Internacional

Fidel diz não ter confiança nos EUA, mas apoia solução pacífica

Publicado por Branca Alves, em 27.01.2015 às 09:55

(Foto: Reprodução/Internet)

Agência Brasil (Havana) – O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou “não ter confiança nos Estados Unidos”, em uma mensagem dirigida aos estudantes da Universidade de Havana, transmitida pela televisão estatal, apesar de apoiar “solução pacífica” e “negociada”.

“Não confio na política dos Estados Unidos nem troquei qualquer palavra com eles. Isso não significa – longe disso – a recusa de uma solução pacífica para os conflitos”, ressaltou o líder cubano, em carta lida pelo presidente da Federação Estudantil Universitária, Randy Perdomo.

Essa é a primeira vez que Fidel Castro se pronuncia publicamente sobre a aproximação diplomática, considerada histórica, entre Cuba e Estados Unidos, com relações suspensas há mais de meio século, anunciada no dia 17 de dezembro pelos presidentes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raúl Castro. Fidel não aparece em público há mais de um ano. A mensagem, divulgada ontem (26), foi publicada poucos dias depois da conclusão da primeira rodada de contatos oficiais entre Havana e Washington, realizada em Cuba, entre os dias 21 e 22.

O líder da Revolução Cubana, de 88 anos, que passou o poder ao seu irmão, Raúl, em 2006, por motivos de saúde, expressou apoio às políticas do seu sucessor. “O presidente de Cuba deu passos relevantes à luz das suas prerrogativas e das competências que lhe são concedidas pela Assembleia Nacional [Parlamento] e pelo Partido Comunista de Cuba”, informa na mensagem.

“Defender a paz é dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos – ou qualquer povo da América Latina – que não implique o uso da força deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais”, acrescentou.

A mensagem do ex-presidente cubano foi lida em cerimônia realizada nessa segunda-feira na aula magna da universidade da capital, às vésperas da celebração do 162º aniversário de nascimento do líder da independência cubana, José Martí.







Dilma chega a La Paz para prestigiar posse de Evo

Publicado por Branca Alves, em 22.01.2015 às 12:20

Em sua primeira viagem internacional do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff chegou na manhã desta quinta-feira (22) à Bolívia, para acompanhar as cerimônias oficiais da posse do presidente Evo Morales, que inicia seu terceiro mandato.

Em sua primeira viagem à Bolívia desde que assumiu a Presidência da República, Dilma chega a La Paz sem conseguir aprovar no Senado a indicação do novo embaixador do Brasil na Bolívia e sem uma conclusão sobre o processo aberto contra o diplomata Eduardo Saboia por conta do episódio da fuga do senador Roger Pinto Molina.

Há meses o Senado se recusa a aprovar o nome do novo embaixador em retaliação ao processo aberto pelo Itamaraty contra Saboia por ter ajudado na fuga do senador, um dos maiores opositores ao presidente Evo Morales.

Dentro do Palácio do Planalto a avaliação é a de que a passagem por La Paz, retribuindo a presença de Evo Morales na cerimônia de posse da petista, carrega um simbolismo ao promover um relançamento da relação bilateral entre Brasil e Bolívia, após o estremecimento provocado pelo episódio da fuga do senador.

“É uma viagem para abrir portas”, comentou uma fonte diplomática ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Segundo um outro integrante do governo, mais que “uma cortesia diplomática”, a passagem da presidente pela Bolívia marca uma busca por “normalizar as relações bilaterais”, deixando de lado qualquer ruído.

Dilma chegou à Bolívia às 11h24 (horário de Brasília) e foi recebida no aeroporto pelo prefeito de El Alto, Edgar Hermogenes – o município é vizinho à cidade de La Paz. Ao contrário do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Dilma não fez nenhuma declaração ao chegar ao local.

A presidente recebeu do prefeito as chaves da cidade e uma manta rosa, que vestiu por poucos minutos, até devolvê-la ao entrar em um carro oficial.

Assuntos
Entre os principais assuntos na relação entre os dois países está a cooperação energética – o gás natural boliviano representou 98% das importações brasileiras de produtos bolivianos em 2014.

A questão da fronteira é outro ponto delicado, devido à forte atuação do narcotráfico na região – a fronteira Brasil-Bolívia, porosa, está na rota do tráfico de drogas e do contrabando e é maior em extensão que a dos Estados Unidos com o México, por exemplo. Quase 90% da cocaína que entra no Brasil vem da Bolívia.

Os assuntos a serem tratados entre os dois países são muitos, mas devem ficar fora da pauta nesta viagem. A passagem de Dilma pela Bolívia será curta, limitando-se às cerimônias oficiais desta manhã e início da tarde.

Histórico
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez quatro viagens a Bolívia no primeiro mandato e outras quatro no segundo. Na última delas, em agosto de 2009, o principal motivo da viagem foi a assinatura de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de US$ 332 milhões para a construção de uma estrada entre Villa Tunari e o departamento de Beni.

“Assinar acordo de construção de estrada parece pouco, mas não é possível fazer a integração se não tiver possibilidade de as pessoas se locomoverem, de os produtos escoarem de uma cidade para outra”, discursou Lula à época.

Em 2011, Morales suspendeu a construção do trecho entre Beni e Cochabamba, que corta um território indígena em que vivem três etnias. A violenta reação das comunidades indígenas pegou o Itamaraty de surpresa.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Protestos contra capa do Charlie Hebdo deixam 10 mortos no Níger

Publicado por Branca Alves, em 18.01.2015 às 18:40

Dez pessoas morreram durante manifestações contra a capa da revista francesa Charlie Hebdo no Níger neste final de semana. Durante dois dias de protestos, os manifestantes incendiaram igrejas, destruíram bares e bloquearam várias estradas do país.

Os atos de violência fazem parte de uma onda de protestos contra os franceses que varreu parte da África, Oriente Médio e Ásia, depois que a última edição do Charlie Hebdo trouxe em sua capa uma caricatura do profeta Maomé. Os manifestantes alegam que a publicação satiriza o islã.

Embora grande parte dos protestos sejam pacíficos, alguns atos, liderados principalmente por homens jovens, geraram violência. As manifestações começaram no Paquistão e se espalharam para a Turquia e o Oriente Médio.

Os protestos, que ocorrem apenas uma semana depois de dezenas de líderes mundiais terem participado de uma marcha histórica em Paris para condenar os ataques terroristas na cidade e mostrar seu apoio à liberdade de expressão, sublinham o desafio que a França enfrenta na defesa de preservar sua cultura sem alimentar um ressentimento entre os muçulmanos.

“É intolerável”, afirmou o presidente francês, François Hollande neste sábado ao comentar a notícia de que bandeiras francesas tinham sido incendiadas durante várias manifestações.

Após o ataque que dizimou sua redação, os sobreviventes do Charlie Hebdo reuniram-se para produzir uma edição publicada na última quarta-feira, com uma tiragem prevista de sete milhões de cópias. A capa contou com uma caricatura do profeta Maomé, segurando um sinal de “Je Suis Charlie”, sob o título, “tudo está perdoado”.

A publicação enfureceu os muçulmanos e a caricatura corre o risco de ser utilizada por fundamentalistas islâmicos contra a Europa. O líder religioso da Arábia Saudita condenou a revista e disse que a decisão não tem nada a ver com liberdade de expressão.

“Ferir os sentimentos dos muçulmanos por estes desenhos não serve como causa ou como instrumento para alcançar um objetivo legítimo”, disse. “No fim das contas, é um serviço para os extremistas que buscam justificativas para assassinato e terrorismo”. Líderes governamentais e religiosos no Iraque e no Egito também condenaram a decisão de publicar a revista.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Charlie Hebdo aumenta tiragem para 7 milhões de exemplares

Publicado por Branca Alves, em 17.01.2015 às 12:50

Agência Brasil (Paris) – O semanário francês Charlie Hebdo anunciou neste sábado (17) que vai aumentar novamente a tiragem, de 5 milhões para 7 milhões de exemplares, do número editado após os atentados jihadistas da semana passada em Paris.

O jornal, cuja tiragem habitual é 60 mil, disponibilizou inicialmente 3 milhões de exemplares dessa edição, número que foi posteriormente aumentado para 5 milhões.

Esses exemplares vão ser vendidos em etapas, nos próximos dois meses, junto com a edição impressa. O semanário está promovendo outras iniciativas.

Na página na internet, as pessoas podem fazer uma assinatura do jornal, fazer uma doação ou subscrever uma aplicação que permite ler o último número do jornal no smartphone.

A primeira edição após os atentados tem na capa uma caricatura de Maomé, com uma lágrima, segurando uma folha com a frase “Je suis Charlie”, a mesma que tem sido utilizada por milhões de pessoas em todo o mundo em defesa da liberdade de expressão.

A sede em Paris do Charlie Hebdo foi atacada no dia 7 de janeiro pelos irmãos Chérif e Said Kouachi, dois jihadistas franceses, que mataram 12 pessoas, incluindo cinco caricaturistas, entre eles o diretor do jornal Stéphane Charbonnier.







França: preso homem que manteve reféns em correios

Publicado por Branca Alves, em 16.01.2015 às 11:20

A polícia da França prendeu o homem responsável por manter duas pessoas reféns em um posto dos correios em Colombes, nos arredores de Paris, segundo o jornal francês Le Monde. As vítimas foram liberadas e, segundo autoridades, nenhuma delas está ferida. A hipótese de um novo atentado terrorista também foi descartada.

O suspeito invadiu o posto dos correios por volta das 10h30 (de Brasília) armado e manteve os reféns presos por cerca de uma hora. Ele chegou a ligar para a polícia voluntariamente e disse estar em posse de uma Kalashnikov e granadas. O suspeito, no entanto, já havia sido fichado pela polícia, que diz se tratar de um criminoso comum. A identidade dele ainda não foi revelada.

Ainda assim, esquadrão de elite da polícia foi até Colombes e montou um perímetro de segurança ao redor do posto dos correios. Um helicóptero de resgate também foi enviado ao local, juntamente com representantes do Ministério Público.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Estado Islâmico considera “estúpida” caricatura no Charlie Hebdo

Publicado por Branca Alves, em 14.01.2015 às 12:10

(Foto: Reprodução/Internet)

Agência Brasil (Beirute) – O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) considerou nesta quarta-feira (14) “muito estúpida” a publicação de caricaturas do profeta Maomé na nova edição do jornal satírico francês Charlie Hebdo. Em boletim informativo da rádio do EI na internet, a Al Bayan, o locutor disse que o “Charlie Hebdo publicou caricaturas que mais uma vez dizem respeito ao profeta e essa é uma ação muito estúpida”.

O semanário francês lançou, nesta quarta-feira, a primeira edição depois do ataque de que foi alvo na semana passada. A capa tem uma caricatura de Maomé, com uma lágrima no olho, segurando uma folha com a frase Je suis Charlie (Eu sou Charlie), igual às utilizadas por milhões de pessoas em manifestações de defesa da liberdade de expressão. A capa tem como título “Tudo está perdoado”.

Os escritórios do semanário, no centro de Paris, foram atacados no dia 7 pelos irmãos Said e Cherif Kouachi, que mataram 12 pessoas. Os irmãos Kouachi foram mortos pela polícia dois dias depois nos arredores da capital francesa.

Os membros da Al Qaeda do Iêmen disseram ter “vingado o profeta” Maomé, caricaturado em diversas ocasiões no jornal satírico. O EI tem na sua origem a Al Qaeda no Iraque, embora na Síria tenha enfrentado o ramo da organização liderada por Osama Bin Laden: a frente Al Nosra.







Giorgio Napolitano renuncia à Presidência da Itália

Publicado por Branca Alves, em 14.01.2015 às 10:15

Agência Brasil (Roma) – O presidente italiano, Giorgio Napolitano, de 89 anos, demitiu-se esta manhã, anunciou hoje (14) a Presidência da República italiana em breve comunicado.

Napolitano “assinou esta manhã a sua demissão do cargo”, diz o comunicado, acrescentando apenas que “a Secretaria-Geral da Presidência vai ocupar-se de comunicar oficialmente aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Conselho de Ministros”.

Eleito em 2006 e amplamente respeitado no país, Napolitano foi reeleito em 2013, após falta de acordo político em relação ao seu sucessor, mas nunca tinha escondido a sua intenção de não cumprir o mandato até o fim, previsto para 2020, por causa da sua idade e do estado de saúde.

A carta de demissão foi enviada à presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, que é a responsável formal pela convocação da reunião de eleitores nos próximos 15 dias.

A renúncia de Giorgio Napolitano era esperada e nas últimas semanas a imprensa italiana tem noticiado prováveis sucessores, mas nenhum deles parece capaz de reunir o consenso necessário para garantir a eleição.

Entre os nomes estão os ex-chefes de Governo Romano Prodi e Giuliano Amato, o ex-presidente da Câmara de Roma, Walter Veltroni, e os ministros Pier Carlo Padoan (Economia) e Roberta Pinotti (Defesa).







Dilma manifesta apoio à Marcha Republicana em Paris

Publicado por Márcio Didier, em 10.01.2015 às 11:49

O Palácio do Planalto divulgou nota neste sábado (10) da presidente Dilma Rousseff em apoio à Marcha Republicana que acontecerá neste domingo (11) em Paris. O ato convocado pelo presidente da França, François Hollande, será uma homenagem aos membros da redação do semanário Charlie Hebdo, policiais e cidadãos franceses vítimas dos sucessivos ataques terroristas ocorridos nos últimos dias na capital francesa e seus arredores.

“Quero reiterar nossa mensagem inicial de solidariedade aos franceses e a seu governo. Manifesto, igualmente, a esperança de que a grande comoção que esses acontecimentos provocaram na França e no mundo seja o melhor antídoto contra futuros atos de intolerância e de barbárie”, declarou a presidente.

Na nota, Dilma disse estar segura de que muitos brasileiros que vivem na França estarão presentes na Marcha. “O pensamento de meu governo estará convosco”, completou. O embaixador do Brasil na França, José Bustami, representará o governo brasileiro no ato.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







França: irmãos Kouachi foram mortos durante invasão da polícia, diz jornal

Publicado por Márcio Didier, em 9.01.2015 às 13:48

Segundo o site do jornal francês Le Monde, os irmãos Chérif e Saïd Kouachi foram mortos durante a invasão do local onde estavam escondidos, em Dammartin-en-Goële. O jornal cita informações da direção da Polícia Nacional da França.

Citando fontes dentro da polícia, o jornal também afirma que o suspeito que fazia reféns em um supermercado de Paris também foi morto pela polícia. Os reféns estão sendo resgatados.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Um policial disse que o homem que mantém pelo menos cinco reféns num mercado kosher no leste de Paris ameaçou matá-los se a polícia lançar um ataque aos irmãos Kouachi, que estão cercados numa gráfica. A dupla que é suspeita do massacre de quarta-feira no jornal Charlie Hebdo.

O policial, que não tem autorização para falar publicamente sobre as duas situações, descreveu os eventos como “claramente ligados”.

Segundo ele, várias pessoas ficaram feridas quando o homem armado abriu fogo no interior do mercado, na tarde desta terça-feira (horário local), mas disse que conseguiram fugir e receber ajuda médica.

Não estava claro se havia mais pessoas feridas no interior do mercado ou se a mulher, considerada cúmplice do homem num boletim policial, está no interior da loja com ele.

A polícia ordenou o fechamento de todas as lojas do bairro, que fica na região central de Paris.

O gabinete do prefeito de Paris anunciou o fechamento, nesta sexta-feira, de todas as lojas ao longo da rua Rosiers, no bairro de Marais, coração do bairro turístico, localizado a cerca de um quilômetro do escritório do jornal Charlie Hebdo, onde 12 pessoas foram mortas na quarta-feira. Fonte: Associated Press.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Dilma: ato em Paris é ‘intolerável atentado terrorista’

Publicado por Branca Alves, em 7.01.2015 às 12:11

A presidente Dilma Rousseff (PT) condenou, em nota, o ataque ao escritório da revista satírica Charlie Hebdo nesta quarta-feira, em Paris. Ao menos 12 pessoas morreram.

Segundo um jornalista que trabalha próximo à redação da revista, duas pessoas entraram na redação e atiraram contra os funcionários. Os autores dos disparos teriam dito “Vamos vingar o profeta”.

Em 2011, houve um incêndio no escritório da revista horas antes de uma edição especial da publicação semanal com o profeta Maomé ir às bancas. A representação de Maomé é inaceitável para os muçulmanos.

“Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa”, disse a presidente Dilma Rousseff, em nota encaminhada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Dilma disse que tomou conhecimento do “sangrento” e “intolerável atentado terrorista” com “profundo pesar” e “indignação”.

“Nesse momento de dor e sofrimento, desejo estender aos familiares das vítimas minhas condolências. Quero expressar, igualmente ao Presidente Hollande e ao povo francês, a solidariedade de meu governo e da nação brasileira”, diz na nota a presidente.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Jornal francês que ironiza Maomé é atacado na França, onze pessoas morreram

Publicado por Branca Alves, em 7.01.2015 às 10:15

Da Agência Brasil (Paris) – Um ataque promovido nesta quarta-feira (7) contra os escritórios do jornal satírico francês Charlie Hebdo fez onze mortos, segundo o Ministério Público de Paris.

Informações anteriores, da câmara municipal de Paris e da polícia, davam conta de pelo menos um morto e seis feridos em estado grave.

A Presidência francesa informou que o presidente, François Hollande, se dirigiu para o local e convocou uma reunião do gabinete de crise para 15h (horário local). Já no local do atentado, Hollande concedeu uma entrevista coletiva.

Segundo testemunhas, dois homens portando armas automáticas atacaram os escritórios do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris.

A redação do jornal satírico, publicado semanalmente, já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criminosa destruiu as suas instalações.

Esse incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia após a destituição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islâmico Ennahda, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.

A charge que teria sido a última publicada no jornal francês. "Ainda sem atentados na França", diz o título. "Espere! Temos até o fim de janeiro para fazer os votos", continua (Foto: Charge/Hebdo)







Maduro articula plano de industrialização com o Brasil

Publicado por Daniel Leite, em 2.01.2015 às 14:30

(Foto: Roberto Stuckert/ PR)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saiu no final da manhã desta sexta-feira, 02, de reunião com a presidente Dilma Rousseff, que ele classificou como “auspiciosa”. Segundo Maduro, foi abordado no encontro a crise na Venezuela, o comunicado da Unasul que deve condenar lei norte-americana que criará sanções ao país e um projeto de cooperação para industrialização venezuelana. “Estamos travando uma guerra econômica”, afirmou.

Maduro afirmou que os dois passaram em revista um mapa do que os países têm de trabalho em conjunto. A crise gerada pela baixa do petróleo também teve espaço na conversa. “Compartilhei com ela uma crise histórica que nosso país vive”, disse. Para sair da crise, Maduro afirmou que pretende dar início a um plano de industrialização em parceria com o Brasil. “Estamos articulando com o Brasil o planejamento de um processo de industrialização no campo Mercosul e também bilateral”, explicou. Segundo ele, será um programa para dar início a um ciclo virtuoso de crescimento.

Sobre o comunicado do Unasul, Maduro afirmou que, junto com Dilma, deu início ao texto condenando a lei dos Estados Unidos que pretende sancionar a Venezuela. “Essa lei dos Estados Unidos é um passo em falso”, afirmou. Questionado se ele se encontrou com o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou que sim e que Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai estava presente. “Foi um encontro cordial”, observou.

O presidente venezuelano ainda fez elogios à proximidade entre os dois países. Disse que há uma base muito bem construída nos últimos 12 anos entre Brasil e Venezuela. (

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Obama anuncia fim de combate no Afeganistão

Publicado por Daniel Leite, em 26.12.2014 às 14:00

(Foto: Bill Ingalls/Nasa)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o fim das operações militares no Afeganistão, após 13 anos de combate. Ele declarou, em evento na base dos fusileiros navais no Havaí, que a missão terminará oficialmente na próxima semana.

“Estivemos numa guerra contínua por mais de 13 anos. Na semana que vem daremos fim a nossa missão de combate no Afeganistão. Graças aos extraordinários serviços dos homens e mulheres das forças armadas do país, o povo do Afeganistão tem a chance de reconstruir seu país — afirmou Obama, que recebeu uma salva de aplausos e os tradicionais gritos de “Hurrah!” dos fuzileiros navais. — Estamos mais seguros. O Afeganistão não será mais uma fonte de ataques terroristas”, explicou Obama.

Mesmo assim, os militares americanos permanecerão no país treinando as forças de segurança afegãs. “Ainda temos missões difíceis ao redor do mundo, incluindo no Iraque. Ainda temos americanos no Afeganistão ajudando as forças locais. Temos americanos na África, ajudando a combater o ebola, e é claro, temos militares em bases espalhadas pelo mundo”, afirmou o presidente.

2014 foi ano mais sangrento da campanha no Afeganistão desde a invasão em 2001. As mortes de civis se aproximam de 10 mil, e cerca de 5 mil soldados das forças afegãs também morreram em 2014. Cerca de 2.200 soldados americanos morreram nos últimos 13 anos no Afeganistão, numa guerra que custou mais de US$ 1 trilhão aos cofres dos Estados Unidos.

(Fonte: O Globo)







O processo aberto contra a Petrobras pela cidade norte-americana de Providence, capital do Estado de Rhode Island, na véspera de Natal, inclui 13 executivos da administração, duas subsidiárias no exterior e 15 bancos envolvidos na emissão de papéis da companhia. Aparecem como réus a presidente da empresa, Graça Foster, e o diretor financeiro Almir Barbassa, de acordo com cópia do documento de 70 páginas obtida pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Além dos executivos, o processo do escritório Labaton Sucharow, com sede em Nova York, inclui como réus 15 bancos que participaram da emissão dos US$ 98 bilhões em papéis no mercado de capitais pela Petrobras para financiar seus projetos de investimento. Entre os bancos, são citados nomes como Itaú BBA, Bradesco BBI, Morgan Stanley, Citigroup, Santander Investment Securities, JPMorgan e Morgan Stanley.

A ação coletiva alega que o valor destes títulos vendidos pela Petrobras refletem ativos financeiros inflados pela empresa para encobrir as propinas recebidas de empreiteiras e outras prestadoras de serviços. Além disso, o material distribuído aos investidores durante as ofertas dos papéis possui um conjunto de informações enganosas, que omitem, por exemplo, as práticas de corrupção na petroleira.

Quando as denúncias começaram a revelar o esquema, destaca o texto, o valor dos papéis da Petrobras despencou no mercado financeiro, causando prejuízo aos investidores. Outros investidores que compraram os títulos da empresa e também tiveram perdas podem entrar na ação da cidade de Providence.

A cidade de Providence processa também duas subsidárias da empresa brasileira no exterior, a Petrobras International Finance Company, de Luxemburgo, e a Petrobras Global Finance BV, com sede na Holanda. A emissão de bônus da empresa no exterior foi feito por meio destas duas subsidiárias. A primeira companhia, por exemplo, vendeu US$ 7 bilhões em papéis em 2012.

Da administração, 13 pessoas aparecem com réus. Além de Graça Foster e Barbassa, o gerente executivo, José Raimundo Brandão Pereira, e outros nomes, que incluem Mariângela Monteiro Tiziatto e Daniel Lima de Oliveira, também são citados.

A cidade de Providence tem um fundo de pensão dos funcionários públicos atuais e aposentados. Foi este fundo que aplicou em papéis da Petrobras e que alega ter tido prejuízos por conta da operação Lava Jato. O fundo tem US$ 300 milhões aplicados em ações, renda fixa e outros investimentos. Até agora, as ações coletivas de investidores contra a Petrobras nos EUA processavam apenas a empresa e não executivos e subsidárias.

O processo da cidade de Providence cita ainda os projetos da Petrobras para aumentar investimentos nos últimos anos, incluindo aqueles para extrair óleo do pré-sal. Um dos mencionados é a compra da refinaria em Pasadena, no Texas, por US$ 360 milhões. Para financiar as várias obras a empresa emitiu US$ 98 bilhões em papéis no Brasil e no exterior, em renda fixa e ações.

(Fonte: Estadão Conteúdo)