Economia

Levy pede que estados não se precipitem em convalidar incentivos fiscais

Publicado por Branca Alves, em 31.03.2015 às 17:25

Agência Brasil (Brasília) – Os estados não devem se precipitar em convalidar os incentivos fiscais antes da unificação das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual, disse nesta terça-feira (31) o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ele pediu paciência aos governadores em relação ao tema.

Para o ministro, a convalidação dos benefícios fiscais pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, antes do fim das negociações para o fim da guerra fiscal, pode surtir o efeito contrário e estimular a fuga de investimentos do país.

“Estamos em um momento que exige paciência para lidar com situações complexas. É preciso muito cuidado para tomar decisões difíceis de reverter. O Brasil pode até perder o grau de investimento [garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública], com todas as consequências para os investimentos das empresas”, alertou Levy.

Desde 2011, o Senado discute a resolução que unifica a alíquota do ICMS interestadual, cobrado quando uma mercadoria é transportada do estado produtor para o estado consumidor. Em 2013, o governo chegou a um acordo que prevê a unificação gradual do imposto em 4% em um prazo de oito anos. A medida, na prática, põe fim à guerra fiscal ao reduzir o espaço para os governadores concederem incentivos fiscais que atraem empresas, mas têm alto custo para a arrecadação dos estados.

Para Levy, somente após a aprovação dessa resolução, o Confaz pode convalidar os benefícios fiscais existentes, que se encerrariam após a vigência dos contratos. Segundo o ministro, a unificação do ICMS interestadual daria um sinal positivo aos investidores por estabelecer um prazo para o fim da guerra fiscal. “Nem importa o prazo da unificação, oito anos ou dez anos. O que importa é que a unificação do ICMS traz certeza aos investidores. A convalidação dos incentivos atuais pelo Confaz virá com naturalidade assim que a situação se estabilizar”, disse.

Embora a guerra fiscal atraia empregos em um primeiro momento, a manutenção dos incentivos pelos estados, disse o ministro, é nociva para a economia porque faz todos os governos estaduais arrecadarem menos, piorando as contas do setor público. “A guerra fiscal provoca a erosão da receita dos estados. A unificação do ICMS é uma solução estrutural para aumentar investimentos”, acrescentou o ministro.







Receita recebe mais de 6,1 mi de declarações do IR

Publicado por Branca Alves, em 30.03.2015 às 18:30

Agência Brasil (Brasília) – Quase um mês após o início do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física, 6.152.563 declarações foram encaminhadas à Receita Federal pelos contribuintes até às 17h desta segunda-feira (30). O número representa 22,4% do total de 27,5 milhões de declarações que a Receita espera receber até 30 de abril, quando termina o prazo.

Este ano, os contribuintes com certificação digital podem fazer a declaração pré-preenchida na página da Receita na internet, na área do e-CAC. Também poderá ser feito por um representante do contribuinte com certificação digital e procuração eletrônica registrada no órgão.

No ano passado, 26.883.633 de contribuintes enviaram a declaração do IRPF até o fim do prazo. O número ficou aquém do esperado pela Receita na ocasião, 27 milhões de formulários. Em 2013, 26,1 milhões de pessoas físicas entregaram o documento.

Quanto antes o contribuinte entregar a declaração, com os dados corretos à Receita, mais cedo receberá o valor correspondente à restituição. Têm prioridade no recebimento pessoas com mais de 60 anos de idade, contribuintes com deficiência física ou mental e os que têm doença grave.

A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está disponível na página da Receita. Basta o usuário clicar em cada ponto para obter mais detalhes. O prazo de entrega vai até 30 de abril.

Há duas semanas, a Receita Federal lançou uma série de 11 vídeos no site Youtube para tirar dúvidas sobre o preenchimento e a entrega do Imposto de Renda. Denominada TV Receita Responde, a série tem por objetivo explicar de forma simples os principais assuntos relacionados à declaração do IRPF.







Mercado prevê Selic a 13,25% e queda de 1% do PIB

Publicado por Branca Alves, em 30.03.2015 às 10:15

Agência Brasil (Brasília) – Analistas do mercado financeiro aumentaram a previsão de encerramento da Selic, a taxa básica de juros da economia, para este ano. Da projeção de 13% que vinha se sustentando há semanas, a estimativa passou para 13,25% ao ano no fim de 2015. Está prevista ainda retração da atividade econômica mais forte do que antes. Investidores reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país), de queda de 0,78% para recuo de 1%.

As previsões estão no boletim Focus, pesquisa em instituições financeiras divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). A mudança na expectativa para a Selic significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC suba a taxa em mais 0,5 ponto percentual este ano. Em 2015, o Copom já aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com duas elevações de 0,5 ponto percentual, nas reuniões de janeiro e março. O comitê se reúne mais uma vez nos dias 28 e 29 de abril.

O boletim manteve estável a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De 8,12%, a previsão passou a alta de 8,13%. A expectativa de alta pelos preços administrados, regulados pelo governo ou por contrato, subiu de 12,6% para 13%. A elevação de preços administrados – como os da energia e gasolina – responde por boa parte da inflação. A estimativa para o câmbio subiu de R$ 3,15 para R$ 3,20.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, caiu, ficando em US$ 77,1 bilhões, menor que os US$ 79,8 bilhões anteriores O saldo projetado para a balança comercial subiu de US$ 3,5 bilhões para US$ 4 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados diminuíram de US$ 56,5 bilhões para US$ 56 bilhões.







Dólar alto pode dar fôlego à economia

Publicado por Márcio Didier, em 29.03.2015 às 15:58

O dólar valorizado pressiona os preços no mercado interno, aumentando a inflação, e é ruim para quem vai viajar. Mas, em um ano em que é prevista retração do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), o fortalecimento da moeda norte-americana pode dar algum fôlego às exportações e, por tabela, à própria atividade econômica. O dólar tem fechado acima dos R$ 3, e a previsão dos investidores ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central (BC), é de que a moeda encerre 2015 cotada em torno de R$ 3,15.

A consequência disso, segundo o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, será as empresas focarem nas exportações. “Com o ajuste fiscal, forte retração no mercado interno, vai ter que buscar o externo”, avalia, prevendo aumento das vendas principalmente para os Estados Unidos. “As importações de todos os países da América da Sul (que compram do Brasil) estão caindo, pois suas exportações de commodities (produtos básicos com cotação internacional) estão recuando, em função da queda de preços”, explica, projetando que as vendas para os EUA crescerão de 15% a 20%.

Castro destaca que o mercado norte-americano é o mais promissor, no momento. Na Europa, a recuperação econômica é lenta. A China deve ter desaceleração do crescimento. “O único mercado consistente hoje são os Estados Unidos. Estão tendo recuperação da crise, e o Brasil está redescobrindo o mercado. Para a América do Sul, as exportações vão continuar caindo, qualquer que seja a taxa de câmbio. Para a Venezuela, houve queda de 47% nos dois primeiros meses do ano”, diz.

A própria equipe econômica do governo adota o discurso de que as vendas externas, com destaque para os Estados Unidos, são a alternativa ante a perspectiva de uma atividade interna fraca em 2015. Ao assumir o cargo, em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, prometeu reaproximação comercial com os EUA e disse que o dólar mais alto estimularia as exportações. O ministro foi aos Estados Unidos em visita oficial, em fevereiro. Os dois países têm dialogado e já assinaram acordos com o compromisso de estreitar as relações comerciais bilaterais.

Na mesma linha, na última semana, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que o setor externo deve contribuir para a economia em 2015, já que o dólar em alta favorece as exportações. Ele previu que a balança comercial fechará superavitária este ano, apesar da queda nos preços das commodities. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última quinta-feira (26), a autoridade monetária projeta fechamento positivo em US$ 4 bilhões para a balança.

O dólar alto deixa os produtos brasileiros com preços mais atraentes no exterior. Na teoria, se forem fechados mais negócios de exportação, a indústria nacional vai produzir e empregar mais. Mas o movimento pode ser uma faca de dois gumes, já que muitos insumos usados pelas empresas são importados, e estão mais caros com a alta da moeda norte-americana.

Tiago Henrique Kuhn é gerente de exportações da Pak, empresa que cuida das operações de comércio exterior da fábrica paranaense de biscoitos Nutrisul S.A. Ele explica que o custo de produção dos biscoitos aumentou, porque a farinha de trigo, matéria-prima do produto, é importada. Os preços dos biscoitos tiveram de ser ajustados no mercado interno, mas, no exterior, o dólar em alta tem ajudado a pelo menos segurar os valores atuais.

“No patamar que está, a gente consegue manter as condições que tinha e, em um ou outro caso, até negociar”, comenta. Segundo ele, a ordem é investir nas exportações. O gerente conta que, no início do ano, a empresa participou de uma feira de alimentos em Dubai, com o objetivo de ampliar o leque de compradores para os biscoitos no exterior. “Com a participação, já estamos em negociação com pelo menos mais três mercados: Arábia Saudita, Moçambique e Mauritânia”, informa.

(Fonte: Agência Brasil)







Pagamento de compras por meio de smartphones chega ao Brasil

Publicado por Márcio Didier, em 28.03.2015 às 14:35

Depois de desbancar o cheque na preferência dos consumidores, o cartão de plástico começa a ser ameaçado. Chegou ao Brasil a tecnologia que permite o pagamento de compras em lojas físicas por meio de smartphones.

Em vez de inserir ou passar o cartão na máquina, o cliente aproxima o celular de um leitor com a tecnologia Near Field Communication (NFC). Inicialmente disponível apenas para telefones com o sistema Android, a novidade foi lançada nesta semana pelo Banco do Brasil e vale tanto para operações de crédito quanto de débito.

Diferentemente de outros países, onde os pagamentos por telefones móveis utilizam créditos de celulares, a solução adotada pelo Banco do Brasil (BB) usa cartões virtuais atrelados ao cartão físico. Por meio do aplicativo Ourocard-e, disponível no sistema Android, o correntista pode criar quantos cartões virtuais desejar, todos atrelados ao cartão de plástico do cliente e sem a cobrança de anualidade, que vale apenas para o cartão principal.

O vencimento da fatura, os benefícios e os atributos dos cartões virtuais seguem o cartão principal. “Essa é uma tecnologia pioneira em todo o mundo”, diz o vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Raul Moreira. Desde o ano passado, o banco oferece cartões virtuais para compras em sites eletrônicos. A ferramenta agora foi estendida às lojas físicas.

A compra por meio da tecnologia NFC funciona da seguinte forma: o lojista informa o valor da compra na máquina. Em vez de entregar o cartão com seus dados ao vendedor, o cliente abre o aplicativo, escolhe o cartão virtual que deseja usar e a forma de pagamento (crédito ou débito). Para concluir a transação, o comprador aproxima o celular do leitor, digita a senha do cartão e espera a emissão do comprovante. Compras abaixo de R$ 50 dispensam a senha.

Segundo Moreira, a tecnologia não oferece risco de clonagem. Ao fazer um pagamento, o sistema emite para a máquina uma chave de segurança que elimina qualquer possibilidade de captura do número do cartão do cliente. “A segurança é a mesma dos chips instalados nos cartões de plástico. Para o lojista, a tecnologia NFC reduz as filas nos caixas porque as transações são mais rápidas que no sistema tradicional”, explica.

Para evitar contratempos em caso de perda do celular, o usuário deve seguir os procedimentos padrões para o extravio de smartphones. Basta inserir uma senha segura para o aparelho, de modo que o ladrão não consiga desbloqueá-lo, ou programar a desativação remota do smartphone.

Na primeira etapa, a novidade está disponível apenas para clientes com cartões Ourocard Visa. Em maio, os clientes do Banco do Brasil com cartões Elo também poderão criar cartões virtuais. Apesar de a tecnologia estar em fase inicial, o vice-presidente do BB diz que 70% dos terminais nos pontos de venda estão preparados para a tecnologia NFC. “Nos Estados Unidos, apenas 15% das máquinas estão adaptadas ao NFC”, compara.

Raul Moreira diz que o banco pretende estender a tecnologia aos smartphones com os sistemas iOS (da Apple) e Windows Phone. No entanto, ainda não existe data para que a funcionalidade seja incorporada a esses aparelhos. “Decidimos dar prioridade ao Android, que responde por 80% do mercado brasileiro de smartphones. A utilização da ferramenta nos iPhones exige a definição de que solução a Apple pretende adotar para o NFC”, justifica.

Há uma semana usando o cartão virtual no smartphone, o engenheiro Guilherme Rodrigues, 31 anos, aprova a tecnologia. “Além de agilizar o pagamento, acho mais seguro que o cartão tradicional porque o risco de clonagem é menor”, diz. Segundo ele, a maior dificuldade, até agora, tem ocorrido com lojistas que não sabem operar o NFC: “É uma questão temporária, que vai ser resolvida quando os comerciantes se habituarem ao sistema”.

Para usar a tecnologia, é necessário ter um celular Android com função NFC. O telefone deve ter ainda sistema operacional mínimo Kit Kat 4.4.2 e acesso à internet móvel ou ao wi-fi.

(Fonte: Agência Brasil)







Plano Nacional de Exportação é discutido na Fiepe

Publicado por Márcio Didier, em 27.03.2015 às 15:28

A formulação do Plano Nacional de Exportação levou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, a se reunir com representantes das maiores empresas exportadoras de Pernambuco para colher contribuições.  O programa será lançado nas próximas semanas e buscará estimular as vendas do Brasil, ampliando mercados e as oportunidades de emprego no país.

“O Brasil precisa aproveitar melhor as oportunidades que estão surgindo. Temos que nos associar aos fluxos de comércio e as regiões com maior dinamismo para procurar novas janelas de oportunidade. E sinalizamos para isso ao fazermos a nossa primeira viagem ao exterior exatamente aos Estados Unidos, que é o principal mercado de manufaturados do Brasil”, ressaltou Armando Monteiro, durante o encontro realizado na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe).

Participaram do encontro, articulado pela diretoria da Fiepe, cerca de 30 representantes de grupos como Acumuladores Moura, João Santos, Oxinor, Engarrafamento Pitú e Petroquímica Suape.  Ao lado do presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, o ministro também ressaltou que “Pernambuco tem que ter uma participação importante no Plano Nacional de Exportação”.







Economia brasileira cresceu 0,1% em 2014

Publicado por Branca Alves, em 27.03.2015 às 09:55

Agência Brasil (Rio de Janeiro) – A economia brasileira cresceu 0,1% em 2014, na comparação com o ano anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou o ano em R$ 5,52 trilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No quarto trimestre, o PIB teve crescimento de 0,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2014. Na comparação com o último trimestre de 2013, o PIB teve queda de 0,2%.

O crescimento de 0,1% em 2014 foi puxado pelos setores de serviços, que teve alta de 0,7% no ano, e de agropecuária, que avançou 0,4%. Com queda de 1,2%, a indústria impediu um crescimento maior do PIB no ano.

Sob a ótica da demanda, houve um avanço de 0,9% no consumo das famílias e um crescimento de 1,3% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, caiu 4,4% no ano. As exportações caíram 1,1%, enquanto as importações tiveram queda de 1% no período.

As contas nacionais brasileiras de 2014 foram calculadas com base em nova metodologia internacional, que está sendo adotada por todos os países. Com a nova metodologia, o IBGE também revisou os crescimentos do PIB em 2012 e 2013. Em 2012, a taxa de crescimento passou de 1% para 1,8%. Em 2013, a taxa passou de 2,5% para 2,7%.







Arco Metropolitano fica para o próximo ano

Publicado por Branca Alves, em 27.03.2015 às 09:07

Por Kleber Nunes
Da Folha de Pernambuco

As obras do Lote 2 do Arco Rodoviário Metropolitano do Recife – trecho entre a BR-408, em Paudalho, e a BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho – só deverão começar no ano que vem. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelo empreendimento, receberá até a próxima sexta-feira a licença de captura de fauna, que será emitida pela Agência Estadual de Meio Ambiente. O documento essencial para que a autarquia federal dê prosseguimento aos complementos do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Ao todo 11 pontos precisaram ser revisados.

A nova previsão foi anunciada pelo superintendente substituto do Dnit em Pernambuco, Cacildo Cavalcante, ontem, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O engenheiro assegurou que a autarquia tem todo interesse de fazer o arco, e que, inclusive, já havia dinheiro garantido pelo Governo Federal. “A licitação do arco será feita em RDC (Regime Diferenciado de Contratação Integrado). A ideia é escolher a empresa ou consórcio que, em cima do EIA/Rima aprovado, faça os projetos básicos e executivos, para só depois começar as obras. Esse processo, se correr tudo bem, deve levar pelo menos seis meses”, afirmou.

Para garantir o mínimo de celeridade no processo, que já deveria ter se transformado em realidade, pois era uma das contrapartidas prometidas pelo Governo de Pernambuco à Fiat Chrysler Automobilies (FCA), a CPRH mantém reuniões constantes com o Dnit. De acordo com o diretor-presidente do órgão, Paulo Teixeira, a equipe multidisciplinar é a mesma desde quando o projeto era concebido como uma parceria público-privada, em 2008.

LOTE 1
Cacildo Cavalcante revelou que o Dnit está estudando 12 traçados para o Lote 1. “Será escolhido o mais viável nos aspectos técnico, ambiental e financeiro”, resumiu. Mesmo com a determinação da CPRH de não conceder licença prévia a nenhum projeto que ameace a Área de Preservação (APA) Aldeia-Beberibe, o tema foi o mais debatido.

O professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heitor Schalambrini, alertou para o risco de extinguir os mananciais que alimentam o Sistema Botafogo, responsável por abastecer mais de 900 mil pessoas. Por outro lado, prefeitos da Mata Norte defendem que o arco termine em Igarassu e não em Goiana. “Se Pernambuco nasceu em Igarassu, o arco também tem que nascer, senão seremos prejudicados”, alegou o prefeito da cidade, Mário Ricardo (PTB).







BC prevê retração de 0,5% do PIB e inflação de 7,9%

Publicado por Branca Alves, em 26.03.2015 às 10:25

Agência Brasil (Brasília) – O Banco Central (BC) prevê retração de 0,5% da economia em 2015. A perspectiva para o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidas em um país) está no Relatório de Inflação do primeiro trimestre, divulgado hoje (26). Para o PIB de 2014, a previsão da autoridade monetária foi revista de alta de 0,2% para retração de 0,1%.

Ainda de acordo com as projeções do BC, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 7,9% este ano, 1,8 ponto percentual superior à do relatório anterior, divulgado em dezembro. Para 2016, a previsão é que o IPCA encerre o ano em 4,9%. Para o primeiro trimestre de 2017, a projeção é 4,7%. A meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para baixo ou para cima.

O relatório destaca ainda que no cenário de mercado, que incorpora dados da pesquisa feita pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin), as projeções indicam inflação de 7,9% em 2015, 5,1% em 2016 e 4,9% no primeiro trimestre de 2017.

Com relação à política monetária, no relatório, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reafirma que “a inflação se eleva no curto prazo e tende a permanecer elevada em 2015”. Segundo o comitê, a política monetária pode e deve conter os efeitos de segunda ordem decorrentes dos movimentos de ajustes de preços. O Copom também renovou a posição de que o cenário de convergência da inflação para o centro da meta em 2016 tem se fortalecido.







Presidente da Frente de prefeitos incentiva ações para revisar dívidas

Publicado por Alex Ribeiro, em 25.03.2015 às 20:30

Presidente da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), está encorajando seus colegas a seguirem o exemplo do Rio de Janeiro a buscarem na Justiça o cumprimento da lei que altera o indexador das dívidas dos municípios. Nessa terça-feira (23), a 30.ª Vara Federal concedeu liminar que permite a redução da cobrança. Com a decisão, o saldo devedor do Rio passa de R$ 6,2 bilhões para R$ 1,2 bilhão.

“A Frente de Prefeitos não tem a personalidade jurídica que permita que isso aconteça, mas estamos incentivando que 180 cidades entrem na Justiça. São cidades que concentram o grosso da população, e é nas cidades que o cidadão busca o atendimento de suas demandas, como mobilidade, educação, saúde”, avalia. Além do Rio, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa, Cuiabá e Vitória fazem parte do grupo de municípios que esperam ser agraciados pelo novo cálculo de renegociação da dívida aprovado pelo Congresso, mas que precisa ser regulamentado pela presidente Dilma Rousseff.

Para Fortunati a busca pelo recurso judicial está além de disputas políticas. “Das 180 cidades, 81 têm mais de 100 mil habitantes. Trinta e cinco são governadas pelo PSDB, 33 ligadas ao PMDB e 31 ao PT. Isso mostra que não é uma questão partidária”, disse.

Aprovada em novembro do ano passado, a lei que renegocia a dívida altera o indexador. Com isso, o índice de refinanciamento passa a ser corrigido pela taxa Selic ou pelo IPCA, o que for menor, mais 4% ao ano. Sem a legislação, as dívidas continuam corrigidas pelo IGP-DI mais 6% ou 9% ao ano. “É um contrassenso que o governo vai ao mercado cobrando juros da Selic, e aos municípios com juros exorbitantes. O papel do governo não é o de agente financeiro”, explica o presidente da Frente de Prefeitos.

Nota

Nesta quarta, a FNP divulgou nota de apoio à aprovação pela Câmara do projeto de lei que permite a renegociação imediata das dívidas de Estados e municípios com a União. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado. A entidade defende a renegociação dos valores a serem pagos e afirma que a medida proporcionará reequilíbrio nos contratos.

A nota também cobra a alteração no indexador das dívidas prevista na Lei Complementar 148/2014, até hoje não regulamentada pelo governo federal. A mudança, conforme a nota “é uma das reivindicações da Carta dos prefeitos e prefeitas da FNP aos candidatos à Presidência da República, divulgada em setembro passado. Há mais de uma década, a renegociação dessas dívidas é uma bandeira de luta da FNP pelo equilíbrio federativo e responsabilidade fiscal”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Arena: R$ 9,3 milhões mensais para o Estado

Publicado por Branca Alves, em 25.03.2015 às 09:50

(Foto: Diego Nigro/Folha de Pernambuco)

Por Kleber Nunes
Da Folha de Pernambuco

O aperto nas contas tem obrigado o Governo do Estado a renegociar todas as dívidas e não poderia ser diferente com as que envolvem a construção da Arena Pernambuco. Depois de pagar R$ 418 milhões – sendo R$ 40 milhões só este ano – referentes ao financiamento obtido junto ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Executivo está tentando renegociar um novo prazo para pagar cerca de R$ 90 milhões que ainda restam. O montante deve ser liquidado até o fim deste ano, ou seja, o poder público terá que desembolsar mais R$ 9,3 milhões por mês para arena.

Foram realizadas duas reuniões com o presidente do BNB, Nelson Antônio de Souza; representante do consórcio formado pela Odebrecht Infraestrutura e Odebrecht Investimentos, que administra a arena; e do Governo. Segundo o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, o valor em discussão diz respeito ao chamado Ressarcimento Investimento em Obra (RIO), que equivale a 75% dos custos da construção do equipamento.

“É uma negociação difícil, que estamos levando com transparência e muito realismo. Não vivemos mais aquele bom momento de 2007, é um ano difícil e estamos precisando aliviar essas prestações que são salgadas”, afirmou Henry. O vice-governador se diz otimista e acredita que se chegará a uma “solução satisfatória” para todos.

A renegociação do financiamento ocorre ao mesmo tempo com a conclusão dos trâmites burocráticos para contratar a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que revisará o contrato do equipamento multiuso. Além disso, o Estado se prepara para enfrentar o Consórcio Arena Pernambuco Negócios e Investimentos, que exige um ressarcimento de R$ 264 milhões, na Justiça.







Indústria da construção registra menor nível de atividade em cinco anos

Publicado por Márcio Didier, em 23.03.2015 às 15:47

A indústria da construção teve, em fevereiro, o menor nível de atividade nos últimos cinco anos, revelou nesta segunda-feira (23) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de atividade do setor atingiu 33,2 pontos no mês passado, queda de 11,7 pontos em relação a fevereiro de 2014.

De acordo com a CNI, o indicador aponta retração acentuada na indústria da construção. Os valores da pesquisa variam de 0 a 100 pontos. Quando ficam abaixo dos 50 pontos, revelam queda na atividade e no emprego. Quanto mais distante da linha divisória, maior a queda.

O indicador do número de empregados encerrou o mês passado em 36,4 pontos, com recuo de 10,1 pontos em relação a fevereiro de 2014, no índice mais baixo desde janeiro de 2011. Segundo a CNI, o desaquecimento está cada vez mais intenso e disseminado em todos os setores da indústria da construção e em empresas de todo porte. A utilização da capacidade instalada ficou em 60%, nove pontos percentuais a menos que em fevereiro de 2014.

A expectativa para os próximos meses continua negativa. Todos os indicadores para os próximos seis meses ficaram abaixo de 50 pontos, linha que separa o otimismo do pessimismo. O indicador de nível de atividade, que mede a intenção de ampliar a produção, chegou a 42,3 pontos.

O índice de novos serviços e empreendimentos caiu para 42 pontos. O indicador de número de empregados caiu para 41,7 pontos. O índice de intenção de investimento caiu pelo sexto mês seguido, alcançando 34,6 pontos, o menor dos últimos dois anos.

A pesquisa foi realizada entre 2 e 11 de março com 600 empresas. Desse total, 191 são de pequeno porte, 267 médias e 142 grandes.

(Fonte: Agência Brasil)







Mercado projeta dólar a R$ 3,15 no final de 2015

Publicado por Branca Alves, em 23.03.2015 às 10:46

Agência Brasil (Brasília) – Os investidores e analistas do mercado financeiro veem o dólar cotado a R$ 3,15 no final deste ano. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira (23) no boletim Focus, pesquisa feita instituições financeiras semanalmente pelo Banco Central (BC). Na sexta-feira (20) a moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 3,296, o maior valor desde 1° de abril de 2003, quando havia fechado em R$ 3,304.

O mercado também voltou a elevar a projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para os analistas, o índice fechará o ano com alta de 8,12%, e não mais de 7,93% como previsto na semana anterior. Boa parte da alta da inflação está vinculada aos preços administrados, regulados pelo governo, como o da gasolina e da energia. De acordo com a projeção do Focus, este ano eles terão alta de 12,6%, e não mais de 12%, como estimado anteriormente.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos por um país) a projeção é que a economia terá retração de 0,83%, diferentemente da queda de 0,78% estimada na semana anterior. Já para a produção industrial, a queda projetada ao fim deste ano permanece em 2,19%

A expectativa para fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano. Isso significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia suba a taxa mais uma vez este ano, em 0,25 ponto percentual. No início de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto percentual, e esta chegou a 12,75% ao ano. Na ocasião, o patamar de elevação confirmou as previsões da maioria dos analistas.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, cresceu, ficando em US$ 79,8 bilhões ante os US$ 79,5 bilhões anteriores. O saldo projetado para a balança comercial subiu de US$ 3 bilhões para US$ 3,5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados diminuíram de US$ 57,5 bilhões para US$ 56,5 bilhões.







Datafolha: maioria é contra privatização da Petrobras

Publicado por Branca Alves, em 22.03.2015 às 13:00

Para 61% dos brasileiros, a Petrobras deve continuar sob controle estatal, conforme pesquisa do Datafolha, publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo. Outros 24% são a favor da privatização, de acordo com o levantamento realizado nos dias seguintes à manifestação popular contra o governo, há uma semana.

A rejeição à venda da petroleira, envolvida em escândalos de corrupção, é maior entre os entrevistados que declaram apoio ao PT, de 67%. Entre os simpatizantes do PSDB, 56% são contra e 35% a favor. O levantamento foi feito em âmbito nacional, com 2842 eleitores.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Tombini lamenta atrito com Pastore

Publicado por Branca Alves, em 21.03.2015 às 19:05

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, entrou em contato com a reportagem do Broadcast por meio da assessoria de imprensa da instituição para lamentar o episódio em torno do ex-presidente da instituição Afonso Celso Pastore. Ele disse reiterar, por meio de nota, seu respeito pelas opiniões e o trabalho do economista. Tombini ressalta que ambos, assim como todos os demais dirigentes da instituição, enfrentaram dificuldades e desafios durante suas gestões, mas “sempre trabalharam com o objetivo comum em prol da sociedade brasileira”.

Pastore criticou na quinta-feira, em um seminário, a condução da política monetária pelo BC e a trajetória da inflação. Duas horas depois de os comentários serem noticiados pelo ‘Broadcast’ serviço em tempo real da ‘Agência Estado’, o BC lembrou que, na gestão de Pastore à frente do BC, entre agosto de 1983 e agosto de 1985, a inflação havia passado de 134,69% para 224,60%.

As declarações de Pastore foram feitas em um debate em Ribeirão Preto, na quinta-feira. “Tombini fala em 4,5% de inflação desde que chegou ao BC e nunca entregou (…) A inflação de 4,5% em 2016 só viria com estresse, alta nos juros e mais recessão. O governo precisaria estabelecer uma trajetória para chegar (à meta) e dar credibilidade ao regime de metas”, disse o economista.

Incomodado com as referências do Banco Central à sua gestão, Pastore voltou à carga em suas críticas ao não cumprimento da meta inflacionária. Em entrevista ontem, o economista disse que o problema atual é também de falta de credibilidade no mercado. E disparou: “Eu reafirmo o que disse ontem (quinta-feira): ele (Tombini) nunca cumpriu a meta. A credibilidade do doutor Tombini é baixa”, afirmou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)