Opinião

Novo impasse no PSB: a chapa

Publicado por Branca Alves, em 28.01.2015 às 09:45

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Uma reunião tomou a tarde inteira, ontem, no gabinete da presidência da Alepe. O resultado foram significativos avanços na definição da chapa para a disputa do domingo. Depois de meses debatendo a reeleição de Guilherme Uchoa, os parlamentares não tinham ido à ponta do lápis para cuidar do conjunto da obra. E, em alguns partidos, havia chance de bate-chapa. Com três deputados, o PMDB tinha Ricardo Costa e André Ferreira interessados em estar na Mesa, mas a sigla abriu mão, em prol de consenso, e vai ficar com a suplência (André Ferreira) e uma comissão (Ricardo Costa). O PSB quer duas cadeiras – reduz o espaço para os partidos que têm três parlamentares (PMDB, PR e PT). O PR indicou Henrique Queiroz para 3ª secretaria. O PT abriu mão da 4ª, em favor do PTB, que terá ainda a 1ª vice-presidência. O PP terá a 2ª vice. O detalhe é que o PSB ainda não bateu o martelo sobre quais serão seus representantes. O impasse da vez é esse. Até ontem, não havia entendimento.

O PP definiu-se pelo nome de Cleiton Collins para ocupar a 2ª vice-presidência. Sobre o PSB, há quem considere a hipótese de bate-chapa







PSB não fará movimento contra

Publicado por Branca Alves, em 27.01.2015 às 09:25

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

A partir de sexta, uma sinalização passou a ser expedida pelo Palácio das Princesas aos secretários, como caminho de alcançar a base: o PSB não vai se opor à recondução de Guilherme Uchoa. A procuradoria da Alepe ficou de apresentar, hoje, parecer sobre a possibilidade de reeleição. E Rodrigo Novaes ficou de formalizar sua candidatura à presidência. Em meio aos detalhes jurídicos e à concorrência, oferecida ao pedetista pelo PSOL e pelo PSD, emergem o PSB, com a maior bancada (15), e a oposição (13) nutrindo um interesse comum: o de não lançar candidatura própria. Em 2011, quando ofereceu resistência à PEC da reeleição, o PTB, hoje liderando a oposição, viu seu candidato à 2ª vice-presidência, Júlio Cavalcanti, ser derrotado. Hoje, apoiando Uchoa, oposicionistas devem ocupar dois espaços na Mesa Diretora. Uchoa é grato à oposição, que contribuiu para consolidar a candidatura dele. E deve ser também ao PSB, por ter aberto mão do discurso da renovação.

Dois deputados da oposição não votam em Uchoa: Edilson Silva, que é candidato, e Socorro Pimentel

“Caminho natural”
O entendimento final, nas hostes socialistas, foi de que não cabe ao governador Paulo Câmara fazer arguição de inconstitucionalidade da reeleição de Guilherme Uchoa. Como base para a tese, pesa a memória de que Eduardo Campos, com 84% de aprovação, não impôs um presidente à Alepe e optou por “compartilhar”. Resultado: será seguido o “caminho natural”.







Porque a Assembleia Legislativa é a casa do povo!

Publicado por Branca Alves, em 26.01.2015 às 18:45

(Foto: Divulgação)

Por Edilson Silva*

Definimos nossa candidatura à presidência da ALEPE. As razões que nos impulsionam nesta caminhada tem a ver com a defesa da República, sobretudo no quesito da independência dos Poderes e da nossa Constituição Estadual; com a defesa da transparência na gestão da Casa de Joaquim Nabuco e a defesa da máxima horizontalidade na relação da Mesa Diretora com o conjunto dos parlamentares; com a defesa de uma Assembleia Legislativa forte, dotada de quadros de carreira, concursados, capazes de agir como servidores públicos do Estado, subordinados aos interesses maiores da sociedade; e tem também a ver com a defesa de uma Assembleia Legislativa permeável à verdadeira participação popular, que convide e convoque a população a se pronunciar diante de temas que lhe são caros.

Essas razões, portanto, definem quatro eixos ordenadores de nossa candidatura: mudança na relação do Legislativo com o Executivo; mudança na relação dos deputados com a Mesa Diretora; mudança da relação dos servidores do legislativo com a instituição ALEPE; e mudança da relação ALEPE com a sociedade.

Elencamos estes eixos e razões porque fazemos uma avaliação critica do funcionamento da ALEPE exatamente nesses pontos. A Casa de Joaquim Nabuco tem se transformado numa extensão submissa dos interesses do Palácio do Campo das Princesas, com a presidência da Mesa Diretora se colocando publicamente como leal a tais interesses.

A Constituição Estadual vem sendo violada ao sabor de casuísmos e interesses privados. A Assembleia Legislativa está em flagrante ilegalidade quando não possui um portal de transparência que permita à sociedade acompanhá-la e fiscalizá-la.

Existe uma assimetria injustificável entre os deputados no interior da ALEPE, quando determinadas funções e cargos geram abismos entre as estruturas de trabalho disponibilizadas para uns e para outros no trabalho parlamentar. Acreditamos que é necessário que cada parlamentar tenha, sim, uma cota de funcionários comissionados para servir ao seu mandato, mas cremos mais ainda que o excesso de comissionados em relação aos servidores efetivos e concursados da Casa não atende a princípios republicanos, o que é o caso concreto hoje na Assembleia.

Vemos a ALEPE hoje distante da sociedade, com a população afastando-se cada vez mais desta Casa, o que só faz aumentar a ojeriza desta sociedade em relação aos políticos, à política e, perigosamente, à democracia. O processo eleitoral e seu ritual democrático não conferem, por si sós, garantias de legitimidade para uma democracia. Em tempos de rebeldias populares por mais direitos, é de bom alvitre que se perceba que a participação popular no fazer político do dia a dia é também um direito de todos os cidadãos e cidadãs.

Mas será comum encontrar nesta nossa caminhada aqueles que se apresentarão incrédulos diante do que colocamos. A estes, sobretudo, lhes convidamos para mirarem-se nos exemplos do Papa Francisco. Francisco nos inspira e nos ensina – segue ensinando, e que siga por longa data a fazê-lo – sobre a força que têm os atos de coragem e a transformação que se concretiza nas pessoas que nos rodeiam quando a sinergia do que dissemos de bom e do bem se encaixa naquilo que praticamos.

O Papa Jesuíta, franciscanamente, tão rico nas palavras e nas ideias, foi dormir nos aposentos dos mais humildes. Dispensou sua copa rica e foi comer com estes mesmos humildes. Abriu mão de carros de luxo e se desloca em carros populares. Abriu sua igreja para temas difíceis, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o aborto. Combateu o assédio moral no Vaticano. Enfrentou e enfrenta na claridade do dia a questão da pedofilia na sua Igreja. Foi rígido com as sabidas ingerências no Banco do Vaticano. Pregou e praticou o ecumenismo, aproximando religiões. Sim, o Papa Francisco nos serve de inspiração e para nos mostrar que mesmo instituições milenares são permeáveis às necessárias mudanças. Vejo nele um exemplo concreto a ser seguido na política. Um exemplo que transformou a face de sua igreja frente à sociedade mundial quase que como da água para o vinho, quase que do dia para a noite.

Estamos muito convictos que com estas inspirações e motivados por estas razões e objetivos, nossa candidatura já nasce vitoriosa. É com este arcabouço que vamos dialogar com a sociedade e com os nossos colegas parlamentares, pedindo não só o seus votos para a nossa postulação, mas antes de tudo para que reflitam sobre o que estamos levantando, pois independente do resultado da eleição para a Mesa Diretora, devemos continuar, sempre, perseguindo ideais que fortaleçam a democracia, a liberdade, os princípios republicanos e o papel insubstituível que cumpre a nossa Assembleia Legislativa de Pernambuco.

*Edilson Silva é presidente do PSOL-PE e deputado estadual eleito em 2014







Voto do PSDB no PSB pode ajudar PT

Publicado por Branca Alves, em 26.01.2015 às 09:52

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Maior partido de oposição, o PSDB, ao escolher Júlio Delgado (PSB) como seu candidato à presidência da Câmara Federal, adotou a estratégia capaz de por o partido em sintonia com os apelos da sociedade. A movimentação do tucanato consiste ainda em uma jogada para manter o PSB na oposição. Nos últimos dias, no entanto, a radiografia feita pelos tucanos sinaliza para um quadro de desidratação de Delgado, que poderia render a ele resultado menor do que o obtido na última “corrida”, em 2013, quando terminou com 165 votos. Ainda assim, o apoio ao socialista deixa o tucanato bem perante a opinião pública. O risco para os tucanos, entretanto, é o de, na atual conjuntura, votar em Júlio e acabar ajudando a eleger o petista Arlindo Chinaglia no 1º turno. O tucanato não vai tomar iniciativa de retirar o apoio hipotecado ao PSB. Mas há, no PSDB, quem ainda veja chance de composição entre Delgado e o peemedebista Eduardo Cunha, que teria como lhe ofertar a vice.

Os deputados federais pernambucanos não falam em outra coisa: o Planalto passou a atuar fortemente para reforçar a candidatura de Arlindo Chinaglia







PSB pode ser corresponsável

Publicado por Branca Alves, em 23.01.2015 às 09:25

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Rodrigo Novaes, que colocou o nome à disposição para disputar a presidência da Alepe, foi auxiliar de Paulo Câmara na Secretaria de Administração, quando o governador era titular da pasta. Alberto Feitosa, autor de artigo, publicado ontem, sugerindo recuo de Guilherme Uchoa, foi sucessor de Paulo na Secretaria de Turismo. Os dois deputados, o do PSD e o do PR, além de serem da base, têm relação próxima o suficiente com o chefe do executivo estadual e, naturalmente, não estão agindo de forma a bater de frente com o Palácio das Princesas. O PSB não quer atrito com o presidente do legislativo, mas não está achando ruim que candidaturas alternativas apareçam. Há expectativa de que o pedetista possa fazer “um gesto” e retirar-se do páreo. O partido do governador quer respeitar os trâmites da Casa e não quer parecer guloso brigando pela presidência. No entanto, possui a maior bancada e é mais legítimo entrar na disputa do que apoiar nova mudança na legislação.

“Produzi­mos as leis que nos competem, mas não estamos acima delas – isso jamais! Um quinto mandato maculará sua imagem e a do Poder. Em nome de quê?”, argumenta Feitosa no artigo







Prova de fogo em silêncio

Publicado por Branca Alves, em 22.01.2015 às 09:46

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Foi em silêncio, sem dar um pio, que Paulo Câmara alcançou o desfecho de três dias seguidos de rebeliões, somado a um impasse com o Judiciário e a um movimento da PM, que prenunciava greve. Para aparar as três arestas, recorreu ao empoderamento do secretariado. Como manda o figurino, os auxiliares foram para linha de frente. Pedro Eurico deu sucessivas entrevistas e Milton Coelho negociou com os policiais. Em repetidas reuniões, Paulo foi preservado na retaguarda para que se recorresse a ele em 2ª instância. Havia o risco de o cenário ser agravado por paralisação da PM. Paulo deu a cara no velório do sargento Carlos Silveira, mas não publicizou. Em meio a outra crise, esta semana, o ministro Eduardo Barga, diante do apagão, deu explicações por meio de nota e acabou alvo de críticas. No dia seguinte, pronunciou-se em entrevista e foi torpedeado. Em campo minado, qualquer palavra pode virar disparo e render mais tiroteio, mesmo que seja verbal. É um risco a mais.

Com uma crise, logo na estreia, Paulo Câmara imprimiu seu ritmo à equipe. É um governo de continuidade, mas é um novo governo







Pressão da PM em véspera de Momo

Publicado por Branca Alves, em 21.01.2015 às 10:01

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

A reunião da PM, hoje, no Centro de Convenções, estava agendada desde a semana passada, mas os fatos dos últimos dois dias, marcados por rebeliões, que deixaram, entre os mortos, um policial, levarão a categoria a se reunir “com mais ênfase”, nas palavras do soldado Joel da Harpa, autor da convocação. Até o início da noite de ontem, ele ainda não havia sido chamado pelo governador, mas tinha expectativa de que isso ocorresse. Às vésperas do Carnaval, enfrentar eventual paralisação da PM é tudo que Paulo Câmara não precisa. Uma passeata pacífica está programada, para hoje, em memória do sargento, vítima da rebelião no Complexo Prisional do Curado. Uma greve não está descartada. “A tropa é o povo, que é soberano. Meu desejo é que a gente se entenda, porque estamos à beira do Carnaval. Mas a categoria que vai responder”, avisa Joel da Harpa, que liderou a greve, em 2014, elegeu-se deputado estadual e é cotado para concorrer à Prefeitura de Jaboatão.

Depois do sistema carcerário atritado com o Judiciário, a negociação com a PM é mais um gargalo para o governador administrar em menos de um mês.

Progressão geométrica
Joel da Harpa pondera que “o Estado está em crise”. Diz que entende que o governador está passando por problemas, mas informa se sentir na “responsabilidade de falar o que a categoria sente”. E registra: “Ontem, eu estive no Aníbal Bruno (Complexo Prisional do Curado). São dois mil presos para cinco agentes tomarem conta, e é humanamente impossível”, adverte.

Dois pesos - “Acabei de vir do sepultamento (do sargento). A gente não vê um orgão de direitos humanos. A categoria fica muito triste, porque, além de se sentir desvalorizada, quando morre companheiro, não vemos sinal forte do poder público, da OAB…”, dispara Joel.







Rotina e mesmice em nosso futebol

Publicado por Branca Alves, em 20.01.2015 às 13:30

Luciano Siqueira*

O bom senso recomenda não se meter em assunto que a gente não domina, ou apenas enxerga sob o viés da emoção. É o meu caso com o futebol – uma velha relação de amor, mantida quase platônica por haver deixado há muito de frequentar estádios, porém forte sempre, sem que a chama jamais se apague.

Sim, amigos, vejo tudo pela TV. E sobre o que acontece cá na província, divirto-me escutando as resenhas nas rádios. Só isso.

Mas, como dizem que todo mundo tem um pouco de médico, economista e técnico de futebol, arrisco minha opinião. Ou, no caso, a minha insatisfação.

O que mais me incomoda é a “comemoração” instalada na mídia pelo “êxito” (sic) alcançado pelos três principais clubes pernambucanos na contratação de reforços para a temporada. O Sport não precisou de tanto, por já ter um time previamente montado. Náutico e Santa Cruz, pelo que ouvi ontem, beiram a quase duas dezenas de contratados! Isto com que dinheiro só Deus sabe, tamanha a crise financeira que ambos atravessam há algum tempo. Pior, entre os contratados alguns nomes em final de carreira que, com todo respeito aos veteranos, pouco podem acrescentar em termos de criatividade e resultado.

Certa vez, no intervalo de um programa de entrevistas na TV, perguntei a um dirigente do Náutico por que não se reedita hoje a fórmula que tanto deu resultado no passado, na áurea época do hexa-campeonato, quando se formaram times poderosos a partir da chamada prata da casa e de atletas iniciantes descobertos na região. A resposta foi precisa: “A torcida e os patrocinadores esperam resultados imediatos.”

Ou seja, em nome de um imediatismo burro, rubro negros, alvirrubros e tricolores quedam-se aprisionados no círculo vicioso por eles criado. E gastam verdadeiras fortunas, para os padrões locais, trazendo gente sobretudo do interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul, de qualidade duvidosa, quando não alguns ex-craques em declínio, a título de conferir experiência ao elenco.

Dentro das quatro linhas não se vê resultados efetivos. Ou vemos algum, é o que me parece, quando por contingências extraordinárias, tipo contusão de titulares e dos seus reservas imediatos, enfim abrem-se janelas para o aproveitamento de atletas da casa, que despontam nas divisões de base.

Se essa fórmula vem dando errado há tanto tempo, por que não mudar? Essa pergunta, desisti de fazer a quem entende (os que já estiveram com a mão na massa em nossos clubes principais) porque invariavelmente sou brindado com um sorriso enigmático – ou não tanto, suponho, por sugerir a existência de interesses outros, muito distantes da paixão das arquibancadas, que determinam a persistência do erro.

Assim, numa roda de gente experiente no assunto, provoquei risadas ao sugerir um pacto em favor da racionalidade e da reinvenção do nosso futebol: Sport, Santa Cruz e Náutico trabalhariam por três anos consecutivos a construção de bons elencos a partir de jovens atletas formados em suas fileiras ou captados no interior e na região, até que voltássemos a ter musculatura para disputar com menos vexame e mais sucesso o campeonato brasileiro da série A. Fiquei com cara de herege em pena basílica em missa solene!

E se assim tem que ser, o jeito é me recolher à condição de torcedor bissexto, televisivo e omisso. Até que um dia as coisas mudem.

Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve no Blog da Folha todas as terças-feiras.

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Corporação pode ser novo desafio

Publicado por Branca Alves, em 20.01.2015 às 09:35

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Paulo Câmara não tem um mês de gestão. Até ontem, não tinha 20 dias à frente do Governo do Estado, mas foi o suficiente para colecionar dificuldades sucessivas envolvendo a Segurança Pública e os presídios. Logo na primeira semana no comando do Palácio das Princesas, e após denúncias da Folha de Pernambuco e da TV Globo apontarem irregularidades no sistema carcerário – entre guaritas desativadas e presos portando facões e celulares – o governador precisou substituir o secretário-executivo de Ressocialização, Humberto Inojosa, por Eden Vespaziano. O secretário de Justiça e Diretos Humanos, Pedro Eurico, prometeu combate sistemático, uma revista foi providenciada e o governador reuniu a equipe para incrementar o Pacto pela Vida. Pouco mais de dez dias depois, uma rebelião, no mesmo Complexo Prisional do Curado, deixou mortos e vários feridos. O detalhe é que morreu um policial desta vez, o que pode abrir nova crise, desta vez, envolvendo a corporação.

Sem ter nem completado um mês à frente do Palácio das Princesas, Paulo Câmara coleciona dificuldades envolvendo o sistema carcerário

Mais munição para a PM
Como a coluna registrara, ontem, já estava agendada, para amanhã, uma reunião da corporação, convocada pelo deputado estadual eleito, soldado Joel da Harpa, o mesmo que liderou a greve da PM em maio do ano passado. O desfecho da rebelião deve adubar a pauta dos policiais, que, entre outras demandas, reivindicam melhoria das condições profissionais.

A conta - Nos bastidores do Governo do Estado, há uma preocupação latente com a necessidade de integração com o Judiciário, que, no entanto, possui autonomia. A Folha traz, hoje, em Cotidiano, denúncias de detentos dando conta de compra de celeridade nos processos.

NÓ - A manifestação de ontem começou, exatamente, com queixas contra a lentidão da Vara de Execuções Penais. O pacote, que envolve Judiciário, corporação e detentos, está no colo de Paulo Câmara.







É preciso garantir o fortalecimento da Alepe

Publicado por Branca Alves, em 18.01.2015 às 15:50

Betinho Gomes*

Toda essa celeuma na qual se torn ou a eleição da Alepe, merece por parte dos membros deste importante Poder uma profunda reflexão. Primeiro, devemos lembrar que somos uma casa de leis e, portanto, devemos respeitar, vigiar e zelar sobre o que lá deliberamos e aprovamos. Neste sentido, é bom frisar que não resta dúvida que nossa constituição não permite uma nova recondução do atual presidente. Desobedecer à carta constitucional do Estado é um péssimo sinal aos cidadãos e eleitores, os quais esperam que sejamos os primeiros a respeitar as leis.

Outra questão importante é que esse debate não pode ser reduzido aos que gostam ou não gostam de Guilherme Uchôa, o que precisa ser discutido e analisado neste momento é sobre quem poderá garantir o fortalecimento da instituição interna e, sobretudo, externamente.

O atual presidente cumpriu o seu ciclo na Alepe, dialogou bem com parte dos parlamentes, mas perdeu a condição política de representar uma parte significativa dos deputados e, principalmente, de falar para fora da casa. Isso é um elemento grave. O presidente de um poder que não consiga manter conexão com o resto da sociedade, certamente contribuirá, apenas, para que esse poder se torne uma ilha.

Tenho uma profunda convicção de que, entre os 49 deputados, pode-se eleger alguém para presidir a Assembleia Legislativa que cumpra o dever de trabalhar pelo fortalecimento interno da Casa e, ao mesmo tempo, consiga reatar as relações com amplos segmentos da sociedade pernambucana.

O presidente Guilherme Uchoa deve ter um gesto de grandeza e permitir que o Legislativo se oxigene, respeitando nossa Constituição Estadual e, principalmente, evitando que esse processo interno de eleição da Mesa Diretora seja judicializado por descumprimento das normas legais.

Deixo aqui minha opinião na condição de cidadão e de quase ex-deputado Estadual, que tem consciência da importância do Legislativo para o processo democrático.

*Betinho Gomes é deputado federal eleito pelo PSDB.







Contradições e convergências no governo

Publicado por Branca Alves, em 13.01.2015 às 13:30

Luciano Siqueira*

Recentemente, o noticiário registrou discrepâncias importantes entre os discursos de posse dos ministros Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário, e Kátia Abreu, da Agricultura, em torno do real peso da propriedade latifundiária no campo brasileiro na atualidade. Mais do que uma questão quantitativa, há elementos de conteúdo importantes, relacionados com o nível da evolução da grande propriedade rural, do ponto de vista das forças produtivas e da inserção no todo da economia nacional e em que grau persiste o latifúndio improdutivo, passivo de reforma agrária de caráter distributivo.

O tema suscita importante e oportuno debate, vez que se trata de um dos pilares do projeto nacional de desenvolvimento que se vem construindo há pouco mais de doze anos. Esse debate transcorre em círculos mais atentos, direta ou indiretamente envolvidos com a questão agrária e o desenvolvimento agrícola do país.

A afirmação da ministra Kátia Abreu de que não há mais latifúndio no Brasil não se sustenta. Na verdade, aproximadamente 130,3 mil latifúndios ou grandes propriedades rurais, ocupam uma área superior a 244,7 milhões de hectares. Sendo que 2,3% dos proprietários concentram 47,2% de toda área disponível à agricultura – e a dimensão média das propriedades é de 1,8 milhão de hectares (18 mil quilômetros quadrados). Cerca de 50% dessas propriedades permanecem improdutivas.

Daí o ministro Patrus Ananias, no polo oposto, haver proclamado a necessidade de se debater o sentido social da propriedades rural e de se retomar, em padrão consentâneo com as conquistas sociais em curso, a reforma agrária.

Duas abordagens políticas de um mesmo tema essencialmente opostas. Perfeitamente compreensíveis num governo de coalizão ampla, plural e heterogênea. Nada que se possa considerar absurdo ou inaceitável. Até porque governo é ente vivo, comporta visões distintas entre seus integrantes, que podem concorrer para a construção da unidade em torno de questões candentes em patamar mais avançado.

O que não cabe – e aí se reconhece um limite real – é a superposição de distintas visões (partidárias, técnicas, conceituais) para além do Programa do governo, que vem a ser o ponto de convergência do heterogêneo arco de forças partícipes da gestão.

Precisamente isso: forças distintas, portadores de diferentes visões da realidade brasileira, convergem em torno de propósitos de curto e médio prazo, sob a hegemonia de determinada corrente política. O Programa apresentado na campanha e respaldado pela maioria eleitoral conquistada há de ser a referência essencial da unidade política e administrativa possível. Sob o comando, no caso, da presidenta Dilma e da corrente política a que pertence, hegemônica na coalizão.

Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve no Blog da Folha todas as terças-feiras.

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Enquanto isso… no mundo

Publicado por Márcio Didier, em 12.01.2015 às 11:55







Presidente Dilma descobriu a roda

Publicado por Márcio Didier, em 11.01.2015 às 11:40

Por Ricardo Dantas Barreto
Da coluna Folha Política

A presidente Dilma Rousseff disse, recentemente, que pediria informações ao Ministério Público Federal sobre quem colocaria no seu ministério. Logo depois, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avisou que a ficha corrida de ninguém seria liberada. Anteontem, o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, anunciou os critérios para a composição do segundo escalão: competência e capacidade de gestão, histórico de probidade e equilíbrio entre os partidos aliados. Ao tomar conhecimento, o deputado federal eleito pelo PSB, Tadeu Alencar, tascou: “É o obvio, né?”. É. Quem vai nomear um gestor incompetente e que tenha cometido improbidades? Quanto a isso, temos dúvidas. Por isso, Tadeu estranha o anúncio: “Se estes critérios fossem estabelecidos antes, talvez não não estivéssemos vendo o que aconteceu na Petrobras”, diz ele. O socialista foi além, ao lembrar que a presidente Dilma já passou quatro anos no comando do Governo. “Será que estes critérios nasceram agora?”, questiona o deputado oposicionista







Discursos de posse fazem sentido

Publicado por Márcio Didier, em 6.01.2015 às 13:00

Luciano Siqueira *

Recordo-me da minha estreia na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, quando do meu primeiro mandato de deputado estadual, em 1983, em que critiquei o discurso de posse do então governador Roberto Magalhães, do PDS, no qual em nenhum trecho se lia a palavra ‘povo’. Usei esse dado como fio condutor da minha fala, destinada a firmar a linha oposicionista que adotaria, questionando o caráter elitista da gestão que se iniciava.

Deputados governistas, na ocasião, foram ao microfone de aparte defender o governador. Um deles, esgotados seus argumentos, questionou por que eu dera tamanha importância ao discurso de posse, se o que importaria dali em diante seria a prática de governo.

O fato me vem à mente agora diante do tanto que se escreveu e comentou a propósito do pronunciamento da presidenta Dilma, ao ser empossada no Congresso Nacional, dia 1º. de janeiro. Tucanos e seus parceiros do complexo midiático oposicionista, num sinal claro de que não darão tréguas à presidenta, procuraram desidratar o teor do discurso – ora sugerindo uma suposta falta de credibilidade (sic) da governante que inicia seu segundo mandato consecutivo conferido pela maioria dos eleitores, ora tentando minimizar ou distorcer o peso de compromissos reafirmados em relação aos rumos do país.

Na verdade, além de reafirmar pontos programáticos defendidos em campanha, o governante empossado há de sinalizar para o grande público, em termos compreensíveis pela maioria, a pedra de toque do governo. Assim se deu com Lula, e se repete, pela segunda vez, com Dilma. Além de frisar, com clareza e ênfase, compromissos com as reformas estruturais – a política em especial – como parte do projeto de desenvolvimento nacional e democrático, no qual pretende persistir, a presidenta anunciou o lema “Brasil, pátria educadora”. Quando da posse anterior, o lema era “País rico é país sem miséria”.

Passados os seus primeiros a frente da nação, a presidenta Dilma pôde comemorar a retirada do nosso país do mapa da pobreza definido pela ONU. Ao final do atual mandato, quem sabe inclusive com o benefício dos recursos advindos da exploração do petróleo da camada do Pré-Sal, Dilma venha a comemorar avanços expressivos no terreno da educação.

Desse modo, o lema se mostra muito mais do que jogada de marketing; funciona como ponto de confluência do grande debate que prossegue em torno do caminho pelo qual o Brasil possa se afirmar como ação soberana, democrática e socialmente avançada.

Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve no Blog da Folha todas as terças-feiras

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Enquanto isso… a caminho do Planalto

Publicado por Márcio Didier, em 30.12.2014 às 10:50