Economia

Prévia da inflação recua em maio, mas chega a 8,24%

Publicado por Branca Alves, em 22.05.2015 às 11:35

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou o mês maio em desaceleração, ficando em 0,6%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o índice atingiu 1,07% e, em abril do ano passado, 0,58%.

O IPCA-15, que constitui uma prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos.

Apesar da queda, com este resultado, o índice acumulado no ano foi 5,23%, acima da taxa de 3,51% registrada em igual período de 2014. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 8,24%, próximo ao dos 12 meses imediatamente anteriores (8,22%), sendo, no entanto, o resultado mais elevado desde janeiro de 2004 (8,46%).

Segundo o IBGE, a desaceleração de maio teve como principal influência o peso da energia elétrica. Com peso de 3,88% na despesa das famílias, as contas de energia tiveram alta de apenas 1,41% em maio, contra 13,02% da taxa de abril, uma redução de 9,14 ponto percentual. Com a queda na energia elétrica, o índice do grupo habitação recuou de 3,66% para 0,85%, entre uma prévia e outra.  Leia Mais







Demora na votação do ajuste fiscal refletirá na arrecadação, diz Receita

Publicado por Branca Alves, em 21.05.2015 às 18:05

Agência Brasi (Brasília) – A demora na votação das medidas do ajuste fiscal refletirá na arrecadação dos próximos meses, aumentando o impacto das desonerações nos cofres federais. A avaliação é do chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Segundo ele, a trajetória de queda na arrecadação pode continuar por mais tempo que o previsto caso o Congresso Nacional atrase a votação da medida que reduz a desoneração da folha de pagamento.

“Se a medida [provisória] da desoneração da folha for aprovada mais para o fim do ano, os efeitos [sobre o caixa do governo] serão menores neste ano e a maior parte do ajuste ficará para o ano seguinte. Isso tende a ser um complicador, porque os efeitos esperados para essas medidas estão sendo postergados”, disse o técnico da Receita Federal.

Originalmente, a Receita estima em R$ 104 bilhões a renúncia fiscal deste ano, decorrente de benefícios concedidos nos últimos anos. A medida com maior impacto será a desoneração da folha de pagamento, algo em torno de R$ 25 bilhões em 2015.

De acordo com Malaquias, caso o Congresso atrase as votações, a projeção poderá ser revista para cima. Ele, no entanto, afirmou que a Receita ainda não tem nenhum novo número oficial.

“O Executivo fez sua parte, mandando as medidas provisórias para o Congresso Nacional. Temos de aguardar a conclusão das discussões.”

Para Claudemir Malaquias, a queda na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é a principal responsável pela redução da arrecadação federal em abril. Segundo ele, os números mostram que a retração da lucratividade das empresas, antes restritas ao sistema financeiro, está se disseminando para os demais setores da economia.

“A queda da lucratividade está se espalhando para quase todos os setores. Antes estava concentrada no setor financeiro”, explicou Malaquias.

De janeiro a abril, a arrecadação de IRPJ e de CSLL na modalidade estimativa mensal caiu 19,46% para instituições financeiras e 1,26% para empresas de outros setores, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Até março, a arrecadação das empresas não financeiras apresentou crescimento acima da inflação.







Complexo petroquímico tem prejuízo bilionário

Publicado por Branca Alves, em 20.05.2015 às 09:55

Por Mariama Correia
Da Folha de Pernambuco

Custos elevados e implicações das denúncias de corrupção da Petrobras deixaram uma conta de prejuízos bilionários para a PetroquímicaSuape (PQS) e para a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), no ano passado. Segundo os balanços contábeis divulgados pelas companhias ontem, as perdas chegaram a R$ 1,2 bilhão, apenas no caso da PQS, uma piora acentuada no comparativo com 2013, quando o cenário já era deficitário em R$ 555 milhões. Na Citepe o volume negativo é ainda maior, de R$ 2,6 bilhões. Em 2013, as perdas foram de R$ 215 milhões.

No mês de abril o complexo petroquímico anunciou que passaria por reestruturação devido às pressões nos custos de produção, agravadas pela crise da petrolífera. A produção de resina PET foi interrompida e a produção de fios de poliéster no Citepe foi reduzida em dois terços, implicando em cortes de funcionários. A Petrobras foi procurada para comentar o plano de demissões e a readequação dos negócios, mas não se pronunciou até o encerramento desta edição.

Os resultados contábeis foram impactados principalmente por baixas nos ativos, que significam uma reavaliação do patrimônio das empresas, explicou o professor de auditoria contábil da Faculdade Boa Viagem (FBV), Flávio Cesário. No caso da Citepe, o valor atribuído aos ativos imobilizados – instalações, equipamentos, maquinário – caíram de R$ 4,3 bilhões em 2013 para R$ 2,1 bilhões em 2014. “É uma perda contábil, não financeira”, explicou. Os negócios da Citepe também foram afetados pela alta do dólar, porque ela importa o POY (fio que será texturizado).

A desvalorização de ativos (impairment) somaram R$ 677 milhões na PQS e as desvalorizações no ativo imobilizado, R$ 36 milhões. Nesse caso, além do valor de mercado, foram registradas perdas reais com as vendas. “Os custos das vendas chegaram a R$ 1 bilhão, enquanto que a receita ficou em apenas R$ 856 milhões”, apontou. O balanço atribui o resultado à variação dos preços da matéria-prima e ao preço internacional do produto acabado (PTA).







Emprego industrial tem queda de 0,6% em março

Publicado por Branca Alves, em 19.05.2015 às 11:45

Agência Brasil (Brasília) - O emprego industrial fechou o mês de março com queda de 0,6% em relação a fevereiro, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ajuste sazonal ocorre quando os técnicos descontam o aumento das vendas de produtos em feriados ou datas comemorativas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes). Com o resultado de março, o emprego na indústria fechou o primeiro trimestre do ano com queda acumulada de 4,6%, ritmo ligeiramente mais acentuado do que o observado no último trimestre de 2014 (-4,4%).

O recuo de 4,6% no primeiro trimestre de 2015 é o 14º resultado negativo consecutivo, aumentando a intensidade no ritmo de queda em relação aos índices do primeiro (-2,0%), segundo (-2,8%), terceiro (-3,7%) e quarto (-4,4%) trimestres de 2014.

O IBGE informou que, na série com ajuste sazonal, na comparação do trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria teve retração de 0,7% no período janeiro-março de 2015, nona taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período redução de 6,7%.







Mercado espera que a inflação atinja 8,31% em 2015

Publicado por Branca Alves, em 18.05.2015 às 10:15

Agência Brasil (Brasília) – Analistas e investidores do mercado financeiro voltaram a elevar a previsão de fechamento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2015. A estimativa de alta, que estava em 8,29%, agora é 8,31%.

O IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), verifica a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, com rendimento de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos. Desde junho de 1999, o IPCA é o índice utilizado pelo Banco Central (BC) para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação, sendo considerado o índice oficial de inflação do país.

O mercado ampliou ainda a previsão de elevação para os preços administrados, como o da energia e da gasolina, de 13,2% para 13,5%.

As informações estão no Boletim Focus, pesquisa semanal junto a instituições financeiras, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo BC. Os analistas mantiveram inalterada a expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), em -1,2%. A projeção de queda da produção industrial ampliou-se, de -2,5% para -2,8%.

A estimativa para o câmbio, ao fim de 2015, permaneceu em R$ 3,20. A previsão de fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia, também permanece igual, em 13,5% ao ano. Atualmente, a Selic, instrumento do BC para controle da inflação, está em 13,25% ao ano.

A estimativa da dívida líquida do setor público ficou em 37,95% do PIB. A projeção do déficit em conta corrente, que mede a qualidade das contas externas, subiu de US$ 80 bilhões para US$ 82,4 bilhões. O saldo projetado para a balança comercial permanece positivo em US$ 3 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados subiram de US$ 59 bilhões para US$ 61 bilhões.







Passamos por transformação da economia, diz Levy

Publicado por Branca Alves, em 16.05.2015 às 16:43

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou neste sábado que há mudança da economia em nível global, que inclui a queda do preço das commodities, e que o Brasil está acompanhando este cenário. “Estamos passando por momento de ajuste e de transformação”, disse em entrevista coletiva em Florianópolis (SC).

Segundo ele, num momento em que o mundo todo está mudando o Brasil tem de mudar, por meio do ajuste fiscal, porque “é importante ter as contas em dia”. Levy acrescentou que o País também vai mudar pela força da economia. “(Brasil) está aumentando as exportações, quer ser mais competitivo”, disse.

De acordo com o ministro, a retomada do crescimento brasileiro passa basicamente por dois fatores: completar o ajuste fiscal de maneira “robusta” no Congresso e retomar confiança do setor privado para investimentos. “Inclui votação no (Congresso), evitar novos riscos fiscais, riscos de despesas que possam ter efeito no médio e longo prazo, e inclui ter confiança do setor privado, para que esteja disposto a crescer”, explicou. “Se isso acontecer, acho que 2016 pode ser um ano de notícias boas.”

O ministro cumpre agenda extensa neste sábado em Santa Catarina, que inclui palestra a lideranças, em Florianópolis, almoço com empresários e visitas a fábricas em Joinville. No fim do dia, ele também deve participar da missa de sétimo dia do senador Luiz Henrique da Silveira.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Levy defende mais capital privado na economia

Publicado por Branca Alves, em 13.05.2015 às 18:50

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez nesta quarta-feira (13) uma forte defesa da maior participação do capital privado na economia brasileira. “Nossa economia tem de funcionar sem ser totalmente amparada pelo governo”, disse ele, após maratona de encontros com investidores na capital britânica em menos de 48 horas na cidade. Nos próximos trimestres, o ministro espera que a economia “deslanche”.

Levy reconheceu que o governo ainda tem desafios pela frente. “Em um par de trimestres ainda vamos ter desafios”, disse. “Na medida em que formos concluindo o ajuste, as votações, as pessoas começam a ter base para novas decisões, e isso vai deslanchar o crescimento”, disse. “As pessoas querer aproveitar as oportunidades. Fatores como o pré-sal, o mercado interno, é que vão criar a movimentação da nossa economia”, disse.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Miguel Coelho alerta para prejuízos causados pela estiagem a produtores

Publicado por Branca Alves, em 12.05.2015 às 16:52

O deputado estadual Miguel Coelho (PSB) alertou, nesta terça-feira (12), sobre os prejuízos causados pela estiagem aos produtores de Pernambuco. Para abordar o assunto, o parlamentar elencou uma série de números relacionados à morte de rebanhos bovinos, caprinos e ovinos, além da diminuição da criação de aves no Estado motivada pela falta de chuvas.

Relatório da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) de 2012 até agora mostra que os produtores dessas cadeias já arcam com um prejuízo de R$ 2,1 bilhões em decorrência de perdas e rebanhos. O levantamento ainda mostra que pelo menos nove mil criadores de gado abandonaram a atividade por conta da estiagem. O quadro é agravado pela diminuição da taxa de natalidade dos bovinos nos últimos anos.

O socialista também citou os prejuízos causados à caprinovinocultura, que foi reduzida em 250 mil cabeças e totaliza 5,1 milhões de caprinos e ovinos em Pernambuco. “Diante desse quadro, nós vemos uma grave crise decorrente da seca que precisa ser enfrentada. Os prejuízos para produtores de gado, ovinos e caprinos são superiores a R$ 2 bilhões. Isso sem contar os danos que já foram provocados à avicultura, que emprega mais de 150 mil pessoas”, contabilizou.

Para tratar sobre os efeitos da estiagem, o deputado solicitou uma audiência pública. O debate será realizado, em Dormentes, no dia 22 de maio, quando inicia a Caprishow, maior evento de caprinovinocultura de Pernambuco.







Taxa de desemprego no País sobe e atinge 7,9%

Publicado por Branca Alves, em 7.05.2015 às 11:48

A taxa de desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2015, de 7,9%, é a maior desde o primeiro trimestre de 2013 (8,0%), de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em sete Unidades da Federação e duas grandes regiões, porém, a taxa observada nos primeiros três meses deste ano foi a maior de toda a série, iniciada em 2012.

Uma desses Estados é São Paulo, onde a taxa de desemprego ficou em 8,5% no primeiro trimestre de 2015. Outros recordes no período foram observados em Roraima (8,9%), Pará (9,2%), Minas Gerais (8,2%), Rio Grande do Sul (5,6%), Goiás (7,0%) e Distrito Federal (10,8%).

Entre as grandes regiões, os recordes históricos foram verificados no Sudeste (8,0%) e no Centro-Oeste (7,3%). Na contramão, Sergipe registrou taxa de desemprego de 8,6% no primeiro trimestre de 2015 – a menor da série.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Mercado estima inflação em 8,26% e Selic em 13,5%

Publicado por Branca Alves, em 4.05.2015 às 11:15

Agência Brasil (Brasília) – Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter elevado a Selic em 0,5 ponto percentual na semana passada, analistas e investidores aumentaram a projeção do patamar de encerramento da taxa básica de juros neste ano. De acordo com as previsões, a Selic, hoje em 13,25%, deve chegar a 13,5% ao ano no final de 2015. Para 2016, a projeção dos juros básicos subiu de 11,5% para 12% ao ano.

As previsões estão no boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras que é divulgada semanalmente pelo Banco Central. O Copom volta a se reunir para deliberar sobre a Selic nos dias 2 e 3 de junho.

Com relação à inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou a expectativa de 8,25% para 8,26%. A estimativa de alta dos preços administrados, como o da gasolina e da energia, passou de 13,1% para 13,05%.

O boletim Focus prevê ainda retração na atividade econômica do país. Os analistas aumentaram a projeção de queda do Produto Interno Bruto (soma dos bens e riquezas produzidos em um país) de -1,10% para -1,18%. A estimativa para o câmbio foi mantida em R$ 3,20.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, passou de US$ 78 bilhões para US$ 78,5 bilhões. O saldo projetado para a balança comercial passou de US$ 4,17 bilhões para US$ 4 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados subiram de US$ 57 bilhões para US$ 57,5 bilhões.







Encontro reúne executivos que desejam investir em PE

Publicado por Branca Alves, em 29.04.2015 às 18:00

(Foto: Paula Maestrali/Divulgação)

Investidores nacionais e estrangeiros que pretendem investir na região Nordeste e em Pernambuco se reuniram, nesta quarta-feira (29), no III Encontro Internacional de Prospecção e Rodada de Negócios Confiance. O evento, promovido pela Confiance, tem como tema central “Nordeste brasileiro numa perspectiva de 10 anos”. O encontro ocorreu, nesta quarta, no auditório da Oficina Brennand, na Várzea.

Entre os palestrantes, o economista Alexandre Rands, que falou sobre as potencialidades da região do Nordeste brasileiro e de Pernambuco. O prefeito de Goiana, Fred Gadelha (PTB), por sua vez, falou do cenário econômico atual do município e os desafios da cidade com a chegada de novos investimentos de grande porte.

Já o representante do Banco Alemão KFW, André Aguillar, destacou as principais linhas de investimentos para toda a América Latina para diversos segmentos.

Segundo o presidente da Confiance Gestão Contábil & Negócios, Erbert Cazzannovah, responsável pela organização do evento, Pernambuco deve receber nos próximos dois anos investimentos estrangeiros na ordem de mais de R$ 2 bilhões, nas áreas químicas, maquinários para a construção civil, vidros, entre outros.

“Nosso objetivo é reunir investidores que desejam se instalar no Estado, gerando receita, empregos e movimentar a nossa economia”, destacou Cazzannovah.







Mercado estima inflação de 8,25% até o fim do ano

Publicado por Branca Alves, em 27.04.2015 às 10:47

Agência Brasil (Brasília) – Analistas e investidores do mercado financeiro preveem que a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feche o ano em 8,25%. A estimativa está no boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central. Para o Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país –, a perspectiva permanece pessimista, com queda de 1,1% e diminuição na produção industrial de 2,5%.

Para o câmbio, a projeção até o fim do ano é que o dólar chegue a R$ 3,20, e a taxa básica de juros fique em 13,25% ao ano. Houve leve elevação na estimativa para os preços administrados, aqueles monitorados pelo governo como luz e combustíveis, que passou de 13% para 13,1%, em 2015. A expectativa para a dívida líquida do setor público em proporção ao PIB foi mantida em 38%.

Nas contas externas, a expectativa para o déficit em conta-corrente aumentou de US$ 77 bilhões para US$ 78 bilhões, com o saldo da balança comercial em US$ 4,17 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos estão estimados em US$ 57 bilhões, de acordo com o boletim Focus.







Após três meses em queda, criação de empregos volta a crescer, mostra Caged

Publicado por Branca Alves, em 23.04.2015 às 16:20

Agência Brasil (Brasília) – Depois de três meses consecutivos em queda, a geração de empregos formais no país voltou a crescer em março com a criação de 19.282 postos de trabalho formal. O dado representa um crescimento de 0,05% em relação ao mês anterior, quando havia sido registrado fechamento de 2.415 vagas. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No acumulado do ano o resultado ficou negativo (-0,12%) com queda de 50.354. No acumulado dos últimos 12 meses, o Caged registrou a redução de 48.678 postos de trabalho formal. O resultado do mês de março de 2015 é melhor do que o obtido no mesmo mês do ano passado (13.117).

O resultado positivo para o mês de março deste ano decorre da diferença entre o total de trabalhadores admitidos (1.719.219) e o total de demitidos (1.699.937). No ano, foram admitidos 5.088.689 trabalhadores com carteira assinada e 5.139.043 demitidos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que o resultado negativo no acumulado do ano preocupa. Ele ressaltou, no entanto, que o país começa a se recuperar da crise. “No nosso entendimento estamos vivendo uma crise política que também impacta a economia. Isso posterga a compra de um automóvel, de um apartamento e o investidor deixa de investir. O que nos mostra o resultado de março é que nós começamos uma recuperação e abril será melhor do que março”, analisou Dias.







Sintrave/PE e SADA chegam ao entendimento

Publicado por Branca Alves, em 23.04.2015 às 15:53

Entidade comemorou o acordo com a Sada (Foto: Divulgação)

Depois de quatro anos, o Sindicato dos Transportadores de Veículos de Pernambuco (Sintrave-PE) chegou ao entendimento com a Sada Transportes, empresa contratada pela Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para transportar a produção de veículos do polo automotivo de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. O acordo foi alcançado nessa quarta-feira (22) e, com isso, a entidade terá sua fatia no transporte da Fiat.

Para a entidade, a conquista significa um reconhecimento aos esforços do povo pernambucano e uma forma da Fiat e da Sada de responderem aos anseios da categoria no Estado.

“Chegamos ao acordo, graças à maturidade do Sintrave-PE e da Sada. Quem sai ganhando é a população pernambucana, já que além de ser justa a causa, entrarão na economia do Estado mais de R$ 10 milhões por mês, quando estivermos operando”, destacou o presidente do sindicato, José Milton Freitas.

O vice-presidente da categoria no Estado, Luciano Pontes, reconheceu o esforço da Fiat para o entendimento. “A Sada, na hora certa, entendeu nossos reais motivos e com justiça chegamos a um acordo. O agradecimento segue para todos empenhados nesta luta”, afirmou.

No próximo sábado (25), o Sintrave-PE realiza culto de Ação de Graças em frente à fábrica da Fiat, em Goiana, onde até essa quarta a categoria estava acampada e à espera de uma resolução.







Dólar fecha pouco acima de R$ 3

Publicado por Branca Alves, em 22.04.2015 às 18:50

Agência Brasil (Brasília) – Depois de atingir R$ 2,99 ao longo do dia, a moeda norte-americana fechou pouco acima de R$ 3. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (22) vendido a R$ 3,008, com queda de R$ 0,019 (-0,63%). A cotação fechou no menor valor desde 4 de março, quando valia R$ 2,981.

No início da sessão, a cotação chegou a subir fortemente, aproximando-se de R$ 3,10. Nas horas seguintes, porém, o dólar caiu e ficou oscilando ao longo de todo o dia. Na cotação mínima, por volta das 12h40, a moeda chegou a ser vendida a R$ 2,998, mas voltou a se estabilizar acima de R$ 3.

A queda do dólar ocorre no dia em que analistas econômicos esperam a divulgação do balanço da Petrobras. Na noite desta quarta, a estatal divulgará o balanço auditado de 2014, que leva em conta as perdas resultantes do esquema de propinas investigado pela Operação Lava Jato. A dificuldade em estimar os prejuízos com a corrupção e a descoberta de novos fatos fizeram a empresa adiar o balanço do ano passado várias vezes.

Hoje, as ações da estatal também oscilaram ao longo do dia, mas fecharam com leves altas. As ações preferenciais, que dão preferência na distribuição de dividendos, encerraram a sessão com valorização de 0,23%. As ações ordinárias, que dão direito a voto, subiram 0,53%. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com aos 54.617 pontos, com alta de 1,59%.