
(Foto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco)
Insatisfeitos com os rumos da campanha do candidato do PT à Prefeitura do Recife, Humberto Costa, sete tendências petistas assinaram uma carta, nesta quarta-feira (26), onde colocam que o prefeiturável e seu grupo político está “mais preocupado com a sobrevivência política” do que com o partido. Os “correligionários” acrescentaram ainda que João Paulo, Múcio Magalhães, Mozart Sales, Josenildo Sinézio, Dilson Peixoto, Isaltino Nascimento e Pedro Eugênio também são responsavéis pelo que chamaram de abandono no direitório estadual da legenda.
Alas do PT divulgarão carta detonando Humberto e JP
Os petistas ligados ao prefeito João da Costa saem em defesa do governador Eduardo Campos da PPP da Compesa, ao mesmo tempo em que criticam o direcionamento político dado pelo partidário, de atacar a parceria proposta pelo Executivo municipal, classificando como “virulentos” e “intempestivos”. “Com afirmativa mentirosa, sobre a privatização da COMPESA e aumento da tarifa, o candidato do nosso partido trata um aliado estadual e nacional como inimigo”, sentenciam as tendências.
A carta ainda atribui a Humberto e grupo uma tentativa de “ruptura irresponsável e calcada em uma grande inverdade” e “tentativa desesperada de tentar nacionalizar a disputa, através de sofismas e argumentos casuísticos”. O documento foi subscrito pelas tendências Organização Marxista (OM), Novos Rumos, Democracia Socialista (DS), Coletivo Quilombo, PT de Lutas e de Massas (PTLM), Movimento PT e Militantes da Mensagem ao Partido. Confira a íntegra:
Carta ao Partido dos Trabalhadores
O Partido dos Trabalhadores sempre foi reconhecido pela sua intensa e incessante disposição ao debate, nos caracterizamos como um partido de propostas ousadas e críticas contundentes, através do princípio democrático da participação e da construção coletiva. Esta construção histórica vem sendo substituída pelo pragmatismo e imediatismo de grupos políticos comandados por Humberto Costa, João Paulo, Múcio Magalhães, Mozart Sales, Josenildo Sinézio, Dilson Peixoto, Isaltino Nascimento e Pedro Eugênio, mais preocupados com sua própria sobrevivência política do que com os rumos do PT.
Desgastados por uma prévia, que poderia ter sido evitada, se as avaliações acordadas fossem cumpridas e o resultado da vontade da base partidária fosse respeitada, ainda padecemos de um funcionamento precário das instâncias, pela falta de compromisso destes mesmos grupos. Em Pernambuco são os principais responsáveis pela ausência de quórum no Diretório Estadual, desde junho de 2011, retrato do total abandono do PT promovido por estes agrupamentos.
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