Economia

Tarifas elevadas têm tirado a competitividade de Suape

Publicado por Branca Alves, em 29.01.2015 às 09:55

Por Mariama Correia
Da Folha de Pernambuco

O Complexo Portuário Industrial de Suape pode estar perdendo competitividade nas exportações para os portos de Pecém, no Ceará, e o de Salvador, na Bahia. A justificativa estaria nos preços das tarifas de embarque cobradas pelo ancoradouro pernambucano, que seriam mais caras em relação os concorrentes. A variação das taxas chegaria a 30%, na comparação como porto baiano, por exemplo.

Os custos altos atingem, principalmente, as operações de exportação das frutas produzidas no Vale do São Francisco e podem ter sido um dos fatores para a queda no valor das exportações no Estado em 2014, que decresceram 52,64%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “As companhias marítimas preferem operar por Pecém e Salvador porque os custos das linhas são menores. Quando o transporte feito por Suape, as companhias repassam o excedente para o exportador”, informou o vice-presidente de marketing da Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros do Vale o São Francisco (Valexport), Caio Coelho.

Mesmo a localização estratégica do Porto de Suape, inserido num ponto central de operações logísticas para o Nordeste, não seria suficiente para compensar a pouca competitividade das tarifas de embarque do porto local, ponderou o professor de logística da Faculdade Guararapes, que também já atuou no ramo de comércio exterior, Edson Torres. “A saída dos contêineres frigorificados com frutas de Petrolina é comumente feita por Salvador, por causa desse custo local mais alto”, comentou.

Como a exportação de frutas é uma das principais atividades de exportação de Pernambuco, uma alternativa de redução das taxas já pode estar sendo estudada, segundo informações de fontes ligadas ao setor. Se confirmada, a redução da taxa de embarque pode impactar em um aumento de até 40% das exportações de frutas do Estado, avaliou o gerente do centro internacional de negócios da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Humberto Bandeira. “Esse é um pleito antigo do setor porque estamos perdendo as exportações de Petrolina”, argumentou. No ano passado, a manga e uva ficaram na sexta e na sétima posição, respectivamente, entre os principais produtos exportados por Pernambuco. Juntos esses produtos equivalem a mais de 10% do total de exportações do Estado, o equivalente a US$ 100 milhões.







Centrais sindicais se concentram em protesto na Agamenon Magalhães

Publicado por Branca Alves, em 28.01.2015 às 09:58

Do FolhaPE
Com informações do Estadão Conteúdo

Trabalhadores ligados a centrais sindicais realizam ato político na manhã desta quarta-feira (28) na avenida Agamenon Magalhães, Espinheiro, Zona Norte do Recife, em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho (SRT). A manifestação é contrária às mudanças nas regras do seguro desemprego anunciadas pelo Governo Federal.

Dezenas de pessoas já se concentram no local, onde pretendem fazer panfletagem e conscientizar a população sobre o objetivo do protesto. Segundo o presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carlos Veras, a mobilização não irá fechar a avenida, mas realizará uma passeata simbólica na via local. “As centrais sindicais, de forma unificada, entregam hoje [quarta-feira], um documento à SRT com um pedido de revogação imediata das Medidas Provisórias 664 e 665, que deve ser entregue à presidente Dilma e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy”, diz. A mobilização também se manifesta em defesa da Petrobras contra a corrupção e a abertura de capital da Caixa Econômica Federal.

O protesto faz parte do Dia Nacional de Lutas por Emprego e Direitos, que contará com mobilizações em outras cidades do País. Os sindicalistas pedem o fim das Medidas Provisórias 664 e 665 anunciadas pelo governo federal no último dia 30 de dezembro, relacionadas à Previdência Social, ao seguro-desemprego e ao seguro defeso.

Na semana passada, representantes das centrais nacionais tiveram uma reunião em São Paulo com os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto; da Previdência Social Carlos Gabas; do Planejamento, Nelson Barbosa; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias. Após a reunião, coube a Rossetto dizer que estava aberto o diálogo com os sindicalistas e que o governo iria fazer reuniões técnicas para explicar a necessidade das medidas.

Com o aumento das resistências às medidas de restrição ao acesso dos trabalhadores aos benefícios trabalhistas e previdenciários, o governo intensificou o diálogo com as centrais sindicais. Além da reunião marcada para o próximo dia 3 com os dirigentes das centrais sindicais, as áreas técnicas dos ministérios do Planejamento, Trabalho e Previdência estão tendo reuniões com representantes dos sindicalistas.







Indústria encerrou 2014 com queda na produção e no emprego

Publicado por Branca Alves, em 27.01.2015 às 12:05

Agência Brasil (Brasília) – Queda na produção, no emprego e aumento de ociosidade. Essa foi a situação em que a indústria brasileira terminou o ano de 2014, de acordo com a Sondagem Industrial, pesquisa divulgada nesta terça-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria.

Segundo o levantamento, o índice de evolução da produção registrou, em dezembro, 38,3 pontos, em relação aos 40,2 pontos registrados em dezembro de 2013. Já o índice relativo ao número de empregados ficou em 44,2 pontos em dezembro de 2014, abaixo, portanto, dos 46,4 pontos registrados em dezembro de 2013.

Com os indicadores abaixo de 50 pontos – em escala que varia de zero a 100 – a CNI caracteriza que o setor está em situação de queda, tanto na produção como no emprego. Os índices relativos a dezembro de 2014 são os menores desde o início da série histórica, em janeiro de 2010.

Os dados da sondagem revelam ainda que a utilização média da capacidade instalada ficou em 68% – menor percentual para o mês, desde 2011. “Em dezembro de 2013 e de 2014, o percentual estava em 70%”, informou o especialista em políticas e indústria da CNI, Marcelo Souza Azevedo. Apesar disso, o indicador ficou em 50,5 pontos em 2014 – ligeiramente acima, portanto, da média, indicando que o ajuste de estoques ficou próximo do nível planejado.

A sondagem mostra ainda que as condições financeiras das empresas pioraram no último trimestre de 2014, conforme indicam o índice sobre a situação financeira (46 pontos) e o índice sobre satisfação com o lucro operacional (40,6 pontos), influenciados pela alta do preço das matérias-primas.

A facilidade de acesso ao crédito também apresentou índice baixo: 36,8 pontos. O cenário constatado pela CNI a partir desses índices é de “insatisfação”. A carga tributária é apontada por 59,7% dos entrevistados como o principal problema enfrentado pelo setor empresarial no último trimestre de 2014, seguido da falta de demanda (38,5%).

A sondagem da CNI foi feita entre os dias 5 e 15 de janeiro com 2.186 empresas. Destas, 874 são de pequeno porte; 788 de médio porte; e 524 de grande porte.







Projeção de inflação sobe para 6,99%

Publicado por Branca Alves, em 26.01.2015 às 10:50

Agência Brasil (Brasília) – Os investidores e analistas do mercado financeiro continuam vendo a inflação resistente em 2015. Eles elevaram para 6,99% a projeção de fechamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano, a quarta alta consecutiva. O teto da meta da equipe econômica para o IPCA é 6,5%. O mercado também voltou a reduzir a projeção de crescimento da economia em 2015, de 0,38% para 0,13%. Os dados são do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC).

O levantamento da última semana também voltou a elevar a estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo. De 8,2%, a projeção passou a 8,7%. Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Em reunião na última quarta-feira (21), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,5% ao ano.

A projeção de câmbio foi mantida em R$ 2,80. A estimativa da dívida líquida do setor público ficou em 37% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, permaneceu em US$ 78 bilhões.

O saldo projetado para a balança comercial caiu de US$ 5 bilhões para US$ 4,5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados passaram de US$ 58,2 bilhões ao patamar de US$ 60 bilhões das projeções anteriores. A previsão de crescimento da produção industrial caiu de 0,71% para 0,69%.

O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central, e as estimativas divulgadas hoje são avaliações feitas por instituições financeiras na semana passada.







Dilma quer anunciar ‘pacote do bem’ para acalmar aliados

Publicado por Alex Ribeiro, em 24.01.2015 às 15:38

Medida serviria para criar um ambiente favorável de negócios (Foto: Laycer Tomaz/ Agência Câmara)

A presidente Dilma Rousseff (PT) quer anunciar medidas para melhorar o ambiente econômico. Seria uma espécie de “pacote do bem”, que ajudaria a criar um ambiente favorável de negócios e convenceria empresários a manter investimentos para evitar a estagnação da economia que se desenha para este ano.

Na reunião de coordenação política do governo, realizada na sexta-feira (23) no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma discutiu pontos do pacote com os ministros. Os estudos, no entanto, não preveem nenhum tipo de desoneração ou benefício a setores específicos que pudessem criar impacto nas contas públicas, sob rígido controle do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em Davos, na Suíça, Levy não participou da reunião.

O objetivo é adotar medidas para injetar ânimo na economia, facilitar o funcionamento de alguns setores que estariam travados e desburocratizar algumas regras. Dilma deu, por exemplo, sinal verde ao Plano Nacional de Exportações em preparação pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto (PTB), para estimular as exportações.

Em reunião anterior, a presidente orientou o ministro a usar todos os instrumentos do governo para fortalecer as vendas ao exterior. As medidas não prejudicam o ajuste, já que passam por incentivo ao fechamento de acordos comerciais, desburocratização na cobrança de tributos e aceleração dos trâmites do comércio exterior.

São medidas que fazem diferença no dia a dia das empresas, mas não teriam impacto nas contas do Tesouro. Além dos estímulos às exportações, o ministro pediu medidas de simplificação tributária, ainda que não representem redução da carga de impostos, além da retomada do programa de concessões em infraestrutura.

Agenda positiva

As medidas seriam uma agenda positiva para fazer contraponto às medidas de ajuste fiscal e monetário anunciadas pela equipe econômica, bem absorvidas pelo mercado, mas que deixaram Dilma sob forte fogo cruzado dos aliados políticos. Essa agenda, na verdade, teria duas funções: dar ao setor produtivo um sinal de que haverá medidas para aumentar a competitividade e a retomada dos investimentos.

Isso acalmaria o público interno, sobretudo o PT, que tem classificado as medidas de Levy como a antítese do projeto do partido. “Estamos em meio a um conjunto de medidas impactantes: aumento de impostos, aumento de preços, tarifas”, admitiu Armando Monteiro ao Estado. “Tudo isso terá efeito, não há dúvida nenhuma.” Ele acredita que o governo deve agir em dois eixos. “É comunicar bem as medidas duras e, ao mesmo tempo, gerar iniciativas e dar alguns sinais para encorajar a retomada dos investimentos.”

A palavra “incentivo” é proibida no governo porque poderia soar como concessão de novos subsídios, na linha contrária ao que está fazendo Joaquim Levy. Por isso, medidas de injeção de ânimo à economia seriam na regulação de alguns setores para destravar seu funcionamento.

A necessidade de um sinal positivo ao setor produtivo foi levada a Dilma pelo ministro na terça-feira, 20. Embora a maior parte das medidas não prejudique o ajuste econômico, há algumas que custam dinheiro, como a equalização dos juros do financiamento interno com o do mercado externo. Esse ponto, no entanto, ainda não está fechado e depende de negociação com a área econômica. Mas as propostas poderiam, por exemplo, ser indicadas que virão mais adiante, como mais um sinal ao setor no futuro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Seguro-desemprego é benefício ultrapassado, diz Joaquim Levy

Publicado por Alex Ribeiro, em 23.01.2015 às 20:15

Segundo o ministro "o mundo está mudando e é hora do Brasil mudar" (Foto: Maíra Coelho/ GERJ)

Em meio a um ajuste fiscal já estimado em R$ 45,8 bilhões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o modelo do seguro-desemprego está “completamente ultrapassado”. A afirmação foi dada em entrevista ao jornal britânico Financial Times durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Levy utilizou o benefício como exemplo para defender a necessidade de cortes e reformas em diversas áreas. Entretanto, ele fez questão de reforçar que o Bolsa Família não será atingido.

“O mundo está mudando e é hora do Brasil mudar”, afirmou o ministro, acrescentando que as políticas anticíclicas têm limite “especialmente quando você vê que as duas maiores economias do mundo (EUA e China) estão também mudando sua postura”.

Para Levy, o País precisa de reformas estruturais mais do que de estímulos: “Assim que pusermos a casa em ordem, a reação será positiva”, defendeu. Em março, novas regras para a obtenção do seguro-desemprego passam a valer e podem restringir o acesso de mais de 2 milhões de trabalhadores, segundo cálculo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O jornal ainda destaca que há dúvidas se o ministro da Fazenda receberá apoio inequívoco da presidente Dilma Rousseff (PT), conhecida por seu perfil intervencionista. Levy rebateu a afirmação: “a presidente Dilma é uma pessoa muito decidida e entende as escolhas”. Ele acrescentou dizendo que “não está sozinho no governo.”

Zona do euro

Em outra entrevista, à agência Dow Jones, o ministro afirmou que o movimento do Banco Central Europeu (BCE) para iniciar um programa de relaxamento quantitativo pode estimular o investimento no Brasil e aumentar a demanda por exportações brasileiras.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Petrobras admite que balanço pode mostrar perdas e revisão de ativos

Publicado por Branca Alves, em 23.01.2015 às 14:05

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A Petrobras divulgou nesta sexta-feira (23) nota de esclarecimento na qual admite que análises nos números do balanço do terceiro trimestre de 2014, necessárias para o fechamento e divulgação das demonstrações contábeis do período, “poderão resultar no reconhecimento de perdas e consequente revisão do ativo imobilizado a serem refletidas nos resultados do referido balanço”.

A nota foi divulgada por causa de matéria publicada no jornal O Globo de hoje, informando que, na divulgação do balanço do terceiro trimestre, prevista para a próxima segunda-feira (26), a empresa poderá relatar perdas de R$ 10 bilhões relacionadas a casos de corrupção.

De acordo com a matéria, a redução de investimentos decorrentes das dificuldades de captações de recursos no mercado externo levarão a cortes de 30% nos investimentos de aproximadamente US$ 44 bilhões, conforme o Plano de Negócios 2014-2018.

“A companhia reitera que está revisando o planejamento para 2015, implementando uma série de ações voltadas para preservação do caixa, de forma a viabilizar investimentos sem necessidade de efetuar novas captações. Tais medidas incluem a antecipação de recebíveis, redução do ritmo dos investimentos em projetos, revisão de estratégias de preços de produtos e redução de custos operacionais em atividades ainda não alcançadas pelos programas estruturantes”, informa a nota da Petrobras.

Sem negar as informações e os valores citados na matéria, a empresa afirma ainda que o valor do ajuste, assim como o percentual de corte nos investimentos (constantes da matéria) ainda estão sendo analisados. “Portanto”, conclui a nota, “a Petrobras não confirma os valores citados na matéria”.







Prévia da inflação tem alta de 0,89% em janeiro

Publicado por Branca Alves, em 23.01.2015 às 11:06

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) inicia o ano ano em alta de 0,10 ponto percentual ao passar de 0,79% para 0,89%, de dezembro do ano passado para janeiro deste ano.

Em janeiro de 2014, o IPCA-15 subiu 0,67%. No acumulado dos últimos 12 meses (taxa anualizada), o índice ficou em 6,69%, acima do resultado de 6,46% registrado em 2014. A taxa foi divulgada nesta sexta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta do IPCA-15 relativo ao mês de janeiro – prévia do IPCA do mês – a inflação oficial, que serve de parâmetro para as metas fixadas pelo Banco Central, foi pressionada principalmente pelo item carnes, que liderou os principais impactos individuais do mês, com variação de 0,09 ponto percentual e alta de 3,24%.

Também pressionaram a inflação neste início de ano itens como a batata-inglesa (32,86%) e o feijão-carioca (24,25%), que juntos levaram o grupo Alimentação e Bebidas a ser, com variação de 1,45%, responsável por 40% do IPCA-15 de janeiro, detendo 0,36 ponto percentual.

Outra contribuição importante foi a energia elétrica, com 0,08 ponto percentual de alta, representando 2,6% do IPCA-15 de janeiro. Depois dos alimentos e bebidas, a energia elétrica foi o segundo item que exerceu as maiores pressões para o IPCA-15 de janeiro. Em todas as regiões, foi incluída parte do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança do gasto com usinas térmicas, que passou a vigorar a partir de primeiro de janeiro, ressaltou o IBGE.

Os gastos com habitação subiram 1,23%, e os ônibus urbanos, com 0,07 ponto percentual, tiveram alta de 2,85%. No grupo das Despesas Pessoais, que variou 1,39%, o destaque ficou com o item empregado doméstico, que subiu 1,49%, além de outros serviços como cabeleireiro (1,54%) e manicure (1,82%).







Braga diz que importação de energia da Argentina é ‘rotineira’

Publicado por Alex Ribeiro, em 22.01.2015 às 20:49

Ministro afirmou que o Brasil tem tem acordo com a Argentina desde 2006 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Apesar de não acontecer desde 2010, a importação de energia elétrica da Argentina pelo Brasil esta semana foi classificada nesta noite de quinta-feira (22) como “rotineira” pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Segundo ele, a opção por trazer eletricidade do país vizinho não decorreu de falta de suprimento nacional, mas pela incapacidade de se trazer para o Sudeste a energia que sobrava no Nordeste.

“O Brasil tem um acordo com a Argentina desde 2006. É uma operação normal, que sequer é tratada como compra de energia, mas como compensação”, argumentou o ministro. “Trata-se de uma operação rotineira, não é extraordinária ou excepcional”, completou.

Entre terça (22) e quarta (21) foram importados cerca de 2 mil MW de energia para suportar a escalada do consumo no horário de pico. A última vez que o País havia comprado energia do exterior foi em dezembro de 2010 – a energia serviu para cobrir problemas pontuais de geração, sobretudo na Região Sul. Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na terça-feira, foram importados, em média, 165 MW durante todo o dia, sendo 998 MW no pico de consumo, às 14h48. Na quarta, o volume de importação foi semelhante ao do dia anterior, afirmou um técnico do governo.

Braga admitiu não ter sido informado da importação de energia no momento em que as operações aconteceram e garantiu que não falta eletricidade ao Brasil. “Ontem (quarta) havia uma sobra de 2,5 GW no Nordeste que, por limitações de transmissão, não tínhamos como trazer para o Sudeste. No total temos energia mais do que suficiente, mas para alguns lugares precisamos remanejar o suprimento”, afirmou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Dólar fecha abaixo de R$ 2,60 pela 1ª vez em 45 dias

Publicado por Branca Alves, em 22.01.2015 às 18:50

Agência Brasil (Brasília) – No dia em que o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um programa de estímulo de 1,1 trilhão de euros, o dólar caiu abaixo de R$ 2,60 pela primeira vez desde 9 de dezembro. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (22) vendido a R$ 2,574, com queda de 1,23% (R$ 0,032). A cotação está no menor valor desde 3 de dezembro, quando fechou a R$ 2,557.

O euro teve impacto ainda maior, caindo 4,84% (R$ 0,14). A moeda fechou vendida a R$ 2,929, abaixo de R$ 3 pela primeira vez desde 8 de setembro (R$ 2,926). Ontem (21), a cotação tinha fechado em R$ 3,078.

Durante todo o dia de hoje as duas moedas operaram em baixa. No entanto, a queda acentuou-se depois das 12h, quando o BCE anunciou a compra de títulos públicos para estimular a economia da zona do euro. Com mais euros em circulação, a cotação tende a cair em todo o planeta.

Até setembro de 2016, o BCE injetará 60 bilhões de euros por mês nos países da União Europeia que adotam o euro como moeda. No total, a ajuda chegará a 1,1 trilhão de euros em um ano e nove meses. O BCE também decidiu manter os juros básicos em 0,05% ao ano, no nível mais baixo da história, para combater a deflação.







Serra considera modesto ajuste fiscal promovido pela nova equipe econômica

Publicado por Márcio Didier, em 22.01.2015 às 15:43

O senador eleito pelo PSDB de São Paulo, José Serra, considerou modesto o ajuste fiscal promovido pela nova equipe econômica do governo Dilma Rousseff, comandada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Em conferência promovida pela GO Associados, com o tema “Desafios e cenários para a política econômica brasileira”, o tucano disse que faria um ajuste muito mais amplo, com foco na revisão de todos os contratos governamentais, à exemplo do que realizou quando assumiu a Prefeitura de São Paulo, em janeiro de 2005.

Apesar da crítica, Serra disse que os sinais que a nova equipe econômica deu a curto prazo foram bem sucedidos, “porque o pessimismo é menor.”

Na sua avaliação, apesar de não ser fácil fazer um ajuste fiscal em um cenário como o que o Brasil atravessa, sempre existe margem para comprimir os gastos governamentais. E exemplificou: “Quando assumi a Prefeitura (de São Paulo), tinha R$ 18 em caixa (da gestão de sua antecessora, a petista Marta Suplicy) e um déficit que não sabia o que fazer. Revisamos todos os contratos que a prefeitura tinha, renegociamos com fornecedores, baixamos tudo e deu certo. Eu teria feito o mesmo no governo federal, uma revisão de todos os contratos existentes, não para quebrar, mas para renegociar.”

E disse que “humildemente” fazia essa sugestão à equipe econômica do governo petista, porque é uma forma de reduzir custos. “Tem até decreto pronto e dá pra fazer um manual de ajuste fiscal com tudo que pode ser feito”, afirmou.

Ao iniciar a conferência, o senador eleito disse que não foi surpresa alguma ver que a presidente Dilma Rousseff adotou, no início de seu segundo mandato, as medidas que o PT repudiou na campanha presidencial.

Nas críticas à gestão do partido adversário, Serra disse que “o estilo petista jamais se preocupou com custo, pois o dinheiro não é deles”, e citou o caso do escândalo envolvendo a Petrobras. Outra crítica foi feita a um dos projetos do PT, o trem bala, a quem serra classificou de “loucura, alucinação e insanidade.”

Falta debate
Na conferência, o senador eleito pelo PSDB de São Paulo manifestou sua preocupação com a falta de debates sobre os rumos da economia do País a médio e longo prazos.

“Eu fico pasmo porque mais grave do que não ter rumos é não ter debate nacional sobre rumos.” Serra disse ainda que o governo federal deveria eliminar a isenção de tributos sobre compras de até 50 dólares. “Isto tem papel devastador sobre a economia doméstica, todo consumo que não gera emprego ou receita tributária é ruim. E para a concorrência é fatal.”

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Armando quer sinais positivos para encorajar investimentos

Publicado por Alex Ribeiro, em 21.01.2015 às 21:51

Ministro quer que governo "comunico bem" as medidas duras (Foto Paulo Allmeida/Folha de Pernambuco)

Diante do kit de más notícias para o setor produtivo, com aumento de impostos, juros mais altos, preços públicos caros e riscos no abastecimento de energia elétrica, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro (PTB) propõe uma estratégia para evitar uma paralisia nos investimentos. “É comunicar bem as medidas duras e, ao mesmo tempo, gerar iniciativas e dar alguns sinais para encorajar a retomada dos investimentos”, disse o petebista.

Um exemplo é o Plano Nacional de Exportação, ainda em elaboração além de medidas de desburocratização tributária, mesmo que não representem a redução da carga de imediato e a retomada dos investimentos. Monteiro, que teria nesta quarta-feira (21) audiência com a presidente Dilma Rousseff (PT), considera importante retomar as parcerias com o setor privado, agora coordenadas pelo Ministério do Planejamento. “Estamos em meio a um conjunto de medidas impactantes: aumento de impostos, aumento de preços, tarifas”, diz. “Tudo isso terá efeito, não há dúvida nenhuma.” Mas, em discurso alinhado com Fazenda e Planejamento, avalia ser importante mostrar que haverá melhorias no médio prazo, com o reequilíbrio macroeconômico.

Esse conjunto de más notícias já era esperado pelo setor produtivo desde o ano passado, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. “Já tínhamos a noção de que esse seria um ano difícil”, afirma. Para ele, a alta dos juros “piora muito” as condições de competitividade dos produtos brasileiros. “É o pior dos mundos”, afirma. O apagão de segunda-feira, ainda não é visto com alarme por Andrade. “Pode até ser uma oportunidade, porque o Brasil não fez os investimentos em energia elétrica que necessitava”, diz. “É hora de recuperar o tempo perdido.”

Na visão de Andrade, o quadro só não é de todo desolador por causa da apreciação do dólar ante o real. Após o País amargar um déficit comercial em 2014, as exportações se colocam como uma alternativa para a indústria neste ano. Essa visão é partilhada pelo governo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reafirmou e defendeu nesta quarta-feira, 21, a estratégia de ajuste fiscal adotada pela nova equipe econômica. “A prioridade hoje é a prioridade fiscal e quando o País está fiscalmente estável, as coisas funcionam muito melhor”, disse. Diante da mudança recente, Levy diz que já há sinais de volta dos investidores.

“A gente já vê disposição das pessoas de considerar tomar risco no Brasil”, disse durante entrevista no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Apesar disso, o ministro disse que nesse processo vivido atualmente pelo País “é preciso ter paciência e humildade”.

“Não adianta fazer previsões. Acho que a gente está no caminho certo, tomando as medidas necessárias. Se a economia global acelerar, isso também vai nos ajudar”, disse. “Quando a gente acerta as peças, a retomada vem com relativa velocidade”, completou.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Dirceu critica política econômica de Dilma

Publicado por Márcio Didier, em 20.01.2015 às 19:49

(Foto: Arquivo FolhaPE)

Condenado no julgamento do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que está cumprindo pena no regime semiaberto, usou nesta terça-feira (20), seu blog na internet para criticar a política econômica da presidente Dilma Rousseff (PT).

“O aumento de impostos e dos juros são apenas consequências, desdobramentos da busca de um superávit de 1,2% do PIB este ano. A elevação dos juros visa derrubar a demanda e vem casada com o aumento do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras para os empréstimos às pessoas físicas. Aí, também refreando o consumo”, disse o post. “Caminhamos assim – conscientemente, espero, por parte do governo – para uma recessão com todas as suas implicações sociais e políticas”, concluiu.

Ainda segundo o ex-ministro, “fica evidente, empiricamente, pela prática, que o aumento dos juros não refreou a inflação cujas causas estão fora do alcance da política monetária do Banco Central (BC), mas nos preços administrados, serviços e alimentos”. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou na segunda o aumento de tributos sobre combustíveis, sobre produtos importados e operações de crédito. As medidas devem tornar o crédito ao consumidor mais caro. Preso em novembro de 2013, o ex-ministro ainda cumprirá, em casa, 7 anos e 11 meses de sua sentença.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Levy vai a Davos participar do Fórum Econômico

Publicado por Branca Alves, em 20.01.2015 às 11:24

Agência Brasil (Brasília) – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa a partir de quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial. O Ministério da Fazenda só divulgará a agenda de atividades do ministro no encontro, que ocorre entre 21 e 24 de janeiro, nos respectivos dias. O encontro discutirá as questões urgentes, como o crescimento econômico global, instabilidades políticas, desigualdades regionais e segurança pública.

Recentemente, o ministro informou que procurará no encontro passar a imagem de um Brasil com economia de grandes recursos e que adota política macroeconômica voltada para a concessão de benefícios sociais.

Já o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que também deverá participar do encontro na Suíça, permanece em Brasília para a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A reunião decide hoje (20) e amanhã (21) qual será a taxa básica de juros no Brasil nos próximos 45 dias. Atualmente, a taxa básica está em 11,75% ao ano.