Opinião

Alternativa para sucessão de Cunha

Publicado por Branca Alves, em 29.07.2015 às 10:00

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

O ambiente que vem se formando de restrição à permanência do deputado Eduardo Cunha à frente da presidência da Câmara Federal já enseja, nos bastidores, a construção de alternativas para a hipótese de o mandatário precisar ser substituído. Parlamentares estipulam o fim de agosto como prazo para ser ter ideia clara a respeito da substituição ou não de Cunha, acusado, por delator da Lava Jato, de cobrar propina de US$ 5 milhões. Na perspectiva de mudança na presidência, deputados começam a trabalhar estratégia de empinar o nome de Jarbas Vasconcelos como solução interna do PMDB para suceder Cunha. Acreditam haver tempo para a busca de apoio daqueles que atuam, hoje, numa linha de oposição ao Planalto. Em reserva, um parlamentar admite que o nome natural deve ser o do deputado Leonardo Picciani (RJ), considerando que o Rio de Janeiro é a secção mais poderosa do partido. Mas acredita-se que o nome do pernambucano pode ajudar a dar uma “nova leitura” ao PMDB.

Até o início de setembro, parlamentares esperam ter conseguido aferir qual o grau da força que Eduardo Cunha ainda nutre na Câmara Federal e diante da opinião pública

Planos para volta do recesso 
O grupo que projeta viabilizar o nome de Jarbas Vasconcelos como sucessor de Eduardo Cunha pretende buscar reforço na ala que apoiou a candidatura do deputado federal Lúcio Vieira Lima (BA) a líder do partido. Lúcio foi derrotado, por Picciani, por um voto de diferença. Defensores da ideia pregam que o pernambucano precisa “se mexer dentro do PMDB”.

Prévia - Ainda em novembro de 2014, surgiu, no Congresso, uma tentativa de viabilizar uma candidatura de Jarbas à presidência da Câmara. Mas o ex-governador, ali, seria uma via da oposição. Foi consultado por Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas Gerais, que falou em nome de Aécio Neves. 

Não! -
 
Procurado pelo PSDB, Jarbas declinara da proposta, naquele momento, registrando estar disposto a derrubar o PT, o que o motivava a apoiar Eduardo Cunha. Hoje, o cenário mudou.

Clima -
 
A tese de alavancar o nome de Jarbas Vasconcelos, agora, é reforçada pelo que os deputados federais definem como “sentimento de oposição dentro do PMDB”.

Relação -
No início do ano, foi o líder Leonardo Picciani quem informou, a Jarbas Vasconcelos, sobre a indicação de Eduardo Cunha para que ele presidisse a Comissão do Pacto Federativo.







O mundo do trabalho fala

Publicado por Branca Alves, em 28.07.2015 às 13:30

Por Luciano Siqueira*

Tempo complexo – confluência de desequilíbrios econômicos, políticos e institucionais, ameaça de quebra da ordem democrática.

Tempo difícil, sobretudo para os que vivem do trabalho. Empregos são dizimados a cada dia, desespero de quem é demitido, desesperança de quem deseja entrar agora no mercado.

A par do ajuste fiscal, por natureza restritivo e doloroso, no caldo de cultura da queda de encomendas externas, da crise hídrica e energética e das pressões inflacionárias, a persistência de uma política de juros que nem serve à contenção inflacionária, e muito menos estimula os investimentos produtivos.

Neste cenário, mais do que oportuna a manifestação das centrais sindicais, hoje, por ocasião da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a taxa de juros.

Novo aumento será desastroso. Pressionar é preciso.

É o que fazem agora, em São Paulo, as centrais CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB em frente ao prédio do Banco Central, e na sede do Banco em Brasília.

Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano. Uma das maiores taxas de juros do mundo!

Em nota, as centrais advertem que essa política de juros estratosféricos “derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro”.

Neste instante da vida nacional em que “se belisca azulejo”, como se diz em situações difíceis, há duas questões que podem e devem motivar uma ampla convergência social e política: a manutenção da ordem democrática e a retomada do crescimento econômico.

É como que fazer a nação “respirar”, sem prejuízo das discrepâncias e da luta política própria da democracia, mas em condições de enfrentar os desafios que se põem na ordem do dia.

As centrais sindicais, com o gesto de hoje, dão a sua contribuição.

O mesmo deviam fazer os chamados “setores produtivos”, que não vivem essencialmente da usura e precisam de ambiente favorável a novos investimentos. Com o mesmo ímpeto que reclamam da política tributária e patrocinam o “impostômetro”, bem que deveriam instituir o “jurômetro” para denunciar a drenagem criminosa de parte substancial da poupança nacional para banqueiros e rentistas.

O Brasil é imensamente maior do que a crise. E dela sairá via mobilização real de todos os que desejam a retomada do desenvolvimento soberano e inclusivo.

Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve no Blog da Folha todas as terças-feiras.

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PP também indica nome para Sudene

Publicado por Branca Alves, em 28.07.2015 às 10:35

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Em meio à expectativa de mudança no comando do Metrorec, até então, controlado pelo PP, os progressistas contabilizam a indicação de Luciano Albuquerque, pai do deputado federal Fernando Monteiro, para superintendência da Codevasf, no Vale do São Francisco, e, somam a isso, a indicação de mais um nome para ocupar uma diretoria de Fundos da Sudene, cuja posse se dará, hoje, junto com a do ex-prefeito João Paulo, que assume a superintendência. Líder do PP na Câmara Federal, Eduardo da Fonte não fora comunicado pelo Governo Federal, ainda, sobre a troca no comando do Metrorec. A CBTU, que gerencia o Metrorec, está ainda na cota do PP, a despeito de ligada ao Ministério das Cidades, do ministro Gilberto Kassab, do PSD. Ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante consultou progressistas sobre as chances de o partido ceder uma diretoria administrativo-financeira do Metrorec ao ex-prefeito do Recife, João da Costa. Não houve objeção.

Ainda que percam o comando do Metrorec, os progressistas priorizaram mesmo a superintendência da Codevasf, que abrange 87 municípios de Pernambuco







Alunos do Recife brilham na Campus Party

Publicado por Branca Alves, em 27.07.2015 às 14:57

(Foto: Divulgação)

Por Marco Aurélio Medeiros

A destacada participação de alunos da rede municipal do Recife na edição da Campus Party deste ano, no Centro de Convenções, evidencia o respeito, o investimento e a fé que a administração comandada pelo prefeito Geraldo Julio deposita nas nossas crianças. A prefeitura é orientada pela necessidade de garantir um alto padrão de qualidade dos serviços que são oferecidos à população. E com a Educação esse conceito vai além. As aulas de robótica que fazem parte do cotidiano didático dos estudantes recifenses abrem um horizonte mais amplo na vida de pessoas que desconheciam o real significado de ter perspectiva.

Hoje, mais que produzirem os robôs humanóides NAO, os alunos de robótica do Recife constroem um caminho próprio em suas vidas com suas marcas e aspirações. Não têm mais receio de sonhar e, principalmente, de se ver realizando esses sonhos. Esse tipo de transformação tem sido uma das prioridades que foram apresentadas e confirmadas como eixos da atual gestão da Prefeitura do Recife.

O saudoso Dr. Miguel Arraes costumava fixar, em suas andanças pelo Estado, que os governantes precisam levar vida à vida das pessoas. Esse ensinamento virou um mantra que vem norteando os governos da Frente Popular de Pernambuco e do Recife. E o prefeito Geraldo Julio tem adicionado mais elementos a esse entendimento. Tem implodido o que antes era visto como limite para os recifenses.

Na semana passada, a nossa Capital aderiu à Rede Brasileira de Cidades Inteligentes. O Recife passou a integrar, ao lado de outros nove municípios, um grupo que pode tentar captar, junto a diferentes instituições financeiras internacionais, recursos para a elaboração e implementa de projetos inovadores e inteligentes.

As principais linhas de créditos que podem ser utilizadas pelas Cidades Inteligentes são oferecidas pelo Banco Mundial e pela União Europeia. Em tempos de crise econômica nacional como a que atravessamos, medidas criativas e inovadoras ajudam na continuidade de investimentos que dão sequência à melhoria de vida das pessoas.

*Marco Aurélio Medeiros é vice-líder do Governo na Câmara Municipal do Recife







No PT, a dificuldade é encontrar um nome

Publicado por Branca Alves, em 27.07.2015 às 09:29

Por Márcio Didier
Da Coluna Folha Política

Depois de comandar a Prefeitura do Recife por 12 anos e amargar a terceira colocação na disputa de 2012 – com uma chapa formada pelos seus dois principais nomes:  Humberto Costa na cabeça e João Paulo na vice – o horizonte permanece nublado para o PT na disputa do próximo ano na capital pernambucana.

Com a sigla bombardeada pelo escândalo da Lava Jato que atinge o Governo Federal, os petistas enfrentam outro problema: a falta de um nome para a disputa. Não que não tenha quadros. Longe disso. Mas o problema é achar quem tope a empreitada.

O senador Humberto Costa já anunciou que se entrar na disputa, pode lhe colocar uma “camisa de força”; Fernando Ferro se diz disposto a deixar a política; e João Paulo tem dito a amigos que já cumpriu missões sendo vice em 2012 e disputando o Senado, em 2014. Outro  nome seria o de João da Costa, mas o próprio PT não o deixou disputar a reeleição. Por fim, resta Mozart Sales, primeiro suplente de deputado e que está na Hemobras.

Enquanto
 em 2012 os petistas brigaram para ser o candidato, agora, em 2016, está difícil de encontrar um nome

De olho só no Executivo
Por falar no ex-prefeito João Paulo, ele garante que não tem mais interesse em disputar um mandato de deputado federal. Diz que a sua missão na Casa já foi cumprida e que não acrescentaria mais nada à sua trajetória. Prefere o Senado ou um cargo Executivo. Mas não se mostra, por enquanto, motivado a disputar no Recife.

Outras opções - Futuro presidente da Sudene, cargo que assume amanhã, João Paulo afirma que vem sendo  lembrado para disputar a prefeitura de várias cidades da Região Metropolitna. “Tem gente pedindo para ser candidato em Jaboatão, Olinda e Cabo. Mas meu foco, agora, é a Sudene”, sentencia.







Novas vozes vão se somando

Publicado por Branca Alves, em 24.07.2015 às 09:29

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

A despeito do silêncio que predomina, na Câmara Federal, durante o recesso, um zum zum zum corre por fora do Congresso em torno da tese de renúncia de Eduardo Cunha. Aqui e ali, vão se somando vozes que defendem o afastamento do presidente da Câmara. De Pernambuco, mais dois nomes encampam a tese: Wolney Queiroz e Augusto Coutinho. Na linha do que já manifestara o decano daquela Casa, Miro Teixeira (PROS-RJ), ambos registram a necessidade de se respeitar o princípio da presunção de inocência, mas entendem que um movimento de renúncia deveria partir, espontaneamente, do peemedebista. “Ele perdeu as condições de ser presidente, não pelas denúncias, já que defendo a presunção de inocência, mas pela postura de desequilíbrio, de vingança pessoal. Não se pode presidir um poder com esse tipo de motivação”, adverte o pedetista. Augusto Coutinho endossa: “Ele poderia, por questão de ética, pedir afastamento para se defender, mas acho que a gente não pode julgar”.

Ao criticar Eduardo Cunha,
 antes mesmo de ele romper com o Governo Federal, Jarbas Vasconcelos puxou o coro. Silvio Costa quer impeachment do presidente da Câmara

Juntando exemplos 
As vozes de Wolney Queiroz e Augusto Coutinho engrossam um coro já puxado por Jarbas Vasconcelos, Silvio Costa e Miro Teixeira. Miro lembrou a renúncia de Severino Cavalcanti. Wolney resgata o episódio protagonizado por Antônio Carlos Magalhães, que também precisou renunciar à presidência do Senado, diante do caso da violação do painel da Casa Alta.

Contramão - Augusto integra o Solidariedade, cujo presidente, Paulinho da Força, saiu em defesa de Eduardo Cunha, diante do rompimento do peemedebista com o Governo Federal. Já Silvio Costa é membro do PSC, cujo líder na Câmara, André Moura, é bastante ligado a Cunha.







PSD daria solução técnica

Publicado por Branca Alves, em 23.07.2015 às 09:29

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

No momento em que o Governo Federal encaminha as nomeações de aliados, em Pernambuco, e o Metrorec é um dos espaços, cuja indicação ainda não saiu, corre, nos bastidores, que o PSD, partido do ministro Gilberto Kassab, também figuraria entre os concorrentes ao posto. Primeiro, porque a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) é um órgão federal, subordinado ao Ministério das Cidades. Os comentários se dão, em segundo lugar, porque o partido comanda, no Estado, a secretaria das Cidades, que responde pelo Sistema de Transporte Público de Passageiros da RMR. Em terceiro, porque, a essa pasta, estão vinculados servidores de carreira do metrô, a exemplo do presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Francisco Papaléo, que é metroviário. E há outros metroviários no órgão, a exemplo de André Melibeu, diretor de Operações, e Ricardo Esberard, diretor de Engenharia. Roberto Fonteles, chefe de gabinete da secretaria das Cidades, também é funcionário de carreira do metrô. São citados, nas coxias, como eventuais soluções técnicas.

O Metrorec 
é gerenciado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O metrô do Recife transporta cerca de 20% do volume de passageiros do sistema de transportes da cidade

Concorrência grande 
Anteontem, ao Blog da Folha, o ex-prefeito do Recife, João da Costa, manifestou disposição para assumir o comando do Metrorec, assim como o deputado federal Silvio Costa já havia ficado de indicar um nome para o cargo. O detalhe é que, no sétimo mês do ano, o Metrorec, órgão de fundamental importância para o transporte público da RMR, continua sem solução definitiva.

Delicado - Recentemente, devido a atos de vandalismo, maquinistas cruzaram os braços e o metrô do Recife foi conduzido por supervisores. O sistema opera, hoje, com número de trens no limite e transporta mais de 300 mil passageiros ao dia, nas Linhas Centro e Sul.







João Paulo recebe telefonema de Rui Falcão

Publicado por Branca Alves, em 22.07.2015 às 10:10

Por Renata Bezerra de Melo
Na Coluna Folha Política

Deferência - Nomeado para exercer o cargo de superintendente da Sudene, João Paulo recebeu telefonema, ontem, do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que não é das figuras do partido mais próximas a ele do partido, mas fez questão de externar que ficara feliz pela notícia.

Menu - Hoje, João Paulo já almoça com equipe da Sudene, que tratará da transição. Entrará em contato também o gabinete da presidência para checar a data da posse. Após a posse, o primeiro governador que vai procurar é Paulo Câmara, de quem também recebeu telefonema ontem.

Simpatia - João Paulo, aliás, não se surpreendeu com o telefonema do governador do Estado. “Todo mundo fala muito bem desse jeito dele de tratar as pessoas. Não soou nada artificial. Ele tem tido essa postura”, observou o petista, sobre o gesto do socialista.







Governadores na contraofensiva do golpismo

Publicado por Branca Alves, em 21.07.2015 às 13:30

Por Luciano Siqueira*

Na história política de uma nação há correntes de pensamento que se fazem duradouras, e mesmo permanecem – ora latentes, ora explícitas, conforme as circunstâncias. Para o bem ou para o mal.

No Brasil, o udenismo golpista é uma corrente rediviva.

A UDN (União Democrática Nacional), fundada em 1945 e extinta com o golpe militar de 1964, opunha-se a ferro e fogo às posições à esquerda e ao nacionalismo emergente.

No plano econômico, o liberalismo clássico e a abertura ao capital estrangeiro.

No plano político, apoiado na elite dominante e em parcelas expressivas dos setores médios e com respaldo midiático, tendo perdido o pleito presidencial por três vezes sucessivas, as duas primeiras com o brigadeiro Eduardo Gomes e a terceira com o general Juarez Távora, recorreu à subversão da ordem institucional como meio extremo de superar a falta de votos pelo golpe. Contra Getulio, Juscelino e Jango.

Eram as vivandeiras dos quartéis.

Qualquer semelhança com o PSDB, hoje, não é mera coincidência. A ânsia em interromper o mandato constitucional da presidenta Dilma, mal tendo completado seis meses de governo, idem.

Daí a importância do manifesto divulgado pelos nove governadores do Nordeste, sexta-feira última, em Teresina, em apoio à presidenta Dilma, em defesa da Constituição e em repúdio às manobras golpistas.

No manifesto, os mandatários nordestinos assinalam que “povo brasileiro fez uma opção em 2014, a quem confiou governar o Brasil. No mesmo momento em que elegeu todos nós, governadores e vices para governar os nossos Estados”, e que o “mandato de quatro anos determina um prazo para que os compromissos de campanha sejam cumpridos, para que os desafios sejam vencidos, os ajustes sejam feitos, os projetos sejam implementados e os resultados sejam colhidos”.

Mais: consideram “incabível qualquer tipo de interrupção do mandato da presidenta Dilma Rousseff, já que não há motivo jurídico para tanto”.

O PSDB e as oposições à direita, udeno-golpistas, enxergam o Brasil com o olhar do grande capital rentista, como dizia Miguel Arraes, “a partir da Avenida Paulista”.

Os governadores do Nordeste enxergam o Brasil com o olhar de uma região plasmada na resistência e que a muito custo vem encontrando o caminho de sua redenção.

Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve no Blog da Folha todas as terças-feiras.

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Infraestrutura era a prioridade. Era!

Publicado por Branca Alves, em 21.07.2015 às 11:20

Por Jamille Coelho
Da Coluna Folha Econômica

O PAC, menina dos olhos dos governos petistas e uma das principais promessas de campanha da presidente Dilma, está com 70% das obras previstas para este ano em atraso. Na verdade, não passaram da primeira fase de execução, já que não houve empenho orçamentário. Segundo levantamento do Contas Abertas, 444 empreendimentos representam R$ 17,8 bilhões em investimentos. E olhe que boa parte das ações contaram com recursos de anos anteriores ao deste exercício. Pois é, o programa é apenas um dos tantos que são considerados prioritários do governo petista, que estão sofrendo brutalmente com o ajuste fiscal. Outro exemplo é o Minha Casa Minha Vida, cujas novas contratações foram suspensas atingindo as famílias com as menores rendas. Os investimentos em infraestrutura de transporte, que também são contemplados pelo PAC, estão um fiasco neste ano. De acordo com o Ipea, a União executou apenas 65% das obras entre 2003 e 2014, o que não necessariamente pode ser justificado pela crise, que teve o seu “boom” em 2008 e segue até os dias de hoje.

O governo anunciou, em maio, cortes de R$ 69,9 bilhões no orçamento. Desse total, R$ 25,7 bi atingiram o PAC.  Reduzindo os valores  de R$ 66,2 bi para R$ 40,5 bi







Antes de Cunha ser citado e depois

Publicado por Branca Alves, em 21.07.2015 às 09:15

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Politica

Quando o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, era ainda candidato à presidência da Câmara Federal, havia membros do PSB defendendo que o partido o apoiasse, em detrimento da postulação do socialista Júlio Delgado. O senador Fernando Bezerra Coelho foi um deles. Internamente, chegou a argumentar que, no final, o partido terminaria apoiando o peemedebista e que era melhor compor com ele, logo de início, para não perder espaços. A legenda terminou levando a cabo a candidatura própria, o que, hoje, de certa forma, tira o peso da condução de Cunha das costas dos socialistas. Delgado concorreu com Cunha, com o candidato do PT, Arlindo Chinaglia, e com Chico Alencar (PSOL). Assim que o petista foi derrotado, sobraram disparos dos próprios aliados contra a estratégia do Planalto – houve quem considerasse um erro da articulação não ter construído uma aliança, fosse com o PSB ou mesmo com o próprio PMDB. No atual contexto, o não apoio a Cunha virou vantagem.

Mais três partidos apoiaram a candidatura própria do PSB à presidência da Câmara Federal: o PSDB, o PPS e o PV

Nada a ver com isso 
Então candidato pelo PSB, Júlio Delgado obteve 100 votos na corrida pela presidência da Câmara Federal. “Praticamente, toda nossa bancada votou com ele (a bancada tem 54 deputados, sendo alguns licenciados)”, recorda o deputado federal pelo PSDB, Betinho Gomes. E enfatiza: “Não temos responsabilidade com a eleição de Eduardo Cunha”.







Rompeu com quem não era aliado

Publicado por Branca Alves, em 19.07.2015 às 13:30

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Ainda em janeiro, quando passou pelo Recife, em campanha pela presidência da Câmara Federal, o deputado federal Eduardo Cunha se vangloriava de ser o candidato capaz de manter independência em relação ao Governo Federal. “Que independência pode ter quem acabou de deixar a liderança do governo, nomeou o filho e era a favor dos conselhos populares?”, disparara contra o, então, adversário do PT, Arlindo Chinaglia. O peemedebista pregava a altivez da casa legislativa, afastando qualquer hipótese de submissão ao Executivo. Meses depois, em entrevista ao Diálogos da Globo News, classificara de “golpismo” e “ilegalidade” o debate sobre processo de impeachment da presidente Dilma. Na sexta, no entanto, Cunha cuidou de anunciar rompimento com o governo da petista. Para quem nunca fora aliado, um rompimento soa desnecessário. De quebra, Cunha tirou da gaveta um lote de pedidos de impeachment contra a presidente. Se era ilegalidade, ele assume o risco, mais um.

De uma vez só, Cunha disparou contra o juiz Sergio Moro, o Governo Federal, o procurador-geral da República e a PF. Para quem é investigado pela PF, foi uma aposta bem alta







O rompimento como premissa

Publicado por Branca Alves, em 18.07.2015 às 10:30

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

O PMDB muda, hoje, seu comando no Estado, sem muito alarde nem holofote, em atenção a Dorany Sampaio que deixa a presidência por motivos de saúde e não poderá estar presente. O vice-governador, Raul Henry, novo presidente da sigla, não fará, sequer, discurso. Essa discrição toda, que predomina na sucessão interna, escapa quando o tema é 2016 – não que o partido esteja colocando isso em pauta, mas virou alvo de confetes e incensos derramados por aliados, que pregam uma candidatura de Jarbas Vasconcelos à PCR. Henry não vê chances de distanciamento entre Paulo Câmara e Geraldo Julio. E esse é um detalhe que o próprio Jarbas já revelou, a interlocutores, que pesaria no processo. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem, Raul ponderou: “Não vejo possibilidade de afastamento de Paulo e Geraldo. São amigos, parceiros, tem uma história juntos são colegas do TCE, tem uma ralação de amizade familiar”. Por enquanto, não há motivo aparente que justifique.

A amigos, Jarbas vem dizendo que um rompimento entre Paulo Câmara e Geraldo Julio seria premissa para eventual candidatura dele a prefeito do Recife. Sem isso, ele não vê como uma candidatura sua se consolidar

Sem excluir a hipótese 
Raul Henry prefere não cravar que o PMDB está fora da corrida de 2016 no Recife. Questionado se a impossibilidade de rompimento entre o governador e o prefeito da capital anula a hipótese de seu partido ter candidato no Recife, Henry desconversa: “Se ele (Jarbas) disse, aqui no ar, que não vai falar sobre esse assunto, como eu vou falar em nome dele?”.

Assédio - Se o PMDB mantém-se neutro no assunto, em  recente passagem por Brasília, o vice-governador Raul Henry almoçou com Jarbas Vasconcelos. Levaram 50 minutos à mesa e, nesse curto tempo, quatro deputados federais passaram por lá chamando o deputado federal peemedebista de prefeito.







De quem é o golpe?

Publicado por Branca Alves, em 17.07.2015 às 16:45

Por Betinho Gomes*

Mal a presidente Dilma Rousseff completou os primeiros seis meses do seu segundo mandato e o PT já lança candidato a presidente da República para 2018? E o que dizer do PMDB? Principal aliado do PT e do governo, tem o vice-presidente como principal interlocutor político do atual governo, também já anunciou que não será mais coadjuvante e lançará candidato a presidente nas próximas eleições.

De quem é o golpe? É das oposições? É do PSDB? Não, não é.
O governo Dilma acabou. E essa constatação não se dá porque pode haver processo de impeachment, porque o Tribunal de Contas da União pode rejeitar as contas da presidente, ou porque o TSE pode vir a cassar o registro da presidente Dilma. É só olhar os jornais e observar a movimentação dos dois partidos.

O golpe na presidente está sendo dado pelos seus próprios aliados e, o que é pior, pelo seu próprio partido, que já não tem o menor respeito pelo seu governo.

O próprio PT já sentenciou que o governo Dilma deixou de existir politicamente e que a presidente perdeu as condições de liderar a nação ao, praticamente, lançar o nome do ex-presidente Lula para 2018.

Só nos resta agora, tentar conduzir o país para sair dessa crise política interminável.

*Betinho Gomes (PSDB) é deputado federal.







Alvejado em pleno voo

Publicado por Branca Alves, em 17.07.2015 às 09:37

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Três dias antes do pronunciamento, em cadeia nacional, do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, foi o deputado federal Jarbas Vasconcelos quem cuidou de desconstruir, de antemão, o discurso, preparado para ir ao ar hoje. O ex-governador já disse que não se arrepende de ter votado em Cunha, uma vez que o intuito era tirar o PT da jogada. O presidente da Câmara também quer se livrar do PT e, ontem, pela manhã, dera um recado: grifara que “a decisão final” sobre aprovação ou não da contas da presidente, que caberá ao legislativo, “é política”. E de aprovar matérias que julga oportunas, Cunha entende. Dois dias depois de Jarbas atacar o modus operandi do mandatário, ele acabou alvejado, ontem. Foi acusado de cobrar US$ 5 milhões em propina, pelo consultor Júlio Camargo, ouvido pela Justiça Federal. Cunha tachou o depoimento de “mentira”. Enquanto isso, Jarbas trata como “enganosa” a propaganda que o presidente protagonizará, hoje, na TV e no rádio.

“É muito estranho que, às vésperas do pronunciamento, o delator foi obrigado a mentir”, disparou Eduardo Cunha, em entrevista à Imprensa, ontem, em Brasília

Pimenta nos olhos dos outros 
Eduardo Cunha – que dera prazo de 30 dias, na manhã de ontem, para decidir se aceita abertura de impeachment da presidente Dilma -  o mesmo que, por mais de uma vez, repetiu votação de matérias até obter o resultado esperado, como no caso da PEC da maioridade penal, classificou de “estardalhaço” o que “fizeram questão de fazer” com o depoimento do delator contra ele.

Pinóquio - Se Cunha tacha de “estardalhaço” a repercussão do depoimento de Júlio Camargo, Jarbas Vasconcelos chama de “esculhambação geral” os trâmites aplicados na Câmara Federal. E diz que Cunha mente. “A gente não pode deixar ele ir à TV para contar mentira”.