Eleições 2014

Marília participa de primeiro ato público com Armando

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 19:15

Marília e Armando Monteiro visitaram o ex-prefeito do município Chiquinho (Foto: Divulgação)

Cerca de duas semanas após ter anunciado apoio à chapa do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao Governo do Estado, a vereadora do Recife Marília Arraes (PSB) participou, nesta terça-feira (29), em Palmares, do seu primeiro ato público na campanha do petebista, que faz parte da coligação Pernambuco Vai Mais Longe. A agenda foi iniciada com uma visita à casa de Chiquinho, ex-prefeito do município e liderança na Mata Sul.

O encontro contou com a presença do presidente da Câmara dos Vereadores de Palmares, Luciano Júnior; da prefeita de Gameleira, Yeda Oliveira; do prefeito de Água Preta, Armando Souto; do prefeito de Nazaré da Mata, Nado; da ex-prefeita de Gameleira, Maria José dos Santos; do ex-prefeito de Ribeirão, Clóvis Paiva; e dos vereadores de Palmares Wilson Fotografia, Paulette e Toinho Enfermeiro. O candidato a vice-governador, o deputado federal Paulo Rubem (PDT), também participou da agenda.

Na sequência, o grupo seguiu para as ruas do centro da cidade. Armando cumprimentou a todos e discursou na escadaria da Praça Paulo Paranhos. Na ocasião, ele agradeceu a presença de todos e destacou a força e a solidariedade recebidas pela vereadora Marília Arraes.

O petebista também falou sobre o seu compromisso com a Mata Sul. “O nosso Estado tem uma dívida com a Mata Sul e vamos soerguer essa área, atraindo fábricas para gerar empregos e terminando a reconstrução concluindo os colégios que a cheia de 2010 acabou e as casas que Dilma (Rousseff) enviou verba do Minha Casa, Minha Vida”, declarou.

Marília Arraes disse ter ficado muito feliz com o fato da sua primeira agenda pública na campanha ter sido no município. “Percorri lugares por onde passei toda a minha vida. Fomos muito bem recebidos por amigos como o ex-prefeito de Palmares, Chiquinho, e o presidente da Câmara dos Vereadores, Luciano Júnior. Isso, para mim, mostra que estamos no caminho certo e que Pernambuco Vai Mais Longe”, disse.







Armando Monteiro participa de Fórum de Propaganda

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 18:15

O candidato ao Governo do Estado pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando Monteiro Neto (PTB), participa nesta quarta-feira (30), às 9h, do Fórum de Propaganda, no auditório da TGI. O evento recebe desde 2008 os candidatos à prefeitura e a governador. A abertura será feita pelo consultor empresarial Francisco Cunha.

Armando Monteiro Neto estipulou novas diretrizes para a sua campanha, buscando que ela seja mais limpa. O petebista, inclusive, propôs ao seu principal concorrente, o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), em carta aberta, diminuir a poluição visual e a ocupação desordenada durante o período eleitoral.

Carros de som circularão apenas entre 8h e 18h nos dias de semana e das 10h às 17h nos sábados e domingos. Pela lei eleitoral, esse tipo de publicidade é permitido das 7h às 22h. Já no quesito mobilidade, saem os cavaletes e entram os “pirulitos.

Na última eleição para a Prefeitura do Recife, por exemplo, o Fórum recebeu os candidatos mais bem colocados nas pesquisas – plano que está sendo seguido também este ano. A apresentação do petebista é só a primeira de uma série de debates.

Site – O site do Senado Federal vinha publicando uma informação dando conta de que o petebista estaria de licença de saúde. No entanto, Armando tirou licença de 120 dias para se dedicar à campanha eleitoral em Pernambuco. Esse período se iniciou em 18 de julho e termina em 14 de novembro, conforme o requerimento de número 686 de 2014.

O Senado registrou em seu site um requerimento anterior, com pedido de licença de um dia apenas, 17 de julho, para que o senador pudesse fazer exames de rotina. A informação já foi corrigida pela Casa legislativa.







Troca de farpas marca debate ao Senado

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 16:00

Debate foi promovido pelo Clube de Engenharia de Pernambuco e pela Associação de Empresas de Planejamento e Consultoria Empresarial do Nordeste (Foto: Rafael Medeiros/Divulgação)

Enquanto o candidato a senador pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, deputado federal João Paulo (PT), considerou produtivo o debate desta terça-feira (29), seu principal opositor, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), da Frente Popular, avaliou que sua participação do evento foi vitoriosa. O debate foi promovido pelo Clube de Engenharia de Pernambuco e pela Associação de Empresas de Planejamento e Consultoria Empresarial do Nordeste (Assemp), num hotel na Ilha do Leite.

O confronto foi mediado pelo vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, Chico Carlos, e contou, ainda, com a presença da candidata ao Senado pelo PSOL, Albanise Pires.

Casa postulante teve 20 minutos para fazer suas apresentações, definidas por sorteio. João Paulo foi o primeiro a se apresentar ao público e disse que sua candidatura “é fruto de um projeto iniciado há 44 anos de luta política”. “Faço parte de um projeto que garantiu uma revolução social no Brasil; primeiro, com Lula e depois com Dilma”, acrescentou o petista.

No debate, foram tratados diversos assuntos, como reforma tributária, papel de senador, gestão do PT na Prefeitura do Recife e as parcerias entre os governos Federal e estadual.

Na ocasião, João Paulo ressaltou que, quando esteve à frente da PCR, defendeu uma política fiscal para administração do município e que, como deputado, vem fazendo o mesmo desde o início da atual legislatura. “A reforma tributária só não aconteceu ainda porque estados que concentram mais riquezas não deixam”, declarou.

O ex-ministro Fernando Bezerra Coelho foi o segundo a falar. “Me apresento como representante da Frente Popular, que tem história de Pelópidas Silveira e Miguel Arraes. Nos últimos sete anos tivemos Eduardo Campos como governador e Pernambuco pôde avançar muito em todas as áreas. Mas sabemos que podemos ir além e por isto fui convocado para esta disputa”, afirmou.

Bezerra Coelho recebeu cerca de 20 perguntas do público, número semelhante ao de João Paulo. Já Albanise Pires foi questionada por 10 pessoas.

Ele foi perguntado em temas como a atuação no Ministério da Integração Nacional, a candidatura própria de Eduardo Campos, colocação de cisternas e educação. As respostas foram separadas em blocos de acordo com cada assunto.

“Defendemos a candidatura de Eduardo Campos porque o Brasil precisa fechar um ciclo, quebrar a polarização que existia. Eduardo é o mais preparado para liderar o País nesta nova etapa”, disse.

João Paulo, por sua vez, foi questionado sobre os 12 anos do PT à frente da Prefeitura do Recife, de João da Costa (PT), seu sucessor, assim como sobre a Finatec – Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, ligada à Universidade de Brasília (UNB), para serviço de consultoria de gestão. Sobre João da Costa, o postulante ao Senado disse que ele era o candidato mais competitivo.

Ao final, cada participante teve direito a cinco minutos. O candidato petista destacou que política não se faz apenas na campanha eleitoral. “Campanhas políticas são muito tensas, mas o período eleitoral passa e precisamos de diálogo permanente”, ressaltou.

Bezerra Coelho fechou o debate e fez um comparativo entre a gestão petista e o primeiro ano do governo Geraldo Julio (PSB) no Recife. “Em 2013, Geraldo já investiu 529 milhões, mais que João Paulo nos primeiros quatro anos, que investiu 474 milhões. Em 12 anos deixaram apenas 35% do Recife saneado. Entreguei Petrolina, em 2007, com 85%. Isto mostra que a principal diferença entre nós é a capacidade de realizar, de tirar as ações do papel”, finalizou.







Dilma Bolada de volta às redes sociais

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 14:10

Perfil tem quase 1,5 milhão de curtidas no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)

Por Marina Didier
Do FolhaPE

Após declarações na semana passada sobre a suspensão da conta fictícia de Dilma Bolada, Jeferson Monteiro reativou, nesta terça-feira (29), a página no Facebook. A conta havia sido desativada pois o publicitário acreditava que durante o período eleitoral o perfil poderia ser desvirtuado em prol de correntes políticas. A página possui cerca de 1,5 milhões de curtidas, comparado ao perfil político Dilma Rousseff, controlado pelos seus assessores, tem apenas 830 mil curtidas.

Na postagem, a personagem retoma o bom humor desejando um bom dia e afirmando que está retornando depois de suas curtas férias, Dilma Bolada conclui enfatizando que não abandona seu povo nem nas redes sociais.

Em fevereiro, Jeferson disse que a personagem foi amadurecendo cada vez mais com relação a variedades e se distanciando de questões políticas. Ele fez referência a utilização da imagem de Dilma Bolada para fins de campanha eleitoral. Nos últimos meses, partidos políticos procuraram Jeferson para negociar o uso da marca criada por ele, Dilma Bolada. A iniciativa gerou uma série de comentários polêmicos sobre como o perfil não estaria à venda.

Jeferson não explicou claramente o porquê da suspensão ou do retorno, mas avisa através da personagem que voltou “melhor que nunca” para reinar nas redes sociais.







Candidatos possuem R$ 5,2 mi em moeda estrangeira

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 13:40

Do Contas Abertas

Em meio as polêmicas que abrangem a política financeira do país, a moeda nacional nem sempre parece ser uma boa opção. Pelo menos, é o que os 118 candidatos que concorrem a estas eleições indicam com a prática de guardar moeda estrangeira. Juntos, eles possuem o equivalente a R$ 5,2 milhões em euros e dólares.

Dessa quantia, R$ 389 mil estão nas mãos de Pedro Serafim (PDT), médico ginecologista de Campinas (SP), já prefeito da cidade de dezembro de 2011 a abril de 2012. Na relação de bens do candidato a deputado federal por São Paulo, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não está especificado o tipo da moeda. O candidato declarou bens equivalente a R$ 6,7 milhões.

O segundo lugar do candidato mais afortunado quanto à posse de moeda estrangeira está dividido entre dois concorrentes. O cantor e aspirante à reeleição a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Mano Changes (PP), também sem especificar a qual país o dinheiro se refere, possui o equivalente a R$ 300 mil em moeda estrangeira. Ao todo, o candidato declarou bens de R$ 1,7 milhões.

No mesmo posto, Chico Machado (PMDB) também declarou o correspondente a R$ 300 mil. O candidato, que até então era vereador de Macaé (RJ) e agora concorre a um cargo de deputado estadual pelo Rio de Janeiro, declarou bens de R$ 3,8 milhões ao TSE.

Em seguida, com R$ 278,9 mil em moeda estrangeira, o candidato a deputado federal por São Paulo, Abdo Mazloum (PDT). A verba, que especificou como sendo reservada “para emergências”, representa 66,4% de todos os seus bens, o equivalente a R$ 419,8 mil.

O quinto dos mais preparados para compras internacionais possui R$ 264 mil em euros. Wagney Machado disputa uma cadeira na Câmara de Deputados de Minas Gerais. Para concorrer, declarou ao TSE posses que correspondem a R$ 694 mil, ou seja, cerca de 38% de seus bens é papel, dinheiro europeu.

Os dados levantados pelo Contas Abertas foram atualizados pelo TSE até o dia 22 de julho. Conforme explicação do órgão, as informações serão atualizadas constantemente até 20 dias antes das eleições.







Aumenta em 7 milhões número de eleitores brasileiros

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 13:00

A Região Sudeste concentra o maior número de pessoas aptas a votar, 62.042.794 (43,44%), seguida do Nordeste, 38.269.533 (26,80%)

Agência Brasil (Brasília) – O eleitorado brasileiro cresceu 5,17% nos últimos quatro anos, saltando de 135.804.433 votantes, em 2010, para 142.822.046 eleitores, divulgou nesta terça-feira (29) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Região Sudeste concentra o maior número de pessoas aptas a votar, 62.042.794 (43,44%), seguida do Nordeste, 38.269.533 (26,80%), Sul, 21.117.307 (14,79%), Norte, 10.801.178 (7,57) e Centro-Oeste, 10.238.058 (7,17).

Com 898 eleitores, a cidade de Araguainha (MT) é o menor colégio eleitoral do país, de acordo com TSE. Já São Paulo, com 8.782.406 eleitores, é o maior colégio eleitoral municipal. No pleito de 2014, os eleitores residentes no exterior somam 354.184, 0,25% do total do país. Em relação à disputa de 2010, houve um crescimento expressivo, de 76,75% do total de votantes fora do Brasil. Esses eleitores estão em 118 países – quase a metade, nos Estados Unidos.

Para o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, o crescimento de votantes fora do Brasil cresceu devido à maior divulgação e à abertura de consulados brasileiros. “Penso que houve maior divulgação dessa possiblidade de voto no exterior e um aprimoramento da relação com o Itamaraty, facilitando e ampliado o acesso de brasileiros no exterior aos nossos consulados. Também houve um incremento grande do número de consulados nos países com que o Brasil tem relações diplomáticas.”

Segundo o TSE, a maioria do eleitorado brasileiro é formada por mulheres, com 74.459,424 (52,13%), enquanto os homens somam 68.247,598 (47,79%). Em 2010, as mulheres eram 70.252.943 (51.82%) e os homens, 65.282,009 (48,07%).







Futuro governador desafio de melhorar indicadores

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 11:39

Agência Brasil (Brasília) – Aumentar o tempo total de estudo da população, a renda familiar média e o acesso a serviços de saneamento básico e saúde são alguns dos desafios que o vencedor da disputa eleitoral pelo governo de Pernambuco terá que enfrentar.

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado, que é cerca de R$ 125 bilhões, vem crescendo acima da média brasileira. No entanto, os indicadores sociais reunidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 1,7 milhão de famílias pernambucanas têm renda per capita de até meio salário mínimo por mês e estão inscritas no Cadastro Único de programas sociais do governo federal. Dessas, 1,1 milhão recebem o Bolsa Família para complementar a renda, um indicativo de que ainda precisam de ajuda governamental para não viver na miséria.

No que se refere à educação e trabalho, somente 10% dos jovens entre 15 e 29 anos estudam e trabalham; 39,9% deles só trabalham e 26,9% não estudam nem trabalham. Os números ajudam a explicar o alto índice de analfabetismo no estado: 20% das pessoas com 25 anos ou mais não têm instrução ou estudaram menos de um ano. Apenas 22,4% das pessoas a partir dessa idade estudaram 11 anos, tempo suficiente para concluírem o ensino médio; e 8,1% estudaram 15 anos, o suficiente para concluir o ensino superior.

Na saúde, o desafio do próximo governador de Pernambuco será fazer investimentos que se reflitam no aumento da expectativa de vida da população. Entre os homens, a esperança de vida ao nascer é 67,9 anos, enquanto a média brasileira é 71 anos. Entre as mulheres, a expectativa é 76,3 anos, ante a média nacional de 78,3 anos.

Ampliar o saneamento básico também está entre os desafios do vencedor das eleições de outubro no estado. Entre os domicílios urbanos pernambucanos que têm renda per capita familiar de até meio salário mínimo, 50% não têm acesso a saneamento adequado. Dos 185 municípios do estado, 22 não têm nenhum tipo de rede coletora de esgoto.

Em outubro, seis candidatos disputarão o comando do Poder Executivo estadual. O empresário e senador Armando Monteiro (PTB) concorrerá ao governo pela primeira vez. Ele é o cabeça de chapa da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, formada por PTB, PT, PSC, PDT, PRB, PTdoB. Terá como vice Paulo Rubem Santiago Ferreira. Antes de ser senador, Monteiro foi deputado federal.

Jair Pedro (PSTU) disputa pela segunda vez o governo de Pernambuco. Sem coligação com outros partidos, ele terá como vice Kátia Maria da Silva Telles. Jair Pedro é do Recife e já foi candidato à prefeitura da capital em 2012 e à vice-prefeito em 2008.

Assim como ele, José Carlos Pantaleão da Silva (PCO) está se candidatando sem coligação. Servidor público, ele já foi candidato a vereador do Recife em 2008. A chapa do PCO tem Silvio Santos Pereira Lima como candidato a vice.

José Gomes (PSOL) assume a liderança da coligação Mobilização por Poder Popular, formada pelo PSOL e o PMN. A candidata a vice-governadora é Viviane Nascimento. Gomes já foi candidato a vice-prefeito em 2008 e a deputado federal em 2006.

O servidor público Miguel Anacleto (PCB) também será candidato sem coligação. Ele não participou das últimas eleições e terá como vice Délio Mendes Filho.

Paulo Câmara (PSB) será o candidato da maior coligação para o governo de Pernambuco. A aliança Frente Popular de Pernambuco é formada por PMDB, PCdoB, PSB, PTC, PRP, PV, PTN, PR, PSD, PPS, PSDB, SD, PPL, DEM, PHS, PSDC, PROS, PP, PEN, PRTB, PSL, além de seu partido, o PSB. Terá como vice Raul Jean Júnior.







Jair Pedro dá aval aos grevistas

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 10:50

Por Tauan Saturnino
Especial para a Folha

O candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSTU, Jair Pedro, participou ontem das manifestações de apoio à greve dos rodoviários do Consórcio Grande Recife. Ele circulou em locais de grande concentração de grevistas na Capital, como o Terminal Integrado da Macaxeira e o Parque 13 de Maio. O candidato do PSTU irá ajustar sua agenda, durante a semana, às movimentações decorrentes do movimento paredista.

Jair Pedro não poupou críticas aos empresários do setor de transporte público e disse que a culpa pela greve e ineficiência do serviço recai diretamente sobre eles. “Atualmente, existem apenas três mil ônibus circulando pela Região Metropolitana. Como em três meses o ônibus se paga, seria possível ter uma frota maior. Já o valor do tíquete-refeição não garante uma alimentação digna ao trabalhador. Devemos lembrar que apenas umas cinco famílias controlam todo o transporte no Estado, isso inclui o governador João Lyra (PSB) que é dono de uma empresa de ônibus”, afirmou.

O candidato disse que a proposta de “liberar a catraca”, fazendo com que os passageiros não pagassem pelo transporte nos dias de greve, ao invés de diminuir a circulação de ônibus, foi colocada na mesa de negociação junto ao Ministério do Trabalho e rejeitada pelo empresariado. Para Jair Pedro, o ideal seria a estatização completa do transporte público, mas antes deveria ser implantado o passe livre para estudantes e desempregados.







Prefeito vê “teatrinho” em denúncia

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2014 às 10:20

Por Mirella Araújo
Da Folha de Pernambuco

Desde que assumiu a missão de coordenar a campanha do candidato ao Governo do Estado pelo PSB, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), não mede palavras para rebater os adversários neste pleito. De acordo com o gestor, a iniciativa do deputado federal José Augusto Maia (PROS) em revelar que teria recebido proposta financeira para apoiar a chapa da Frente Popular, não passou de um “teatrinho liderado pelo candidato da oposição Armando Monteiro Neto (PTB), que é cercado de pessoas do quilate de José Augusto”.

Questionado sobre a ação que o petebista move no Ministério Público Eleitoral (MPE) para que o caso seja investigado, Geraldo afirmou que é tudo combinado na oposição. “Um dia sai uma denúncia, no outro dia já saem umas açõezinhas, todas combinadas. Mas não vamos fazer campanha suja, estamos aqui para fazer campanha limpa, olhando para o futuro de Pernambuco”, declarou o prefeito, durante entrevista à Rádio JCNews.

RESPOSTA
O candidato a vice-governador pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Paulo Rubem (PDT), reagiu, afirmando que o prefeito do Recife está tentando desviar o foco para o caso ao tentar desqualificar o deputado José Augusto Maia. “Geraldo precisa resolver isso logo e cuidar dos problemas do Recife. Ele anda envolvido demais com a campanha eleitoral, enquanto a Cidade enfrenta gravíssimos problemas na Educação, na Saúde e na mobilidade urbana. A população do Recife ainda está esperando dele as soluções para estes problemas”, ressaltou.







“Se o prefeito insistir (nos ataques), vou adotar as medidas cabíveis”

Publicado por Márcio Didier, em 29.07.2014 às 03:50

(Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco)

Com o clima da campanha esquentando, o candidato da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando monteiro Neto (PTB), ameaçou ontem “tomar as medidas cabíveis” contra o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que insinuou que o petebista estaria por trás da denúncia do deputado José Augusto Maia de que teria recebido uma oferta financeira para apoiar Paulo Câmara (PSB). Durante o debate promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na noite dessa segunda-feira (28), Armando disse ter orgulho da sua origem empresarial, condenou o “discurso enviesado” do adversário, ao tacharem de “mau patrão”, e disse estar disposto a participar de um debate com Paulo Câmara durante uma reunião do Lide. Veja os principais pontos da entrevista:

Origem
“Quero dizer que me honro muito da minha origem empresarial, e da experiência que tive do setor privado. Me sinto muito bem por ter ingressado na vida pública já maduro. Porque entrar na vida pública com uma compreensão adequada dos problemas da chamada economia real, de ter vivenciado esses problemas, na escala da visão empresarial é algo que representou pra mim um grande enriquecimento. E é por essa experiência que eu tenho orientado a minha atuação no Congresso Nacional. A experiência do setor empresarial me deu a compreensão de que o Estado não gera recurso, o Estado redistribui recursos.“

Visão estreita
“Principalmente no período eleitoral, alguns trazem uma visão enviesada de que existe algo que favorece as empresas e que se contrapõe aos interesses dos trabalhadores. Essa é uma visão estreita. Uma visão equivocadamente maniqueísta. O interesse do País e o interesse dos trabalhadores se idealiza na exata medida em que possamos construir uma sociedade mais próspera e mais dinâmica. Não existe essa visão de que ou se serve a um lado ou se serve a outro lado. Essa é uma visão equivocada.”

Educação
“Pernambuco vive com indicadores na educação que são constrangedores. Temos ainda uma parcela expressiva de jovens fora da escola. Mantendo níveis de evasão e repetência que se traduz naquela distorção entre idade e série. Temos um desempenho no Ideb que nos coloca em uma situação ruim tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais no ensino fundamental e no ensino médio. Pernambuco oscila no ranking nacional entre a 18ª posição e a 22ª e, no ensino médio, na 16ª. Temos uma taxa de analfabetismo na faixa de 15 anos de quase 20%. Isso representa quase o dobro da média nacional. Como poder fazer um novo padrão de desenvolvimento estruturalmente sustentável se Pernambuco não for capaz de dar uma grande virada na Educação nos próximos 10 anos? Podemos, entre outras coisas, estimular os municípios a investir na educação a partir de incentivos, através da cota parte do ICMS. Temos que investir no magistério. Não apenas oferecendo um plano de cargos e carreira. Aí temos que reconhecer que os professores são mal remunerados. Mas temos que criar centros de educação continuada em que você possa capacitar professores e formadores de professores. Temos que fazer um reconhecimento ao governador Cid Gomes, que tem um olhar sobre a educação a partir da sua visão municipal, de quando foi prefeito de Sobral e desenvolveu experiências que ele pôde ampliar quando chegou ao Governo.”

Infraestrutura
“Temos um gargalo no Estado que é a questão da infraestrutura. O Estado não tem capacidade de investimento. Veja a questão do Arco Metropolitano, que é muito importante, mas cujo o projeto vai se aproximar de R$ 2 bilhões. Temos a imensa necessidade de requalificar a malha rodoviária de Pernambuco. Que é uma malha de má qualidade. A requalificação dessa malha envolve um esforço financeiro muito grande para Pernambuco. Por outro lado, é preciso fazer alguns investimentos urgentes. A requalificação da BR-232 no trecho existente. Assistimos por um longo tempo uma pendência que se arrasta e que não foi resolvida até hoje. O fato é que essa via que é muito importante está se deteriorando. E nós temos o desafio de levar a 232 pelo menos até Arcoverde. Temos que requalificar a 423, no sentido São Caetano-Garanhuns. Temos que terminar a 104, que se arrasta há muito tempo. Temos que apostar em médio prazo na conclusão de hidrovias. Temos que integrar todos os modais.”

Compra de apoio
“Com relação a essa gravíssima acusação, que foi feita por um deputado federal (José Augusto Maia, que denunciou ter recebido uma proposta financeira em troca do apoio ao PSB), na tribuna da Câmara, e a nossa atitude da nossa coligação foi a divulgação de uma nota que expressou logo no primeiro momento, que pedia que os órgãos de fiscalização apurassem essa questão. É algo da maior gravidade e que, a meu ver, macula o processo inteiro. Portanto, digo que é algo que tem que ser apurado imediatamente. Estamos atentos ao uso da máquina. Há sempre excessos que podem ser evidenciados. Acho que a instrumentalização nessa questão eleitoral é algo muito negativo para o processo político. Mas vamos ficar vigilantes. Mas nessa questão o que conta mesmo é o controle da sociedade.”

Campanha suja
“Veja como é essa coisa da política. Tem pessoas que chegam a determinas funções e não têm a dimensão do seu papel. Aí entram nesse jogo menor da campanha política. Estive no palanque de Geraldo Julio em 2012, e ele se dizia muito honrado em ter o meu apoio. Muito honrado. Eu tenho manifestações muito generosas de Geraldo Julio a minha figura pública, a minha postura como homem público. Ora, se isso é teatro… o autor das declarações assinou o que disse. E eu não emiti nenhum juízo de valor. Pedi apenas que houvesse a investigação dos fatos. Coisa que agora temos a obrigação de cobrar. Agora, se o prefeito insistir nessa tese, de querer me atribuir responsabilidade nesse processo, eu vou também adotar as medidas cabíveis.”

Aliança com o PT
“Não acho que a incompetência more em partido A ou B. Diversas mazelas que estão no ambiente político. Então não é algo que se localiza em partidos. É algo que se localiza frequentemente em pessoas e em práticas, que devem ser de alguma maneira repudiadas pela sociedade. O clientelismo, o patrimonialismo e a corrupção não nasceram em determinado período ou governo. Acho que lula teve a coragem de manter os pilares da política macroeconômica, inclusive contra setores do próprio partido. Manteve um longo ciclo de alta nas taxas de juros para não comprometer a estabilidade macroeconômica do País. E o Brasil cresceu. Então, não há essa visão que os problemas moram num partido. É uma visão preconceituosa. Acho que os problemas se dão no exercício do poder. Mas temos em outros partidos maus exemplos. Existem situações e situações. Existem bons quadros também no Partido dos Trabalhadores que podem representar o interesse do País. Agora, há uma coisa que me preocupa no País. Quando o partido muda de campo, mudam de visão.”

Fator Previdenciário
“Há uma coisa que me preocupa no País. Quando o partido muda de campo, mudam de visão. Veja o exemplo do Fator Previdenciário. Ele foi criado durante o governo de Fernando Henrique para evitar que as contas da previdência se desequilibrasse. Hoje, o partido do presidente Fernando Henrique e outros de oposição defendem o fim desse fator, por conta apenas do jogo político. E nós precisamos de partido mais programático. E não que mudam de discurso ao sabor das circunstâncias.”

Imagem
“Às vezes eu tenho razões para rir, às vezes não tenho. Agora, a pessoa vai sempre me encontrar da mesma forma. Agora, tem gente que faz um papel quando disputa a eleição. Tem uma história de um político pernambucano, que não vou dizer o nome, que encontrava com a vizinha sempre no elevador, mas nunca falava com ela. Quando disputou uma eleição importante, ele entrou e não falou. E ganhou o voto, pois a pessoa disse que ele era coerente. Eu quero ser jovem compreendendo as mudanças. Valorizo muitos os meus 60 anos. Me deixaram cicatrizes, marcas. Mas que ao mesmo tempo me fizeram aprender muito. Não vou fazer papel de jovem. Mas serei jovem no debate das questões de Pernambuco.”

Movimentos populares
“Sobre o episódio do Cais Estelita, sempre tive posições. Tenho a dizer que é preciso todo o tempo para a discussão, sobretudo num projeto de impacto para a cidade, de conveniência urbana. Mas a partir do momento que se decide, é preciso dar segurança jurídica. Não é aceitável que se possa reabrir, reabrir e reabrir o processo. Fico impressionado que são exatamente as conveniências eleitorais que fazem as pessoas mudarem os discursos. Montam o discurso ao sabor da conveniência eleitoral.”

Discurso
“Nunca vi um discurso tão preconceituoso com o setor empresarial. Me chamaram de patrão, depois de mau patrão, depois de rico. E eles nem estão mal informados em relação ao meu patrimônio. É um reacender do preconceito. Aí eu pergunto, quando o empresário tá do seu lado no palanque é um empresário progressista, como já me chamaram. Aí, quando está do outro lado vira patrão, mau patrão… Reacender preconceitos, trazer para o debate público a velha luta de classes, querendo opor as pessoas pela sua origem social. Veja que lição Lula deu ao Brasil. Ele chamou para ser vice um dos maiores empresários do País E eu sou testemunha que ele desenvolveu uma relação tão fraterna que nada Lula fazia sem ouvir José Alencar. Esse discurso oportunista, que recorre a velhos rótulos, isso não pega. O povo não é bobo. O povo sabe distinguir essas coisas.”

Relação com Eduardo Campos
“Primeiro estávamos integrados à mesma frente. E essa frente tem uma história. Estive com Lula em 2002, na reeleição de Lula em 2006. Apoiei o PT no primeiro turno, mas no segundo turno estava com Eduardo Campos. E em 2010 estávamos todos no mesmo palanque, juntos. Em 2012, eu entendi que naquela circunstância uma solução fora daquilo que estava desenhado figurava melhor. Essa frente não se dissolveu ali. A frente se dissolveu quando Eduardo se lançou candidato. Lançou uma candidatura assumindo todos os riscos da sua decisão. Vocês jamais vão me ver descontruindo o governo de Eduardo, porque eu participei o governo, eu ajudei o governo. Quem apresentou o governador a algumas ferramentas de gestão fui eu. Quero dizer que o governador assimilou muito bem essas ferramentas, que é um mérito dele. Mas não vou desqualificar o governo que participei. O pernambucano ficou mais exigente com o governo. Se já tivemos mais, não vamos nos conformar com menos. O processo eleitoral serve para isso.”

Saúde
“Tenho uma preocupação com essas propostas que se materializam em prédios (em relação à proposta de Paulo Câmara de construir três novos hospitais). É algo reducionista tratar a sua proposta com prédios. Acho que nosso compromisso primeiro é melhorar a atenção básica na área de saúde. E aproveitar a rede hospitalar existente, fazendo ela atuar de forma mais integrada, em rede. E talvez, sim, fazer alguns investimentos em algumas áreas que são essenciais. Há um problema novo no País, no setor de traumatologia. Há uma epidemia com esses acidentes de moto. Essa fazendo uma demanda adicional. Então, em algumas áreas, numa questão especializada, é possível fazer uma intervenção. A questão das UPAs. É um bom projeto essas UPAs Especialidades, mas falta médico. Então, saúde não se faz só com equipamento, mas com o investimento em pessoal, na gestão e trabalhando em rede.”

Impugnação “laranja”
“Um cidadão entrou no TRE (pedindo a cassação de Armando e de João Paulo), e aí eu chamei de “operação desastrada”, duplamente desastrada. Primeiro porque o objeto em si não há razão de impugnação. Segundo, que a operação foi tão mal orientada que eles perderam o prazo, entraram fora do prazo. Eu cheguei a dizer que me pareceu uma ação estranha. Não tenho conhecimento da área cítrica (quando indagado se o advogado que entrou com a ação seria um laranja).”

Inovação e tecnologia
“A área de TI (tecnologia da informação) é fundamental pois ela é transversal. Tem um efeito sobre a produtividade do sistema. E Pernambuco tem uma infraestrutura de conhecimento e suporte. Por isso, esse caso do Porto Digital, esse cluster da área de TI é estratégica teve esse desenvolvimento fantástico. Área de TI é estratégica. Temos a área de expansão da banda larga, de criar telecentros no interior. Em suma há uma série de questões importantes nessa área. Se não tivermos um ambiente inovador, não teremos uma indústria competitiva.”

Desmobilização em Suape
“É um problema gravíssimo. Só na refinaria tivemos no pique da obra 45 mil pessoas trabalhando. É uma cidade de médio porte e todas as pessoas trabalhavam na obra. Se tivéssemos um ambiente de maior racionalidade, o mais correto seria trabalhar a expansão da refinaria. Seria mais barato do que fazer uma premium no Ceará ou no Maranhão. Agora você pergunta se politicamente é possível. É complicado. É um desafio grande fazer o reaproveitamento desse contingente.”

Usinas
“É um dos problemas mais sérios de Pernambuco é a situação da Zona da Mata. Ela tem os piores indicadores socioeconômico. E o pior agora é o grande desemprego provocado pelo fechamento de várias unidades produtoras de açúcar. E em função, aí sim, tenho que reconhecer, dos equívocos da política do governo federal. A compressão do preço da gasolina, que prejudicou fortemente o etanol, que é atrelado ao preço da gasolina. E o Governo para compensar a Petrobras, pela inexistência de uma política realista para o preço da gasolina, terminou tirando a Cide, que era um espaço de proteção do etanol. Resultado, as usinas estão tendo dificuldades no Brasil inteiro. Mesmo nas áreas mais produtivas, unidades fecharam. Então o quadro é grave. A solução tem que se dar em dois níveis: mudança na política do Governo Federal, acabando com essa compressão no preço dos combustíveis e a criação de um subsídio social para a plantação de cana no Nordeste.”

Relação com Paulo Câmara
“Tenho Paulo (Câmara) na conta de uma pessoa educada (os dois não se cumprimentaram durante evento em Serrita, no domingo). Ele tem que ter cuidado para não virar um candidato franquia, que você dá o ritmo e ele desempenha aquele papel. Há uma diferença entre representar e apresentar. Se a Lide quiser fazer um debate presencial, eu estou à disposição e o tratarei com maior respeito.”







TRE vai uniformizar atuação na propaganda

Publicado por Márcio Didier, em 29.07.2014 às 00:29

AMANDA SEABRA
Folha de Pernambuco

A linha mais liberal adotada pelos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para julgar os recursos de representações sobre propaganda de rua, na semana passada, já está refletindo no trabalho da Comissão de Propaganda do Recife, que vinha atuando de forma rigorosa. A equipe não fez mais nenhuma apreensão de material irregular desde a última quinta-feira e devolveu tudo que havia recolhido até então, segundo informações da própria comissão.

O claro desencontro de entendimentos e interpretações da lei entre a Comissão de Propaganda e os desembargadores do TRE deverão ser sanados nos próximos dias. Segundo informações de bastidores, existe a previsão, ainda para esta semana, de uma reunião entre as duas instâncias com objetivo de aparar as arestas e uniformizar a atuação.

O juiz eleitoral, Alexandre Pimentel, que coordena o grupo, causou polêmica ao publicar uma nota explicativa, início da semana passada, descrevendo os critérios que iriam guiar a atuação da comissão nas ruas do Recife. A coordenação jurídica do candidato ao governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), imediatamente se manifestou contra a medida, uma vez que foi o socialista foi o mais atingido pelas restrições. Contudo, o pleno do TRE, com as decisões da semana passada, acabou indo de encontro com os critérios do juiz eleitoral, o que acabou desacelerando o trabalho da comissão e já está mudando a sua atuação.

De acordo com a nota explicativa de Pimentel, nas calçadas da cidade seria preciso resguardar um espaço mínimo de 90 centímetros para a circulação de pedestres, o que inviabilizaria, por exemplo, a colocação de material nos canteiros centrais que dividem a Avenida Agamenon Magalhães. Porém, uma das representações julgadas pelo TRE, tratava de propaganda exatamente nestes locais e os desembargadores entenderam que tais canteiro não podiam ser considerados calçadas, ficando liberada a colocação de material. Esta mesma área já havia sido alvo da atuação da Comissão, que recolheu dezenas de bandeiras do candidato Paulo Câmara na semana passada, antes do posicionamento do Tribunal.







Em sabatina, Dilma defende combate à inflação

Publicado por Branca Alves, em 28.07.2014 às 21:00

Agência Brasil (Brasília) – A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, disse nesta segunda-feira (28) as avaliações sobre o combate a inflação em seu governo são feitas com dois pesos e duas medidas. Dilma comparou seu governo ao do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), disse que a inflação deste ano vai ficar no teto da meta, de 6,5%, e negou que haja descontrole inflacionário no país.

“Não concordo que tenha alguma coisa errada no combate à inflação. O sistema de metas foi criado em 1999. Nesses 15 anos, em 12 deles a inflação esteve acima do centro da meta. Em cinco, esteve acima do limite superior da banda, se considerar 6,5%. Ela ficará abaixo do limite superior da meta. Hoje está 0,02 acima do centro da meta e em uma trajetória decrescente,” disse Dilma.

Dilma fez as declarações em resposta a uma pergunta durante sabatina organizada pelo jornal Folha de S.Paulo, o portal de UOL, o SBT e a Rádio Jovem Pan, realizada nesta segunda-feira no Palácio da Alvorada. Os quatro veículos de comunicação já sabatinaram neste mês os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

“No meu período, a minha inflação, se comparar com os governos FHC e Lula [Luiz Inácio Lula da Silva], o meu e o do ex-presidente Lula se calibram. Então, acho que usam dois pesos e duas medidas para julgar o meu governo”, avaliou.

Durante a sabatina, Dilma criticou a postura do banco Santander que, em comunicado a correntistas, disse que sua eventual reeleição poderia resultar em efeitos negativos para a economia. “Um país não deve aceitar uma interferência de qualquer instituição financeira, de qualquer nível. Sobre o Santander, eu acho inadmissível. Eu não sei o que farei, eu não vou especular. Eu sou presidenta da República, eu tenho de ter uma atitude mais prudente”, disse Dilma, que classificou o comunicado como “lamentável” e disse ainda que o pedido de desculpas do banco foi “protocolar”.

A presidente e candidata comparou o pessimismo nas avaliações da economia ao que havia durante a preparação para a Copa do Mundo. “Ano passado falaram a mesma coisa da economia, falaram que haveria apagão. Há um pessimismo com a economia do mesmo jeito que havia contra a Copa. A economia vive de expectativa. Receitaram o racionamento pra mim, todos os meses do ano, com consequência de queda de dois pontos do PIB [Produto Interno Bruto], e nada disso ocorreu, pelo contrário”, avaliou.

Dilma disse que país sofre com os efeitos da crise econômica de 2008 e reconheceu que o governo errou ao desconsiderar o “descontrole” financeiro internacional. “Todos nós erramos pois não tínhamos ideia do grau de descontrole. O mundo errou porque saiu completamente do controle a crise do sistema financeiro internacional. No Brasil, tentamos impedir que o tradicional efeito da crise, como a geração de desemprego, acontecesse. Minimizamos os efeitos da crise na economia brasileira”.

Dilma voltou a afirmar que há um “pessimismo inaceitável” com a economia e lembrou que a “tempestade perfeita” que a “mídia previu” para o fim de 2013 não ocorreu. “Nós temos robustez fiscal, a dívida líquida caiu para 34%”, citou.

Dilma disse ainda que alguns setores estão aproveitando o momento eleitoral para especular com a economia e que quem faz isso vai “se dar mal”. “A característica de vários segmentos é especular. Sempre que especularam não se deram bem. A conjectura passa e eles se dão mal. Na eleição 2002 quem especulou contra Lula se deu mal”, ironizou.







Começa prazo para prestação de contas à Justiça

Publicado por Branca Alves, em 28.07.2014 às 20:30

Agência Brasil (Brasília) – Os partidos políticos e candidatos às eleições de outubro devem apresentar, a partir desta segunda-feira (28), à Justiça Eleitoral a primeira prestação de contas de campanha. O prazo termina no dia 2 de agosto. A entrega das informações é obrigatória. De acordo com a Lei Eleitoral, os candidatos que tiverem as contas consideradas irregulares podem ser cassados, mesmo após tomar posse.

Nos documentos que deverão ser entregues, os comitês financeiros de campanha terão de discriminar os recursos recebidos em dinheiro para financiar os candidatos e os gastos que foram feitos, além dos doadores.

Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos tribunais regionais eleitorais julgar as informações fornecidas. A Justiça Eleitoral poderá aprovar as contas, se estiverem regulares; aprová-las com ressalvas, quando as falhas não comprometerem as contas; e desaprová-las, quando estiverem irregulares.







Prefeito diz desconhecer falta de entrosamento

Publicado por Branca Alves, em 28.07.2014 às 19:58

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), disse desconhecer qualquer tipo de reclamação ou falta de diálogo da campanha com a Frente Popular e que esses fatores teriam influenciado na saída de Renato Thièbaut, que foi deslocado para São Paulo para se engajar na candidatura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República. Thièbaut fazia parte da equipe de coordenação da campanha de Paulo Câmara (PSB) a governador de Pernambuco.

“Não é verdade que houve qualquer tipo de reclamação ou de falta de diálogo. Renato foi convocado para ir para a campanha nacional pelo futuro presidente Eduardo (Campos) e vai lá cumprir uma missão tão importante quanto a missão que ele estava cumprindo aqui. Continua ajudando nos processos que acontecerem aqui”, afirmou Geraldo Julio, após anúncio de sanção da lei do passe livre, nesta segunda-feira (28).

De acordo com o gestor, um nome para assumir as funções que ele tinha na campanha será analisado, mas ainda sem data para ser anunciado. Geraldo ainda despistou com relação à possibilidade de Camilo Simões, secretário de Turismo, que foi coordenador da juventude durante a campanha de 2012 à Prefeitura do Recife, ficar com a vaga.

“Camilo está de férias e como todos nós que estamos muito engajados e animados com a campanha tanto de Eduardo quanto de Paulo, Camilo está usando as férias dele para dedicar à campanha”, explicou Geraldo Julio.

O prefeito também foi questionado se existe uma coincidência no fato de o ex-governador Eduardo Campos estar usando a questão do passe livre como mote nacional. Segundo Geraldo, o seu compromisso com o projeto vem desde o programa de governo.

Ele argumentou que foi de 2012, quando disputou a eleição para prefeito e que a gestão precisou, no início do ano, “de organizar, encontrar recursos, ver como é a forma operacional de fazer, a melhor maneira e tomamos a decisão e implantamos”. “Então, está começando. Há uma coincidência de prazos com a questão da eleição nacional e certamente Eduardo sabendo da importância que isso tem e da luta que isso é da população, ele está encontrando caminho para poder fazer isso no País todo”, declarou.







Dilma diz que situação na Faixa de Gaza é um massacre

Publicado por Branca Alves, em 28.07.2014 às 18:40

Agência Brasil (Brasília) – A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, classificou nesta segunda-feira (28) de desproporcional a ação de Israel na Faixa de Gaza. Desde o início dos bombardeios de Israel em Gaza, há três semanas, 1.030 palestinos, inclusive mulheres e crianças, morreram. Do lado israelense, foram 43 mortes, todas de soldados. Para Dilma, Israel está promovendo um “massacre ao atingir a população civil, principalmente mulheres e crianças”.

“Não acho que é genocídio, mas acho que é um massacre. Tem uma ação desproporcional,” disse a presidente, que considerou lamentável a posição do porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmo que, segundo um jornal local, chamou o Brasil de “anão diplomático”. “Lamento as palavras do porta-voz, pois as palavras produzem um clima muito ruim, deveríamos ter cuidado com as palavras”, ponderou.

Dilma fez as declarações em resposta a uma pergunta durante sabatina organizada pelo jornal Folha de S.Paulo, o portal UOL, o SBT e a Rádio Jovem Pan, realizada nesta segunda-feira no Palácio da Alvorada. Os quatro veículos de comunicação já sabatinaram neste mês os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

A presidente, porém, negou que haja uma crise diplomática com Israel e lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o Estado judeu. Segundo Dilma, o Brasil defende a existência tanto do Estado de Israel quanto de um Estado palestino.

Dilma elogiou a posição do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que aprovou hoje um pedido de cessar-fogo humanitário na região. “A decisão da ONU de exigir um cessar-fogo imediato é muito bem-vinda, pois é uma situação que não dá para continuar”, avaliou.