Economia

Da Agência Brasil

O resultado do Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2015, divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a economia brasileira está há cinco trimestres sem crescer em relação aos trimestres imediatamente anteriores.

De abril a junho de 2015, a soma das riquezas produzidas pelo Brasil caiu 1,9% em relação a janeiro, fevereiro e março, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2009. Nos três primeiros meses deste ano, a economia caiu 0,7% em relação aos últimos meses de 2014.

O segundo semestre do ano passado foi marcado por taxas estáveis. No quarto trimestre, não houve variação do PIB e, no terceiro, a economia variou positivamente 0,1%, o que não é considerado crescimento pelo IBGE.

Já no segundo trimestre de 2014, houve uma queda de 1,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, o último de crescimento da economia brasileira, que subiu 0,7%.

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, disse que todas as atividades econômicas foram afetadas. “O PIB é a medida síntese da economia. Existe uma deterioração de praticamente todos os indicadores econômicos”, acrescentou. Segundo Rebeca, “existe uma turbulência política e indicadores econômicos fracos que estão tendo impacto importante sobre praticamente todas as atividades econômicas”.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB caiu 2,6%, quinta retração seguida nos números trimestrais e também a mais intensa desde o primeiro trimestre de 2009.


Economia brasileira cai 1,9% no segundo trimestre

Publicado em 28.08.2015 às 10:20

Da Agência Brasil

O Produto Interno Bruto do Brasil teve queda de 1,9% no segundo trimestre de 2015, na comparação com o primeiro trimestre, informou nesta sexta-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mostra que a soma das riquezas produzidas no Brasil nos meses de abril, maio e junho foi R$ 1,428 bilhões.

Nos primeiros seis meses de 2015, a retração acumulada da economia brasileira foi 2,1%, segundo o IBGE. O Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2015 ficou 2,6% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado.

A maior queda foi registrada na indústria, que teve redução de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A agropecuária teve queda de 2,7% e o setor de serviços recuou 0,7%. O consumo do governo cresceu 0,7%.

As exportações de bens e serviços aumentaram 3,4% no segundo trimestre, em relação ao três primeiros meses do ano, e as importações caíram 8,8%. A despesa de consumo das famílias caiu 2,1% ante o trimestre anterior.

A retração da indústria foi mais intensa na construção civil, que apresentou desempenho 8,4% menor que no primeiro trimestre. A indústria da transformação teve queda de 3,7%.

No setor de serviços, o comércio caiu 3,3%, os serviços de transporte, armazenagem e correio recuaram 2% e os serviços de informação, 1,3%. Os serviços de administração, saúde e educação pública tiveram a maior alta, de 1,9%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor agropecuário foi o único a apresentar alta, de 1,8%. De acordo com o IBGE, o bom desempenho de alguns produtos com safra no segundo trimestre e a produtividade contribuíram para o resultado. Em um ano, houve crescimento de 11,9% para a soja, 5,2% para o milho e 4,4% para o arroz. A produção de café e feijão caíram 2,2% e 4,1%, respectivamente.

A queda da indústria em relação ao ano passado chegou a 5,2%, puxada pela indústria de transformação, que recuou 8,3%. O setor de serviços caiu 1,4% em relação a 2014, com queda de 7,2% no comércio atacadista e varejista.

O desempenho das exportações e importações na comparação interanual foi influenciado por uma desvalorização cambial do real de 38% entre o segundo trimestre de 2014 e o deste ano. As exportações de bens e serviços subiram 7,5% e as importações caíram 11,7%.

As despesas de consumo das famílias também tiveram queda maior na comparação com 2015 que em relação aos primeiros meses de 2014. De acordo com o IBGE, o indicador recuou 2,7%, a segunda queda consecutiva. Fatores como inflação, juros, crédito, emprego e renda pesaram para que o resultado fosse negativo.


Da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negou nesta quarta-feira (26) que o governo esteja preparando um decreto permitindo que as empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato possam pagar multas e indenizações à Petrobras e à União, de modo a gerar receitas extras.

“Não estou preparando nenhum decreto. Não tem questão de receitas extras, nada disso”, afirmou o ministro, após sair de uma reunião com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.

Segundo Levy, as únicas estratégias do governo para conseguir receita extra são a aprovação do projeto de lei que prevê a repatriação de patrimônio no exterior, de origem lícita e não declarado à Receita Federal, e o Programa de Redução de Litígios Tributários (Prorelit), para quitação de débitos vencidos com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.


Petrobras anuncia captação de R$ 3 bi

Publicado em 26.08.2015 às 11:37

Da Folhapress

A Petrobras informou nesta quarta-feira (26) que fará nova captação de recursos no mercado. Desta vez, a operação será uma emissão de debêntures – títulos de dívida – no valor de R$ 3 bilhões.

Neste ano, a empresa já buscou dinheiro com bancos chineses, bancos estatais brasileiros e por meio da emissão de bônus no mercado internacional.

Segundo nota distribuída pela companhia, os recursos da nova operação serão usados para investimentos, rolagem de dívida e custeio de despesas já realizadas.

Com uma dívida superior a R$ 300 bilhões, a Petrobras é tida como a petroleira mais endividada do mundo.


Desemprego no 2º trimestre do ano atinge 8,3%

Publicado em 25.08.2015 às 10:40

Da Agência Brasil

O desemprego, no Brasil, atingiu 8,3% no segundo trimestre de 2015, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Trimestral (Pnad Contínua Trimestral), elaborada pelo IBGE, a população desocupada – equivalente a 8,4 milhões de pessoas – subiu 5,3% em comparação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2014, subiu 23,5%.

A taxa cresceu tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2015, que chegou a 7,9%, quanto com o segundo trimestre de 2014, que foi 6,8%. No segundo trimestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da Federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).


Da Agência Brasil

Após a estabilidade da semana passada, a projeção de instituições financeiras para a inflação, neste ano, caiu. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 9,32% para 9,29%. A estabilidade e a queda vieram depois de 17 semanas seguidas de aumento na projeção do IPCA. A estimativa consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em pesquisa a instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

Para 2016, a projeção de inflação é menor do que a deste ano, mas subiu pela terceira semana seguida, ao passar de 5,44% para 5,50%. A meta de inflação é 4,5%, com limite superior de 6,5%. Essa meta é definida pelo Conselho Monetário Nacional, formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do BC. Cabe ao BC manter a inflação dentro da meta estipulada. Quando isso não ocorre, a entidade tem de enviar carta ao Ministério da Fazenda, explicando o que levou o índice a extrapolar a meta.

Na tentativa de trazer a inflação para o centro da meta, o BC elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes seguidas. A entidade prevê que a inflação vai convergir para a meta em 2016 e indicou que não deve elevar mais a Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro. Segundo o BC, os efeitos de elevação da Selic levam tempo para aparecer.

Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano até o fim de 2015 e ser reduzida em 2016. A projeção mediana, que desconsidera os extremos da estimativa, para o fim de 2016 passou de 11,88% para 12% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle da inflação.

Demais projeções
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,67% para 7,69%, este ano. Para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), a estimativa permanece em 7,74%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), este ano, também não foi alterada (9,23%).

Na sexta piora seguida, a estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens e serviços produzidos no país – passou de 2,01% para 2,06%, este ano. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,76%. Para 2016, a expectativa de retração passou de 0,15% para 0,24%, no terceiro ajuste seguido.

Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve apresentar retração de 5,20% este ano, contra 5% previstos na semana passada. Em 2016, a expectativa é de recuperação do setor, com crescimento de 1%, a mesma estimativa anterior.


Dívida pública cresce 0,78% e chega a R$ 2,6 tri

Publicado em 24.08.2015 às 10:50

Da Agência Brasil

A Dívida Pública Federal teve elevação de 0,78% em julho, em comparação a junho. O valor passou de R$ 2,583 trilhões para R$ 2,603 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Tesouro Nacional.

No mês de julho, as emissões da Dívida Pública Federal (DPF) corresponderam a R$ 51,24 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 71,06 bilhões. O resultado foi um resgate líquido de R$ 19,82 bilhões.

O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta (com destinação específica).

O aumento da dívida do Tesouro Nacional também pode ocorrer pela assinatura de contratos de empréstimo. Nesse caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição financeira ou de um banco de fomento.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 0,52% e passou de R$ 2,462 trilhões para R$ 2,475 trilhões. A DPMFi é a dívida pública federal em circulação no mercado nacional e é captada por meio da emissão de títulos públicos. O motivo da elevação, informou o Tesouro Nacional, foi a incorporação de juros à dívida, no valor de R$ 29,54 bilhões.

A Dívida Pública Federal Externa (DPFe) registrou, em julho, elevação de 6,14% em comparação ao resultado do mês anterior, chegando a R$ 128,72 bilhões, equivalentes a US$ 37,93 bilhões, dos quais R$ 117,69 bilhões (US$ 34,68 bilhões) referem-se à dívida mobiliária (títulos) e R$ 11,03 bilhões (US$ 3,25 bilhões), à dívida contratual. A variação deveu-se, destacam os técnicos, principalmente à desvalorização do real em relação às moedas que compõem o total da dívida externa.

DPFe é a dívida pública federal existente no mercado internacional paga em outras moedas. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima a Dívida Pública Federal, em 2015, entre R$ 2,45 trilhões e R$ 2,6 trilhões.


Da Agência Brasil

A Receita Federal está enviando cartas a 450 mil contribuintes que apresentaram indícios de inconsistência nos dados informados na Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2015. O objetivo é alertar esses contribuintes para a possibilidade de autorregularização, por meio da retificação da declaração. Neste momento estão sendo avisados aqueles com imposto a pagar ou saldo zero.

De acordo com o Fisco, se o contribuinte corrige a declaração escapa da autuação e das multas.

A Receita informou que apenas os contribuintes com imposto a restituir estão consultando o site da Receita, a fim de verificar a situação e, por isso, passou a enviar um aviso para os que têm problemas na declaração.

Os primeiros contribuintes a receber a carta foram os que residentes nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os que moram nos demais estados e no Distrito Federal deverão receber o aviso até setembro.

A autorregularização pode ser feita pelo site da Receita Federal, sem a necessidade de ir às unidades do órgão. O contribuinte pode consultar o extrato de sua declaração para verificar o motivo da retenção.

Para ter acesso ao extrato, o contribuinte deve localizar a página do e-CAC, no portal da Receita Federal, onde também estão outras informações relativas ao Imposto de Renda. Quem enviou as informações e identificou algum erro deve fazer a retificação para sair da malha fina.

Para utilizar o e-CAC, o contribuinte precisará ter um código de acesso gerado na própria página da Receita ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada.

Para gerar o código, terá de informar o número do recibo de entrega das declarações de Imposto de Renda dos dois últimos exercícios. A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita a consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).


PE fecha 9.483 postos de trabalho em julho

Publicado em 22.08.2015 às 14:10

Da Redação
Com Folhapress

O mercado formal fechou 9.483 empregos celetistas em Pernambuco, no último mês de julho, seguindo com comportamento apresentado no cenário nacional, que perdeu 157.905 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e aponta o quarto mês seguido de eliminação de postos com carteira assinada no País. No Estado, o setor mais afetado foi o de Serviços (-3.766), seguindo pela Construção Civil (-2.880), pelo Comércio (-2.409) e pela Indústria de Transformação (1.586); resultado positivo apenas para a Agropecuária (+1.283). O comportamento é semelhante ao nacional onde Serviços (-58 mil), Comércio (-34,5 mil) e Construção civil (22 mil) também tiveram cortes expressivos. O saldo do setor agropecuário foi igualmente positivo: 24,5 mil. Este foi o primeiro julho com corte de vagas formais da série divulgada pelo Ministério, com início em 2002.

No ano, o País já perdeu 494,4 mil vagas. A região Nordeste foi a que, proporcionalmente, mais perdeu empregos formais, com o fechamento de 190,4 mil vagas no ano, ou 2,8% do estoque do final de dezembro. Em Pernambuco, nos sete primeiros meses de 2015, quase 78 mil vagas formais foram fechadas (-5,6%); nos últimos 12 meses, o acumulado é de -59.707 vagas (-4,34%). Na Região Metropolitana do Recife (RMR), o declive no mercado formal de trabalho foi de 1,05% (-9.401 postos). O Recife é responsável pela perda de 5.041 empregos (-0,91%); Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, onde fica o Complexo de Suape, registraram, juntos, a perda de 1.456 empregos formais.

O Sudeste perdeu 1,2% das vagas no período, enquanto o Centro-Oeste foi a única região com saldo positivo de empregos (0,89%). Ontem, o IBGE informou que o desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País aumentou para 7,5% em julho, ante 6,9% no mês anterior, refletindo a elevação do número de pessoas que procuram ocupação.


Inflação em 12 meses sobe para 9,57%

Publicado em 21.08.2015 às 11:10

Da Folhapress

Com a menor pressão dos alimentos e das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial voltou a desacelerar em agosto, mas não o suficiente para evitar que o acumulado em 12 meses subisse a 9,57%.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, ficou em 0,43% em agosto, desacelerando em comparação a julho (0,59%) e, pela primeira vez neste ano, abaixo de 0,50%, segundo divulgou o IBGE nesta sexta-feira (21).

Os analistas esperavam a desaceleração da taxa no mês. Economistas consultados pela agência internacional Bloomberg projetavam o IPCA-15 em 0,43% para o mês e de 9,57% para os 12 meses.

A taxa de 12 meses é a maior desde dezembro de 2003 (9,86%) e está bem acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), de 6,5% – o centro da meta é de 4,5%.

A taxa acumulada em 12 meses continuou subindo porque o índice de agosto, apesar de ter desacelerado na comparação com julho, é o maior para o mês desde 2004 (0,79%). Em agosto do ano passado, foi de apenas 0,14%.

Um dos responsáveis por isso foi, novamente, a energia elétrica, que avançou 2,60% em agosto e contribuiu com 0,10 ponto percentual da prévia da inflação em agosto. O avanço foi resultado do reajuste de distribuidoras em São Paulo e Curitiba.

Houve ainda reajustes em companhias de saneamento no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia, o que puxou a inflação de água e esgoto para 1,39% neste mês de agosto.

Os preços administrados – como energia elétrica, água e esgoto e gasolina – foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação desde o início deste ano.

De janeiro a agosto, a inflação acumula 7,36%, segundo o IBGE.

SETORES
O grupo de transporte, com baixa de 0,46%, foi um dos principais responsáveis pelo recuo do índice no mês. O motivo foi a queda dos preços das passagens aéreas, que caíram 25,06%. Automóveis novos (-0,41%) e usados (-1,20%) também ajudaram no mês.

As passagens aéreas estão entre os preços mais instáveis dos índices de inflação, sofrendo forte variação entre a alta e baixa temporada.

Outra influência positiva para a desaceleração do índice no mês veio do grupo de alimentação e bebidas, que teve alta de 0,45% no mês, inferior aos 0,64% de julho, informou o IBGE.

Entre os alimentos que ficaram mais baratos estão batata-inglesa (-9,51%), açaí (-8,51%), tomate (-6,67%), feijão-preto (-4,30%), feijão-fradinho (-4,26%) e óleo de soja (-1,14%).


Bolsa tem nova queda com aumento do desemprego

Publicado em 20.08.2015 às 12:23

Da Folhapress

O aumento do desemprego acima do esperado por analistas do mercado contribui para a desvalorização da Bolsa brasileira nesta quinta-feira (20). A possível denúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro e a queda dos principais índices internacionais também pesam.

Às 11h06, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, tinha queda de 1,03%, para 46.106 pontos.

No mercado cambial, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha queda de 0,49%, para R$ 3,476, às 11h06. Já o dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, tinha desvalorização de 0,02%, para R$ 3,486, no mesmo horário.


Da Agência Brasil

Empregos com carteira assinada e o rendimento real habitual do trabalhador brasileiro registraram queda em julho deste ano, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os empregos com carteira assinada somaram, em julho, 11,3 milhões nas seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). De acordo com o IBGE, o número caiu 3,1% em relação a julho de 2014. Isso significa que há – no mercado de trabalho – menos 359 mil pessoas com carteira assinada.

Na comparação com junho deste ano, também houve uma queda, de 1,5%, no número de pessoas com carteira assinada. Os empregos sem carteira assinada somaram 1,98 milhão: houve estabilidade – no que se refere aos trabalhadores sem carteira – tanto na comparação com junho deste ano, quanto na comparação com julho de 2014.

A população ocupada total nas seis regiões metropolitanas ficou estatisticamente estável em ambas as comparações temporais, em 22,8 milhões de pessoas.

Entre os grupamentos de atividades, os postos de trabalho mantiveram-se estáveis em todos eles, na comparação com junho deste ano. Na comparação com julho do ano passado, houve quedas na oferta de postos de trabalho na indústria (-4%) e na construção (-5,2%). Os itens educação, saúde e administração pública registraram aumento de 4,2% na população ocupada.

Rendimento real
O rendimento real habitual do trabalhador brasileiro caiu 2,4% em julho deste ano, em seis das principais regiões metropolitanas do país, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a PME, o rendimento ficou em R$ 2.170,70 em julho deste ano. Em julho de 2014, o rendimento em valores atuais, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), era R$ 2.223,87.

Na comparação com junho deste ano, no entanto, o rendimento em julho ficou estatisticamente estável.

Na comparação com julho de 2014, o único segmento de atividades que teve alta no rendimento foi educação, saúde e administração pública (0,7%). Os seis demais segmentos tiveram queda: construção (-9,6%), indústria (-3,7%), comércio (-3,6%), serviços prestados às empresas (-3,3%), serviços domésticos (-2,2%) e outros serviços (-1,9%).

No setor privado, no mesmo tipo de comparação temporal, houve queda tanto no rendimento dos empregos com carteira assinada (-3,4%) quanto naquele dos empregos sem carteira (-6%).

Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pela PME, na comparação com o ano passado, houve aumento nos rendimentos em Porto Alegre (1,6%) e Salvador (1,3%). As demais tiveram queda: São Paulo (-3,5%), Recife (-3%), Belo Horizonte (-2,9%) e Rio de Janeiro (-2,8%).


Da Agência Brasil

A taxa de desemprego nas seis das principais regiões metropolitanas do país chegou a 7,5% em julho deste ano, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é superior ao nível de 6,9% de junho deste ano e aos 4,9% de julho de 2014.

O índice é também o mais alto para o mês de julho desde 2009, quando foi registrada uma taxa de 8%. A população desocupada ficou em 1,8 milhão, crescimento de 9,4% em relação a junho deste ano e de 56% em relação a julho de 2014. Isso significa que mais 662 mil pessoas buscaram trabalho entre julho do ano passado e julho deste ano.

A população ocupada ficou estatisticamente estável em ambas as comparações temporais, em 22,8 milhões de pessoas. A PME inclui as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.


Da Folhapress

A economia do Brasil segue na trajetória de retração, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Banco Central. O indicador de atividade econômica IBC-Br apresentou queda de 2,49% nos primeiros seis meses do ano.

Na comparação mensal, a economia nacional apresentou queda de 0,58% em junho deste ano.

Considerando o resultado obtido em junho de 2014, a queda é de 1,20%. No resultado acumulado em 12 meses, o país encolheu 1,64%.

No segundo trimestre de 2015 houve queda de 1,89%. O resultado é ainda pior que o observado no primeiro trimestre, quando a economia registrou retração de 0,88%.

Economistas definem que um país está em “recessão técnica” quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda.

O IBC-Br é utilizado como referência na avaliação do ritmo da economia brasileira. Em sua composição existem indicadores que medem o desempenho dos setores de agropecuária, serviços e indústria.

Apesar do indicador de atividade do BC não ter relação direta com os dados oficiais do PIB (Produto Interno Bruto), calculados pelo IBGE, o mercado financeiro considera o IBC-Br como uma espécie de sinalizador do desempenho real da economia.


Emprego na indústria recua 1% em junho

Publicado em 19.08.2015 às 11:15

Da Agência Brasil

O total de pessoas empregadas na indústria brasileira caiu 1% em junho deste ano, em comparação a maio. Essa é a sexta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 4,1% no ano, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários (Pimes), divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com junho do ano passado, houve perda de 6,3% dos postos de trabalho. O emprego industrial acumula quedas de 5,2% no ano e de 4,6% no período de 12 meses.

A queda de 6,3% na comparação com junho do ano passado foi provocada por recuos nos 18 ramos de atividades pesquisadas pelo IBGE, com destaque para meios de transporte (-11,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,9%), produtos de metal (-11,8%), máquinas e equipamentos (-8,9%) e alimentos e bebidas (-3%).

O número de horas pagas aos empregados também apresentou queda nas quatro comparações temporais, de 0,6% na comparação com maio deste ano, de 6,3% na comparação com junho de 2014, de 5,8% no acumulado do ano e de 5,3% no acumulado de 12 meses.

Já a folha de pagamento real teve aumento de 1,3% na comparação com maio, mas apresentou quedas nas outras três comparações: com junho de 2014 (-7,1%), acumulado do ano (-6,1%) e acumulado de 12 meses (-4,7%).