Internacional

Pizzolato pode ser solto ao se beneficiar de brecha legal

Publicado por Branca Alves, em 16.05.2015 às 14:25

Ex-diretor do Banco Central está na Itália (Foto: Reprodução)

Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil condenado no processo do mensalão, pode ser solto na Itália antes mesmo da decisão de uma eventual extradição ao Brasil. No final de abril, o governo italiano havia dado o sinal verde para a extradição do brasileiro, mas na semana passada, o Tribunal Administrativo de Roma acatou um recurso de Pizzolato e marcou uma audiência para o dia 3 de junho para julgar a liminar dos advogados do brasileiro.

O problema é que, no próprio decreto do tribunal, os juízes apontam que a data final para que o Brasil organizasse a extradição seria 31 de maio. Como a audiência ficou marcada apenas para o dia 3, tanto o Ministério da Justiça da Itália como autoridades brasileiras confirmam que Pizzolato poderia ser solto no dia 31 de maio, aguardando em liberdade a audiência. Hoje, ele está preso em Módena. Brasília agora tenta impedir que os advogados de Pizzolato usem uma brecha legal para obter a soltura do cliente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Em NY, FHC fala em risco de Brasil perder o que conquistou

Publicado por Branca Alves, em 13.05.2015 às 10:34

(Foto:Reprodução/Internet)

A uma plateia de 1.200 pessoas reunidas em um jantar de gala na terça-feira (12), em Nova York, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que os avanços construídos no Brasil a partir da Constituição de 1988 pareciam “desfazer-se no ar” nos últimos anos. Defendendo que o País se guie por “uma lanterna na proa, e não na popa”, o tucano disse esperar que os caminhos percorridos até hoje “não se percam”.

Para Fernando Henrique, essa “construção” de décadas foi feita por gerações e não permite que se diga “nunca neste País antes de mim fez-se tal e tal coisa” – uma referência ao bordão que marca os discursos de seu sucessor, o petista Luiz Inácio Lula da Silva. “Um país não se constrói senão pondo tijolo sobre tijolo, obra de gerações.”

FHC foi um dos dois homenageados em jantar oferecido no hotel Waldorf-Astoria pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Nova York. Desde 1970, a entidade dá o prêmio Pessoa do Ano a um brasileiro e a um americano que atuaram pela melhoria nas relações entre os dois países. O outro homenageado foi o ex-presidente Bill Clinton, cujo mandato coincidiu com grande parte do governo do tucano. O evento de ontem foi o mais concorrido das 45 edições do prêmio concedido pela câmara, que reúne 450 empresas dos dois países.

Em seu discurso de agradecimento, o ex-presidente preferiu não se referir aos casos de corrupção que afetam o governo petista, aos quais se referiu como práticas “não republicanas”. Disse que preferia “se calar” por estar no exterior.

Sem mencionar o nome da presidente Dilma Rousseff, o tucano criticou a política econômica do primeiro mandato da petista por manter medidas anticíclicas adotadas em resposta à crise de 2008. “O governo interpretou o que era política de conjuntura como um sinal para fazer marcha à ré”, observou. “Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado.”

O discurso caiu bem em uma plateia de tucanos, como os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, além de simpatizantes do partido. Entre os políticos não tucanos, estava o ex-senador José Sarney (PMDB).

Do setor financeiro, estavam os presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi; do Itaú Unibanco, Roberto Setubal; e do BTG Pactual, André Esteves, além de José Olympio, do Credit Suisse, e do presidente do conselho do Itaú Unibanco, Pedro Moreira Salles. Os empresários Rubens Ometto e José Luís Cutrale também foram convidados para o jantar, que teve wrap de salmão defumado e cherne com camarões e aspargos e ingressos a partir de US$ 1 mil.

Quando o homenageado subiu ao palco, ouviu-se um grito: “Volta, presidente”. O publicitário Nizan Guanaes foi na mesma linha em seu discurso. “Temos saudades de você, presidente”, disse, sob aplausos.

Para Clinton, FHC está entre os quatro ou cinco líderes mais extraordinários que conheceu. “Ele era a pessoa certa para o seu tempo. Ele é a pessoa certa para qualquer tempo.”

Política externa
Fernando Henrique fez a primeira parte do discurso em inglês e retornou ao português quando falou de questões brasileiras. O aplauso mais longo veio ao dizer: “Perdi em vários momentos a popularidade, nunca a credibilidade”.

O ex-presidente criticou a omissão do governo brasileiro diante de violações de “práticas democráticas” na Venezuela e atacou o que considera uma tímida repulsa ao terrorismo. “Não há sequer como pensar em negociar com quem exibe as cabeças cortadas dos ‘infiéis’”, declarou, em referência indireta ao discurso de Dilma na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) do ano passado, no qual ela defendeu o diálogo para solução da crise gerada pela emergência do Estado Islâmico.

“Se quisermos participar da mesa decisória do mundo, temos de nos comprometer com os valores democráticos e dar-lhes consequência”, afirmou FHC. Para ele, em um mundo globalizado não há lugar para a “mudez solidária” em nome da autodeterminação.

Ao mesmo tempo em que condenou a atual política externa brasileira, FHC criticou a ingerência e a busca de hegemonia pelos Estados Unidos. Segundo ele, são traços que começaram a ser modificados na gestão de Clinton e prosseguem com Barack Obama em tentativas de acordo nuclear com o Irã e reatamento de relações diplomáticas com Cuba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Presidente do Chile pede que todo o gabinete renuncie

Publicado por Branca Alves, em 7.05.2015 às 10:21

Michelle Bachelet pediu desculpas por “importantes erros” cometidos, referindo-se a forma como lidou com o escândalo de corrupção, envolvendo o filho, Sebastian Davalos (Foto: Ximena Navarro/Governo do Chile)

Agência Brasil/EBC (Buenos Aires) – Quatorze meses após ter assumido seu segundo mandato e em meio a um escândalo de corrupção, envolvendo seu filho, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, pediu nesta quarta-feira (6) a todos os ministros que entreguem seus cargos. Ela disse que vai definir o novo gabinete nas próximas 72 horas.

O anúncio foi feito durante uma entrevista a um canal de televisão chileno, após a publicação de uma pesquisa de opinião revelando que o índice de rejeição a Bachelet, em abril, foi de 64%. No programa, sobre atualidade chilena, a presidente disse que o país vive uma crise de desconfiança e pediu desculpas por “importantes erros” cometidos, referindo-se a forma como lidou com o escândalo de corrupção, envolvendo o filho, Sebastian Davalos, e a nora, Natalia Compagnon.

“Não tive a força de ter criticado o que deveria ter criticado”, disse Bachelet, na entrevista ao jornalista Mario Kreutzberger. A presidente ficou sabendo do escândalo enquanto estava de férias. A revista chilena Que Pasa denunciou que Sebastian Davalos e a mulher Natalia Compagnon teriam usado “informação privilegiada” e “tráfico de influências” para obter um empréstimo bancário equivalente a US$ 10 milhões.

Na época, Davalos era assessor presidencial – um cargo, sem remuneração, ao qual acabou renunciando em fevereiro passado, por causa do escândalo. Segundo a reportagem, que deu origem a uma investigação, o casal teria usado o dinheiro para comprar terrenos, que foram vendidos em seguida por US$ 5 milhões a mais. A presidente disse ainda que nunca teve conhecimento de que sua nora e seu filho estavam metidos “num negócio” de especulação imobiliária.

Bachelet contava com um alto índice de aprovação quando concluiu o primeiro mandato e ao assumir o segundo. Em 14 meses, ela conseguiu cumprir importantes promessas feitas durante a campanha – como a reforma da legislação eleitoral e da educação (duas heranças da ditadura de Augusto Pinochet). Ela também enfrentou desastres naturais – o mais recente deles, a erupção do Vulcão Calbuco. Mas o escândalo de corrupção, como a presidente admitiu – acabou afetando a sua imagem.







Extradição de Pizzolato é suspensa até junho

Publicado por Branca Alves, em 6.05.2015 às 14:29

A medida frustra os planos do Brasil que eram de extraditá-lo a partir do dia 11 de maio (Foto: Reprodução)

A extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado por envolvimento no mensalão, fica adiada para junho. Nesta quarta-feira (6), seus advogados entraram com um pedido de liminar para tentar impedir sua extradição da Itália para o Brasil. Uma audiência foi marcada para junho para considerar o caso e só então as autoridades brasileiras poderão eventualmente transferi-lo ao País. A medida frustra os planos do Brasil que eram de extraditá-lo a partir do dia 11 de maio.

O recurso foi entregue ao Tribunal Administrativo de Roma. Ao contrário do que vinha sendo defendido, que ele seria inocente, agora o argumento da defesa é que Pizzolato se dispõe a cumprir sua pena de prisão na Itália. “O Tribunal, seguindo o recurso que apresentamos, suspendeu de forma temporária o processo de extradição e fixou pela decisão uma audiência no dia 3 de junho” declarou o advogado de Pizzolato, Alessandro Sivelli, em um comunicado. “Certamente nesta data Henrique Pizzolato ficará na Itália”, insistiu.

Há duas semanas, o governo italiano deu o sinal verde para que o brasileiro seja extraditado, o que abriu a possibilidade para que a transferência ocorresse a partir do dia 11 de maio. Com o recurso, porém, a defesa acredita que todo o processo está adiado.

Segundo Sivelli informou no início da semana, o recurso tem como base tratado judicial entre Brasil e Itália ratificado em 2014 e transformado em lei nacional pelo Parlamento italiano há dois meses. Em um dos trechos da lei, fica permitido que um italiano que tenha cometido crime no Brasil cumpra sua pena de prisão na Itália e vice-versa para os brasileiros. Para Sivelli, o governo de Renzi errou ao dar o sinal verde e violou as regras da lei aprovada no Parlamento ao permitir a extradição.

Procuradores brasileiros ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo confirmaram que o tratado foi negociado entre os dois países, mas ainda depende de aprovação do Senado brasileiro e depois de publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor. Dessa forma, mesmo que para a Itália o tratado já esteja ratificado, para o Brasil não tem validade ainda.

Além disso, a medida só teria eficácia na avaliação de procuradores brasileiros se Pizzolato tivesse iniciado o cumprimento da pena no País e posteriormente alegasse a necessidade de transferência para a Itália para ficar perto de sua família, o que não é o caso uma vez que seus parentes moram no Brasil e ele fugiu. Apesar disso, até que o recurso seja julgado, o Brasil não pode buscá-lo na Itália.

Em Roma, porém, o Ministério da Justiça admite que a lei italiana é o que vai pesar, e não o fato de o novo tratado não ter sido aprovado ainda no Brasil.

A aprovação do tratado na Itália foi uma estratégia de um grupo de parlamentares em Roma que defendem Pizzolato e que decidiram que usariam o acordo justamente para frear sua extradição.

Segundo a nota emitida por Sivelli, a decisão do governo “contradiz a lei aprovada pelo Parlamento italiano, que da ao cidadão italiano, preso no Brasil, o direito de cumprir pena na Itália”. “Pizzolato sempre declarou que está disposto a cumprir a pena na Itália”, disse.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Chile mantém alerta para erupção do vulcão Calbuco

Publicado por Branca Alves, em 26.04.2015 às 18:00

Agência Brasil (Brasília) – O vulcão Calbuco, que entrou em erupção no Chile na quarta-feira passada (22), segue expulsando cinzas e ainda existe o risco de nova atividade. As autoridades mantém a zona de isolamento de 20 quilômetros em torno do vulcão, além de outras medidas preventivas.

A erupção e posterior nuvem de cinzas afetaram as principais atividades econômicas da região como a agricultura, pecuária e piscicultura. Cerca de 6,5 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em consequências das atividades do Calbuco.

A nuvem de pó chegou à Argentina, ao Uruguai e ao Sul do Brasil. No Brasil, as cinzas vulcânicas chegaram a cidades do Rio Grande do Sul. Ontem, o Metroclima, sistema de previsão do tempo da prefeitura de Porto Alegre, registrou que o céu da cidade ficou com aspecto um pouco mais acinzentado em função das cinzas, mas não há motivo para preocupação quanto à qualidade do ar.

Na Argentina, a prefeitura de Bariloche, informou nesta domingo (26) que foi concluída a limpeza das cinzas no aeroporto da cidade e os voos suspensos desde a tarde quarta-feira poderiam ser retomados. O retorno dos voos depende agora de uma decisão das empresas e das condições da suspensão de partículas no ar.

O vulcão Calbuco, que está em atividade desde quarta-feira (22), entrou em erupção duas vezes, expelindo colunas de fumaça e cinzas a vários quilômetros de altura. O vulcão não registrava atividade há mais de meio século.

O Calbuco fica em uma região turística, a cerca de 900 quilômetros da capital chilena, Santiago. O governo chileno evacuou a área e decretou estado de exceção nas cidades próximas.







Líderes mundiais oferecem ajuda ao Nepal

Publicado por Branca Alves, em 25.04.2015 às 18:00

Líderes mundiais e instituições de caridade globais manifestaram pesar e ofereceram ajuda de emergência para o Nepal após o terremoto deste sábado, enquanto tentavam compreender o escopo do desastre.

A União Europeia está avaliando “algum apoio orçamental” para o Nepal, de acordo com uma declaração conjunta publicada neste sábado pelos chefes de política externa, desenvolvimento e ajuda humanitária. A nota não informa detalhes e montantes. Eles disseram que a UE também está pesquisando “como é possível ajudar o Nepal a lidar com os edifícios destruídos e danificados e como ajudar os seus cidadãos”. “A extensão total das vítimas e dos danos ainda é desconhecida, mas relatos indicam que provavelmente será elevada, em termos de perda de vidas, ferimentos e danos ao patrimônio cultural.”

Algumas instituições de caridade estão montando equipes de desastre – com base no pressuposto de que abrigo e ajuda médica são necessários com urgência -, mas a via mais conveniente para o Nepal não está disponível porque o aeroporto internacional em Katmandu foi fechado devido ao terremoto.

Os médicos franceses do grupo de ajuda do Médicos do Mundo disseram ter mobilizado os seus trabalhadores no Nepal – que estão em Katmandu e Chautara trabalhando com saúde materna e infantil – para ajudar as vítimas do terremoto. O grupo está enviando mais funcionários e ajuda médica para a região imediatamente.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e outros líderes também prometeram ajuda para o Nepal. Cameron disse no Twitter que o Reino Unido “vai fazer tudo o que puder para ajudar aqueles que foram afetados.” Merkel afirmou em comunicado que o governo alemão irá ajudar com o melhor de suas habilidades. Ela acrescentou que os seus pensamentos estão com os muitos feridos e as famílias das vítimas.

Cameron e Merkel não especificaram que tipo de ajuda seria enviada, mas outras nações foram mais específicas. O ministro de Relações Exteriores da Noruega, Boerge Brende, disse que o país escandinavo deve alocar 30 milhões de coroas norueguesas (US$ 3,8 milhões) para auxiliar o trabalho e que o dinheiro seria enviado por intermédio das Nações Unidas e de organizações de caridade. “Estamos acompanhando a situação de perto e descobriremos se daremos novas contribuições quando soubermos mais”, disse Brende, em comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália disse que disponibilizou 300 mil euros (US$ 326 mil) de ajuda de emergência para as vítimas do terremoto. A ajuda será canalizada através da Cruz Vermelha Internacional. O presidente da França, François Hollande, disse que o país está “pronto para responder aos pedidos de ajuda e assistência” das autoridades nepalesas.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Pizzolato deve ser trazido para o Brasil na 5ª feira

Publicado por Branca Alves, em 25.04.2015 às 14:40

(Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

A Polícia Federal deve buscar Henrique Pizzolato na Itália na próxima quinta-feira (30). A previsão foi considerada nesta sexta-feira (24) após a Interpol ser comunicada da decisão do governo italiano de extraditar para o Brasil o ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no esquema do mensalão.

Quatro policiais irão para a Itália. Os envolvidos na operação ainda avaliam se ele será trazido em avião de carreira ou do governo brasileiro. A volta em avião comercial poderia gerar tumulto no voo. Como é uma viagem da Itália para o Brasil, geralmente, a maioria dos passageiros é daqui do País. O ex-diretor poderia ser hostilizado, causando problemas para um voo comercial.

A decisão do governo italiano sobre a extradição de Pizzolato, antecipada nesta sexta-feira (24) pelo Estado.com, foi baseada em compromisso do governo brasileiro de que há presídios no Brasil com boas condições para o ex-diretor cumprir sua pena. A defesa de Pizzolato na Itália argumentava que os presídios no País desrespeitam os direitos humanos.

O governo italiano cobrou o compromisso do Brasil porque Pizzolato tem dupla cidadania. Ele fugiu para a Itália para escapar de cumprir pena de 12 anos e sete meses de prisão, por lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão, que envolvia compra de apoio político para o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pizzolato sempre negou as acusações e se diz um preso político. Ele deve cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Governo italiano autoriza extradição de Pizzolato

Publicado por Branca Alves, em 24.04.2015 às 10:15

A Itália autorizou a extradição ao Brasil do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão. A decisão foi tomada pelo governo de Mateu Renzi e marca o fim de quase dois anos de disputa legal e tratativas políticas em relação ao brasileiro. A transferência de Pizzolato que está em uma cadeia de Módena, poderá ocorrer já nos próximos dias e o Brasil tem 20 dias para organizar a viagem de volta ao País.

A informação é dos representantes da Interpol na Itália. O governo em Roma, porém, ainda mantém oficialmente um silêncio sobre o assunto, já que a decisão primeiro precisa ser dada a Pizzolato e ao governo brasileiro.

Em fevereiro, a instância máxima do Judiciário italiano havia revertido uma decisão do tribunal de Bolonha e havia dado o sinal verde para que Pizzolato fosse devolvido ao Brasil. Mas faltava ainda o posicionamento do Ministério da Justiça, que ainda poderia negar a extradição.

Pela decisão da Corte, “existem condições para a extradição”, numa referência à situação das prisões no Brasil, e das garantias dadas pelo governo. “Sempre confiei na Justiça italiana”, afirmou Miqueli Gentiloni, advogado contratado pelo Brasil para defender o caso.

Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Mas, há um ano e oito meses, fugiu do País com um passaporte falso e declarou que confiava que a Justiça italiana não faria um processo político contra ele, como acusa a Justiça brasileira de ter realizado.

Ele acabou sendo preso na cidade de Maranello e, em setembro do ano passado, a Corte de Bolonha negou sua extradição argumentando que as prisões brasileiras não têm condições de recebê-lo. Ao sair da prisão, declarou que havia fugido para “salvar sua vida”.

Para conseguir reverter a decisão, os advogados contratados pelo Brasil insistiram na tese de que a Itália não poderia generalizar a condição das prisões no País.

Battisti
Os advogados de Pizzolato chegaram a usar o tema da extradição Cesare Battisti – italiano que recebeu asilo no Brasil – na argumentação e tentaram convencer a Corte que o ex-diretor do Banco do Brasil não poderia ser extraditado por conta da recusa do governo brasileiro em cooperar no caso de Battisti. O argumento não foi acatado.

“O Brasil mostrou que não há uma reciprocidade”, indicou o advogado de Pizzolato, Emmanuelle Fragasso, em fevereiro.

O advogado Miqueli Gentiloni rejeitou o argumento da defesa. “Isso não tem nenhuma influência nesse processo”, insistiu. Battisti foi condenado na Itália por terrorismo. Mas, no Brasil, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, o concedeu asilo, o que gerou fortes protestos por toda a Itália e ameaças de suspender certos acordos de cooperação.

O Brasil conseguiu a vitória judicial graças às garantias diplomáticas dadas de que Pizzolato teria sua proteção assegurada na prisão.

As garantias foram apresentadas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para a defesa contratada pelo Brasil, isso “demonstra inequivocadamente não apenas que (Pizzolato) não corre perigo de tortura, mas é garantia de que receberá um tratamento melhor em respeito a dos demais presos”.

Os advogados contratados pelo Brasil indicaram ainda que Pizzolato faria parte, assim como os demais condenados no mesmo caso, de “uma categoria de presos aos quais está assegurado o total respeito da lei e de seu conforto”. Para dar provas disso, o Brasil explicou a estrutura do Complexo da Papuda, penitenciária para onde Pizzolato seria enviado, e deu garantias de que ele ficaria “isolado do resto da população carcerária”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Ex-presidente do Egito é condenado a 20 anos de prisão

Publicado por Branca Alves, em 21.04.2015 às 17:30

Agência Brasil – O ex-presidente egípcio Mouhamed Mursi, destituído do cargo pelo Exército em 2013, foi condenado nesta terça-feira (21), no Cairo, a 20 anos de prisão pela detenção e tortura de manifestantes durante seu mandato.

Em 2012, Morsi foi absolvido da acusação de incitação à morte de dois manifestantes e de um jornalista durante um protesto em frente ao palácio presidencial.

Outras 12 pessoas, entre elas, dirigentes da Irmandade Muçulmana e membros do governo do ex-presidente, foram condenadas também a 20 anos de prisão. Elas foram acusadas de uso de violência e prisão e tortura de manifestantes em dezembro de 2012. Dois outros acusados foram condenados a dez anos de prisão.

A defesa de Mursi anunciou que vai recorrer da decisão judicial.







EUA vão remover Cuba da lista de países que promovem o terrorismo

Publicado por Branca Alves, em 14.04.2015 às 17:40

A Casa Branca disse hoje que o presidente Barack Obama deve remover Cuba de uma lista de patrocinadores do terrorismo, um passo importantíssimo na normalização das relações entre os dois países.

Em sua conta de Twitter, a Casa Branca afirmou que Obama enviou ao Congresso relatórios e certificações indicando sua intenção de retirar o país caribenho da lista.

Obama tomou a decisão após o Departamento de Estado revisar sua orientação sobre a permanência do país na lista.

Cuba era um dos quatro países inclusos na lista oficial de acusados de dar apoio ao terrorismo no mundo. Os outros países são o Irã, o Sudão e a Síria.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Encontro entre Obama e Dilma pretende avançar nas relações entre países

Publicado por Alex Ribeiro, em 13.04.2015 às 20:49

Marcado para o dia 30 de junho, o encontro da presidente Dilma Rousseff (PT) com o presidente americano Barack Obama, em Washington, pretende avançar nas relações comerciais entre os dois países e também buscar cooperação nas áreas de defesa, inovação tecnológica, energia e meio ambiente, informou na tarde desta segunda-feira, 13, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde.

“Conhecendo a data do encontro, vamos acelerar as agendas. Esperamos que algumas coisas avancem para a visita e outras terão que ser agendadas para depois. A visita vai acelerar muito do trabalho pendente, temos muito entusiasmo para acelerar mecanismos de facilitar o comércio, gostaríamos de aproveitar a conjuntura para procurar parcerias em termos de inovação. É um bom momento para os dois países”, afirmou a embaixadora.

Liliana Ayalde e um grupo de americanos que participam da feira de defesa e segurança LAAD, a partir desta terça (14), no Riocentro (zona oeste), reuniram-se com o ministro da Defesa, Jaques Wagner. Depois da tensão entre os dois países causada pelas denúncias de espionagem por parte do governo americano, a embaixadora disse que repetiria as palavras de Dilma sobre o futuro da relação entre Brasil e Estados Unidos. “É o momento de avançar, estamos aproveitando para ter uma agenda robusta. Empresários, turistas, estudantes podem aproveitar este momento”, afirmou.

Para a diplomata, as dificuldades políticas e econômicas do Brasil não alteram a disposição de melhorar a relação comercial e promover outros acordos. “Todos os países passam por momentos difíceis. Nosso país economicamente também teve seu momento difícil. Neste momento achamos que nossa economia está muito forte. No caso do Brasil, acreditamos no País. Talvez um momento difícil este ano, no próximo ano, mas vemos uma parceria estratégica não para um ou dois anos, mas muito mais do que isso”, declarou.

Sobre o histórico encontro entre Obama e o presidente cubano Raul Castro, na Cúpula das Américas, no Panamá, Liliana Ayalde disse que a retomada das relações entre os dois países será “um processo”. “Apostamos em uma abertura com Cuba. As coisas não vão acontecer de hoje para amanhã, mas os dois países têm intenção de diálogo, de procurar uma saída. Até sobre os temas que a gente não está de acordo. O fato de que o presidente Obama teve coragem de abrir o diálogo é algo que todos queremos aproveitar”, afirmou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Dilma cobra fim de embargo a Cuba e critica sanções contra Venezuela

Publicado por Márcio Didier, em 11.04.2015 às 15:20

Em dia de comemoração pela volta de Cuba à Cúpula das Américas, a presidente Dilma Rousseff elogiou a decisão dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, de terminar com o estranhamento entre os dois países, mas cobrou o fim do embargo econômico a Cuba. Dilma também aproveitou sua fala, a terceira entre os 35 países presentes no encontro, para criticar as sanções contra a Venezuela, estabelecidas pelos americanos há cerca de um mês.

A presidente Dilma Rousseff discursa na Cúpula das Américas neste sábado, 11. Durante sua fala, a líder brasileira defendeu o fim do embargo entre Estados Unidos e Cuba.

“Celebramos aqui e agora a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer as relações entre Cuba e Estados Unidos, pondo fim a esse último vestígio da guerra fria na região que tantos prejuízo nos trouxe”, discursou a presidente. “Estamos seguros de que outros passos serão dados como o fim do embargo que já há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí sim estaremos construindo as linhas que pautarão nosso futuro.”

Apesar da celebração da primeira vez que Cuba e Estados Unidos sentam juntos à mesma mesa em uma Cúpula das Américas, os discursos presidenciais não pouparam as críticas ao governo americano, não apenas pela manutenção do embargo – que Obama prometeu que estava trabalhando com o Congresso americano para suspender – mas principalmente pelo ressurgimento da crise com a Venezuela. Ao falar primeiro, o presidente do Equador, Rafael Corrêa, concentrou-se nas acusações aos Estados Unidos.

Terceira a falar, Dilma trouxe à tona as sanções contra o país de Nicolás Maduro. “O bom momento das relações no hemisfério já não admite ações unilaterais e de isolamento, contraproducentes e ineficazes. Por isso rechaçamos a adoção de sanções contra a Venezuela. O atual quadro desse país irmão pede moderação, pede a aproximação de todas as partes. Com esse propósito, a Unasul (União das Nações Sul-americanas, trabalha para apoiar diálogo político na Venezuela”, afirmou a presidente, lembrando que a comissão de chanceleres da entidade tem mediado o diálogo entre a situação e a oposição para que sejam realizadas as eleições deste ano.

Dilma lembrou que a região tem o maior período de paz na sua história, com todos os países com regimes democráticos, o que precisa ser incentivado e respeitado. “É nossa responsabilidade fazer desse um século de paz”, disse.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







(Foto: Internet)

Hillary Clinton irá lançar sua candidatura à presidência dos Estados Unidos nas próximas duas semanas. De acordo com duas pessoas próximas da organização da campanha, o foco inicial será voltado para pequenos eventos antes de partir para os discursos em grandes comícios. O objetivo é fazer com que sua segunda candidatura à Casa Branca seja mais sobre os eleitores do que sobre ela mesma.

Clinton, que foi Secretária de Estado no primeiro mandato do presidente Barack Obama, de 2009 a 2013, tornou-se rapidamente a favorita do Partido Democrata para concorrer à presidência.

A data exata do lançamento de sua campanha é mantida em sigilo total, mas espera-se que o anúncio ocorra em meados de abril através de um vídeo postado online nas redes sociais.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Uso de redes de TV por Cristina bate recorde

Publicado por Branca Alves, em 5.04.2015 às 17:05

A seis meses da eleição que definirá seu sucessor, a presidente argentina, Cristina Kirchner, atingiu a média de uma aparição semanal em rede nacional de rádio e televisão. Foram 12 em 2015. O direito de parar a programação aberta para discursar está garantido no artigo 75 da Lei de Mídia “sempre que haja situações graves, excepcionais ou de transcendência institucional”.

Este ano, Cristina inaugurou uma fábrica de cosméticos, da qual ganhou uma cesta de produtos para o cabelo. Celebrou uma nova unidade de produção de refrigerantes, enfatizando que em nenhum outro país se consome tanto essa iguaria – 137 litros por habitante. Sobre os projetos do governo, variou entre dados sobre vacinação, energia nuclear, saneamento básico e transporte público.

“O Executivo considera de transcendência institucional falar de vacinas ou inaugurar fábricas. O último item do artigo redigido é ambíguo e dá margem ao governo”, avalia Henoch Aguiar, professor de comunicação da Universidade de Buenos Aires. “É a única maneira de mostrarmos as coisas positivas, que os telejornais não exibem”, argumentou Cristina em uma das transmissões, na qual prometeu usar ainda mais o recurso em um discurso concluído com a frase “a Argentina não é uma república de bananas”.

No ano passado, foram recordistas em comentários nas redes sociais duas transmissões. Numa, em julho, o rapper Mustafá Yoda cantou diante de Cristina os versos “os caminhos conduzem a Roma porque o mundo é imperialista, o ser humano se acha anarquista e o álcool o conquista. Resista”. Na outra, em dezembro, a presidente felicitou os torcedores do Racing pelo título nacional – time de seu filho Máximo e do ex-presidente Néstor Kirchner, morto em 2010, ano em que ela citou a carne de porco como afrodisíaca, outro “hit” na história das transmissões oficiais.

As emissões costumam ser mais protocolares. Em geral, começam com Cristina chamando um ministro que, após ser elogiado, explica o que está fazendo em certa região do país. Se sua tarefa é inaugurar uma fábrica, passa o microfone ao empresário, que faz a propaganda do negócio. Em seguida, um empregado agradece pela oportunidade de trabalho, se possível com um filho ao lado, que troca palavras com a presidente. “Na crise de 2001, tive de ir para o Uruguai. Agora, posso voltar a viver no meu país”, disse um menino em fevereiro, arrancando aplausos dos grupos políticos levados até o local para figurar como claque. “Obrigado por nossa nova escola”, disse uma menina em outra transmissão.

A razão formal pela qual uma rede é convocada raramente ganha os títulos do jornais locais. “O destaque são os comentários que a presidente faz sobre os fatos políticos. Seu objetivo é tocar cada tema de forma personalista”, diz Aguiar. Segundo o especialista, Hugo Chávez fazia uso semelhante das redes oficiais, mas hoje não há países em que sejam tão frequentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Fidel faz primeira aparição pública em mais de um ano

Publicado por Branca Alves, em 4.04.2015 às 16:10

O encontro foi realizado na segunda-feira (Foto: Estudios Revolucion/Cubadebate)

O ex-presidente cubano Fidel Castro fez sua primeira aparição em mais de um ano, segundo informou a imprensa oficial. O site Cubadebate disse que Castro cumprimentou um grupo de venezuelanos que estavam visitando a capital Havana.

O Cubadebate publicou quatro imagens que mostram Fidel Castro sentado dentro de um veículo, cumprimentado os venezuelanos pela janela de seu carro. Ele estava usando um boné de beisebol e um casaco.

De acordo com o site, o encontro foi realizado na segunda-feira, mas não deu explicações sobre o motivo de ter divulgado as fotos somente agora.

Fidel Castro irá completar 89 anos em 13 de agosto. Ele foi visto pela última vez em público na inauguração de um estúdio de um artista em janeiro de 2014.

Em fevereiro e março deste ano, a mídia oficial cubana publicou fotos de Castro em reuniões privadas com um líder estudantil cubano, com agentes cubanos que foram libertados da prisão em dezembro e com o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

(Fonte: Estadão Conteúdo)