Economia

Reajuste do IR não é votado e perde validade

Publicado por Alex Ribeiro, em 30.08.2014 às 14:26

Agência Brasil (Brasília) – O reajuste da tabela do Imposto de Renda (IR), prometido pelo governo para o ano que vem, depende agora da edição de uma nova medida provisória (MP) ou do envio ao Congresso de um projeto de lei com pedido de urgência constitucional para ser apreciado pela Câmara e pelo Senado antes do final deste ano. Isso porque perdeu a validade na última sexta-feira (29), sem ser votada pelo Congresso, a MP 644/14, que previa reajuste de 4,5% na tabela do IR a partir de janeiro de 2015.

Outra alternativa para o reajuste da tabela do Imposto de Renda, de acordo com a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, é a apresentação de uma emenda por algum parlamentar reajustando a tabela do IR. A emenda só pode ser apresentada a uma medida provisória que tenha correlação com a questão de impostos.

O reajuste da tabela do Imposto de Renda foi anunciado pela presidenta Dilma Rousseff por ocasião do Dia do Trabalhador e, posteriormente, foi encaminhado pelo governo ao Congresso a MP reajustando a tabela do IR. Pela MP, a faixa de isenção do IR passaria de R$ 1.787,77 para R$ 1.868,22. A alíquota de 7,5% seria paga por trabalhadores que ganham de R$ 1.868,23 a R$ 2.799,86; a de 15%, pelos que recebem entre  R$ 2.799,87 e R$ 3.733,19; a de 22% por trabalhadores que ganham de  R$ 3.733,19 a  4.664,68 e a alíquota de 27,5% seria paga pelos que ganham acima de R$ 4.664,68.

A MP não chegou a ser apreciada e votada pela Câmara dos Deputados em função das convenções partidárias, dos jogos da Copa do Mundo, do recesso branco no Parlamento nos meses de agosto e setembro em função do período pré-eleitoral e também pela falta de entendimento para a apreciação da proposição.

Segundo o secretário-geral da Mesa da Câmara, Mozart Vianna, se houver interesse, o governo poderá editar uma nova Medida Provisória reajustando a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física, desde que não seja igual a que perdeu a sua validade no dia de hoje. Ele informou que o governo poderá, por exemplo, editar nova MP com um percentual diferente do da anterior ou com um artigo novo.







PIB registra queda de 0,6% no segundo trimestre

Publicado por Branca Alves, em 29.08.2014 às 10:49

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano. O valor ficou em 1,27 trilhão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (29) o indicador, que havia caído 0,2% no trimestre anterior.

Já em 12 meses, com o dado do segundo trimestre, há um crescimento acumulado de 1,4%.

O melhor desempenho neste trimestre foi registrado pelo setor de agropecuária, que cresceu 0,2% em relação aos últimos três meses. O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período.

Quando a comparação dos dados divulgados nesta sexta-feira ocorre com o segundo trimestre do ano passado, a queda atinge 0,9%, com agropecuária sem crescimento e indústria com recuo de 3,4% e serviços com alta de 0,2%.

O único subsetor da indústria que teve resultado positivo no período foi o de extrativismo mineral, com avanço de 3,2%. Entre as quedas nas outras áreas, destacam-se a da indústria de transformação (-2,4%), a de construção civil (-2,9%) e a de eletricidade e gás, água esgoto e limpeza urbana (-1%).

Já o setor de serviços teve recuo puxado pela queda do comércio, que chegou a 2,2%, e pelo resultado negativo do segmento de outros serviços (-0,8%). Serviços de informação tiveram o melhor desempenho, com alta de 1,1%, e também contribuíram positivamente o de atividades imobiliárias e aluguel, que subiu 0,6%.







Cai projeção para crescimento da economia

Publicado por Branca Alves, em 25.08.2014 às 10:48

Agência Brasil (Brasília) – A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, continua em queda. Pela 13ª vez seguida, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi reduzida. Desta vez, a projeção passou de 0,79% para 0,70%. Para 2015, a expectativa é um crescimento de 1,2%, há duas semanas seguidas. Essas projeções fazem parte do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal do Banco Central (BC) a instituições financeiras.

Para a produção industrial, a projeção de retração permanece em 1,76%. No próximo ano, as instituições financeiras esperam por recuperação da produção industrial, com crescimento de 1,70%.

A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 2,35, neste ano, e em US$ 2,50, em 2015.

As instituições financeiras também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2014, no atual patamar de 11% ao ano. Para o fim de 2015, a expectativa voltou para 12% ao ano. Na semana passada, estava em 11,75% ao ano.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa foi ajustada de 6,25% para 6,27%, este ano, e de 6,25% para 6,28%, em 2015.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana (desconsidera os extremos) das expectativas para a inflação verificada pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 3,89% para 3,63%, em 2014, e se mantém em 5,50%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de 3,98% para 3,87%, este ano, e de 5,59% para 5,54%, em 2015.

A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 5,38% para 5,41%, em 2014, e permanece em 4,91%, para 2015.







Prévia da inflação oficial fica em 0,14% em agosto

Publicado por Branca Alves, em 20.08.2014 às 10:17

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), ficou em 0,14% em agosto deste ano. A taxa é inferior às observadas em julho deste ano (0,17%) e em agosto do ano passado (0,16%). Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxas de 4,32% no ano e de 6,49% no período de 12 meses.

O principal responsável pelo recuo da taxa foram os alimentos, que tiveram deflação (queda de preços) de 0,32% na prévia de agosto. Segundo o IBGE, muitos produtos alimentícios ficaram mais baratos no período, como a batata-inglesa (-20,42%), o tomate (-16,47%), o feijão-carioca (-5,49%), as hortaliças (-5,13%), o óleo de soja (-3,17%) e o feijão-preto (-3,11%).

Também contribuíram para a inflação menor na prévia de agosto, as deflações dos grupos de despesas pessoais (-0,67%), comunicação (-0,84%) e vestuário (-0,18%).

Por outro lado, o aumento das despesas com habitação (1,44%) e transportes (0,2%) evitaram uma queda maior da taxa de inflação. No grupo habitação, a inflação foi puxada pelo aumento de preços dos artigos de limpeza (1,47%), taxa de água e esgoto (1,37%), condomínio (1,36%), aluguel residencial (0,66%) e mão de obra para pequenos reparos (0,66%).

O IPCA-15 de agosto foi calculado com base em preços coletados entre os dias 15 de julho e 13 de agosto.







Instituições reduzem projeção para crescimento

Publicado por Branca Alves, em 18.08.2014 às 10:46

Agência Brasil (Brasília) – Analistas do mercado financeiro esperam por crescimento da economia cada vez menor. Pela 12ª semana seguida, houve redução na estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a projeção passou de 0,81% para 0,79%. Essa é a mediana das expectativas (desconsidera os extremos nas projeções) de instituições financeiras consultadas todas as semanas pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.

Para 2015, a projeção para o crescimento do PIB segue em 1,2%. Para a produção industrial, a expectativa é de retração este ano, com projeção em 1,76%. Na semana passada, a estimativa de queda era 1,53%. No próximo ano, deve haver recuperação da produção industrial, com crescimento estimado em 1,7%.

Na última sexta-feira, o BC informou que a atividade econômica apresentou queda de 1,2% no segundo trimestre do ano, comparado com o período de janeiro a março deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) é uma forma de avaliar a tendência do desempenho econômico. No final deste mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar o resultado do PIB do segundo trimestre do ano.

Enquanto piora a projeção para a atividade econômica, a expectativa do mercado financeiro para a inflação está recuando há cinco semanas seguidas. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é 6,25%, contra 6,26% na pesquisa da semana passada. Para 2015, a estimativa também é 6,25%.

Mesmo com as estimativas menores, a projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%). Cabe ao BC perseguir essa meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A taxa básica de juros, a Selic – usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação – deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Já em 2015, as instituições financeiras alteraram a projeção para o final do período de 12% para 11,75%. A expectativa para a Selic em 2015 havia permanecido inalterada por 11 semanas consecutivas.

Na pesquisa do BC também está a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,39% para 5,38%, este ano, e de 5,08% para 4,91%, em 2015. A estimativa para o IGP-M passou de 4,05% para 3,98%, este ano, e de 5,60% para 5,59%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 3,98% para 3,89% neste ano, e segue em 5,50%, em 2015.







Inadimplência do consumidor cresce 4% em julho

Publicado por Branca Alves, em 12.08.2014 às 10:10

Agência Brasil (São Paulo) – A inadimplência do consumidor registrou alta de 4% em julho, em relação a junho, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (12) pela empresa de consultoria Serasa Experian. Na comparação com julho de 2013, houve alta de 11%. No acumulado de janeiro a julho, a inadimplência subiu 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os protestos foram os principais responsáveis pelo avanço do indicador, que registrou variação de 21,2%. Cheques sem fundos subiram 11,6% e dívidas não bancárias (de cartões de crédito, financeiras, lojas, contas de telefone, energia elétrica e água) tiveram alta de 6,1%. A inadimplência com os bancos cresceu 0,3%.

O valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 6,8% nos primeiros sete meses deste ano, na comparação com o mesmo período em 2013. A inadimplência não bancária, os cheques sem fundos e os títulos protestados tiveram alta de 14,1%, 4,6% e 3,1%, respectivamente.

Segundo os economistas da Serasa, as dificuldades com o cenário econômico atual – juros altos, inflação e enfraquecimento do mercado de trabalho – levam ao quadro de elevação moderada da inadimplência. “O fim dos feriados e paralisações, que predominaram em junho durante a primeira fase da Copa do Mundo, também impactaram o resultado da inadimplência em julho, especialmente os cheques devolvidos e títulos protestados”, diz a divulgação da Serasa.







Projeção de crescimento este ano cai para 0,81%

Publicado por Branca Alves, em 11.08.2014 às 10:00

Agência Brasil (Brasília) – A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, caiu mais uma vez. Na 11ª revisão seguida, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 0,86% para 0,81%. Também houve ajuste na projeção para 2015, que registrou queda de 1,5% para 1,2%.

Essas projeções fazem parte do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal do BC a instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A estimativa para a retração da produção industrial foi mantida em 1,53%, este ano. Para 2015, a expectativa é expansão de 1,70%.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 2 bilhões, este ano, e passou de US$ 8,5 bilhões para US$ 9 bilhões, em 2015.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 81,45 bilhões para US$ 81,2 bilhões, este ano, e de US$ 74,1 bilhões para US$ 75 bilhões, em 2015.

Para o investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, a projeção continua em US$ 60 bilhões, em 2014, e em US$ 55 bilhões, no próximo ano.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,35, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.







Petrobras diminui investimentos em 2014

Publicado por Branca Alves, em 7.08.2014 às 11:30

Do Contas Abertas

Os investimentos das 18 empresas que compõem o Grupo Petrobras foram reduzidos no primeiro semestre de 2014. As aplicações em obras e na compra de equipamentos da companhia somaram apenas R$ 39,1 bilhões nos seis primeiros meses deste exercício. O montante é 12,1% menor do que os R$ 44,5 bilhões aplicados em igual período do ano passado. Os valores foram atualizados pela inflação (constantes).

O levantamento do Contas Abertas levou em consideração os dados disponibilizados pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério do Planejamento. A Pasta divulga a execução do Orçamento de Investimento das Empresas Estatais bimestralmente, bem como a execução da política de aplicação dos recursos das agências financeiras oficiais de fomento.

O percentual de execução da estatal também foi reduzido, apesar de desde pelo menos o ano 2000, a dotação liberada é a menor dos últimos seis anos. Do total de R$ 84,4 bilhões previstos nos orçamentos de investimentos de 2014, 46,3% foram aplicados efetivamente. No ano passado, por exemplo, o orçamento anual atualizado no fim do primeiro semestre previa que R$ 95,3 bilhões. No primeiro semestre de 2013, 46,7% da previsão havia sido executada.

A execução geral reflete o desenvolvimento das ações da Petrobras. Para a iniciativa de exploração de petróleo e gás natural em bacias sedimentares marítimas, que possui R$ 10,2 bilhões de investimentos previstos este ano, apenas 50,6% (R$ 5,2 bilhões) foram aplicados. No Brasil, as bacias sedimentares marginais, localizadas no litoral e na plataforma continental, são as que possuem condições mais favoráveis à ocorrência do petróleo e do gás natural.  Leia Mais







Inflação continua sob controle no país, diz Tombini

Publicado por Branca Alves, em 5.08.2014 às 12:10

Agência Brasil (Brasília) – A inflação continua sob controle e vai encerrar 2014 dentro dos limites da meta, na avaliação do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que participa nesta terça-feira (5) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A meta de inflação tem como centro 4,5% e limite superior de 6,5%. Para o mercado financeiro, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar o ano próxima do teto, em 6,39%.

Segundo Tombini, desde março, há desinflação para o consumidor principalmente nos preços do atacado.

Em apresentação na CAE, Tombini também ressaltou que não há “contradição ou incompatibilidade” entre as medidas do BC de injeção de até R$ 45 bilhões para bancos emprestarem aos clientes e a ação de controle da inflação.

Tombini também avaliou que a economia brasileira e os investimentos devem apresentar ritmo de expansão em 2014 menor do que no ano passado.







Instituições financeiras projetam inflação em 6,39%

Publicado por Branca Alves, em 4.08.2014 às 11:12

Agência Brasil (Brasília) – A projeção de instituições financeiras para a inflação caiu pela terceira semana seguida. É o que mostra a pesquisa semanal, feita pelo Banco Central (BC), sobre os principais indicadores econômicos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,41% para 6,39%, este ano. Em relação a 2015, a projeção subiu de 6,21% para 6,24%.

As estimativas para 2014 e o próximo ano estão acima do centro da meta de inflação (4,5%), que deve ser perseguida pelo BC, e próximas do teto (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic – usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação – deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 12% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,56% para 5,49%, este ano, e foi mantida em 4,97%, para 2015. Em relação ao IGP-M, a estimativa foi ajustada de 4,87% para 4,40%, este ano, e segue em 5,61%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 4,34% para 4,33%, este ano, e de 5,52% para 5,53%, em 2015.







BC: atingir meta de superávit primário mais difícil

Publicado por Branca Alves, em 31.07.2014 às 15:40

Agência Brasil (Brasília) – Os resultados das contas públicas em maio e em junho tornam mais difícil atingir a meta de superávit primário – economia para o pagamento de juros da dívida, este ano. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Segundo dados do BC divulgados nesta quinta-feira (31), o setor público consolidado – governos Federal, estaduais e municipais e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 2,1 bilhões, em junho, o primeiro para o mês, e de R$ 11,046 bilhões, em maio. Em 12 meses encerrados em junho, o superávit primário chegou a R$ 68,528 bilhões, o que corresponde a 1,36% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público, este ano, é 1,9% do PIB.

“Obviamente o déficit de maio e junho tornam o atingimento da meta mais distante, mais difícil. Exigirá um esforço maior do governo para obtê-la, mas não significa que não será atingida”, disse Maciel. Para o chefe do Departamento Econômico, o Tesouro Nacional – responsável pela execução do orçamento, está trabalhando no sentido de atingir a meta.

Maciel acrescentou que em maio e em junho houve menor arrecadação de receitas pelo governo e o impacto de desonerações feitas pelo governo foi cerca de R$ 50 bilhões. Outro fator é a moderação na atividade econômica, que reduz a arrecadação de impostos. Maciel argumentou ainda que o governo aumentou gastos com investimentos, o que também causou impacto no resultado das contas públicas.







Empresa apresenta novo shopping de Olinda

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 16:51

O Patteo será instalado entre as avenidas Getúlio Vargas e Governador Carlos de Lima Cavalcanti, em Bairro Novo, e abrigará 355 lojas, espalhadas em mais de 130 mil metros quadrados (Foto: Divulgação)

Por Isabela Alves
Da Folha de Pernambuco

Foi apresentado, na manhã desta terça-feira (29), o projeto completo do Patteo Olinda Shopping, novo centro de compras da cidade e que deve abrir as portas até outubro de 2017. Sob responsabilidade do grupo pernambucano CM e da paulistana HBR Realty, o mall, que terá um investimento de R$ 500 milhões, abrigará 355 lojas que estarão espalhadas em mais de 130 mil metros quadrados. O Patteo será instalado entre as avenidas Getúlio Vargas e Governador Carlos de Lima Cavalcanti, em Bairro Novo, próximo ao Hiper Bompreço.

O terreno total, que pertencia ao grupo Walmart, foi vendido às empresas responsáveis pelo novo shopping no final de 2012 e abrigará, ainda, um hotel e um empresarial, que serão instalados em uma área de, aproximadamente, 12 mil metros quadrados em frente ao centro de compras. O Patteo terá quatro pisos, sendo um térreo e mais três andares, dos quais serão dois de lojas e um para restaurantes e fast-food. Também serão disponibilizadas 2.300 vagas de estacionamento, divididas em subsolo e três pavimentos-garagens.

O entretenimento é outro destaque do projeto, que levará para Olinda o cinema digital. Serão seis salas de cinema, administrados pela Cinépolis, sendo três delas dispondo de tecnologia 3D e proporcionando, ao todo, 1,6 mil lugares. Com relação à mobilidade, o mall disponibilizará um bicicletário para quem quiser deixar o carro em casa.

O Patteo Olinda tem como público-alvo os moradores dos principais bairros da cidade. A estimativa é de que 45% do público que o shopping receber pertençam à classe C, enquanto 25% esteja entre as classes A e B. Já com relação à faixa etária dos clientes do novo mall, os empreendedores avaliam que os consumidores terão, em sua maioria (58,7%), de 20 a 59 anos, seguidos por jovens de até 19 anos (30,6%) e por pessoas acima de 60 anos (10,7%).

Às 20h desta terça-feira, será realizada a festa de lançamento do Patteo Olinda Shopping para lojistas e autoridades. A festividade acontecerá no Chevrolet Hall, em Olinda, e contará com show de Gilberto Gil.







BC aumenta projeção para preços da eletricidade

Publicado por Branca Alves, em 24.07.2014 às 11:00

Agência Brasil (Brasília) – O Banco Central (BC) aumentou a projeção para o reajuste do preço da eletricidade de 11,5% para 14%, este ano. A previsão está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada nesta quinta-feira (24).

Para as tarifas de telefonia fixa, o BC projeta redução de 3,8%, este ano, contra a previsão anterior de 4,2%, divulgada em maio.

A estimativa para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, a estimativa é 5% em 2014, mesmo valor considerado na reunião do Copom de maio. Segundo a ata, essa projeção considera variações ocorridas, até junho, nos preços da gasolina (0,7%) e do gás de bujão (0,7%).

Para 2016, a projeção para os preços administrados é 6%, em 2015, ante 5% considerados em maio; e 4,8% em 2016.







Saída de dólares do país chega a US$ 4 bilhões

Publicado por Branca Alves, em 23.07.2014 às 13:33

Agência Brasil (Brasília) – As saídas de dólares do país superaram as entradas em US$ 4,039 bilhões, neste mês, até o último dia 18, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quarta-feira (23). Na semana passada, o saldo positivo em US$ 1,388 bilhão não foi suficiente para mudar o resultado negativo parcial do mês.

A maior parte do saldo negativo de julho, até o dia 18, veio do segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com registro de US$ 3,617 bilhões. Já o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) apresentou saldo negativo de US$ 422 milhões.

De janeiro até a semana passada, o fluxo cambial está positivo em US$ 108 milhões. Nesse período, o fluxo financeiro registrou saldo negativo de US$ 2,361 bilhões, e o comercial, positivo em US$ 2,468 bilhões.







IPCA-15 fecha julho com variação de 0,17%

Publicado por Branca Alves, em 22.07.2014 às 11:00

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) fechou o mês de julho, mais uma vez, em queda. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice fechou o mês de julho com variação de 0,17%, com resultado 0,30 ponto percentual inferior aos 0,47% relativos a taxa de junho. Em julho do ano passado, porém, o IPCA-15 fechou em 0,07%.

Com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular de janeiro a julho uma variação de 4,17%, acima dos 3,52% de igual período do ano passado; com a taxa dos últimos 12 meses (a taxa anualizada) fechando em 6,51%, neste caso fechando acima dos 6,41% dos 12 meses anteriores.

Os dados apurados pelo IBGE indicam que o grupo transportes (que passou de uma inflação de 0,50% em junho para uma deflação (inflação negativa de 0,85% em julho) foi o principal responsável pela queda do índice, detendo menos 0,16 ponto percentual de impacto no IPCA-15 do mês.

Alimentação e bebidas (de 0,21% para -0,03% em julho) também contribuíram com -0,01 para variação do IPCA-15. Segundo o IBGE, entre os alimentos muitos produtos ficaram mais baratos de um mês para o outro, especialmente: batata-inglesa (-13,23%), tomate (-11,63%), feijão-fradinho (-8,04%), cenoura (-7,67%), feijão-carioca (-7,44%), cebola (-6,36%), hortaliças (-5,33%), feijão-preto (-5,32%) e farinha de mandioca (-4,60%).

Dos nove grupos pesquisados, apenas habitação (que subiu de 0,29% em junho para 0,48% em julho); e despesas pessoais (de 1,09% para 1,74%) registraram alta entre junho e julho. No caso da alta do grupo habitação, a pressão foi exercida pelas diárias de hotéis, cuja alta de 28,63% liderou o ranking dos principais impactos, com 0,13 ponto percentual – o mais elevado resultado por grupo.