Economia

13º de servidores estaduais será pago a partir do dia 11

Publicado por Branca Alves, em 25.11.2014 às 12:43

(Foto: Leo Motta/Folha de Pernambuco)

O governador João Lyra Neto (PSB) anunciou, na manhã desta terça-feira (25), o cronograma do pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais, entre ativos, inativos e pensionistas, além do pagamento da folha salarial de novembro e a antecipação da folha de dezembro. Em menos de um mês, o Governo de Pernambuco garante uma injeção de R$ 2,180 bilhões na economia local, em menos de um mês.

De acordo com a programação, o 13º salário será pago de uma só vez, nos dias 11 e 12 de dezembro, sendo a primeira data para os aposentados e pensionistas. Já a segunda é destinada para os servidores ativos. Esse montante equivale a R$ 710 milhões.

A folha de dezembro, no valor de R$ 740 milhões, será antecipada para os dias 22, 23 e 24 do mês. No dia 22, recebem os aposentados e pensionistas; no dia 23, os servidores ativos da Secretaria de Educação; e no dia 24, os servidores ativos da administração direta e indireta.

De acordo com o secretário de Administração, José Francisco Neto, a soma das três folhas vai garantir a manutenção da economia. “Nós temos que considerar o comprometimento do governador com o planejamento fiscal do Estado, pois atualmente 17 estados estão com a folha comprometida e Pernambuco continua antecipando pagamentos”, destacou José Neto. Já o secretário da Fazenda, Décio Padilha, ressaltou que o Estado tem uma saúde financeira estável, considerando que o crescimento ainda se mantém acima da média nacional.

“Nos últimos anos, nós garantimos o crescimento e sem aumentar impostos. Além de atrair grandes investimentos, nós reduzimos a carga tributária em diversos segmentos”, completou o governador.







Lava Jato pode afetar construção em 2016, diz Sinduscon

Publicado por Branca Alves, em 24.11.2014 às 14:03

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), José Romeu Ferraz Neto, disse nesta segunda-feira (24) que não espera um impacto significativo da Operação Lava Jato no crescimento da construção de infraestrutura em 2015, mas prevê que os desdobramentos das investigações podem influenciar a atividade em 2016. “Acredito que (a Lava Jato) possa ter reflexo no assunto de desenvolvimento de obras de infraestrutura em 2016, porém, achamos que o fato de (o tema) estar sendo investigado e encaminhado da forma como está vindo é bom a médio e longo prazo porque pode sanear o setor e gerar mais recursos”, disse o executivo a jornalistas.

Ele lembrou que para a economia crescer com consistência seriam necessários investimentos em infraestrutura de pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, o dobro do verificado atualmente, da ordem de 2,5%.

Ferraz Neto também comentou que a investigação das grandes empreiteiras pode se tornar uma oportunidade para empresas de construção de menor porte, que hoje passam ao largo das grandes licitações. Questionado se isso não seria muito utópico, tendo em vista que as exigências previstas nos editais já limitam a participação dessas empresas, ele comentou que exigiria uma adaptação das novas licitações, possivelmente com a quebra de obras, e lembrou que elas também poderiam participar em consórcio.

Para 2015, a entidade espera estabilidade do setor, com a queda no segmento imobiliário sendo compensada pelo crescimento do segmento da infraestrutura. “A infraestrutura vai ter um crescimento positivo em função do que já está contratado; esse segmento é pouco influenciado pelo curto prazo”, disse o presidente de economia do sindicato, Eduardo Zaidan. Segundo ele as projeções para o ano que vem consideram as concessões contratadas entre 2012 e 2013, especialmente para obras de aeroportos e rodovias. “O que for definido no primeiro semestre de 2015 vai gerar PIB um ano e meio depois”, acrescentou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Estado tem situação fiscal equilibrada, diz secretário

Publicado por Branca Alves, em 24.11.2014 às 09:25

Por Tatiana Notaro
Da Folha de Pernambuco

O secretário da Fazenda, Décio Padilha, sucessor do governador recém-eleito, Paulo Câmara, não admite que se fale em endividamento do Estado. Ao se abordar a questão, ele é enfático em afirmar que os ditos R$ 8,3 bilhões correspondem à totalidade da dívida consolidada líquida de Pernambuco – e que chamar essa cifra de “rombo” é “um equívoco”. “O endividamento de qualquer estado é acompanhado pelo Governo Federal e Pernambuco tem um dos menores do País. Compromete 8,9% da sua receita corrente líquida com o estoque da dívida”, afirmou. “Isso não é a dívida de um ano não, é de três décadas. É pouco”, completou.

Esse endividamento do Estado, de quase 49% da sua receita corrente líquida, é bem abaixo dos 200% permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para avalizar esses dados, Padilha compara: o índice do estado de São Paulo é de 130% de sua receita líquida; o Rio Grande do Sul chega a 204,7%. “Pernambuco tem que fazer muito mais operações de crédito, porque um banco como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tem juros subsidiados. As operações de crédito que fazemos com esses bancos multilaterais são muito boas, e nós temos que fazer mais”, defendeu. Segundo o secretário, o Estado tem R$ 1,6 bilhão a ser liberado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Falta apenas o aval do Governo Federal e os recursos estarão disponíveis para o início da gestão de Câmara.

Na última semana, a assessoria de Imprensa do futuro governador informou que ele esteve reunido com a representante do BID, Daniela Carrera-Marquis, discutindo o andamento de projetos e programas em parceria com a instituição. “Entendo que devemos fortalecer essa parceria e criar novas oportunidades, especialmente nas áreas sociais, como Saúde e Educação”, explicou.

O economista Antonio Elmo Queiroz disse que, apesar do crescimento do endividamento (veja tabela), a situação de Pernambuco “ainda é confortável”. Entretanto, lembra, é fato que esse percentual de endividamento aumentará daqui pra frente. Como as previsões de crescimento do País são quase nulas, e isso interfere nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), uma das fontes financeiras do Estado, a receita fatalmente reduzirá. “Em curto prazo, a receita líquida não está comprometida, o que é ótimo e a baixa dívida pode ser transformada em boa notícia, se houver investimentos que tragam retorno”.







Planejamento fixa meta de superávit em R$ 10,1 bi

Publicado por Branca Alves, em 21.11.2014 às 19:45

Mesmo com o aumento dos gastos e a piora da arrecadação, o governo previu que as contas do setor público vão fechar o ano no azul, com um superávit de R$ 10,1 bilhões. A previsão, que consta no relatório de receitas e despesas do Orçamento enviado nesta sexta-feira (21) ao Congresso Nacional, funciona na prática como meta a ser perseguida até o final do ano. Essa previsão de superávit leva em consideração um abatimento de R$ 106 bilhões dos investimentos realizados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das desonerações tributárias.

A área econômica destaca que a ampliação do abatimento da meta de resultado primário, em tramitação no Congresso Nacional, possibilitará a preservação dos investimentos prioritários, a continuidade da redução da desigualdade social, além de garantir a manutenção da competitividade da economia nacional por meio das desonerações de tributos. “Sem as desonerações tributárias e os investimentos, poderá haver comprometimento das conquistas nos campos social e econômico alcançadas pela sociedade brasileira nos últimos anos”, justifica o relatório. A previsão de receitas líquidas caiu em R$ 38,371 bilhões e a estimativa de despesas subiu R$ 32,3 bilhões.

IPCA 2015
O governo está esperando mais inflação e menos crescimento em 2015. Para o IPCA, a previsão anterior, que constava no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2015 (PLOA), era de 5%. Agora, a projeção subiu para 6,10%. Para o PIB, caiu de 3% para 2%.

Apesar de revisar para pior os números, a expectativa do governo continua mais otimista que a do mercado. Pelo boletim Focus, levantamento do Banco Central que reúne as previsões de cerca de 100 analistas, a previsão mediana para a inflação é de 6,40% e, para o PIB, de 0,80%.

Com esses ajustes, o PIB nominal caiu de R$ 5,756 trilhões para R$ 5,607 trilhões – um recuo de 2,6% comparado ao número que estava na PLOA. O governo também mudou as perspectivas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), de 5 50% para 6,50%.

Para o câmbio, a expectativa é de que a taxa média do próximo ano fique em R$ 2,57. A previsão anterior estava em R$ 2,45. O preço médio do petróleo, por essas projeções, deve ficar em US$ 86,02 o barril ante US$ 107,44 na PLOA. Para a Selic, a previsão passou de 10,91% ao ano para 11,66% ao ano.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







BNDES concedeu R$ 2,4 bi às empresas investigadas pela Lava Jato

Publicado por Branca Alves, em 21.11.2014 às 18:15

Do Contas Abertas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) concedeu financiamentos de R$ 2,4 bilhões para as nove empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato, entre 2003 e junho de 2014. Ao longo dos anos, foram 2.481 operações realizadas, sendo que 2.471, ou R$ 1,6 bilhão, foram “financiamentos indiretos automáticos”, geralmente concedidos às micro, pequenas e médias empresas.

Tais operações não precisam passar por avaliação prévia do BNDES e possuem limite máximo de R$ 20 milhões em crédito. A empreiteira mais beneficiada por este tipo de financiamento foi a Camargo Corrêa, que conquistou R$ 502,5 milhões por meio de 857 operações, ou seja, média de R$ 586,3 mil por empréstimo.

A Odebrecht também conseguiu crédito alto: R$ 449,4 milhões em 412 empréstimos. Se considerada a média por operação, os financiamentos concedidos para a empreiteira foram os mais generosos, de R$ 1,1 milhão.

Em seguida, no ranking, estão a Queiroz Galvão – a quem o banco concedeu R$ 401,2 milhões em 619 operações, média de R$ 648,2 mil por operação – e a UTC, que contraiu financiamentos com o banco no valor de R$ 134,2 milhões por meio de 410 operações, média de R$ 327,3 mil.

Ainda de maneira indireta e automática, as empresas menos favorecidas foram a Mendes Junior (R$ 56,1 milhões em 89 operações), Galvão Engenharia (R$ 39,8 milhões em 50 operações), OAS (R$ 18,1 milhões em 16 operações) e Engevix (R$ 9,6 milhões em 12 operações). A Iesa, por sua vez, possui seis financiamentos no valor total de R$ 971,5 mil.

Operações diretas e indiretas não automáticas
As operações “diretas” e “indiretas não automáticas” somaram R$ 788,5 milhões. Nos financiamentos diretos, o interessado necessita apresentar ao BNDES documento em que são descritas as características básicas da empresa e do empreendimento para a análise do Banco. Já os financiamentos indiretos não automáticos também precisam de aprovação prévia do BNDES, mas nesse caso as operações são individualmente avaliadas e aprovadas, com o valor mínimo de R$ 20 milhões.

A Camargo Corrêa conseguiu financiamentos de R$ 654,1 milhões nesses tipos de operação. Entre as iniciativas aprovadas estão, por exemplo, a expansão e modernização das plantas de fabricação de cimento em cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Já a Engevix financiou R$ 100 milhões de capital de giro.

A Odebrecht, por sua vez, somou R$ 34,4 milhões em financiamentos. A empresa angariou os recursos para a aquisição de máquinas e equipamentos para operação de prestação de serviços de contrato com a Petrobras. Também financiou verbas para a ampliação da base de apoio logístico da empresa em Macaé, no Rio de Janeiro.

Outro lado
O BNDES não quis fazer comentários específicos sobre as empreiteiras relacionadas à operação Lava Jato da Polícia Federal. Porém, explicou que, apesar das operações indiretas automáticas serem concedidas em maior quantidade às micro, pequenas e médias empresas, podem ser realizadas por grandes empresas.

As operações indiretas automáticas são utilizadas por empresas de qualquer porte para, por exemplo, aquisição de máquina ou equipamento avulso. “Portanto, o que define a realização de uma operação direta ou indireta não é o porte da empresa tomadora, mas o tamanho e característica da operação”, explica nota.







Relator eleva receita do Orçamento 2015 em R$ 21,2 bi

Publicado por Márcio Didier, em 21.11.2014 às 13:46

Antes mesmo da divulgação do relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas da União, que o Ministério Planejamento divulga nesta sexta-feira (21) com os novos parâmetros, o relator de receitas do Orçamento do próximo ano, deputado Paulo Pimenta (PT-MG), aumentou em R$ 21,2 bilhões a previsão de receita da União. Ele classificou itens da estimativa anterior elaborada pelo governo de “insuficientes” e “subestimados” em parecer apresentado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) na quarta-feira (19).

O parlamentar tomou como base a arrecadação ocorrida até julho deste ano e incluiu “as hipóteses de comportamento dos parâmetros relevantes até o final deste exercício (fiscal) e em 2015″ para projetar quanto deve entrar como receita primária no cofre da União.

Entre os argumentos listados pelo parlamentar consta o de que existe “a possibilidade de maior arrecadação das receitas operacionais com ativos” e “os efeitos do crescimento da economia sobre a receita e o aumento da lucratividade das empresas”.

A métrica serviu de base para Pimenta elevar em 1,5% a receita primária esperada pelo governo, que será agora de R$ 1,447 trilhão em 2015. A maior parte do aumento é apresentada pela elevação das chamadas “receitas administradas” – tais como Imposto de Renda, IPI automotivo, PIS/Pasep. Esse lote soma R$ 9 727 bilhões na nova estimativa do relator.

A segunda fatia mais consistente do aumento será das “receitas não administradas” – entre elas: concessões, dividendos e operações de ativos da União. O impacto deste conjunto foi elevado em R$ 7,344 bilhões para 2015.

O relator contabilizou como fonte de receita o pagamento das outorgas do leilão do 4G. Pimenta, contudo, classificou como “insuficiente (a) previsão de receita com a concessão de outorga de serviços de telecomunicações”.

O leilão deve render de R$ 4,9 bilhões a R$ 5,3 bilhões aos cofres da União, que esperava R$ 8 bilhões pela venda da frequência de 700 MHz e se viu frustrada no certame realizado em outubro, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) negociou apenas quatro dos seis lotes de tecnologia 4G no País.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







PCR antecipa salários e 13º dos servidores

Publicado por Branca Alves, em 21.11.2014 às 08:45

Por Tatiana Notaro
Da Folha de Pernambuco

Em torno de R$ 418 milhões serão injetados na economia pela Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) nos próximos 28 dias, através dos pagamentos dos salários de novembro, dezembro e do 13º de 38.210 servidores ativos, inativos e pensionistas. O secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Marconi Muzzio, disse que a antecipação faz parte do modelo gerencial de valorização do servidor e, acrescentou, nunca esses vencimentos foram pagos com tanta antecedência pela gestão municipal.

“O ano foi difícil e a cautela é grande. O desafio da gestão é valorizar os servidores e manter os investimentos necessários ao município”, pontuou Muzzio. Os salários de novembro, que serão pagos na próxima segunda, 24, somam R$ 143 milhões. Em dezembro, o 13º será pago no dia 5 (somando R$ 121 milhões) e, no dia 22, o salário do mês (totalizando R$ 54 milhões).

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estipula um teto de 54% para comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) do município para a folha de pagamento, com limite prudencial de 51,3%. Atualmente, a PCR compromete em torno de 44% da RCL com essa despesa, com planos de ter o índice do primeiro ano, de 42,88%, de volta. Na última negociação, os servidores municipais do Recife conquistaram reajuste de 10% (5% para novembro e outros 5% para janeiro de 2015). Além disso, segundo Muzzio, a data base da categoria foi estabelecida para 1º janeiro, a partir de 2016.

O secretário de Finanças do Recife, Roberto Pandolfi, ressaltou a atual condição dos municípios brasileiros e que 90% deles estão em dificuldade de arcar com o 13º salários dos servidores. Além do Recife, Manaus e Goiânia estão em situação melhor. Isso, disse, se deve ao aumento da arrecadação (não da alíquota cobrada) e, consequentemente, aumento da receita. A arrecadação do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) cresceu 30,64% entre janeiro e outubro deste ano, em relação o mesmo período do ano passado; o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), 13,55%. O Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e a Taxa de Limpeza Pública (TLP) tiveram alta de 8,56% e 9,73%, respectivamente.







Prédios históricos serão cedidos ao Porto Digital

Publicado por Alex Ribeiro, em 20.11.2014 às 17:00

Prédio que abrigava antigo Iapas será cedido pelo Governo ao Porto Digital (Foto: Paulo Sérgio Sales/SEI)

O Governador João Lyra Neto (PSB) expediu um projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) autorizando a aprovação por parte do Governo do Estado de dois imóveis para o Núcleo de Gestão do Porto Digital. Os prédios, que estão localizados no bairro de Santo Antônio, região central do Recife, serão aproveitados para alojamento de empresas tecnológicas e atividades vinculadas a administração e revitalização dos espaços cedidos.

Um dos prédios, localizado na Praça do Diário, abrigou o Diario de Pernambuco, já o outro imóvel, situado na Rua Marquês de Olinda, número 32, era utilizado pelo antigo Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas). Juntos, os imóveis possuem potencial construtivo de 10 mil metros quadrados. A expectativa é que a restauração dos espaços aconteça em dois anos.

“Essa iniciativa é um importante passo na perspectiva de requalificar a região da Guararapes e seu entorno, contribuindo com o esforço que a Prefeitura do Recife também tem feito para a revitalização de suas áreas centrais degradadas a partir de atividades economicamente sustentáveis”, destacou o governador João Lyra Neto.

 

Imóvel que abrigava o Dario de Pernambuco também será cedido (Foto: Paulo Sérgio Sales/SEI)

O uso dos dois novos prédios devem provocar mudanças na atual estrutura do Porto Digital. Atualmente o parque tecnológico possui 250 empresas instaladas, sendo três incubadoras (Cais do Porto, Portomídia e CESAR), duas instituições de ensino e quatro entidades empresariais, entre outros. O local colabora para a geração de 7.100 empregos diretos, proporcionando um faturamento anual de R$ 1 bilhão.







Comissão tenta votar mudança no superávit

Publicado por Márcio Didier, em 19.11.2014 às 16:15

Depois de ter cancelada a aprovação ocorrida terça-feira (18) do projeto que flexibiliza as metas do superávit primário, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso abriu na tarde desta quarta-feira (19) uma nova reunião para tentar votar a matéria mais uma vez.

Enviado pelo governo na semana passada, o projeto elimina o limite de R$ 67 bilhões que pode ser descontado da meta fiscal do governo central, a título de gastos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e de desonerações tributárias. Na prática, isso abre brecha para que a meta seja considerada cumprida mesmo em caso de déficit nas contas públicas ao final do ano.

A proposta foi aprovada nessa terça à noite pela CMO, numa sessão tumultuada e marcada por bate-bocas e acusações, da parte da oposição, de que a base aliada estaria atropelando as regras regimentais.

Na manhã desta quarta-feira (19), os aliados do governo aceitaram recuar diante da ameaça da oposição de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação dos aliados do Palácio do Planalto era que uma briga judicial poderia se estender por tempo indeterminado e colocar em risco a aprovação da proposta, considerada vital pelo governo, até o final do ano.

O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), disse que o modo como a votação foi conduzida na noite de terça “consagrou a ausência de respeito ao regimento interno (do Congresso)”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







IBGE: trabalhador tem renda média recorde em outubro

Publicado por Branca Alves, em 19.11.2014 às 11:30

A renda média do trabalhador alcançou patamar recorde em outubro aos R$ 2.122,10, o maior nível da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, iniciada em março de 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 2,3% em relação a setembro. Na comparação com outubro do ano passado, o crescimento foi de 4%.

“A indústria e os outros serviços foram os setores que mais tiveram ganho, que são setores bem diferentes entre si. Não sei se foi (influenciado pela) data-base de alguma categoria”, disse Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A indústria registrou o maior aumento na renda dos trabalhadores de 6,4% em outubro ante setembro. Foi a maior alta desde fevereiro de 2007, quando o rendimento médio do setor aumentou 9,3%. Na comparação com outubro de 2013, a alta na renda foi de 6,1%.

“Ainda que essa atividade esteja produzindo menos e ao longo da nossa série esteja até apresentado demissões, os trabalhadores que permanecem nessa atividade conseguem ter ganhos reais. Porque aí na verdade a gente está analisando o rendimento de quem está ocupado, independentemente da performance de venda ou da performance da atividade”, ressaltou Adriana.

O segundo maior aumento no rendimento médio foi na atividade de outros serviços, que teve ganho de 3,6% ante setembro e alta de 3% em relação a outubro do ano passado.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Cresce participação de negros no mercado

Publicado por Branca Alves, em 19.11.2014 às 09:38

Por Priscilla Costa
Da Folha de Pernambuco

O crescimento da escolaridade da população negra (pretos e pardos) favoreceu uma maior ocupação dos negros no setor formal do mercado de trabalho da Região Metropolitana do Recife (RMR). A constatação é de pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Econômicos (Dieese) em parceria com a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (Sqte). De acordo com o levantamento – que faz parte do boletim “Os negros no trabalho” – em 2012, eram 505 mil negros trabalhando com carteira assinada, o equivalente a 44% postos ocupados. Já no ano passado, mais 41 mil pessoas foram absorvidas pelo mercado de trabalho – totalizando 546 mil negros empregados no setor formal, ou seja, 46%. Outros 10% correspondem à ocupação no setor público, emprego doméstico e autônomo.

Conforme os dados, em 2013, 57,5% dos ocupados negros estavam no setor de serviços, contra 61,2% dos ocupados não-negros. No comércio e reparação de veículo – segundo setor com maior participação relativa na distribuição dos ocupados – a proporção de negros permaneceu estável entre 2012 e 2013. De acordo com o Dieese, a proporção de negros nesse setor foi relativamente maior que a dos não negros, sendo 21,8% contra 20,9%. Na construção se observou maior participação da população negra (9,6%) se comparada a dos não negros (6,9%).

Para o economista e coordenador da pesquisa pelo Dieese, Jairo Santiago, a queda na taxa de analfabetismo de 5,5% para 2,8% nos últimos dez anos em relação aos negros justifica a diferença nos números apresentados pela população não-negra.

DESEMPREGO
A pesquisa mostrou um aumento na taxa média de desemprego na RMR tanto para a população negra quanto para não-negra, com índice mais elevado para os primeiros – 13,5% ante 11,6% em 2013. Para a conselheira estadual das relações étnico-racial de Pernambuco, Marta Almeida, ainda persistem diferenças significativas nas condições de trabalho vivenciadas pelos negros. “Os negros estão em ocupações de menor prestígio e, mesmo quando têm maior escolaridade, estão em níveis mais precarizados. Para a gente, os dados apresentados são um ganho, mas ainda temos muito o que conquistar”, salientou.







ANP autoriza refino da Rnest

Publicado por Branca Alves, em 18.11.2014 às 09:30

Por Mariama Correia
Da Folha de Pernambuco

Vencidas as etapas de licenciamento ambiental e da autorização de refino, concedida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Refinaria Abreu Lima (Rnest) teria o sinal verde necessário para dar partida à primeira linha de produção ainda este mês. Entretanto, o desgaste da relação com terceirizadas e funcionários e o desdobramento do intricado histórico dos contratos são os maiores desafios da Petrobras para cumprir o plano de inauguração. Somente este mês, duas empresas paralisaram atividades na planta e mais 800 concursados da estatal ameaçam entrar em greve.

Coma paralisação dos cerca e seis mil operários da Alumini Engenharia (antiga Alusa) por atrasos no pagamento dos salários, as obras da Unidade Snox, utilizada para abatimento dos gases poluentes, também pararam. O funcionamento do equipamento foi citado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) como uma das 40 exigências para o licenciamento ambiental e é apontado pela ANP como condição para o aumento da carga de petróleo processada, atualmente limitada a 7.154 metros cúbicos por dia. Por nota, a Alumini confirmou que o sistema não está completamente implantado e que as atividades estão paradas.

Correndo contra o tempo para finalizar o equipamento e concluir os testes até maio de 2015, período determinado pela CPRH, a Petrobras estaria considerando meios alternativos para cumprir os prazos, segundo fontes ligadas à refinaria. Como forma de burlar a paralisação, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Pernambuco (Sintepav-PE) alega que a Petrobras e Alumini estariam mantendo funcionários da terceirizada na obra com fardamento de outra empresa, a Manduri Engenharia. “Vamos denunciar a fraude ao Ministério Público do Trabalho”, acrescentou o gestor de crises do sindicato, Leodelson Bastos.

Obrigada por liminar a depositar em juízo o valor de R$ 1,8 bilhão à Alumini, que estaria atrasado, a Petrobras ainda não teria cumprido o acordo. “O prazo venceu hoje (ontem) e não houve o pagamento”, contou Bastos. A justiça prevê multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento.

O atraso de pagamento da Alumini seria justificado pela retenção dos repasses relativos a acordos fechados por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras acusado de superfaturar contratos. Pelo mesmo motivo, o pagamento da Engevix teria sido cortado. A empresa conseguiu liminar na justiça para interromper as atividades mesmo sem concluir o projeto.







Desafios não foram vencidos por Tombini e Dilma

Publicado por Alex Ribeiro, em 16.11.2014 às 19:31

Quatro anos depois de a presidente Dilma Rousseff escolher Alexandre Tombini como presidente do Banco Central, os desafios enfrentados pela autoridade monetária não foram vencidos ou se tornaram mais complexos. A última vez que o BC projetou a inflação no centro da meta, em 4,5%, ou um número abaixo desse valor, foi no Relatório Trimestral de Inflação de março de 2012, quando a expectativa era de que o IPCA terminasse aquele ano em 4,4%. Essa projeção, no entanto, foi superada ao fim do ano, quando o indicador atingiu 5,84%.

Em dezembro de 2010, Henrique Meirelles, então presidente do BC, entregou ao seu sucessor uma inflação que evoluía desfavoravelmente, mas com perspectivas positivas. Do lado externo, pressões vindas das commodities puxavam o custo de vida para cima. No cenário doméstico, o descompasso entre oferta e demanda também era visto como fonte de pressão.

A projeção de inflação, naquele ano, mostrava que 2010 terminaria com IPCA em 5,9%, mas que o movimento de alta era passageiro e o reajuste de preços recuaria gradativamente até o primeiro trimestre de 2012, quando alcançaria o centro da meta, de 4,5%. O quadro não se confirmou. Passados quatro anos, a inflação seguiu na trajetória contrária, o BC se viu obrigado a revisar suas projeções e, agora, o mercado vê crescer o risco de estouro do teto da meta, de 6,5%.

Ao comparar os relatórios de inflação de dezembro de 2010 – após a eleição de Dilma -, com o último documento divulgado pela autoridade monetária, em setembro deste ano, houve deterioração dos indicadores e nenhuma das projeções do BC se concretizou. “O Banco Central acreditou demais na política fiscal e talvez não enxergasse que a gestão das contas públicas chegasse ao ponto que chegou”, argumentou o professor de finanças da Fundação Dom Cabral Haroldo Mota. “Essa variável pode ter atrapalhado as projeções do BC”, disse.

Enquanto analistas e economistas de fora do governo observam com preocupação a possibilidade de a inflação romper esse limite de tolerância, o BC prevê que o ano termine com IPCA em 6,3%. Essa previsão, no entanto, pode ser revisada para pior. Apesar de não ter escrito ainda em seus cenários (ao menos não nos de conhecimento público), o BC diz que a convergência para a meta deve ocorrer apenas em 2016.

Tombini e Dilma chegam ao fim de 2014 com previsões frustradas, promessas desfeitas e com uma taxa Selic mais alta do que encontraram. Se as projeções do mercado se concretizarem, o governo entregará uma Selic de 11,50% ao ano – 0,75 ponto porcentual maior do que vigorava no início do primeiro governo Dilma. Na época, em janeiro de 2011, os juros eram de 10,75% ao ano. A última vez que a Selic esteve tão alta (em relação às previsões para o final deste ano) foi em outubro de 2011, quando chegou a 11,50%.

Em 2010, pouco antes de o governo Dilma começar, o BC previa que em cinco trimestres o IPCA recuaria para 4,5%. O cenário mais recente da instituição, no entanto, não projeta que esse número seja alcançado, prevê apenas uma desaceleração do custo de vida até o terceiro trimestre de 2016. Para o economista-chefe da Invx Global Partners, Eduardo Velho, o BC ficou refém de um quadro com política fiscal expansionista e de baixo crescimento econômico.

“Isso prejudicou a eficácia operacional do BC. Se considerarmos que a política econômica foi muito mais centralizada, tem de se analisar não apenas a gestão Tombini, mas o mandato do governo como um todo”, defendeu o economista.

Para o economista-chefe da Espirito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, o BC não podia ter se limitado em função de crescimento econômico ou dúvida em relação a política fiscal. “O instrumento do BC é a Selic, ele não tem de se preocupar com o trabalho dos outros”, observou. “Continuando o Tombini no BC, teremos uma condução de política monetária que aposta que a coisa vai dar certo lá na frente. Não vejo um combate mais árduo da inflação”, afirmou. O Banco Central, procurado pela reportagem, disse que não se manifestaria.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Empregos formais em outubro têm o pior resultado desde 1999

Publicado por Márcio Didier, em 14.11.2014 às 11:23

A geração de empregos formais no país no mês de outubro foi o pior resultado desde 1999, com uma retração de 30.283 postos de trabalho, o que corresponde 0,07% em relação aos números de vagas do mês anterior. No ano, de acordo com os dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (14), foram criadas 912 mil vagas.

De acordo com o Caged, o resultado negativo em outubro (1.718.373 demissões contra 1.748.656 admissões) foi reflexo, principalmente, da perda de postos na Construção Civil (-33.556) e na agricultura (-19.624). Também ocorreu queda no número empregos com carteira assinada em cinco dos oito setores da economia. O comércio (32.771), os serviços (2.433) e o setor público (184) contrataram mais do que demitiram.

Os dados do Caged mostram, ainda, que nove dos 12 ramos da indústria da transformação tiveram desempenho negativo na geração de empregos formais. Os maiores recuos foram na indústria de material de transportes (-3.442 postos), indústria têxtil (-2.313 postos) e metalúrgica (-2.261 postos). Os saldos positivos no emprego ocorreram na indústria de produtos alimentícios (2.896 postos) e na indústria da madeira e do mobiliário (1.090 postos).

Em Salvador, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que o resultado negativo do Caged, em outubro deveu-se a expectativa em torno das eleições e a fatores climáticos, como a falta de chuvas na Região Sudeste, que tem provocado escassez de água e em São Paulo. “As demissões foram feitas, mas as contratações ficaram para depois”, pontuou o ministro. Para Dias, com o resultado ruim, o saldo anual deve ficar abaixo de 1 milhão de vagas criadas.

Das 27 unidades da federação, segundo o Caged, 11 apresentaram aumento no nível de emprego em outubro. Alagoas (7.735 postos), Ceará (7.363 postos) e Santa Catarina (4.973 postos) se destacaram pela criação de postos formais, enquanto São Paulo (21.886 postos), Minas Gerais (8.331 postos) e Bahia (6.207 postos) tiveram o maior número de demissões.







Tombini vai explicar divergências do cálculo do superávit na Câmara

Publicado por Branca Alves, em 12.11.2014 às 17:25

Agência Brasil (Brasília) – O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, será convidado pelos deputados da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) para explicar as divergências relacionadas com o cálculo do superávit primário consolidado do Governo Central. A proposta original era pela convocação, que tornaria a presença do ministro obrigatória, mas um acordo alterou o status do requerimento.

Autor do pedido aprovado na reunião de hoje (12) do colegiado, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) defendeu que Tombini esclareça a denúncia divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em julho deste ano. A reportagem revela que o Banco Central teria descoberto na contabilidade de uma grande instituição financeira, às vésperas da divulgação pelo Tesouro Nacional do resultado fiscal de maio de 2014, um “credito adicional do governo” no valor de R$ 4 bilhões.

De acordo com a denúncia, a sobra foi imediatamente utilizado para compor o resultado fiscal, permitindo com isto reduzir de R$ 15 bilhões para R$ 11 bilhões o déficit primário do Governo Central.

“Segundo a imprensa, que buscou, sem sucesso, esclarecimentos sobre a operação, a área econômica se nega a prestar informações sobre o assunto, num movimento interpretado como de ‘blindagem’ ao secretario do Tesouro Nacional, uma vez que tal operação pode ser uma nova etapa da chamada ‘contabilidade criativa’ do governo federal, que tanto tem contribuído para a perda de confiabilidade da política macroeconômica do país”, acusou Macris.

Na mesma reunião, os deputados da CFFC também decidiram convidar o ministro da Defesa, Celso Amorim, para falar sobre a operação de compra de 36 caças Gipen NG, fabricados pela companhia sueca Saab.