Minas: Campos esnoba prefeito e lançará deputado

Por Leandro Mazzini
Da Coluna Esplanada

Tratorado pelo alinhamento do PMDB com a futura candidatura de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas, o deputado Leonardo Quintão estuda deixar o partido após o convite tentador de Eduardo Campos: lançá-lo pelo PSB na mesma disputa, e ceder a ele o comando da legenda. ‘Estou pensando muito nisso’, revela Quintão. O atual presidente do PSB, Walfrido dos Mares Guia, foi erro de cálculo: é aliado de Lula e está de saída. Campos desistiu do prefeito de BH, Marcio de Lacerda, que recusou se lançar.

TUTO(DO) MISTURADO
Não é segredo em Minas: Walfrido é cria de Lula e amigo de Pimentel. Lacerda é mais aliado de Aécio Neves (PSDB) que o próprio presidente do PSB. Virou um tutu.

PEPINO
Mudanças ocorrerão antes que o tutu eleitoral vire pepino. Apesar de socialistas, Lacerda e Walfrido brigaram. Um e outro se sentem traídos por desacertos de 2012.

ATROPELADO
Quintão não esconde revolta com PMDB. Depois de barrado para disputar a prefeitura em 2012, esperando recompensa, foi preterido para ministro da Agricultura.

SHOW DO TOM
O poder eleitoral de Quintão surgiu em 2008, quando levou a disputa contra Lacerda para o 2º turno. Mas entrou em cena na TV o humorista Tom Cavalcanti, contratado pela campanha socialista. Tom passou a imitar caras e bocas de Quintão, com sotaque carregado do interior – conotando imagem de caipira. É tudo o que os cosmopolitanos belo-horizontinos rejeitam de rótulo. Há quem diga que isso ajudou Lacerda.


Itaipava dará nome à Arena Pernambuco

Valor do contrato, válido por dez anos, foi de R$ 100 milhões (Foto: Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco)

Depois de batizar a Arena Fonte Nova, na Bahia, a Itaipava dará nome à Arena Pernambuco. O anúncio oficial será feito na próxima segunda-feira (20), na inauguração oficial da Arena, que contará com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Eduardo Campos (PSB).

O acordo já foi fechado entre o Grupo Petrópolis e o Governo de Pernambuco, segundo o site Máquina do Esporte. O valor do contrato, válido por dez anos, foi de R$ 100 milhões e o grupo terá prioridade de renovação por mais dois período de mesma duração.


Bezerra Coelho ensaia “reestruturação do PMDB”

Por Gilberto Prazeres, do Blog da Folha
Da Folha de Pernambuco

A sucessão do Palácio do Campo das Princesas é um assunto que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), prefere manter distante de sua pauta oficial. Contudo, pessoas ligadas ao auxiliar da presidente Dilma Rousseff (PT) revelam que o socialista tem intensificado a sua movimentação, e o comando do PMDB-PE seguiria como o seu principal alvo para que ele possa chegar à disputa estadual em condições de vencê-la. O discurso que seria adotado para explicar a troca de partido, inclusive, teria ganho uma justificativa que foi encontrada pelo próprio comando nacional peemedebista: a necessidade de reestruturação da sigla no Estado. Em 2012, o PMDB só elegeu sete prefeitos em Pernambuco. Um número considerado baixo demais para o porte da agremiação.

Ministro estaria intensificando sua movimentação rumo à disputa estadual (Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha)

Com esse argumento, o ministro Fernando Bezerra Coelho teria a possibilidade de rebater as prováveis críticas que sofrerá após uma possível intervenção nacional do PMDB no Estado. Várias lideranças da legenda, inclusive, já questionaram publicamente a sequência de resultados que a sigla vem obtendo ao longo das últimas eleições, defendendo uma mudança na organização partidária. Desde que o senador Jarbas Vasconcelos deixou o Governo de Pernambucano, em 2006, o PMDB-PE tem perdido espaço para outros partidos, como o próprio PSB do governador Eduardo Campos.

Caso o PMDB nacional implemente essa estratégia, Fernando Bezerra Coelho chegaria ao partido utilizando o discurso de que estaria voltando para sua “antiga casa” para dar a ela a possibilidade de brigar para ter um tamanho semelhante ao alcançado nos seus melhores dias na história da política pernambucana. Essa construção é, segundo informações de bastidores, considerada a mais interessante para o auxiliar da presidente Dilma. Tanto que o socialista teria recusado um suposto convite, feito pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para ingressar na legenda.

Entretanto, essa engenharia tem que levar em consideração a força nacional do senador Jarbas Vasconcelos. O parlamentar, que já sinalizou apoio ao candidato que será indicado pelo governador Eduardo Campos, tem inserção nacional e uma intervenção no seu partido poderia municiá-lo para um confronto que poderia ser muito ruim para o próprio “interventor”. O nome do ministro Fernando Bezerra Coelho tem sido ventilado como o provável candidato ao Governo do Estado que contará com o apoio da presidente Dilma Rousseff. Inicialmente, ele foi especulado no PT e, agora, tem a possibilidade de retornar ao PMDB como a melhor opção para contar com um tempo de rádio e Televisão diferenciado durante a campanha de 2014.


Roberto Amaral rechaça “tanta antecedência”

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

A iniciativa do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), de tentar demover a candidatura do governador Eduardo Cam­pos (PSB) parece não ter enchido os olhos dos socialistas. O gestor petista revelou, em entrevista à “Veja”, que teria proposto apoio do PT a postulação presidencial do pernambucano em 2018, caso ele desistisse do seu projeto para o próximo ano. Vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral avaliou que “ninguém discute política com tanta antecedência” e que o PSB “vai tratar do hoje”. Segundo ele, a legenda reúne hoje condições e tem uma candidatura para lançar em possível voo nacional.

“Ninguém faz política com tanta antecedência. Reconheço que a intenção dele é boa e confio nele, mas não confio no processo histórico. A realidade é a eleição daqui a um ano. Vamos tratar do hoje. Hoje, o PSB está bem, tem candidato para lançar e tem condições. Se tivemos que esperar até 2018 é uma outra conversa”, analisou. O dirigente relatou que a intenção da legenda é discutir as possibilidades de lançar um projeto em 2014. No entanto, o vice-presidente mantém o discurso oficial do partido de só tratar de eleição no próximo ano. Segundo ele, a decisão sobre o posicionamento da legenda no pleito presidencial só será definido em 2014 quando o debate eleitoral será aberto nas instâncias partidárias.

Nas hostes socialistas, a avaliação é que a conjuntura favorável deste ano poderá não se repetir em 2018. Portanto, o partido precisa valorizar o seu passe em ano pré-eleitoral. “Hoje estamos vivendo um momento favorável e vamos explorar esse momento”, avisou. A legenda conseguiu um aumento de 40% do número de prefeitos eleitos, saltando de 308 para 433 prefeituras. Além disso, a avaliação de parte do partido é que a postulação de Campos ganhou um espaço significativo na vitrine nacional o que teria valorizado a legenda.

Outro fator tido como favorável pela legenda é a fase enfrentada pela política econômica brasileira e a sua condução pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) que, na visão de uma ala socialista, enfrenta resistência de alguns setores privados. Os desgastes dos dez anos de governos petistas também teriam trazido alguns desgastes para os governistas o que favoreceria o surgimento de uma terceira via na disputa.


PMDB-PE dirá não à proposta do comando nacional

Deputado acredita que proposta nacional é "malhar em ferro frio" (Foto:Arthur Mota/Folha)

Em Brasília para reunião de dirigentes do partido com o presidente nacional do PMDB, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), nesta terça-feira (07), o deputado estadual Gustavo Negromonte, declarou que a legenda não deve montar palanque para a presidente Dilma Rousseff (PT) no Estado, nem lançar candidato próprio para concorrer ao Governo de Pernambuco. O senador Jarbas Vasconcelos não fará parte do encontro, que acontece a partir das 14h.

As reuniões estão sendo realizadas com os diretórios estaduais desde o mês passado. Estão em pauta dos encontros as eleições de 2014. “O assunto é convencer a bancada do PMDB pernambucano a migrar para a base de Dilma Rousseff e lançar candidato próprio em Pernambuco ao Governo”, afirmou o deputado em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Segundo Negromonte, o lançamento de candidato próprio ao Governo é visto, em princípio, como especulação. O deputado também acredita ser legítimo que o presidente nacional da legenda tente levar o diretório a apoiar a petista e ter candidatura própria.

“Mas eu acredito, particularmente, que é malhar em ferro frio. O PMDB estadual tem um compromisso, em vigorando a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) a presidente, estar ao lado dele e com certeza se ele for candidato não estaremos no palanque de Dilma, como não estivemos no palanque na eleição dela e no palanque de Lula. Nós sempre fomos respeitados pelo PMDB nacional”, afirmou o parlamentar.

Para o deputado, tentar conversar é um direito, uma prerrogativa. “O que não pode é tentar impor, seja o apoio a Dilma ou a uma possível candidatura no Estado. Agora, a Executiva do partido não há ninguém que defenda essa tese, a não ser que se especula a candidatura de Júlio Lóssio, mas ele terá que convencer os que fazem o PMDB no Estado, mas não acredito nisso”, finalizou o peemedebista.


Após escândalo, Câmara mudou, diz Carreras

Por Gilberto Prazeres, do Blog da Folha
Da Folha de Pernambuco

À frente da administração da Câmara de Vereadores do Recife a três mandatos consecutivos, Augusto Carreras (PV) afirma que a instituição conseguiu dar passos importantes para implementar mudanças significativas em seu funcionamento. O verde destaca que o Legislativo municipal está próximo de realizar o seu primeiro concurso público e de ter as condições que garantam a aquisição de uma nova sede. Nesta entrevista, o parlamentar negou a existência de problemas em sua relação com o presidente Vicente André Gomes (PSB) e ainda revelou que o escândalo das notas frias mudou a cultura gerencial da Casa, promovendo o aumento do zelo dos seus pares. “As pessoas passaram a ser mais zelosas na análise das prestações de contas”, cravou.

Verde disse que os vereadores ficaram mais cuidadosos com a prestação de contas (Foto: Leo Mota/Arquivo Folha)

A nova legislatura da Câmara do Recife foi iniciada com a polêmica sobre a validade das visitas realizadas por alguns vereadores a parlamentos municipais considerados referências. Mas essas viagens, realmente, serviram para alguma coisa?

A gente tem que analisar não somente do aspecto do que pode ser construído, mas também do enriquecimento do conhecimento. Os vereadores viajaram, conheceram o funcionamento de outras casas legislativas, para até comparar com o funcionamento da Câmara Municipal do Recife. Eu acho válido, porque, queira ou não queira, você traz conhecimentos novos, compartilha esse conhecimento e isso vem em benefício da Casa.

Mas tem algo que pode realmente ser aplicado a curto prazo ou é alguma coisa que ainda tem que ser analisada futuramente?

Não fiz parte dessa viagem, mas acredito que os vereadores que foram, pelo que têm colocado na Casa, tiraram proveito. Foi proveitosa no sentido de aprender. Mas acho que tem coisa que pode ser aplicada a curto, médio e a longo prazos.

Dá para citar um exemplo?

Pelo que eu sei, foram observados aspectos, tanto de funcionamento estrutural e administrativo das casas, como do aspecto de funcionamento da atividade legislativa. A Câmara se divide na atividade administrativa, que é uma coisa mais interna, e na atividade legislativa, que é mais inerente à atividade dos parlamentares, com exceção daqueles que também administram a Casa. E essas medidas serão implantadas com o tempo. Acredito que tenha sido bom. Tem coisas que a Câmara do Recife já vinha fazendo, e que a gente já estava à frente. Como exemplo, na questão da transparência, a revista Veja fez uma matéria no ano passado e colocou a Câmara Municipal do Recife como uma das mais transparentes que existem.  Leia Mais


Se não deu em 2012…

Por Diogo Monteiro
Da Coluna Folha Política

Na segunda rodada do nosso jogo dos candidatos do PSB à sucessão estadual, o jogador da vez é o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar. O socialista teve uma rápida ascensão dentro do círculo de poder do governador Eduardo Campos, de quem é primo e já fora procurador-geral no primeiro mandato, e recebeu a missão de articular diretamente a relação do Palácio do Campo das Princesas e a base aliada. Nas eleições de 2012, seu nome apareceu com força nas bolsas de apostas para a disputa municipal, não foi escolhido, mas volta com força para 2014.

Ponto Forte – É da “cozinha” do governador Eduardo Campos e a rápida ascensão dentro do Governo do Estado se deveu à fama de “tarefeiro”, qualidade muito apreciada pelo governador em seus subordinados

Superpoder – Tem demonstrado empenho na preparação de sua pré-candidatura. Nos bastidores, é tido como o que mais se movimenta no partido para garantir a candidatura.
Arma Secreta – Como secretário da Casa Civil, tem uma linha direta com lideranças políticas e prefeitos para articular apoios e alianças em torno de seu nome.

Ponto Fraco – Seu nome sofre resistência dentro de parte da própria cúpula do PSB, por conta de uma suposta falta de diálogo com os aliados e da agressividade com que persegue seu objetivo.

FESTA – A festança promovida por Tadeu Alencar, no último sábado, com a presença de boa parte da fauna política pernambucana, foi tida por muitos como uma demonstração de força por parte do secretário. Mas há quem ateste que o governador Eduardo Campos não ficou muito feliz com a movimentação sob os holofotes.


Eduardo e Bezerra pregam união

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

GARANHUNS – Ao contrário dos últimos atos que realizaram juntos, o governador Eduardo Campos (PSB) e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), demonstraram afinidade, ao discursar, on­tem, para a população do Agreste. Depois de várias críticas ao Governo Federal nos últimos meses, o governador adotou um tom conciliador. Ontem, diferente dos últimos atos, onde Eduardo costuma citar falhas do Governo Dilma Rousseff, o socialista preferiu dizer que o interesse da população está acima de brigas políticas. “Quem tem quatro ou cinco meninos em volta, sem saber direito como vai almoçar, não quer ver políticos brigando em troca de nada. Quem está nessa situação, quer ver as pessoas que têm boa vontade, responsabilidade, cada uma fazendo o que pode, da maneira que sabe, e um ajudando o outro a saber mais e a poder mais e é isso que eu consegui fazer”, disse, ao final do pronunciamento.

Ministro (D) vê consenso entre Eduardo e a presidente (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

Durante seu discurso, Fernando Bezerra Coelho fez vários afagos a Eduardo, chegando a dizer que ele é um “governador arretado”. “É sempre muito bom visitar Pernambuco e rever esse governador que é um arretado para o trabalho. Se tem uma coisa que Eduardo Campos vai legar à história política de Pernambuco, não vai ser sua obra de pedra e cal, vai ser sua determinação pessoal, vai ser sua obstinação pelo trabalho. Não tem nos anais de Pernambuco um governador que tenha se dedicado tanto ao trabalho”, disse o correligionário, acrescentando que Eduardo não mede dia, nem hora e nem distância.

No último encontro público entre os dois, que ocorreu no município de Surubim (Agreste Setentrional), Fernando Bezerra, em recado a Eduardo, disse que o Governo iria “fazer mais”, justamente o discurso pregado pelo líder socialista. Ontem, o ministro disse que é muito bom que Eduardo e Dilma tenham o mesmo discurso. “Isso é bom. Mostra que temos pontos de consenso e acordo e sempre precisamos fazer mais, independente do marketing político de um ou de outro. Se a gente se dedicar, trabalhar, se unirmos nossos esforços é sempre possível fazer mais pelo bem da sociedade”, comentou. O ministrou negou que integrantes do PT estivessem articulando a saída de socialistas dos cargos do Governo Federal e mais uma vez defendeu a permanência da atual aliança, mas não quis dizer se Eduardo poderia encabeçar esse projeto.

O governador, por sua vez, preferiu não comentar as especulações de que a saída de socialistas já estaria sendo articulada por líderes do PT. “Isso não é minha pauta. Minha pauta é cuidar das coisas concretas do dia a dia. Temos que enfrentar um momento de reconstrução da economia no mundo rural, de tocar as obras, esse é o momento que acho que devemos unir todos em uma pauta que interesse a todos”, resumiu.


Terezinha diz que discurso nacional não se vê em PE

Deputada acredita que o governador pode começar a ser cobrado pelo discurso nacional não aplicado em PE (Foto: Arquivo Folha)

A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), integrante da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), afirmou nesta sexta-feira (03) que o governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, está pregando um discurso nacionalmente que não corresponde ao que acontece atualmente no Estado. Além disso, a parlamentar disse que o socialista não deixa ninguém fazer críticas e que os parlamentares têm medo de falar de sua administração à frente do Executivo estadual.

Para a deputada, essa questão de “poder fazer mais”, frase que está sendo repetida como slogan do PSB, já se tornou “onda de marqueteiro” e se for para discutir quem é que vai fazer mais, quem pode fazer mais, seria melhor colocar um marqueteiro para ser governador e para presidente da República.

A parlamentar ainda disse que o administrador público pode no discurso político dizer que vai fazer mais, contudo é preciso ver, também, o que está sendo feito.

“No caso do governador, ele está fazendo um discurso nacional que não está correspondendo ao que acontece no Estado. O governador disse nacionalmente que tem que ter críticas, até respondendo ao PT e a Dilma, que as pessoas têm que ter o direito de criticar. Nós sabemos que em Pernambuco isso não acontece. O governador não deixa ninguém criticar. Só tem poucos deputados de oposição na Assembleia, os deputados do governo têm medo de falar do governo, cobrar qualquer coisa. Existe um clima de medo”, disparou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

E se no caso de Pernambuco se pode aplicar o conhecido ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”, a tucano afirmou que “mais ou menos”. “Mas eu acho que agora o governador vai começar a ser cobrado. Na hora que ele promete em discurso nacional e não faz no Estado a mesma coisa, isso vai ter cobrança. E é bom que ele se prepare porque eu sei que ele está fazendo um discurso muito bonito nacionalmente, mas precisa saber se ele está fazendo em Pernambuco o que ele está pregando a nível nacional. Em muitos casos não está”, completou a parlamentar.


Proposta de indexação não recebe suporte

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

PALMARES – O governador Eduardo Campos (PSB) se mostrou contrário à ideia da Força Sindical de vincular os salários à inflação. O socialista acredita que a proposta pode prejudicar a economia do Brasil, que já não está vivendo os melhores períodos. A proposta é uma bandeira da Força Sindical, que propõe que a cada vez que a inflação chegar ao percentual de 3%, os subsídios dos trabalhadores sofram a mesma alteração. Com a medida, a população seria “beneficiada”. Por outro lado, o cenário econômico do Brasil iria ser mais instável.

O socialista ressaltou que a economia do Brasil precisa ser desindexada, já que as classes trabalhadoras são as que mais são atingidas com o processo inflacionário. “Uma das grandes conquistas da nação brasileira nos últimos anos foi a gente pôr fim à inflação. Ainda temos muita coisa indexada na nossa economia. A gente sabe que (com a) inflação os ricos, os que têm dinheiro, o sistema financeiro, conseguem proteger seu patrimônio com a inflação, mas quem vive de salário, quem vive de biscate, de aposentadoria, de pensão, não consegue proteger (seus patrimônios)”, disse.

A proposta de indexação do salário foi rejeitada pelo secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que disse que a medida será contra os trabalhadores e contra o Brasil, por induzir o clima de alta inflacionária. O senador Aécio Neves também já tinha se posicionado contrário à sugestão. “Se a gente alimentar (esse projeto) achando que está fazendo uma coisa boa, indo buscar reindexação da economia, a gente termina na verdade, fazendo algo muito ruim para os mais pobres, para os assalariados, para as pequenas empresas que vivem e trabalham por conta própria”, opinou o socialista.


No Interior, Eduardo manda recado

Por Lívia Mota
Da Folha de Pernambuco, com Agência O Globo

CARUARU – “Quem viver verá”. Foi assim, em clima de recado e disputa, que o governador Eduardo Campos (PSB) – e eventual adversário de Dilma Rousseff em 2014 – reagiu ontem à guerra de slogans que vem sendo travada entre o seu partido e o PT, segundo os quais, respectivamente, é possível “fazer mais” e “fazer cada vez mais”. O mote, adotado pelo socialista desde que seu nome passou a figurar entre os presidenciáveis, foi usado com insistência nas recentes inserções e no programa nacional do PSB. E vem incomodando o PT, que começou a tentar neutralizar a colocação do pernambucano, desde o último dia 27, quando Dilma e o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva começaram a aparecer na televisão, afirmando que “nosso governo também aprendeu, com o Brasil e os brasileiros, que é possível fazer cada vez mais e melhor”.

Socialista iniciou um périplo por mais de dez localidades do Interior (Foto: Eduardo Braga/SEI)

“Conseguimos um passo importante, que é mostrar que é possível fazer mais pelo povo brasileiro. Ruim na vida é quando a gente acha que já fez tudo, e começa a contar o que já foi. O importante na vida da gente, da família, da empresa, de um estado, de um país, é que as pessoas se sintam desafiadas a fazer mais e melhor”, disse Eduardo Campos, em Caruaru, onde iniciou um périplo por mais de dez localidades da Zona da Mata e da Região Agreste, para assinar convênios, vistoriar obras e implantar ações de convivência com a seca.

Mais cedo, depois de uma entrevista na TV, Campos havia abordado o tema. “Acho que conseguimos construir um entendimento bom e saudável para que no Brasil haja debate sobre temas, independente da eleição. É complicado quando toda vez que se vai falar como político, as pessoas sejam vistas como candidatos. É importante discutir o País, reconhecer que é possível fazer mais. Acho que os programas do PT mostram construção desse consenso. Mas não entenderia a frase adotada pelo PT como um recado (para o PSB), como o nosso não foi (para o PT)”, amenizou.

CAMPANHA
Enquanto discursava, Edu­ardo Campos, por vezes, foi interrompido pela multidão, que gritava “Eduardo Presidente do Brasil”. Em cima dos palanques, secretários, prefeitos e líderes comunitários se referiam ao governador como futuro presidente. O discurso de Eduardo não foi tão diferente dos demais, apesar de não citar sua candidatura, focou nas ações que fará no Estado e na “visão de crescimento que sempre teve”.


Agricultores pedem apoio. Governo reajusta a bolsa

Por Mirthyani Bezerra
Da Folha de Pernambuco

Os trabalhadores rurais vindos de diversas partes do Estado saíram da manifestação alusiva ao “Grito da Terra”, realizada na tarde de ontem no Centro do Recife, querendo mais esforços do Governo do Estado na solução dos problemas do segmento, que sofre os efeitos da pior seca dos últimos 40 anos. Isso porque das 56 reinvindicações apresentadas pela diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) ao governador Eduardo Campos, apenas alguns poucos pontos deverão ser atendidos pelo Governo.

As reivindicações foram feitas logo após a passeata realizada ao longo da avenida Conde da Boa Vista até a praça da República, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, onde foi montado um palanque. Eduardo Campos garantiu que a bolsa oferecida aos trabalhadores por meio do Programa Chapéu de Palha sofrerá um reajuste de 6%. Também foi estabelecido o pagamento mínimo de R$ 100, o que vai beneficiar diretamente seis mil agricultores. Mais de 100 mil trabalhadores rurais são atendidos atualmente pelo programa.

Além disso, o governador afirmou também que será elaborado um Plano de Convivência para recomposição da perda de cerca de um milhão de animais por causa da seca. “Desse número, 200 mil foram a óbito por falta de água e alimento. Vamos fazer esse plano junto com o movimento. Não se pode lutar contra a seca, mas se pode conviver com ela”, afirmou.

O presidente da Fetape, Doriel Barros, afirmou que acreditava em uma evolução nas negociações com o Governo Estadual. “Mas o anúncio não atende ainda o que temos co­mo prioridade. Mas nós vamos continuar nossa caminhada”, disse. Durante discurso, ele chegou a afirmar que muitas mobilizações serão realizadas, inclusive, com “fechamentos de BRs”. “Queremos ser ouvidos e entendidos”, alertou.


Dimensões bem diferentes

Por Jamille Coelho
Da Coluna Folha Econômica

Geograficamente falando, não dá para comparar Pernambuco à junção de todos os estados brasileiros. Ou seja, será que a estratégia de crescimento adotada pelo governador Eduardo Campos por aqui funcionaria em nível federal? O fato é que enquanto o PIB nacional estagnou em 0,9%, o Estado, que previa crescer 3,5%, atingiu 2,3%. Pois bem, Campos ainda não confirma, mas não é segredo para ninguém sua empolgação na disputa pela vaga da presidente Dilma.

E depois de nacionalizar discursos como o Pacto Federativo, a distribuição igualitária dos royalties do pré-sal para os estados, a criação dos fundos de compensação e de desenvolvimento para o Norte e Nordeste para amenizar as perdas na arrecadação de ICMS, caso seja aprovada a unificação do imposto interestadual, o governador decide engrossar ainda mais o tom de cobranças pela melhoria da política econômica nacional, sob a justificativa de que, como um bom aliado, precisa ajudar a presidente Dilma.

Na entrevista publicada ontem, pela revista Exame, o governador fez questão de enfatizar que os estados estão fazendo sua parte e investem mais do que a União, mas esqueceu de lembrar que isso é feito com a ajuda do Governo Federal, a quem vive recorrendo. Além disso, o socialista garantiu que o País poderia crescer mais de 4% ao ano, mas não disse como. É bom começar a pensar nisso, não?


Fortunati diz ‘não’ a Campos

Por Leandro Mazzini
Da Coluna Esplanada

Após o convite para ser vice de Eduardo Campos (PSB), feito pelo próprio pré-candidato à Presidência, o prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati (PDT) disse um discreto não para o socialista. Em conversa com a coluna, Fortunati revelou que prefere terminar o mandato de prefeito e evitou falar do futuro. Foi o segundo revés que Campos teve em poucos meses, nas articulações para se lançar. O aliado Marcio de Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte, recusa se candidatar ao governo de Minas.

Muy aliado
Lacerda, mais aliado de Aécio (PSDB) que Campos, diz que continuará prefeito e gosta de ‘pegar no chifre do boi’, bordão dos mineiros em alusão a quem gosta do que faz.

Charminho
O PDT será uma das noivas de 2014. Carlos Lupi, esperto, conversa tanto com Eduardo quanto com Aécio Neves. Também faz charminho para continuar aliado de Dilma.

Além-campo
O técnico Felipão, da Seleção Brasileira, faz palestra hoje em faculdade de Cascavel (PR) sobre ‘Os caminhos do Hexa’. Pelo visto, vai se explicar muito antes de discursar.

DNIT militar
Depois da invasão dos sem-terra à sede do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), em Brasília, o prédio amanheceu cheio de integrantes do GSI – Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Não se sabe ainda se para evitar novas invasões do MST ou novo loteamento do PR, que retomou o ministério.

Linha dura
Um general é quem comanda o DNIT hoje, e pelas ordens da presidente Dilma, nada muda ali dentro, apesar da troca de ministros. Ou seja, a alta demanda do PR para cargos será vitória de Pirro: levam nomes ao Planalto, que vão para a gaveta do militar.  Leia Mais


Ingleses propõem parceria com Estado para a Copa

Por André Clemente
Da Folha de Pernambuco

Empresários britânicos querem ganhar o mercado brasileiro, e Pernambuco está no circuito. As olimpíadas de Londres, no ano passado, entram no currículo do País na hora de vender as suas experiências, principalmente, para o Brasil, sede dos próximos jogos olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro. Já o nosso Estado, que receberá dois grandes eventos de futebol, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, respectivamente neste ano e em 2014. Setores como infraestrutura, mobilidade, óleo e gás, indústria naval e energia são os principais mercados que os ingleses acreditam que podem oferecer colaboração por aqui.

Comitiva britânica foi recebida, ontem, pelo governador Eduardo Campos (Foto: Hesíodo Góes)

“Outras reuniões devem acontecer daqui para a frente. Queremos oferecer parcerias e trocar experiências nestes setores em que o Reino Unido possui tradição e investe constantemente em inovação”, disse o ministro de Negócios britânico, Vince Cable, em encontro com o governador Eduardo Campos, na sede provisória do Governo. Na ocasião, inclusive, foi firmado um acordo de cooperação entre o British Council, o Instituto HSBC Solidariedade e o Estado de Pernambuco para que professores de inglês da rede pública tenham o idioma aperfeiçoado.

O roteiro da comitiva incluiu uma visita ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo Industrial Portuário de Suape. “O País vive uma reindustrialização da construção naval e queremos mostrar aos empresários britânicos as reais oportunidades de negócio em Pernambuco”, disse Vince Cable, afirmando não ter quaisquer contratos firmados com o EAS. “Trata-se de um encontro apenas para troca de experiências”, garantiu.

A AMS Acoustics, que trabalha com acústica e sistemas de alarme para estádios e shoppings, entre outros, e atuou nas Olimpíadas de Londres em 2012, marcou presença na missão inglesa em terras pernambucanas. Entre os presentes, estavam representantes da Bechtel – empresa de engenharia e gestão para projetos de infraestrutura -; da Chemring Group, que atua no setor de segurança pública, oferecendo tecnologia contra ameaças terroristas, explosivos e mísseis; e da Foster&Partners, especializada em arquitetura sustentável para projetos que vão de estádios a residências. Esta última foi responsável pela construção do o maior terminal aeroportuário do mundo em Beijing, na China.