Internacional

Agência Brasil- O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) aumentou hoje (10) para 81 o número de mortos, incluindo 52 civis e prisioneiros, nos ataques da aviação russa contra uma prisão da rede terrorista Al Qaeda, no noroeste da Síria.

“O número de vítimas subiu para 81 mortos, incluindo 52 civis e prisioneiros, e 23 combatentes da Al-Nosra”, disse a organização não governamental, acrescentando que “há também seis mortos entre os rebeldes que estavam no edifício para tratar de questões administrativas”.

Esta é a terceira atualização do número de vítimas, que num primeiro momento tinha sido estimado em 39, e depois em 57 mortos.

A Rússia começou a intervir no final de setembro para ajudar as tropas do regime sírio a enfrentar os rebeldes e jihadistas. No final de dezembro, a OSDH afirmou que os ataques tinham feito 2,3 mil vítimas mortais em três meses, das quais um terço são civis.


Da Agência Brasil

Esta semana, Paris vai ser palco de várias cerimônias de homenagem às vítimas dos atentados de 7 a 9 de janeiro do ano passado. Nesta terça-feira (5), vão ser inauguradas placas de homenagem na rua Nicolas-Appert, em frente à antiga sede do jornal satírico Charlie Hebdo, onde em 7 de janeiro foram assassinadas 12 pessoas; em Montrouge, onde em 8 de janeiro foi assassinada um policial municipal; e na Porte de Vincennes diante da mercearia judaica, onde quatro pessoas também morreram em 9 de janeiro.

Na quinta-feira (7), exatamente um ano após o ataque que dizimou a redação do Charlie Hebdo, o presidente francês, François Hollande, presta homenagem às forças policiais, na sede da polícia em Paris. Para o sábado (9), a previsão é de que Hollande vá até a mercearia judaica Hyper Cacher, para uma cerimônia organizada pelo Conselho representativo das instituições judaicas na França.

No domingo (10), a estátua da Praça da República vai ficar iluminada com as cores da bandeira francesa no final do dia, depois de a praça voltar a ser palco de uma homenagem às vítimas dos atentados, um ano após a marcha republicana que começou neste local e que reuniu milhares de pessoas.

Por outro lado, para hoje é esperada uma corrida às bancas de jornal, para comprar a edição especial do Charlie Hebdo que assinala o primeiro aniversário do ataque jihadista e para a qual foram editados quase um milhão de exemplares, dezenas de milhares destinados ao exterior.

Um ano após o atentado que matou as principais figuras da caricatura francesa, o jornal escolheu para a capa um desenho do cartoonista Riss que apresenta um Deus assassino, com barba e armado com uma metralhadora AK-47, sob o título “Um ano depois, o assassino continua à solta”.

A edição de 32 páginas – em vez das habituais 16 – conta com um caderno especial de desenhos dos cartoonistas assassinados há um ano Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré, cartoons dos atuais colaboradores, assim como textos da ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, das atrizes Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg, Juliette Binoche, do músico Ibrahim Maalouf, entre outras personalidades.

No editorial, o diretor do jornal e cartoonista sobrevivente do atentado, denuncia “os fanáticos embrutecidos pelo Corão” e outros religiosos que tinham desejado a morte do jornal por “ousar rir da religião”, garantindo que “as convições dos ateus e dos laicos fazem mover mais montanhas que a fé dos crentes”.

Antes do ataque, o jornal enfrentava graves dificuldades financeiras e tinha uma tiragem semanal média de 30 mil exemplares. Atualmente, vende atualmente cerca de cem mil exemplares nas bancas – dez mil no exterior – e tendo 183 mil assinantes.

Em 2006, o jornal publicou caricaturas do profeta Maomé e alguns dos cartoonistas passaram a ter proteção policial desde então, o que não impediu que o semanário tivesse sido alvo de um primeiro ataque com coquetéis molotov, em 2011. Dez meses após os atentados de janeiro de 2015, Paris voltou a ser alvo de novos ataques jiadistas, em 13 de novembro que fizeram 130 mortos, a maioria dos quais na sala de espetáculos Bataclan.


Da Agência Brasil

O governo da Bélgica anunciou neste domingo (27) que vai aplicar novas medidas contra o terrorismo jihadista a partir de 1º de janeiro.

O ministro belga do Interior, Jan Jambon, revelou que será ativado um plano para reforçar a segurança na região de Molenbeek, em Bruxelas, onde as autoridades descobriram ligações com as pessoas envolvidas nos atentados de 13 de novembro, em Paris.

O governo quer ainda “cortar os fluxos de financiamento” do tráfico de armas e criar uma base de dados que permita a inclusão e cruzamento de informações sobre supostos jihadistas e membros do grupo extremista Estado Islâmico.

“A primeira coisa que temos que saber é quem vive no nosso território”, disse o ministro belga.

Atualmente, a Bélgica vive com um nível três (num total de quatro) de alerta de segurança e Jan Jambon espera que desça o mais rapidamente possível para o nível dois ou um.

O nível três, que se mantém até o final deste ano, corresponde a uma “possível ameaça” de atentado.


Da Agência Brasil

A polícia da Áustria informou, neste sábado (26), que aumentou as medidas de segurança na capital, Viena, depois de ter recebido um aviso sobre possíveis ataques terroristas em várias capitais europeias nos próximos dias. Os avisos, feitos pelo serviço secreto de um país amigo da Áustria, contêm nomes concretos de possíveis terroristas, de acordo com comunicado divulgado pela polícia austríaca.

Segundo os avisos, é possível que ocorram ataques com explosões e disparos em locais com grandes concentrações de pessoas em várias capitais europeias. A polícia austríaca assinala que a investigação aos nomes de possíveis terroristas ainda não produziu resultados. “Trata-se de um indício que, devido à sua intensidade, mostra que enfrentamos uma situação de perigo mais elevada” do que a vivida até agora, diz a nota.

A polícia informou que seus agentes estão mobilizados para as possíveis ameaças.


O mar de sapato representa os manifestantes que fariam passeata sobre o clima, em Paris (Foto: Avaaz)

Chinelos de criança, botas repletas de flores, tênis acompanhados de palavras em defesa do planeta são alguns dos milhares de sapatos que cobrem hoje (29) a praça parisiense de onde sairia uma marcha pelo clima, que foi cancelada devido aos recentes atentados na capital francesa.

O mar de sapatos foi exposto na Praça da República, onde uma estátua e uma escultura foram transformadas em uma espécie de monumentos aos mortos, em memória das vítimas dos atentados de janeiro, que causaram 17 mortos, e de 13 de novembro, que provocaram 130 mortos. O local está repleto de flores, velas e inscrições de homenagem.

Mais de quatro toneladas de sapatos foram recolhidos na última semana, explicou a diretora adjunta do Avaaz, movimento mundial de mobilização de cidadãos, que organizou o protesto. Para Emma Ruby Sachs, o gigantesco tapete que cobre mais de um terço da praça é “um monumento simbólico da determinação das pessoas em ser escutadas”.

A organização pediu a todos que iriam participar da marcha pelo clima para enviarem um par de sapatos para representá-los. Entre os sapatos anônimos estão alguns de donos mais conhecidos, como o do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, botas da atriz francesa Marian Cotillard e os saltos agulha da estilista britânica Vivienne Westwood. “Até o papa Francisco enviou um par”, acrescentou um membro da Avaaz.

Todos os sapatos estão orientados na direção da praça La Nation, onde a manifestação deveria terminar, antes de ser cancelada pelas autoridades francesas devido ao reforço da segurança, após os atentados.

“É uma experiência incrível andar entre milhares de pares de sapatos. É possível sentir a dor das vozes reduzidas ao silêncio e também a esperança de que esta conferência possa salvar o planeta”, disse ainda Emma Ruby Sachs.

Mais de 140 chefes de Estado e de governo vão estar amanhã (30), em Paris, na sessão de abertura da conferência das partes das Nações Unidas sobre clima, a COP21, que vai durar duas semanas e tentar chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, conter a elevação da temperatura média do planeta em dois graus.

Um pouco mais longe, próximo ao Bataclan, onde 90 pessoas foram mortas no dia 13 de novembro, vários representantes de comunidades das ilhas do Pacífico e da América Latina, vestidos com trajes traicionais, organizaram “uma cerimônia de apaziguamento” com cantos, danças guerreiras e poesia para associar a memória das vítimas à urgência de se resolver o problema do clima.

Milhares de cidades em todo o mundo, incluindo o Brasil, realizam neste fim de semana marchas em defesa do clima e para chamar a atenção à necessidade de adotar medidas paraenfrentar as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento de fenômenos extremos, como secas ou inundações, além da elevação do nível do mar.


Da Agência Brasil

Técnicos dos partidos políticos e do Conselho Nacional de Eleições da Venezuela farão neste sábado (28) a auditoria de despacho das urnas eletrônicas. Será o último teste do sistema automático de votação antes da eleição da semana que vem, no domingo (6), em que os venezuelanos vão escolher os 167 deputados da Assembleia Nacional.

A auditoria vai simular a votação e a transmissão e totalização dos resultados. Além dos técnicos dos partidos políticos e do órgão eleitoral oficial, políticos, eleitores e meios de comunicação também acompanharão o processo para fiscalizar se os votos emitidos são contabilizados corretamente após a transmissão dos dados da urna eletrônica.

As eleições venezuelanas ocorrerão sob os olhares da América Latina e do mundo, preocupados com a violência relacionadas ao pleito, principalmente depois do assassinato do dirigente da oposição Luis Manoel Díaz durante um comício na última quarta-feira (25).

Em nota, o governo brasileiro condenou o episódio e cobrou das autoridades venezuelanas a garantia da estabilidade institucional para a realização das eleições da semana que vem. “O governo brasileiro confia em que o governo venezuelano atuará para coibir quaisquer atos de violência ou intimidação que possam colocar em dúvida a credibilidade do processo eleitoral em curso e a legitimidade dos resultados da votação”, diz comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.


Da Agência Brasil

As investigações continuam em Bruxelas em busca de supostos terroristas, entre eles Salah Abdeslam, que estaria ligado aos atentados de 13 de novembro em Paris, informou nesta segunda-feira (23) o ministro do Interior belga, Jan Jambon.

“É evidente que a ação ainda não terminou”, disse o Jambon a uma rádio belga, acrescentando que “a vida tem que continuar”, apesar de a capital estar paralisada há três dias em estado de alerta máximo antiterrorista.

O ministro apelou à população para que mantenha, dentro do possível, as suas rotinas: “A vida cotidiana deve continuar”, considerou.

O ministro recusou-se a dar detalhes sobre as 19 operações policiais que, nesse domingo, resultaram em 16 detenções. Salah Abdeslam é o suspeito de terrorismo mais procurado na Bélgica desde os atentados na capital francesa, que deixaram 130 mortos.

“É difícil dar detalhes sobre o inquérito nesta fase, é muito sensível e a última coisa que queremos é perturbar o inquérito”, destacou, recusando-se a comentar notícias sobre a eventual fuga de Abdeslam para a Alemanha.

Bruxelas acordou hoje, pelo terceiro dia consecutivo, em alerta máximo devido a um “risco iminente” de ataques terroristas. As instituições europeias funcionam sob rigorosas medidas de segurança, em uma cidade parcialmente paralisada. A capital da União Europeia e sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) permanece em “estado de sítio”, fortemente vigiada pela polícia.


Polícia belga procura suspeitos de terrorismo

Publicado em 21.11.2015 às 18:02

Da Agência Brasil

A polícia belga procura ao menos dois homens, um deles suspeito de estar armado com explosivos semelhantes aos usados nos atentados em Paris, na semana passada, de acordo com o jornal belga Le Soir. Além disso, ao longo do dia, forças especiais da polícia federal detiveram quatro pessoas no bairro histórico do Grand Sablon, em Bruxelas, após terem detectado um veículo suspeito.

O governo da Bélgica ativou neste sábado (21) o nível quatro de alerta de ameaças, em resposta a relatórios que advertem para o risco de um atentado por parte de “pessoas com armas e explosivos, talvez em diferentes lugares” do país.

Lojas, museus, salas de cinema, teatro e concertos, centros desportivos e outros lugares frequentados nos fins de semana fecharam as portas ou não chegaram a abri-las. A circulação também foi cancelada em todas as linhas do metrô. A administração do centro de Bruxelas recomendou ainda que os cafés, restaurantes e bares fechem esta noite como medida de precaução.


EI ameaça realizar novos atentados na França

Publicado em 21.11.2015 às 16:37

Da Agência Brasil

Em um vídeo divulgado na internet, o grupo extremista Estado Islâmico voltou neste sábado (21) a ameaçar a Europa, especialmente a França, com a realização de novos atentados, como os que ocorreram em 13 de novembro, em Paris, e custaram a morte de 130 pessoas, além de mais de 350 feridos.

O vídeo mostra uma cena em que a Torre Eiffel, um dos maiores símbolos franceses, e principalmente da capital, Paris, aparece caída, segundo um grupo de monitoramento de ameaças terrorista intitulado Site.

Na gravação, aparecem ainda dois extremistas do Estado Islâmico, aparentemente de origem francesa, na província síria de Alepo – um dos redutos do grupo – elogiando os ataques a Paris e incitando os muçulmanos da França e do mundo inteiro a praticar atos semelhantes.

Nos ataques de 13 de novembro, em pontos diferentes de Paris, os extremistas abriram com fuzis num restaurante onde centenas de pessoas estavam, detonaram três bombas perto do estádio onde a seleção francesa de futebol jogava com a Alemanha e fizeram reféns numa sala de concertos.


Da Agência Brasil

O britânico Mohamed Emwazi, conhecido como “jihadista John” e apontado como carrasco do Estado Islâmico, morreu nesta sexta-feira (13) durante ataque aéreo lançado pelos Estados Unidos na Síria, informaram fontes militares à BBC.

Com “elevado grau de certeza”, o “jihadista John” morreu no ataque, que ocorreu próximo da cidade de Raqqa, no Norte da Síria, indicaram as mesmas fontes à emissora pública britânica.

Segundo a BBC, Mohamed Emwazi e uma pessoa que o acompanhava morreram na sequência de um ataque das forças norte-americanas contra o veículo em que se encontravam.

Um porta-voz do Pentágono informou que os Estados Unidos lançaram, na noite passada, um ataque que tinha como alvo “jihadista John”, mas não revelaram se ele foi morto.

“Emwazi, um cidadão britânico, participou dos vídeos que mostram as execuções dos jornalistas norte-americanos Steven Sotloff e James Foley, do trabalhador humanitário, igualmente norte-americano, Abdul Rahman Kassig, dos trabalhadores humanitários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto, e de uma série de outros reféns”, informou o Pentágono.

Identificado como o homem de cara coberta que surge nos vídeos do Estado Islâmico de decapitação de reféns ocidentais, Mohammed Emwazi, com menos de 30 anos, chamou a atenção pelo seu forte sotaque britânico e porque colocava uma faca no pescoço dos reféns, prestes a decapitá-los, antes de cortar as imagens.

Programador de informática em Londres, ele nasceu no Kuwait, em uma família apátrida de origem iraquiana. Os seus pais mudaram-se para a Grã-Bretanha em 1993.

Mohammed Emwazi era citado pelos serviços de segurança desde pelo menos 2009.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que não há ainda a certeza da morte do britânico. O ataque teve como alvo o cidadão Mohammed Emwazi, mas “ainda não podemos ter a certeza de que foi bem-sucedido”, disse Cameron à imprensa em Londres. “Foi um ato de legítima defesa, foi o que devia ser feito”, acrescentou.


Da Agência Brasil

Mais de 540 mil migrantes chegaram às ilhas gregas nos primeiros dez meses deste ano, número 13 vezes superior ao registrado no mesmo período no ano passado, informou nesta terça-feira (10) a agência europeia de gestão de fronteiras (Frontex).

Segundo a Frontex, apesar do agravamento das condições meteorológicas em outubro, mais de 150 mil pessoas fizeram a ligação entre a Turquia e a Grécia no mês passado, contra aproximadamente 8.500 em outubro de 2014.

A agência de controle das fronteiras externas da União Europeia (UE) lembra que a maior parte dos migrantes é procedente da Síria, mas que nas últimas semanas a proporção de afegãos “aumentou significativamente”.

Em contraste com os números recordes verificados na Grécia e nos Balcãs Ocidentais, acrescenta a Frontex, a rota do Mediterrâneo Central registrou diminuição para metade do número de migrantes que viajaram para a Itália a partir da Líbia (de aproximadamente 17 mil, em outubro de 2014, para 8.500 no mês passado), o que a agência atribuiu, “em grande medida”, à falta de embarcações disponíveis.

A Frontex mostra ainda que muitos dos migrantes detidos nas fronteiras externas da UE nos Balcãs Ocidentais – a maior parte nas fronteiras da Hungria e Croácia com a Sérvia – chegaram inicialmente às ilhas gregas no Mar Egeu, tendo posteriormente abandonado a União Europeia para viajar pela antiga República Iugoslava da Macedônia e a Sérvia.

“Depois de a Hungria ter construído uma barreira em sua fronteira com a Sérvia e reforçado os controles fronteiriços em setembro, os migrantes começaram a atravessar a fronteira da Croácia com a Sérvia em números recordes”, diz a agência.


Da Agência Brasil

O avião russo que caiu nesse sábado (31) no Sinai, com 224 pessoas a bordo, se despedaçou no ar antes de atingir o solo, disse neste domingo (1º) o responsável pela investigação das autoridades russas. “A ruptura ocorreu no ar e os fragmentos estão espalhados por uma área de cerca de 20 quilômetros quadrados”, afirmou Viktor Sorotchenko, diretor do Comitê Intergovernamental de Aviação (MAK). Segundo ele, ainda é cedo para quaisquer conclusões.

Especialistas internacionais começaram hoje a investigação da queda do avião na Península de Sinai, no Egito, com as equipes de resgate a ampliarem a sua busca por vítimas desaparecidas. O presidente Abdel Fattah al-Sissi pediu para que se aguarde o resultado da investigação, de modo a determinar a causa do acidente. Pelo Twitter, o grupo jihadista Estado Islâmico (IS) assumiu a responsabilidade sobre a queda do Airbus 321.

“Vamos deixar os especialistas determinarem a causa da queda do avião, porque é objeto de um estudo técnico extenso e complicado”, acrescentou al-Sissi.

Os governos do Egito e da Rússia têm minimizado a reivindicação de atentado do Estado Islâmico. De acordo com o primeiro-ministro egípcio Sharif Ismail, os especialistas haviam confirmado que os jihadistas não podiam derrubar o avião Airbus 321, porque voava a uma altitude de 30 mil pés (9 mil metros). Para o ministro dos Transportes russo, Maxim Sokolov, a reivindicação “não pode ser considerada precisa”.

No local do acidente, ao Norte do Sinai, na área de Wadi al-Zolomat, numerosas partes enegrecidas do avião estão espalhadas por uma vasta área. Um oficial do Exército envolvido nos esforços de busca destacou que as equipes de resgate já recuperaram 163 corpos, incluindo o de uma menina, encontrado a oito quilômetros dos destroços principais.

Dois especialistas de acidentes aéreos da França, onde a Airbus tem sede, estão se deslocando para o Egito, juntamente com seis especialistas da empresa europeia para ajudar a investigação.


Da Agência Brasil

O ministro dos Transportes da Rússia, Maxim Sokolov, disse que são falsas as informações de que o avião russo que caiu neste sábado (31) no Egito, provocando 224 mortes, foi alvo de atentado terrorista.

“Em alguns meios de comunicação, surgiram informações sobre o avião de passageiros russo, que voava de Sharm el-Sheik para São Petersburgo, ter sido atingido por um míssil lançado por terroristas. Esta informação não pode ser considerada verdadeira”, afirmou Sokolov.

Um grupo ligado ao Estado Islâmico no Egito reivindicou hoje no Twitter ter abatido o avião russo que caiu no Sinai, no Egito, provocando a morte dos 224 passageiros e tripulantes.

O ministro Maxim Sokolov acrescentou que as autoridades russas estão em estreito contato com o governo egípcio e que, “neste momento, não há informações que confirmem essas fantasias”.

Sokolov assinalou que especialistas estão trabalhando no local do desastre e que, “dentro de muito pouco tempo, uma comissão internacional começará a trabalhar na área da queda. Com os materiais recolhidos e as análises escrupulosas de todas as informações, serão retiradas as conclusões sobre as causas da tragédia.”

De acordo com o ministro, os dados disponíveis, baseados em contatos de trabalho com a parte egípcia, indicam que não pode ser considerada verdadeira a informação de que o avião foi derrubado.

O Egito prometeu hoje à Rússia “total cooperação” para esclarecer as causas da catástrofe que atingiu o avião russo.

O avião da companhia russa MetroJet (Kogalimavia) tinha como destino São Petersburgo e caiu ao sul da cidade egípcia de Al-Arish, capital da província do Norte Sinai, pouco depois de levantar voo de Sharm el-Sheik, com 224 pessoas a bordo.

Vários especialistas militares ouvidos pela agência de notícias France-Presse (AFP) disseram que os rebeldes do Estado Islâmico, cuja base fica no norte da Península do Sinai, não dispõem de mísseis capazes de atingir um avião a 30 mil pés, mas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo, ou de o avião ter sido atingido por um foguete ou míssil quando descia na sequência de falhas técnicas na aeronave.

O contato com a aeronave foi perdido 23 minutos depois da decolagem do Aeroporto de Sharm el-Sheikh, na fronteira com o Mar Vermelho. O avião estava a uma altitude de mais de 30 mil pés (9,144 metros) quando o comandante queixou-se de uma falha técnica do equipamento de comunicação a um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo egípcio.

A Embaixada da Rússia no Cairo informou que todas as 224 pessoas que estavam a bordo, na maioria russos e alguns ucranianos, morreram na queda do avião.


Humberto esteve no país vizinho como observador internacional das eleições indicado pelo Parlamento do Mercosul (Parlasul) (Foto: Alberto Lima/Asscom HC)

Na Argentina, as urnas foram fechadas às 18h, mas os primeiros números apareceram somente perto da 0h para expor um país dividido, segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa. O petista acompanhou por mais de seis horas a apuração dos resultados das eleições gerais. Ele esteve no país vizinho como observador internacional das eleições indicado pelo Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires, apoiado pela presidente Cristina Kirchner, chegou ao domingo como favorito, mas a abertura das urnas revelou um empate técnico entre ele e o seu principal concorrente, Maurício Macri, prefeito da capital e rival de Cristina.

Às 2h desta segunda (26), ambos tinham pouco mais de 35% dos votos válidos, apurados 87% das urnas. É a primeira vez na história da Argentina que uma disputa presidencial vai ao segundo turno.

“A discussão maior, até pouco tempo, era se haveria ou não segundo turno. Mas, nos últimos dias, o cenário mudou e o quadro piorou sensivelmente para o candidato oficial”, avaliou Humberto. “O resultado surpreendeu. E a disputa voto a voto dos dois candidatos demonstra uma fratura no eleitorado argentino. É difícil prever o que ocorrerá nesse segundo turno”, disse.

Durante o domingo, Humberto e outros observadores internacionais percorreram vários pontos de Buenos Aires e cidades vizinhas para vistoriar os locais de votação. Em todos eles, o processo transcorreu normalmente, com poucas filas e sem incidentes. Mais de 32 milhões de eleitores estavam habilitados a votar para presidente, 24 senadores, 130 deputados federais e 43 parlamentares do Mercosul. A abstenção ficou em 21%.

Humberto elogiou o processo no país vizinho e ponderou que, mesmo que as quase 95 mil mesas eleitorais funcionem com o sistema de cédulas de papel, tudo flui de maneira satisfatória. “As pessoas parecem presas a uma tradição e não fazem questão do voto eletrônico. Obviamente, isso exige um volume muito maior de gente envolvida e retarda a apuração. Mas nada que macule a eleição”, esclareceu.

No centro de operações eleitorais, mais de 1,5 mil pessoas trabalhavam da noite de ontem à madrugada de hoje tabulando os dados que chegavam de todo o país. Perto das 3h, províncias como a de Santa Cruz, de onde são originários os Kirchner, contabilizavam menos de 30% das urnas apurados. O segundo turno das eleições presidenciais ocorrerá em 22 de novembro próximo.


Pizzolato é entregue à Polícia Federal em Milão

Publicado em 22.10.2015 às 17:40

Da Folhapress

As autoridades italianas acabaram de entregar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato à equipe da Polícia Federal, no Aeroporto de Milão.

O voo em que ele embarcará, marcado para 21h10, está atrasado cerca de 50 minutos. Com isso, Pizolatto deve chegar a Guarulhos por volta das 6h30 desta sexta-feira.

O ex-diretor do Banco do Brasil permanecerá algemado durante a viagem para a capital paulista.

De Guarulhos, Pizzolato será levado num avião da PF rumo a Brasília, onde deve aterrissar às 8h30 para fazer exames de corpo delito no IML (Instituto Médico Legal).

Em seguida, o ex-diretor do Banco do Brasil irá para a Penitenciária da Papuda, unidade em que cumprirá o restante da pena de 12 anos e 7 meses por participação no escândalo do mensalão.

A equipe de policiais federais encarregada de escoltá-lo é formada por um delegado, dois agentes e uma médica.

ADIAMENTO
Nesta quinta vencerá o prazo de quinze dias determinado pelo ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, para liberar o ex-diretor do Banco do Brasil à Polícia Federal.

Orlando comunicou o adiamento da extradição no último dia 6, data em que a Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou o recurso de defesa de Pizzolato para que ele cumprisse pena na Itália.

A decisão do ministro italiano atendeu a pressões de senadores daquele país, que ingressaram com um requerimento de urgência cobrando explicações de Orlando. O ministro havia declarado à imprensa local que extradição era inevitável.