Economia

Após acordo, BB voltará a realizar operações de câmbio

Publicado por Branca Alves, em 1.07.2015 às 19:05

Do FolhaPE
Com informações de Diego Mendes, da Folha de Pernambuco

Um dia depois de notificar e proibir o Banco do Brasil (BB) de realizar operações de câmbio em agências de todo o Estado, o Procon de Pernambuco anunciou a revogação da medida, nesta quarta-feira (1º). A decisão ocorreu após um acordo entre representantes da instituição e integrantes da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

A venda de dólares nas unidades do BB voltará a ocorrer nesta quinta (2), conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado em entrevista coletiva. A proibição duraria 30 dias. O processo administrativo do Procon continua.

A liberação só ocorreu porque o banco mostrou que já tomou medidas para evitar a venda de novas notas falsas e provou que está dando apoio às vítimas, sobretudo à jovem Amanda Parris, que descobriu a fraude quando tentou depositar dólares em um banco dos Estados Unidos. O dinheiro foi levado pelo pai, que está impossibilitado de voltar ao Brasil por conta de uma investigação do FBI.







Aumenta o pessimismo dos consumidores, aponta CNI

Publicado por Alex Ribeiro, em 29.06.2015 às 17:39

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma pesquisa, nesta segunda-feira (29), informando que as perspectivas de queda na renda pessoal, piora da situação financeira e aumento do endividamento elevaram ainda mais o pessimismo dos brasileiros. Segundo o levantamento, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu 2,5% em junho na comparação com maio. Com isso, o índice alcançou o menor valor desde junho de 2001. Em relação a junho de 2014, a queda do INEC foi de 9,5%.

“O aumento do pessimismo do consumidor é preocupante. A pessoa que espera queda na renda e piora da situação financeira, demonstra fragilização do seu poder de consumo. A queda no consumo pode adiar os investimentos das empresas e dificultar ainda mais a recuperação da economia”, diz o economista da CNI Fábio Guerra.

De acordo com a amostra, o indicador de expectativas em relação à renda pessoal caiu 12,2% em relação a maio. No mesmo período, o indicador de estimativa sobre a situação financeira recuou 9,8%, e o de endividamento teve queda de 3,8%. Os brasileiros também continuam pessimistas em relação à evolução dos preços. O indicador de expectativa de inflação recuou 0,6% frente a maio quanto maior a queda do indicador, maior é o número de pessoas com expectativas negativas.

O indicador de expectativas sobre o desemprego aumentou 5,2% na comparação com maio, mas registra queda de 7,3% em relação a junho de 2014. Isso mostra que, apesar da redução do número de pessoas pessimistas com o mercado de trabalho no mês, o desemprego ainda preocupa os brasileiros.

Feito em parceria com o Ibope, o INEC deste mês ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre 18 e 21 de junho.







Confiança do comércio cai 1,4% em junho

Publicado por Branca Alves, em 29.06.2015 às 15:31

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou queda de 1,4% em junho de 2015, em comparação a maio. Com o resultado, o índice atingiu 90,7 pontos, o menor nível da série iniciada em março de 2010.

O indicador tem uma média histórica de 122,2 pontos. Quanto mais baixa for a pontuação em relação à média histórica, pior é a avaliação que as empresas fazem da situação dos negócios do momento e das expectativas em relação ao comércio no futuro. A pesquisa abrangeu todos os segmentos do comércio do país. O Icom engloba tanto os segmentos varejistas quanto atacadistas.

Calculado em médias móveis trimestrais, o índice manteve a tendência negativa iniciada em janeiro deste ano, embora o ritmo de queda tenha diminuído desde o início de 2015. De maio a junho, a variação da média móvel trimestral ficou em -0,4%.

“O nível recorde negativo da confiança do comércio em junho reforça a percepção de forte desaquecimento do nível de atividade econômica no segundo trimestre de 2015″, disse o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Jr.







Shineray abre primeira montadora fora da China

Publicado por Branca Alves, em 29.06.2015 às 13:10

Governador Paulo Câmara participou de solenidade de inauguração da fábrica (Foto: Mirella Araújo/Folha de Pernambuco)

A chinesa Shineray inaugurou oficialmente, na manhã desta segunda-feira (29), sua primeira montadora fora do país de origem. A unidade fica instalada no Complexo Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, município do Litoral Sul de Pernambuco. A solenidade contou com a presença do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), o vice, Raul Henry (PMDB), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.

Foram investidos R$ 130 milhões na montadora, que terá capacidade de produção total de 250 mil unidades por ano. A princípio, a Shineray vai empregar 250 profissionais em dois turnos de segunda a sexta-feira, mas pode chegar 350 empregos diretos ainda em 2016.

Os veículos de duas e três rodas serão montados na fábrica com peças trazidas da China sobre chassi nacional. A unidade produzirá 20 modelos de veículos ciclomotores, triciclos e quadriciclos já comercializados, além de lançamentos.

Com informações de Tatiana Notaro, da Folha de Pernambuco.







Decisão que reduz meta de inflação é publicada no DOU

Publicado por Branca Alves, em 29.06.2015 às 11:45

Agência Brasil (Brasília) – O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (29) resolução que fixou a meta de inflação em 4,5% em 2017 e reduziu de 2 pontos percentuais para 1,5 ponto percentual o intervalo de tolerância para cima ou para baixo no período. Com a decisão, o governo terá como objetivo manter a inflação em, no máximo, 6% em 2017.

A mudança foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no último dia 25. O governo utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para estabelecer a meta de inflação. O Conselho não alterava a banda desde 2004, quando reduziu o limite de tolerância de 2006 de 2,5 para 2 pontos percentuais.

Definida a meta pelo CMN, cabe ao Banco Central procurar cumprir a meta, elevando, por exemplo, a taxa básica de juros ou os depósitos compulsórios dos bancos, que são os recolhimentos obrigatórios de parte do dinheiro em circulação ao Banco Central para reduzir os meios de pagamento. Se a meta de inflação estabelecida não é alcançada, a autoridade monetária é obrigada a informar, por carta, os motivos ao Ministério da Fazenda.

Outra decisão tomada na mesma reunião do CMN, publicada no Diário Oficial da União, é a que decidiu elevar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6,0% para 6,5% para o 3º trimestre de 2015. A taxa é empregada nos empréstimos e financiamentos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O CMN é composto pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.







Kassab prevê dificuldade em municípios

Publicado por Alex Ribeiro, em 26.06.2015 às 22:37

Ministro disse que governo está priorizando intervenções mais urgentes (Foto: Peu ricardo/Folha de Pernambuco)

Apesar de estar cumprindo algumas agendas positivas com anúncio de liberação de recursos para alguns municípios, o ministro das Cidades Gilberto Kassab prevê que algumas regiões do País terão, brevemente, dificuldades financeiras. A declaração ocorreu durante o encontro que teve com o governador Paulo Câmara (PSB), nesta sexta-feira (26), no Palácio do Campo das Princesas. Na ocasião, ele divulgou a concessão 303,4 milhões de verbas para obras de abastecimento hídrico e esgotamento sanitário em três municípios de Pernambuco.

“Todos nós sabemos que grande parte dos municípios estão com dificuldades ou estão quebrados, e aqueles que ainda não tem dificuldade em breve terão”, relatou Kassab.

Kassab também comentou sobre a construção de um novo pacto federativo e uma ajuda maior da União junto aos municípios.

“Precisamos construir um novo pacto federativo. Não de independência com o Governo do Estado e o Governo Federal, mas de parceria para que as imensas e numerosas responsabilidades que foram transferidas para os municípios nos últimos 30 anos possam ter as receitas necessárias. Podem contar com nosso trabalho e com o da presidente Dilma”, disse.

Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro informou que o governo está identificando as prioridades mais urgentes para a liberação de recursos.

“Podemos identificar a prioridade das prioridades. Estamos vivendo um momento de contenção e infelizmente não é possível atender as demandas. Então estamos com muita cautela”, afirmou.

De acordo com Kassab, o contingenciamento anunciado pelo Governo Federal não afetará os contatos feitos pelo Ministério das Cidades. Porém, segundo ele, algumas intervenções podem ter ações prolongadas.

“O bloqueio de recursos, o contingenciamento, não tem como objetivo a interrupção de obras e até o cancelamento de intervenções, e sim até o prolongamento de ações, do contrato, por alguns meses. Isso não significa que o prazo de entrega será alterado. O que é diminuído hoje pode ser aumentado amanhã e por isso a compensação”, justificou o ministro.

Paulo Câmara

O governador Paulo Câmara (PSB) declarou que espera não haver nenhum tipo de contingenciamento do Governo Federal nos compromissos firmados pela própria presidente Dilma Rousseff (PT) em Pernambuco. Segundo ele, o Estado estava aguardando a aprovação do pacote fiscal e, por conta disso, pouco pode avançar nos seis primeiros meses do seu mandato.

“Eu espero que os compromissos da presidente Dilma, de não haver nenhum tipo de contingenciamento (nas obras) que estava em andamento, principalmente as obras de recursos hídricos, isso aconteça. Nós estamos realmente num período de estiagem, quatro anos. Essas obras principalmente, das adutoras, da transposição do rio São Francisco, elas são fundamentais para o desenvolvimento do nosso Estado e a qualidade de vida o nosso povo”, afirmou o socialista.







Arrecadação federal em maio é a menor para o mês desde 2010

Publicado por Branca Alves, em 25.06.2015 às 11:40

Agência Brasil (Brasília) – A arrecadação de impostos e de contribuições federais no mês de maio ficou em R$ 91,5 bilhões, informou nesta quinta-feira (25) a Receita Federal. A queda é 4,03% em relação a maio de 2014, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A arrecadação foi a menor para o mês desde 2010, em valores corrigidos pelo mesmo índice, quando foram registrados R$ 86,1 bilhões.

Com o resultado de abril, a arrecadação federal no acumulado do ano soma R$ 510,117 bilhões, com queda de 2,95% também descontada a inflação pelo IPCA. Segundo o Fisco, a redução da arrecadação é decorrente da redução de 21,33% no mês de maio e de 7,44% no acumulado do ano na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, tributos que refletem a dinâmica da economia no setor produtivo.

Outras medidas foram as desonerações tributárias, que totalizaram no acumulado do ano R$ 47,1 bilhões. Influenciaram ainda no período de dezembro a abril, como fato gerador da arrecadação em maio, o saldo negativo da produção industrial de 5,7%, a queda na venda de bens em 5,15% e o recuo no valor em dólar das importações de 23,17%. A massa salarial, no entanto, registrou crescimento de 6,17%.

Para diminuir os custos das desonerações, a equipe econômica está revertendo parte dos benefícios fiscais concedidos nos últimos anos para aquecer a economia, devido à crise iniciada em 2008. No Congresso Nacional, deve terminar hoje a votação que muda as regras de desoneração da folha de pagamento de 56 setores da economia. Essa é a última proposta do governo sobre o ajuste fiscal encaminhada à apreciação do Congresso.







IBGE: desemprego sobe 6,7% em seis regiões do país

Publicado por Branca Alves, em 25.06.2015 às 10:00

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O desemprego em seis regiões metropolitanas do país subiu 6,7% em maio, informou nesta quinta-feira a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio do ano passado, o desemprego estava em 4,9%.

A PME produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho. A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

De março para abril deste ano, a taxa subiu de 6,2% para 6,4%, subindo 0,2 ponto percentual. Já a variação de abril para maio foi de 0,3 ponto percentual, considerada estatisticamente estável.

No início do ano, o desemprego era 5,3%, e uma trajetória de alta o levou para 5,9% em fevereiro e 6,2% em maio. Com o resultado de maio, o crescimento do desemprego acumula 1,4 ponto percentual.







Mercado de trabalho perde 115,5 mil vagas em maio

Publicado por Branca Alves, em 19.06.2015 às 15:13

Agência Brasil (Brasília) – O Brasil registrou retração de 115.599 empregos com carteira assinada no mês de maio, na comparação com abril. No período foram admitidos 1.464.645 trabalhadores, número inferior às admissões registradas no mesmo mês, que totalizou 1.580.244. O saldo representa queda de 0,28% no número de vagas do mercado de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho. Em maio de 2014 o saldo de empregos formais foi positivo, em 58.836 vagas.

No acumulado do ano, o país contabiliza decréscimo de 243.948 vagas. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a retração chega a 452.853 postos de trabalho, o que, segundo o ministério, corresponde a um declínio de 1,09% no contingente total de empregos com carteira assinada do país.

Dos oito setores pesquisados, apenas um obteve saldo positivo: a agropecuária que abriu 28.362 vagas, 1,83% a mais do que o resultado de abril.

A indústria da transformação foi a que registrou, em termos absolutos, a maior queda, com eliminação de 60.989 postos de trabalho, variação negativa de 0,75% na comparação com abril. Em termos proporcionais, o pior resultado foi o do setor de construção civil, que teve uma queda de 1% na comparação com abril, o que corresponde a 29.795 vagas a menos. O setor de serviços também registrou queda, com o fim de 32.602 empregos formais.

São Paulo é a unidade federativa que mais demitiu, com redução de 23.037 postos de trabalho. O segundo pior resultado foi do Rio Grande do Sul (-15.815), seguido pelo Rio de Janeiro (-11.105) e Minas Gerais (-10.024). Com retração de 2,73% no número de vagas, Alagoas foi o estado com pior resultado em termos proporcionais.

Apenas quatro estados obtiveram saldo positivo: Mato Grosso do Sul, com ampliação de 534 vagas; Goiás (333); Acre (193) e Piauí (63).







Inflação chega a 8,8% em 12 meses na prévia de junho

Publicado por Branca Alves, em 19.06.2015 às 11:00

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,99% em junho deste ano. A taxa é superior ao 0,6% de maio deste ano e ao 0,47% de junho do ano passado.

Com a prévia, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxa de 8,8% em 12 meses, superior ao teto da meta do governo de 6,5%. A inflação acumulada no ano é 6,28%.







Mudanças podem ser boas para contribuintes

Publicado por Branca Alves, em 19.06.2015 às 09:55

Por Mariama Correia
Da Folha de Pernambuco

Quando soube da nova fórmula 85/95 progressiva que modificou o cálculo da aposentadoria (Medida Provisória 676), o contador João Batista Filho, 56 anos, resolveu adiar os planos de deixar à ativa. “Se me aposentar agora, o benefício ficaria em aproximadamente R$ 2 mil. Esperando mais uns quatro anos, atinjo a pontuação necessária para integralidade e conseguiria pegar quase R$ 5 mil de benefício”, calculou.

As mudanças instituídas pela MP 676 já estão valendo para os benefícios solicitados a partir da publicação da regra, realizada ontem. Pelas normas, o contribuinte pode se aposentar com o benefício integral, se o somatório do tempo de contribuição e da idade atingir 85 pontos – observando o mínimo de 30 anos de contribuição para mulheres -, e 95, no caso dos homens, com mínimo de 35 anos de contribuição. Essa regra é válida até 2016.

A partir de janeiro de 2017, o cálculo passa a ser progressivo, subindo para 86/96 em 2019 e sendo elevado um ponto a cada ano até atingir a proporção 90/100, em 2022. A progressividade acompanha o aumento da expectativa de vida e sobrevida da população brasileira. As mudanças são uma alternativa do Governo Federal à proposta do Congresso Nacional, que queria instituir definitivamente o fator 85/95 e extinguir o Fator Previdenciário – cálculo que reduz o valor dos benefícios de quem se aposenta antes da idade mínima.

Apesar de apontar que a mudança significa mais tempo de trabalho para grande parcela dos trabalhadores, na prática, a coexistência de duas regras beneficia os contribuintes, na opinião do advogado trabalhista e previdenciário, Rômulo Saraiva. “Será possível escolher a alternativa mais vantajosa”, considerou. Membro do Conselho Federal de Economia, Fábio Silva avaliou que a medida busca abrandar uma conta que não fecha: a da sustentabilidade da Previdência Social versus o envelhecimento da população. “O País não consegue sustentar o sistema com as regras anteriores. É preciso caminhar para regras mais restritas, que ampliem o tempo de contribuição para garantir a continuidade do sistema”, analisou.

Segundo projeções da Presidência, atualmente, existem mais de nove trabalhadores contribuindo com a Previdência para cada pessoa que recebe a aposentadoria. Em 2030, esse número cai para cinco, em 2050, três e, em 2060, para 2,3. Como a expectativa de vida do brasileiro continua crescendo e os índices de natalidade diminuindo, estudos do Ministério do Planejamento mostram que, sem a progressividade, o Brasil teria um gasto extra de R$ 100 bilhões até 2026 com a Previdência.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, por sua vez, destacou que o Governo espera que, com a progressividade na fórmula de cálculo da aposentadoria, o impacto nas contas da Previdência seja de cerca de R$ 50 bilhões a menos, até 2026. Com o novo cálculo da aposentadoria, o governo estima reduzir em 0,5 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas do país – o gasto com o pagamento do benefício a partir de 2030.

Embora já esteja em vigor, a MP 676 tem validade de 120 dias. Para virar lei, ela ainda precisará passar pelo Congresso, que decidirá se derruba o veto presidencial ou se aprova o texto. O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, entretanto, já sinalizou que a solução é temporária e que uma regra definitiva será discutida com trabalhadores, aposentados, pensionistas e empregadores.







Intenção de consumo das famílias cai 4,8%

Publicado por Branca Alves, em 18.06.2015 às 13:40

Agência Brasil (Brasília) – Metade das famílias brasileiras está consumindo menos do que no ano passado, divulgou nesta quinta-feira (18) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), na pesquisa que mede a Intenção do Consumo das Famílias (ICF). Segundo o estudo, 49,1% dos 18 mil entrevistados declararam que seu nível de consumo em junho de 2015 foi menor que o de junho de 2014. Em maio, o percentual era 46,8%.

De acordo com a pesquisa, a Intenção de Consumo das Famílias caiu 23,8% em relação a junho do ano passado. Na comparação com maio deste ano, a queda chegou a 4,8%.

A retração na intenção de consumo manteve o indicador abaixo dos 100 pontos, patamar a partir do qual a CNC considera “zona negativa”. Em junho, a pontuação foi 91,7.

Entre os sete indicadores que compõem o índice, quatro estão na zona negativa: momento para duráveis (35,3 pontos), nível de consumo atual (70,3), perspectiva de consumo (83) e compra a prazo (91,4). A melhor pontuação é no emprego atual (115,2 pontos), seguida pela renda atual (109,3) e pela perspectiva profissional (107,6).

Em relação ao ano passado, a pontuação do indicador de compra de bens duráveis, como veículos, caiu 38,4%. Segundo a pesquisa, o momento para a compra desses bens não é favorável na opinião de 62,9% das famílias. O indicador sobre as perspectivas de consumo caiu 34%, e a compra a prazo, 29%.

Todos os sete indicadores estão mais baixos do que os registrados no ano passado e em maio deste ano. A menor queda interanual foi registrada na perspectiva profissional, com 9,3%.

Na comparação com o ano passado, as famílias que ganham mais de dez salários mínimos tiveram quedas maiores na ICF (-26,2%) do que o grupo com menor renda (-23,4%). Na comparação com maio, no entanto, a queda no índice das famílias que ganham menos de 10 salários mínimos foi 5,1%. Para as mais bem remuneradas, o recuo foi 3,6%.

Os resultados negativos da pesquisa e a identificação de uma tendência de encarecimento do crédito levaram a CNC a revisar para baixo sua expectativa para o volume de vendas do varejo restrito em 2015, aumentando a projeção de queda de 0,4% para 1,1%.







Mercado financeiro prevê inflação de 8,79% este ano

Publicado por Branca Alves, em 15.06.2015 às 12:15

Agência Brasil (Brasília) – A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação subiu pela nona semana seguida. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 8,46% para 8,79%, este ano. Para 2016, a estimativa continua 5,50%. As estimativas são do boletim Focus, publicação semanal feita pelo Banco Central (BC) com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

O IPCA – produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – é o indicador oficial do governo para aferição das metas inflacionárias. O índice mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.

A expectativa de mais inflação veio depois da divulgação do IPCA pelo IBGE, na última semana. O índice em maio ficou acima da expectativa do mercado financeiro, que previa 0,55%. No mês passado, o IPCA ficou em 0,74%. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 8,47%, a maior desde dezembro de 2003, quando registrou 9,3%

A inflação este ano deve ultrapassar o teto da meta que é 6,5%. O próprio BC reconhece que não deve entregar a inflação na meta este ano, ao projetar o IPCA em 7,9%.

Para tentar frear a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic pela sexta vez seguida para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009. Para as instituições financeiras, a Selic vai chegar ao final de 2015 em 14% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,30% para 1,35%. Essa é a quarta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção de crescimento passou de 1% para 0,9%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,2%, este ano e crescimento de 1,6%, em 2016.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,05% para 7,08%, este ano. Para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,88% para 6,94%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 8,35% para 8,39%, este ano.

A projeção para a cotação do dólar continua R$ 3,20, ao final de 2015, e R$ 3,30, no fim de 2016.







Maioria dos Estados atinge limite de alerta devido a gastos com servidores

Publicado por Márcio Didier, em 15.06.2015 às 09:49

No dia 15 de maio, o secretário da Fazenda de Mato Grosso, Paulo Ricardo Brustulin, recebeu de assessores um relatório com dados alarmantes sobre o risco de o Estado e suas autoridades serem enquadrados em punições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, graças à queda das receitas e ao aumento de gastos com a folha de pagamento dos servidores.

O documento revelava que, entre dezembro de 2014 e abril deste ano, os gastos anuais com funcionalismo haviam crescido em R$ 275 milhões. No mesmo período, a receita anual havia sofrido queda de R$ 182 milhões. “Ultrapassamos o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, alertava o texto referindo-se à proporção da receita comprometida com o pagamento de salários.

Não se trata de um caso isolado: uma combinação de perda de arrecadação com pressões salariais fez com que, além de Mato Grosso, outros três governos estaduais – Tocantins, Rio Grande do Norte e Alagoas – ultrapassassem, no fim de abril, o limite máximo de gastos com funcionalismo estabelecido pela lei (49% da receita corrente líquida).

Além disso, em outras 18 unidades da Federação o Poder Executivo está próximo do teto, nos chamados limites prudencial e de alerta fixados pela lei: 46,55% e 44,1% da receita, respectivamente.

Isso significa que 22 dos 27 governadores do País estão sob ameaça de enquadramento – imediato ou futuro – nas regras da lei para quem gasta demais com a folha de pagamento. Em resumo, a legislação exige a tomada de medidas para reequilibrar as contas – e quem não o fizer estará sujeito até a penas de reclusão, em caso de condenação judicial.

Esse cenário de crise é muito diferente do vivido no ano passado. No primeiro quadrimestre de 2014, 12 Estados gastavam menos de 44,1% da receita líquida com pessoal – estavam, portanto, abaixo dos três limites previstos na legislação. Atualmente, só há cinco governos nessa zona de conforto: os do Rio de Janeiro, do Amazonas, de Mato Grosso do Sul, do Maranhão e de Rondônia.

Reviravolta
Do começo de 2014 para cá, houve desaceleração da economia, aumento do desemprego, redução do consumo e consequente queda na arrecadação de impostos estaduais e de repasses federais. Dos 25 Estados que já contabilizaram as receitas dos quatro primeiros meses de 2015, nada menos que 17 tiveram perda de arrecadação, em termos reais, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Mas a perda de recursos explica apenas parte do problema: 17 Estados também ampliaram as despesas com servidores em ritmo superior ao da inflação, entre o primeiro quadrimestre de 2014 e o mesmo período de 2015. Em 11 unidades da Federação foi registrada a pior combinação possível: menos recursos entrando e mais saindo.

Quando um governo ultrapassa o teto de gastos com pessoal, a Lei de Responsabilidade Fiscal dá prazo de dois quadrimestres para que sejam tomadas medidas que reequilibrem as contas. Se elas não derem resultado, começam as punições automáticas: são suspensas as transferências voluntárias de recursos e ficam proibidas as operações de crédito.

Na gestão de pessoal, são vetadas concessões de reajustes, criação de cargos e qualquer outra alteração de estrutura que provoque aumento de despesas. O caminho do ajuste passa pelo aumento de receitas ou pela redução de gastos.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Diretor do Banco Central diz que inflação deve ficar no centro da meta em 2016

Publicado por Branca Alves, em 12.06.2015 às 15:40

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tony Volpon, disse nesta sexta-feira (12) acreditar que a inflação fique no centro da meta, 4,5%, estabelecida pela instituição para 2016.

“Estamos com confiança total que conseguiremos fazer isso [fazer inflação convergir com a meta]“, disse, ao comentar a previsão do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em ata, ontem (11), pelo Banco Central, de que a inflação deve permanecer elevada, este ano, com perspectiva de convergência para o centro da meta ao final de 2016.

De acordo com Volpon, as análises do Copom foram influenciadas pela divulgação do IPCA, índice que registra a inflação oficial. O IPCA de maio foi 0,74%, taxa superior a observada em abril (0,71%) e em maio do ano passado (0,46%). A inflação acumulada em 12 meses ficou em 8,47%, a maior desde dezembro de 2003, quando registrou 9,3%

Volpon acrescentou: “Se o Banco central tivesse definido uma meta para 2017 ou 2018 seria uma data tão [distante], que não iria influenciar o comportamento dos agentes econômicos nem do Banco Central hoje. Esse horizonte tem que ser definido de maneira que ele influencie expectativas hoje. Tem que ser longo para ser crível, mas curto para influenciar o comportamento das pessoas agora”.

O diretor do Banco Central participa de evento The Group of Thirty (G30), com ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e lideres financeiros do mundo todo, em hotel no Rio de Janeiro.