Políticas da Universidade de Campinas (Unicamp), Valeriano Costa.

Uma das diferenças entre Vargas e o PT era, claro, o contexto histórico. Em meados do século XX, a concentração populacional brasileira era no meio rural. A industrialização ainda estava engatinhando e o número de sindicatos era muitos reduzido em relação ao período do governo petista. O eterno líder pedetista acabou criando um modelo formal de legislação para “beneficiar” os trabalhadores – a Consolidação das Leis do Trabalho – através da qual os trabalhadores puderam ter direito a férias anuais, descanso semanal remunerado e jornada de oito horas diárias. No entanto, como poucos participavam desses grupos, muitos trabalhadores ainda demoraram longos anos para ter acesso a estes direitos.

“Vargas iniciou esse modelo de incorporação (aos trabalhadores). Ele virou referencial para todo o resto (dos presidentes do Brasil). Lula, por exemplo, tinha que incorporar aqueles que estavam fora do mercado de trabalho. Isso ele fez. Ele simbolicamente deu continuidade, só que em outra conjuntura”, explicou Costa. “O governo criou em 1940 um subsidio, que correspondia a um dia de salário e que era pago aos sindicato por trabalhadores, sendo eles sindicalizados ou não. Desse modo, os sindicatos existentes não passavam de organizações de “fachada”, coordenadas pelos chamados “pelegos”, que estavam mais comprometidos com os interesses dos patrões e do governo do que com o trabalhador”, analisou Moraes.

O pensamento político e econômico Varguista ficou ainda mais evidente, segundo os especialistas, durante a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). Gaúcha e militante do PDT, antes mesmo de se filiar ao PT, a chefe do Executivo carrega em seu DNA, mesmo que indiretamente, o pensamento getulista. “Ela (Dilma) levou essa visão desenvolvimentista de Vargas ao PT. Uma política voltada para o desenvolvimento tendo o Estado como locomotiva que arrasta todo o resto do País”, afirmou Costa.


Integrantes do PMDB próximos ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizem que a possibilidade de que o PT assine em peso o manifesto pelo afastamento dele do cargo é o ingrediente que pode unificar a bancada e deflagrar uma guerra contra a presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, após a inclusão de alguns petistas na lista e a declaração do presidente do PT, Rui Falcão, de que as acusações eram muito graves, Cunha disse ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) que, caso a ação do PT se amplie, vai exigir uma “resposta institucional” do PMDB.

Ainda segundo a publicação, após a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha, seus aliados tentam, agora, levar o ex-publicitário Marcos Valério para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Valério foi condenado pelo mensalão e disse ao Ministério Público em 2012 que o PT usou recursos da estatal para abafar investigações do caso Celso Daniel – prefeito do município de Santo André (SP) assassinado em 2002.

Aliados do presidente da Câmara ensaiam argumento para contestar o pedido de parlamentares para que ele se afaste do cargo. Afirmam que o procurador-geral poderia ter pedido sua saída do cargo, mas não o fez.


Heróis de carne, osso e toga

Publicado em 23.08.2015 às 13:40

(Arte: Liz França/Folha de Pernambuco)

Por Anderson Bandeira
Da Folha de Pernambuco

Nas histórias em quadrinhos (HQs), o arquétipo dos super-heróis sempre é invocado em cenários de caos social. Ao longo da história recente da democracia brasileira, os enredos da vida política, em muito, se confundem com as páginas dos HQs. Em momentos de crise política, figuras emblemáticas do Judiciário têm assumido o personagem de “salvador da pátria”, se tornando uma espécie de justiceiro, que muito lembra Batman, Homem Aranha, entre outros.

A juíza aposentada Denise Frossard, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e mais recentemente o juiz federal, Sérgio Moro – que comanda as investigações da Operação Lava-Jato, são alguns desses personagens que ganharam a simpatia e a admiração popular, encarnando o papel de combater o “mal” e acabam sempre sendo lembrados em manifestações e outros eventos populares.

De acordo com o cientista político Antônio Henrique Lucena, da Universidade Federal Fluminense (RJ), esse tipo de fenômeno é fruto da crise de representatividade existente na classe política. O tensionamento, segundo o especialista, é justificado pelos sucessivos escândalos envolvendo denúncias de corrupção e outros crimes. Diante deste cenário, parte da população acaba passando a enxergar estes personagens, especialmente, os juízes como combatentes efetivos “do mal”. “Então, eles terminam ganhando um certo protagonismo”, avalia.

Ainda segundo Lucena, a boa impressão cultivada pela maior parte da população acerca dos magistrados tem influência direta da característica do sistema político-administrativo brasileiro, que mantém a independência dos poderes. Segundo ele, umas das inspirações dos manifestantes – desta e de outras gerações – pela figura do juiz, como alguém que lhe representa, é por acreditar que eles podem fazer a justiça necessária. Entretanto, Lucena faz uma ressalva, ao lembrar que os magistrados são uma peça de uma engrenagem bem maior, que envolve policiais, promotores e uma infinidade de outros profissionais. O ganho de evidência dos magistrados é, em parte, explicada pela exposição maciça na mídia.

PERSONAGENS
Foi assim em 1993, quando Denise Frossard, então juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, colocou na cadeia 14 dos principais líderes da cúpula do jogo do bicho e do crime organizado carioca. A repercussão de seu trabalhou ganhou fama internacional, mas teve um preço alto. Frossard viveu anos sob a proteção de policiais. Sofreu inúmeras ameaças contra si e familiares. Na época, estampou capas de revistas e ganhou homenagens de instituições de todo o País. Em 1998, foi eleita senadora pelo PPS. Em 2002, disputou e ganhou uma vaga na Câmara Federal. Em 2006, protagonizou uma dura disputa pelo governo do Rio, perdendo para o hoje ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Nas ruas era chamada de “mulher maravilha”, “dama de ouro”, em alusão a Kate Marrone – uma policial dura na queda, vivida pela atriz norte-americana Jamie Rose.

Em 2013, em meio ao escândalo do Mensalão, foi a vez do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, ganhar muito mais que 15 minutos de fama. Responsável pela condenação de políticos envolvidos no esquema, Barbosa teve o seu nome cogitado, inclusive, para a disputa presidencial de 2014. Nascido de uma família pobre, em Paracatu, interior de Minas Gerais, surpreendeu desde cedo por sua inteligência e capacidade de superação. Chegou a um dos cargos mais importantes do País ao presidir o STF, entre os anos de 2012 e 2014. No Carnaval de 2013 centenas de máscaras com seu rosto se espalharam pelas ruas das principais cidades brasileiras. Era o “homem da capa preta” para uns, Batman para outros. Mas sua personalidade forte, as vezes chegando ao destempero, acabou “quebrando” seu brilho. Durante sua atuação no comando da Corte mais alta do País, protagonizou discussões acaloradas e fez declarações ácidas contra seus pares, jornalistas, advogados e outros profissionais. Em abril deste 2014, em uma conversa com representantes de classe jurídica, acusou os juízes de participarem de “maneira sorrateira” da aprovação pela Câmara dos Deputados da criação de quatro novos tribunais regionais, o que envolveria um gasto bilionário para a União. Causou outro mal-estar cujas feridas até hoje não cicatrizaram. De super-herói, passou a ser visto pela opinião pública como uma figura polêmica e impaciente.

SUPER-MORO
Em março de 2014, com a deflagração da Operação Lava-Jato – que investiga o esquema de corrupção, lavagem e desvio de dinheiro instalado na Petrobras – o jovem e elegante juiz Sérgio Moro ganhou imediatamente a simpatia e admiração de milhares de brasileiros. Responsável pela prisão de mais quase três dezenas de lobistas, empresários, doleiros, agentes públicos e ex-parlamentares, é a bola da vez.

Nas últimas manifestações populares contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), obteve destaque em dezenas de cidades. Ganhou boneco gigante no Recife, máscaras de papel em Minas Gerais, estampa de camisetas em Fortaleza, além de cartazes e faixas em diversas outras localidades. É disputado pela imprensa nacional e internacional e quando anda na rua, não raramente é parado com pedidos de autógrafos e selfies. Uma celebridade. Resta saber quanto tempo seu brilho irá durar.

CONFIANÇA
Apesar dos inúmeros escândalos de corrupção, que terminam por desgastar a imagem do Brasil ao redor do mundo – diminuindo a credibilidade frente a investidores – analistas políticos consideram, como um ponto positivo, no atual momento de crise político-econômica e moral, o fortalecimento das instituições democráticas. Para o cientista político e sociólogo, Rudá Ricci, “quanto mais duras e autocráticas, mais confiáveis.


Paulo Câmara marca presença em festa de Jarbas

Publicado em 22.08.2015 às 17:16

Governador foi um dos convidados da comemoração (Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco)

Como já é tradição, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) promove, em sua casa de praia no Janga, no Paulista, o famoso cozido de aniversário. A festa reúne, neste sábado (22), alguns nomes da política local, a exemplo do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), além de amigos, familiares do peemedebista e imprensa.

Entre os políticos que marcam presença, o vice-governador Raul Henry (PMDB), os deputados estaduais Ricardo Costa (PMDB) e Tony Gel (PMDB). O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), não foi à festa, pois não foi convidado. Segundo a agenda oficial do gestor, ele participa, nesta tarde, de corrida pelas ruas da capital pernambucana.

Também marcaram presença o ex-secretário de Finanças da Prefeitura do Recife Roberto Pandolfi, o ex-deputado Bruno Rodrigues (PSDB), o secretário de Segurança do Recife, Murilo Cavalcanti (PMDB). Jarbas comemora seu aniversário ainda ao lado dos filhos Adriana, Ana, Andrea e Jarbinhas.

(Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco)

O governador se serviu do cozido e, descontraído, bateu papo com o deputado numa roda de conversa. Paulo Câmara se disse contra o impeachment e afirmou que vai aguardar também o posicionamento de Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República.

Com informações de Roberta Jungmann.


Beth Carvalho sempre teve militância na esquerda (Foto: Reprodução da Internet)

Do Congresso em Foco

A cantora Beth Carvalho foi surpreendida pelas manifestações anti-Dilma de domingo (16), no Rio de Janeiro. O carro de som do movimento Vem pra Rua tocou a música Vou festejar, gravada com sua voz. Para mostrar seu “repúdio” e “insatisfação”, ela publicou nota dizendo que o movimento está em “dissonância absoluta” com os seus posicionamentos políticos.

O samba, composto por Jorge Aragão, Neoci Dias e Dida, foi imortalizado na voz de Beth. “A música Vou Festejar, gravada primeiramente em 1978, sempre representou movimentos de esquerda e de abertura política como as Diretas Já e o segundo turno de Lula contra o Collor em 1989.”

Ainda completou: “Acho que o uso de Vou Festejar é inclusive uma evidência clara da total despolitização ou intenção de despolitizar do movimento #Vem Pra Rua.”

A nota, divulgada pela jornalista Conceição Lemes, no site Viomundo, foi escrita pela própria Beth. Segundo a jornalista, um colega de trabalho entrou em contato com ela dizendo que a cantora estava “indignadíssima” com o uso descontextualizado de sua voz.

A sambista, que é filha de João Francisco Leal de Carvalho (cassado em 1964 pela ditadura militar), é eleitora de Lula e Dilma. Beth ressaltou que sempre esteve ao lado de lideranças políticas como Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chavez, Leonel Brizola e João Pedro Stédile.

Confira a nota completa:

“Gostaria de saber de quem foi a INFELIZ ideia de colocar a música “Vou Festejar” (de Jorge Aragão, Neoci Dias e Dida), gravada com a minha voz, em um carro de som da passeata do dia 16/08 organizada pelo movimento #Vem Pra Rua?

Tal movimento está em dissonância absoluta tanto com os meus posicionamentos políticos, como com o que esta música representa historicamente. Não poderia ser usada em hipótese alguma.

Para que fique bem claro, eu, Beth Carvalho sempre me posicionei ao lado de líderes como Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chavez, Leonel Brizola, João Pedro Stédile. Inclusive, a música “Vou Festejar”, gravada primeiramente em 1978, sempre representou movimentos de esquerda e de abertura política como as Diretas Já e o segundo turno de Lula contra o Collor em 1989.

Para completar a dissonância, os maiores mestres culturais da minha vida são em sua maioria negros e pobres – Nelson Cavaquinho, Cartola, Candeia. E, não tolero a homofobia que vem sendo explicitada nestas passeatas.

Desta forma gostaria de manifestar meu absoluto REPÚDIO e insatisfação.

Acho que o uso de “Vou Festejar” é inclusive uma evidência clara da total despolitização ou intenção de despolitizar do movimento #Vem Pra Rua. Minha voz e meu samba não os representa nem hoje, nem ontem, nem nunca. Tomarei as providências cabíveis e exijo uma retratação pública.

Beth Carvalho”