Economia

Intenção de consumo cai ao menor nível desde 2010

Publicado por Márcio Didier, em 20.04.2015 às 13:20

O índice de Intenção de Consumo das Famílias, medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 6,9% em abril e atingiu o menor nível da série histórica. A CNC divulgou nesta segunda-feira (20) o indicador, que recuou 17,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a assessora econômica da CNC, Juliana Serapio, o indicador deste mês foi o primeiro da série histórica em que todos os componentes atingiram o menor patamar já registrado. A medição é feita desde janeiro de 2010.

A queda foi mais forte na intenção de comprar bens duráveis, chegando a 14,3% na comparação com março e a 32,5% em relação a abril do ano passado. Para a CNC, a queda está relacionada ao encarecimento do crédito: “Quando o crédito fica mais caro, isso afeta diretamente a intenção de consumo desses bens, que, muitas vezes, dependem de financiamento”, explica a economista.

Apesar da queda, o índice continua no patamar considerado favorável (acima dos 100 pontos), com 102,9 pontos. Três componentes, no entanto, já recuaram para o patamar negativo: Momento para Duráveis, com 78,9 pontos, Nível de Consumo Atual, com 79,5 pontos, e Perspectiva de Consumo, com 95,3 pontos.

O Nível de Consumo Atual caiu 8% em relação ao mês de março e 17,1% comparado a abril do ano passado. As Perspectivas de Consumo tiveram queda ainda maior, de 9% na comparação com março e de 28,1% em relação a 2014.

Para Juliana Serapio, a inflação registrada em março, de 1,32% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, contribuiu para esse cenário: “Ela voltou a ficar pressionada pelos itens alimentação e habitação. Isso é algo que explica bastante a redistribuição do orçamento das famílias”.

As famílias com renda até 10 salários mínimos tiveram queda menor que as de maior renda, registrando redução na intenção de consumo de 6,4%, contra 9% das demais.

As perspectivas profissionais medidas pela CNC também estão em queda, apesar de a maior parte das famílias considerá-las positivas. Segundo a pesquisa, 53,7% estão otimistas para os próximos seis meses, enquanto 38,7% estão pessimistas. O indicador que mede essa expectativa teve queda de 5,9% em relação a março, e de 9,8% na comparação com abril.

(Fonte: Agência Brasil)







Focus mantém previsão de alta da Selic em abril

Publicado por Branca Alves, em 20.04.2015 às 09:44

O mercado financeiro manteve o consenso de que haverá uma elevação da Selic dos atuais 12,75% ao ano para 13,25% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para o fim de abril. Além disso, de acordo com o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (20), pelo Banco Central, para o fim deste ano, a mediana das previsões foi mantida em 13,25%. Há um mês, a estimativa era de que a Selic encerrasse 2015 em 13,00% ao ano. A taxa média do ano caiu de 13,17% ao ano para 13,14%. Quatro semanas antes, essa taxa média estava em 13,03% ao ano.

Para o fim de 2016, a mediana das projeções foi mantida em 11,50% ao ano de uma semana para outra. Esta é a décima sexta semana consecutiva que a taxa está estacionada neste patamar. A previsão para a Selic média do ano que vem também foi mantida, em 12% – a taxa observada há um mês era de 11,83%. Isso embute a perspectiva de que a Selic subirá para além do que é esperado para o fechamento do ano e que depois, o Copom voltará a reduzir a taxa.

No caso dos economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 de médio prazo, a Selic encerrará este ano em 13,50% ao ano, mesmo número da previsão anterior. Para 2016, a expectativa é de que a taxa fique em 12% ao ano, mesmo previsão há quatro semanas.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Receita prevê R$ 7 bi em multas com fraudes no IRPF

Publicado por Branca Alves, em 17.04.2015 às 12:50

A Receita Federal intimará 80 mil pessoas com indícios de infrações na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o órgão, ao longo do ano serão executados 280 mil processos de fiscalização. As fiscalizações se referem a declarações entregues a partir de 2013. Segundo o subsecretário de Fiscalização do órgão, Iágaro Jung, a estimativa é arrecadar entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7 bilhões com multas e impostos devidos.

O órgão identificou fraudes como informação de pagamento de pensão alimentícia inexistente, sonegação de contribuições previdenciárias por profissionais liberais, deduções de despesas médicas que não ocorreram e omissão de rendimentos de profissionais como médicos e corretores.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







FGV volta a indicar queda no ritmo de inflação

Publicado por Branca Alves, em 16.04.2015 às 10:08

Agência Brasil (São Paulo) – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,93%, na segunda prévia de abril (encerrada em 15 de abril), taxa 0,29% menor do que a registrada na apuração anterior (fechada em 7 de abril), quando os preços subiram em média 1,22%.

O IPC-S, que constitui levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), permite verificar com agilidade mudanças de curso na trajetória dos preços: leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas, período iniciado em 16 de março e e encerrado em 15 de abril.

Cinco dos oito grupos pesquisados tiveram redução no ritmo de aumento: o que mais contribuiu para diminuir o impacto inflacionário foi habitação, com alta de 2,08%. Na apuração anterior, esta classe de despesas apresentou elevação de 3,31%. Do grupo habitação, o item que mais contribuiu para a redução do ritmo de crescimento da taxa foi a tarifa de eletricidade residencial, que passou de 17,44% para 10,02%.

No grupo alimentação, o índice variou 0,97%, abaixo do registrado na primeira prévia do mês (1,05%). Em transportes, houve alta de 0,19%, menor do que no último levantamento (0,31%). E, em despesas diversas, a taxa ficou em 0,57%, também abaixo da medição passada (0,70%).

Houve queda acentuada em comunicação que passou de -0,01% para -0,07%. Foi registrado ainda um recuo de 0,26%,em vestuário, mas essa baixa foi menos intensa do que a verificada na última pesquisa, quando os artigos deste segmento ficaram 0,51% mais baratos.

Nos grupos restantes, ocorreram avanços: educação, leitura e recreação (de -0,24% para 0,27%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,72% para 0,91%).

Os cinco itens que mais pressionaram o IPC-S foram: tarifa de eletricidade residencial (10,02%); condomínio residencial (2,23%); refeições em bares e restaurantes (0,81%); leite tipo longa vida (5,51%) e aluguel residencial (0,72%). Entre os que mais colaboraram para frear a alta média dos preços estão os seguintes: batata-inglesa (-10,61%); automóvel usado (-0,88%); tarifa de telefone residencial (-0,71%); massas preparadas e congeladas (-2,35%) e cenoura (-8,45%).

O IPC-S baseia-se em um sistema de coleta quadrissemanal, com encerramento em quatro datas pré-estabelecidas (07, 15, 22 e 31). Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento, nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.







BC indica que o País voltou a crescer em fevereiro

Publicado por Branca Alves, em 15.04.2015 às 11:25

Agência Brasil – A atividade econômica registra expansão de 0,36% em fevereiro ante a janeiro, quando o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,11% na comparação com o mês anterior. Pelo levantamento, o índice subiu de 145,50 pontos para 146,03 pontos. Os dados estão dessazonalizados. Isso significa que já estão descontados os impactos que diversos fatores têm sobre a economia em determinadas épocas do ano.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

Os números do índice são uma análise do BC sobre o crescimento, mas no Brasil quem divulga o PIB (a soma de todos os bens e riquezas de um país) é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.







Bezerra Coelho pede apoio do BNDES para empresas

Publicado por Alex Ribeiro, em 14.04.2015 às 22:00

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre as diretrizes e perspectivas do BNDES para 2015, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) solicitou ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que a instituição não diminua o percentual de financiamentos a micro e pequenas empresas, por meio do Cartão BNDES. Segundo o socialista, o benefício é acessível a 52% das grandes empresas brasileiras e a pouco mais de 47% dos pequenos e médios empreendimentos.

“Estamos nos referindo à padaria, à metalúrgica, à pequena oficina e àqueles que querem investir, sobretudo, no interior do país”, disse o parlamentar.

Bezerra Coelho também sugeriu ao presidente do BNDES o retorno dos investimentos previstos no Proinveste. “O BNDES tem que voltar a assistir os estados; sobretudo, os estados nordestinos, com financiamentos para a melhoria e qualificação do setor de infraestrutura”, defendeu.

O Proinveste é um programa do governo federal que conta com recursos do BNDES da ordem de R$ 20 bilhões para investimentos de longo prazo em infraestrutura nos estados. São financiamentos de 20 anos, com um ano de carência e juros que vão de 7,1% a 8,1% ao ano.







Presidente do TST defende limitações para a terceirização

Publicado por Branca Alves, em 13.04.2015 às 12:50

Agência Brasil (Brasília) – O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Antônio José de Barros Levenhagen, disse nesta segunda-feira (13) que é contrário a proposta que trata de novas regras de terceirização, matéria apreciada pela Câmara dos Deputados. Ele participou nesta segunda-feira de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre o Projeto de Lei 4.330/2004 que trata do assunto.

Ao ressaltar que não estava falando como presidente do TST, mas como cidadão, o magistrado defendeu que o Congresso estabeleça tetos para a terceirização, como o de 30% dos prestadores de serviços de uma empresa possam ser terceirizados. Para evitar grandes distorções salariais, Levenhagen sugeriu que os vencimentos dos terceirizados não possam ser inferiores a 80% do salário dos empregados concursados.

Sob protestos de trabalhadores filiados a várias centrais sindicais, na semana passada, o texto-base da proposta foi aprovado pela Câmara dos Deputados, que antes de enviá-lo ao Senado, precisa votar os pontos mais polêmicos da proposta, que foram destacados. Se aprovado, o projeto pode ampliar a terceirização para todos os setores, inclusive nas vagas relacionadas à atividade-fim das empresas contratantes. Atualmente, a terceirização só é permitida para as atividades-meio, como limpeza e segurança, por exemplo.







IPCA fecha março com maior taxa mensal desde 2003

Publicado por Branca Alves, em 8.04.2015 às 10:45

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – Com uma alta de preços de 1,32%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou a maior taxa mensal desde fevereiro de 2003, quando o índice havia ficado em 1,57%. Considerando-se apenas os meses de março, essa é a maior taxa desde 1995 (1,55%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, o IPCA acumula inflação de 8,13%, acima do teto da meta do governo federal, que é 6,5% e a maior taxa desde dezembro de 2003, que foi 9,3%. Já a taxa acumulada no ano (3,83%) é a maior para um primeiro trimestre desde 2003 (5,13%).

A inflação em março foi puxada principalmente pelo grupo de despesas habitação, que teve uma inflação de 5,29%. O aumento dos preços desse grupo de despesas pode ser atribuído, em grande parte, à alta de 22,08% no custo da energia elétrica. Esse item isolado respondeu por mais da metade da inflação no mês.

Outra contribuição importante para o IPCA veio dos alimentos, que tiveram alta de preços de 1,17% em março. Em fevereiro, o grupo alimentação e bebidas teve inflação menos intensa: 0,81%.

Os transportes tiveram inflação de 0,46%, abaixo dos 2,2% de fevereiro. O grupo de despesas comunicação foi o único que apresentou deflação (queda de preços) em março: -1,16%.







Mais de 7,7 milhões declaração do Imposto de Renda

Publicado por Branca Alves, em 6.04.2015 às 17:51

Agência Brasil (Brasília) – A 24 dias do fim do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física, 7.719.840 declarações foram encaminhadas à Receita Federal pelos contribuintes até as 17h de hoje (6). O número representa 28,1% do total de 27,5 milhões de declarações que a Receita espera receber até 30 de abril, último dia de entrega.

Este ano, os contribuintes com certificação digital podem fazer a declaração pré-preenchida na página da Receita na internet, na área do e-CAC. Isso também poderá ser feito por um representante do contribuinte que tenha certificação digital e procuração eletrônica registrada no órgão.

No ano passado, 26.883.633 de contribuintes enviaram a declaração do IRPF até o fim do prazo. O número ficou aquém do esperado pela Receita na ocasião, 27 milhões de formulários. Em 2013, 26,1 milhões de pessoas físicas entregaram o documento.

Quanto antes o contribuinte entregar a declaração, com os dados corretos à Receita, mais cedo receberá o valor correspondente à restituição. Têm prioridade no recebimento pessoas com mais de 60 anos de idade, contribuintes com deficiência física ou mental e os que têm doença grave.

A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está disponível na página da Receita. Basta o usuário clicar em cada ponto para obter mais detalhes. O prazo de entrega vai até 30 de abril.

No mês passado, a Receita Federal lançou uma série de 11 vídeos no site Youtube para tirar dúvidas sobre o preenchimento e a entrega do Imposto de Renda. Chamada de TV Receita Responde, a série tem como objetivo explicar de forma simples os principais assuntos relacionados à declaração do IRPF.







Mercado espera inflação de 8,2% e retração no PIB

Publicado por Branca Alves, em 6.04.2015 às 11:45

Agência Brasil (Brasília) – Investidores e analistas do mercado financeiro já estimam para 2015 inflação de 8,2%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O IPCA é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o objetivo de oferecer a variação dos preços no comércio para o público final.

A estimativa está no boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central. A projeção para o crescimento da economia também se mantém pessimista. A nova expectativa mostra retração de 1,01%. Esse resultado se dará, de acordo com a publicação, em razão da retração prevista de 2,64% na produção industrial.

A taxa de câmbio estimada para dezembro de 2015 ficará em R$ 3,25. A taxa básica da economia (Selic), prevista para o mesmo período, foi mantida em 13,25% ao ano. Os preços administrados, fixados ou controlados pelo governo, como a gasolina e eletricidade, terão um reajuste de 13% na perspectiva do mercado financeiro.

No setor externo, melhorou a estimativa para o déficit em conta-corrente: passou para US$ 77 bilhões, com a melhora na projeção do saldo na balança comercial, agora em US$ 4,02 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos esperados chegarão a US$ 56 bilhões.







Eletrobras tem o mais baixo investimento desde 2006

Publicado por Branca Alves, em 2.04.2015 às 13:40

Do Contas Abertas

O aumento na tarifa energética engorda a receita, mas não aumenta os investimentos das empresas estatais geradoras de energia. A Eletrobras apresentou o mais baixo investimento dos últimos anos, com apenas R$ 444 milhões aplicados em janeiro e fevereiro pelas 19 empresas do grupo. Marca pior só foi atingida em 2005, quando, em valores constantes, R$ 419 milhões foram gastos para obras e compra de equipamentos.

No ano passado, para o mesmo período analisado, os investimentos, que já estavam em queda, foram de R$ 543,8 milhões dos R$ 10,2 bilhões previstos em orçamento, o equivalente a 5,3% de execução. Sendo assim, houve uma redução de 18,3% do montante aplicado, quase R$ 100 milhões.

Além disso, a diferença entre o orçamento autorizado para ser gasto durante o ano inteiro e já utilizado nos primeiros meses do ano, também atingirá marca histórica.

Atualmente, apenas um terço dos investimentos previstos na Lei Orçamentária Anual já está disponível nas contas das estatais, isto é, cerca de R$ 3,8 bilhões. Contudo, assim que o orçamento for sancionado pela Presidência da República, esse valor deve subir para R$ 11,5 bilhões.

Sendo assim, o montante já aplicado representa pífios 3,9% do total previsto. De toda a série história de investimentos da Eletrobras, que se inicia em 2000, não há marca tão baixa.  Leia Mais







Conta de luz vai subir até 30,4%

Publicado por Branca Alves, em 2.04.2015 às 09:32

Por Kleber Nunes
Da Folha de Pernambuco

Já estamos em abril, mas o sentimento é de que o ano acaba de começar, devido aos sucessivos aumentos. Depois da inclusão das bandeiras tarifárias e do acréscimo extraordinário na tarifa, os pernambucanos precisarão se preparar para mais um incremento na conta de luz. Segundo fontes ouvidas pela Folha de Pernambuco, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) apresentou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma planilha de custos, que sugeriria reajuste médio de 30,4%.

O novo aumento entra em vigor no dia 29, quando será revelado quanto cada faixa de tensão terá de reajuste real. Surpresa indigesta para o consumidor residencial, que atualmente está pagando R$ 0,49 por quilowatt/hora, mais bandeira tarifária e encargos, mas não para o setor de comércio. Segundo o economista do Instituto Fecomércio de Pernambuco, Rafael Ramos, o índice já vinha se desenhando desde o ano passado.

O especialista explicou que em dezembro o reajuste acumulado em um ano na conta de energia elétrica no País era de 17,06%, enquanto que no Recife somava 17,56%. Em fevereiro deste ano, a capital ultrapassou o dado nacional e registra um acréscimo de 32,03%, contra 30,27% do Brasil. “Não é uma surpresa essa solicitação acima dos 30%, na verdade confirma uma tendência que estamos analisando desde o fim de 2014. A conjuntura econômica já apontava isso. O fato é que os empresários terão um aumento considerável nos custos, o que reduzirá investimentos e lucros”, argumentou Ramos.

Por estar em um ano de aperto na economia, o especialista não descarta o crescimento no número de demissões do setor. “Será necessário compensar esse custo de alguma forma, e, certamente, enxugar a folha poderá ser uma das estratégias, já que não há tantas opções para o empresário”, previu Ramos.

Maior afetado pelos aumentos na conta de luz, o setor industrial todo ano espera um reajuste acima do que é registrado para os demais. Entretanto, para o presidente em exercício da Federação da Indústria do Estado de Pernambuco (Fiepe), Anísio Coelho, média de 30,4% surpreendeu. “Precisamos sentar para discutir o assunto, há pouco tempo tivemos aumento na bandeira tarifária. A energia é um insumo essencial para qualquer indústria, infelizmente o empresário terá que absorver mais esse custo”, lamentou.

Por meio de nota, a Celpe alegou que a Aneel não solicita índices de reajuste, que as empresas apenas encaminham as informações para elaboração do cálculo feito pelo órgão. A Aneel, no entanto, informa que a apresentação de um percentual é facultativo.







Levy pede que estados não se precipitem em convalidar incentivos fiscais

Publicado por Branca Alves, em 31.03.2015 às 17:25

Agência Brasil (Brasília) – Os estados não devem se precipitar em convalidar os incentivos fiscais antes da unificação das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual, disse nesta terça-feira (31) o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ele pediu paciência aos governadores em relação ao tema.

Para o ministro, a convalidação dos benefícios fiscais pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, antes do fim das negociações para o fim da guerra fiscal, pode surtir o efeito contrário e estimular a fuga de investimentos do país.

“Estamos em um momento que exige paciência para lidar com situações complexas. É preciso muito cuidado para tomar decisões difíceis de reverter. O Brasil pode até perder o grau de investimento [garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública], com todas as consequências para os investimentos das empresas”, alertou Levy.

Desde 2011, o Senado discute a resolução que unifica a alíquota do ICMS interestadual, cobrado quando uma mercadoria é transportada do estado produtor para o estado consumidor. Em 2013, o governo chegou a um acordo que prevê a unificação gradual do imposto em 4% em um prazo de oito anos. A medida, na prática, põe fim à guerra fiscal ao reduzir o espaço para os governadores concederem incentivos fiscais que atraem empresas, mas têm alto custo para a arrecadação dos estados.

Para Levy, somente após a aprovação dessa resolução, o Confaz pode convalidar os benefícios fiscais existentes, que se encerrariam após a vigência dos contratos. Segundo o ministro, a unificação do ICMS interestadual daria um sinal positivo aos investidores por estabelecer um prazo para o fim da guerra fiscal. “Nem importa o prazo da unificação, oito anos ou dez anos. O que importa é que a unificação do ICMS traz certeza aos investidores. A convalidação dos incentivos atuais pelo Confaz virá com naturalidade assim que a situação se estabilizar”, disse.

Embora a guerra fiscal atraia empregos em um primeiro momento, a manutenção dos incentivos pelos estados, disse o ministro, é nociva para a economia porque faz todos os governos estaduais arrecadarem menos, piorando as contas do setor público. “A guerra fiscal provoca a erosão da receita dos estados. A unificação do ICMS é uma solução estrutural para aumentar investimentos”, acrescentou o ministro.







Receita recebe mais de 6,1 mi de declarações do IR

Publicado por Branca Alves, em 30.03.2015 às 18:30

Agência Brasil (Brasília) – Quase um mês após o início do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física, 6.152.563 declarações foram encaminhadas à Receita Federal pelos contribuintes até às 17h desta segunda-feira (30). O número representa 22,4% do total de 27,5 milhões de declarações que a Receita espera receber até 30 de abril, quando termina o prazo.

Este ano, os contribuintes com certificação digital podem fazer a declaração pré-preenchida na página da Receita na internet, na área do e-CAC. Também poderá ser feito por um representante do contribuinte com certificação digital e procuração eletrônica registrada no órgão.

No ano passado, 26.883.633 de contribuintes enviaram a declaração do IRPF até o fim do prazo. O número ficou aquém do esperado pela Receita na ocasião, 27 milhões de formulários. Em 2013, 26,1 milhões de pessoas físicas entregaram o documento.

Quanto antes o contribuinte entregar a declaração, com os dados corretos à Receita, mais cedo receberá o valor correspondente à restituição. Têm prioridade no recebimento pessoas com mais de 60 anos de idade, contribuintes com deficiência física ou mental e os que têm doença grave.

A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está disponível na página da Receita. Basta o usuário clicar em cada ponto para obter mais detalhes. O prazo de entrega vai até 30 de abril.

Há duas semanas, a Receita Federal lançou uma série de 11 vídeos no site Youtube para tirar dúvidas sobre o preenchimento e a entrega do Imposto de Renda. Denominada TV Receita Responde, a série tem por objetivo explicar de forma simples os principais assuntos relacionados à declaração do IRPF.







Mercado prevê Selic a 13,25% e queda de 1% do PIB

Publicado por Branca Alves, em 30.03.2015 às 10:15

Agência Brasil (Brasília) – Analistas do mercado financeiro aumentaram a previsão de encerramento da Selic, a taxa básica de juros da economia, para este ano. Da projeção de 13% que vinha se sustentando há semanas, a estimativa passou para 13,25% ao ano no fim de 2015. Está prevista ainda retração da atividade econômica mais forte do que antes. Investidores reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país), de queda de 0,78% para recuo de 1%.

As previsões estão no boletim Focus, pesquisa em instituições financeiras divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). A mudança na expectativa para a Selic significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC suba a taxa em mais 0,5 ponto percentual este ano. Em 2015, o Copom já aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com duas elevações de 0,5 ponto percentual, nas reuniões de janeiro e março. O comitê se reúne mais uma vez nos dias 28 e 29 de abril.

O boletim manteve estável a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De 8,12%, a previsão passou a alta de 8,13%. A expectativa de alta pelos preços administrados, regulados pelo governo ou por contrato, subiu de 12,6% para 13%. A elevação de preços administrados – como os da energia e gasolina – responde por boa parte da inflação. A estimativa para o câmbio subiu de R$ 3,15 para R$ 3,20.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, caiu, ficando em US$ 77,1 bilhões, menor que os US$ 79,8 bilhões anteriores O saldo projetado para a balança comercial subiu de US$ 3,5 bilhões para US$ 4 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados diminuíram de US$ 56,5 bilhões para US$ 56 bilhões.