Economia

Paulo se prepara para dificuldades econômicas

Publicado por Daniel Leite, em 20.12.2014 às 13:42

Paulo Câmara e secretários traçam estratégias para 2015 (Foto: Roberto Pereira/Divulgação)

A primeira reunião entre o governador eleito Paulo Câmara (PSB) e o secretariado, realizada na manhã deste sábado (20), serviu para delimitar a forma como os trabalhos irão ser conduzidos na nova gestão. Diante de previsões que apontam redução de receitas para o próximo ano, o grupo se debruçou em traçar metas econômicas que possam reduzir os gastos públicos.

Em conversa com os jornalistas após o encontro, realizado no escritório de transição, no bairro da Ilha do Leite, Paulo Câmara comentou os desafios que a sua equipe terá que enfrentar. “O Governo Federal vai fazer ajustes. E já mostrou isso, principalmente na política fiscal. E isso inclui gastar menos. Quando se gasta menos, dependendo do tipo de gasto, pode ou não afetar parcerias que estão ocorrendo com estados e municípios”, explicou.

Com o intuito de se preparar para este cenário, os secretários debateram com a economista Tânia Bacelar as projeções. Ela apresentou pesquisas e dados científicos sobre a economia mundial, com ênfase nas oportunidades que Pernambuco pode oferecer para conseguir superar esta fase. O futuro secretário de Educação, Fred Amâncio, também tratou das metas econômicas de Pernambuco, a partir da explanação sobre o projeto Pernambuco 2035, que delimita os investimentos e prioridades a serem adotadas à longo prazo.

Para minimizar as projeções negativas, Paulo Câmara garantiu que o Estado pode manter um ritmo de crescimento maior do que o próprio governo federal. “Temos muitos projetos em andamento. Se continuarmos esse ritmo de crescimento que nós estamos tendo nesses últimos anos, Pernambuco esse ano vai crescer mais de 2% do PIB. O Brasil não vai crescer. Se mantivermos esse ritmo de crescer mais de dois pontos do que o Brasil a gente tem tudo para superar bem todo tipo de dificuldade que haja em 2015″, afirmou.

Questionado sobre o corte de 20% dos gastos com cargos comissionados anunciado, Câmara afirmou que ainda vai estudar como a reforma administrativa se dará e não deu mais detalhes sobre o assunto.

Aproximação com Dilma
Paulo fez questão de comentar o encontro que teve com a presidente Dilma Rousseff (PT), no ato de diplomação em Brasília, realizado nesta quinta-feira (18), para transparecer que não há dificuldades de aproximação entre os dois. Na ocasião, a petista teria se colocado à disposição para continuar com os investimentos em Pernambuco. Neste sentido, o socialista frisou que está na hora de desmontar os palanques, para trabalhar os projetos e parcerias com o governo federal. A estratégia é não prejudicar a destinação de recursos para o Estado, que passará por contenção de gastos em 2015.







Petrobras inicia operação na Refinaria Abreu e Lima

Publicado por Daniel Leite, em 17.12.2014 às 14:08

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (17), o início da comercialização de combustíveis na Refinaria Abreu e Lima, instalada em Pernambuco. Com a operação da refinaria, a empresa projeta a redução da importação de derivados de petróleo. Abreu e Lima produzirá, prioritariamente, óleo diesel, que responde por 70% do rendimento total da unidade.

A venda será para a BR Distribuidora, também da Petrobras, de diesel S-500, com menos teor de enxofre.

A refinaria é pivô das investigações da Polícia Federal de um suposto esquema de corrupção na empresa. A Operação Lava Jato investiga um possível superfaturamento na construção da Abreu e Lima, que iniciou orçada em US$ 2,5 bilhões e foi concluída por US$ 18,5 bilhões.

“Cumprimos o orçamento com muita luta e briga”, disse Graça Foster, presidente da Petrobras, durante encontro de fim de ano com a imprensa, na sede da empresa, no centro do Rio.

Investimento
A executiva informou também que no próximo ano deverá ter um investimento “ligeiramente” menor que o executado em 2014. Graça confirmou que a companhia renegocia dívidas para evitar a cobrança antecipada dos títulos em função da não divulgação do balanço financeiro da companhia.

A executiva não quis antecipar valores ou porcentuais de redução de investimentos, mas avaliou que a depreciação do câmbio e da cotação internacional do petróleo vai afetar o planejamento da companhia. Em contrapartida, ela destacou o “aperto” de custos internos da Petrobras, com corte de gastos que acumulam R$ 7,4 bilhões no acumulado dos três trimestres deste ano.

A avaliação é de que a redução de investimentos não deve comprometer a curva de produção. “Os efeitos dessa diminuição eventual que se faça nos investimentos não tendem a ter impacto significativo imediato. Estamos verificando isso com bastante cuidado, mas essa não é a nossa principal preocupação”, afirmou José Formigli, diretor de Exploração e Produção da companhia.

Já a presidente Graça Foster, avalia que a companhia não terá “problemas de financiabilidade”. “Nós acreditamos que vamos atender as expectativas do auditor independente para não nos dar ressalvas e reconhecer o balanço. Estamos renegociando dividas que poderiam ser aceleradas”, afirmou a executiva.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Crise na Petrobrás piora o cenário para a economia

Publicado por Daniel Leite, em 16.12.2014 às 09:00

A crise na Petrobrás pode prejudicar dois pontos-chave da economia brasileira: os investimentos e o setor externo. A piora provocada pela estatal na economia vai se somar ao cenário já ruim para o ano que vem: a economia brasileira deverá crescer pouco – menos de 1% -, e a inflação continuará pressionada, próxima ao teto da meta. O envolvimento da Petrobrás e grandes construtoras num esquema de corrupção é investigada na Operação Lava Jato. Nas últimas semanas, o agravamento das denúncias tem produzido impactos no andamento dos projetos da companhia.

A Petrobrás detém uma grande fatia dos investimentos programados para a economia brasileira no ano que vem. A estatal planeja investir cerca de R$ 100 bilhões – a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deverá ficar entre R$ 800 bilhões e R$ 900 bilhões, segundo estimativa da Tendências Consultoria Integrada. “É difícil mensurar quanto desse investimento pode ser realmente afetado, quanto vai deixar sair do papel, mas deve haver algum impacto”, afirma Alessandra Ribeiro, economista da Tendências.

O estrago da Petrobrás nos investimentos pode ser ainda pior quando se leva em conta o efeito multiplicador. Para cada real gasto, R$ 1,9 é gerado na economia como um todo. “Se estamos falando (de um peso da Petrobrás) de 10%, com o efeito multiplicador, chega ao redor de 20%”, diz a economista. A melhora do investimento se tornou fundamental para o avanço da economia brasileira. Por muitos anos, o consumo das famílias funcionou como o motor do PIB brasileiro, o que não ocorre mais. Dessa forma, era esperado que o investimento suprisse essa lacuna.

Por ora, há um desânimo com o crescimento previsto para a economia do País em 2015. A expectativa do relatório Focus, feito pelo Banco Central, estima um crescimento de 0,69%. Para o economista-chefe do banco de investimentos BTG Pactual, Eduardo Loyo, a crise da Petrobrás adiciona incerteza na economia, num momento em que se esperava uma melhora. O fim do processo eleitoral e a credibilidade do ajuste na política econômica a ser liderado pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, eram dois fatores que poderiam trazer confiança. “Há uma quantidade de ruídos e fricções no cenário tanto político quanto empresarial associado a esse caso da Petrobrás. Esse cenário de ruídos e fricções pode acabar tendo sobre o desempenho da atividade, em particular sobre o apetite dos investimentos, efeito semelhante ao que houve ao longo de 2014”, diz.

A possível lentidão dos investimentos da Petrobrás também deve tornar difícil a recuperação consistente do comércio internacional, no médio e longo prazo. Neste ano, o Brasil deverá ter um déficit comercial de petróleo e derivados de cerca de US$ 21,5 bilhões, segundo projeções da consultoria GO Associados. Na balança comercial como um todo, o cenário é desalentador. Entre janeiro e novembro, o déficit acumulado é de US$ 4,22 bilhões – o pior resultado para o período desde 1998.

“A empresa poderia reduzir o déficit comercial como forma de compensar o ciclo de baixa de commodities que o mundo vive hoje e que não vai ser equacionado no curto prazo”, diz Fabio Silveira, diretor de pesquisas da GO Associados. Colaboraram Daniela Amorim e Vinicius Neder. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







BC vê recuperação da economia em 2015

Publicado por Daniel Leite, em 11.12.2014 às 10:30

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro, divulgada nesta quinta-feira, 11, ponderou que as taxas de crescimento da absorção interna e do Produto Interno Bruto (PIB) se alinharam e que o ritmo de expansão da atividade doméstica será menos intenso este ano, em comparação com o de 2013. O documento repetiu a avaliação de que a atividade tende a entrar em trajetória de recuperação, mas o horizonte foi reduzido de “no próximo ano”, da ata anterior para “o segundo semestre do próximo ano” agora.

Além disso, o Comitê avalia nesse mesmo parágrafo 22 que, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada. O consumo tende a crescer em ritmo moderado, de acordo com o documento, e os investimentos tendem a ganhar impulso. “Essas mudanças, somadas a outras ora em curso, antecipam uma composição do crescimento de médio prazo mais favorável ao crescimento potencial.”

O cenário de maior crescimento global, combinado com a depreciação do real, milita, na avaliação do Banco Central sobre o componente externo da demanda agregada, no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia brasileira. Pelo lado da oferta, o comitê avalia que, em prazos mais longos, emergem perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria, e também da agropecuária; o setor de serviços, por sua vez, tende a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes.

Para o Comitê, é “plausível” afirmar que esses desenvolvimentos – somados a avanços na qualificação da mão-de-obra e ao programa de concessão de serviços públicos – vão se traduzir numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade. O Comitê ressalta, ainda, que a velocidade de materialização das mudanças acima citadas e dos ganhos delas decorrentes depende do fortalecimento da confiança de empresas e famílias.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Receita libera consulta a último lote de restituição do IR 2014

Publicado por Márcio Didier, em 8.12.2014 às 10:15

A Receita Federal liberou nesta segunda-feira (8) a consulta ao último lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2014. Os contribuintes que não foram listados devem acessar o extrato da declaração para identificar os motivos que o levaram à malha fina. O documento fica disponível no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

A consulta pode ser feita na página da Receita na internet, pelo telefone 146 ou por meio de tablets e smartphones com os sistemas iOS (Apple) ou Android. O dinheiro será depositado no banco no dia 15.

A Receita libera todo ano sete lotes regulares de restituições – o primeiro em junho e o último em dezembro. Nos meses seguintes, à medida que as declarações em malha são corrigidas, vão sendo liberados lotes residuais.

Pelas normas da Receita, a restituição fica disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, usando o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001, nas capitais e 0800-729-0001 nas demais localidades. O número 0800-729-0088 é disponibilizado especialmente para pessoas com deficiência auditiva. Nesse contato, o contribuinte pede o agendamento do crédito em conta-corrente ou em poupança, em seu nome, em qualquer banco.







Em estudo, Levy defendeu política fiscal mais dura

Publicado por Alex Ribeiro, em 7.12.2014 às 16:30

Meses antes de aceitar o convite para ser ministro da Fazenda, Joaquim Levy explicou, em detalhes, o que considerava importante para conduzir a economia rumo a um novo ciclo de crescimento econômico. As sugestões estão no artigo “Robustez fiscal e qualidade do gasto como ferramentas para o crescimento”.

O texto foi publicado em setembro, numa coletânea do Centro de Debate de Políticas Públicas, o CDPP, que funciona em São Paulo. O ponto de partida do artigo é uma constatação: “o Brasil precisa aumentar os investimentos, especialmente em infraestrutura, para garantir um crescimento econômico próximo de 3% ano”, escreveu. Ao longo de 15 páginas, ele detalha como geraria crescimento por meio de mudanças na política fiscal – a política que trata de como arrecadar e gastar o dinheiro público.

O economista Felipe Salto, da Tendências Consultoria, que assistiu a uma palestra de Levy no CDPP, concorda com a abordagem: “Não há como pensar em mudanças estruturais sem passar pelo desmonte dos desequilíbrios fiscais”, diz ele.

Metas 

Reforçando o que já disse no primeiro pronunciamento, uma prioridade para Levy é estabelecer meta para reduzir a trajetória da dívida bruta (a soma das dívidas dos governos federal, estaduais e municipais). Pelas estimativas do Fundo Monetário Internacional, a dívida bruta vai encerrar o ano equivalendo a 65% do Produto Interno Bruto. Levy defende que é preciso que ela fique abaixo de 50%.

Na avaliação de Salto, no melhor dos cenários, não se chega a isso antes de 2021. No entanto, Levy acredita que uma queda, mesmo paulatina, rumo a uma meta clara, atrairá confiança: vai melhorar a nota de risco do Brasil, fazer com que os investidores aceitem pagar menos pelos títulos públicos do País e permitir a redução da taxa básica de juros. Os juros mais baixos vão incentivar as empresas a investir, inclusive utilizando novas fontes de financiamento. “A queda da dívida também facilitará o financiamento da infraestrutura pelo mercado de capitais”, escreve Levy.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Alvo da Lava Jato, Abreu e Lima entra em operação

Publicado por Alex Ribeiro, em 6.12.2014 às 19:30

A Petrobras iniciou neste sábado (6) a produção de derivados de petróleo na Unidade de Destilação Atmosférica da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, na região metropolitana de Recife. Os produtos foram enviados para armazenamento em tanques e esferas da refinaria. Em nota, a Petrobras informou que a primeira carga de petróleo, após o processamento na UDA, gerou gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, diesel e resíduo atmosférico (RAT). Além dos derivados, foi produzido também gás combustível, que será utilizado nos processos da própria refinaria.

A Petrobras foi autorizada a iniciar a produção da refinaria nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) para operar a Unidade de Coqueamento Retardado, responsável pela produção do diesel – o principal foco do complexo de refino.

A autorização, publicada no Diário Oficial da União, limita a capacidade de processamento da unidade. A agência reguladora determinou que a refinaria poderá processar volume de 11.765 m3/dia, o equivalente a 67% da capacidade nominal da refinaria. A Petrobras só poderá operar com carga máxima quando colocar em “perfeito funcionamento” uma unidade responsável pelo controle de resíduos, a Unidade de Abatimento de Emissões (Snox).

A Refinaria de Abreu e Lima, um dos alvos da operação Lava Jato, que investiga esquemas de corrupção na Petrobras, será a maior da estatal em capacidade de produção de diesel quando estiver atuando com capacidade máxima. Com custo inicial previsto de US$ 2 bilhões, a unidade custou US$ 18,8 bilhões.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Medidas macroprudenciais complementam política fiscal, diz Tombini

Publicado por Alex Ribeiro, em 5.12.2014 às 22:40

Após o anúncio da nova equipe econômica, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, parece estar mais confortável para incorporar o tema política fiscal em seu discurso. E voltou a ressaltar o assunto, ausente em seus discursos anteriores. Em evento no Chile nesta sexta-feira (5) o presidente do BC tocou nesse ponto por mais de uma vez. Disse que medidas macroprudenciais são complementares à política fiscal, monetária e ao câmbio flutuante, e que a política monetária e fiscal ajudam o câmbio a ficar mais estável para enfrentar desafios.

Quando foi confirmado à frente do BC por mais quatro anos na semana passada, em mesmo evento no Palácio do Planalto em que foram apresentados os ministros indicados da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, Tombini abordou a questão pela primeira vez depois de muito tempo. “Entendo que o fortalecimento da política fiscal por meio de um processo consistente e crível de consolidação de receitas e despesas, rigorosamente conduzido, deverá, ao longo do tempo, facilitar a convergência da inflação para a meta de 4,5% ao ano”, destacou.

A condução da política fiscal nos últimos anos foi uma pedra no sapato para o BC. A instituição passou a utilizar o modelo que leva em conta o impulso fiscal para medir os impactos (quase sempre negativos) dos gastos públicos sobre a condução da política monetária. A autarquia, sempre de forma discreta, chegou a mencionar aqui e ali por meio de um porta-voz ou documento, que não estava necessariamente satisfeita com os resultados primários. Mas era claramente um incômodo.

Agora, com a promessa de cumprimento de superávit de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem e de 2% nos dois anos seguintes, provavelmente o tema será tratado – e possivelmente detalhado – mais vezes pela autoridade monetária. Tombini falou hoje na conferência “Desafios para assegurar o crescimento e uma prosperidade compartilhada na América Latina”, promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em parceria com o governo do Chile, em Santiago, Chile.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Cronograma do Arco sofre nova alteração

Publicado por Branca Alves, em 3.12.2014 às 08:00

Por Kléber Nunes
Da Folha de Pernambuco

O cronograma para a liberação do licenciamento para o tão esperado edital do Lote 2 do Anel Viário da Região Metropolitana do Recife, chamado de Arco Metropolitano, sofreu novo atraso. A audiência pública para apresentação do relatório de Impacto Ambiental (Rima), que seria realizada na próxima quarta-feira, foi adiada para o dia 15. A sessão está marcada para acontecer no Flamengo Atlético Clube, em São Lourenço da Mata, às 9h30. Com a alteração, a data prevista para a emissão do Parecer Preliminar de Viabilidade do Traçado passou a ser dia 17.

A assessoria de Imprensa da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) explicou, por meio de nota, que a mudança no cronograma divulgado no início do mês passado foi consequência do atraso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A autarquia federal só publicou o edital de divulgação no dia 7 de novembro e, por lei, a audiência pública deve acontecer 35 dias após. Em relação à data do parecer definitivo, permanece o dia 5 de janeiro de 2015. “É importante destacar que se houver pedido de complementação essas datas poderão sofrer (nova) modificação”, informou a CPRH.

Ainda segundo o órgão, serão convidados prefeitos das cidades afetadas direta ou indiretamente pelo arco, como Jaboatão dos Guararapes e Moreno, o Ministério Público, o Governo do Estado e outras instituições deverão ser convocadas. Representantes da sociedade civil também discutirão o projeto do traçado do Lote 2, que prevê estrada de aproximadamente 45 quilômetros ligando a BR-408, em São Lourenço da Mata, à BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho.

LOTE 1
O projeto do Lote 1, que vai da BR-408, em São Lourenço da Mata, à BR-101 Norte – trecho mais polêmico da estrada prometida pelo Governo de Pernambuco como contrapartida à Fiat Chrysler -, que ameaçava destruir áreas remanescentes da Mata Atlântica e de mananciais – deverá ser submetido, em breve, à CPRH. De acordo como secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sdec), Márcio Stefanni Monteiro, em uma reunião, esta semana, entre o Dnit e a Fiat, “a montadora ficou muito satisfeita com as variantes do projeto que não cortam a Área de Preservação Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe”.







Monteiro Neto sintetiza agenda positiva em 5 eixos

Publicado por Márcio Didier, em 1.12.2014 às 16:40

O futuro ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), senador Armando Monteiro (PTB-PE), elencou nesta segunda-feira (1º) cinco eixos que, segundo ele, sintetizarão a agenda de sua administração à frente da pasta.

O primeiro ponto são “reformas microeconômicas de reduzido impacto fiscal”, que envolvem “melhorias do ambiente tributário e regulatório e iniciativas que busquem a desburocratização e a simplificação dos processos em diversas áreas, incluindo a facilitação do comércio exterior e do investimento”.

Como segundo eixo, Monteiro advogou por uma política de comércio exterior “mais ativa”, com a meta de ampliar acordos comerciais com o que ele classificou de “parceiros estratégicos”.

O petebista também citou a necessidade de renovação do parque fabril brasileiro para reduzir a idade média das máquinas e equipamentos em operação. Nesse sentido, ele destacou a importância da adoção de um modelo de financiamento dos bancos públicos “que viabilize, crescentemente, um maior acesso dos recursos para pequenas e médias empresas”.

Os últimos itens elencados por Monteiro Neto foram “arranjo institucional que favoreça e estimule a inovação” e “aperfeiçoamento do sistema de governança para gerir a agenda da competitividade”. Sobre o primeiro, ele disse que é preciso aprimorar o marco legal e ampliar o escopo e foco do financiamento. Já sobre a última diretriz, Armando Monteiro defendeu objetivos e metas claras e avaliações periódicas, “mantendo um diálogo com o setor produtivo e todas as áreas do governo que estarão envolvidas com essa agenda”.

Agenda micro

O futuro ministro reforçou o discurso de uma necessidade de aperto fiscal. Questionado de que forma a política industrial seria feita neste contexto, Monteiro defendeu medidas que não demandam esforço fiscal adicional, como desburocratização.

“Temos que entender, neste quadro, que nossas atenções têm que estar voltadas para a agenda microeconômica, o que significa buscar intensamente medidas que não demandam esforço fiscal adicional. Aí temos desburocratização, simplificação, aperfeiçoamento no regulamento tributário, e a busca de modelo de financiamento que possa, por exemplo, estimular movimento de modernização do parque fabril do País”, disse.

“Eu acho que há espaço, sim, para fazer política industrial. Eu traduziria como aliança do setor produtivo com governo para promover a competitividade. É uma política que exige esforço de coordenação para reduzir custos e elevar produtividade.”

Monteiro disse ainda que o Plano Brasil Maior ofereceu uma série de medidas importantes ao setor produtivo, que foram importantes e citou a desoneração da folha de pagamentos. Além disso, reconheceu que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) representou uma oportunidade extraordinária para a renovação do parque fabril.

Sobre tarifas de importação, Monteiro afirmou que é “uma questão muito sensível aos acordos internacionais” e disse que discutir tarifas fora do contexto da OMC é “pouco próprio”. “Precisamos centrar agora em acordos comerciais, juntar esforços para concluir acordos no Mercosul e União Europeia, além de promover acordo com países que integram a Aliança do Pacífico. Me parece que precisamos aderir a alguns projetos da OMC que oferecem perspectiva de facilitação do comércio.”

(Fonte: Estadão Conteúdo)







“País tem sistema tributário complexo”, avalia Monteiro Neto

Publicado por Márcio Didier, em 1.12.2014 às 16:31

Em seu primeiro pronunciamento como ministro indicado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) reconheceu que o Brasil enfrenta elevados custos e tem um sistema tributário complexo, o que onera investimentos e exportações do País. Monteiro também colocou como obstáculo “um excesso de regulamentação e procedimentos burocráticos que desestimula o desenvolvimento das atividades produtivas”.

Diante disso, Monteiro, confirmado nesta segunda-feira (1º) como substituto de Mauro Borges no MDIC, classificou a promoção da competitividade como o desafio central, objetivo que envolve a redução de custos sistêmicos e a elevação da produtividade. “A agenda da competitividade envolve várias áreas do governo e demanda intensa coordenação. É papel primordial do MDIC realizar essa tarefa e colocar o tema no centro da atenção política”, declarou. “O MDIC será um polo de identificação dos problemas que afetam a competitividade e um proativo agente de promoção das medidas para a sua superação”, acrescentou.

Eleito em 2010 senador por Pernambuco, Monteiro pediu a colaboração do Congresso Nacional para que se possa avançar na agenda proposta e afirmou que há disposição para uma estreita e cooperativa parceria com “todos os segmentos do setor privado”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Brasil e mais 12 países são reconhecidos por combate à fome

Publicado por Branca Alves, em 30.11.2014 às 18:30

Agência Brasil (Brasília) – O Brasil e mais 12 países foram premiados neste domingo (30) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pelo progressos obtidos na luta contra a fome, entre eles a redução da proporção de subnutridos e do número absoluto de pessoas com fome. A premiação foi entregue na sede da entidade, em Roma.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, recebeu o prêmio em nome do Brasil. Também tiveram reconhecidos pela FAO seus esforços no combate à fome: Camarões, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Irã, Kiribati, Malásia, Mauritânia, Ilhas Maurício, México, Filipinas e Uruguai.

O diretor da organização, José Graziano, elogiou as iniciativas que levaram os 13 países aos progressos recentes no combate à fome, mas lembrou que ainda há muito a fazer para erradicar o problema globalmente.

“Vocês superaram grandes desafios em condições econômicas globais e ambientes políticos difíceis. Vocês demonstraram vontade e mobilizaram os meios”, disse Graziano aos representantes dos países vencedores. “Vocês confirmaram que acabar com a fome e a desnutrição no nosso tempo é um desafio, mas também mostraram que é viável”, acrescentou, de acordo com informações da FAO.  Leia Mais







Brasil fica quase na lanterna do crescimento mundial

Publicado por Branca Alves, em 29.11.2014 às 12:40

A queda de 0,2% na atividade econômica brasileira no terceiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2013, anunciada sexta-feira (28) pelo IBGE, deixou o País quase na lanterna do crescimento mundial. De uma lista de 34 economias, o Brasil ocupou a 31ª colocação, segundo levantamento da consultoria Austin Rating.

O desempenho brasileiro ficou abaixo do verificado em países como Grécia e Espanha, que ainda tentam se reerguer de crises severas, e foi o pior entre as grandes economias emergentes, que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

No topo do Brics, a China cresceu 7,3% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado, enquanto a Índia teve alta de 5,3%. Já o Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul, que vive quadro de inflação elevada, juros altos e atividade em recuperação, teve aumento de 1,4%. A Rússia, mesmo às voltas com a crise geopolítica envolvendo a Ucrânia, avançou 0,7%.

O resultado brasileiro só não foi pior que a atividade de Itália, Japão e da própria Ucrânia. O economista-chefe da Austin Rating Alex Agostini, responsável pelo estudo, atribui a má colocação do Brasil à gestão equivocada da política econômica.

“Há profundos problemas na gestão da política econômica, com destaque para a atabalhoada política monetária de juros relativamente altos com inflação alta e atividade econômica em retração. Além, é claro, da política fiscal expansionista”, disse Agostini, em relatório.

A recuperação, defendeu o economista, depende de mais investimentos e novos acordos multilaterais, diversificando o leque de países parceiros em termos de comércio. Hoje, os grandes consumidores das exportações brasileiras são China (commodities) e Argentina (manufaturados), que passam por ajustes. “Esses países não deverão manter a mesma contribuição observada em anos anteriores.”

Setor externo
No período de julho a setembro deste ano, o desempenho do setor externo foi favorável ao crescimento na comparação com igual período de 2013. O volume das exportações cresceu 3,8%, enquanto as importações tiveram avanço mais tímido, de 0,7%.

“As exportações cresceram mais que as importações. Tem quatro trimestres seguidos que a gente tem contribuição positiva do setor externo no crescimento”, disse Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o segundo trimestre, porém, o setor externo tirou fôlego da economia, já que a lógica foi justamente inversa. As importações foram 2,4% maiores, enquanto os embarques avançaram 1%.

“Isso é resultado da baixa competitividade da indústria doméstica, que vivencia problemas do lado da oferta”, avaliou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. A recente desvalorização do real ante o dólar, contudo, pode melhorar esse quadro, acrescentou Rostagno. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Economia pode crescer mais em 2015, diz Fazenda

Publicado por Branca Alves, em 28.11.2014 às 12:40

Em nota sem assinatura do ministro Guido Mantega ou do ministro indicado Joaquim Levy, o Ministério da Fazenda avalia que a alta de 0,1% do PIB no terceiro trimestre ante o segundo trimestre deste ano, divulgada nesta sexta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a economia entrou em processo de retomada do crescimento econômico “embora em ritmo ainda modesto”.

“A economia brasileira apresenta fundamentos macroeconômicos sólidos e tem todas as condições para apresentar no quarto trimestre e em 2015 um crescimento mais intenso, garantindo e ampliando as conquistas da população brasileira, em especial para a população trabalhadora e de menor renda”, informa a nota.

O texto frisa que, apesar do ritmo ainda inferior ao desejado do PIB brasileiro, “é necessário destacar que o País registrou em outubro a menor taxa de desemprego da série histórica, 4,7%, e continuou aumentando a renda dos trabalhadores. Isso significa que a massa salarial continuou crescendo, mas o desempenho do mercado interno tem sido contido pela falta de crédito”. A nota aponta, ainda, que o “bem sucedido desempenho do mercado de trabalho” é resultado da estratégia de política econômica anticíclica, que mitigou os impactos da desaceleração econômica mundial e doméstica sobre os trabalhadores.

O Ministério da Fazenda ainda destacou a expansão de 1,7% da indústria e de 1,3% dos investimentos. “Os indicadores antecedentes e coincidentes sinalizam a continuidade dessa trajetória de melhora no quarto trimestre. A retomada do investimento é fundamental para que o crescimento econômico se acelere e tenha sustentação ao longo do tempo”. Sobre a queda de 1,9% na agricultura, o Ministério da Fazenda alegou que foi provocada basicamente pela seca prolongada, que afetou culturas importantes, como o café.

Além disso, a pasta avaliou que a demanda interna mostrou enfraquecimento no terceiro trimestre, como mostra a queda de 0,3% do consumo das famílias. Na avaliação da equipe, esse quadro reflete a escassez de crédito em um ambiente de restrição monetária para combater a inflação. “É importante destacar que o crédito começa a dar sinais de melhora, mas ainda está aquém do necessário para levar a taxa de crescimento do consumo das famílias para uma situação de normalidade”.

A assessoria de imprensa informou que o ministro Guido Mantega não concederá entrevista coletiva para comentar o resultado do PIB.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Economia brasileira cresce 0,1% no terceiro trimestre

Publicado por Branca Alves, em 28.11.2014 às 10:00

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o período anterior. A soma do PIB no trimestre correspondeu a R$ 1,29 trilhão. No segundo trimestre, a economia brasileira caiu 0,6%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a economia brasileira recuou 0,2%. No ano, o PIB acumula alta de 0,2%. Já no período de 12 meses, a taxa acumulada de crescimento é de 0,7%.

Na comparação do terceiro com o segundo trimestre deste ano, entre os setores produtivos da economia, a principal alta foi observada na indústria: 1,7%. Os serviços também tiveram crescimento (0,5%). Por outro lado, a agropecuária recuou 1,9%.

Pelo lado da demanda, o crescimento de 0,1% foi puxado pela formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, e pela despesa de consumo do governo, ambos com alta de 1,3%. O consumo das famílias caiu 0,3%.

No setor externo, as exportações tiveram um crescimento menor (1%) do que as importações (2,4%).