Eleições 2014

Pedido de auditoria sobre 2º turno vai a Toffoli

Publicado por Alex Ribeiro, em 30.10.2014 às 22:37

O pedido feito pelo PSDB para que seja realizada uma auditoria na votação do segundo turno foi remetido diretamente para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caberá ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Dias Toffoli, decidir se profere alguma decisão monocrática no processo ou remete o caso para análise do plenário.

No noite desta quinta-feira (30), o PSDB protocolou um pedido de auditoria especial, para verificar o resultado das eleições presidenciais. A petição é assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP).

A expectativa é de que alguma pronunciamento de Toffoli sobre o tema seja feito apenas no início da próxima semana, já que a Justiça Eleitoral irá operar em sistema de feriado nesta sexta (31), em razão do dia do servidor público. Originalmente, a data é comemorada no dia 28, mas o TSE postergou o feriado na Corte em razão da finalização das questões relativas à votação realizada no dia 26.

(Fonte: Estadão Conteudo)







PSDB quer auditoria para resultado das eleições

Publicado por Alex Ribeiro, em 30.10.2014 às 20:06

O PSDB protocolou nesta quinta-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de auditoria especial para verificar o resultado das eleições presidenciais deste ano. O candidato do partido Aécio Neves perdeu a disputa para a petista Dilma Rousseff por uma diferença de 3,28 pontos percentuais. Na petição, assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), o partido justifica que há “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira” motivada pela decisão do tribunal de só divulgar o resultado da eleição presidencial após a votação no Estado do Acre.

“O aguardo do encerramento da votação no Estado do Acre, com uma diferença de três horas para os Estados que acompanham o horário de Brasília, enquanto já se procedia a apuração nas demais unidades da federação, com a revelação, às 20h00 do dia 26 de outubro, de um resultado já definido e com pequena margem de diferença são elementos que acabaram por fomentar, ainda mais, as desconfianças que imperam no seio da sociedade brasileira.”

O partido pede ao TSE a abertura de processo de auditoria nos sistemas de votação e de totalização dos votos, por uma comissão de especialistas formada a partir de representantes indicados pelos partidos políticos. “É justamente com o objetivo de não permitir que a credibilidade do processo eleitoral seja colocada em dúvida pelo cidadão brasileiro que nos dirigimos neste momento à presença de Vossas Excelências”, alega. O TSE ainda não se manifestou a respeito.

(Fonte: Estadão Conteudo)







PT atribui movimento na Câmara a ressentimento

Publicado por Branca Alves, em 30.10.2014 às 16:12

Enquanto o PMDB se articula para isolar o PT na Câmara dos Deputados, os petistas pregam a retomada do diálogo e a “reconstrução de pontes” com o aliado. Na avaliação dos deputados do PT, o acirramento da disputa no Parlamento se deve ao rancor dos derrotados no processo eleitoral.

Para os petistas, embora o PMDB tenha dado aval para que seu líder, Eduardo Cunha (RJ), dispute a presidência da Câmara na próxima legislatura, há uma divisão interna na sigla que pode minar a iniciativa. Alguns são aliados do vice-presidente Michel Temer e pró-governo, outros são próximos de Cunha e defendem a queda de braço com o Palácio do Planalto. O comportamento da bancada peemedebista, afirmam os petistas, também se deve ao fato de parte da legenda ter apoiado a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

“Muitos estão chateados por não terem sido eleitos, então não baixou a poeira. Mas isso (clima de beligerância) não vai sobreviver”, comentou um dos vice-líderes da bancada do PT, Carlos Zarattini (SP). Na visão do deputado, a divisão no PMDB acaba tensionando toda a Câmara por se tratar do segundo maior partido e, como Cunha tenta se viabilizar como candidato ao comando da Casa, suas ações contra o governo visam atrair os votos da oposição. “Vamos discutir nossa candidatura com os outros partidos e com parte do PMDB”, avisou Zarattini.

Numa Câmara cuja correlação de forças será mais equilibrada na próxima legislatura, a palavra de ordem no PT é trabalhar para “reconquistar” a base aliada e garantir a governabilidade. Na próxima semana o partido se reunirá para discutir como atuará para desarticular a movimentação do PMDB sem ir para o embate direto. “Não há necessidade de acirramento agora”, pregou outro líder petista, deputado Sibá Machado (PT-AC).

Ex-líder da bancada do PT e vice-presidente nacional do partido, o deputado José Guimarães (CE) atribuiu a movimentação “precipitada” do PMDB ao ressentimento causado pelo resultado das urnas. Com a ajuda de Temer, Guimarães acredita que é possível “acalmar os ânimos”. “Vamos reconstruir as pontes, o Congresso não pode ficar dilacerado. Ambiente conflagrado não é bom para ninguém”, disse.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Vídeo mostra Sarney votando em Aécio Neves

Publicado por Alex Ribeiro, em 29.10.2014 às 20:56

Um vídeo polêmico com o aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), senador José Sarney (PMDB), começou a ser divulgado nesta quarta-feira (29). As imagens mostram o parlamentar votando em Macapá, seu reduto eleitoral. Na hora do voto, é possível ver que o peemedebista digitou o número 45, do candidato Aécio Neves (PSDB).

Outro detalhe no vídeo é que o senador está portando um adesivo da presidente Dilma. Sarney sempre o governo da petista e do seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A assessoria do parlamentar relatou que o vídeo é falso.

Confira o vídeo:







Deputado renuncia ao mandato por falta de motivação

Publicado por Branca Alves, em 29.10.2014 às 17:10

Agência Brasil (Brasília) – O deputado Carlos Souza (PSD-AM) comunicou nesta quarta-feira (29) à Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato parlamentar. Em carta lida no plenário, Souza diz que decidiu renunciar após “profunda” reflexão por não ter sido reeleito no último dia 5 de outubro, quando tentava a reeleição para o seu quarto mandato.

“Sinto-me desmotivado para continuar no exercício do cargo, preferindo deixar o mandato consciente da minha atuação amplamente reconhecida”.

O deputado disse ainda, na carta, que o recado das urnas, quando não foi reconduzido para um novo mandato, pesou na sua decisão de renunciar. “Não me sentiria confortável em permanecer mais esses meses sem corresponder às expectativas em mim depositadas pelo povo amazonense, a quem agradeço de coração a confiança e o carinho”, diz Carlos Souza.

A vaga aberta com a renúncia de Souza deverá ser ocupado pelo suplente Luiz Fernando Sarmento Nicolau (PSD-AM), que já foi deputado federal. Ele terá até 30 dias para assumir o mandato.







Lula prega generosidade e exalta programas sociais

Publicado por Branca Alves, em 29.10.2014 às 15:38

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira um vídeo no seu perfil oficial do Facebook com discurso de união dos brasileiros após a eleição. O vídeo foca nos programas sociais, com menção ao Bolsa Família. Lula fala especialmente sobre “generosidade” e contra o “preconceito”. “É um equívoco das pessoas que se opõem às políticas sociais. As pessoas deveriam agradecer a Deus essas políticas sociais, porque elas elevaram a vida das pessoas”, diz o ex-presidente.

Levando o discurso da sua sucessora reeleita Dilma Rousseff (PT) para um tom de maior apelo popular, Lula falou contra o “ódio” que, segundo ele, prejudica o processo de inclusão social. “Fico imaginando como sofre a pessoa com ódio, acho que nem dorme, que tem úlcera. Pode até estar doente porque não é possível. Se eu pudesse falar para essas pessoas que têm preconceito, eu diria ‘ó, felicidade ou a gente reparte ou a gente perde, porque não é possível a gente ser feliz sozinho’.” E faz um convite às pessoas “preconceituosas” para que abram “sua cabeça, seu coração e sua alma” e deem chances aos outros de “terem o que você já tem”.

Em um tom informal, de conversa com o internauta, e vestindo uma camiseta vermelha com a estrela símbolo do PT, Lula destacou conquistas dos últimos 12 anos de governo petista, em especial o combate à miséria e inclusão por meio do Bolsa Família. Ele disse que a oposição criticou o programa, mas que foi ele que permitiu a mudança social do País. Citou o caso de São Paulo, Estado mais rico do País e onde, décadas atrás, havia dezenas de crianças pedindo esmola nos semáforos. “Hoje o que é que tem na periferia de São Paulo, pedindo, tem malabarista, fazendo arte pra gente lá, um monte de coisa fantástica”, contrapôs. “Mudou o cenário. A miséria absoluta acabou, as pessoas criaram um pouco de cidadania e quem ganhou mais com isso? A classe média.”

Lula citou também, ainda que brevemente, a regulamentação profissional de empregados domésticos, um feito do governo Dilma. “A patroa não tem que ficar com raiva, tem que ficar feliz porque a pessoa progrediu”, disse, reforçando o discurso positivo de união. “A repartição dos espaços públicos para toda a sociedade, sem diferença de classe social, é uma conquista de toda a democracia”, completou.

O ex-presidente associou a postura contra os programas sociais de parte da população à falta de generosidade e explicou o que considera ser o papel do Estado. “Cabe ao Estado estender a primeira mão, cabe à sociedade estender a segunda mão, para a gente tirar todo mundo de baixo e fazer subir um degrau, depois subir dois, depois subir três. De repente, está todo mundo vivendo um padrão de vida decente e digno nesse País”, disse Lula. Para o ex-presidente, ver a entrada de 40 milhões de brasileiros na classe média deveria ser motivo de alegria para todos, a não ser que haja preconceito. “Mais generosidade e menos preconceito vai fazer bem imenso a esse País”, afirmou.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Sílvio Costa exige que jornalista se desculpe

Publicado por Márcio Didier, em 29.10.2014 às 14:53

(Foto: Marina Mahmood)

As declarações preconceituosas contra o Norte e Nordeste provocadas pela vitória da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), têm provocado reações de repúdio de vários setores da sociedade.

Nesta quarta-feira (29), o deputado federal reeleito Sílvio Costa fez um pedido ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, para que ele encaminhe à Rede de Televisão Globo News e ao jornalista Diogo Mainardi um requerimento exigindo um pedido de desculpas do jornalista.

No último domingo (26), depois da confirmação da vitória da petista, Mainardi afirmou que os nordestinos “são bovinos”, por ter votado em peso pela reeleição de Dilma.

“o jornalista ultrapassou todos os limites da ética, da liberdade de imprensa e da democracia quando fez uma agressão, sem precedentes, na história do jornalismo brasileiro ao povo nordestino”, afirmou o deputado, em seu ofício ao presidente da Câmara.

Segundo a assessoria de comunicação do deputado, Henrique Eduardo Alves firmou o compromisso público de que, “se não houver a retratação, o jornalista será acionado judicialmente”.







Carvalho: “Reeleição é derrota da mídia como panfleto”

Publicado por Márcio Didier, em 29.10.2014 às 12:30

(Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco)

Principal interlocutor do Palácio do Planalto com movimentos sociais, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira (29) que a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) representa a derrota daqueles que usam “a mídia como panfleto”. O ministro ressaltou que o Partido dos Trabalhadores apoia a regulação da mídia e desconversou sobre sua eventual saída do atual cargo no segundo mandato de Dilma.

“Sem dúvida nenhuma, essa vitória de um projeto acabou significando a derrota daqueles que usam a mídia como panfleto, como semeadores do ódio e da divisão do País, o que felizmente não aconteceu”, comentou Carvalho a jornalistas, após participar de reunião do Conselho das Cidades, em Brasília.

“A própria mídia tem de pensar sobre o que aconteceu no Brasil, refletir sobre os excessos que aconteceram (na cobertura das eleições). Ou ela se autorregulamenta, entende o que é a participação democrática na mídia, ou cada vez mais a sua credibilidade vai pelo ralo e nada pior para uma mídia quando ela entra em descrédito, se transforma em um panfleto eleitoral, como aconteceu com vários veículos. Quem perde com isso é a própria credibilidade da imprensa.”

O ministro não quis citar os nomes dos “vários veículos”, mas auxiliares da presidente Dilma Rousseff condenaram reportagem da última edição da revista Veja, que publicou declaração do doleiro Alberto Youssef afirmando que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento de um esquema de corrupção instalado na Petrobras. Durante o pronunciamento de Dilma no último domingo, logo após a confirmação do resultado das urnas, militantes do PT gritaram “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

“Cabe a eles (representantes da mídia) uma reflexão mais profunda se eles querem continuar nesse processo de ‘descredibilização’ progressiva que estamos vivendo ou se querem recuperar a credibilidade”, disse Carvalho.

“O que existe é uma vontade clara, manifesta pelo PT até agora, de que se faça, de fato, uma rediscussão da mídia. Eu penso que em relação à mídia, não temos – isso é uma opinião pessoal, minha – nenhuma atitude que mude de repente o cenário da mídia, ou que fira qualquer questão em relação à liberdade de imprensa. Isso é sagrado e terá de ser mantido. Eu prefiro devolver para a mídia a reflexão”, afirmou o ministro.

Substituição

Questionado sobre os desdobramentos da reforma ministerial, Carvalho afirmou que a única pessoa que pode falar sobre o tema é a própria presidente Dilma Rousseff. “Ela (Dilma) sabe que pode contar comigo onde ela necessitar. Sou servidor mais que de um governo, sou servidor de um projeto. Não sou eu nem a sugerir nem a demandar nada. Calma, gente. Ela tem de pensar primeiro no primeiro escalão, tudo agora é especulação.”

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, é cotado para substituir Carvalho na Secretaria-Geral.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Aécio diz que vai fiscalizar ações do governo Dilma

Publicado por Márcio Didier, em 29.10.2014 às 12:05

Depois de ser derrotado no segundo turno das eleições presidenciais do último domingo (26), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou um vídeo nas redes sociais dizendo que tem recebido centenas de milhares de manifestações de todo o Brasil, a maioria delas de enorme tristeza pela resultado das eleições, que deu à presidente Dilma Rousseff (PT) o segundo mandato consecutivo. E argumentou que disputou uma eleição desigual, “com o outro lado usando a máquina pública, a infâmia e a mentira.”

Depois das críticas, o tucano disse que aconteceu algo extraordinário neste pleito. “O Brasil acordando e as pessoas indo para as ruas para serem protagonistas da construção do seu próprio destino e esta é a maior força que temos hoje, a união para fiscalizar as ações deste governo e cobrar os resultados”, disse, emendando que os seus eleitores podem ficar tranquilos porque ele estará “vigilante e atento” para que cada compromisso de campanha de Dilma seja cumprido. “Senão, será denunciado”, reiterou.

No final, agradeceu os votos que recebeu e citou o falecido governador Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil” e o seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves: “Não vamos nos dispersar.” E disse que a força das urnas da oposição nesta campanha é a que vai fazer o Brasil mudar.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Mendonça destaca desempenho de Aécio

Publicado por Alex Ribeiro, em 28.10.2014 às 22:04

O deputado Mendonça Filho (DEM), exaltou nesta terça-feira (28) o desempenho do senador Aécio Neves (PSDB-MG) nas eleições presidenciais. O democrata lembrou que o senador enfrentou a máquina de governo e uma campanha que “muitas vezes pregou a mentira contra a trajetória política do candidato e a luta de classes”.

“Sul contra o Nordeste. De pobre contra o rico. Como se o País fosse dividido e ainda o colocou contra o seu Estado, Minas Gerais”, afirmou o parlamentar.

Mendonça também criticou uma nova constituinte para discutir a reforma política e, também, a política econômica do Governo Federal.

Confira o vídeo com as declarações de Mendonça Filho:







Aloysio: Dilma não tem ‘autoridade’ para pedir diálogo

Publicado por Alex Ribeiro, em 28.10.2014 às 20:12

Dois dias após o segundo turno, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ex-vice na chapa de Aécio Neves à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira que rejeita participar de qualquer acordo com a presidente Dilma Rousseff (PT). Para ele, Dilma não tem “autoridade moral” para propor um diálogo. Em inflamado discurso da tribuna do Senado, o tucano disse que Dilma não pode dizer que “não sabia o que estava acontecendo” dos ataques que ele e Aécio sofreram na internet de pessoas “a serviço do PT”.

“(Não se pode) transformar as redes sociais em um esgoto fedorento para destruir adversários. Foi isso que fizeram. Não diga a candidata Dilma que não sabia o que estava acontecendo. Todo mundo percebia as insinuações que fazia nos debates e os coros nos debates sociais, dizendo que o Aécio batia em mulheres era drogado. Quem faz isso não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas”, criticou o tucano. Aloysio Nunes disse também ter sido informado por familiares de que, nas redes sociais, o nome dele chegou a ser vinculado ao tráfico de drogas.

O tucano disse que pretende discutir reforma política, como defendeu Dilma no discurso da vitória no domingo (26), mas destacou que antes quer que sejam concluídas as investigações dos escândalos da Petrobras, para que não digam que há “corrupção na política porque faltam recursos de financiamento público para as campanhas”.

Aloysio Nunes afirmou que não dará trégua ao governo. Durante a discussão no plenário da Medida Provisória 650/2014, que trata da reestruturação da carreira da Polícia Federal, ele disse que a presidente “injuriou a corporação ao dizer que no tempo do Fernando Henrique todos os diretores da PF eram militantes do PSDB”. “E Vossa Excelência foi ministro da Justiça do PMDB. Como é possível exercitar a mentira com tanta desfaçatez”, disse Aloysio, referindo-se ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), titular da pasta no governo FHC.

O tucano disse que Dilma não cumpriu nenhuma das promessas para a PF e para a Polícia Rodoviária Federal. E concluiu o discurso, em duro tom: “Eu fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço do PT, de uma candidatura. Eu devo essa satisfação às minhas famílias, amigo e à nação. Não faço acordo. Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto”.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que “de nenhuma forma” o PT, como partido, ou Dilma teriam estimulado ou patrocinado qualquer tipo de agressão nas redes sociais. O petista disse que não se pode atribuir essa ação ao PT e exemplificou que, no dia da eleição, foi atribuído a petistas a suposta morte por envenenamento do doleiro Alberto Youssef, delator do esquema de corrupção na Petrobras, que foi internado em um hospital em Curitiba no final de semana.

“Não podemos aceitar a colocação do nobre senador Aloysio Nunes. O PT não tem nada, absolutamente nada tem a ver com isso. O que nós precisamos fazer é ter uma legislação que garanta à Polícia Federal, que, no momento em que mentiras, fatos e agressões sejam postadas em redes sociais, existam mecanismos legais para que sejam retiradas do ar o mais rapidamente possível”, disse. O líder do PT se solidarizou com Aloysio Nunes, a quem disse ser testemunha da “correção e da vida limpa”. A senadora Ana Amélia (PP-RS) e o presidente do Senado também saíram em defesa do tucano.

(Fonte: Estadão Conteudo)







TSE proclama resultado oficial das eleições presidenciais

Publicado por Branca Alves, em 28.10.2014 às 19:00

Agência Brasil (Brasília) – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, proclamou, na sessão plenária desta terça-feira (28), o resultado oficial das eleições para a Presidência da República.

A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, obteve 51,64% dos votos válidos e Aécio Neves, do PSDB, recebeu 48,36%.

Com a homologação do resultado, Dilma poderá ser diplomada pela Justiça Eleitoral.

A data ainda não foi definida pelo TSE, mas a diplomação tem de ocorrer até 19 de dezembro, prazo estipulado pela Lei Eleitoral.







PR se reúne para resolver impasse em Pernambuco

Publicado por Alex Ribeiro, em 28.10.2014 às 17:25

Atualizada às 19h20

Integrantes da Executiva Nacional do PR que se reuniriam nesta terça-feira, decidiram adiar para a amanhã, em Brasília, o encontro com membros da direção do partido de Pernambuco para resolver o impasse da presidência da sigla no Estado. O deputado Inocêncio Oliveira (PR) foi afastado do posto por ter declarado voto ao senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial. A legenda apoiou a presidente Dilma Rousseff (PT).

A ala ligada ao deputado Inocêncio promete uma desfiliação em massa caso o parlamentar não reassuma o posto. Quem assumiu no seu lugar foi o deputado Anderson Ferreira (PR). O curioso é que o parlamentar divulgou, na reta final da eleição, que também votaria em Aécio Neves.







“Eleitores nos colocaram na oposição”, diz Siqueira

Publicado por Márcio Didier, em 28.10.2014 às 15:57

Integrante da base aliada do governo até o último ano antes das disputa presidencial, o PSB se manterá na oposição no novo mandato da presidente Dilma Rousseff, reeleita no último domingo 26. Em entrevista, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que o partido deve permanecer na oposição. Com a sexta maior bancada da Câmara, com 34 deputados eleitos nesta eleição, o dirigente também descartou possibilidade de fusão com outras legendas.

“Nossa postura é de oposição porque temos que assumir as nossas responsabilidades. Nossas decisões foram adotadas no sentido de oposição e o candidato que apoiamos perdeu no segundo turno. É natural, os eleitores nos colocaram na oposição e assim vamos nos manter. Uma oposição de esquerda do diálogo”, ressaltou Siqueira.

Segundo ele, as conversas com o PPS, que se coligou na chapa presidencial, não avançaram no sentido de uma fusão ou incorporação dos partidos. “De fato o PSB foi convidado para conversar especialmente com PPS e outros partidos, mas isso não prosperou, isso está fora das possibilidades de trabalho”, afirmou. “A longo prazo nunca podemos dizer porque a dinâmica da política pode levar a isso num futuro. Mas no momento esse assunto está arquivado”, acrescentou.

O dirigente não descartou porém a possibilidade de formação de um bloco na Câmara do qual participariam além do PPS, PV e Solidariedade. Juntos, os quatro partidos contariam com 67 deputados e formariam a segunda maior bancada atrás apenas do PT que elegeu 70 parlamentares. Segundo Siqueira, da formação desse grupo, poderia, inclusive, sair um nome para disputar a presidência da Câmara na próxima legislatura, que se inicia em fevereiro de 2015.

“Nós ainda não temos uma definição, mas isso também pode acontecer. Assim como lançamos candidato contra o Renan Calheiros no Senado e o Henrique Eduardo Alves na Câmara. Esse bloco, se for criado, poderá tomar iniciativas similares”, afirmou. “Mas estou num processo de reuniões para ouvir a nova bancada eleita de deputados e senadores para que possamos aprofundar essa discussão. O que estou falando é o pensamento de um grupo da executiva”, acrescentou.

Embora busque a formação de uma bancada mais numerosa no Congresso, Carlos Siqueira considerou que partidos de oposição como o PSDB e DEM não deverão fazer parte do grupo. “O nosso partido sempre teve característica muito clara e nítida de centro esquerda e, ao fazer uma coligação eventual com o PSDB (no segundo turno da disputa presidencial), não alienou o seu ideal e o seu programa. Por conseguinte, o nosso tipo de oposição, seguramente, será bem diferente de partidos como o PSDB e o DEM. De maneira que nós, como partido de esquerda, vamos primar pelas questões sociais e projetos de natureza mais à esquerda”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)







Oposição quer ir às ruas dialogar com eleitores

Publicado por Branca Alves, em 28.10.2014 às 11:06

Os partidos que apoiaram o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República começam a se articular para mais quatro anos na oposição. Haveria um consenso de que a divisão do País na eleição presidencial não vai se reproduzir no Legislativo, onde a presidente Dilma Rousseff (PT) vai continuar com maioria.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), acredita que o maior desafio do grupo é não limitar a oposição aos corredores do Congresso. “Precisamos ir às ruas e dialogar com o eleitorado que votou na mudança”, diz. As informações são da coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Ainda segundo a publicação, os oposicionistas argumentam que é preciso manter o tom das críticas a Dilma após o período eleitoral. E apesar da desvantagem numérica, a oposição promete voltar a dar dor de cabeça ao governo no Senado.

A coluna traz ainda que os adversários do PT enxergam um problema motivacional pela frente. É que a partir de 2015, o ex-presidente Lula (PT) deve liderar com folga todas as pesquisas para a eleição de 2018.