Economia

Dólar opera abaixo dos R$ 3,90

Publicado em 4.02.2016 às 12:45

Da Folhapress

O dólar operava em baixa nesta quinta-feira (4), reagindo à percepção de que o Federal Reserve (FED, banco central dos EUA) não deve aumentar os juros do país tão cedo.

Às 12h00 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha queda de 1,55%, a R$ 3,860, enquanto o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, era cotado a R$ 3,863, queda de 1,40%.

Além da atratividade dos juros, a queda da moeda norte-americana em relação a outras moedas importantes barateia commodities cotadas em dólar para detentores dessas moedas, trazendo alívio adicional a ativos de países exportadores, como o Brasil.

BOLSA
O principal índice acionário do Brasil registrava alta neste início de sessão, voltando a operar acima dos 40 mil pontos.

Às 12h05 (de Brasília, o Ibovespa tinha alta de 1,45%, aos 40.164 pontos.

O petróleo, que operava em baixa, afetava os papéis da Petrobras. Mesmo assim, as ações da estatal, que começaram em baixa, revertiam as perdas.

Os papéis preferenciais da Petrobras, mais negociados e sem direito a voto, operam em alta de 0,66%, a R$ 4,52, enquanto as ações ordinárias, com direito a voto, subiam 0,97%, a R$ 6,24.

As ações da Vale continuavam em alta, mantendo a perspectiva dos últimos dias.

Os papéis preferenciais subiam 5,45%, a R$ 7,34, enquanto que as ações ordinárias se valorizavam em 7,10%, cotadas a R$ 9,65.


Da Agência Brasil

O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 9,6% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado, e 1,1% sobre dezembro de 2015. De acordo com a pesquisa Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, a queda foi a maior já registrada no comércio varejista, desde abril de 2002, quando houve retração de 11,2% sobre o mesmo mês de 2001.

Os economistas da Serasa Experian atribuíram essa retração às projeções de desaquecimento na economia. “Juros altos, desemprego em ascensão e inflação elevada, que afetaram negativamente o comércio no ano passado, ainda continuarão presentes em boa parte do ano de 2016”, justificaram eles.

Na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, apenas o segmento de combustíveis e lubrificantes apresentou avanço, com crescimento de 3,8%. No setor de veículos, motos e peças foi constatada queda de (-20,4%) e nos demais setores foram registradas as seguintes oscilações: tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-15,3%); móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (-13,1%); supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-6,7%) e material de construção (-2,4%).

Na comparação com dezembro passado, três setores apresentaram alta: veículos, motos e peças (3%); móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (3,9%) e material de construção (4,3%). Nos demais, ocorreram redução: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-1%); combustíveis e lubrificantes (-0,2%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,4%).


Da Folhapress

Pesquisa do Banco Central com economistas mostra a inflação se distanciando mais do teto da meta do governo e o PIB (Produto Interno Bruto) caindo um pouco mais neste ano. As perspectivas para o próximo ano também foram pioradas.

De acordo com o boletim Focus, pesquisa realizada entre economistas e instituições financeiras e divulgada semanalmente pelo Banco Central, a projeção para o IPCA (índice oficial de inflação) deste ano passou de 7,23% na semana passada para 7,26% nesta. A meta do governo é de 4,5% ao ano, com dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Para o PIB, a perspectiva é de retração de 3,01%, ante 3% na semana anterior. A taxa de juros para o fim do ano, segundo os economistas, será mantida em 14,25%, contra estimativa de 14,64% na semana passada e 15,25% há quatro semanas.

Os economistas também veem o dólar encerrando o ano a R$ 4,35, ante R$ 4,30 na semana passada.
As projeções para 2017 também foram pioradas. A inflação aumentou de 5,65% na estimativa anterior para 5,80% nesta semana, enquanto o crescimento do PIB foi reduzido de 0,80% para 0,70% nesta semana.

Para a taxa básica Selic, a expectativa é que encerre 2017 a 12,75%, mesma leitura da semana passada. A projeção do dólar foi mantida em R$ 4,40 até o final do próximo ano.


Governo anuncia R$ 83 bi de crédito

Publicado em 28.01.2016 às 21:40

Da Folhapress

O total do crédito que o governo vai injetar na economia, anunciado pelo ministro Nelson Barbosa (Fazenda) nesta quinta-feira (28), durante reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), será de R$ 83 bilhões.

A grande novidade será a autorização do uso da multa e de parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia de crédito consignado para trabalhadores do setor privado demitidos sem justa causa. A expectativa é de gerar R$ 17 bilhões de crédito com essa modalidade.

Para crédito rural, serão destinados R$ 10 bilhões. Para crédito habitacional, com recursos do FGTS, serão mais R$ 10 bilhões. Para infraestrutura, por meio dos recursos do FI-FGTS, serão mais R$ 22 bilhões em linhas de crédito.

Para capital de giro de pequenas empresas serão dedicados R$ 5 bilhões, por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Para investimento em máquinas e equipamentos, o governo trabalha numa linha de crédito do BNDES de R$ 15 bilhões. Para empresas exportadoras, serão liberados R$ 4 bilhões de crédito.


Da Folhapress

O CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou o aumento de R$ 2 bilhões nos recursos disponível para crédito rural em 2016. O valor virá do direcionamento obrigatório de parte dinheiro de entidades governamentais depositado em bancos públicos federais e estaduais (depósitos à vista).

A expectativa é que R$ 1 bilhão sejam liberados no primeiro semestre deste ano, ainda para a safra atual.

Segundo Banco Central, a medida não faz parte do pacote de crédito anunciado nesta quinta-feira (28) pelo governo, que conta com outra mudança que irá direcionar mais R$ 10 bilhões no crédito rural.


Da Agência Brasil

O Governo Central (Previdência Social, Tesouro Nacional e Banco Central) registrou, no ano passado, resultado primário deficitário em R$ 114,9 bilhões, ou 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas do país. Trata-se do pior resultado anual, desde o início da série histórica, em 1997. Em 2014, o déficit registrado ficou em R$ 17,2 bilhões ou 0,3% do PIB. A diferença entre 2014 e 2015 supera R$ 97 bilhões.

A Previdência Social responde pela maior parte do déficit no ano, com resultado negativo de R$ 85,8 bilhões. O Tesouro Nacional ficou negativo em R$ 29,3 bilhões e o Banco Central teve déficit de R$ 699,2 milhões.

Em dezembro, as contas da União ficaram negativas em R$ 60,727 bilhões, influenciadas pelo pagamento da dívida do governo com bancos públicos. Só no mês passado, o Tesouro Nacional registrou resultado negativo de R$ 64,49 bilhões, a Previdência Social em R$ 3,04 bilhões e o Banco Central R$ 129,05 milhões.

De acordo com Otávio Ladeira, secretário interino do Tesouro Nacional, com a aprovação de uma nova meta primária para o ano passado, o governo estava autorizado a fechar 2015 com déficit de até R$ 118,7 bilhões. O resultado divulgado nesta quinta-feira, portanto, indica uma folga de R$ 3,7 bilhões no total permitido.

O secretário destacou que, como parâmetro da meta fiscal, o resultado utilizado só será conhecido amanhã, quando o Banco Central divulgar o resultado de todo o setor público. Otávio Ladeira lembrou ainda que, como já havia dito o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, o governo está revendo as estimativas de despesas e receitas a serem divulgadas “em meados de fevereiro”.


Da Folhapress

Com dificuldades para encontrar um nome no mercado, a Petrobras nomeou o diretor de operações e logística da subsidiária, Ivan de Sá Pereira Junior, como novo presidente interino.

Ele substitui o diretor financeiro da companhia, Carlos Alberto Tessarollo, que assumiu o cargo após a saída de José Lima de Andrade Neto, em setembro do ano passado.

Os conselheiros da BR aprovaram ainda a prorrogação do mandato de Segen Farid Estefen como presidente do conselho de administração. Estefen substituiu o assessor jurídico da Vale, Clovis Torres, que resignou ao cargo em novembro.

Nos dois casos, os mandatos têm validade até a próxima assembleia geral ordinária de acionistas, cuja data não foi informada.

A Petrobras busca no mercado um executivo para presidir a BR, empresa que faz parte do plano de desinvestimentos da estatal. Mas não vem tendo sucesso diante das limitações salariais da companhia.

A companhia quer negociar uma fatia de até 25% na distribuidora, como parte do esforço para reduzir seu endividamento. No ano passado, chegou a analisar a oferta de ações em bolsa, mas o processo foi suspenso diante da crise econômica.


Da Agência Brasil

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por mais inflação neste ano e em 2017. A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano foi ajustada pela quarta vez seguida, ao passar de 7% para 7,23%. Para o próximo ano, a expectativa é que a inflação fique abaixo do limite superior, mas ainda distante do centro da meta. A projeção para 2017 passou de 5,40% para 5,65%, no segundo ajuste consecutivo.

A meta de inflação tem como centro 4,5% e o limite superior é 6,5%, em 2016, e 6%, no próximo ano. As estimativas são do boletim Focus, uma publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Depois da polêmica envolvendo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na semana passada, a projeção mediana (que desconsidera extremos das estimativas) para a taxa básica de juros, a Selic, passou de 15,25% para 14,64% ao ano. Ao final de 2017, a estimativa também caiu de 12,88% para 12,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A polêmica surgiu às vésperas do anúncio da decisão do Copom, quando o presidente do BC, Alexandre Tombini, divulgou comentário sobre a revisão de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia brasileira. Na terça-feira (19), primeiro dia de reunião do Copom, Tombini disse, em nota, que as revisões foram significativas e seriam consideradas na decisão do comitê.

Meta de inflação tem como centro 4,5% e o limite superior é 6,5%, em 2016, e 6%, no próximo ano(Foto: Agência Brasil)

O FMI aumentou a projeção de queda da economia brasileira neste ano de 1% para 3,5%. Para 2017, a expectativa é de estabilidade, com a estimativa de crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), contra a expectativa de crescimento de 2,3%, divulgada em outubro do ano passado.

O comunicado de Tombini em dia de reunião do Copom foi incomum e indicou uma mudança de direção com relação à Selic. Analistas criticaram a comunicação do BC, que anteriormente informava que adotaria as medidas necessárias para controlar a inflação, ou seja, que elevaria a Selic. Para alguns analistas, o BC estaria cedendo a pressões ao mudar a comunicação e tomar a decisão de manter a Selic em 14,25% ao ano.

Quando há elevação da taxa Selic, a demanda por produtos e serviços é afetada, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam as pessoas a economizar em vez de gastar. Quando há redução da Selic, o efeito é o contrário: incentiva produção e consumo, mas alivia o controle da inflação. Nas suas decisões, o BC tem que decidir se no momento a prioridade é controlar a inflação ou estimular a economia. Além de afetar a demanda, a elevação da taxa influencia também as expectativas com relação à inflação.

Na avaliação das instituições financeiras, a economia deve encolher 3% este ano, contra a previsão anterior de 2,99%. Para 2017, a expectativa é de recuperação, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,8%. A estimativa anterior era 1% de expansão da economia.


Do Congresso em Foco

Os gastos públicos para instituir a tarifa zero no transporte público em 17 capitais brasileiras custaria quase o mesmo valor anual do Bolsa Família. De acordo com levantamento do jornal O Globo, apenas essas prefeituras precisariam desembolsar R$ 27 bilhões por ano para garantir a gratuidade a todos os seus cidadãos. Principal programa social do governo federal, o Bolsa Família tem previsão orçamentária de R$ 28,8 bilhões para 2016. O gasto com a tarifa zero é quase o dobro do orçamento do Ministério dos Transportes (R$ 13,8 bilhões) e maior que o da Fazenda (R$ 25,2 bilhões).

Segundo a reportagem, os municípios pesquisados destinaram R$ 3,2 bilhões em subsídios para o transporte público em 2015, entre renúncias fiscais e investimentos. Teriam de aumentar esse desembolso em 743% para garantir o passe livre.

Na capital paulista, o governo municipal teria de aplicar R$ 7,7 bilhões, o equivalente à arrecadação da prefeitura com o IPTU. No Rio, seriam necessários R$ 4 bilhões. Em Porto Alegre, o gasto com a tarifa zero equivaleria a 90% do orçamento da Saúde. Ainda de acordo com o Globo, em Teresina, a política de transporte gratuito para todos consumiria mais dinheiro do que a educação no município. Dez capitais não forneceram dados para o levantamento.

A proposta é polêmica. Encampada nas ruas desde 2013, com as manifestações de junho, a eficácia da tarifa zero é contestada por economistas ouvidos pelo Globo.

“O passe livre significará para a população que paga impostos, muitos deles pagos por pessoas de baixa renda, o custeio do consumo da classe média ou até da elite”, declarou ao jornal o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper.

Já representantes do Movimento Passe Livre em São Paulo e Belo Horizonte criticam a legitimidade dos dados repassados pelas prefeituras ao Globo. Segundo eles,a conta considera o lucro das empresas de ônibus.


BNB tem meta de investir R$ 2 bilhões no Nordeste

Publicado em 23.01.2016 às 12:20

Por Daniel Leite
Da Folha de Pernambuco

Em encontro com o governador Paulo Câmara (PSB), na sexta-feira (22), no Palácio o Campo das Princesas, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Marcos Holanda, se mostrou disposto a impulsionar novos investimentos para a região. Na visita de cortesia, anunciou a meta de injetar R$ 2 bilhões em Pernambuco, a partir de financiamentos que utilizem o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). No total, o gestor espera garantir R$ 14,5 bilhões em novos negócios.

De acordo com Holanda, o montante destinado aos novos financiamentos poderá ser usado a partir de um novo produto, lançado pelo Banco do Nordeste: O “Cartão FNE”, que será lançado no dia 10 de março, na cidade de Fortaleza, no Ceará. O cartão servirá, desta forma, para agilizar o acesso ao crédito em condições diferenciadas para os clientes da Instituição e, com isso, atrair investidores de outras regiões, principalmente do Sul e do Sudeste.

Por sua vez, Paulo Câmara se mostrou entusiasmado coma ideia e garantiu que estará presente na cerimônia de lançamento do cartão. O socialista aproveitou, ainda, para conversar sobre outras oportunidades de parcerias, como o financiamento da feira de artesanato “Fenearte”, realizada anualmente no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Câmara fez, inclusive, questão de explicar que o evento bateu o recorde de vendas no ano passado, apesar da crise econômica que abateu o País, como intuito de mostrar a viabilidade econômica do negócio. Por fim, os dois ficaram de agendar outras reuniões para avanças as negociações.

“O Banco do Nordeste é um importante instrumento para o desenvolvimento da Região. Sua atuação tem possibilitado a consolidação de uma política que pensa o futuro e também a materialização de transformações já no presente”, afirmou Paulo Câmara.

Maior instituição da América Latina voltada para o desenvolvimento regional, o BNB opera políticas públicas como o Pronaf.


Da Folhapress

A prévia da inflação oficial brasileira até desacelerou na passagem de dezembro para janeiro deste ano, mas numa intensidade insuficiente para mudar a trajetória dos preços acumulados nos últimos 12 meses.

O IPCA-15 foi de 0,92% em janeiro -abaixo do apurado em dezembro do ano passado (1,18%) e um pouco acima do registrado no mesmo mês de 2015 (0,89%), segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (22).

Apesar da desaceleração, o resultado foi alto para o primeiro mês do ano. A última vez que os preços subiram tanto em janeiro foi em 2003 (1,98%), no primeiro mês do primeiro governo Lula.

Inflação – Índice de variação de preços medido pelo IPCA-15

Com os preços ainda pressionados, o índice acumulado em 12 meses manteve sua trajetória de crescimento. O IPCA-15 acumulou 10,74% de fevereiro de 2015 a janeiro de 2016, acima da inflação de 10,71% do ano passado. Leia Mais


Da Folhapress

Os preços do petróleo operavam em forte baixa na manhã desta quarta-feira (20), renovando as mínimas de 2003. A queda da commodity derruba Bolsas pelo mundo e faz com que o dólar se valorize ante o real.

O petróleo perdeu mais terreno após a Agência Internacional de Energia, que aconselha países industrializados sobre política energética, alertar que os mercados de petróleo podem “se afogar em excesso de oferta” em 2016.

Às 10h30 (de Brasília), O Brent, negociado em Londres, se desvalorizava em 3,51%, a US$ 27,75 o barril. Já o WTI, comercializado no mercado americano, tinha queda de 3,69%, a US$ 27,41.

A commodity enfrenta uma brusca desvalorização após uma mudança na estratégia da Arábia Saudita, que aumentou consideravelmente a oferta do produto, além da volta do Irã, outro grande produtor, ao mercado e uma possível desaceleração da economia da China.

Bolsa

O principal índice acionário do Brasil iniciou o dia em queda, puxado pela baixa das ações da Petrobras e da Vale.

Às 10h35 (de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 1,90%, aos 37.334 pontos.

Na terça (19), as ações da Petrobras amargaram outro dia de desvalorização, após voltar aopatamar de 1999.

As ações preferenciais da Petrobras, mais negociados e sem direito a voto, têm queda de 5,15%, a R$ 4,41, enquanto as ações ordinárias, com direito a voto, se desvalorizavam em 4,06%, a R$ 5,90.
Os papéis preferenciais da Vale caíam 4,54%, a R$ 6,72%, enquanto que as ações ordinárias têm queda de 4,35%, a R$ 8,78.

Dólar

O dólar chegou a avançar a R$ 4,10 pela primeira vez desde setembro nesta quarta (20), refletindo o quadro de aversão a risco nos mercados globais diante de novo tombo dos preços do petróleo.

Às 10h35 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, se valorizava em 1,06%, a R$ 4,086 na venda. Já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, tinha alta de 0,78%, a R$ 4,087.


Da Folhapress

Economistas consultados pelo Banco Central aumentaram para 7% a projeção para a inflação neste ano, contra previsão de 6,93% na semana anterior. Eles também revisaram a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano e agora veem crescimento de 1%, ante 0,86% no boletim da semana passada.

As estimativas constam na Focus, pesquisa realizada entre economistas e instituições financeiras e divulgada semanalmente pelo Banco Central. A revisão do dado de inflação ocorre após o IPCA ter encerrado 2015 com alta de 10,67%, bem acima do teto da meta do governo, de 6,5%.

Foi a maior escalada do IPCA desde 2002, quando foi de 12,53% em meio às incertezas do mercado financeiro sobre como seria um futuro primeiro governo do PT.

A perspectiva para a queda do PIB neste ano foi mantida em 2,99%. O mesmo ocorreu com a estimativa para a taxa de câmbio ao final do ano, que permaneceu em R$ 4,25, e para a taxa básica de juros (Selic), que ficou em 15,25%. O Banco Central realiza nesta terça e quarta-feira sua primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Economistas esperam que a taxa suba dos atuais 14,25% para 14,75% ao ano.

Para o próximo ano, apesar de ter ampliado o crescimento econômico, a projeção para a inflação piorou, passando de 5,20% na semana passada para 5,40% neste boletim. O mercado também alterou de R$ 4,23 para R$ 4,30 a previsão para o câmbio e elevou a Selic de 12,75% para 12,88%, acompanhando a deterioração calculada do cenário inflacionário.


Da Agência Brasil

A proporção de pessoas que trabalham por conta própria entre o total de ocupados aumentou de 17,9%, em janeiro de 2013, para 19,8% em novembro de 2015, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento cobre as seis principais regiões metropolitanas brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador). Na avaliação do economista e pesquisador do Ipea Miguel Foguel, o aumento do trabalho por conta própria está relacionado à crise econômica e à consequente redução dos empregos formais.

Segundo Foguel, os trabalhadores por conta própria podem ser divididos em dois grupos: os que contribuem para a Previdência Social e os que não contribuem. Em 2013, os autônomos do primeiro grupo eram 5,2% do total de ocupados nessas seis regiões. Esse percentual subiu para 7,4%, em novembro de 2015. Já os trabalhadores por conta própria não contribuintes permaneceram estáveis: 12,8%, em janeiro de 2013; e 12,4%, em novembro de 2015.

De acordo com o economista do Ipea, provavelmente, esse fenômeno tem a ver com a reação defensiva do trabalhador diante de um mercado de trabalho em crise, em que as empresas estão demitindo e deixando de contratar. “Aí, a reação deles ante a dificuldade de encontrar emprego é buscar algum tipo de renda por meio de um microempreendimento ou alguma atividade que se configura como por conta própria, e continuar contribuindo para a Previdência Social, mas agora não mais como um empregado formal”. Leia Mais


Para as pessoas que recebem salário mensal de no máximo R$ 800, a prestação será de R$ 80 (Foto:Divulgação)

Da Agência Brasil

A prestação mínima do Minha Casa, Minha Vida vai subir de R$ 25 para R$ 80 e será cobrada para as novas moradias do programa habitacional, que começam a ser contratadas neste ano. Pertencente à terceira etapa do programa, a mudança se refere às famílias pertencentes à primeira faixa, com renda de até R$ 1,8 mil.

Para as pessoas que recebem salário mensal de no máximo R$ 800, a prestação será de R$ 80. De acordo com o Ministério das Cidades, para aqueles que têm renda mensal entre R$ 800 e R$ 1,2 mil, o valor corresponderá a 10% do salário. As famílias cujo salário médio varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil pagarão mensalmente o valor que corresponde a 15% do salário.

A prestação mínima paga anteriormente pelos beneficiários do programa era de R$ 25 por mês. Antes das mudanças, em toda a Faixa 1, cerca de 95% do imóvel era subsidiado pelo governo.

Segundo a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, a prestação para as famílias da faixa de renda mais baixa atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida não tinha reajuste desde o lançamento do programa, em 2009, enquanto a renda dos beneficiários e o valor dos imóveis subiram no período.