Internacional

Papa pede paz em regiões de conflito na oração de Páscoa

Publicado por Maurício Júnior, em 20.04.2014 às 13:10

Agência Lusa – Em mensagem de Páscoa, o papa Francisco apelou à comunidade internacional para “prevenir a violência” na Ucrânia. Pelo menos quatro pessoas morreram neste domingo (20) no Leste da Ucrânia, região que faz fronteira com a Rússia, num tiroteio entre as forças ucranianas e ativistas pró-Rússia.

Em sua oração, o papa pediu a Deus que “ilumine e inspire as iniciativas que promovam a paz na Ucrânia”. Francisco pediu para que “todos os envolvidos, com o apoio da comunidade internacional, façam todos os esforços para prevenir a violência num espírito de unidade e diálogo, construindo um caminho para o futuro do país”.

O Vaticano informou que aproximadamente 150 mil pessoas estavam na Praça de São Pedro e em uma avenida próxima para participar das celebrações do domingo de Páscoa e ouvir a tradicional benção Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo) do papa, que se dirigiu à multidão da mesma varanda em que apareceu pela primeira vez depois de ser eleito líder da Igreja Católica.

O papa também abordou outros problemas internacionais. Ele lembrou dos conflitos na Venezuela, que contou com a presença de um núncio apostólico participando dos diálogos de paz entre governo e oposição, e pediu a reconciliação e a concórdia fraternal no país.

Em relação à Síria,  papa Francisco ressaltou que, após três anos de conflito e mais de 150 mil mortes, é necessário “negociar a paz há muito aguardada e há demasiado tempo adiada”. O papa também rezou pelos “irmãos e irmãs que sofrem com a epidemia de Ébola na Guiné Conacri, na Serra Leoa e na Libéria”.

O papa rezou ainda pelo fim dos “brutais ataques terroristas” na Nigéria e da violência na  República Centro-Africana e no Sudão do Sul. Por fim, orou pelo sucesso das negociações de paz no Oriente Médio, abaladas nos últimos dias por confrontos entre manifestantes palestinos e forças policiais de Israel em Jerusalém.







Corpo de García Márquez é cremado no México

Publicado por Maurício Júnior, em 19.04.2014 às 17:17

Agência Brasil – O corpo do escritor Gabriel García Marquéz foi cremado neste sábado (19), informou o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta) do México. De acordo com o comunicado do conselho, a vontade da família de cremá-lo foi cumprida e os restos mortais do autor foram incinerados em uma cerimônia privada. As cinzas do escritor deverão ser jogadas no México, onde morava, e na Colômbia, seu país natal.

Gárcía Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, autor de obras como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera, morreu na última quinta-feira (17), na Cidade do México, onde morava desde a década de 1960. Na última segunda-feira (14), a mulher e os filhos do escritor haviam informado que seu estado se saúde era “muito frágil”, havendo “risco de complicações”. Após ser hospitalizado por uma semana devido a uma infecção pulmonar, o autor havia retornado para casa no início do mês.

Está prevista para segunda-feira (21) uma cerimônia na Cidade do México em homenagem a García Márquez. Os presidentes do México, Enrique Peña Nieto, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, deverão comparecer.







Presidente da Argélia é reeleito para quarto mandato

Publicado por Maurício Júnior, em 18.04.2014 às 17:40

Agência Lusa – O presidente argelino Abdelaziz Bouteflika foi reeleito para o quarto mandato com 81,53% dos votos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18) pelo ministro do Interior da Argélia, Tayeb Belaiz. O segundo colocado das eleições, Ali Benflis, teve 12,18% dos votos.

O candidato mais jovem, Abdelaziz Belaid, ficou em terceiro lugar com 3,03% dos votos, seguido pela líder do Partido dos Trabalhadores da Argélia, que teve a preferência de 1,37% dos eleitores.

Bouteflika, que tem 77 anos de idade e ainda se recupera de um derrame cerebral que o atingiu no ano passado, teve menos votos do que nas eleições de 2009 e 2004 (90% e 85%, respectivamente). Em 1999, quando ganhou o seu primeiro mandato, obteve 75% dos votos.







México registra terremoto de 7 graus na escala Richter

Publicado por Maurício Júnior, em 18.04.2014 às 14:15

Um tremor de terra, com magnitude 7 na escala Richter, foi sentido hoje (18) na capital do México. Ainda não há informações sobre vítimas.

O abalo começou às 9h28 (11h28 em Brasília), acionando de imediato os alertas sísmicos.

O Serviço Sismológico Nacional do México indentificou que o epicentro do tremor de terra deu-se a 31 quilômetros a noroeste de Tecpan, no estado de Guerrero.







Exportações: Dilma pede urgente negociação com Argentina

Publicado por Maurício Júnior, em 17.04.2014 às 15:03

Agência Brasil – Após mais de duas horas de reunião com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, e representantes das 29 empresas associadas à entidade, a presidenta Dilma Rousseff determinou que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, conversem rapidamente com o governo argentino para destravar as exportações para o parceiro do Mercosul.

Ao sair da reunião, Moan disse que Borges e Cafarelli disseram que estarão na Argentina já na próxima semana reiniciando a negociação. “A questão com o governo argentino foi uma restrição a importações de produtos do Brasil [no fim de 2013] e no dia 28 de março foi assinado um memorando de entendimento entre os dois governos determinando o fluxo de comércio. Só que para ser funcional necessita ainda de um ajuste na linha de financiamento da exportação brasileira para a Argentina”, disse.

O presidente da Anfavea disse que as restrições às vendas para a Argentina tiveram grande impacto sobre o setor. “Nós perdemos no primeiro trimestre 32% das exportações previstas. Então é um prejuízo bastante pesado”, disse Moan, explicando que, como as exportações representam cerca de 20% das vendas, o impacto global foi aproximadamente 7%. Nesta semana, os representantes já haviam discutido o assunto com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em São Paulo.

Na reunião com a presidenta, todos os representantes das empresas associadas falaram sobre a conjuntura do setor automotivo, que inclui automóveis comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e máquinas rodoviárias. “A presidente demonstrou grande interesse em conhecer em profundidade o nosso setor: ela pediu que a questão das exportações [fosse trabalhada em conjunto, tanto pelo Ministério da Fazenda quanto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior]“.

No mercado interno, Moan relatou que o setor automotivo sofre os impactos do aumento de custos do aço, da logística e da energia elétrica. “Mostramos claramente a preocupação nossa com aumento de custos generalizado”, disse. Segundo ele, o aumento de custos não deve ser repassado ao consumidor, mas diminui a produtividade do setor.

“Hoje eu diria que o setor automotivo brasileiro é o mais competitivo do mundo. Nós temos 62 marcas atuando no mercado, oferecendo ao consumidor brasileiro mais de 2.500 versões e modelos de autoveículos e, com isso, não há espaço para aumento de preço. O que estamos dizendo claramente é que esse aumento de custo, de certa maneira, dificulta e traz a nossa produtividade a um nível muito baixo”, disse Moan.

No encontro, também foram apresentados à presidenta dados da perda de mercado do país na área de máquinas agrícolas e caminhões. Essa perda, segundo ele, foi gerada pelo atraso da publicação das regras do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES. “O BNDES paralisou as operações até o dia 27 de janeiro e, até o final de março, houve um acúmulo de processos, dificultando a entrada de novos pedidos de financiamento. Há dez dias foi lançado o BNDES simplificado, o que reduz bastante essa burocracia que nós tínhamos e já estamos com reflexos [positivos] nas vendas”.

O presidente da Anfavea disse que o aumento do IPI não foi assunto na reunião: o tópico foi citado apenas como mais um item no aumento do custo da produção. Segundo ele, a reunião não foi destinada a cobrar o governo: o objetivo foi apresentar a “situação real” do setor e preocupações de médio e longo prazos. A possibilidade de demissões em massa também não foi mencionada por nenhum dos representantes.

Moan disse que as empresas automobilísticas estão em processo de ajuste dos estoques. Para superar as dificuldades, as montadoras usam os mecanismos para preservar empregos. “Algumas [empresas] associadas praticaram PDV [Programa de Demissão Voluntária], outras deram licença remunerada: todas têm a visão clara de que o investimento em cada trabalhador do setor automotivo é extremamente alto. Nosso pessoal qualificado é um grande investimento que fizemos e, tanto quanto possível, vamos preservá-lo”.







Começa reunião entre Ucrânia, Rússia, UE e EUA em Genebra

Publicado por Maurício Júnior, em 17.04.2014 às 11:35

Agência Brasil – A reunião entre os chefes das diplomacias da Ucrânia, Rússia, União Europeia e  dos Estados Unidos começou nesta quinta-feira (17) em Genebra, na Suíça, para tentar travar a escalada de violência no Leste ucraniano.

Antes do encontro, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reuniu-se separadamente com a alta representante da UE para a política externa, Catherine Ashton, e com os ministros dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andri Dechtchitsa, e russo, Serguei Lavrov.

Os Estados Unidos, a UE e a Ucrânia acusam a Rússia de organizar os manifestantes pró-russos que nos últimos dias ocuparam edifícios governamentais em várias cidades do Leste da Ucrânia, o que é negado por Moscou.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou hoje que o diálogo é a única solução na Ucrânia, reconhecendo, pela primeira vez, a presença de forças russas na Crimeia no referendo de março. “Só o diálogo, em um processo democrático, e sem recorrer às Forças Armadas, tanques e aviação, permite devolver a ordem à Ucrânia”, disse.

Pelo menos três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando tentavam invadir um quartel militar na cidade de Mariupol, no Sudeste da Ucrânia, na noite de quarta-feira (16), anunciou o ministro do Interior, Arsen Avakov.

“Não há mortos entre os militares. Segundo informações preliminares, entre os agressores há três mortos e 13 feridos e foram detidas 63 pessoas”, disse Avakov.







Comissão vai investigar violência na Venezuela

Publicado por Branca Alves, em 16.04.2014 às 09:15

Agência Brasil (Brasília) – O governo venezuelano e a oposição chegaram a um acordo para a criação conjunta de uma comissão da verdade que investigará as denúncias de tortura e as várias situações de violência ocorridas no país. O acordo foi firmado durante a segunda reunião de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição, feita nessa terça-feira (15) em Caracas com a presença de representantes do Vaticano, Brasil, Equador e da Colômbia.

Segundo Ramón Guillermo Azevedo, secretário da coligação Mesa de Unidade Democrática (MUD), da oposição, a comissão será composta por personalidades da sociedade venezuelana e deverá analisar 60 denúncias de casos de tortura e maus-tratos que ocorreram no país.

A oposição vai analisar e fazer propostas em matéria de segurança, prevenção e sanção dos delitos para o Plano de Pacificação Nacional lançado pelo presidente Nicolás Maduro.

De acordo com Azevedo, ainda não foi aceita a proposta da oposição de criar uma Lei de Anistia para os presos políticos e exilados. O governo venezuelano, no entanto, assumiu o compromisso de criar uma junta médica para analisar a saúde de Iván Simonovis, um comissário condenado a 30 anos de prisão pelo envolvimento nos fatos violentos que, em abril de 2002, afastaram temporariamente Hugo Chávez do poder.

Na reunião, a oposição condenou qualquer manifestação de violência no país e apelou pelo apoio e o respeito firme à Constituição.

Segundo o vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, a segunda reunião entre governo e oposição ocorreu sob alguma tensão, mas as partes mantiveram o diálogo, respeito e a tolerância. “Avança o diálogo pela paz e pela justiça sem impunidade”, disse Arreaza aos jornalistas, elogiando a disponibilidade da MUD para integrar o Plano Nacional de Pacificação.

A Venezuela registra há dois meses protestos diários em várias regiões, que já deixaram 42 mortos, mais de 600 feridos e grandes danos materiais.

*Com informações da Agência Lusa







Rússia enfrentará consequências adicionais, dizem Estados Unidos

Publicado por Branca Alves, em 13.04.2014 às 18:44

Agência Brasil (Brasília) – O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse neste domingo (13) que a Rússia enfrentará “consequências adicionais” se não reduzir as tensões com a Ucrânia e retirar as tropas da fronteira. Ativistas pró-russos tomaram, ontem, a sede regional do Ministério do Interior e também as esquadras da polícia em três cidades da região de Donetsk, no Sudeste russófono da Ucrânia.

“Os militantes estavam equipados com armas especializadas russas, com os mesmos uniformes que vestiam as forças russas que invadiram a Crimeia”, disse um responsável do Departamento de Estado.

“Kerry expressou a sua grande preocupação nos ataques de sábado (12) por parte de militantes armados no Leste da Ucrânia terem sido orquestrados e sincronizados, de forma idêntica a ataques anteriores no Leste da Ucrânia e na Crimeia”, indicou a fonte em comunicado.

Ontem cerca de 200 manifestantes pró-russos armados de bastões tomaram a sede da polícia em Donetsk, cidade no Leste da Ucrânia. Os manifestantes não encontraram resistência e algumas dezenas de membros da força antimotim enviados para proteger o edifício foram vistos com faixas preta e laranja, as cores dos apoiantes da Rússia.  Leia Mais







Maduro pede à oposição que condene violência

Publicado por Branca Alves, em 11.04.2014 às 11:49

Agência Brasil (Brasília) – O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira (11) à oposição que condene a violência como uma forma de fazer política e que procure uma “visão conjunta” para solucionar a crise que afeta o país.

“Convido-os, dentro do debate que vamos realizar, a que façamos uma condenação conjunta à violência como forma de fazer política, como método político. À violência em todas as suas formas. À violência como forma e estratégia política para mudar o governo, que procuremos uma visão conjunta, vocês com a sua visão política e nós com a nossa”, disse.

O apelo de Maduro foi feito no início da primeira reunião oficial de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição, no palácio presidencial de Miraflores, e que tem como “facilitadores” o Vaticano, o Brasil, o Equador e a Colômbia.

“Há que fazer um apelo ao respeito pela Constituição. Condenar a violência é vital, é necessário. É muito importante procurar o caminho do reconhecimento e não dos atalhos”, frisou Nicolás Maduro. Ele lembrou que foi “complexo” o caminho para chegar a um entendimento sobre o diálogo.

O presidente condenou o fato de que alguns venezuelanos recorram às guarimbas (barricadas) como forma de protesto, acrescentando que as comunidades onde são montadas barricadas têm sido prejudicadas.

“Uma coisa é o protesto e para protestar há plena liberdade. Se a Mesa de Unidade Democrática [coligação da oposição] e as suas organizações ou líderes sociais querem protestar todos os dias, de todos os anos que estão para vir, podem fazê-lo”, disse.

Por outro lado, convidou a oposição “a integrar a Conferência de Paz com uma participação, personalidade, programa e ideologia própria”.

Há dois meses são registrados diariamente protestos em várias regiões da Venezuela, que já deixaram 42 mortos, mais de 600 feridos, além de danos materiais e mais de 80 denúncias por violações de direitos humanos.

*Com informações da Agência Lusa







Rússia acusa Otan de usar crise ucraniana para se reforçar

Publicado por Gilberto Prazeres, em 10.04.2014 às 11:50

ABr – O governo russo acusou hoje (10) a Organização do Tratado do Atlântico (Otan), aliança militar intergovernamental, de usar a crise na Ucrânia como pretexto para reforçar a aliança e justificar a sua existência. “As incessantes acusações do secretário-geral [da Otan, Anders Fogh Rasmussen] convencem-nos de que a aliança pretende utilizar a crise na Ucrânia para consolidar as suas fileiras ante uma ameaça exterior inventada”, disse, em nota, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

No texto, o governo russo diz ainda que, ao levantar recorrentemente “a crescente militarização da Rússia”, a Otan pretende “justificar a sua utilidade no século 21”. De acordo com a Rússia, os gastos militares da Otan representam metade dos gastos militares mundiais e o orçamento russo para defesa é dez vezes menor que o da aliança.

Segundo a diplomacia russa, a Otan, que acusa a Rússia de desrespeitar o direito internacional, também o desrespeitou nos casos de Kosovo e da Líbia. “Agora, a aliança tenta atuar como grande defensora do direito, fazendo vista grossa às arbitrariedades das forças extremistas na Ucrânia que levam à cisão da sociedade”, acrescentou o governo na nota, complementando que a Otan tenta se passar por um “clube de elite” com “legitimidade política peculiar”, desconsiderando organismos internacionais como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual a Rússia faz parte como membro permanente.

A Ucrânia acusa a Rússia de, após a anexação da Crimeia, tentar implementar um plano de desmembramento do país, apoiando grupos pró-russos nas principais cidades do Leste ucraniano e colocando tropas perto da fronteira entre os dois países.







Comissão Europeia cria grupo de apoio à Ucrânia

Publicado por Branca Alves, em 9.04.2014 às 09:21

Agência Brasil (Brasília) – A Comissão Europeia criou nesta quarta-feira (9) um Grupo de Apoio à Ucrânia para ajudar as autoridades de Kiev a fazer reformas e a promover a coordenação com doadores e as instituições financeiras internacionais.

O grupo deve ainda ajudar a coordenar os apoios de Bruxelas à Ucrânia. Segundo o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o objetivo é assegurar que Kiev tenha toda a ajuda necessária para implantar as reformas políticas e econômicas necessárias à estabilização do país. “O nosso objetivo comum é ter uma Ucrânia democrática, independente e próspera”, acrescentou Durão Barroso.

Em curto prazo, até o fim do ano, a equipe de especialistas nomeada por Bruxelas vai identificar e coordenar com as autoridades ucranianas a assistência técnica necessária para estabilizar a frágil situação financeira, econômica e política do país.

O grupo prestará assistência para que, ainda este ano, sejam adotadas medidas que estimulem o crescimento e potencializem os benefícios dos acordos já formalizados com a União Europeia.

Para médio prazo, a partir do próximo ano – o objetivo é aprofundar o programa de reformas políticas e econômicas.

O chefe do grupo – Peter Balas, diretor-geral adjunto do Comércio – vai tratar diretamente com o presidente da comissão e a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

*Com informações da Agência Lusa







Afeganistão: candidatos à presidência apontam fraudes

Publicado por Maurício Júnior, em 6.04.2014 às 17:30

Os três principais candidatos à presidência do Afeganistão denunciaram “problemas”, “irregularidades” e “fraudes” durante o processo de votação realizado no último sábado (5), para escolher, além do futuro presidente, governadores das 34 províncias ou estados afegãos. O resultado preliminar do primeiro turno do pleito deve ser conhecido a partir do próximo dia 24.

“Foi um grande dia para a democracia no Afeganistão, mas houve problemas em determinados locais”, afirmou o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Zalmai Rassoul, um dos candidatos a suceder o atual presidente afegão, Hamid Karzai. Primeiro presidente do país eleito após a queda dos taliban, em 2001, Karzai comandou primeiro o governo interino, sendo eleito em 2004 e reeleito em 2009, em meio a denúncias de fraudes no processo eleitoral.

Segundo Rassoul, várias denúncias relativas a suspeita de fraudes foram comunicadas à comissão eleitoral responsável por fiscalizar o pleito e deverão ser apuradas “para que não haja votos falsos”.

Já o ex-ministro das Finanças e também candidato à presidência, Ashraf Ghani, reforçou, por meio de sua conta no Twitter, que “há relatos de fraudes graves em vários locais”.

O terceiro candidato a questionar o processo eleitoral é Abdulhah Abdullah, líder da oposição e candidato à presidência derrotado em 2009. Embora tenha classificado o grande número de eleitores que compareceram às seções como um sinal “de grande sucesso”, Abdullah destacou que a eleição não ocorreu “livre de irregularidades”.

Além dos ataques de grupos extremistas e terroristas contrários à realização da votação, em alguns dos mais de 6 mil colégios eleitorais, foram registrados problemas como a falta de cédulas – o que as autoridades locais festejaram como um indício de que a participação popular superou a expectativa inicial. A estimativa era de que ao menos 12 mil afegãos estivessem aptos a votar, mas temia-se que as ameaças de ataques desencorajassem muitos deles a irem votar – o que, aparentemente, não aconteceu, mesmo com as fortes chuvas registradas em algumas regiões do país.

Em nota divulgada pela Missão de Assistência das Nações Unidas para o Afeganistão (Unama), os membros do Conselho de Segurança reiteraram a importância das eleições para o processo de transição do poder e para o desenvolvimento da democracia afegã. Os conselheiros também elogiaram a participação e a coragem da população e estimularam o governo afegão a, com a ajuda da comunidade internacional, continuar enfrentando as ameaças à segurança e à estabilidade nacional.

Alguns atentados foram registrados ao longo do dia. O mais grave deles aconteceu na província de Zabul, onde dois policiais morreram e dois ficaram feridos devido à explosão de uma bomba. Outras quatro pessoas sofreram ferimentos em outra explosão à bomba, próximo a um local de votação no estado de Logar.

*Com informações das agências Telam e Lusa







Ianukóvitch diz não aceitar anexação da Crimeia

Publicado por Branca Alves, em 3.04.2014 às 12:20

Agência Brasil (Brasília) – O ex-presidente da Ucrânia, Viktor Ianukóvitch, disse “não poder aceitar” a anexação da Crimeia pela Rússia. Em entrevista dada ontem ao canal de televisão russo NTV, Ianukóvitch alertou para o perigo de desintegração do país após as eleições presidenciais marcadas para 25 de maio e disse que pretende negociar com o governo de Vladimir Putin a devolução da península.

Segundo ele, a anexação da Crimeia é culpa dos atuais dirigentes da Ucrânia. “Foi uma postura radical em relação à língua russa e aos territórios onde vivem os russófonos”, disse Ianukóvitch para justificar o descontentamento da comunidade de língua russa na Crimeia. Essa foi a primeira entrevista dada pelo ex-presidente desde sua deposição, em fevereiro, e refúgio na Rússia.

Nesta quinta-feira (3), o Ministério do Interior da Ucrânia acusou Ianukóvitch de ter dado a “ordem criminosa” de abrir fogo contra os manifestantes da Praça Maidan, em fevereiro, onde 90 pessoas foram mortas. O inquérito instaurado pelo atual governo também concluiu que agentes dos serviços secretos russos FSB participaram do planejamento e implementação do ataque aos manifestantes da Praça da Independência, no centro de Kiev.

Os serviços secretos da Rússia, FSB, negaram nesta quinta-feira que seus agentes estejam envolvidos na morte dos manifestantes, como acusa o governo ucraniano. Os protestos pedindo a renúncia de Ianukóvitch tomaram a praça Maidan em novembro, após o então presidente ucraniano, considerado pró-russo, se recusar a firmar um acordo de associação com a União Europeia.

*Com informações da Agência Lusa







Colômbia e Farc estão longe de acordo sobre drogas

Publicado por Maurício Júnior, em 30.03.2014 às 18:20

Agência Brasil – Terminou sem acordo mais uma rodada de negociação entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), envolvidos em conversações sobre o processo de paz, em Cuba. Não há consenso sobre as drogas ilícitas, assunto em discussão desde novembro do ano passado. Apesar da repressão às drogas, o país é o terceiro produtor mundial de cocaína.

Os negociadores disseram que avançaram em diferentes aspectos, e que na próxima rodada, prevista para abril, continuarão a analisar o assunto. O problema das drogas ilícitas é o terceiro item da pauta para o diálogo e, os negociadores discutem ideias para combater o narcotráfico e os cultivos ilegais de maconha, coca e papoula.

As Farc defendam a criação de áreas de cultivo para fins medicinais. O governo não descarta a possibilidade, mas estuda mecanismos de regulação. Em algumas regiões, a guerrilha usa o plantio e produção de drogas como fonte de renda para manter-se em conflito.

O negociador do governo colombiano, Humberto de la Calle, disse que a intenção do processo de paz é que a verdade sobre o conflito seja revelada. “Não pode haver fim do conflito sem verdade”, destacou. Ele afirmou que o governo tem reconhecido suas responsabilidades em violações cometidas por militares, e que espera que as Farc também sejam transparentes para com a sociedade.

As declarações de La Calle foram feitas em um momento em que a sociedade civil, os governo e organismos internacionais pedem que a guerrilha revele informações sobre tortura e morte de policiais ocorridas neste mês. As Farc, entretanto, se negaram a entregar os responsáveis pelos assassinatos.

O processo de paz foi iniciado em novembro de 2012, após seis meses de conversas secretas, de aproximação entre as partes. Antes de ser iniciado, o governo e a guerrilha estabeleceram uma agenda de temas que seriam discutidos. São seis itens. Dois deles, o tema agrário e a participação política das Farc, resultaram em acordo. Os negociadores devem terminar a discussão drogas ilícitas e analisar ainda a reparação das vítimas, a desmobilização e reintegração de ex-guerrilheiros e garantias para o cumprimento dos acordos.

A mesa negociadora explica que, apesar dos acordos parciais, “não existe acordo, enquanto não houver consenso sobre todos os temas”. Para o governo, sem a conclusão da acordo não é possível aceitar um cessar fogo.







Eleições presidenciais no Egito serão nos dias 26 e 27 de maio

Publicado por Maurício Júnior, em 30.03.2014 às 14:58

Agência Brasil – As eleições presidenciais no Egito foram marcadas para os dias 26 e 27 de maio, anunciou  neste domingo (30) a Comissão Eleitoral encarregada da organização, nove meses após a destituição pelo Exército do Presidente islamita Mohamed Morsi.

O homem forte do Egito, Abdel Fattah Al-Sissi, à frente do poderoso exército que destituiu, em 3 de julho do ano passado, o único chefe de Estado eleito democraticamente no país, anunciou na semana passada que será candidato. Os especialistas prevêem que seja eleito com  boa votação.

O marechal Sissi, que quarta-feira (26) deixou o Exército e as funções de vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa para se candidatar, ficou muito popular na sequência da perseguição mortal que fez contra os apoiadores de Morsi, incluindo a Irmandade Muçulmana. No caso não ganhe em primeiro turno, terá de disputar o segundo turno em 16 e 17 de junho.

Além dele, apenas outro candidato declarou que se candidataria às eleições, o líder da oposição de esquerda, Hamdeen Sabbahi. Segundo a maioria dos analistas, no entanto, Sabbahi não terá um apoio significativo.

Desde julho já morreram mais de 1.400 manifestantes a favor de Morsi, nas mãos de policiais e soldados. Desses, mais de 700 foram mortos em um só dia no Cairo, em 14 de outubro. Quase 15 mil foram detidos, a maior parte por dirigentes da Irmandade Muçulmana que, como Mohamed Morsi, podem ser punidos com a pena de morte.