Internacional

Ex-premiê português é detido sob suspeita de corrupção

Publicado por Márcio Didier, em 22.11.2014 às 11:05

Não é só o Brasil que vive às voltas com a corrupção. O ex-primeiro-ministro português José Sócrates foi detido pela polícia durante uma investigação de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude fiscal, informou o escritório da Promotoria-Geral de Portugal neste sábado (22).

Sócrates, que foi primeiro-ministro de Portugal de 2005 a 2011, foi detido na noite de sexta-feira (21) com outras três pessoas, segundo comunicado publicado pela promotoria.

O ex-líder socialista de centro-esquerda foi detido quando chegava ao aeroporto de Lisboa num voo vindo do exterior e passou a noite sob custódia policial, segundo a emissora de televisão S.I.C. Noticias.

A investigação se concentra em transferências bancárias, afirma a promotoria. Os detidos devem comparecer perante um juiz investigativo, para interrogatório.

O documento não traz detalhes do caso, citando a lei de segredo de justiça, que proíbe a divulgação de detalhes de investigações em andamento.

A prisão do ex-líder, 57 anos, é o terceiro maior escândalo em Portugal em quatro meses, após o colapso do maior bando listado em bolsa do país, o Banco Espirito Santo, e a prisão do chefe do serviço de imigração, suspeito de corrupção.

Sócrates, engenheiro civil e ex-ministro do Meio Ambiente, venceu as eleições de 2005 e foi reeleito em 2009. Ele se lançou como um liberal modernizador e aprovou o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo em país, onde a maioria dos cidadãos é católica. O ex-premiê também liderou o desenvolvimento de políticas ecológicas que colocaram Portugal na vanguarda dos esforços europeus para adotar o uso de energias renováveis.

Mas sua popularidade despencou depois de o país precisar de um socorro internacional de 78 bilhões de euros em 2011, em grande parte decorrente dos gastos excessivos e da alta dívida do governo. Ele perdeu as eleições realizadas meses após o socorro financeiro e mudou-se para Paris, onde foi estudar numa universidade e se tornou consultor de negócios internacionais.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







No G-20, Dilma teve conversa informal com Obama

Publicado por Alex Ribeiro, em 15.11.2014 às 18:20

A presidente Dilma Rousseff (PT) teve uma conversa informal com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no início da noite deste sábado (15) na Austrália (início da manhã no Brasil). Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, o encontro foi informal e não há detalhes sobre o teor da conversa.

A conversa informal entre os líderes acontece em meio à expectativa de retomada das conversas para a visita de Estado de Dilma Rousseff aos Estados Unidos. Havia, porém, expectativa de uma reunião bilateral entre os presidentes das duas maiores economias das Américas. O encontro, no entanto, não foi confirmado até o início da noite deste sábado na Austrália. O plano da visita de Estado foi abortado há cerca de ano após a denúncia de que autoridades dos EUA espionaram a presidente Dilma Rousseff e órgãos ligados ao governo.

Antes da conversa, Dilma e Obama ficaram lado a lado na fotografia oficial da reunião de cúpula do G-20 que acontece neste fim de semana em Brisbane.

Agenda

Logo na manhã de sábado, Dilma recebeu os líderes da Rússia, Índia, China e África do Sul no hotel onde está hospedada em Brisbane para a reunião dos BRICS. Depois, a presidente brasileira participou do encontro dos chefes de Estado e de Governo do G-20 no Parlamento do Estado de Queensland. Em seguida, Dilma esteve no almoço de boas-vindas oferecido pelo primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott.

À tarde, todos os líderes do G-20 acompanharam uma cerimônia aborígine no Centro de Convenções e Exposições de Brisbane, local que abriga a reunião das 20 maiores economias do mundo. Em seguida, Dilma participou da primeira sessão plenária. Após quase duas horas de reunião, todos os líderes participaram da foto oficial da cúpula do G-20, ocasião em que a presidente brasileira ficou ao lado do presidente dos EUA.

No início da noite, os líderes participaram de recepção oferecida pelo primeiro-ministro Abbott na Galeria de Arte Moderna de Queensland. Em seguida, caminharam alguns metros até a Galeria de Arte de Queensland, local onde acontece neste momento o jantar de trabalho dos chefes de Estado e Governo. A partir das 21h05 no horário local (9h05 em Brasília), está prevista uma apresentação cultural após o jantar. Todos os eventos foram fechados à imprensa e imagens de televisão foram captadas por apenas alguns minutos.

(Fonte: Estadão Conteudo)







Alemanha celebra 25 anos da queda do Muro de Berlim

Publicado por Márcio Didier, em 9.11.2014 às 12:40

Balões iluminados foram colocados para formar um muro imaginário (Foto: Antje Schröder)

A chanceler alemã, Angela Merkel, conduziu neste domingo (9) as celebrações do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim. Merkel disse que a derrubada da barreira foi um exemplo do desejo humano por liberdade e fez uma homenagem aos que ajudaram a destruir a parede que durante 28 anos serviu como símbolo da divisão mundial em dois blocos, na época da Guerra Fria.

“A queda do Muro nos mostrou que os sonhos podem se tornar realidade”, disse Merkel, no principal memorial da barreira, na Bernauer Strasse. “Nada precisa continuar como está, não importa quão grandes sejam os obstáculos.”

A derrubada do símbolo foi o clímax de semanas de protestos populares em Berlim, motivados pelas mudanças que já vinham ocorrendo em toda a Europa. Na noite de 9 de novembro de 1989 milhares de berlinenses do Leste atravessaram a fronteira, após autoridades comunistas cederem à pressão crescente e aliviarem as restrições de viagem que impediram seus cidadãos de passarem para o lado oeste durante décadas.

Merkel destacou a importância do exemplo deixado pelos movimentos democráticos na Polônia, na Checoslováquia e na Hungria, e exaltou os alemães do Leste que foram inspirados para enfrentarem a ditadura. Ela também fez uma homenagem aos que sofreram sob o regime comunista, incluindo as 138 pessoas que morreram no Muro.

A chanceler lembrou que o 9 de novembro é uma data significativa na história da Alemanha também por ter sido o dia no qual, em 1938, os paramilitares nazistas deram início ao massacre contra a população judaica do país, no que ficou conhecido como Reichskristallnacht, a “Noite do vidro quebrado”.

“Esse foi o primeiro sinal da morte de milhões”, disse Merkel. “Todo ano, eu não sinto apenas alegria, mas a responsabilidade com a qual a história alemã nos encarregou”, acrescentou.

Turistas fotografam trecho do muro que ainda resteu (Foto: Hamish Appleby)

Muro da divisão

O Muro de Berlim dividiu a cidade e o País em dois: República Democrática Alemã (Alemanha Oriental – comunista) durante a Guerra Fria e Berlim Ocidental (capitalista). Construído em 1961, ele tinha 156 quilômetros de extensão, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas para cães de guarda. Era vigiado por militares da Alemanha Oriental Comunista com ordens de atirar para matar (conhecida como Schießbefehl ou “Ordem 101″).

Foi também o símbolo da Guerra Fria, ao dividir a Europa Ocidental e o Bloco de Leste, comunista. Para lembrar os 25 anos da queda do Muro de Berlim, oito mil balões foram colocados ao longo de onde existia a construção, e que serão soltos para iluminar o céu de Berlim. Ainda há trecho do muro que foi deixado para que a humanidade não esquece do que ele representou.

(Fonte: Estadão Conteúdo e redação)







Sul dos EUA elege primeiro senador negro desde o fim da Guerra da Secessão

Publicado por Branca Alves, em 5.11.2014 às 11:23

Agência Lusa (Washington) – Os norte-americanos da Carolina do Sul elegeram o primeiro senador negro do Sul do país desde o fim da Guerra de Secessão, segundo projeções das televisões norte-americanas. Ele é o primeiro senador negro depois do período chamado de Reconstrução, que terminou em 1877, com a retirada das tropas federais do Sul dos Estados Unidos.

Tim Scott, um republicano de 49 anos, obteve a vitória histórica no estado onde teve início, em 1861, a Guerra da Secessão. Scott já exercia, contudo, desde janeiro de 2013, o cargo de senador, em substituição a seu antecessor que havia renunciado.

A eleição de Scott marca um significativo contraste em relação ao senador Strom Thurmond, que representou a Carolina do Sul durante décadas, e foi um radical opositor da igualdade racial que lutou durante anos pela segregação.

Há seis anos, o senador Barack Obama tornou-se o primeiro presidente negro dos Estados Unidos ao derrotar o rival republicano John McCain nas urnas. Filho de um queniano e de uma americana, Obama substituiu George W. Bush, que estava havia oito anos no governo. Aluno de Harvard, Obama foi o primeiro negro a presidir a revista universitária Harvard Law Review.







Norte-americanos elegem nova composição do Congresso

Publicado por Branca Alves, em 4.11.2014 às 10:08

Agência Lusa (Washington) – As eleições de hoje (4) nos Estados Unidos vão definir as linhas da política norte-americana para os próximos dois anos, ao eleger uma nova composição para a Câmara dos Representantes e um terço do Senado.

Em jogo nas midterms elections – assim designadas porque são feitas no meio do mandato presidencial -, está a renovação de todos os 435 membros da Câmara dos Representantes (Câmara Baixa do Congresso norte-americano) e a eleição de 36 (33 para um mandato regular de seis anos) dos 100 lugares no Senado (Câmara Alta).

É a luta pelo controle do Senado que está gerando o maior interesse nestas eleições. Os democratas, a força política do presidente Barack Obama, têm a maioria na Câmara Alta do Congresso, mas a história e o atual clima político indicam que os republicanos têm boas chances de assumir o controle.

Ex-presidentes norte-americanos, como George W. Bush em 2006, Bill Clinton em 1994 e Ronald Reagan em 1986, também passaram pelo mesmo dilema de Obama.

Atualmente, os democratas detêm a maioria por cinco lugares (53 senadores e dois independentes que se alinham com os democratas em termos de votações), enquanto os republicanos contam com 45 lugares. O Partido Republicano precisa aumentar a sua presença em seis lugares para conquistar a maioria.

Os republicanos detêm o controle da Câmara dos Representantes e é pouco provável que a percam, segundo as mais recentes pesquisas e os índices de aprovação do governo Obama.

Com base nesse cenário, as midterms podem ter impacto duradouro sobre o governo norte-americano e moldar a capacidade do governo nos últimos dois anos.

Em entrevista divulgada nessa segunda-feira (3) pela CNN, o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, disse acreditar que os democratas não vão perder a maioria no Senado, prognóstico partilhado pelo presidente norte-americano, Barack Obama, segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Em declarações à imprensa, Earnest lembrou que Obama acredita em resultado positivo porque os democratas têm “um argumento muito forte” a seu favor se os eleitores estiverem sensibilizados para a questão central da campanha, que é “apoiar um candidato que luta pelas políticas que beneficiam as famílias de classe média”.

Em vários estados norte-americanos, o escrutínio antecipado é autorizado e, de acordo com o United States Election Project, cerca de 17,4 milhões de norte-americanos tinham votado até esta segunda-feira. Um desses eleitores foi o próprio presidente, que votou em Chicago no dia 20 de outubro.

Trinta e seis dos 50 estados norte-americanos também elegem hoje os governadores e diversos cargos locais e estaduais são atribuídos.







Obama apela ao voto das mulheres a três dias de eleições

Publicado por Branca Alves, em 1.11.2014 às 14:19

Obama disse ainda que as mulheres merecem um salário justo e que em 2014 ainda há mulheres que ganham menos do que os homens quando fazem o mesmo trabalho (Foto: Reprodução/Internet)

Agência Lusa (Washington) – O presidente norte-americano, Barack Obama, voltou neste sábado (1º) a defender melhores condições econômicas para as mulheres, no momento em que o voto do eleitorado feminino é considerado crucial para os democratas nas eleições de terça-feira (4).

“Neste momento, as mulheres constituem quase metade da nossa força laboral”, disse Obama em sua mensagem de rádio semanal, acrescentando que nunca houve tantas mulheres como principal sustento da família. “Devemos escolher políticas que beneficiem as mulheres porque isso beneficia a todos”, destacou.

Obama disse ainda que as mulheres merecem um salário justo e que em 2014 ainda há mulheres que ganham menos do que os homens quando fazem o mesmo trabalho. “Neste país, não há cidadãos de segunda classe e também não deveria haver nos locais de trabalho”, considerou.

Nessa sexta-feira, em discurso na Universidade de Rhode Island, Obama já tinha apelado ao voto feminino. Ele lembrou as medidas favoráveis às mulheres que foram adotadas desde que chegou à Casa Branca, em 2009.

Na mensagem de rádio, o presidente norte-americano destacou que a economia nacional avançou muito nos últimos seis anos. “Nos últimos 55 meses, as nossas empresas criaram 10,3 milhões de novos empregos. Pela primeira vez em seis anos, a taxa de desemprego está abaixo de 6%. Na quinta-feira passada [30], ficamos sabendo que nos últimos seis meses a nossa economia cresceu ao ritmo mais rápido desde 2003″, acrescentou.

Obama admitiu, no entanto, que nem todos sentem os benefícios de uma economia em crescimento. “Temos, por isso, de aproveitar este momento e tomar as decisões corretas para que todos os que trabalham possam progredir”.

Nas eleições de terça-feira, será renovada toda a Câmara de Representantes, que deverá continuar liderada pelos republicanos, e um terço do Senado, onde os conservadores precisam conquistar mais seis lugares para tirar a maioria dos democratas.







Uruguaios participam de eleições neste domingo

Publicado por Branca Alves, em 26.10.2014 às 12:40

Agência Brasil (Montevideu) – Mais de 2,6 milhões de uruguaios votam neste domingo (26), desde as 8h, para decidir quem será o sucessor de Jose Mujica. Pesquisas de intenção de votos apontam que a disputa será definida entre os candidatos Tabaré Vázquez e Luis Lacalle Pou.

Vázquez, que já foi presidente do Uruguai entre 2005 e 2010, integra a coligação de esquerda Frente Ampla. O deputado Luis Lacalle Pou é do Partido Nacional, que representa a principal força da oposição no país.

Caso nenhum dos candidatos consiga a maioria dos votos válidos, a escolha será transferida para o segundo turno, marcado para o dia 30 de novembro.

Além da escolha do novo presidente, que vai tomar posse no dia 1º de março, os uruguaios também elegem o novo Parlamento, formado por 31 senadores, incluindo o vice-presidente da República, e 99 deputados representando os 19 departamentos do país.

Simultaneamente, os eleitores do Uruguai ainda decidem, em um referendo, se aprovam ou rejeitam a reforma da Constituição, que propõe baixar a idade da imputabilidade penal dos 18 para os 16 anos.

*Com informações da Agência Lusa







Uruguaios vão às urnas para escolher presidente e renovar o Congresso

Publicado por Branca Alves, em 24.10.2014 às 11:52

Agencia Brasil/EBC (Montevidéu) – Os uruguaios vão as urnas no domingo (26) para eleger presidente e vice-presidente e renovar a totalidade do Congresso. A Frente Ampla, no poder desde 2005, é a favorita. Todas as pesquisas de opinião indicam que o candidato Tabaré Vasquez tem entre 43% e 49% das intenções de voto – número insuficiente para conquistar a vitória no primeiro turno e a maioria parlamentar.

Pela legislação uruguaia, os eleitores são obrigados a votar em candidatos do Executivo e do Legislativo do mesmo partido. “Eu votei nos dois governos anteriores, da Frente Ampla, porque acho que fizeram muito pelo país. O desemprego caiu de dois dígitos para um e nossos jovens não têm que sair do Uruguai para buscar trabalho”, disse à Agencia Brasil o comerciante Diego Villega, que apoia Tabaré Vasquez.

No entanto, no primeiro turno, ele votará num partido menor, sem chance de chegar à Presidência. “Não quero dar todo o poder a um só partido, precisamos ter um equilíbrio mais democrático”, justificou o comerciante.

Villega não é o único que pensa assim o que, segundo analistas políticos, explica os resultados das últimas pesquisas de opinião. Os principais concorrentes de Tabaré Vasquez – que governou o Uruguai de 2005 a 2010 – são filhos de ex-presidentes. Luís Lacalle, do Partido Nacional, conhecido como Blanco, teria entre 32% e 35% das intenções de voto, enquanto que Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, entre 12% e 18%.

Adversários históricos, Blancos e Colorados já se uniram contra a Frente Ampla no passado. “Tudo indica que o presidente só será eleito em novembro, no segundo turno, e dificilmente terá maioria parlamentar”, disse o presidente da consultora política Factum, Eduardo Bottinelli.

No domingo, os uruguaios também irão às urnas para decidir – em plebiscito – se querem baixar a maioridade penal de 18 para 16 anos. A insegurança está no topo da lista de preocupações dos eleitores, mas apenas 6% dos crimes são cometidos por menores.







Oposição pede a Maduro reabertura do diálogo político

Publicado por Branca Alves, em 14.10.2014 às 11:00

Agência Lusa (Caracas) – O dirigente da oposição na Venezuela Henri Falcón pediu nesta terça-feira (14) ao presidente Nicolás Maduro a reabertura do diálogo político, por meio da convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Federal do Governo.

“O conselho é uma instância constitucional de diálogo, concertação, de trabalho, onde os governadores e prefeitos podem explorar, juntamente com o Executivo nacional, soluções concretas”, disse aos jornalistas.

Para Henri Falcón, ex-antigo militante do Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chávez e do agora presidente Maduro, a convocação de um Conselho Federal de Governo “seria o primeiro passo positivo para o restabelecimento do diálogo político no país”.

O objetivo, disse, é “estabelecer uma agenda de trabalho que aborde a crise, os problemas prioritários”, como “o alto custo de vida, a insegurança, as deficiências nos serviços, a falta de medicamentos”, problemas que “devem ser abordados com urgência” para buscar soluções concretas, sem retórica.

“Outro tema para análise no Conselho Federal de Governo seria a implicação da queda dos preços do petróleo no orçamento de 2015″, acrescentou.

Em 10 de abril, o governo e a oposição decidiram iniciar um processo de diálogo, tendo como mediadores o Vaticano, Brasil, Equador e a Colômbia, os três últimos em nome da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Um mês depois, no dia 13 de maio, a oposição suspendeu a participação em protesto pela “repressão brutal” das forças de segurança contra as manifestações pacíficas das forças oposicionistas e por considerar que o diálogo não estava dando resultado.

No fim de setembro, a oposição venezuelana pediu à Unasul que retome os esforços para reativar o diálogo entre o governo e a coligação opositora Mesa de Unidade Democrática.







Cessar-fogo entre Israel e Palestina é respeitado

Publicado por Branca Alves, em 27.08.2014 às 10:45

Agência Brasil (Jerusalém) – O cessar-fogo permanente acertado nessa terça-feira (26) entre Israel e os palestinos, depois de 50 dias de combate, foi respeitado durante a noite, disse nesta quarta-feira um porta-voz militar israelense.

“Não foram disparados rockets (foguetes) sobre o território israelense e não houve nenhum ataque aéreo na Faixa de Gaza desde a noite de terça-feira”, acrescentou o porta-voz.

Israel e os palestinos anunciaram ontem um acordo para o cessar-fogo permanente, depois de um conflito armado que causou 2.143 mortos palestinos e 70 israelenses e devastou a Faixa de Gaza.

O cessar-fogo, que entrou em vigor às 19h dessa terça-feira, prevê, segundo o mediador egípcio, o levantamento do bloqueio imposto desde 2006 por Israel e que asfixia 1,8 milhão de habitantes da Faixa de Gaza.







Israel retoma ataques contra Hamas após cessar-fogo

Publicado por Branca Alves, em 8.08.2014 às 10:20

Agência Lusa (Jerusalém) – O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira (8) ter retomado os ataques contra o movimento de resistência islâmica Hamas, depois do reinício de disparos de foguetes, a partir da Faixa de Gaza, no termo de um cessar-fogo bilateral.

“Esta manhã, depois de disparos de foguetes contra Israel, as Forças Armadas alvejaram locais terroristas na Faixa de Gaza”, informou em comunicado o Exército, pouco depois de o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter ordenado uma resposta vigorosa contra novos ataques do Hamas.

Uma porta-voz militar disse que nenhum soldado israelense entrou em Gaza para concretizar os ataques.

O Hamas recusou o prolongamento da trégua em vigor há três dias, que chegou ao fim nesta sexta-feira, após um mês de guerra na Faixa de Gaza.

Israel iniciou a Operação Margem Protetora em 8 de julho. Mais de 1.900 pessoas morreram, principalmente do lado palestino.

O Exército israelense registrou uma “barragem de artilharia” de mais de uma dezena de foguetes contra Israel, agora de manhã. Pelo menos um foguete foi interceptado sobre Ashkelon (Sul de Israel), acrescentou a porta-voz.

A Jihad Islâmica, aliada do Hamas que controla a Faixa de Gaza, reivindicou três disparos de foguetes, dirigidos a Ashkelon.







Gaza: Israel anuncia retirada total de tropas

Publicado por Branca Alves, em 5.08.2014 às 10:00

Agência Lusa (Jerusalém) – O Exército israelense anunciou nesta terça-feira (5) ter retirado todas as tropas da Faixa de Gaza. “Todas as nossas forças saíram de Gaza”, disse o general Moti Almoz à Rádio Militar, depois de ter entrado em vigor, no início da manhã, um novo cessar-fogo de 72 horas, acertado nessa segunda-feira.

No dia 8 de julho, Israel deu início à operação militar Margem Protetora, com ataques aéreos para responder ao disparo de foguetes palestinos, a partir da Faixa de Gaza, contra o seu território.

Em 17 de julho, o Exército israelense começou manobras terrestres para destruir a rede de túneis construída pelo movimento radical palestino Hamas, que controla a região desde 2006 e é usada para ataques em zonas fronteiriças.

Mais de 1.850 palestinos morreram em 28 dias de ofensiva. Do lado israelense, morreram cerca de 60 pessoas.







Operação israelense em Gaza sem data para acabar

Publicado por Branca Alves, em 2.08.2014 às 18:40

Agência Brasil (Brasília) – A ação de Israel irá continuar na Faixa de Gaza e nem recuar até que o país se sinta seguro em relação ao Hamas, informou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“Prometemos, desde o início, o regresso à calma para os cidadãos de Israel, e continuaremos a agir até que tenhamos atingido esse objetivo. Isso levará tanto tempo quanto necessário e utilizaremos toda a força exigida”, declarou Netanyahu à imprensa em Telaviv.

“A operação continua. O Exército continua a atuar com todas as suas forças para levar a bom termo as suas missões, o regresso à calma, a segurança para os cidadãos de Israel, apenas provocando danos à infraestrutura terrorista”, acrescentou. “As nossas Forças Armadas estão prestes a conseguir a neutralização dos túneis de Gaza”.

Neste sábado (2), o Exército israelense anunciou a retirada de soldados das cidades de Beit Lahiya, no Norte da região. Com essa medida, veículos internacionais de comunicação chegaram a noticiar que a operação israelense estaria chegando ao fim.

A operação israelense, que começou 8 de julho, causou mais de 1,6 mil mortos do lado palestino, entre eles 296 crianças e adolescentes, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Do lado israelense, foram mortas 63 pessoas.

Desde a última sexta (1), Israel já tinha decidido que não fecharia um acordo com o Hamas para pôr fim às hostilidades, mas que atuaria por própria iniciativa até estarem cumpridos todos os objetivos.

Enquanto não existe um cessar-fogo, o Egito procura mediar uma solução para os conflitos entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza. Para o presidente egípcio, Abdel Fattah Sissi, a proposta egípcia representa uma “possibilidade real” para o fim dos confrontos.

A iniciativa egípcia, apresentada dias depois do início da ofensiva israelense, previa um cessar-fogo seguido de negociações. Foi aceita por Israel, mas rejeitada pelo Hamas, que exigia como condição prévia o fim do bloqueio em vigor desde 2006, a abertura da fronteira com o Egito e a libertação de prisioneiros por Israel.







Gaza: Israel anuncia fim de trégua após rapto

Publicado por Branca Alves, em 1.08.2014 às 10:35

Agência Brasil (Jerusalém) – O Exército de Israel declarou nesta sexta-feira (1°) o fim do cessar-fogo entre o país e a Faixa de Gaza. A trégua terminou, horas de depois do seu início, com o argumento de que um dos seus soldados foi capturado por palestinos. O cessar-fogo, que deveria durar três dias, tinha entrado em vigor às 8h locais (2h em Brasília).

“As indicações iniciais sugerem que um soldado foi raptado por terroristas num incidente em que violaram o cessar-fogo”, disse o porta-voz do Exército israelita, Peter Lerner.

Em contrapartida, o movimento islâmico palestino Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo.

“Foi a ocupação [de Israel] que violou o cessar-fogo. A resistência palestina agiu com base no direito de autodefesa para travar o massacre do seu povo”, disse o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

Fontes palestinas informaram que pelo menos 35 pessoas morreram e 200 ficaram feridas nos bombardeamentos de tanques e aviões na área de Rafah, no sul do enclave. Há confrontos também ao norte da Faixa de Gaza.

O exército israelita diz que pelo menos oito foguetes e morteiros foram disparados pelos militantes palestinos da Faixa de Gaza para Israel.

O acordo para uma trégua humanitária foi anunciado na noite de quinta-feira pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

*Com informações da Agência Lusa







Hamas nega ter aceitado cessar-fogo de 72 horas

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 20:15

Agência Brasil (Brasília) – O movimento islâmico Hamas negou nesta terça-feira (29) ter aceitado um acordo para um cessar-fogo de 72 horas, contradizendo o secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Abed Rabbu, que havia proposto uma trégua após um suposto acordo entre o Hamas e a Jihad Islâmica.

“A declaração de Yasser Abed Rabbu sobre o Hamas ter concordado com um cessar-fogo durante 24 horas não é correta e não tem nada a ver com a postura da resistência”, disse o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri. “Vamos considerar um cessar-fogo quando Israel se comprometer com isso, observando as garantias internacionais”, completou. Minutos antes da declaração de Abu Zuhri, líderes palestinos haviam declarado que estavam “preparados” para um cessar-fogo humanitário imediato durante 24 horas prorrogáveis por mais 48 horas.

Já são 1.191 os palestinos mortos desde o início da recente ofensiva de Israel contra Gaza. Os ataques da artilharia israelense se intensificaram desde ontem (28) à noite, especialmente nas zonas de Bureij (centro), Jabaliya (norte) e Rafah (sul). Além disso, o exército israelense anunciou hoje ter matado cinco combatentes palestinos num túnel no interior da Faixa de Gaza.

Mais de sete mil pessoas ficaram feridas em três semanas de conflitos. Israel também registrou baixas militares ontem, com a morte de 10 soldados. O número de soldados israelenses mortos chega a 53, o maior desde a ofensiva contra o movimento xiita libanês Hezbollah, em 2006.

*Com informações das agências Lusa e Telam