Internacional

Comissão vai investigar violência na Venezuela

Publicado por Branca Alves, em 16.04.2014 às 09:15

Agência Brasil (Brasília) – O governo venezuelano e a oposição chegaram a um acordo para a criação conjunta de uma comissão da verdade que investigará as denúncias de tortura e as várias situações de violência ocorridas no país. O acordo foi firmado durante a segunda reunião de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição, feita nessa terça-feira (15) em Caracas com a presença de representantes do Vaticano, Brasil, Equador e da Colômbia.

Segundo Ramón Guillermo Azevedo, secretário da coligação Mesa de Unidade Democrática (MUD), da oposição, a comissão será composta por personalidades da sociedade venezuelana e deverá analisar 60 denúncias de casos de tortura e maus-tratos que ocorreram no país.

A oposição vai analisar e fazer propostas em matéria de segurança, prevenção e sanção dos delitos para o Plano de Pacificação Nacional lançado pelo presidente Nicolás Maduro.

De acordo com Azevedo, ainda não foi aceita a proposta da oposição de criar uma Lei de Anistia para os presos políticos e exilados. O governo venezuelano, no entanto, assumiu o compromisso de criar uma junta médica para analisar a saúde de Iván Simonovis, um comissário condenado a 30 anos de prisão pelo envolvimento nos fatos violentos que, em abril de 2002, afastaram temporariamente Hugo Chávez do poder.

Na reunião, a oposição condenou qualquer manifestação de violência no país e apelou pelo apoio e o respeito firme à Constituição.

Segundo o vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, a segunda reunião entre governo e oposição ocorreu sob alguma tensão, mas as partes mantiveram o diálogo, respeito e a tolerância. “Avança o diálogo pela paz e pela justiça sem impunidade”, disse Arreaza aos jornalistas, elogiando a disponibilidade da MUD para integrar o Plano Nacional de Pacificação.

A Venezuela registra há dois meses protestos diários em várias regiões, que já deixaram 42 mortos, mais de 600 feridos e grandes danos materiais.

*Com informações da Agência Lusa







Rússia enfrentará consequências adicionais, dizem Estados Unidos

Publicado por Branca Alves, em 13.04.2014 às 18:44

Agência Brasil (Brasília) – O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse neste domingo (13) que a Rússia enfrentará “consequências adicionais” se não reduzir as tensões com a Ucrânia e retirar as tropas da fronteira. Ativistas pró-russos tomaram, ontem, a sede regional do Ministério do Interior e também as esquadras da polícia em três cidades da região de Donetsk, no Sudeste russófono da Ucrânia.

“Os militantes estavam equipados com armas especializadas russas, com os mesmos uniformes que vestiam as forças russas que invadiram a Crimeia”, disse um responsável do Departamento de Estado.

“Kerry expressou a sua grande preocupação nos ataques de sábado (12) por parte de militantes armados no Leste da Ucrânia terem sido orquestrados e sincronizados, de forma idêntica a ataques anteriores no Leste da Ucrânia e na Crimeia”, indicou a fonte em comunicado.

Ontem cerca de 200 manifestantes pró-russos armados de bastões tomaram a sede da polícia em Donetsk, cidade no Leste da Ucrânia. Os manifestantes não encontraram resistência e algumas dezenas de membros da força antimotim enviados para proteger o edifício foram vistos com faixas preta e laranja, as cores dos apoiantes da Rússia.  Leia Mais







Maduro pede à oposição que condene violência

Publicado por Branca Alves, em 11.04.2014 às 11:49

Agência Brasil (Brasília) – O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira (11) à oposição que condene a violência como uma forma de fazer política e que procure uma “visão conjunta” para solucionar a crise que afeta o país.

“Convido-os, dentro do debate que vamos realizar, a que façamos uma condenação conjunta à violência como forma de fazer política, como método político. À violência em todas as suas formas. À violência como forma e estratégia política para mudar o governo, que procuremos uma visão conjunta, vocês com a sua visão política e nós com a nossa”, disse.

O apelo de Maduro foi feito no início da primeira reunião oficial de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição, no palácio presidencial de Miraflores, e que tem como “facilitadores” o Vaticano, o Brasil, o Equador e a Colômbia.

“Há que fazer um apelo ao respeito pela Constituição. Condenar a violência é vital, é necessário. É muito importante procurar o caminho do reconhecimento e não dos atalhos”, frisou Nicolás Maduro. Ele lembrou que foi “complexo” o caminho para chegar a um entendimento sobre o diálogo.

O presidente condenou o fato de que alguns venezuelanos recorram às guarimbas (barricadas) como forma de protesto, acrescentando que as comunidades onde são montadas barricadas têm sido prejudicadas.

“Uma coisa é o protesto e para protestar há plena liberdade. Se a Mesa de Unidade Democrática [coligação da oposição] e as suas organizações ou líderes sociais querem protestar todos os dias, de todos os anos que estão para vir, podem fazê-lo”, disse.

Por outro lado, convidou a oposição “a integrar a Conferência de Paz com uma participação, personalidade, programa e ideologia própria”.

Há dois meses são registrados diariamente protestos em várias regiões da Venezuela, que já deixaram 42 mortos, mais de 600 feridos, além de danos materiais e mais de 80 denúncias por violações de direitos humanos.

*Com informações da Agência Lusa







Rússia acusa Otan de usar crise ucraniana para se reforçar

Publicado por Gilberto Prazeres, em 10.04.2014 às 11:50

ABr – O governo russo acusou hoje (10) a Organização do Tratado do Atlântico (Otan), aliança militar intergovernamental, de usar a crise na Ucrânia como pretexto para reforçar a aliança e justificar a sua existência. “As incessantes acusações do secretário-geral [da Otan, Anders Fogh Rasmussen] convencem-nos de que a aliança pretende utilizar a crise na Ucrânia para consolidar as suas fileiras ante uma ameaça exterior inventada”, disse, em nota, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

No texto, o governo russo diz ainda que, ao levantar recorrentemente “a crescente militarização da Rússia”, a Otan pretende “justificar a sua utilidade no século 21”. De acordo com a Rússia, os gastos militares da Otan representam metade dos gastos militares mundiais e o orçamento russo para defesa é dez vezes menor que o da aliança.

Segundo a diplomacia russa, a Otan, que acusa a Rússia de desrespeitar o direito internacional, também o desrespeitou nos casos de Kosovo e da Líbia. “Agora, a aliança tenta atuar como grande defensora do direito, fazendo vista grossa às arbitrariedades das forças extremistas na Ucrânia que levam à cisão da sociedade”, acrescentou o governo na nota, complementando que a Otan tenta se passar por um “clube de elite” com “legitimidade política peculiar”, desconsiderando organismos internacionais como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual a Rússia faz parte como membro permanente.

A Ucrânia acusa a Rússia de, após a anexação da Crimeia, tentar implementar um plano de desmembramento do país, apoiando grupos pró-russos nas principais cidades do Leste ucraniano e colocando tropas perto da fronteira entre os dois países.







Comissão Europeia cria grupo de apoio à Ucrânia

Publicado por Branca Alves, em 9.04.2014 às 09:21

Agência Brasil (Brasília) – A Comissão Europeia criou nesta quarta-feira (9) um Grupo de Apoio à Ucrânia para ajudar as autoridades de Kiev a fazer reformas e a promover a coordenação com doadores e as instituições financeiras internacionais.

O grupo deve ainda ajudar a coordenar os apoios de Bruxelas à Ucrânia. Segundo o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o objetivo é assegurar que Kiev tenha toda a ajuda necessária para implantar as reformas políticas e econômicas necessárias à estabilização do país. “O nosso objetivo comum é ter uma Ucrânia democrática, independente e próspera”, acrescentou Durão Barroso.

Em curto prazo, até o fim do ano, a equipe de especialistas nomeada por Bruxelas vai identificar e coordenar com as autoridades ucranianas a assistência técnica necessária para estabilizar a frágil situação financeira, econômica e política do país.

O grupo prestará assistência para que, ainda este ano, sejam adotadas medidas que estimulem o crescimento e potencializem os benefícios dos acordos já formalizados com a União Europeia.

Para médio prazo, a partir do próximo ano – o objetivo é aprofundar o programa de reformas políticas e econômicas.

O chefe do grupo – Peter Balas, diretor-geral adjunto do Comércio – vai tratar diretamente com o presidente da comissão e a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

*Com informações da Agência Lusa







Afeganistão: candidatos à presidência apontam fraudes

Publicado por Maurício Júnior, em 6.04.2014 às 17:30

Os três principais candidatos à presidência do Afeganistão denunciaram “problemas”, “irregularidades” e “fraudes” durante o processo de votação realizado no último sábado (5), para escolher, além do futuro presidente, governadores das 34 províncias ou estados afegãos. O resultado preliminar do primeiro turno do pleito deve ser conhecido a partir do próximo dia 24.

“Foi um grande dia para a democracia no Afeganistão, mas houve problemas em determinados locais”, afirmou o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Zalmai Rassoul, um dos candidatos a suceder o atual presidente afegão, Hamid Karzai. Primeiro presidente do país eleito após a queda dos taliban, em 2001, Karzai comandou primeiro o governo interino, sendo eleito em 2004 e reeleito em 2009, em meio a denúncias de fraudes no processo eleitoral.

Segundo Rassoul, várias denúncias relativas a suspeita de fraudes foram comunicadas à comissão eleitoral responsável por fiscalizar o pleito e deverão ser apuradas “para que não haja votos falsos”.

Já o ex-ministro das Finanças e também candidato à presidência, Ashraf Ghani, reforçou, por meio de sua conta no Twitter, que “há relatos de fraudes graves em vários locais”.

O terceiro candidato a questionar o processo eleitoral é Abdulhah Abdullah, líder da oposição e candidato à presidência derrotado em 2009. Embora tenha classificado o grande número de eleitores que compareceram às seções como um sinal “de grande sucesso”, Abdullah destacou que a eleição não ocorreu “livre de irregularidades”.

Além dos ataques de grupos extremistas e terroristas contrários à realização da votação, em alguns dos mais de 6 mil colégios eleitorais, foram registrados problemas como a falta de cédulas – o que as autoridades locais festejaram como um indício de que a participação popular superou a expectativa inicial. A estimativa era de que ao menos 12 mil afegãos estivessem aptos a votar, mas temia-se que as ameaças de ataques desencorajassem muitos deles a irem votar – o que, aparentemente, não aconteceu, mesmo com as fortes chuvas registradas em algumas regiões do país.

Em nota divulgada pela Missão de Assistência das Nações Unidas para o Afeganistão (Unama), os membros do Conselho de Segurança reiteraram a importância das eleições para o processo de transição do poder e para o desenvolvimento da democracia afegã. Os conselheiros também elogiaram a participação e a coragem da população e estimularam o governo afegão a, com a ajuda da comunidade internacional, continuar enfrentando as ameaças à segurança e à estabilidade nacional.

Alguns atentados foram registrados ao longo do dia. O mais grave deles aconteceu na província de Zabul, onde dois policiais morreram e dois ficaram feridos devido à explosão de uma bomba. Outras quatro pessoas sofreram ferimentos em outra explosão à bomba, próximo a um local de votação no estado de Logar.

*Com informações das agências Telam e Lusa







Ianukóvitch diz não aceitar anexação da Crimeia

Publicado por Branca Alves, em 3.04.2014 às 12:20

Agência Brasil (Brasília) – O ex-presidente da Ucrânia, Viktor Ianukóvitch, disse “não poder aceitar” a anexação da Crimeia pela Rússia. Em entrevista dada ontem ao canal de televisão russo NTV, Ianukóvitch alertou para o perigo de desintegração do país após as eleições presidenciais marcadas para 25 de maio e disse que pretende negociar com o governo de Vladimir Putin a devolução da península.

Segundo ele, a anexação da Crimeia é culpa dos atuais dirigentes da Ucrânia. “Foi uma postura radical em relação à língua russa e aos territórios onde vivem os russófonos”, disse Ianukóvitch para justificar o descontentamento da comunidade de língua russa na Crimeia. Essa foi a primeira entrevista dada pelo ex-presidente desde sua deposição, em fevereiro, e refúgio na Rússia.

Nesta quinta-feira (3), o Ministério do Interior da Ucrânia acusou Ianukóvitch de ter dado a “ordem criminosa” de abrir fogo contra os manifestantes da Praça Maidan, em fevereiro, onde 90 pessoas foram mortas. O inquérito instaurado pelo atual governo também concluiu que agentes dos serviços secretos russos FSB participaram do planejamento e implementação do ataque aos manifestantes da Praça da Independência, no centro de Kiev.

Os serviços secretos da Rússia, FSB, negaram nesta quinta-feira que seus agentes estejam envolvidos na morte dos manifestantes, como acusa o governo ucraniano. Os protestos pedindo a renúncia de Ianukóvitch tomaram a praça Maidan em novembro, após o então presidente ucraniano, considerado pró-russo, se recusar a firmar um acordo de associação com a União Europeia.

*Com informações da Agência Lusa







Colômbia e Farc estão longe de acordo sobre drogas

Publicado por Maurício Júnior, em 30.03.2014 às 18:20

Agência Brasil – Terminou sem acordo mais uma rodada de negociação entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), envolvidos em conversações sobre o processo de paz, em Cuba. Não há consenso sobre as drogas ilícitas, assunto em discussão desde novembro do ano passado. Apesar da repressão às drogas, o país é o terceiro produtor mundial de cocaína.

Os negociadores disseram que avançaram em diferentes aspectos, e que na próxima rodada, prevista para abril, continuarão a analisar o assunto. O problema das drogas ilícitas é o terceiro item da pauta para o diálogo e, os negociadores discutem ideias para combater o narcotráfico e os cultivos ilegais de maconha, coca e papoula.

As Farc defendam a criação de áreas de cultivo para fins medicinais. O governo não descarta a possibilidade, mas estuda mecanismos de regulação. Em algumas regiões, a guerrilha usa o plantio e produção de drogas como fonte de renda para manter-se em conflito.

O negociador do governo colombiano, Humberto de la Calle, disse que a intenção do processo de paz é que a verdade sobre o conflito seja revelada. “Não pode haver fim do conflito sem verdade”, destacou. Ele afirmou que o governo tem reconhecido suas responsabilidades em violações cometidas por militares, e que espera que as Farc também sejam transparentes para com a sociedade.

As declarações de La Calle foram feitas em um momento em que a sociedade civil, os governo e organismos internacionais pedem que a guerrilha revele informações sobre tortura e morte de policiais ocorridas neste mês. As Farc, entretanto, se negaram a entregar os responsáveis pelos assassinatos.

O processo de paz foi iniciado em novembro de 2012, após seis meses de conversas secretas, de aproximação entre as partes. Antes de ser iniciado, o governo e a guerrilha estabeleceram uma agenda de temas que seriam discutidos. São seis itens. Dois deles, o tema agrário e a participação política das Farc, resultaram em acordo. Os negociadores devem terminar a discussão drogas ilícitas e analisar ainda a reparação das vítimas, a desmobilização e reintegração de ex-guerrilheiros e garantias para o cumprimento dos acordos.

A mesa negociadora explica que, apesar dos acordos parciais, “não existe acordo, enquanto não houver consenso sobre todos os temas”. Para o governo, sem a conclusão da acordo não é possível aceitar um cessar fogo.







Eleições presidenciais no Egito serão nos dias 26 e 27 de maio

Publicado por Maurício Júnior, em 30.03.2014 às 14:58

Agência Brasil – As eleições presidenciais no Egito foram marcadas para os dias 26 e 27 de maio, anunciou  neste domingo (30) a Comissão Eleitoral encarregada da organização, nove meses após a destituição pelo Exército do Presidente islamita Mohamed Morsi.

O homem forte do Egito, Abdel Fattah Al-Sissi, à frente do poderoso exército que destituiu, em 3 de julho do ano passado, o único chefe de Estado eleito democraticamente no país, anunciou na semana passada que será candidato. Os especialistas prevêem que seja eleito com  boa votação.

O marechal Sissi, que quarta-feira (26) deixou o Exército e as funções de vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa para se candidatar, ficou muito popular na sequência da perseguição mortal que fez contra os apoiadores de Morsi, incluindo a Irmandade Muçulmana. No caso não ganhe em primeiro turno, terá de disputar o segundo turno em 16 e 17 de junho.

Além dele, apenas outro candidato declarou que se candidataria às eleições, o líder da oposição de esquerda, Hamdeen Sabbahi. Segundo a maioria dos analistas, no entanto, Sabbahi não terá um apoio significativo.

Desde julho já morreram mais de 1.400 manifestantes a favor de Morsi, nas mãos de policiais e soldados. Desses, mais de 700 foram mortos em um só dia no Cairo, em 14 de outubro. Quase 15 mil foram detidos, a maior parte por dirigentes da Irmandade Muçulmana que, como Mohamed Morsi, podem ser punidos com a pena de morte.







Militares ucranianos vão começar a deixar a Crimeia

Publicado por Branca Alves, em 26.03.2014 às 13:20

Agência Brasil (Brasília) – O chefe de Estado Maior russo, Valeri Gerásimov, anunciou nesta quarta-feira (26) que os militares ucranianos destacados na Crimeia vão começar a abandonar a península nesta quarta-feira, de comboio, sem armamento ou outro equipamento.

“Em virtude do acordo entre o Ministério da Defesa da Rússia e a parte ucraniana, os efetivos das Forças Armadas da Ucrânia e membros de suas famílias irão sair da Crimeia em transporte ferroviário”, disse o general aos jornalistas.

Gerásimov explicou que “todos os militares que manifestaram o desejo de continuar a serviço das Forças Armadas ucranianas já estão fora das unidades, depois de terem entregado as armas, e preparam-se agora para abandonar a Crimeia com as suas famílias e objetos pessoais”.

Ele informou que a Bandeira russa está hasteada em todas as unidades militares ucranianas e navios de guerra da Armada do país estacionados na Crimeia. “Em 26 de março, as bandeiras da Federação da Rússia foram içadas nos 193 destacamentos militares e sedes administrativas das Forças Armadas da Ucrânia na Crimeia”, disse o general.

*Com informações da Agência Lusa







Há risco de guerra entre Ucrânia e Rússia, diz ministro

Publicado por Branca Alves, em 23.03.2014 às 19:15

Agência Brasil (Brasília) – O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Dechtchitsa, denunciou neste domingo (23) que há uma concentração de tropas russas na fronteira oriental do país. Segundo ele, aumentou o risco de uma guerra com a Rússia.

Na avaliação de Dechtchitsa, a situação é ainda “mais explosiva” do que há uma semana. Segundo ele, se as tropas russas invadirem a Ucrânia a partir das regiões orientais, será difícil impedir uma reação dos ucranianos. O ministro ucraniano ainda acrescentou que a Ucrânia não sabia o que o presidente russo, Vladimir Putin, “tinha em mente e que iria decidir”.

Mesmo diante da avaliação, Dechtchitsa assegurou que Kiev irá recorrer a “todas as medidas diplomáticas e sanções econômicas e financeiras para parar os russos”.

O secretário do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa, Andrii Paroubii, que falava na Praça da Independência, em Kiev, onde vários ucranianos se reuniram em protesto, anunciou que as tropas russas estão prontas para atacar a Ucrânia “a qualquer momento”.

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, declarou que Moscou “respeita todos os acordos internacionais sobre a limitação do número de militares nas zonas fronteiriças da Ucrânia”.

*Com informações da Agência Lusa







Morre Suárez, comandante da transição para a democracia na Espanha

Publicado por Branca Alves, em 23.03.2014 às 15:23

Agência Brasil (Brasília) – O ex-presidente espanhol Adolfo Suárez morreu neste domingo (23) em Madrid aos 81 anos. Adolfo Suárez foi primeiro presidente do governo democrático da Espanha, após a ditadura Franca entre 1939 e 1976. Suárez é apontado como o político chave na transição pacífica entre os regimes.

Suárez, que sofria com a doença de Alzheimer há anos, estava internado desde o dia 17, quando teve um agravamento do estado neurológico. A morte do ex-presidente espanhol foi anunciada pelo porta-voz da família, Fermín Urbiola, em frente ao hospital onde Suárez estava internado. Urbiola transmitiu o agradecimento da família pelo carinho das pessoas que acompanharam a situação de Aldolfo Suárez.

Diversas autoridades manifestaram pesar pela morte do ex-presidente, que teve o mandato marcado pela aprovação de mudanças importantes para o país, como a lei da anistia, o processo de legalização dos partidos e sindicatos e a convocação das eleições livres de 1977.

O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero divulgou nota destacando que Suárez “liderou a transformação de uma nação velha e rasgada num país democrático e reconciliado consigo mesmo” e disse que a Espanha vive uma ocasião em que não podem ser contidos sentimentos e elogios.  Leia Mais







Ucrânia: primeiro-ministro cancela viagem a Haia

Publicado por Branca Alves, em 23.03.2014 às 14:30

Agência Brasil (Brasília) – O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuok, anunciou neste domingo (23) que não vai à cúpula de Haia, que começa amanhã (24), na Holanda. Durante uma reunião do conselho de ministros, Iatseniuok explicou que tem que continuar as negociações para completar o programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mais de 50 líderes mundiais são esperados em Haia para discutir formas de evitar ataques nucleares.

Neste domingo (23), o secretário do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa da Rússia, Andrii Paroubii, alertou que as tropas russas de Vladimir Putin estão preparadas para atacar a Ucrânia a qualquer momento.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e líderes do G7 – grupo das sete maiores economias mundiais que inclui Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália e Japão -, anunciaram que, independente do encontro em Haia, terão um encontro paralelo para discutir sanções adicionais à Rússia pela anexação da Crimeia.

Países da União Europeia e os Estados Unidos, assim como a Ucrânia, não reconhecem como legítimo o resultado do referendo feito no dia 16, quando 96,6% dos eleitores da Crimeia votaram a favor da reunificação com a Rússia.

Neste sábado (22), tropas russas tomaram o controle da Base Aérea de Belbek, um dos últimos bastiões da Ucrânia na Crimea, após um ultimato dado aos comandantes da unidade para que entregassem o quartel ou mudassem de lado. Pelo menos seis carros blindados russos participaram do ataque.

Entre os líderes esperados no encontro de Haia estão os presidentes Barack Obama, François Hollande (França), Xi Jinping (China), Park Geun Hye (Coreia do Sul), o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e os primeiros-ministros Shinzo Abe (Japão) e Stephen Harper (Canadá). A Rússia vai estar representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov.







Turquia abate avião militar sírio

Publicado por Branca Alves, em 23.03.2014 às 12:00

EBC (Beirute) – Um avião militar sírio foi abatido neste domingo (23) pelas defesas antiaéreas da Turquia. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a aeronave estava bombardeando uma região tomada por rebeldes que tentavam tomar um posto fronteiriço estratégico no Noroeste do país.

A fronteira entre a Síria e a Turquia tem sido alvo de consecutivos combates. As forças militares e os rebeldes disputam o controle de um posto estratégico situado na província de Lattaqia.

O diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, afirmou que combatentes da frente Al Nosra, filiada a Al Qaeda, e de outros grupos atacaram o posto fronteiriço e expulsaram as forças do regime e as milícias de defesa nacional.

Os combates iniciados na sexta-feira (21) estenderam-se por todo o sábado em outras áreas da província, inclusive em locais controlados pelo regime sírio.

Pelo menos 20 combatentes rebeldes morreram nos últimos dias vítimas dos ataques aéreos. Números do Observatório apontam que, no total, incluindo a força síria, o número de mortos nos combates chega a 80.

Os ataques à província, que estava sendo poupada até o final da semana passada, foram anunciados na terça-feira (18) pelos três grupos rebeldes islamitas – a Frente Al Nosra, o Sham Al Islam e Ansar Al Sham.







Maduro acusa extrema direita de atentar contra universidades

Publicado por Branca Alves, em 22.03.2014 às 19:25

Agência Brasil (Brasília) – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou neste sábado (22) a extrema direita de ter atentado contra 15 universidades.

“Não estamos exagerando. Não só queimaram a Unefa [Universidade Nacional Experimental das Forças Armadas] do estado de Táchira, queimaram 15 universidades no país, e hoje denuncio ao mundo”, disse Maduro a estudantes universitários que marcharam a favor da paz e em repúdio aos ataques atribuídos a partidos políticos de extrema direita.

Neste sábado, tanto chavistas quanto opositores do presidente Maduro ocuparam as ruas da capital, Caracas, em marchas com objetivos distintos.

Enquanto a oposição pede pela liberdade dos detidos nos protestos que se sucedem no país desde o mês passado, os partidários do governo mobilizam-se contra atos de vandalismo atribuídos aos opositores de Maduro.

O próprio presidente, que convocou a marcha, foi à concentração e ressaltou o fato de os estudantes terem ocupado as ruas desde cedo neste sábado. “Saúdo os jovens estudantes da Venezuela que estão nas ruas hoje e que me esperam para esta marcha. Saio daqui direto para a marcha”, disse Maduro, do Palácio de Miraflores, onde coordenou solenidade pelo Dia Mundial da Água.

Para ele, se há uma marcha que tenha justificativa, é esta de hoje, feita para condenar os atos de vandalismo e destruição ocorridos durante os protestos contra seu governo, que tiveram início em meados de fevereiro.

A marcha da oposição, convocada pelo ex-prefeito de Chacao e um dos principais adversários de Maduro Leopoldo López, que está preso há cerca de um mês em um presídio perto de Caracas, incluiu representantes do movimento estudantil e da Mesa de Unidade Democrática (MUD), coalização de partidos de tendência social-democrata que se opõem aos chavistas.

Os oposicionistas começaram a se concentrar desde cedo em cinco pontos da capital, de onde saíram marchas lideradas por diferentes líderes que se encontrariam em uma grande concentração no município de Chacao, que foi o epicentro dos protestos.