Economia

Inflação oficial tem prévia de 0,78% em abril

Publicado por Gilberto Prazeres, em 17.04.2014 às 10:44

ABr – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) -, prévia da inflação oficial, ficou em 0,78% em abril deste ano. A taxa é superior às observadas em março deste ano (0,73%) e em abril do ano passado (0,51%).

O dado foi divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em um ano, o IPCA-15 acumula taxa de 2,91%. Já no acumulado de 12 meses, o índice tem inflação de 6,19%.

A inflação em abril foi influenciada principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, que teve taxa de 1,84% no mês. Entre os produtos que mais contribuíram para a inflação, estão a carne (2,83%), batata (29,96%) e leite (5,7%). Também tiveram contribuição importante para a inflação os grupos de despesas transportes (0,54%), saúde e cuidados pessoais (0,69%), habitação (0,58%) e despesas pessoais (0,5%).

O IPCA-15 de abril foi calculado com base em preços coletados entre os dias de 15 março e 11 de abril.







IBGE: março registrou taxa de desemprego de 5%

Publicado por Gilberto Prazeres, em 17.04.2014 às 10:11

ABr- A taxa de desemprego fechou março em 5%, a menor taxa para o mês desde o início da série histórica iniciada em 2002. O dado é da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro a taxa foi 5,1% e 5,7% em março de 2013.

O contingente de trabalhadores desocupados ficou em 1,2 milhão de pessoas em março, mantendo-se praticamente estável em relação a fevereiro, mas recuando 11,6% na comparação com março de 2013. A população ocupada, de 22,9 milhões de pessoas, também manteve-se praticamente estável comparada a fevereiro desse ano e março do ano passado.

Entre os setores da economia, houve geração de emprego, na comparação com fevereiro, nos segmentos da construção (1%) e serviços prestados à empresas (2,6%). Na comparação com março do ano passado, houve crescimento dos postos de trabalho em seis dos sete setores, com exceção da indústria, que teve queda de 0,5%. Os destaques positivos foram a construção (6,6%) e o
comércio (6%).

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou praticamente o mesmo de fevereiro, 11,7 milhões. Mas foi registrado um aumento de 2% em relação a março do ano passado.

O rendimento médio real do pessoal ocupado de R$ 2.026,60 em março é 0,3% inferior a fevereiro e 3% superior a março do ano passado.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é feita nas regiões metropolitanas do Recife, de Salvador, de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Porto Alegre.







Brasil sobe uma posição em ranking de custo de energia para a indústria

Publicado por Gilberto Prazeres, em 16.04.2014 às 19:30

ABr – Com os quatro últimos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo médio da energia elétrica para a indústria brasileira subiu em 2014 de R$ 292,75 por megawatt-hora (MWh) para R$ 301,66 MWh. O aumento de 3% fez o Brasil perder uma posição no ranking internacional de maior custo de energia elétrica formado por 28 nações, passando a ocupar a décima colocação.

Os dados constam de estudo Quanto Custa a Energia Elétrica para a Indústria do Brasil?, divulgado hoje (16) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) no site da entidade.

O custo médio internacional atinge R$ 269,07 por MWh . Entre os países analisados, a Índia apresenta o custo de energia elétrica mais alto (R$ 630,92 por MWh). Em seguida, vêm Itália (R$ 500,52), Singapura (R$ 460,25), República Tcheca (R$ 398,36), Turquia (R$ 393,80), Colômbia (R$ 376,90), El Salvador (R$ 348,17), México (R$ 322,42) e Portugal (R$ 321,60).

Falando à Agência Brasil, a economista Tatiana Lauria, especialista em competitividade industrial e investimentos do Sistema Firjan, explicou que os diferentes custos observados nos países dependem de fatores como a matriz energética de cada país, os custos da produção de energia, a forma como se está produzindo ou comprando energia e os impostos, entre outros.

“O fato importante é que quando o industrial vai competir lá fora, ele está vendo esse custo. E vai ter que competir com os mais baratos, que são nossos concorrentes”. Tatiana destacou, por outro lado, que a elevação do custo da energia para a indústria acaba tirando a competitividade do produto nacional. Leia Mais







IPC-S recua em cinco capitais na segunda semana de abril

Publicado por Gilberto Prazeres, em 16.04.2014 às 11:29

ABr- O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de abril. A maior queda foi observada no Rio de Janeiro: 0,19 ponto percentual, ao passar de 0,92% na primeira semana deste mês para 0,73% na segunda semana.

O IPC-S integra o sistema de índices de preços ao consumidor da FGV, que inclui: IPC-DI, IPC-M, IPC-10, IPC-3i e IPC-C1. Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento. O intervalo entre o fim da coleta e sua divulgação é de um dia, um dos mais curtos para os padrões internacionais.

Os preços também tiveram queda nas cidades de Brasília (0,16 ponto percentual, ao passar de 1,13% para 0,97%), São Paulo (0,15 ponto percentual, ao passar de 0,98% para 0,83%), Salvador (0,14 ponto percentual, ao passar de 0,7% para 0,56%) e Porto Alegre (0,05 ponto percentual, ao passar de 1,2% para 1,15%).

Tiveram alta os preços nas cidades do Recife (0,17 ponto percentual, ao passar de 0,68% para 0,85%) e Belo Horizonte (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,82% para 0,9%).







Atividade econômica reduz ritmo e tem crescimento de 0,24%, em fevereiro

Publicado por Branca Alves, em 16.04.2014 às 10:00

Agência Brasil (Brasília) – O ritmo de crescimento da atividade econômica diminuiu, em fevereiro. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou expansão de 0,24% em fevereiro, comparado com o mês anterior. Em janeiro comparado com dezembro, o crescimento ficou em 2,35%, de acordo com os dados revisados divulgados nesta quarta-feira (16).

Já na comparação com fevereiro de 2013, o crescimento ficou em 4,04%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em fevereiro, a expansão ficou em 2,57%. No primeiro bimestre, o crescimento ficou em 2,46%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.







Aneel: custo da energia impactou reajustes de tarifas de distribuidoras

Publicado por Gilberto Prazeres, em 15.04.2014 às 20:12

ABr- O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse hoje (15) que o custo da energia comprada pelas distribuidoras teve impacto de cerca de sete ou oito pontos percentuais nos reajustes tarifários aprovados pelo órgão regulador neste mês. Segundo ele, além do custo maior com o uso de termelétricas, por causa do baixo nível dos reservatórios, as distribuidoras tiveram mais gastos com a contratação de energia no mercado livre, que é mais cara.

Na reunião da diretoria hoje, a Aneel aprovou reajustes para as distribuidoras Energisa, Companhia Energética do Ceará (Coelce), Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) e Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). No dia 7 de abril, a Aneel reajustou as tarifas de outras distribuidoras: Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat), Companhia Paulista Força e Luz (CPFL Paulista) e Cemig Distribuidora (MG). Os patamares dos reajustes ficaram entre 11% e 16%. Para amanhã (16), está previsto o reajuste da distribuidora AES Sul.

A Cemig divulgou em sua página na internet e na TV comerciais responsabilizando o governo federal e a Aneel pelo aumento de 14,24% nas tarifas residenciais. Rufino esclareceu que a distribuidora pode recorrer da decisão da Aneel e que ela não tem obrigação de aplicar o reajuste determinado pela agência, que é um teto para as tarifas. “A distribuidora tem prerrogativa de praticar tarifa menor que o teto, apenas precisa observar as regras estabelecidas, não privilegiando determinados consumidores”, disse. Segundo Rufino, o pedido original da Cemig para o reajuste era 29,74%.

Rufino também comentou a aprovação do edital do leilão de energia na manhã de hoje pela diretoria da Aneel. Para ele, o preço-teto de R$ 271 estabelecido será competitivo, além do prazo de cinco anos e sete meses para o fornecimento de energia. “Se fosse vender para um ano, talvez não fosse atrativo, mas, como é prazo mais longo, a expectativa é que aliando prazo e valor teto tenha um nível de atratividade.” Leia Mais







BNDES empresta R$ 6,2 bilhões à mineradora Vale

Publicado por Gilberto Prazeres, em 15.04.2014 às 17:26

ABr – Empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 6,2 bilhões vai permitir à companhia Vale construir uma unidade mineradora e de beneficiamento de minério de ferro, com capacidade para 90 milhões de toneladas por ano, e um ramal ferroviário entre as cidades de Canãa dos Carajás e Parauapebas (PA).

O dinheiro será aplicado também na expansão da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás para 230 milhões de toneladas por ano, e em iniciativas sociais voltadas para o desenvolvimento da região. A aprovação do financiamento foi anunciada hoje (15) pelo banco.

Segundo o BNDES, o financiamento contribuirá para a criação de até 30 mil empregos diretos e para a expansão das exportações brasileiras de minério, o que deverá impactar de forma positiva no saldo da balança comercial.

Além do financiamento do BNDES, o projeto conta com R$ 1 bilhão em debêntures de infraestrutura emitidas pela Vale em janeiro deste ano, para compor as fontes de recursos para implantação do ramal ferroviário.







Governo estima salário mínimo de R$ 779 para 2015

Publicado por Maurício Júnior, em 15.04.2014 às 11:10

Agência Brasil – Com estimativa de crescimento da economia de 3% e inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5% para 2015, o governo encaminhou nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (LDO-2015). Pelo projeto, o salário mínimo será reajustado em 7,71% e vai ficar em R$ 779,79 em 2015.

O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será de R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimento dos R$ 28,7 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a meta do superávit primário fica em R$ 114,7 bilhões (ou 2% do PIB).

Superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo tem com outros países e outros credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, indica que tem condições de pagar suas dividas.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, das empresas públicas e das autarquias.

Com a LDO, o governo estabelece as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte.

A LDO tem de ser enviada pelo Executivo ao Congresso até 15 de abril e aprovada pelo Legislativo até 30 de junho. Se não for aprovada nesse período, o Congresso não pode ter recesso em julho. A aprovação da LDO é a base para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional até agosto.

Como é lei, após sancionada, nenhum governante deve aumentar despesas, gastar mais do que está previsto na Lei Orçamentária ou criar novos impostos para o pagamento de suas contas sem autorização do Legislativo.

Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a LDO passou a ter um papel importante na condução da política fiscal do governo, devendo estabelecer e indicar as metas fiscais a serem atingidas a cada exercício financeiro a que se refere.







IBGE: vendas no varejo crescem mais de 7% no bimestre

Publicado por Gilberto Prazeres, em 15.04.2014 às 10:35

ABr – As vendas no comércio varejista do país cresceram nos dois primeiros meses do ano 7,4% em comparação ao acumulado no primeiro bimestre do ano passado, portanto na série livre de ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2013, a expansão foi 8,5%, o que levou o crescimento acumulado dos últimos 12 meses (a taxa anualizada) a uma alta de 5% sobre o mesmo período anterior.

Na mesma base de comparação (bimestre contra o mesmo período do ano anterior), a receita nominal de vendas do comércio varejista expandiu 13,9%, caindo para um crescimento de 13,3% em relação a fevereiro do ano passado e para 12,3% na taxa anualizada.

Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam, porém, que na série ajustada sazonalmente o crescimento de janeiro para fevereiro deste ano foi apenas 0,2%, tanto em volume de vendas quanto em receita nominal.

Nessa base de comparação, o volume de vendas cresceu pelo segundo mês consecutivo, e a receita nominal evolui positivamente desde junho de 2012. Quanto à média móvel, para o volume de vendas a variação foi 0,1%, enquanto a receita cresceu 0,6%.

Os dados do IBGE indicam, por outro lado, que o comércio varejista ampliado (varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) voltou a registrar queda de 1,6% em fevereiro para o volume de vendas, e de menos 0,8 para a receita nominal, comparativamente a janeiro – na série com ajuste sazonal. Leia Mais







Agência reduz nota de 9 bancos brasileiros

Publicado por Maurício Júnior, em 15.04.2014 às 09:44

Agência Brasil – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) reduziu a nota de crédito de mais nove bancos brasileiros, segundo anúncio na noite da última segunda-feira (14).

Os bancos que tiveram notas rebaixadas foram: ABC Brasil, Mercantil do Brasil, Indusval & Parners, Intermedium, Paraná banco, Banco Fibra, Banco de Brasília (BRB), Banco Pan e BTG Pactual.

Além disso, a agência retirou oito bancos da lista de observação com implicações negativas e reafirmou a nota de outras cinco instituições.

No último dia 26, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) reduziu a nota de crédito em escala global de 13 instituições financeiras brasileiras, em razão do rebaixamento da nota soberana do país, anunciada no dia 24 de março. Na ocasião, a agência anunciou a redução da nota soberana de BBB para BBB-, com perspectiva neutra, o que indica que a classificação não será rebaixada nos próximos meses.







Momento faz consumidor diminuir a busca por crédito

Publicado por Gilberto Prazeres, em 14.04.2014 às 10:14

ABr – Os consumidores reduziram a procura por crédito em 3,2%, no primeiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado, segundo mostra do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. Em março, a demanda foi 7,5% inferior que a registrada no mesmo mês de 2013. Já na comparação com fevereiro último houve elevação (1,9%).

“As taxas de juros em elevação e o menor grau de confiança dos consumidores, em comparação ao mesmo momento do ano passado, pesaram negativamente” justificaram, por meio de nota, os economistas da Serasa Experian.

Houve recuos entre todas as classes econômicas e a maior queda foi verificada entre os consumidores de baixa renda com ganhos de até R$ 500 por mês (-7,6%). Na faixa entre R$ 5.000 e R$ 10.000 a procura caiu 6,8% e entre os que recebem acima de R$ 10.000 mensais a demanda diminuiu 7%. Nas faixas entre R$ 500 e R$ 1.000 ocorreu redução de 3,1%. Também caiu a demanda por crédito de trabalhadores com renda entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mensais (-1,4%) e entre R$ 2.000 e R$ 5.000 (-4,4%).

De janeiro a março, a Região Centro-Oeste foi a que registrou a maior queda (-7,8%); seguida pelas regiões Sudeste (-4,1%); Norte (-2,7%); Sul, (-1,4%) e Nordeste (-0,3%).







FGV: IGP-10 registra taxa de 1,19% em abril

Publicado por Gilberto Prazeres, em 14.04.2014 às 09:31

ABr – O Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) subiu 1,19% em abril, taxa inferior à observada em março, que havia sido 1,29%. O indicador acumula taxas de 3,4% no ano e de 7,77% nos últimos 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda foi provocada pelos preços no atacado, que tiveram uma inflação menor em abril. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede os preços no atacado, passou de 1,65% em março para 1,42% em abril.

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). Medido FGV, o IGP-10 registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

Por outro lado, os preços no varejo e na construção civil tiveram aumento da taxa de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de 0,7% em março para 0,88% em abril, enquanto a taxa do Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,31% para 0,39% no período.

O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.







Governo divulgará previsões do PIB e inflação para 2015 na terça-feira

Publicado por Branca Alves, em 13.04.2014 às 17:23

Agência Brasil (Brasília) – Em meio a um cenário de alta da inflação e baixo crescimento, o governo divulgará nos próximos dias as projeções oficiais para a economia em 2015. Os números serão apresentados na terça-feira (15), quando o Ministério do Planejamento enviará ao Congresso Nacional o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015.

Lei que define as diretrizes que guiarão a elaboração do orçamento do ano seguinte, a LDO precisa ser enviada ao Congresso até 15 de abril. Além dos principais programas e ações do governo, a LDO traz os parâmetros econômicos para o ano seguinte que ajudam a planejar o comportamento das receitas e das despesas no próximo exercício.

Em relação ao próximo ano, o mercado prevê IPCA de 5,84% e crescimento de 2% no PIB de acordo com o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central. Na última versão do Relatório de Inflação, divulgada no fim de março, o Banco Central projeta inflação de 5,5%.

O governo pode aproveitar a divulgação da LDO para atualizar as estimativas oficiais para 2014. Embora a LDO seja apresentada pelo Ministério do Planejamento, os parâmetros econômicos são elaborados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Oficialmente, a SPE prevê crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) e inflação de 5,3% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2014. No entanto, as projeções do mercado apontam números mais pessimistas. Segundo o Boletim Focus, os analistas estimam IPCA de 6,35% e crescimento do PIB de apenas 1,63% para este ano.

O próprio Banco Central também acredita em inflação mais alta e crescimento mais baixo que o inicialmente previsto. De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará o ano entre 6,1% e 6,2%. No documento anterior, em dezembro, a projeção estava em 5,6%. Para o PIB, o Banco Central prevê crescimento de 2% em 2014 e ainda não divulgou a estimativa para 2015.







Mantega vê saída gradativa da crise financeira internacional

Publicado por Maurício Júnior, em 12.04.2014 às 12:16

Agência Brasil – Este deve ser o ano de saída da crise financeira internacional e o cenário é mais positivo, tanto para os países desenvolvidos quanto para os emergentes. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele deu entrevista em Washington, divulgada em nota pelo Ministério da Fazenda.

Segundo Mantega, não será uma saída “fulminante, mas gradativa”. A nota informa que, após conversas com representantes dos países que participam de encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), na capital americana, o ministro observou que Itália e Espanha fazem reformas, a Alemanha se recupera; Espanha e Portugal estão melhorando, com resultado positivo para todos.

Mantega disse que o impacto da crise internacional, a partir de 2008, foi muito grande para os emergentes. Ele citou relatório do FMI para explicar que a crise nos países avançados teve significativo impacto nos países emergentes, explicando metade da desaceleração da economias. Ele observou que, no caso do Brasil, o impacto da crise no crescimento foi ainda maior,  e faz entender cerca de dois terços da desaceleração do período.

O ministro criticou o pessimismo do FMI com as economias emergentes, como a do Brasil, e disse que o Fundo só levou em conta em avaliação recente período ultrapassado do fim de ano e os meses de janeiro e fevereiro, quando houve a redução dos estímulos monetários nos EUA. Na avaliação de Mantega, o mau humor dos mercados com os emergentes, e não só com o Brasil, foi desarmado, com a volta dos fundos de capitais.

Sobre a reforma do FMI, uma das bandeiras do Brasil,  o ministro criticou a demora devido a indecisão do Congresso dos Estados Unidos. Segundo ele, o Fundo deveria começar a pensar em  alternativas. O ministro também destacou a reunião do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que também foi feita em Washington, que avançou no acordo para a criação de resevas de US$ 100 bilhões para enfrentar momentos de crise.







Comissão rejeita projeto de alfabetização até 6 anos

Publicado por Gilberto Prazeres, em 11.04.2014 às 18:58

ABr- A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados rejeitou o projeto do deputado Roberto Freire (PPS-SP), que garante a alfabetização de alunos até os 6 anos de idade e determina que os municípios reestruturem, com apoio estadual e federal, o ensino fundamental de nove anos até 2016 (PL 5.609/13).

Como foi rejeitada na única comissão de mérito, a proposta será arquivada, a menos que haja recurso assinado por 51 deputados solicitando a votação em plenário. A proposta altera a Lei 12.801/13, que estabelece a alfabetização até os 8 anos de idade.

Segundo a relatora, deputada Iara Bernardi (PT-SP), a legislação atual já estabelece o apoio técnico e financeiro federal para a implantação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que inclui medidas como formação continuada de professores, disponibilização de material didático específico e premiação de escolas e profissionais por resultados alcançados.

A relatora diz que muitas vezes o aluno avança no ensino fundamental sem ter assegurado seu direito ao desenvolvimento pleno de habilidades básicas em leitura e escrita, mas acredita que a proposição não promove inovação legislativa para a alfabetização.

O assunto foi alvo de polêmica no Plano Nacional de Educação (PL 8.035/10) em discussão na Casa. A Câmara dos Deputados definiu como meta alfabetizar todas as crianças até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos. O Senado alterou a redação para alfabetização até 8 anos durante os primeiros cinco anos de vigência do PNE; a idade de alfabetização cai para 7 anos do sexto ao nono ano de vigência do PNE; e a partir daí, a obrigatoriedade de alfabetização passa a ser até 6 anos. Leia Mais