Por Thulio Falcão, do Folhape
A construção histórica do ideal de Imprensa segue um caminho cíclico. Desde 2002, a Organização Não-Governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras criou o Índice de Liberdade de Imprensa que avalia os registros da liberdade de expressão dos meios de comunicação. No relatório parcial de 2013, o Brasil, que antes estava na 99ª posição no ano anterior, caiu para a 108ª. Com uma média de 32,75 baseada em questionários enviados para jornalistas vinculados à ONG, o argumento para nota deve-se ao pluralismo do Jornalismo brasileiro.
Entre tantas discussões sobre o tema, acontece hoje, a partir das 19h, no auditório da Livraria Cultura do Paço Alfândega, o debate ‘Liberdade de Imprensa’. Mediado pela mestranda em Direito Penal pela Universidad de Buenos Aires (UBA) Ana Karla Carvalho, o evento conta com a presença do desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Nivaldo Mulatinho Filho e a mestra em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Wellida Valois como palestrantes. A entrada é gratuita.
No debate, cada palestrante argumentará as ideias já expostas na revista on-line Observatório Feminino. O editor do Blog da Folha, do Portal FolhaPE, Gilberto Prazeres, participa da mesa de debate junto com representantes de outros sistemas de comunicação e do diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) por Pernambuco, Osnaldo Moraes.
Um dos tópicos da discussão será a criação da Lei da Mídia Democrática, uma iniciativa popular destinada a democratizar a mídia proposta pela Central Única dos Trabalhadores (CTU). Para o desembargador Nivaldo Mulatinho Filho, a lei não é favorável por possibilitar a fiscalização do Estado sobre as informações. Enquanto para Wellida, a regulação da mídia é positiva ao controle de qualidade do que é informado.




