Trânsito muda a partir desta segunda em Casa Forte

Por Mayra Cavalcanti
Da Folha de Pernambuco

A partir desta segunda-feira, os motoristas que transitam pelas ruas do bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, devem ficar atentos às modificações realizadas pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). Com a mudança, o fluxo à direita na saída do Hiper Bompreço Casa Forte, na rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, será proibido. Além disso, o giro à esquerda na saída da rua João Tude de Melo, que fica embaixo do viaduto, também não será mais permitido, assim como o estacionamento de veículos do lado direito da rua Nestor Silva.

De acordo com o gerente de trânsito da CTTU, Agostinho Maia, a mudança se deu com o objetivo de melhorar a circulação dos veículos. “Nós identificamos que este lugar ficava muito engarrafado em alguns momentos do dia e resolvemos interferir. É importante que os motoristas fiquem atentos à nova sinalização e que obedeçam aos agentes”, comentou.

A mudança causou certa surpresa nos motoristas. A aposentada Solange Esteves, 57, mora na Madalena, mas malha no bairro. Segundo ela, a modificação é positiva. “Eu percebo que nos períodos escolares, o trânsito fica muito complicado. Talvez agora mude um pouco”, disse.

Já o comerciante Oscar Bastos, 50, que possui um restaurante na rua Nestor Silva, não aprovou. “Agora vai ficar bem complicado porque não temos estacionamento interno. Acho que teremos que colocar manobrista”, disse.

OLINDA
Também nesta segunda-feira, o trecho entre as ruas Doutor Farias Neves Sobrinho e Coronel João Joaquim Antunes, da avenida Ministro Marcos Freire, em Olinda, será interditado por 30 dias. A proibição acontecerá por conta de uma obra da Compesa, que vai assentar 250 metros de tubulações de esgoto ao longo da avenida. A obra faz parte das intervenções para a implantação de esgotamento sanitário da cidade.


Município de Panelas sai do colapso de abastecimento

Do FolhaPE

Após as chuvas registradas nos últimos dias na região Agreste do Estado, a Barragem de São Sebastião, que abastece o município Panelas, voltou a acumular água, atingindo 35% da sua capacidade. Com isso, a Compesa voltar a operar o sistema de abastecimento e, a partir deste sábado(4), será retomada, gradativamente, a distribuição de água. Atualmente, a cidade estava sendo atendida exclusivamente por meio de carros-pipa em virtude da estiagem prolongada.

Segundo o diretor regional do Agreste e Mata, Leonardo Selva Mesmo com o retorno da operação do sistema de Panelas a partir da Barragem de São Sebastião, a Compesa continuará se esforçando para trazer água da Barragem de Patameiro, localizada no próprio município, para reforçar o sistema da cidade e ter mais condições de enfrentar a escassez de água. A obra está orçada em R$ 800 mil e prevê a construção de uma adutora de 5 km. As tubulações já chegaram à cidade e a previsão é concluir a adutora em 90 dias a partir da autorização do dono da propriedade, que cederá o uso de 20 litros de água por segundo para ajudar a cidade de Panelas.

Para garantir a distribuição, o município foi dividido em cinco setores, sendo um rodízio de três dias com água para nove dias sem já a partir deste sábado (4).


Compesa lucra 14% a mais em 2012 e supera a meta

Apesar de um ano difícil, Companhia fechou as contas de 2012 superando a meta de faturamento (Foto: Divulgação/Compesa)

Por Kleber Nunes
Da Folha de Pernambuco

Apesar de um ano difícil, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) fechou as contas de 2012 superando a meta de faturamento que era de R$ 1 bilhão. Os cofres da estatal receberam ao todo R$ 1,035 bilhão, crescimento de 14,65% em relação ao ano anterior. A melhor marca dos últimos seis anos com a atual gestão.

A alta cifra elevou o otimismo da empresa para este ano, considerado pelo próprio governador Edu­ardo Campos como “um ano mais difícil que será preciso vencer”. O presidente da companhia, Roberto Tavares, aposta em um faturamento de R$ 1,140 bilhão para 2013, apesar da persistência da seca.

O balanço divulgado ontem mostra o quanto a Compesa conseguiu aumentar de forma sustentável o seu faturamento, equilibrando investimentos e receitas. Na arrecadação, por exemplo, a estatal conseguiu crescer 16,91%, reflexo de ações para incrementar a captação de pagamento dos clientes inadimplentes. Foram regularizados R$ 90 milhões em contas atrasadas. Dentro do plano de universalização do esgotamento sanitário, só na Região Metropolitana do Recife (RMR), foram aplicados quase R$ 190 milhões.

“Ampliamos os investimentos de forma consciente, demonstrando um compromisso do Governo com o setor de saneamento e abastecimento de água. Conseguimos, então, melhorar todos os nossos indicadores, aumentando em quase 15% o valor agregado da Compesa”, comemorou Tavares. “Vai ser difícil bater as metas de 2013, pois a seca faz com que a gente diminua o faturamento e amplie os gastos é um efeito duplo que vamos ter que superar”, ponderou.

Apesar do cenário incerto que se desenha, o presidente garante que 2013 será um ano de grandes investimentos. Uma das maiores e mais importantes obras hídricas do Estado, a Adutora do Agreste, deve ter suas obras iniciadas em maio – cinco meses depois do previsto.

Além disso, a companhia recebeu do Governo Federal a incumbência de construir o Ramal do Agreste, canal de 70 quilômetros que será responsável por levar água do Eixo Leste da Transposição do São Francisco para a adutora. “O Ministério da Integração Nacional está analisando o planejamento e orçamento. A licitação deve sair no mês que vem”, adiantou Tavares.


Compesa troca 150 metros de tubos na Agamenon

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) inicia, neste sábado (13), a troca de tubulação na avenida Agamenon Magalhães, uma das principais artérias viárias do Recife. O trabalho vai se concentrar na via local, no Espinheiro, com a implantação dos tubos para ampliação da rede de distribuição de água. O serviço será executado das 7h às 17h no trecho entre as ruas São Salvador e Bandeira Filho, onde a companhia assentará 150 metros de tubos.

Para realização do serviço, a Compesa vai interditar a faixa do lado direito da via. O trabalho segue até o domingo (14). Segundo a Compesa, a decisão de atuar nessa área durante os finais de semana é para diminuir o impacto no trânsito.

Ao todo, serão implantados 800 metros de tubulação na avenida Agamenon Magalhães. Até agora, já foram assentados cerca de 350 metros. A ação faz parte do programa de modernização da rede de distribuição da Região Metropolitana do Recife.


Compesa paralisa sistema para conserto emergencial

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está realizando desde às 7h de quinta-feira (28) o conserto de um vazamento em uma tubulação de 300 milímetros do Sistema Caixa D’Agua, no bairro de mesmo nome, em Olinda. Por esse motivo, o fornecimento de água foi suspenso para 54 localidades de Olinda e da Zona Norte do Recife. A paralisação os bairros e comunidades de Dois Unidos, Alto do Capitão, Alto Santa Teresa, Alto do Rosário, Alto do Maracanã, Córrego do Morcego, Alto do Agave, Alto da Telha, Alto do Carroceiro, Alto da Bica, Passarinho, Vasco da Gama, Nova Descoberta, Alto das Pedrinhas, Alto 13 de Maio, Alto Nossa Senhora de Fátima, Alto Mundo Novo, Alto da Favela, Alto da Brasileira, Alto Antonio Félix, Alto da Esperança, Alto da Loura, Alto das Queimadas, Alto do Bambuí, Alto do Boleiro, Alto do Buriti.

Além disso, ficarão sem água moradores residentes nestas localidades: Alto do Caçador, Alto do Eucalipto, Alto do Giriquiti, Alto do Refúgio, Alto Jardim Progresso, Alto José Idalino, Boqueirão, Camboriú, Córrego do Botijão, Córrego da Areia, Córrego da Azeitona, Córrego da Coroa, Córrego do Aprígio, órrego do Boiandi, Córrego do Boleiro, Córrego do Euclides, Córrego do Inácio, Córrego do Jenipapo, Córrego do Joaquim, Córrego do Maracanã, Córrego do Marreco, Córrego do Ouro, Córrego Jardim Primavera, Córrego Manoel da Menina, Córrego Pedro da Cocada, Córrego José Idalino, Guabiraba e Morro da Conceição.

Os técnicos estão trocando uma peça de um registro instalado na tubulação. O equipamento quebrou no fim da noite da quarta-feira (27). A previsão é de que o serviço seja concluído até 1h da madrugada desta sexta-feira (29) e as áreas atingidas pela parada emergencial terão o abastecimento retomado de acordo com o calendário habitual.


Compesa divulga empresas para Adutora do Agreste

A Compesa publicou nesta quarta-feira (27), no Diário Oficial do Estado, o resultado da licitação do primeiro lote da Adutora do Agreste. O Consórcio Adutor do Agreste, formado pelas empresas Passarelli e PB Construções, foi o vencedor com uma proposta no valor de R$ 361,4 milhões. “Essa etapa é a primeira do maior conjunto de obras já realizada pela Compesa, que chegará a um montante de R$ 4 bilhões”, destacou o presidente da companhia, Roberto Tavares.

O prazo legal para recursos é de cinco dias úteis e, caso não haja contestação, o certame será homologado e repassado para a fase de contratação no dia 8 de abril. Estão previstos para ser construídos 111 quilômetros de adutoras, uma estação de tratamento de água, uma estação elevatória (sistema de bombeamento) e dois reservatórios. A previsão é concluir as obras em um prazo de dois anos a partir da assinatura da ordem de serviço. Serão contempladas as cidades de Pesqueira, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Caetano e Caruaru.

Já no mês de abril, os demais lotes (2, 3 e 4), que estão em processo de julgamento de recursos, deverão também ser concluídos. Quando a obra estiver concluída em sua totalidade, a Adutora do Agreste vai trazer água do Rio São Francisco para cerca de dois milhões de pessoas que moram em 68 municípios do Agreste pernambucano, uma das regiões de menor disponibilidade hídrica do país.


Leitora faz denúncia contra Compesa no Ipsep

Segundo moradora, esgoto está retornando pelos ralos dos banheiros, causando transtornos às famílias (Foto: Cláudia Vaz/Divulgação)

A leitora do Blog Cláudia Vaz denunciou um problema que sua família e moradores da avenida Raimundo Diniz, no Ipsep, estão vivendo por um suposto descaso da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Ela relata que a dejetos estão retornando às casas pela rede de esgoto, gerando transtornos às famílias. Segundo a internauta, o órgão já foi avisado três vezes sobre o problema, sendo a última vez no dia 22 de fevereiro, mas, até o momento, não solucionou o caso. Confira, abaixo o relato:

Gostaria de denunciar o descaso da Compesa, onde se faz mais de um mês que estamos vivendo em um casa que o esgoto está retornando pelo ralo do banheiro. Aqui na região, na avenida Raimundo Diniz, BL 86I Qd.2, no Ipsep, não é só problema meu, pois isso acontece em outras casas aqui, todas no térreo. Na minha tem criança, a casa da minha avó, uma idosa de 84 anos, com dificuldades de locomoção, também está acontecendo o mesmo, são fezes para tudo quanto é lado. Preciso de uma solução urgente.

Estamos, aqui, correndo risco de pegar doenças e a Compesa nem aí para o nosso caso. No dia 22 de fevereiro foi feita uma denúncia à Compesa onde só vieram 15 dias depois, mas, mesmo assim, não resolveram nada, só fizeram um paliativo, onde de nada adiantou. Não estamos suportanto mais essa situação. Essa já é a terceira denúncia que fazemos e até agora nada.

Outro ponto que chegou é que a rua só faz feder a fezes. Está um caos, até no Ministério Público eu tive que ir porque a empresa não toma nenhuma providência concreta, só faz fazer paliativo. Não é justo, estamos nos prejudicando diariamente com isso, as paredes estão todas úmidas, os móveis estão todos mofando, com a “água” que a Compesa nos presenteia com o seu descaso.

Cláudia Vaz 


Goiana forte na indústria, mas falta saneamento

Por Geraldo Lélis
Da Folha de Pernambuco

O saneamento básico de Goiana, Zona da Mata Norte, destino de grandes empreendimentos da indústria, é alvo de preocupação. Um levantamento realizado por economistas da Consultoria de Economia e Planejamento (Ceplan), com base no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma situação crítica, em que a maioria dos domicílios (74,7%) não tem saneamento adequado. Até o fim de 2014, a cidade terá funcionando em seu território uma unidade da Hemobrás e o polo automotivo, que abrigará uma fábrica de veículos da Fiat e 14 empresas fornecedoras, além de outros possíveis grupos do polo farmacoquímico.

A situação se agrava quando se olha para a relação de domicílios com esgoto a céu aberto na vizinhança, que é de 53,3%. Além disso, 76,7% das residências não depositam esgoto na rede geral. De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o problema já tem data para ser solucionado. Deverá ser assinada, ainda esta semana, a ordem de serviço para implantação do sistema de esgoto em todo o centro urbano de Goiana. O investimento da Compesa é de R$ 40 milhões e o prazo para conclusão da obra é de 18 meses. Já na área em que será instalado o polo automotivo, segundo a Compesa, o projeto está sendo concluído para ser licitado em breve. A Companhia também informou que o saneamento na região da Hemobrás ficará por conta da estatal federal.

O diagnóstico de Goiana foi divulgado ontem durante a 12ª edição da Análise Ceplan, que também avaliou o cenário econômico de Pernambuco, do Brasil e do mundo. A análise mostrou que o PIB pernambucano continuou sen­do impulsionado pela construção civil (8,3%) e, desta vez, com a ajuda do setor de serviços, que cresceu 2,7% puxado pelo índice de 9,3% do subsetor transporte, armazenagem e correio, que tem relação com a construção. Assim como Pernambuco, os outros protagonistas do Nordeste – Bahia (3,1%) e Ceará (3,7%) – também cresceram acima da média nacional (0,9%). Outra semelhança é que os três estados sofreram do mesmo mal, que foi a involução do setor agropecuário, por conta da seca.

Também foi observada a diminuição do crescimento do emprego formal no Nordeste, que obteve índice de 1,1%, 0,9% menor que a marca nacional, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. Pernambuco acompanhou a média do País. Para os analistas da Ceplan, esse “freio” se dá pela estabilização de grandes obras que acontecem no Estado. Para 2013, a consultora Tânia Bacelar acredita na estimativa do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, de que o Brasil obterá crescimento em torno de 3% e prevê que Pernambuco continue crescendo acima da média nacional, acompanhando a diferença de dois pontos percentuais e crescendo entre 5% e 6%.


Compesa: Fornecimento voltou, mas pode ter atraso

Empresa ressalta que serviço foi retomado na última sexta (Foto: Reprodução/Internet)

Em resposta à denúncia da leitora do Blog, Socorro Lima, que criticou um suposto descaso com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) no fornecimento de água aos moradores do bairro do Prado, no Recife, o órgão informou, por meio de nota, que o fornecimento do líquido foi normalizado às 12h do sábado (9) passado. No entanto, a empresa, afirmou que, por conta da paralisação, poderá haver um “desequilíbrio natural” ao repassar a água. Confira a íntegra da nota:

A Compesa informa à leitora Maria do Socorro Lima que foi retomada na noite da sexta (8), a distribuição de água nas localidades afetadas pela paralisação do Sistema Tapacurá, para conserto de uma tubulação no bairro do Engenho do Meio.Conforme divulgado, a volta do abastecimento ocorreria de acordo com o calendário provisório de rodízio, implantado no início deste mês, para preservar os mananciais que estão com níveis baixos, em virtude da falta de chuvas. O bairro do Prado está inserido no calendário do setor 1, que recebeu água no sábado (9), desde as 12h, permanecendo assim até as 8h do domingo (10).

Ocorre, porém, que após uma paralisação por alguns dias, há um desequilíbrio natural do sistema, que tem uma operação complexa, podendo ocorrer atraso no horário do calendário, queda de pressão ou até falta de água em alguns pontos mais distantes da rede de distribuição. O alto consumo após uma paralisação de um sistema também interfere no processo de regularização do abastecimento.

A falta de água no imóvel da leitora pode estar ocorrendo por essas variáveis ou por outra questão, localizada, que precisa ser investigada. Como a leitora informou que o problema é anterior a implantação do rodízio, a companhia pede que ela entre em contato pelo e-mail imprensa@compesa.com.br para o agendamento de uma visita técnica ao seu imóvel.


Compesa agenda conserto de tubo para o dia 12

Em resposta à queixa de um Leitor do Blog, que denunciou vazamento de água em uma tubulação da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) às margens da BR-101, no município do Cabo de Santo Agostinho, a Compesa informou que agendou o conserto para a próxima terça-feira (12). Neste dia, será feita uma paralisação no Sistema Pirapama para o reparo na estrutura.

Em nota enviada ao Blog, a Compesa ressaltou que, por ser uma tubulação de grande porte, o conserto “requer a aquisição de material e a realocação de equipes técnicas”. Confira a íntegra do documento:

Em relação à queixa de vazamento em uma tubulação da Compesa às margens da BR-101, a companhia avisa que está programando a manutenção para o dia 12 de março, quando será feita uma parada no sistema Pirapama. A companhia lembra que, como a tubulação é de grande porte, o serviço requer a aquisição de material e a realocação de equipes técnicas para fazer o conserto. Assim que todos os detalhes da intervenção estiverem definidos, ela será comunicada à população.


Compesa interliga Sistema Pirapama ao de Suape

Localidades do município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), terão o abastecimento interrompido, a partir desta terça-feira (26), para que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realize uma intervenção no Sistema Suape. A paralisação terá início às 7h e seguirá até as 18h de quinta-feira (28).

O trabalho faz parte do projeto de integração dos sistemas de abastecimento da RMR, que ocorre desde 2011 com a inauguração de Pirapama. O objetivo é flexibilizar a operação dos sistemas, ampliando o alcance das águas de Pirapama para o Sistema Suape. Durante a intervenção, será feita uma interligação na adutora de Algodoais.

A estimativa da Compesa é de que aproximadamente 60 mil pessoas sejam afetadas com a paralisação.


Leitor reclama de serviço da Compesa em Piedade

Segund0 morador, água chega sem força às casas da rua Rui Barbosa (Foto: Paulo Marcelino/Divulgação)

Olá, moro na rua Rui Barbosa, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes.Nessa rua estamos passando por vários problemas estruturais, mas o mais grave é com a Compesa.

O abastecimento de água praticamente não existe. A água chega sem força na maioria das residências e em outras nem isso ocorre. Quem tem uma bomba super-potente puxa água direto da rede e piora mais ainda a vida das demais pessoas.

Em minha casa, tenho uma cisterna que fica a quase dois metros de profundidade e nem assim a água chega. Já reclamei com a Compesa várias vezes. Precisamos urgente de uma oportunidade para expor essa situação.


Tavares nega desequilíbrio por causa de PPP

Presidente da empresa afirmou que o equívoco que há na análise feita pelo órgão é a premissa (Foto: Divulgação/Compesa)

Sobre um possível desequilíbrio econômico para a Compesa, a partir da instalação da Parceria Público-Privada do Saneamento, apontado no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o presidente da instituição, Roberto Tavares, afirmou que foi feita uma resposta ao Tribunal com relação a esse item e que o equívoco que há na análise feita pelo órgão é a premissa.

“Porque eles têm uma premissa de que o investimento tem que ser feito pela própria Compesa. Que isso, no setor de saneamento, não é verdade. Ele partiu de uma premissa”, afirmou.

Segundo o presidente da instituição, quando foi enviado um estudo mostrando a viabilidade econômico-financeira que a empresa permanecia, o TCE usou uma premissa. “Todo o relatório do Tribunal é em cima de que a gente não considerou que os investimentos na faixa de cento e tantos milhões, ele vai e debita isso no nosso recurso próprio. E isso foi uma premissa equivocada porque os investimentos são feitos pelo acionista, não só na Compesa com na esmagadora maioria de empresas de saneamento do Brasil. Essa é a realidade”, garantiu.

Segundo ele, a capacidade de investimento com recurso próprio das empresas de saneamento como um todo é muito baixa. E é usada basicamente para amortizar os investimentos que são feitos, quando se faz captação própria. Tavares disse ainda que as grandes obras, todo investimento, é feito com recurso do acionista que é captado ou é próprio, ou é captado junto ao Orçamento Geral da União, ou FGTS, financiamento.


Compesa nega aumento na tarifa de água com PPP

Segundo presidente da Compesa afirmar que a PPP vai trazer aumento de tarifa, não é verdade porque parte de um pressuposto de que a Companhia vai quebrar (Foto: Divulgação/Compesa)

O presidente da Compesa, Roberto Tavares, negou que, com a implantação da Parceria Público-Privada (PPP) do Saneamento, haverá aumento na tarifa repassada à população. “Não tem. Os aumentos na conta de água são decorrentes de uma política tarifária que recondiciona a inflação, que repõe a inflação ano após ano. Isso continuará acontecendo. Mas afirmar que a PPP vai trazer aumento de tarifa, isso não é verdade porque parte de um pressuposto de que a Compesa vai quebrar”, garantiu. Na tarde desta sexta-feira (15), o presidente da instituição assinou o contrato para a instalação da Parceria, junto com representantes das empresas que ficarão encarregadas de realizar a ampliação do esgotamento sanitário dos 14 municípios da Região Metropolitana e Goiana.

Segundo Tavares, a Companhia não vai quebrar, ela vai continuar sendo equilibrada se continuar sendo administrada como tem sido hoje. “Fazendo os investimentos com recursos do acionista, do governo do Estado ou do governo Federal, e ampliando sua cobertura como a gente tem feito hoje, mesmo enfrentando a pior seca dos últimos 50 anos”, disse.

A bancada de oposição tem questionado a PPP do Saneamento, que tem sido um tema bastante polêmico, principalmente durante a última campanha eleitoral, pedindo mais explicações do Governo. Ao ser indagado sobre privatizar a parte lucrativa da empresa e deixar para a administração pública só a parte que geraria prejuízos, Roberto Tavares foi enfático: “Quem precisa fazer uma análise mais aprofundada é a própria população. De saber se isso que estão chamando de parte lucrativa, a população tem uma boa prestação de serviço. Hoje, a prestação de serviço é deficiente, não só por culpa da ineficiência da Compesa. Ela é deficiente porque o sistema necessita de muitos investimentos”, disse o presidente da Companhia.

Tavares completou: “Então, eu pergunto se a população está satisfeita com a prestação de serviço de esgotamento sanitário que tem hoje. E eu já sei que a resposta é não porque nós também estamos insatisfeitos. Por isso, fomos buscar uma modelagem diferente que faça com que a Compesa continue estável, continue equilibrada, mas que a gente possa resolver o problema que afeta o dia a dia das pessoas”, garantiu.

Segundo o gestor, esse é o maior projeto de saneamento do Brasil. Serão beneficiados 15 municípios, cerca de 3,7 milhões de pessoas, com investimento estimado superior a R$ 4,5 bilhões. A partir desta sexta-feira começa a contar o prazo de seis meses para que a empresa que venceu a licitação contrate pessoal, adquira os equipamentos e esteja pronta para fazer os investimentos, assim como para operar e manter a rede. Em seguida, disse o presidente da Compesa, eles terão um prazo máximo de dois anos, sob pena de multa, para que estejam operando nas condições de projeto. E dentro de cinco anos, a contar da ordem de serviço que será dada nos próximos seis meses, todas as unidades devem estar adequadas à legislação ambiental atual. Ou seja: tratando todo o esgoto que é coletado.


Daniel cobra explicações sobre PPP da Compesa

O deputado argumentou que ao entregar toda a parte lucrativa da Companhia, o Estado ficará com a operação que dá prejuízo (Foto: Widio Joffre/Folha de Pernambuco)

O deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) fez uma cobrança ao governo do Estado para que a Parceria Público-Privada (PPP) da Compesa seja esclarecida para a população. O polêmico tema foi bastante lembrado durante a campanha eleitoral realizada no ano passado, mas de acordo com o parlamentar, no momento, foi negado, simplesmente, que havia privatização. O assunto deve ser um dos primeiros a entrar em pauta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “É preciso explicar. Na campanha ele não explicou. Na campanha ele simplesmente negava que havia privatização. Não houve, naquele momento, uma explicação. Precisa, agora, realmente explicar”, disse o tucano à Rádio Folha FM 96,7.

“Não consigo entender. E isso é o que o Tribunal de Contas diz, é o que dizem os funcionários, é o que diz a bancada da oposição da Alepe, como é que você entrega a parte lucrativa da empresa e a mesma não passa a ter prejuízo. Isso é uma conta que não fecha”, afirmou Daniel Coelho. O parlamentar argumentou que ao entregar toda a parte lucrativa da Companhia, o Estado ficará com a operação que dá prejuízo. E que, consequentemente, isso vai gerar um aumento na conta d’água. O tucano classificou como insustentável a Compesa ser lucrativa sem o serviço de esgoto e que o governo precisa dar explicações no campo das contas e finanças, além de dizer que será preciso analisar efetivamente a viabilidade da empresa com a privatização do esgoto.

“Estão privatizando a parte mais importante da Companhia. É algo ainda mais grave do que aconteceu com a Celpe. No caso da Celpe, venderam tudo. Estão privatizando a parte lucrativa. Isso é um absurdo. Não podemos deixar que aconteça. Vamos querer aprofundar esse debate e eu quero entender que conta é essa que você privatiza a parte lucrativa e permanece com a parte deficitária. Então, essa conta precisa ser melhor explicada para a população”, cobrou o deputado estadual.

Daniel Coelho informou que uma audiência pública já foi solicitada para debater o tema. O agendamento dessa audiência deve ir para votação no início da próxima semana.