Jungmann: recuo é vitória da oposição e da sociedade

De acordo com o vereador, a dupla remuneração contraria o artigo 38º da Constituição Federal, que não permite a acumulação de salários públicos (Foto: Laila Santana/Arquivo Folha)

O líder da oposição na Câmara Municipal, Raul Jungmann (PPS), afirmou que o recuo do prefeito Geraldo Julio (PSB) foi uma vitória da bancada oposicionista da Casa de José Mariano e do povo do Recife. Quando o assunto da dupla remuneração recebida pelo gestor veio à tona, acumulando o salário de técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a verba de representação da Prefeitura do Recife, o pós-comunista denunciou ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e entrou com uma ação popular contra o acúmulo de remunerações.

“Fizemos questão de denunciar ao Ministério Público e ingressar com ação popular na Justiça, o que é nosso dever como defensores da cidadania. Isso mostra a importância de termos uma oposição atuante, que defenda os interesses da cidade e do que é público. E mais ainda, da mobilização popular pelo bem público, já que acumular salários não é legal, muito menos moral”, explicou Jungmann.

De acordo com o vereador, a dupla remuneração contraria o artigo 38º da Constituição Federal, que não permite a acumulação de salários públicos. Jungmann também lembrou que Geraldo Julio devolverá cerca de R$ 50 mil aos cofres públicos, referentes aos valores recebidos desde a sua posse como prefeito da capital pernambucana. “Vamos fiscalizar isso também”, alertou Jungmann.


Agenda causa embate entre vereadores

Líder do Governo estranha insistência da vereadora (Foto: Allan Torres)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Mesmo sem sessão no Legislativo municipal, ontem, vereadores de governo e oposição bateram de frente, esquentando a relação entre os dois grupos. A legisladora Priscila Krause (DEM) questionou, em sua página, o fato do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), não ter divulgado suas últimas agendas para a Imprensa e, segundo ela, não ter se posicionado ainda sobre as denúncias feitas por ela sobre o contrato do programa Reluz. Em contrapartida, o líder do Governo, Gilberto Alves (PTN), rebate que o prefeito não está fugindo do debate e optou por reforçar as agendas de monitoramento de obras.

“Geraldo Julio, sem agenda pública desde a última quarta-feira, precisa explicar as denúncias em torno do Reluz, o maior contrato de serviço assinado pela sua administração até agora: R$ 27,9 milhões. Há graves indícios e, até aqui, não houve sequer uma frase de explicação do chefe do Executivo”, criticou a democrata.

Gilberto Alves classificou como “egocentrismo do tamanho do mundo” a declaração da vereadora. O líder afirmou que a nova estratégia da agenda estava programada desde o início do governo que era a fase de monitoramento surpresa das ações da administração. “Ela não pode querer associar a agenda do prefeito a esse fato. O prefeito já tinha feito a operação da agenda dele a esse fato. Ela quer dar muita importância a esse fato. A prefeitura está na fase de monitoramento in loco e de forma surpresa, em favor da fiscalização. Se ele faz anúncio prévio, quem executa pode fazer figuração. É uma forçação de barra da vereadora”, rebateu.

Alves questionou a motivação por trás da insistência da gestora nas acusações. Segundo ele, a Prefeitura contratou o serviço mais barato e quebrou o monopólio do mercado, o que teria causado incômodo. “Ela insiste em bater em uma única tecla do direcionamento, mas os fatos desmentem ela. O que tem por trás disso? É muito estranho”, comentou.

A assessoria de Imprensa da prefeitura não quis se posicionar sobre a redução das agendas públicas do prefeito. O gestor voltou a fazer uma inspeção surpresa no bairro do Cordeiro. Também não participou da solenidade do programa Prefeito Amigo da Criança, sendo representado pelo vice-prefeito Luciano Siqueira (PCdoB).


Ferro cobra que Geraldo corresponda às expectativas

Deputado avalia que prefeito ainda não materializou promessas (Foto: Allan Torres)

Parece que não é só a lua de mel entre o prefeito Geraldo Julio (PSB) e a população do Recife que acabou. Após o socialista criticar publicamente a herança deixada pelo ex-prefeito João da Costa (PT), a ala petista que marcha com o ex-gestor também não se mostra muito simpática ao atual comandante do Executivo recifense. O deputado federal Fernando Ferro, por exemplo, cobrou que Geraldo corresponda às expectativas que alimentou durante o processo eleitoral do ano passado.

“Quem é o prefeito tem que responder até porque se criou uma expectativa muito grande, uma mudança de uma dinâmica administrativa muito importante de um administrador”, afirmou Fernando Ferro, disparando: “E eu, sinceramente, quero ver avançar”. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Ao ser questionado se Geraldo Julio já conseguiu empreender realmente alguma mudança, Fernando Ferro revelou que ainda segue aguardando a materialização das promessas.

“Estou no aguardo. Foi criada uma expectativa muito grande para a cidade. Quando se cria expectativa realmente tem que corresponder à expectativa. Aposto numa recuperação”, disse. Ele avaliou que existe um período de arranjo de máquina e que se está num processo de transição, mas que espera que as respostas sejam dadas.


Prefeito tenta destravar obras

Gestor se recusa a fazer o debate político sobre a administração passada (Foto: Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Após seis meses de ajustes, o prefeito Geraldo Julio (PSB) começa a voltar as atenções para a herança que recebeu do seu antecessor. Apesar de o socialista se recusar a fazer o debate político sobre o passado, nos bastidores, não faltam críticas ao estado em que as obras foram repassadas para a atual gestão. Com a pressão e cobranças aumentando, a Prefeitura começa a querer mostrar os prejuízos que foram recebidos e o esforço para tirar do papel as benfeitorias.

Grande parte dessas intervenções foram repassadas paralisadas, precisando de reajuste nos projetos ou com problemas nas empresas contratadas. As principais obras de grande porte deixadas paradas ou em ritmo muito lento para a atual administração somam R$ 265,9 milhões. O valor equivale a um quarto do orçamento anual de R$ 1 bilhão da Prefeitura do Recife.

Ao final da sua administração, o ex-prefeito João da Costa alardeava que iria deixar o caixa da gestão com uma margem positiva de investimentos engatilhados – posição resumida na sua famosa frase “todo mundo quer sentar na minha cadeira”. No entanto, a avaliação interna da gestão é bem diferente. Apesar do panorama negativo, Geraldo e o ex-gestor preferem não entrar no embate político, mesmo com críticas nos bastidores. Os dois são aliados no governo e chegaram a fazer uma aliança branca, durante a campanha de 2012.

Questionado sobre a situação das obras, João da Costa disse que “não sabe mais a situação porque não está lá”. A visão é que a situação é complicada porque muitas dessas ações possuem financiamento externo do Governo Federal ou linha de financiamento de bancos, o que implica no cumprimento de prazos para não afetar a captação de novos recursos. Algumas dessas ações chegaram, inclusive, a esgotar a fonte de recursos financiadas, mesmo não tendo sido concluídas.

Outras ações tiveram a contrapartida da PCR elevada consideravelmente quando a equipe socialista foi reavaliar a execução da obra. Paralisada em dezembro, a obra do canal do Guarulhos, em Jardim São Paulo, teve o investimento elevado de 10% para 70%. Com o orçamento inicial de R$ 22,5 milhões, a gestão não divulgou se haverá um aumento no custo da benfeitoria. O canal de Santa Rosa, na Torre, também teve aumento da contrapartida da gestão de 16,47% para 42%.


Prefeito nomeará 44 profissionais para a Saúde

O prefeito Geraldo Julio (PSB) nomeará, nesta terça-feira (2), 44 profissionais de saúde para toda a rede municipal. Serão 28 dentistas, 11 sanitaristas e cinco auxiliares de saúde bucal, que atuarão em unidades como a Policlínica Salomão Kelner, em Água Fria, local onde o ato será realizado. Com as nomeações, a policlínica passará a contar com atendimento especializado para pessoas com necessidades especiais em seu Centro de Especialidade Odontológica (CEO).

Os CEOs são unidades que ofertam as especialidades odontológicas de periodontia, endodontia, diagnóstico bucal, cirurgia oral e prótese dentária. Os profissionais da atenção básica são responsáveis pelo primeiro atendimento ao paciente e pelo encaminhamento aos CEOs.

O Recife conta com seis unidades, sendo cinco do tipo II (com quatro a cinco cadeiras odontológicas) e um do tipo III (com sete cadeiras odontológicas), além de um Laboratório de Prótese Dentária. No município, os CEOs funcionam dentro das policlínicas, o que permite o atendimento integral ao usuário.

Para atender às pessoas com necessidade especiais, os CEOs precisam fazer parte da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, do Ministério da Saúde. Essa rede busca levar atendimento integral e de qualidade às pessoas com necessidades especiais.


Jungmann cobra agenda positiva de Geraldo Julio

Ao analisar os recentes protestos que vêm ocorrendo no País, nas últimas duas semanas, e as respostas dadas pelas diversas representações da classe politica, a exemplo da redução da tarifa do transporte público de passageiros, o vereador e líder da oposição na Câmara de Vereadores do Recife, Raul Jungmann (PPS), afirmou que o prefeito Geraldo Julio (PSB) também precisa entrar nessa agenda positiva.

Em visita à redação da Folha de Pernambuco, na tarde desta sexta-feira (28), o pós-comunista afirmou que, a exemplo da Câmara do Recife, que anunciou recentemente um pacote que visa uma maior proximidade com a população, o chefe do Executivo municipal também deveria ter agenda positiva.

“O prefeito deveria colocar no Portal da Transparência a planilha dos custos do transporte urbano do Recife, abrir a caixa preta. Além disso, implantar o Passe Livre que ele se comprometeu em fazer durante a própria campanha e agora está empurrando com a barriga”, disse Jungmann.

Outro ponto cobrado pelo pós-comunista em busca dessa agenda positiva é trazer a público a herança maldita do ex-prefeito João da Costa (PT) que, segundo o parlamentar, é um dos motivos pelo qual a administração municipal está paralisada. “É exatamente o custo dessa herança”, afirmou o líder da oposição.


Eduardo e Geraldo saem de cena

Geraldo cumpriu agenda administrativa, ontem, mas ato não foi divulgado (Foto: Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco)

Por Jumariana Oliveira e Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

As manifestações que tomaram as ruas do Recife nos últimos dias mudou a rotina de alguns políticos pernambucanos, sobretudo a do governador Eduardo Campos e a do seu apadrinhado político, o prefeito Geraldo Julio, ambos do PSB. O último ato público de Eduardo aconteceu há nove dias, quando o socialista apresentou o Plano Estratégico Pernambuco 2035, evento realizado um dia antes do primeiro protesto.

Desde então, o governador não tem agendas institucionais no Estado. A única delas ocorreu na sexta-feira passada, mas não foi divulgada para a Imprensa. Os outros dois atos cumpridos por Eduardo foram em Brasília, onde atendeu ao chamado da presidente Dilma Rousseff (PT). Na terça-feira da semana passada, o governador se antecipou a uma agenda negativa ao convocar uma coletiva de Imprensa para anunciar a redução da tarifa da passagem, dois dias antes de um protesto que tomou as ruas na Capital.

Raras vezes o governador passou tantos dias sem fazer aparições. Normalmente, o socialista cumpre pelo menos um ato público na semana, mas na maioria das vezes a agenda de Eduardo, que é cotado para disputar a Presidência da República, é muito mais agitada. Quando o chefe do Executivo estadual cumpre apenas atos internos, as agendas também são enviadas, mas desde quinta-feira da semana passada, apenas uma reunião foi comunicada, que foi o encontro de ontem com a presidente Dilma e os demais presidentes nacionais de partidos governistas. Segundo um socialista, Eduardo Campos “não quer nem ouvir falar em política, enquanto as manifestações persistirem”.

A reportagem tentou, sem sucesso, contato com os secretários de Imprensa, Evaldo Costa; da Casa Civil, Tadeu Alencar; de Articulação Social e Regional, Aluísio Lessa; e de Governo, Milton Coelho, para saber o motivo do “sumiço” do governador. Este último não pôde atender porque estava embarcando em um voo no momento do contato com a reportagem.

Geraldo Julio também reduziu o ritmo das suas agendas externas divulgadas para a Imprensa. O último ato público do gestor comunicado por sua assessoria aconteceu na última sexta-feira, um dia após o primeiro protesto na Capital que reuniu 52 mil pessoas. Na ocasião, o socialista expressou suas opiniões sobre os protestos e condenou atos de violência praticados por alguns manifestantes.

Ele também foi questionado sobre a promessa de campanha da implantação do passe livre para estudantes do 6° ao 9° ano, mas revelou que a iniciativa não tem previsão para ser tirada do papel. Ontem, Geraldo Julio nomeou membros que irão compor o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), no edifício sede da Prefeitura do Recife, mas a solenidade não foi divulgada.


Passe Livre para estudantes ainda sem data prevista

Prefeito afirmou que está estudando a medida (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

Em meio aos protestos que levaram milhares de pessoas às ruas do Recife nesta quinta-feira (20), e que faziam inúmeras reivindicações, a exemplo do fim da corrupção, da não aprovação da PEC 37 e de mais investimentos em saúde e em educação. Ontem, o Blog da Folha postou uma promessa de campanha eleitoral do prefeito Geraldo Julio (PSB) que é o Passe Livre aos alunos do 6º ao 9º ano da rede municipal, seguindo o mote das exigências. No entanto, a medida ainda não tem data prevista para ser implantada.

“Nós estamos analisando e no momento certo, quando tiver feito a análise de viabilidade econômica, quando a gente tiver os recursos suficientes para tomar essa decisão, a gente tiver amadurecido o estudo sobre essa decisão, nós vamos implantar”, afirmou Geraldo Julio, durante solenidade de nomeação de 34 professores aprovados em concurso para a rede municipal.

Ao ser questionado se há previsão para que a medida seja implantada o prefeito disse que não. “Não tem data prevista”, disse o socialista.

Confira, abaixo, a promessa feita por Geraldo durante a campanha do ano passado:


Políticos evitam as manifestações

O governador, por exemplo, cumpriu uma agenda administrativa diferenciada (Foto: Aguinaldo Lima)

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

No dia marcado para o protesto de estudantes em Pernambuco, a grande maioria dos políticos pernambucanos preferiu se dedicar a agendas internas, evitando ir às ruas, onde o movimento, que tem na crítica aos seus representantes uma característica, tomava parte da cidade. O governador Eduardo Campos (PSB), por exemplo, cumpriu uma agenda administrativa diferenciada. De forma discreta, o socialista assinou a ordem de serviço para a reforma de três grandes hospitais estaduais, o da Restauração, o Getúlio Vargas e o Agamenon Magalhães. Esse tipo de compromisso costuma ser informado pela assessoria de Imprensa por meio da agenda oficial do governador, sobretudo pela relevância do tema, já que as unidades hospitalares possuem as emergências de maior destaque do Estado, mas ontem não houve qualquer aviso. Longe da Imprensa, Eduardo cumpriu o ato e depois realizou reuniões internas na sede provisória do Governo.

O secretário estadual de Imprensa, Evaldo Costa, disse que essa não é a primeira vez que o governador cumpre agendas não divulgadas. “Foi um ato pequeno, apenas com a Secretaria de Saúde”, comentou. Segundo ele, Eduardo Campos seguiu os trabalhos normalmente na sede do Governo, mesmo diante da manifestação realizada na Capital.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), só cumpriu expediente internamente. O secretário de Imprensa da PCR, Carlos Percol, também informou que os trabalhos na Prefeitura se deram de forma normal. Ele ressaltou que a CTTU e a Guarda Municipal foram escaladas para acompanhar a manifestação e que, no caso de alguma movimentação fora do comum, as informações seriam repassadas para o socialista.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Vicente André Gomes (PSB) disse que a Casa encerrou o expediente mais cedo porque não havia previsão de como o protesto iria ser conduzido, se de maneira pacífica ou não. Ele contou que assistiu à passeata no apartamento de um amigo, localizado a um quilômetro da Câmara. “Estou mantendo contato com e chefe de segurança da Câmara, de hora em hora ele me dá um informe, mas está tudo muito tranquilo. Parabéns para sociedade”, disse.

A maioria dos políticos de mandato em Pernambuco preferiu não participar do ato. Líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado Daniel Coelho (PSDB) divulgou uma carta no Facebook, explicando suas razões. “Não quero deixar margens para que alguns pensem que queremos nos aproveitar ou nos apropriar desse movimento. Os que acompanham nossa vida pública sabem que temos defendido as mesmas bandeiras e lutas dos manifestantes. Mas não queremos monopolizar esses temas”. O líder do Governo, Waldemar Borges (PSB), explicou que estava cumprindo outras atividades. A reportagem tentou contato com o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Guilherme Uchoa (PDT), mas ele estava reunido com o governador Eduardo Campos, no momento do protesto.


“É fundamental saber dialogar”

Por Jumariana Oliveira e Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Às vésperas do protesto de estudantes marcado para ser realizado em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) anunciou, estrategicamente, a redução dos preços das passagens de ônibus nas cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. As novas tarifas passam a valer a partir de amanhã, justamente o dia marcado para a manifestação. Apesar da coincidência, o governador negou que a medida vise a abafar o ato. O socialista disse que os jovens estão indo às ruas em busca de diálogo e frisou que o debate com eles precisa ser feito, pois não diminui o Governo, nem a população. “É fundamental saber dialogar. É fundamental que os governos abram os ouvidos à sociedade, sentem e possam encontrar os caminhos e entendimentos”, defendeu.

Questionado, Campos evitou comentar se existiria falta de comunicação com a presidente Dilma Rousseff (PT). “Eu acho que todos nós devemos estar dispostos a ampliar o diálogo. Acho que Dilma vai estar disposta”, resumiu. O socialista não quis avaliar se as manifestações prejudicarão a reeleição da petista. Questionado, chegou a dizer que participaria de um ato idêntico, caso não fosse governador. “Claro que iria a manifestações como esta, se não tivesse essa idade e (essa) função, como já fui, mas minha posição hoje é outra”, declarou.

Ao avaliar as manifestações que vêm ocorrendo pelo Brasil, o socialista disse que as considera positivas e ressaltou que torce para que o movimento seja bom para o Brasil. O governador reconheceu que a revolta dos brasileiros não é só pelo preço das passagens de ônibus, mas disse não saber ao certo os reais motivos da insatisfação da população.

A diminuição é referente a desoneração do PIS/Cofins, já anunciado pelo Governo Federal, no último dia 31 de maio. Vale lembrar que há 12 dias, ao inaugurar o Terminal Integrado do Barro, o governador já havia declarado que a redução do PIS/Cofins não iria alterar o preço da passagem, pois essa discussão se baseia no índice do IPCA. O socialista contou que o tema só entraria em pauta no início do próximo ano.

RECIFE
O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), procurou afastar as críticas de que houve oportunismo no gesto do Governo do Estado junto com administrações municipais na redução da tarifa Segundo o socialista, a intenção do ato é atender os anseios da sociedade e que é legítimo o governo querer dar uma resposta a sociedade. “Não tem oportunismo nenhum. Tem o reconhecimento de uma redução que foi feita há 15 dias e que deve ser feita a favor da população. Foi feito o reconhecimento e estamos repassando diretamente para o usuário”, relatou.

Geraldo Julio ainda negou que a medida tenha o intuito de arrefecer as manifestações. O gestor relatou que a sua administração está fazendo um trabalho estratégico para garantir que o protesto transcorra de forma tranquila. Ontem, o socialista se reuniu com diversos segmentos representativos da sociedade para tratar sobre o ato da próxima quinta-feira.


Evento com Geraldo e Eduardo vira palco de protestos

Os moradores abordaram o governador Eduardo Campos e o prefeito Geraldo Julio para cobrar tomadas de decisões (Foto: Jorge Farias/Folha de Pernambuco)

O que era para ser apenar o anúncio de duas UPAs, com a presença do governador Eduardo Campos (PSB) e do prefeito Geraldo Julio (PSB), na Campina do Barreto, Zona Norte do Recife, virou palco para reivindicações de moradores. As reclamações dos cidadãos que habitam aquela localidade tiveram início ainda durante os discursos, no palco montado na policlínica Amauri Coutinho.

Na medida que o evento se desenrolava, o número de pessoas que se queixavam ia aumentando. A grande maioria reclamava da falta de dragagem do Rio Beberibe, que causa alagamentos nas casas dos moradores, e da demora na entrega do habitacional da Rua das Moças, que foi prometido pela gestão passada para o dia 1º de maio de 2013.

Segundo os moradores, os documentos de posse estão com eles desde dezembro do ano passado, mas as obras estão paradas. Para tentar “abafar” a situação, uma equipe da Prefeitura do Recife atendia aos moradores e ouvia suas reivindicações.

Ao fim dos discursos, não deu para quem quis. Os moradores abordaram Eduardo Campos e Geraldo Julio para cobrar tomadas de decisões. O governador, inclusive, tomou a iniciativa de chamar seu apadrinhado político e agendar uma reunião para ouvir as queixas dos cidadãos na Escola Municipal de Água Fria, no próximo sábado (15), às 10h.


“A gente não sabe quem é Geraldo e quem é João”

Vereadora afirmou que as duas gestões - do ex-prefeito João da Costa e do atual prefeito Geraldo Julio - estão ficando muito parecidas (Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco)

Parece que a atuação do prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), que se apresentava como o novo, está sendo confundida com a com a gestão do ex-prefeito João da Costa (PT). Pelo menos foi isso que aconteceu durante entrevista da vereadora e líder da oposição, Aline Mariano (PSDB), à Rádio Folha FM 96,7. Para a tucana, “as coisas estão ficando tão parecidas que a gente não sabe mais que é Geraldo e quem é João”.

Enquanto explicava que a oposição tinha acabado com a trégua ao governo socialista, quando a administração municipal completou 100 dias de atuação, e que a marcação se tornaria mais “cerrada” a partir de então, a vereadora trocou o nome do atual gestor com o do ex-prefeito João da Costa.

Ao ser questionada se a confusão se deu pelos governos serem iguais, Aline Mariano declarou que o motivo é que “os dois estão começando a ficar muito parecidos, apesar do prefeito Geraldo Julio ter se assumido como algo novo, como uma prefeitura nova, como um Recife novo, como o marco de uma mudança e não como um governo de continuidade”.

“As coisas estão ficando tão parecidas que a gente não sabe mais quem é Geraldo e quem é João. Porque é incrível. Se a gente procura saber um pouco mais da gestão passada, se calam os petistas e se calam os socialistas e a gente fica de fato sem essas respostas. Então, é o que está parecendo”, afirmou Aline Mariano.

Ainda segundo a tucana, está na hora de o prefeito Geraldo Julio responder o que é essencial. “Quais são as dificuldades que ele está tendo? Por que ele está tendo essas dificuldades? Pois ou ele rompe agora, e aí eu acho que ainda tem tempo de consertar, ou ele vai pagar esse ônus não só na educação, mas em outras áreas também”, finalizou a líder da oposição.


Delegados do OP inseguros com futuro do projeto

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Menina dos olhos dos 12 anos da gestão petista, o programa do Orçamento Participativo ainda é alvo de discussão na administração do prefeito Geraldo Julio (PSB), sobre o formato que o modelo deverá adotar pela administração socialista. Enquanto isso, para os 1.242 delegados empossados pelo ex-prefeito João da Costa (PT), nos últimos dias da gestão, e eleitos pela sua comunidade para representá-los, a situação ainda é de insegurança. Cobrados pelos vizinhos sobre o encaminhamento das obras que já foram aprovadas e o futuro do programa, os líderes comunitários estão desacreditados diante do seu bairro e esperam uma resposta da equipe do gestor. A principal queixa é que, apesar de terem sido empossados, eles ainda não foram chamados para participar da discussão sobre o futuro do projeto.

“Qual a posição do prefeito? Temos várias pendências do governo anterior e a gente não sabe o que se passa na cabeça de Geraldo Julio”, desabafou o delegado de Jardim São Paulo Walmi Ferreira. Com um panfleto do Orçamento Participativo da administração anterior nas mãos, ele mostra as obras que a população aprovou nas plenárias do programa e que até agora não foram tiradas do papel. É o caso da recuperação e requalificação do canal Guarulhos, aprovada em 2003, orçada em R$ 95,3 milhões e que conta com verba do Governo Federal.

Walmi Ferreira, liderança de Jardim São Paulo, questiona qual a posição de Geraldo (Foto: Wagner Ramos)

A matéria da assinatura da ordem de serviço, assinada pelo ex-prefeito João da Costa (PT), está guardada pelo líder comunitário até hoje com a frustração de não vê-la ser tirada do papel. A benfeitoria permanece parada e incompleta, enquanto a população anseia que a nova gestão retome as obras. A pavimentação das ruas Sonolópoles e Brilhante também não foi realizada.

As pendências deixadas pela administração anterior são a principal preocupação do delegado do Alto do Pascoal, Marcos Antônio da Silva, mais conhecido por Marcos Delegado. Para ele, Geraldo Julio deve, primeiramente, tirar do papel as obras que foram aprovadas nos 12 anos de plenárias. Ele cita como exemplo a construção das barragens da Lage do Una (aprovada em 2002) e de um centro comunitário no bairro. Segundo ele, das últimas dez benfeitorias aprovadas pela comunidade por meio do programa, nenhuma foi realizada. O descontentamento com o formato é tamanho que ele pensa em não participar das próximas rodadas do OP. “Não quero voltar para ficar só enxugando o gelo”, disse.

A declaração de Geraldo Julio de que estaria revendo o que faria com as obras herdadas da administração anterior causou desconforto nos delegados. “É estranho que na campanha ele tenha dito que ia manter e até agora nada. Estamos na metade do mandato (de delegado do OP) e não sabemos de nada. O pessoal está apreensivo sobre o rumo que o programa irá tomar e as obras que foram deixadas. A insegurança é muito grande”, destacou o delegado de Igualdade Racial, Ricardo Herculano. A liderança defende a manutenção do projeto, porque ele permite que a população discuta as suas prioridades e não fique apenas dependendo de apadrinhamento político.

O delegado temático de Cultura Erasmo Souza relata que muitos representantes do programa estão sendo maleáveis no início da gestão, mas que no segundo semestre irão cobrar respostas do governo, caso o programa não saia do papel na nova gestão. “Estamos aguardando, dando um tempo porque ele chegou agora. Mas quando passar o São João, vamos botar para moer. Eles não podem tirar isso da gente da noite para o dia. Isso é uma conquista do povo”, defendeu.


“O Recife vai se apresentar muito bem”, diz prefeito

O gestor citou ações como os dez mil metros cúbicos de drenagens de galerias e a limpeza de 39 dos 67 canais do Recife (Foto: Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco)

O prefeito Geraldo Julio (PSB) declarou que o Recife está pronto para a Copa das Confederações, a ser realizada este ano. Ele afirmou que, “tudo que deveríamos realizar antes da Copa das Confederações ou está pronto ou está bastante adiantado”. Para o gestor, com cinco meses e meio não se pode transformar a questão do transporte público na cidade, mas que se está tendo uma grande mudança na RMR, a exemplo dos corredores de ônibus e da melhoria da gestão do trânsito e que com isso a questão da mobilidade irá avançar. Confira mais um trecho da entrevista publicada na Folha de Pernambuco:

O Recife está pronto para a Copa das Confederações?
Sem dúvida. Tudo que deveríamos realizar antes da Copa das Confederações ou está pronto ou está bastante adiantado, como, por exemplo, as drenagens. Fizemos dez mil metros cúbicos de drenagens de galerias. Temos 67 canais e já limpamos 39. Trocamos mais de 300 placas de concreto na Imbiribeira, nas avenidas Recife, Conde da Boa Vista, Norte, Abdias de Carvalho, Agamenon Magalhães, Caxangá e Sul. Trinta vias foram recapeadas. Preparamos a cidade para a Copa das Confederações fazendo tudo o que era possível. A Via Mangue é um serviço que está dentro da carteira de obras da Copa do Mundo e será concluído dentro do prazo, pois nós duplicamos a velocidade de execução dela.

Até a Copa das Confederações veremos uma melhora no transporte público?
A gente não pode em cinco meses e meio fazer esse tipo de mudança. Nós estamos vivendo uma grande mudança na RMR. A implantação dos corredores de ônibus, a navegabilidade, que criam outras rotas, o cuidado com as calçadas, com as ciclovias e da melhoria da gestão do trânsito. Com isso nós vamos melhorar a questão da mobilidade. O objetivo para a Copa das Confederações era a gente puder fazer as ações que em cinco meses de trabalho era possível fazer. O Recife vai se apresentar muito bem e vai ter um legado disso com a volta de muitos turistas.

A construção de habitacionais foi uma das principais bandeiras da gestão do ex-prefeito João da Costa (PT). Como estão as obras dos conjuntos deixados pela gestão anterior, a exemplo do de Caranguejo Tabaiares, Vila Brasil, entre outros?
O caso de Caranguejo, por exemplo, dependia da PCR obter o terreno para fazer o habitacional. E esse terreno é dividido em duas propriedades. Uma é da União e já estamos com parte dela. A outra parte era uma desapropriação, que assinei em 27 de fevereiro, 13 dias antes daquele infeliz incêndio. Nós já conseguimos a emissão de posse e ontem (segunda-feira) entramos na posse das terras. Então o terreno de Caranguejo Tabaiares, a partir das medidas que foram adotadas na nossa gestão, está disponível pra que possamos começar as obras. Com relação a todas as outras obras nós temos uma série de problemas. Problemas referentes à falência de empresas, provocando a paralisação da obra, problemas de desapropriações e de contratos de projetos. Parte deles vai precisar fazer uma nova licitação. Nós vamos trabalhar firme para destravá-los.

O jogo da final da Liga de Basquete Feminino não pôde ser no Geraldão por causa da falta de condições do espaço. O Senhor acredita que a gestão passada não cuidou do equipamento como deveria?
A minha avaliação é que o Geraldão é um equipamento muito importante para a cidade. Tive a oportunidade de fechar o projeto de requalificação dele e de já lançar o edital. Não é uma obra barata. É uma obra de R$ 38 milhões. Nós estamos negociando a participação do Ministério dos Esportes na obra. Em breve, dentro da minha gestão, eu vou entregar o Geraldão de volta à população.

O Recife planeja iniciativas que incentivem a prática de esportes olímpicos, já que as Olimpíadas de 2016 estão próximas?
Sem dúvida. Existem programas do Governo Federal, que nós temos que fazer a adesão. Apresentamos planos para a implantação de alguns dos projetos. No nosso programa de governos nós temos a parte de esporte de competição, de rendimento. A prática esportiva também para diversão e na área educacional. Nós vamos ter ações voltadas especificamente para as Olimpíadas. Eu acho que é um momento importante. Não só para formar o esportista de alto rendimento, mas também para trazer para o esporte muitas crianças e jovens. Trazer os jovens para o esporte é tirar eles de uma janela desviada, que é a janela da violência e da droga. O esporte tem esse papel também.


Geraldo destaca mudanças em diversas áreas

Ao ser questionado se a criação da ciclofaixa é o caminho para a mudança de hábito do recifense, o prefeito Geraldo Julio (PSB) declarou que o instrumento é uma iniciativa importante, mas que o governo tem demonstrado mudança em várias áreas. O socialista também afirmou que o rodízio de carros não está em discussão. Confira neste trecho da entrevista publicada na Folha de Pernambuco deste domingo (14):

A pretensão do governo é assumir as calçadas do Recife?
Já assumimos o compromisso de construir 110 quilômetros de calçada na cidade. Então, esses 110 quilômetros estão sendo mapeados e a prefeitura vai realizar o calçamento dos parques, equipamentos públicos. Todas as calçadas são importantes para a mobilidade. Nós vamos fazer e vamos continuar a discussão sobre o modelo.

A criação da ciclofaixa é o caminho para a mudança de hábito do recifense e para que a população se torne mais saudável?
A ciclofaixa é uma iniciativa importante, mas o nosso governo tem demonstrado mudança em várias áreas. Mudança na questão da segurança, quando o município passa a ter o Pacto pela Vida e se integra de maneira mais firme no combate à violência. Na saúde, quando assumimos a postura de construir o Hospital da Mulher e de poder qualificar a atenção básica com as Upinhas 24 Horas, de ofertar a média complexidade nas consultas especializadas na UPA-E. Mostramos mudança também quando incentivamos a navegabilidade e os corredores de transportes. Fechar o bairro do Recife aos domingos, para ele ser usado como parque, também é uma ação importante. A liberação que fizemos semana passada de R$ 3 milhões pra recuperação de 83 praças também é importante e mostra o interesse, a disposição que a gente tem de construir uma cidade mais saudável, com um ambiente mais agradável.

Como o governo pretende dar mais segurança aos ciclistas?
Com campanhas educacionais. Aqui na prefeitura, por exemplo, vamos capacitar os motoristas para que eles respeitem o pedestre e o ciclista. Pretendemos ainda implantar mais 76 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas na cidade no decorrer dos quatro anos de governo. Fazer também com que o transporte público dê apoio aos ciclistas, com a construção de bicicletários instalados no metrô e nas principais estações de BRT. A ideia, com isso, é possibilitar que as pessoas possam fazer uma parte do percurso de bicicleta e a outra no transporte público.

Como vai o estudo sobre o possível rodízio de carros?
Não há estudo de rodízio. Isso não existe. Nós autorizamos a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano a discutir com a sociedade e a ouvir os especialistas sobre a possibilidade de implantar algum tipo de restrição em determinadas áreas e avenidas da cidade. O que há é apenas uma discussão, mas rodízio não está em discussão.

O que já foi feito para implantar o Pacto pela Vida do Recife?
A gente já tem algumas ações importantes. Como, por exemplo, a criação da Secretaria de Segurança Urbana, que foi criada com três minutos de governo. A Secretaria é um passo importante. A segunda (iniciativa) é a integração das câmeras de segurança da prefeitura (66) com as do governo (mais 400). Também fizemos a liberação de R$ 1,3 milhão para a Guarda Municipal, que servirá para a compra de fardamentos e de equipamentos necessários para o desempenho das atividades e a reforma de sua sede, que vai melhorar a gestão. Outro tema interessante, que tem haver com a questão da segurança, são as ações de controle urbano que estamos realizando. As melhorias que fizemos em Beberibe, Água Fria, Afogados e agora em Casa Amarela fazem parte de ações que promovem condições de segurança.

Quais as etapas de criação do Pacto pela Vida do Recife?
Temos metas importantes no programa de governo, mas fizemos questão de escutar a sociedade para poder criar o pacto municipal. Foram 575 pessoas que participaram de uma discussão. Todos puderam apresentar suas sugestões, suas observações, suas propostas e estamos fazendo o tratamento de todos esses dados para discutir com alguns especialistas e puder lançar a nossa política municipal.

Quais são os projetos de Parcerias Público-Privadas (PPP) que estão sendo analisados pela prefeitura e quais os setores que seriam beneficiados?
A gente criou a lei da PPP também no primeiro dia de governo. O Recife não tinha lei de Parceria Público-Privada e nós criamos. O comitê se reuniu e estabeleceu as carteiras dos projetos prioritários, que tem desenvolvimento de equipamentos públicos, ações de urbanismo, mobilidade. Alguns interessados têm procurando a Prefeitura pra começar a mostrar alguns estudos, que serão analisados pelo comitê gestor (formado pela Secretaria de Gestão e Planejamento).

Quais os projetos que estão sendo avaliados?
Tem projetos na área de estacionamento, que segue modelo parecido com aquele que o Tribunal de Contas suspendeu no ano passado, e tem modelo de operação urbana consociada também. Mas nada que esteja para ser autorizado pela Prefeitura. Quando a gente autorizar, esse será um ato público. Para fazer a autorização de qualquer serviço público é preciso definir tarifas. E tarifas públicas têm que ser reguladas e a regulação prever que os preços sejam módicos.

O adiamento da construção dos viadutos na Avenida Agamenon Magalhães foi a melhor opção para o Recife?
Após analisar toda a documentação que foi apresentada pelo governo do Estado, nós entendemos que nesse momento é impossível a implantação dos viadutos. Estamos com a implantação de um conjunto de obras, como o Túnel da Abolição, a Via Mangue, as nove estações de BRT que vão ser construídas sobre o canal da Agamenon, as obras na Praça do Derby, entre outras. Então se decidiu que após a implantação de todas essas intervenções, nós vamos voltar a fazer avaliações, ver o que essas obras causaram de modificação no trânsito e no transporte público para a gente poder identificar qual é a alternativa que a Agamenon tem. Se fizéssemos a implantação nesse momento e fechasse aqueles quatro cruzamentos, certamente o trânsito da cidade pararia.