Internacional

Régis e Joaquim Francisco debatem a crise na UE

Publicado em 4.07.2016 às 11:35

(Divulgação)

O ex-governador Joaquim Francisco (PSDB) e o vereador do Recife e presidente municipal do PSDB, André Régis, se reúnem, nesta terça-feira (5), para analisar as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia (UE). O encontro ocorre na sede do partido, às 19h.

O evento é uma iniciativa do Instituto Teotônio Vilela (ITV), dirigido, em Pernambuco, por Joaquim Francisco.

André Régis é PhD e possui pós-graduação em universidades americanas e europeias. Já o ex-governador Joaquim Francisco atuou no Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington.

Em decisão histórica, os britânicos decidiram deixar a União Europeia. A escolha por “sair” venceu a de permanecer no bloco por mais de 1,2 milhão de votos de diferença. O resultado foi divulgado por volta das 3h do dia 24 de junho.

A vitória da “Brexit” – fusão das palavras “britain” e “exit” – chegou a derrubar as Bolsas na Ásia e mercados futuros da Europa e Estados Unidos.


Jornais internacionais repercutem impeachment

Publicado em 11.05.2016 às 12:00

Assim como vêm acompanhando a movimentação política no Brasil, os jornais internacionais têm destacado, desde o começo da manhã desta quarta-feira (11), a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado.

(Foto: El Pais/Reprodução)

O jornal El País, da Espanha, destaca que o impeachment da presidente Dilma Rousseff avança no Senado brasileiro. E cita, também, a possibilidade ou não de Dilma descer a rampa presidencial do Palácio do Planalto, caso, de fato, seja impedida, em uma cerimônia simbólica de despedida.

(Foto: Le Monde/Reprodução)

O francês Le Monde afirma que a petista pode estar vivendo “suas últimas horas no comando do País”. Além disso, destaca que a chefe de Estado não parece contar com a ajuda do Supremo Tribunal Federal (STF) para escapar do afastamento, apesar da tentativa de aliados.

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O NY Times, por sua vez, destaca que existe a expectativa de que Dilma seja afastada pelo Senado, pondo fim a 13 anos do PT à frente do Governo. A publicação traz também um gráfico com os envolvidos no crise do País.


O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) entrega, no fim da tarde desta terça-feira (19), o prêmio Eduardo Campos de Gestão Pública – Goverarte 2015. A premiação é atribuída a governos locais e regionais que inovaram na prática de gestão criando mecanismos que garantem transparência e facilitam o acesso da população aos serviços públicos. A solenidade ocorrerá em Washington, nos Estados Unidos, às 17h, no horário de Brasília.

A ex-primeira-dama Renata Campos viajou acompanhada dos filhos. A família receberá do BID uma homenagem especial ao ex-governador.

“Ter o nome de Eduardo associado a um prêmio que dá visibilidade a boas práticas de gestão é algo que nos emociona muito. Ainda mais por ser iniciativa de uma instituição como o BID, de tanto peso internacional”, comentou Renata Campos, dirigindo-se ao presidente da instituição, Luis Alberto Moreno, empresário e diplomata colombiano que dirige o BID desde 2005.

Na solenidade, além de premiar os cinco projetos escolhidos entre 93 candidaturas, será prestada uma homenagem a Eduardo, reconhecido pelo Conselho do BID como um gestor que serve de exemplo ao mundo.

Devem ser apresentados os cinco projetos premiados – dois do Brasil, um da Venezuela, um do Equador e outro da Guatemala. Na programação, consta ainda a exibição de um vídeo de dez minutos contando a história de vida de Eduardo Campos e o chamado de Renata Campos e filhos ao palco para receber uma placa comemorativa.


Da FolhaPress

O fortalecimento das relações comerciais entre Brasil, Chile e os países da América do Sul como medida para combater a crise foi o principal assunto das conversas das presidentes Dilma Rousseff e Michelle Bachelet em encontro nesta sexta-feira (26) em Santiago.
Dilma agradeceu Bachelet por sua iniciativa de aproximar o Mercosul da Aliança do Pacífico (grupo formado por Chile, Colômbia, México e Peru) em um cenário de desaquecimento econômico.

Elas falaram em aprofundar os acordos comerciais entre os blocos, que deverão ter um encontro o mais breve possível. Dilma disse ainda que o relacionamento dos grupos é estratégico para a América do Sul, podendo gerar investimentos e empregos.

“Em um momento de queda dos preços das commodities, de desaceleração das economias emergentes e de crise mais profunda, nós temos este caminho que leva a maior criação de emprego e renda.”

As mandatárias ressaltaram a importância de realizar a integração física dos países, com um corredor rodoviário entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Iquique, no litoral chileno.

Em dezembro, Brasil, Argentina, Paraguai e Chile fecharam um acordo para iniciar os estudos da obra. Segundo Dilma, a integração física dos países também significará um maior volume de comércio. Ainda foram tratados na reunião a permissão para que empresas de um país participe de licitações de compras do governo de outro país e um acordo de cooperação de serviços financeiros que facilite, por exemplo, financiamentos internacionais.

As transações comerciais entre Chile e Brasil recuaram 17,9% no ano passado e atingiram US$ 7,4 bilhões. O valor é o menor desde 2009, quando, em meio a crise internacional, o comércio bilateral ficou em US$ 5,3 bilhões.

Ausência

Com a viagem ao Chile, fica mais difícil a participação de Dilma na festa de 36 anos do PT, marcada para este sábado (27) no Rio de Janeiro. O voo de volta da presidente está programado para sair de Santiago às 17h e tem como destino Brasília. A festa do partido começa às 18h.

O evento acontece em um dos momentos de maior tensão na relação do partido com Dilma, que chegou a dizer a aliados que gostaria de não participar do evento. A viagem da presidente foi organizada em cima da hora -os preparativos começaram há cerca de uma semana.

O sub-secretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe, embaixador Paulo Estivallet, afirmou que a decisão abrupta se deu porque a agenda de Dilma estará bastante atribulada nos próximos meses, sobretudo no segundo semestre por causa da Olimpíada.


Da Agência Brasil

O presidente russo, Vladimir Putin, e o norte-americano, Barack Obama, concordaram em intensificar a cooperação entre as agências de inteligência e segurança dos dois países para permitir a implementação do acordo de cessar-fogo na Síria, informou neste domingo (14) a agência de notícias russa Interfax.

Obama e Putin conversaram por telefone sobre o acordo assinado no último dia 12 pelo International Syria Support Group (ISSG), na Alemanha. O tratado prevê o início de um cessar-fogo dentro de sete dias, como o primeiro passo para o fim da guerra civil na Síria, iniciada em 2011, na Primavera Árabe, para derrubar o regime do ditador Bashar al-Assad.

Apesar da assinatura do acordo, no fim de semana alguns representantes de países europeus demonstraram ceticismo em relação ao papel da Rússia, acusada pelo Ocidente de atacar civis e rebeldes com o consentimento de Damasco, para fortalecer o regime de Assad. Os envolvidos na assinatura do acordo fizeram apelos para que Moscou suspenda seus bombardeios para que o cessar-fogo vigore.

O acordo foi assinado por 17 países do ISSG, em Munique. Além do fim das hostilidades, prevê o acesso imediato de ajuda humanitária em zonas abaladas pelos confrontos na Síria. O texto, no entanto, não recai sobre as operações contra grupos terroristas, como o Estado Islâmico, e limita-se às tensões entre o governo e os rebeldes. Para a alta representante de política externa da União Europeia, a italiana Federica Mogherini, não existe “uma solução puramente militar” para a crise síria, que já provocou a morte de 11,5% da população e o êxodo de 50%.


Agência Brasil- O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) aumentou hoje (10) para 81 o número de mortos, incluindo 52 civis e prisioneiros, nos ataques da aviação russa contra uma prisão da rede terrorista Al Qaeda, no noroeste da Síria.

“O número de vítimas subiu para 81 mortos, incluindo 52 civis e prisioneiros, e 23 combatentes da Al-Nosra”, disse a organização não governamental, acrescentando que “há também seis mortos entre os rebeldes que estavam no edifício para tratar de questões administrativas”.

Esta é a terceira atualização do número de vítimas, que num primeiro momento tinha sido estimado em 39, e depois em 57 mortos.

A Rússia começou a intervir no final de setembro para ajudar as tropas do regime sírio a enfrentar os rebeldes e jihadistas. No final de dezembro, a OSDH afirmou que os ataques tinham feito 2,3 mil vítimas mortais em três meses, das quais um terço são civis.


Da Agência Brasil

Esta semana, Paris vai ser palco de várias cerimônias de homenagem às vítimas dos atentados de 7 a 9 de janeiro do ano passado. Nesta terça-feira (5), vão ser inauguradas placas de homenagem na rua Nicolas-Appert, em frente à antiga sede do jornal satírico Charlie Hebdo, onde em 7 de janeiro foram assassinadas 12 pessoas; em Montrouge, onde em 8 de janeiro foi assassinada um policial municipal; e na Porte de Vincennes diante da mercearia judaica, onde quatro pessoas também morreram em 9 de janeiro.

Na quinta-feira (7), exatamente um ano após o ataque que dizimou a redação do Charlie Hebdo, o presidente francês, François Hollande, presta homenagem às forças policiais, na sede da polícia em Paris. Para o sábado (9), a previsão é de que Hollande vá até a mercearia judaica Hyper Cacher, para uma cerimônia organizada pelo Conselho representativo das instituições judaicas na França.

No domingo (10), a estátua da Praça da República vai ficar iluminada com as cores da bandeira francesa no final do dia, depois de a praça voltar a ser palco de uma homenagem às vítimas dos atentados, um ano após a marcha republicana que começou neste local e que reuniu milhares de pessoas.

Por outro lado, para hoje é esperada uma corrida às bancas de jornal, para comprar a edição especial do Charlie Hebdo que assinala o primeiro aniversário do ataque jihadista e para a qual foram editados quase um milhão de exemplares, dezenas de milhares destinados ao exterior.

Um ano após o atentado que matou as principais figuras da caricatura francesa, o jornal escolheu para a capa um desenho do cartoonista Riss que apresenta um Deus assassino, com barba e armado com uma metralhadora AK-47, sob o título “Um ano depois, o assassino continua à solta”.

A edição de 32 páginas – em vez das habituais 16 – conta com um caderno especial de desenhos dos cartoonistas assassinados há um ano Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré, cartoons dos atuais colaboradores, assim como textos da ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, das atrizes Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg, Juliette Binoche, do músico Ibrahim Maalouf, entre outras personalidades.

No editorial, o diretor do jornal e cartoonista sobrevivente do atentado, denuncia “os fanáticos embrutecidos pelo Corão” e outros religiosos que tinham desejado a morte do jornal por “ousar rir da religião”, garantindo que “as convições dos ateus e dos laicos fazem mover mais montanhas que a fé dos crentes”.

Antes do ataque, o jornal enfrentava graves dificuldades financeiras e tinha uma tiragem semanal média de 30 mil exemplares. Atualmente, vende atualmente cerca de cem mil exemplares nas bancas – dez mil no exterior – e tendo 183 mil assinantes.

Em 2006, o jornal publicou caricaturas do profeta Maomé e alguns dos cartoonistas passaram a ter proteção policial desde então, o que não impediu que o semanário tivesse sido alvo de um primeiro ataque com coquetéis molotov, em 2011. Dez meses após os atentados de janeiro de 2015, Paris voltou a ser alvo de novos ataques jiadistas, em 13 de novembro que fizeram 130 mortos, a maioria dos quais na sala de espetáculos Bataclan.


Da Agência Brasil

O governo da Bélgica anunciou neste domingo (27) que vai aplicar novas medidas contra o terrorismo jihadista a partir de 1º de janeiro.

O ministro belga do Interior, Jan Jambon, revelou que será ativado um plano para reforçar a segurança na região de Molenbeek, em Bruxelas, onde as autoridades descobriram ligações com as pessoas envolvidas nos atentados de 13 de novembro, em Paris.

O governo quer ainda “cortar os fluxos de financiamento” do tráfico de armas e criar uma base de dados que permita a inclusão e cruzamento de informações sobre supostos jihadistas e membros do grupo extremista Estado Islâmico.

“A primeira coisa que temos que saber é quem vive no nosso território”, disse o ministro belga.

Atualmente, a Bélgica vive com um nível três (num total de quatro) de alerta de segurança e Jan Jambon espera que desça o mais rapidamente possível para o nível dois ou um.

O nível três, que se mantém até o final deste ano, corresponde a uma “possível ameaça” de atentado.


Da Agência Brasil

A polícia da Áustria informou, neste sábado (26), que aumentou as medidas de segurança na capital, Viena, depois de ter recebido um aviso sobre possíveis ataques terroristas em várias capitais europeias nos próximos dias. Os avisos, feitos pelo serviço secreto de um país amigo da Áustria, contêm nomes concretos de possíveis terroristas, de acordo com comunicado divulgado pela polícia austríaca.

Segundo os avisos, é possível que ocorram ataques com explosões e disparos em locais com grandes concentrações de pessoas em várias capitais europeias. A polícia austríaca assinala que a investigação aos nomes de possíveis terroristas ainda não produziu resultados. “Trata-se de um indício que, devido à sua intensidade, mostra que enfrentamos uma situação de perigo mais elevada” do que a vivida até agora, diz a nota.

A polícia informou que seus agentes estão mobilizados para as possíveis ameaças.


O mar de sapato representa os manifestantes que fariam passeata sobre o clima, em Paris (Foto: Avaaz)

Chinelos de criança, botas repletas de flores, tênis acompanhados de palavras em defesa do planeta são alguns dos milhares de sapatos que cobrem hoje (29) a praça parisiense de onde sairia uma marcha pelo clima, que foi cancelada devido aos recentes atentados na capital francesa.

O mar de sapatos foi exposto na Praça da República, onde uma estátua e uma escultura foram transformadas em uma espécie de monumentos aos mortos, em memória das vítimas dos atentados de janeiro, que causaram 17 mortos, e de 13 de novembro, que provocaram 130 mortos. O local está repleto de flores, velas e inscrições de homenagem.

Mais de quatro toneladas de sapatos foram recolhidos na última semana, explicou a diretora adjunta do Avaaz, movimento mundial de mobilização de cidadãos, que organizou o protesto. Para Emma Ruby Sachs, o gigantesco tapete que cobre mais de um terço da praça é “um monumento simbólico da determinação das pessoas em ser escutadas”.

A organização pediu a todos que iriam participar da marcha pelo clima para enviarem um par de sapatos para representá-los. Entre os sapatos anônimos estão alguns de donos mais conhecidos, como o do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, botas da atriz francesa Marian Cotillard e os saltos agulha da estilista britânica Vivienne Westwood. “Até o papa Francisco enviou um par”, acrescentou um membro da Avaaz.

Todos os sapatos estão orientados na direção da praça La Nation, onde a manifestação deveria terminar, antes de ser cancelada pelas autoridades francesas devido ao reforço da segurança, após os atentados.

“É uma experiência incrível andar entre milhares de pares de sapatos. É possível sentir a dor das vozes reduzidas ao silêncio e também a esperança de que esta conferência possa salvar o planeta”, disse ainda Emma Ruby Sachs.

Mais de 140 chefes de Estado e de governo vão estar amanhã (30), em Paris, na sessão de abertura da conferência das partes das Nações Unidas sobre clima, a COP21, que vai durar duas semanas e tentar chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, conter a elevação da temperatura média do planeta em dois graus.

Um pouco mais longe, próximo ao Bataclan, onde 90 pessoas foram mortas no dia 13 de novembro, vários representantes de comunidades das ilhas do Pacífico e da América Latina, vestidos com trajes traicionais, organizaram “uma cerimônia de apaziguamento” com cantos, danças guerreiras e poesia para associar a memória das vítimas à urgência de se resolver o problema do clima.

Milhares de cidades em todo o mundo, incluindo o Brasil, realizam neste fim de semana marchas em defesa do clima e para chamar a atenção à necessidade de adotar medidas paraenfrentar as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento de fenômenos extremos, como secas ou inundações, além da elevação do nível do mar.


Da Agência Brasil

Técnicos dos partidos políticos e do Conselho Nacional de Eleições da Venezuela farão neste sábado (28) a auditoria de despacho das urnas eletrônicas. Será o último teste do sistema automático de votação antes da eleição da semana que vem, no domingo (6), em que os venezuelanos vão escolher os 167 deputados da Assembleia Nacional.

A auditoria vai simular a votação e a transmissão e totalização dos resultados. Além dos técnicos dos partidos políticos e do órgão eleitoral oficial, políticos, eleitores e meios de comunicação também acompanharão o processo para fiscalizar se os votos emitidos são contabilizados corretamente após a transmissão dos dados da urna eletrônica.

As eleições venezuelanas ocorrerão sob os olhares da América Latina e do mundo, preocupados com a violência relacionadas ao pleito, principalmente depois do assassinato do dirigente da oposição Luis Manoel Díaz durante um comício na última quarta-feira (25).

Em nota, o governo brasileiro condenou o episódio e cobrou das autoridades venezuelanas a garantia da estabilidade institucional para a realização das eleições da semana que vem. “O governo brasileiro confia em que o governo venezuelano atuará para coibir quaisquer atos de violência ou intimidação que possam colocar em dúvida a credibilidade do processo eleitoral em curso e a legitimidade dos resultados da votação”, diz comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.


Da Agência Brasil

As investigações continuam em Bruxelas em busca de supostos terroristas, entre eles Salah Abdeslam, que estaria ligado aos atentados de 13 de novembro em Paris, informou nesta segunda-feira (23) o ministro do Interior belga, Jan Jambon.

“É evidente que a ação ainda não terminou”, disse o Jambon a uma rádio belga, acrescentando que “a vida tem que continuar”, apesar de a capital estar paralisada há três dias em estado de alerta máximo antiterrorista.

O ministro apelou à população para que mantenha, dentro do possível, as suas rotinas: “A vida cotidiana deve continuar”, considerou.

O ministro recusou-se a dar detalhes sobre as 19 operações policiais que, nesse domingo, resultaram em 16 detenções. Salah Abdeslam é o suspeito de terrorismo mais procurado na Bélgica desde os atentados na capital francesa, que deixaram 130 mortos.

“É difícil dar detalhes sobre o inquérito nesta fase, é muito sensível e a última coisa que queremos é perturbar o inquérito”, destacou, recusando-se a comentar notícias sobre a eventual fuga de Abdeslam para a Alemanha.

Bruxelas acordou hoje, pelo terceiro dia consecutivo, em alerta máximo devido a um “risco iminente” de ataques terroristas. As instituições europeias funcionam sob rigorosas medidas de segurança, em uma cidade parcialmente paralisada. A capital da União Europeia e sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) permanece em “estado de sítio”, fortemente vigiada pela polícia.


Polícia belga procura suspeitos de terrorismo

Publicado em 21.11.2015 às 18:02

Da Agência Brasil

A polícia belga procura ao menos dois homens, um deles suspeito de estar armado com explosivos semelhantes aos usados nos atentados em Paris, na semana passada, de acordo com o jornal belga Le Soir. Além disso, ao longo do dia, forças especiais da polícia federal detiveram quatro pessoas no bairro histórico do Grand Sablon, em Bruxelas, após terem detectado um veículo suspeito.

O governo da Bélgica ativou neste sábado (21) o nível quatro de alerta de ameaças, em resposta a relatórios que advertem para o risco de um atentado por parte de “pessoas com armas e explosivos, talvez em diferentes lugares” do país.

Lojas, museus, salas de cinema, teatro e concertos, centros desportivos e outros lugares frequentados nos fins de semana fecharam as portas ou não chegaram a abri-las. A circulação também foi cancelada em todas as linhas do metrô. A administração do centro de Bruxelas recomendou ainda que os cafés, restaurantes e bares fechem esta noite como medida de precaução.


EI ameaça realizar novos atentados na França

Publicado em 21.11.2015 às 16:37

Da Agência Brasil

Em um vídeo divulgado na internet, o grupo extremista Estado Islâmico voltou neste sábado (21) a ameaçar a Europa, especialmente a França, com a realização de novos atentados, como os que ocorreram em 13 de novembro, em Paris, e custaram a morte de 130 pessoas, além de mais de 350 feridos.

O vídeo mostra uma cena em que a Torre Eiffel, um dos maiores símbolos franceses, e principalmente da capital, Paris, aparece caída, segundo um grupo de monitoramento de ameaças terrorista intitulado Site.

Na gravação, aparecem ainda dois extremistas do Estado Islâmico, aparentemente de origem francesa, na província síria de Alepo – um dos redutos do grupo – elogiando os ataques a Paris e incitando os muçulmanos da França e do mundo inteiro a praticar atos semelhantes.

Nos ataques de 13 de novembro, em pontos diferentes de Paris, os extremistas abriram com fuzis num restaurante onde centenas de pessoas estavam, detonaram três bombas perto do estádio onde a seleção francesa de futebol jogava com a Alemanha e fizeram reféns numa sala de concertos.


Da Agência Brasil

O britânico Mohamed Emwazi, conhecido como “jihadista John” e apontado como carrasco do Estado Islâmico, morreu nesta sexta-feira (13) durante ataque aéreo lançado pelos Estados Unidos na Síria, informaram fontes militares à BBC.

Com “elevado grau de certeza”, o “jihadista John” morreu no ataque, que ocorreu próximo da cidade de Raqqa, no Norte da Síria, indicaram as mesmas fontes à emissora pública britânica.

Segundo a BBC, Mohamed Emwazi e uma pessoa que o acompanhava morreram na sequência de um ataque das forças norte-americanas contra o veículo em que se encontravam.

Um porta-voz do Pentágono informou que os Estados Unidos lançaram, na noite passada, um ataque que tinha como alvo “jihadista John”, mas não revelaram se ele foi morto.

“Emwazi, um cidadão britânico, participou dos vídeos que mostram as execuções dos jornalistas norte-americanos Steven Sotloff e James Foley, do trabalhador humanitário, igualmente norte-americano, Abdul Rahman Kassig, dos trabalhadores humanitários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto, e de uma série de outros reféns”, informou o Pentágono.

Identificado como o homem de cara coberta que surge nos vídeos do Estado Islâmico de decapitação de reféns ocidentais, Mohammed Emwazi, com menos de 30 anos, chamou a atenção pelo seu forte sotaque britânico e porque colocava uma faca no pescoço dos reféns, prestes a decapitá-los, antes de cortar as imagens.

Programador de informática em Londres, ele nasceu no Kuwait, em uma família apátrida de origem iraquiana. Os seus pais mudaram-se para a Grã-Bretanha em 1993.

Mohammed Emwazi era citado pelos serviços de segurança desde pelo menos 2009.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que não há ainda a certeza da morte do britânico. O ataque teve como alvo o cidadão Mohammed Emwazi, mas “ainda não podemos ter a certeza de que foi bem-sucedido”, disse Cameron à imprensa em Londres. “Foi um ato de legítima defesa, foi o que devia ser feito”, acrescentou.