Presidente do PT do Recife defendeu, também, que é preciso recuperar a coerência política (Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco)

Apesar de revelar que, se fosse governador de Pernambuco, não estaria aliado ao PSDB, o presidente do PT do Recife, Oscar Barreto, pareceu não se incomodar de fazer parte de um mesmo governo que o partido que atua como oposição ao PT. “O PSDB não elegeu o governador Eduardo Campos (PSB). O PSDB vem numa aliança político eleitoral. Muito mais eleitoral do que política”, afirmou Oscar, em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7, ao ser questionado se lhe incomoda estar no mesmo governo que os tucanos.

“E acho que isso não tem nenhum problema para quem faz política sabendo para onde vai. Porque quem sabe para onde caminhar não perde o rumo da história. Acho que não há nenhum problema. As alianças saíram do campo do programa, das identidades programáticas políticas para as conveniências eleitorais. E, inclusive, o PT inaugurou isso. Quando trouxe o PL, trouxe um conjunto de partidos para a reeleição do presidente Lula, quando vários companheiros eram contra”, completou.

Para exemplificar, Oscar Barreto citou a vereadora Heloísa Helena (PSOL-AL) e a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC), que já integraram o quadro da legenda.

De acordo com o presidente municipal do PT, o debate de coerência de alianças foi perdido “já há algum tempo” pelos partidos políticos no Brasil. “Sou daqueles que acham que é preciso recuperar a coerência política, sem dúvida. Se eu fosse, claro, governador, não estaria aliado, sem dúvida, com o PSDB”, revelou.


Eduardo quer PT no Governo

"É uma prazer trabalhar com as pessoas do PT”, garante o governador (Foto: Aluisio Moreira/SEI)

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

Mesmo com a intenção de algumas lideranças petistas de entregar os cargos na gestão do governador Eduardo Campos (PSB), o socialista continua insistindo na tese de que o afastamento a nível federal não deve influenciar nas alianças estaduais. Ontem, o governador fez afagos aos petistas pernambucanos e disse que se depender dele, não haverá desligamento. “Se depender da nossa parte, é um prazer trabalhar com as pessoas do Partido dos Trabalhadores que estão trabalhando no nosso governo, como foi um prazer trabalhar com outros que participaram no primeiro governo e nos ajudaram a fazer a gestão”, afirmou, mesmo dizendo que vai respeitar a decisão do partido.

Lideranças como o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo, ambos do PT, já defenderam publicamente a entrega dos cargos na gestão de Eduardo. Porém, o socialista ressaltou que a postura do PSB nacional não deve refletir nas conjunturas estaduais onde as duas siglas são aliadas. “O PSB vai continuar participando de governos do PT em muitos lugares. Vamos continuar participando do governo de Marcelo Déda, em Sergipe, e do governo de Jaques Wagner, na Bahia”, explicou. Eduardo também citou as administrações do PSB onde o PT integra a base, a exemplo do Espírito Santo e Amapá, governadas respectivamente por Renato Casagrande e Camilo Capiberibe.

O governador também citou o exemplo da eleição de 2012, quando o PT foi derrotado pelo candidato do PSB, o prefeito Geraldo Julio. “Essa participação é uma questão da dinâmica local de cada lugar. Convivemos aqui nas eleições de 2012. Convivemos, disputamos sem nenhum tipo de constrangimento. Essa é uma decisão que vai caber ao Partido dos Trabalhadores tomar”, afirmou. Eduardo também exemplificou os locais onde o PT e o seu partido não são aliado, como na Paraíba.

GOMES
Eduardo Campos disse não ter conhecimento sobre a saída do governador do Ceará, Cid Gomes, da sua legenda. Segundo ele, o cearense deve ter uma conversa com o grupo político dele no Estado. Cid não concordou com a entrega dos cargos no âmbito federal e disse que vai reavaliar sua posição do partido. Há uma expectativa de que ele migre para uma legenda em nova, como a Solidariedade ou PROS.


“Eduardo conseguiu paralisar praticamente a política”

Terezinha Nunes classificou como uma jogada de risco ficar protelando uma definição (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) afirmou, durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, que o governador Eduardo Campos (PSB) “conseguiu paralisar praticamente a política do Estado”. Para ela, Pernambuco é hoje o Estado mais difícil de definir seu rumo no pleito do ano que vem porque tem um gestor que pode se candidatar à Presidência da República. “Estão todos esperando uma definição dele”, garantiu a parlamentar.

Ao ser indagada, então, se o “relógio” do PSDB está atrelado ao do PSB, a deputada afirmou que todos os partidos estão na mesma situação. “O relógio de todo mundo. O PTB, o PT, está todo mundo aguardando a definição dele, para onde ele vai, para a gente saber onde vai ficar também”, assegurou.

Apesar de considerar Campos como um governador politicamente “muito competente” e alguém que sabe fazer política, Terezinha criticou essa falta de definição por parte do socialista. Para ela, adiar como ele está adiando é uma “jogada de alto risco”.

“Eduardo é um governador politicamente muito competente, ele sabe fazer política. Ele gosta, ele faz política 24 horas por dia. Mas eu acho que é uma jogada de risco, de ficar protelando, protelando. Pode chegar em um momento que ele vai para um estrangulamento”, afirmou.

A parlamentar completou dizendo: “Ele tem muitos candidatos a governador dentro do PSB, fora os que estão fora do PSB, dentro da Frente Popular. Então, pode ser que ele se atrapalhe. Não é fácil, não”.


PSB tem candidatos em excesso, afirma Lessa

Para Lessa, a população deseja alguém que possa "fazer mais e melhor" do que o governador Eduardo Campos (PSB) (Foto: Wagner Ramos/Folha de Pernambuco)

“O PSB em Pernambuco é um partido que não faltam excelentes opções de sucessão a Eduardo Campos. Nós temos inclusive em excesso”. Foi com essa declaração, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, que o secretário de Articulação Regional e Social do Estado, Aluísio Lessa, classificou a situação de seu partido em Pernambuco e o cenário para as eleições de 2014, quando Campos terá de ser substituído.

“Temos o ministro (Fernando Bezerra Coelho) que legitimamente deseja, tem alguns secretários de Estado, o vice-governador (João Lyra Neto) que deseja essa oportunidade e outras pessoas, que desejam isso”, disse Lessa, analisando as possibilidades.

Ao ser questionado se no momento da escolha a experiência pesaria a favor do candidato, o titular da pasta afirmou que sim. “Mas, às vezes um técnico bem assessorado por gente já experimentada no serviço público também é um componente que funciona, assim como um político bem assessorado por técnicos. Os perfis todos são bons”, assegurou Lessa.

Ainda de acordo com o secretário, a sociedade hoje tem maturidade para escolher o que é o melhor para Pernambuco “pós-Eduardo”. “As pessoas desejam alguém que possa fazer mais e melhor do que Eduardo”, finalizou Aluísio Lessa.


Apagão: Aécio diz que Governo não tem planejamento

Em visita ao governador Eduardo Campos (PSB), na noite da última quinta-feira (29), o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (PSDB) criticou a falta de planejamento do Governo Federal no setor elétrico. Na visão do tucano, o incêndio que provocou um apagão em oito estados do Nordeste e mais 24 cidades do Maranhão na última quarta-feira (28) prova isso.

“O que há no setor elétrico, independente da causa pontual que eu não sei o que foi o incêndio, é a de falta planejamento nessa área. Houve um excesso de intervencionismo do governo o que descapitalizou as empresas do setor que obviamente estão fazendo menos investimentos. Há uma atuação equivocada das termoelétricas, enfim, o excesso de intervencionismo assustou investidor”, acusou Aécio.

Na sequência, Aécio afirmou que o seu partido sempre defendeu a redução das tarifas de energia. “Fizemos isso nos estados em que governamos com a isenção muito grande do imposto estadual. O governo federal preferiu não isentar o PIS/Confins da conta de luz, fez uma intervenção enorme no setor e quem está pagando a conta somos nós brasileiros. O Tesouro é que está pagando a conta. Então, o que existe no governo é falta de planejamento e uma gestão ineficiente”, classificou o mineiro.

Mais cedo, durante um evento no Centro de Convenções, Eduardo Campos (PSB) havia afirmado que apesar do apagão desta semana, o Brasil já tinha vivido situações piores no passado, fazendo alusão a época de racionamento durante o governo FHC. Aécio reconheceu o problema enfrentado pela gestão tucano no setor elétrico.

“Nós tivemos problemas sérios nessa área lá atrás e não escondemos isso. Agora eu quero pensar no futuro. Nós temos que pensar como fazermos e planejarmos os investimentos para que não haja no futuro mais apagões. O Brasil precisa de planejamento, de eficiência na gestão pública. Chega de aparelhamento na maquina publica e de ineficiência de obras superfaturadas no Brasil inteiro e que não são entregues”, criticou.

Por fim, Aécio garantiu que os brasileiros querem um novo ciclo. “O que as pesquisas de opinião deixam claro é que a maioria da população brasileira demonstra que não quer continuidade do atual governo e é isso que eu vir conversar com o Eduardo”, finalizou.


“Igreja” diferente de ex-presidente

Governador se esquivou de responder se ele teria o apoio de Lula caso fosse para um eventual segundo turno da disputa. (Foto: Marina Mahmood)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Com recepção de pré-candidato à Presidência da República, o governador Eduardo Campos (PSB) concedeu sua primeira entrevista nacional, para um programa popular, o do apresentador Ratinho, onde não poupou críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) deixando em aberto a possibilidade de disputar as eleições do próximo ano. Questionado se a pretensão de alçar um voo majoritário poderia atrapalhar sua amizade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o socialista afirmou que eles já se posicionaram em campos diferentes em pleitos anteriores e isso não abalou a relação entre eles, classificada por Campos como “muito especial”. Eduardo citou a eleição para prefeito do Recife, no ano passado, onde o petista apoiou o senador Humberto Costa (PT) e ele o seu apadrinhado político, o prefeito Geraldo Julio (PSB).

“O amigo pode ter uma Igreja e a gente outro. Não tem problema nenhum nisso”, relatou. No entanto, o governador se esquivou de responder se ele teria o apoio de Lula caso fosse para um eventual segundo turno da disputa. “Não vou fazer isso com meu amigo”. Durante a entrevista, Campos criticou em pontos sensíveis da administração como a falta de diálogo, as dificuldades da política econômica da gestão, a falta de diálogo e até de humildade. Em contrapartida, ele entoou pontos do seu discurso voltado para temas nacionais como o pacto federativo.

No final da entrevista, Eduardo ainda mandou o seu recado. Quando questionado se seria candidato em 2014, o socialista respondeu que voltaria em 2014, ano em que ele diz que tomará a decisão, para falar sobre o assunto.


Aécio desembarca e segue para casa do governador

Com jantar articulado pelo presidente estadual do PSDB, Sérgio Guerra, na casa do governador Eduardo Campos (PSB), nesta quinta-feira (29), o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) desembarca às 19h10, no Recife, no hangar da Weston. O mineiro deve desembarcar e seguir direto para a residência do socialista.

Há, no entanto, a possibilidade de que ele fale com a imprensa local antes de encontrar com Campos. Algo que ainda não foi confirmado.

O encontro entre o tucano e o socialista deve ser objetivo, pois às 22h Aécio deve embarcar para o Estado vizinho da Paraíba, onde tem uma reunião ainda nesta quinta-feira. No Recife, o senador mineiro desembarca acompanhado do deputado João Almeida (PSDB), que é paraibano.


Campos receberá Aécio para jantar em sua casa

Governador e o senador mineiro devem discutir sobre o cenário de 2014 (Foto: Reprodução)

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), podem estar buscando uma aproximação ainda maior visando, quem sabe, parcerias no futuro. De acordo com Vera Magalhães, da coluna Painel, na Folha de S. Paulo desta quarta-feira (28), o socialista receberá Aécio para jantar em sua casa, nesta quinta-feira (29), na capital pernambucana.

Segundo a nota “Dois à mesa”, na conversa, os dois potenciais presidenciáveis devem discutir o cenário do próximo ano, de eleições presidenciais. O último encontro entre eles ocorreu na casa do tucano, há cerca de um mês.

A publicação diz ainda que, embora não vislumbrem acordo no primeiro turno, não descartam composição caso um deles avance na disputa, e discutem palanques comuns em Estados como São Paulo e Paraná. O governador Eduardo Campos já chegou a classificar como madura e de diálogo a sua relação com o senador Aécio Neves, possível adversário do socialista nas eleições de 2014.


Coutinho endossa críticas de Eduardo à presidente

Democrata também afirmou que a presidente Dilma Rousseff foi forjada a ser candidata pelo ex-presidente Lula (Foto:Arthur Mota/Folhape)

As supostas críticas deferidas pelo governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, à atuação da presidente Dilma Rousseff (PT) à frente da Presidência da República, foi defendida pelo deputado federal Augusto Coutinho (DEM). Ontem, em reunião fechada com empresários em São Paulo, o socialista teria afirmado que a petista não é a líder que aponta caminhos para o País. Para Coutinho, Campos acertou no alvo.

“Acho que a presidente não tem tido a desenvoltura de uma líder”, disparou o democrata, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, referindo-se, principalmente, às relações institucionais.

Para Coutinho, Dilma foi forjada a ser candidata à Presidência da República pelo padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não conseguiu demonstrar a capacidade necessária para o cumprimento das atividades relacionadas ao cargo.

O parlamentar também acredita que o poste de presidente exige uma desenvoltura em diversos aspectos, que vão desde um bom relacionamento até exercer liderança – algo que uma função deste tamanho exige.


Socialista defende pacto

Governador também criticou a discussão sobre o debate eleitoral, destacando que houve uma exagerada antecipação sobre o pleito (Foto: Marina Mahmood)

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

O governador Eduardo Campos defendeu, ontem, o acordo em torno de “um pacto de bom senso” entre as forças políticas brasileiras para ajudar o Brasil a enfrentar as dificuldades econômicas do País. Segundo ele, é importante não colocar em votação medidas que possam fragilizar ainda mais a economia. “Tem que haver um trabalho para não piorar as expectativas sobre o futuro, um pacto de bom senso no Brasil pra não se votar nada que venha a piorar nesse semestre a questão fiscal ou a questão da política cambial. Todo mundo, governo e oposição, tem que pensar que está vivendo no Brasil”, afirmou.

O gestor também criticou a discussão sobre o debate eleitoral, destacando que houve uma exagerada antecipação sobre o pleito. “Quando os políticos ficam só conversando entre si sobre eleição em palanque acabam sendo ultrapassados, porque surgem fatos novos, surgem aqueles que conseguem interpretar a pauta que está no meio do Brasil real”, destacou.

O governador, no entanto, frisou que os problemas atuais não são piores que os do início do Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1998, e os identificados também na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o socialista, as dificuldades devem ser resolvidas com diálogo. Evitando falar sobre sucessão, Eduardo disse que as forças políticas precisam entender os reais clamores da sociedade. “A população não está atrás de conversas e promessas”, comentou.


Em nota, prefeitos dizem que Eduardo é inimigo

Socialista disse não querer proximidade com Cabral (Foto: Marina Mahmood)

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

Um dia depois de o governador Eduardo Campos (PSB) admitir que o seu partido tem dificuldades no Rio de Janeiro, a Associação Municipalista do Rio de Janeiro (Aemerj) divulgou uma nota à Imprensa criticando o socialista. No documento, os prefeitos taxaram Eduardo de traidor e ainda disseram que o governador é visto como inimigo pela população do estado fluminense. As críticas surgiram justamente após uma reunião realizada no Recife com a cúpula do PSB, na qual Campos afirmou que não quer proximidade com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e seu candidato à sucessão, Fernando Pezão, ambos do PMDB.

A nota é assinada pelos dois representantes da Aemerj, os prefeitos Vicente Guedes (PSC) e Max Lemos (PMDB). “Ele será sempre visto como inimigo pela população do Estado do Rio de Janeiro. É bom que ninguém esqueça, Eduardo Campos foi o maior líder entre os governadores de estados não produtores de petróleo no movimento para retirar os royalties do petróleo e gás do nosso estado e dos nossos municípios”, destaca o documento.

Além de dizer que Eduardo traiu os interesses de cariocas e fluminenses, a nota diz também que Eduardo demonstra preconceito com as “boas práticas políticas” desenvolvidas pelo Governo Federal, estadual e dos municípios do Rio de Janeiro.

Único representante do PSB do Rio de Janeiro na Câmara Federal, o deputado Glauber Braga respondeu às críticas dos prefeitos. Para ele, há uma tentativa de se criar um fato político envolvendo Eduardo. Ele lembrou que no Rio de Janeiro, o PSB está como oposição a Sérgio Cabral e não tem interesse de se aliar aos peemedebistas na eleição estadual do próximo ano.


PSB não entregará os ministérios da sigla

Em Pernambuco, Campos reuniu deputados estaduais(Foto: Marina Mahmood)

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

Apesar da vontade de alguns socialistas, o PSB do governador Eduardo Campos não vai entregar os cargos que possui no Governo Federal em setembro, como sugeriu o presidente do partido em São Paulo, o deputado federal Márcio França. Um aliado do governador Eduardo Campos afirmou que essa discussão não está na pauta da legenda, pelo menos por enquanto. Embora a candidatura de Campos já seja dada como certa, interlocutores dele alegam que o partido não vai fazer esse movimento antes de analisar qual o real cenário da eleição presidencial do próximo ano.

Internamente, líderes da legenda também entendem que a postura do PSB sobre a candidatura presidencial não é porque há uma posição contrária à gestão petista, mas em virtude de um projeto do partido. Atualmente, a legenda do governador tem dois ministérios: o da Integração Nacional, que é administrado por Fernando Bezerra Coelho e a Secretaria dos Portos, com Leônidas Cristino. O partido ainda indicou o presidente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Bosco Almeida. Ontem, ao cumprir agenda no município de Caruaru, o governador foi questionado pela Imprensa local sobre o assunto, mas disse que esse debate ainda não foi feito no PSB.

De acordo com uma fonte do partido, o movimento iniciado em São Paulo pelo deputado federal Márcio França para alavancar a candidatura do governador, tem o objetivo de fortalecer a chapa do PSB no estado. O partido quer atrair nomes fortes para a disputa proporcional e o estímulo a uma candidatura majoritária a nível nacional teria reflexo na formação de chapas. Além disso, Márcio França, de acordo com um graduado socialista, quer ser candidato a governador de São Paulo e esse movimento também visa fortalecer seu nome para o pleito. Inclusive, a candidatura dele já é dada como certa nas hostes socialistas. Com a postulação de França, o PSB teria um palanque para o governador em São Paulo.

PERNAMBUCO
Essa semana, o governador reuniu os deputados estaduais pernambucanos para discutir os rumos da eleição proporcional. O pedido partiu do deputado Ângelo Ferreira. Segundo um socialista, há uma preocupação dos parlamentares com o projeto de Eduardo. “Eles queriam saber se Eduardo vai ser candidato ou se não vai ser e o governador disse: ‘eu não vou deixar vocês (se houver uma disputa presidencial)’”, revelou a fonte.


Governador pode ser o vice de uma chapa com Lula

Campos estuda três cenários: ser candidato a presidente, ao senado ou ser vice de Lula (Foto: Roberto Stuckert/Instituto Cidadania)

Por Renata Bezerra de Melo
Da coluna Folha Política

Há três caminhos estudados, hoje, por Eduardo Campos, para trilhar em 2014: ser candidato à Presidência da República, disputar o Senado, ou ser o vice do ex-presidente Lula. Esta última hipótese esta mais do que nos cálculos do governador, segundo um socialista de trânsito bem livre no Campo das Princesas. As últimas declarações de Lula, repetindo que não tentará retornar ao Planalto, foram lidas por socialistas como nada mais que um contra-ataque retórico ao, cada vez mais forte, “Volta, Lula”. Agora, que a aprovação da petista despencou, se ele fica calado, só colabora para descredenciar a sucessora e isso só serviria para subtrair ainda mais pontos do PT. Sendo as negativas de Lula apenas estratégicas, e podendo ser ele mesmo o candidato à sucessão de Dilma, Eduardo tem compromisso com o líder-mor do PT e, se for preciso, será seu vice. Na tradução de um interlocutor de Campos: “Ele não tem nada a ver com o PT, mas com Lula ele tem!”.


Elias apresenta a Eduardo sugestões para mobilidade

Em documento enviado ao governador Eduardo Campos (PSB) na última quarta-feira (10), o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), apresenta sugestões para melhoria do Sistema de Transporte Público da Região Metropolitana do Recife (RMR). Entre as propostas de curto prazo, entre 60 e 180 dias, a implantação de dez corredores prioritários para ônibus totalizando 29,7 Km de extensão.

As ações propostas contam com projetos básicos com plantas baixas, perspectivas e memoriais descritivos, entre outros estudos de engenharia, inclusive orçamentos preliminares que apontam para investimentos da ordem de R$ 6 milhões.

No documento, o prefeito reitera o pedido de adesão ao Consórcio Metropolitano de Transporte, para a qual destaca já ter cumprido integralmente todas as exigências para aprovação.

Além dessas ações de curto prazo, Elias Gomes ressalta ser necessária a articulação junto ao Governo Federal no sentido de agilizar a liberação de convênios já analisados previamente, mas ainda em fase de aprovação e formalização. São convênios para Requalificação da Avenida Ulysses Montarroyos, urbanização de Barra de Jangada (inclui Estrada de Curcurana), Pavimentação Avenida Mata Grande e de ruas do bairro de Dois Carneiros, e a construção da Via Metropolitana Sul. Os investimentos estão orçados em R$ 720 milhões.

O tucano destaca ainda a sua disposição para participar das discussões relativas a ações estruturadoras em estudo ou em implantação na RMR, a exemplo da ampliação do BRT (linha Norte-Sul) até Jaboatão.

As sugestões apresentadas por prefeito Elias Gomes atendem a pedido do governador, por ocasião de reunião realizada na sede do governo estadual que reuniu ainda os prefeitos do Recife, Geraldo Julio (PSB), e de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), no dia 17 de junho, quando foi decidida a redução de R$ 0,10 nas passagens de ônibus anunciada por Campos na terça-feira (18).


Eduardo deve participar de encontro do PSB no Rio

O governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e provável candidato à Presidência da República em 2014, deve participar do Encontro Nacional de Militares e Parlamentares Federais no Rio de Janeiro, no próximo sábado (13). O evento tem por objetivo debater a atual realidade do País e fazer uma análise de conjuntura do momento que o Brasil está passando através da participação popular.

Militantes de todos os municípios do Rio de Janeiro são esperados, além de ministros, senadores, a Executiva nacional e estadual do PSB, a bancada socialista na Câmara dos Deputados, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, prefeitos e vereadores eleitos da legenda. Uma oportunidade de deixar o pernambucano mais próximo dos socialistas daquele Estado.

O encontro, organizado pelo deputado federal Glauber Braga (PSB-RJ), será realizado no Clube dos Servidores Municipais, na Tijuca, no Rio de Janeiro, tem Eduardo Campos como convidado de honra do parlamentar.

Procurada, a assessoria de Imprensa do governo do Estado afirmou que a participação de Eduardo Campos no evento não está confirmada.