Economia

Petrobras tem em setembro novo recorde de produção

Publicado por Alex Ribeiro, em 15.10.2014 às 22:40

A Petrobras registrou em setembro um novo recorde de produção consolidada, com a marca de 2,781 milhões de barris de petróleo e gás produzidos. Apesar da marca histórica, a companhia registrou no mês passado um ritmo menor de crescimento, o que levanta novas dúvidas sobre a capacidade da petroleira em expandir em 7,5% sua produção este ano.

Após um ciclo de quatro fortes altas mensais, o resultado de setembro indica uma desaceleração, com alta de apenas 0,8% no volume total de produção, de óleo e gás, em comparação com agosto. Desde maio, a estatal vinha apresentando crescimento entre 1,7% e 2,7% a cada mês na produção diária apenas de petróleo no Brasil.

A alta mais forte ocorreu em agosto, após entrada em operação de novos poços produtores. Os dados de setembro, divulgados nesta quarta-feira, 15, apresentam um incremento de apenas 0,6% e indicam que, para cumprir o prometido aos acionistas, a Petrobras não terá descanso.

A estatal precisa entregar mais 325 mil barris de petróleo por dia no quarto trimestre para atender ao seu Plano de Negócios e Gestão. Até setembro, a companhia registrou uma média de 1,995 milhão de barris de petróleo produzidos, volume 3,3% maior que no mesmo período do último ano. Entretanto, a meta projetada é de 2,056 milhões de barris produzidos diariamente.

A avaliação de analistas de mercado é que a companhia está “no limite” para alcançar a meta. As ações da companhia caíram quase 7% no pregão de hoje na Bovespa, influenciadas pelo cenário externo desfavorável, com queda no preço do petróleo. Apesar de diminuir a defasagem da companhia, a mudança interfere sobre as projeções de lucro e endividamento da estatal.

Nesse cenário, o ritmo mais lento registrado na produção de setembro soou como um alerta para o mercado. A avaliação é que seria “razoável” a companhia alcançar crescimento de 6,5% da produção. “Acreditamos que somente a banda inferior da meta, que prevê variação de um ponto porcentual, é alcançável”, afirmou um consultor de grande banco de investimento, que pediu anonimato.

No comunicado, a estatal informa que a alta registrada reflete a entrada em operação de cinco novos poços produtores. No ano, já são 53 novos poços. A estatal também citou um “ramp up”, termo para designar melhorias operacionais nas plataformas como a P-55 e P-62, em Roncador (Bacia de Campos), e do FPSO Cidade de Paraty, em Lula Nordeste (Bacia de Santos).

Em setembro, a produção no pré-sal manteve o desempenho de agosto, com 532 mil barris produzidos na média diária, com pico de 618 mil barris no dia 18. Na terça-feira, a estatal iniciou produção na unidade FPSO Cidade de Mangaratiba, recém alocada no campo de Iracema Sul, no pré-sal da Bacia de Santos. Com apenas um poço, a unidade adicionará 30 mil barris de óleo à produção diária.

O início da produção na unidade, que obteve somente na última semana as licenças do Ibama e da Agência Nacional de Petróleo (ANP), indica a corrida da estatal contra o tempo. Até o final do ano, a companhia também iniciará a produção da P-61, no campo de Papa Terra, em Santos. Inicialmente prevista para o segundo trimestre, a unidade foi adiada para novembro.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Mercado prevê leve alta para expansão do PIB

Publicado por Branca Alves, em 13.10.2014 às 12:11

Agência Brasil (Brasília) – Depois de 19 quedas seguidas, a projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, desta vez, foi levemente ajustada para cima. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,24% para 0,28%. Para 2015, permanece a estimativa de crescimento de 1%.

Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

A estimativa para a retração da produção industrial passou de 2,14% para 2,16%, em 2014. No próximo ano, deve haver recuperação do setor, com crescimento de 1,3%, ante a previsão da semana passada de 1,4%.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,40, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa do mercado financeiro passou de 6,32% para 6,45%, este ano. Para 2015, segue em 6,3%.

A projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic – usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação – deve fechar 2014 sem alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 11,88% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), segue em 5,38%, este ano, e em 5,59%, em 2015. Para IGP-M, a estimativa foi ajustada de 3,49% para 3,17%, este ano, e permanece em 5,5%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 3,63% para 3,19 em 2014, e subiu de 5,5% para 5,52%, em 2015.







Tombini: BC não será complacente com a inflação

Publicado por Branca Alves, em 11.10.2014 às 18:07

O Banco Central não será complacente com a inflação, afirmou o presidente da instituição, Alexandre Tombini, em uma rápida entrevista a jornalistas neste sábado, em Washington. “Quando necessário, e se preciso for, nós saberemos agir para conter essas pressões”, declarou o dirigente, ressaltando que o BC vem trabalhando desde o início do ano passado para combater as pressões nos preços. “Uma parte desse movimento de taxas de juros ainda não foi sentido na inflação, ainda será sentido nesse período à frente”.

O BC elevou os juros no Brasil entre abril de 2013 e abril deste ano. “Se preciso for, no momento certo, nós estaremos prontos para agir para combater a inflação no Brasil”, declarou o presidente do BC. “Temos os índices gerais de preços que ficaram três ou quatro meses no território negativo, com deflação, e voltaram a apresentar este movimento agora em outubro”, afirmou ele, ressaltando que as primeiras prévias deste mês dos IGPs indicaram queda no preço.

Além disso, Tombini afirmou que, influenciado pelo comportamento das cotações das commodities, como as agrícolas, o minério de ferro e no petróleo, os índices de preços no atacado também estão caindo. “O fato que nós vimos nos últimos meses, inclusive agora no mês de outubro um processo de deflação nos preços do atacado”, segundo ele. “A situação da inflação está sob controle”, afirmou o presidente.

Questionado sobre os próximos passos do programa de intervenção no câmbio, que ocorre por meio da venda de swaps cambiais, e acaba em dezembro, Tombini declarou que a estratégia tem funcionado corretamente e sido bem sucedida. “Não tenho notícia sobre o futuro do programa neste momento.”

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Petrobras puxa queda de quase 15% nos investimentos das estatais

Publicado por Branca Alves, em 8.10.2014 às 14:00

Do Contas Abertas

O conjunto de estatais brasileiras reduziu em 15% os investimentos em 2014. Os desembolsos para obras e para a compra de equipamentos passaram de R$ 59,9 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, contra R$ 70,1 bilhões no mesmo período de 2013. A queda foi puxada principalmente pela diminuição das aplicações da Petrobras.

A companhia de petróleo é responsável por 80% dos investimentos das estatais em 2014. Até agora, R$ 52,1 bilhões foram aplicados pela Petrobras, valor R$ 10 bilhões inferior ao destinado às obras e compra de equipamentos no mesmo período do ano passado. Em valores constantes, R$ 62,1 bilhões haviam sido investidos pela empresa em 2013.

Entre outras grandes empresas também ocorreu redução nesse período. A Eletrobras, que possui 20 empresas sob seu comando, diminui investimentos em R$ 106,8 milhões em relação ao ano passado. Até a Infraero, que vinha batendo recordes nas aplicações, decresceu o ritmo de investimentos no período.

O levantamento do Contas Abertas foi realizado com base na Portaria nº 21, de 29 de setembro de 2014, publicada no Diário Oficial da União. Os valores foram atualizados pelo IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas. Os dados são do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério do Planejamento.

A estimativa é que o conjunto de 69 estatais desembolse investimentos de R$ 105,8 bilhões em 2014. O valor é menor do que os R$ 118,6 bilhões previstos no ano passado. Além da dotação ter sido diminuída, a execução percentual também caiu de um ano para o outro: passou de 59,1% para 56,6%. Na série histórica desde 2000, no período que abrange os 4 primeiros bimestres do ano, é apenas a segunda vez que há recuo nos investimentos das estatais.  Leia Mais







Inflação acumulada em 12 meses é a maior em três anos

Publicado por Branca Alves, em 8.10.2014 às 11:05

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulou uma taxa de 6,75% em 12 meses, a maior taxa desde outubro de 2011, quando o IPCA acumulou índice de 6,97%.

O IPCA, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi idealizado para mostrar os preços no comércio para o público final. É considerado o índice oficial de inflação do país.

A taxa de 6,75% está acima do teto da meta de inflação, estipulada pelo governo federal, que é de 6,5%. Os principais responsáveis por essa taxa acumulada foram os alimentos, com uma inflação de 8,21%. Entre os itens que contribuíram para a alta dos alimentos está a refeição fora de casa, que ficou 10,29% mais cara no acumulado de 12 meses.

“[Há] uma questão de demanda: as pessoas estão cada vez mais comendo fora. Os alimentos estão mais caros, mas os estabelecimentos que vendem essa refeição também sentem o aumento do custo do aluguel, da energia elétrica, dos salários que vem subindo mais. [Não há] muito limite para aumentos que venham a acontecer”, disse a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

O grupo de despesa habitação, com taxa de 8,7%, também teve uma contribuição relevante para a taxa.

O período de coleta do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31, envolvendo estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios (para verificar valores de aluguel) e concessionárias de serviços públicos. Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista.







Morre Jorge Baptista da Silva, ex-presidente do Banorte

Publicado por Branca Alves, em 1.10.2014 às 10:05

Da Folha de Pernambuco

Faleceu, na noite desta terça-feira, o ex-banqueiro Jorge Baptista da Silva, que presidiu o antigo banco Banorte. Ele tinha 91 anos e morreu de complicações cardíacas no Real Hospital Português, na área central do Recife. O corpo será velado das 8h às 9h desta quarta-feira, na residência onde o empresário nasceu e viveu, na avenida Rui Barbosa, na Zona Norte da capital pernambucana. O sepultamento está marcado para às 10h, no mausoléu que a família possui no cemitério de Santo Amaro.

Pernambucano, Jorge era filho de Manoel Mendes Batista da Silva, que fundou o Banorte em 1942, após a antiga Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), hoje Banco Central, proibir que empresas financiassem atividades produtivas. Na ocasião, o grupo financiava a produção de cana e recebia o açúcar como pagamento. O produto era vendido no mercado internacional. Diante da proibição, Manoel Mendes decidiu então fundar seu próprio banco, o Banorte.

Com a morte do pai, em 1962, Jorge assumiu a direção do banco e do Cotonifício da Torre, também de propriedade da família. Conduziu a instituição até o dia 25 de maio de 1996, quando o Banorte sofreu intervenção do Banco Central, sendo posteriormente vendido ao banco Bandeirantes. O ex-banqueiro era casado com Rosa de Oliveira, com quem teve quatro filhas.

O presidente do Sistema Fecomércio-Senac-Sesc, Josias Albuquerque, destacou a importância de Baptista no cenário do desenvolvimento do Estado. “A postura dele à frente do banco foi de grande contribuição para uma importante fase da trajetória de Pernambuco. É, sem dúvida, um trabalho que é digno de ser reconhecido”, declarou.

O economista Valdeci Monteiro lembrou o banco dirigido por Baptista como uma empresa “genuinamente pernambucana que conseguiu ter destaque no País”. “Ele tinha agências até mesmo fora do Estado e foi um dos primeiros bancos a investir em um sistema interligado. A atuação do Banorte se confunde com o próprio desenvolvimento do Estado em um momento em que o Nordeste buscava firmar sua importância econômica diante do Brasil”, destacou.







BC revisa projeção de inflação para 6,3% este ano

Publicado por Branca Alves, em 29.09.2014 às 10:05

Agência Brasil (Brasília) – O Banco Central (BC) revisou a projeção para a inflação este ano. Na estimativa do BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 6,3%, 0,1 ponto percentual abaixo da projeção do BC divulgada em junho, de 6,4%. Essa estimativa está no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (29).

Em 2015, a inflação deve recuar e encerrar o período em 5,8%, ante 5,7% previstos em junho. Em 12 meses acumulados no final do terceiro trimestre de 2016, a projeção ficou em 5%.

Essas projeções são do cenário de referência, em que o BC levou em consideração informações disponíveis até o último dia 5 deste mês para fazer as estimativas. Nesse cenário, foram considerados o dólar a R$2,25 e a taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano.

O BC também divulga os dados do cenário de mercado, com estimativas para a taxa de câmbio e a Selic. No cenário de mercado, a previsão para a inflação também neste ano é 6,3% – 0,1 ponto percentual abaixo da estimativa de março (6,4%). Em 2015, a projeção é 6,1% e, em 12 meses acumulados no final do terceiro trimestre de 2016, 5,2%.

As estimativas de inflação estão acima do centro da meta, de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem como limite superior 6,5%.

Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A Selic passou por um ciclo de nove altas seguidas, até abril, quando foi ajustada para 11% ao ano. Em maio, julho e setembro, o Copom decidiu manter a Selic em 11% ao ano.

No cenário de referência, reduziu a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior da meta, este ano. Essa probabilidade ficou em 37%, este ano, e em 2015, em 31%. Em junho, essa probabilidade era 46%, este ano, e 30%, em 2015.

No cenário de mercado, essa probabilidade ficou em cerca de 37%, este ano, e em 39%, em 2015. Em junho, essa probabilidade estava em 48% e em 38%, respectivamente.







Confiança do comércio tem queda de 8,7%, diz FGV

Publicado por Branca Alves, em 26.09.2014 às 10:15

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O Índice de Confiança do Comércio da Fundação Getulio Vargas teve queda de 8,7% no indicador trimestral de setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi maior do que os observados nos indicadores trimestrais de agosto (-7,3%) e julho (-6,3%).

De acordo com a FGV, o resultado mostra uma frustração dos empresários do comércio com o desempenho das vendas ao longo do terceiro trimestre deste ano. A avaliação do setor sobre os próximos meses, medida pelo Subíndice de Expectativas, piorou 4,2%. Já a avaliação sobre o momento presente, medida pelo Subíndice da Situação Atual, caiu 15,9%.

O percentual de empresários que considera o nível de demanda atual forte caiu de 16,4% no trimestre finalizado em setembro de 2013 para 10,2% no trimestre finalizado em setembro deste ano. Já o daqueles que a consideram fraca passou de 21,8% para 30,6%, no período.

Aqueles que preveem aumento das vendas nos próximos três meses caíram de 57,8% em setembro de 2013 para 53,9% em setembro deste ano. Ao mesmo tempo, a parcela dos que esperam queda nas vendas passou de 4% para 6,3%.

A pesquisa também constatou que o percentual de empresários que esperam melhora na tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu de 55,2% para 51,7%. Já os que tem perspectiva de piora subiram de 4,6% para 7,6%.

A confiança dos empresários do atacado teve queda de 8,4% e do varejo restrito, de 7,5%. O varejo ampliado, que considera os segmentos de veículos e materiais de construção, teve queda de 8,7%. Os veículos, motos e peças tiveram recuo de 13,8%, enquanto os materiais de construção caíram 10%.







Fruticultura já teme o pior

Publicado por Branca Alves, em 25.09.2014 às 09:40

Por Juliana Sampaio
Da Folha de Pernambuco

A água do Rio São Francisco faz do Sertão abundante, quando dá à terra seca a possibilidade da irrigação. Torna o solo arenoso em terreno fértil para a produção da fruticultura. O Vale do São Francisco, mais especificamente Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), é a prova disso. Porém, de forma lastimável, a nascente do Velho Chico está com sede, depois que a pior estiagem já enfrentada no Sudeste fez desaparecer seu principal olho d’água, que inicia em São Roque, no estado de Minas Gerais. Por causa disso, o cenário de bons frutos pode mudar. Se São Pedro não mandar a tão aclamada chuva, esses perímetros irrigados irão sofrer com os impactos dessa morte anunciada.

São 2,2 milhões de hectares de frutas, sobretudo manga e uva, dependentes da vazão do Reservatório de Sobradinho para continuarem produtivos. São mais de três mil produtores que atuam em projetos irrigados sem saber o que os próximos meses escondem, caso o escoamento da barragem baixe dos atuais 1,1 mil metros cúbicos por segundo (m³/s). “É uma situação extremamente preocupante, pois dependemos do nível da vazão. Se não houver chuva, é certo que poderemos ser afetados”, alertou o presidente da Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto.

Na visão do empresário, a situação chegou ao extremo, pois faltou sensibilidade do governo em aplicar políticas permanentes de preservação da bacia. “Faltou o trabalho de eficiência do uso da água, principalmente no que se refere à energia. Houve incentivo ao aumento do consumo, mas não se teve preocupação permanente com o rio”, criticou Gualberto. Ontem, o fiscal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Lourenço Lemos da Silva, visitou a nascente do Rio São Francisco. De acordo com ele, os pequenos afluentes que a formam já deixaram de existir.

Com o panorama alarmante – nunca visto na história do Velho Chico – o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) sugere a necessidade urgente da promoção do uso racional da água, antes que ela se acabe por completo. Além disso, o CBHSF defende que a situação sirva de alerta para o início de mudanças no modelo da matriz energética do rio.

Segundo o presidente da Valexport, o consumo de água irrigada no Vale do São Francisco é inexpressivo quando comparada ao uso para a geração de energia. “O Brasil já deveria estar discutindo outras formas de energia”, concordou José Gualberto.







Nascente da Bacia do São Francisco seca

Publicado por Branca Alves, em 24.09.2014 às 09:00

Por Juliana Sampaio e Raquel Freitas
Da Folha de Pernambuco

O Rio São Francisco, a segunda maior bacia hidrográfica do País, começa a sentir os efeitos mais drásticos da estiagem, que desde 2011 assola o Nordeste brasileiro. Pela primeira vez na história, a principal nascente do Velho Chico, situada em São Roque, no estado de Minas Gerais, secou completamente. Embora reversível, a situação é preocupante, principalmente no que diz respeito ao setor elétrico. Se não chover em novembro – prazo climático para as cabeceiras começarem a ser abastecidas -, os reservatórios alimentados pelo rio podem registrar níveis ainda mais críticos.

Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgado ontem, o nível dos três reservatórios que abastecem o Nordeste e têm o Rio São Francisco como sua principal bacia (96,86%) registra média de 23,45%. Para Pernambuco, o nível mais preocupante é o de Sobradinho (31,79%), considerado o principal reservatório e administrado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Itaparica, também da Chesf, está com 20,48%, enquanto que Três Marias, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), opera com 5,71%.

Dentro desse panorama, a expectativa é que a garantia de água para o abastecimento energético seja suprida até dezembro deste ano. “Depois disso, se não chover, o cenário pode se complicar”, alertou o membro do Instituto Ilumina, José Antonio Feijó.

De acordo com o especialista, a situação se agravou porque não houve planejamento estratégico do uso das águas das represas, de modo que Três Marias e Sobradinho deixaram de ser utilizadas com o propósito de armazenar água no período chuvoso e, com isso, manter regularizado os reservatórios plurianualmente.

Para o ex-presidente da Chesf e atual secretário de Infraestrutura do Estado, João Bosco de Almeida, esta é a pior crise do setor hidroenergético do País, desbancando o emblemático racionamento de 2001. “Naquele ano houve racionamento, pois não tínhamos a quantidade de térmicas que hoje dispomos. No entanto, nunca houve déficit em todas as bacias do País como agora”, admitiu.

A redução das águas do Rio São Francisco também repercute nos setores secundários, como o da agricultura irrigada e o da navegabilidade fluvial. “Mesmo que sejam regulares (as chuvas) no período úmido, não irão superar os impactos da estiagem que estamos vivendo agora”, disse o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda.

Devido à problemática, Miranda defende a diversificação da matriz energética da Região. “O setor elétrico não pode depender da água do São Francisco”, alerta.

Além disso, o presidente afirmou que o Comitê busca sensibilizar o poder público e os consumidores para formatar o Pacto das Águas, com o objetivo de prevenir cenários de grandes conflitos.







Dilma já estuda ajustes na área fiscal e cambial

Publicado por Alex Ribeiro, em 21.09.2014 às 13:44

Pressionada a adotar uma estratégia mais amigável ao mercado, mas sem renunciar ao “apetite” desenvolvimentista, a presidente Dilma Rousseff já começou a definir os direcionamentos da política econômica para um eventual segundo mandato. O Estado apurou que ajustes importantes serão feitos na condução da economia no campo fiscal, de infraestrutura e cambial. Depois de 8 anos e 6 meses de Guido Mantega, o Ministério da Fazenda trocará de mãos, como já antecipou a presidente. Embora Dilma proíba qualquer discussão na campanha quanto a nomes de substituto, o próprio governo avalia algumas propostas. Uma delas seria a colocação de um empresário para comandar a Fazenda num plano que seria amarrado com a elevação do Ministério do Planejamento para a linha de frente macroeconômica. “Dividir um pouco o poder e colocar duas vozes com força para defender a economia”, segundo um auxiliar presidencial afirmou, em entrevista gravada.

A política fiscal vai mudar. No Palácio do Planalto e também no Ministério da Fazenda há um consenso de que devem ser terminadas as operações chamadas nos bastidores de “duvidosas”, como os atrasos nos repasses de recursos do Tesouro Nacional à Caixa e à Eletrobras promovidos para melhorar pontualmente as despesas federais.

Há na campanha presidencial, no Planalto e também na Fazenda uma visão de que o governo deve apresentar em 2015 um esforço de recursos muito inferior no ano que vem, na faixa de 1% a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa meta seria considerada “realista”, diante do quadro atual: as receitas estão em baixa e o PIB está saindo de uma recessão. “Se não conseguimos chegar a 1,9% do PIB em 2014, como aumentar em 2015? É preciso ser realista”, disse fonte graduada do governo.

Questionado sobre o assunto para esta reportagem, Mantega afirmou que não concorda com a definição de uma meta fiscal menor para o ano que vem. “Não concordo. O caminho agora é de um aperto fiscal maior no ano que vem, como forma de abrir espaço para o corte de juros”, disse. Mas o ministro não fará parte de um eventual segundo mandato de Dilma.

Segundo o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, que esteve com Dilma na quarta-feira em Campinas, o debate sobre a política fiscal “está distorcido” na campanha presidencial. “Parece que é fácil fazer um superávit fiscal com economia crescendo a zero. A austeridade não resolve o problema do crescimento, mas agrava, como vemos na Europa. O momento é outro. Quando a economia voltar a crescer, é claro, o esforço fiscal deve aumentar mesmo” disse.

Câmbio

Segundo outro conselheiro presidencial, Dilma entende que o real deve se desvalorizar mais para poder trazer competitividade para a indústria brasileira. No entanto, tendo a mudança de política do Fed (o banco central dos EUA) colocada para 2015, a presidente pode aguardar os reflexos disso no Brasil para promover a desvalorização desejada apenas aproveitando a “janela de oportunidade”.

Quando o Fed voltar a elevar os juros nos Estados Unidos, o fluxo de capitais hoje concentrado nos países emergentes, como o Brasil, deve se inverter e fluir para os EUA, provocando uma desvalorização das moedas. Foi o que ocorreu no fim de 2013, quando o Fed começou a sinalizar este cenário.

Antes disso, entre o fim de 2011 e o início de 2013, o próprio governo Dilma perseguiu uma desvalorização da moeda brasileira. De acordo com Mantega, é “arriscado fazer ajustes muito fortes em 2015, porque a indústria também importa insumos e pode ser impactada com uma desvalorização maior”.

Propostas

Estuda-se no governo a separação entre a Receita Federal e a Aduana. A ideia tem sido defendida internamente por Alessandro Teixeira, um dos coordenadores do programa do PT na eleição presidencial. Homem de confiança de Dilma, ele foi secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento nos dois primeiros anos de mandato, antes de assumir cargo no Planalto.

A proposta é que, fora do guarda-chuva da Receita, os técnicos da Aduana poderiam ganhar mais autonomia e atuar mais fortemente na defesa dos exportadores brasileiros. Ao mesmo tempo, a Receita poderia ficar focada na arrecadação tributária, área onde a presidente Dilma Rousseff entende ser possível modernizar para tornar o Fisco mais “amigável” e ágil no trato com o contribuinte. Ainda há resistências quanto a esta separação.

Na área de infraestrutura, o governo já tem definido que, se consórcios privados manifestarem interesse, os aeroportos de Salvador (BA), Recife (PE), Vitória (ES) e Curitiba (PR) podem ter seu controle transferido das mãos da Infraero. No máximo dois entre esses 4 terminais seriam leiloados. O governo avalia abrir a licitação ainda no fim de 2015, de forma a colher resultados no fim do próximo mandato.

O governo também garante ter sinal verde dos bancos privados quanto ao modelo de financiamento e operacionalização das concessões de ferrovias. De acordo com uma fonte, a presidente pode anunciar os primeiros leilões ainda em novembro, em caso de vitória nas eleições.

Na área de portos, o Planalto mantém o tom de indignação com o TCU que, segundo um auxiliar presidencial, “travou totalmente” o setor por dois anos. “Passadas as eleições, o TCU haverá de liberar, porque a razão da trava terá acabado.”

O governo teme as consequências de uma mudança na política monetária nos Estados Unidos, que provavelmente ocorrerá em 2015. As concessões de infraestrutura, na visão do governo, devem “voar” justamente para criar um canal paralelo de entrada de dólares no Brasil. “A insegurança de cenário será em 2015. Quando o mercado se estabilizar quanto ao Fed, o quadro deve ser outro a partir de 2016″, disse um economista que já participou do governo federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteudo)







IBGE corrige e diz que índice de desigualdade estava errado

Publicado por Branca Alves, em 19.09.2014 às 19:36

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (19) erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. Os erros atingiram resultados de sete Estados: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

As maiores alterações ocorreram no índice de Gini, que mede a desigualdade. Antes, o índice de Gini a partir da renda do trabalho apontava um resultado de 0,498 em 2013, contra 0,496 em 2012. Agora, o índice de 2013 foi revisado para 0,495.

“Houve desconcentração de renda, ainda que pequena”, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O Índice de Gini calculado a partir da renda domiciliar passou de 0,499 em 2012 para 0,497 em 2013, com a revisão. Já o índice calculado a partir da renda total caiu de 0,505 em 2012 para 0,501 no novo dado.

“No índice da renda total, houve queda (da desigualdade). Nos outros, houve estabilidade”, afirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

“A pesquisa continha erros extremamente graves. Nos cabe pedir desculpas a toda sociedade brasileira”, disse a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, em tom de desabafo.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Brasil reduz a pobreza extrema em 75%, diz FAO

Publicado por Branca Alves, em 16.09.2014 às 10:15

Mapa da Fome 2013, apresentado na manhã desta terça-feira (16) em Roma pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), mostra que o Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema – classificada com o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1 ao dia – em 75% entre 2001 e 2012. No mesmo período, a pobreza foi reduzida em 65%. Apresentado como um dos casos mundiais de sucesso na redução da fome, o Brasil, no entanto, ainda tem mais de 16 milhões vivendo na pobreza: 8,4% da população brasileira vive com menos de US$ 2 por dia.

O relatório da FAO mostra que o Brasil segue sendo um dos países com maior progresso no combate à fome e cita a criação do programa Fome Zero, em 2003, como uma das razões para o progresso do País nessa área. Não por acaso, criado pelo então ministro do governo Lula, José Graziano, hoje diretor-geral da FAO.

De acordo com o documento, a prioridade dada pelo governo Lula ao combate à fome – citando a fala do ex-presidente de que esperava fazer com que todos os brasileiros fizessem três refeições por dia – no Fome Zero é a responsável pelos avanços.

Inicialmente concebido dentro do Ministério de Segurança Alimentar, o programa era um conjunto de ações nessa área que tinha como estrela um cartão alimentação, que permitia aos usuários apenas a compra de comida. Logo substituído pelo Bolsa Família, o Fome Zero foi transformado em um slogan de marketing englobando todas as ações do governo nessa área.

“O resultado desses esforços são demonstrados pelo sucesso do Brasil em alcançar as metas estabelecidas internacionalmente”, diz o relatório, ressaltando que o Brasil investiu aproximadamente US$ 35 bilhões em ações de redução da pobreza em 2013.

A América Latina é a região onde houve maior avanço na redução da pobreza e da fome entre 1990 e 1992, especialmente na América do Sul, com os países do Caribe ainda um pouco mais lentos. O relatório mostra que o número de pessoas subnutridas na região passou de 14,4% da população para cerca de 5%. Além do Brasil, a Bolívia é citada como exemplo. Apesar de ainda ter quase 20% da população abaixo da linha da pobreza, saiu de um porcentual próximo a 40%.

No mundo todo, 805 milhões de pessoas ainda passam fome. São 100 milhões a menos do que há uma década, e 200 milhões a menos do que há 20 anos, mas ainda muito abaixo da velocidade que permitiria ao mundo cumprir a primeira meta dos objetivos do milênio, de reduzir a pobreza extrema à metade até 2015. Atualmente, apenas 63 países cumpriram a meta. Outros 15 estão no caminho e devem alcançá-la.

O relatório completo está disponível no site da FAO.

(Fonte: Estadão Conteudo)







OCDE revê para baixo perspectivas de crescimento

Publicado por Branca Alves, em 15.09.2014 às 09:45

Agência Lusa (Lisboa) – A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reviu nesta segunda-feira (15) para baixo as perspectivas de crescimento das suas economias mais avançadas, destacando que a zona do euro continua a ser “a ovelha negra” da recuperação.

De acordo com a avaliação econômica da OCDE, a zona do euro apresenta risco de deflação que poderá perpetuar a sua situação e até mesmo agravar a crise da dívida. A organização estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro aumente este ano 0,8%, menos quatro décimos ante as estimativas de maio, e 1,1% em 2015.

A OCDE também incluiu previsões para as grandes economias emergentes. A China deve crescer 7,4% este ano e 7, 3% em 2015.

Para o Brasil, a OCDE espera que o PIB seja 0,3% em 2014 e 1,4% em 2015. A organização lembra que sobre a economia brasileira pesam as incertezas políticas e também a necessidade de introdução de medidas monetárias e fiscais.

A OCDE também corrigiu para baixo as estimativas para os Estados Unidos, ainda que considere que a sua expansão está no bom caminho, depois dos efeitos negativos de um inverno particularmente duro no início de 2014, com expansão de 2,1% este ano (2,6% em maio) e 3,1% em 2015 (3,5% na estimativa anterior).

Para o Reino Unido, a organização estima crescimento de 3,1% em 2014 e 2,8% em 2015. No Japão, a atividade econômica deverá aumentar 0,9% em 2014 e 1,1% em 2015.

Na zona do euro, a OCDE apenas divulgou dados relativos aos três maiores países, entre eles a Alemanha, que em 2014 e 2015 deverá crescer 1,5%, a França, que deverá melhorar a sua atividade econômica em 0,4% este ano e 1% em 2015, e a Itália, que manterá este ano uma recessão de 0,4% e apenas recuperará 0,1% em 2015.







Atividade econômica cresce 1,5% em julho

Publicado por Branca Alves, em 12.09.2014 às 11:57

Agência Brasil (Brasília) – A atividade econômica apresentou crescimento em julho, depois de dois meses seguidos de retração. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) teve crescimento de 1,5%, em julho. Em junho, a queda ficou em 1,51% e, em maio, em 0,46%, de acordo com os dados revisados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo BC. Esse foi o maior crescimento mensal desde junho de 2008 (3,32%).

Em relação a julho de 2013, houve expansão de 5,28%, de acordo os dados sem ajustes para o período.

De janeiro a julho, a atividade econômica ficou praticamente estável, com crescimento de 0,07%. Em 12 meses encerrados em julho, a expansão ficou em 1,14% (dado ajustado para o período).

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.