Contratos herdados por Geraldo tiram o sono até julho

Prefeito do Recife precisou firmar acordos para não parar prestação de serviços (Foto: Hesíodo Góes)

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), não quer saber de contestar publicamente números ou dados da gestão de seu antecessor, João da Costa (PT). Contudo, o socialista, segundo informações de bastidor, tem sofrido um bocado com a necessidade de renovar contratos herdados para não interromper serviços essenciais como, por exemplo, a coleta de lixo. A agonia do chefe do Executivo recifense, no entanto, tem data para terminar: o mês de julho.

Muitos desses contratos foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e, após um conjunto de processos de licitação, as empresas beneficiadas deverão deixar de prestar serviço para a PCR. É o que se espera nos corredores do Palácio do Capibaribe.

O grande entrave que se comenta encontrado pelo prefeito Geraldo Julio nessa questão diz respeito ao seu desejo de não realizar dispensa de licitação em casos como esses. Para não correr o risco de pagar ainda mais a essas empresas, o gestor teve que realizar contratos em caráter emergencial com o prazo de seis meses. Antigo modelo adotado na era petista na PCR.

Como as licitações demandam um prazo razoável de tramitação, a gestão entrou em acordo para manter esse tipo de contrato até a conclusão dos certames que programou. A promessa é de que, ao final do processo, a população e, principalmente, quem acompanha as contas do município percebam diferenças significativas. Vamos aguardar.


“A gente não sabe quem é Geraldo e quem é João”

Vereadora afirmou que as duas gestões - do ex-prefeito João da Costa e do atual prefeito Geraldo Julio - estão ficando muito parecidas (Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco)

Parece que a atuação do prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), que se apresentava como o novo, está sendo confundida com a com a gestão do ex-prefeito João da Costa (PT). Pelo menos foi isso que aconteceu durante entrevista da vereadora e líder da oposição, Aline Mariano (PSDB), à Rádio Folha FM 96,7. Para a tucana, “as coisas estão ficando tão parecidas que a gente não sabe mais que é Geraldo e quem é João”.

Enquanto explicava que a oposição tinha acabado com a trégua ao governo socialista, quando a administração municipal completou 100 dias de atuação, e que a marcação se tornaria mais “cerrada” a partir de então, a vereadora trocou o nome do atual gestor com o do ex-prefeito João da Costa.

Ao ser questionada se a confusão se deu pelos governos serem iguais, Aline Mariano declarou que o motivo é que “os dois estão começando a ficar muito parecidos, apesar do prefeito Geraldo Julio ter se assumido como algo novo, como uma prefeitura nova, como um Recife novo, como o marco de uma mudança e não como um governo de continuidade”.

“As coisas estão ficando tão parecidas que a gente não sabe mais quem é Geraldo e quem é João. Porque é incrível. Se a gente procura saber um pouco mais da gestão passada, se calam os petistas e se calam os socialistas e a gente fica de fato sem essas respostas. Então, é o que está parecendo”, afirmou Aline Mariano.

Ainda segundo a tucana, está na hora de o prefeito Geraldo Julio responder o que é essencial. “Quais são as dificuldades que ele está tendo? Por que ele está tendo essas dificuldades? Pois ou ele rompe agora, e aí eu acho que ainda tem tempo de consertar, ou ele vai pagar esse ônus não só na educação, mas em outras áreas também”, finalizou a líder da oposição.


Enciumados, petistas reclamam de Teixeira

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O formato da visita do secretário-geral do PT nacional, Paulo Teixeira, ao Recife, nesta segunda-feira (27), acabou deixando insatisfeitas algumas das correntes do partido que possuem representação em Pernambuco. A grita quase geral se deve ao fato de o dirigente ter vindo em caráter oficial apenas para se reunir com o senador Humberto Costa (PT), o deputado federal João Paulo (PT) e o ex-prefeito João da Costa (PT).

“Está todo mundo me ligando para reclamar dessa postura dele. O Paulo Teixeira veio aqui, de forma oficial em representando o comando do partido, só para falar com três pessoas.  É como se o PT de Pernambuco tivesse dono. Mas o PT não tem dono”, reclamou Gilson Guimarães, coordenador da corrente PTLM em Pernambuco.

O objetivo da visita de Paulo Teixeira é o de tentar garantir a unidade da legenda para a realização das caravanas partidárias pelo Estado e o seminário de 33 anos da fundação da sigla e os seus dez anos no comando do governo Federal. Após a última celebração dos 33 anos da sigla terminar em confusão e queixas entre petistas, a liderança teme que os desgastes internos voltem a tirar o brilho da comemoração que, desta vez, deverá contar com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT).

“Ele já começa errado ao fazer uma reunião excluindo forças do partido. Ele acha que João Paulo, Humberto e João da Costa mandam no partido, mas existem diversas correntes que estiveram com João da Costa nas prévias que não se sentem representadas pelo grupo dele”, relatou.

O PT, mais uma vez, dá mostras de que o atual estágio de acirramento interno não deve mudar tão cedo. A bronca deve continuar pesada por lá.


O efeito político das chuvas no Recife

Assim como o ex-prefeito João da Costa, imagem de Geraldo saiu arranhada com as últimas chuvas (Foto: Hesíodo Góes)

Uma das principais marcas da gestão do PT na Prefeitura do Recife foi ter praticamente “erradicado” as ocorrências com mortes durante os períodos de chuva. Fato que o ex-prefeito João Paulo (PT) se orgulha e propaga até os dias de hoje. Até então, as últimas gestões Jarbas Vasconcelos (1993-1997) e Roberto Magalhães (1997-2001) pouco conseguiram avançar nessa área.

O discurso do seu sucessor, o também petista e desafeto declarado, João da Costa, seguiu pelo mesmo caminho até as  fortes chuvas de 2011. Mais uma vez, a população assistia impotente a barreiras soterrando casas e pessoas.

Nas famosas coletivas de imprensas após esses episódios, os discursos dos prefeitos e secretários continuavam os mesmos: “No passado, o número de mortes era bem maior” ou “Vamos reforçar a limpeza e desobstrução de canais e valas.”

Cansada dessas desculpas e da pouca eficiência dos gestores nesse quesito, a população – principal prejudicada – começou a questionar, reclamar e reivindicar o cumprimento das promessas de campanhas através dos meios de comunicação, principalmente das redes sociais.

Quem sentiu na pele e tem propriedade para falar desse assunto é o ex-prefeito João Costa. O petista viu sua provável candidatura à reeleição ir por água abaixo por inúmeras razões, entre elas, as questões de chuvas e alagamentos.

O estopim aconteceu quando o petista seguiu com toda sua família para um período de descanso na Espanha. Enquanto relaxava, o Recife se acabava de chuva e mais pessoas ainda morriam por conta dos desabamentos.

A VEZ DE GERALDO
Dois anos depois, o atual prefeito Geraldo Julio (PSB) viveu situação semelhante. Enquanto o Recife acordava embaixo de uma verdadeira tromba d’água, o socialista estava em uma visita oficial a um projeto de mobilidade urbana no Rio de Janeiro.

Oficialmente, o gestor, segundo sua assessoria de Imprensa, não teria agenda pública naquela sexta-feira (17) que parou o Recife. Ora, acompanhar de perto projetos que futuramente poderão ser implantados na cidade não seria agenda pública?

Assim que desembarcou no Aeroporto Internacional do Recife, Geraldo Julio não quis ir para casa descansar. “Arregaçou as mangas” e caiu em campo. Acompanhou algumas famílias que foram levadas para abrigos municipais e os trabalhos de limpeza das galerias e canaletas.

Após chuvas, PCR anunciou inúmeros projetos para evitar transtornos futuros (Foto: Bruno Campos)

Na primeira entrevista que deu, “comemorou” o que classificou como rápido escoamento da água. “Três horas depois que a chuva encerrou, a cidade estava seca, com exceção de um ou dois pontos. Mas a cidade secou porque as galerias e os canais foram limpos nestes pouco mais de quatro meses de governo”, garantiu o prefeito Geraldo Julio. Como de praxe, após esse episódio, a PCR anunciou inúmeros projetos para evitar transtornos futuros.

Independente desse argumento pouco esclarecedor o fato é que a imagem política de Geraldo Júlio saiu arranhada. Sua gestão, que até então, ostentava apenas resultados positivos, amargou uma sequela impresumível.

Por sinal, naquela mesma semana, dois outros polêmicos assuntos – rodízio de veículos e a disciplina do acesso às informações públicas com restrições às informações sigilosas no âmbito do Poder Executivo Municipal – estremeceram a “sólida e tranquila” gestão Geraldo Julio. Quem está na chuva, companheiro, precisa se molhar!


Raul plantará árvores de mangue na Ilha do Zeca

Intenção do vereador é garantir a anulação do decreto do antigo prefeito, João da Costa (PT), que permite a construção de edifícios de até 28 andares na Ilha (Foto: Laila Santana/Arquivo Folha)

O vereador Raul Jungman (MD) anunciou, nesta quinta-feira (16), por meio de sua assessoria de Imprensa, que que plantará árvores de mangue na ainda pouco conhecida Ilha do Zeca, região de preservação ambiental localizada no bairro de Afogados.

O plantio das mudas será realizado no próximo domingo (19), às 9h. Ele estará acompanhado dos pescadores que vivem no entorno da ilha, de representantes da Associação dos Amigos do Mangue do Recife, do Ponto de Cultura Espaço Livre do Coque e do grupo Direitos Urbanos.

“Vamos explorar, conhecer essa região de grande importância para o Recife. Isso é também uma forma de protesto porque é uma área de preservação ambiental”, defende Raul Jungmann.

A intenção do vereador com o ato é garantir a anulação do decreto do antigo gestor do Recife, João da Costa (PT), que permite a construção de edifícios de até 28 andares na Ilha, destruindo, assim, uma zona de preservação ambiental da cidade.

“Nós entramos com um decreto legislativo pedindo uma revogação dos decretos de 2008 e 2012 e também denunciamos à Polícia Federal a suposta grilagem à Ilha,” revela o oposicionista.

Nas últimas semanas, o vereador também promoveu na Câmara Municipal uma Audiência Pública sobre a Ilha do Zeca.


Delegados do OP inseguros com futuro do projeto

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Menina dos olhos dos 12 anos da gestão petista, o programa do Orçamento Participativo ainda é alvo de discussão na administração do prefeito Geraldo Julio (PSB), sobre o formato que o modelo deverá adotar pela administração socialista. Enquanto isso, para os 1.242 delegados empossados pelo ex-prefeito João da Costa (PT), nos últimos dias da gestão, e eleitos pela sua comunidade para representá-los, a situação ainda é de insegurança. Cobrados pelos vizinhos sobre o encaminhamento das obras que já foram aprovadas e o futuro do programa, os líderes comunitários estão desacreditados diante do seu bairro e esperam uma resposta da equipe do gestor. A principal queixa é que, apesar de terem sido empossados, eles ainda não foram chamados para participar da discussão sobre o futuro do projeto.

“Qual a posição do prefeito? Temos várias pendências do governo anterior e a gente não sabe o que se passa na cabeça de Geraldo Julio”, desabafou o delegado de Jardim São Paulo Walmi Ferreira. Com um panfleto do Orçamento Participativo da administração anterior nas mãos, ele mostra as obras que a população aprovou nas plenárias do programa e que até agora não foram tiradas do papel. É o caso da recuperação e requalificação do canal Guarulhos, aprovada em 2003, orçada em R$ 95,3 milhões e que conta com verba do Governo Federal.

Walmi Ferreira, liderança de Jardim São Paulo, questiona qual a posição de Geraldo (Foto: Wagner Ramos)

A matéria da assinatura da ordem de serviço, assinada pelo ex-prefeito João da Costa (PT), está guardada pelo líder comunitário até hoje com a frustração de não vê-la ser tirada do papel. A benfeitoria permanece parada e incompleta, enquanto a população anseia que a nova gestão retome as obras. A pavimentação das ruas Sonolópoles e Brilhante também não foi realizada.

As pendências deixadas pela administração anterior são a principal preocupação do delegado do Alto do Pascoal, Marcos Antônio da Silva, mais conhecido por Marcos Delegado. Para ele, Geraldo Julio deve, primeiramente, tirar do papel as obras que foram aprovadas nos 12 anos de plenárias. Ele cita como exemplo a construção das barragens da Lage do Una (aprovada em 2002) e de um centro comunitário no bairro. Segundo ele, das últimas dez benfeitorias aprovadas pela comunidade por meio do programa, nenhuma foi realizada. O descontentamento com o formato é tamanho que ele pensa em não participar das próximas rodadas do OP. “Não quero voltar para ficar só enxugando o gelo”, disse.

A declaração de Geraldo Julio de que estaria revendo o que faria com as obras herdadas da administração anterior causou desconforto nos delegados. “É estranho que na campanha ele tenha dito que ia manter e até agora nada. Estamos na metade do mandato (de delegado do OP) e não sabemos de nada. O pessoal está apreensivo sobre o rumo que o programa irá tomar e as obras que foram deixadas. A insegurança é muito grande”, destacou o delegado de Igualdade Racial, Ricardo Herculano. A liderança defende a manutenção do projeto, porque ele permite que a população discuta as suas prioridades e não fique apenas dependendo de apadrinhamento político.

O delegado temático de Cultura Erasmo Souza relata que muitos representantes do programa estão sendo maleáveis no início da gestão, mas que no segundo semestre irão cobrar respostas do governo, caso o programa não saia do papel na nova gestão. “Estamos aguardando, dando um tempo porque ele chegou agora. Mas quando passar o São João, vamos botar para moer. Eles não podem tirar isso da gente da noite para o dia. Isso é uma conquista do povo”, defendeu.


Petista: Eduardo não é capaz de se aliar à direita

Ex-prefeito afirma que governador sempre teve lado e não deverá mudar (Foto:Diegro Nigro)

A possibilidade de o governador Eduardo Campos (PSB) ser candidato à Presidência da República com o provável reforço de aliados como o DEM e o MD (fusão entre PPS e PMN) foi descartada pelo ex-prefeito João da Costa (PT). O petista, em entrevista à rádio CBN, afirmou que o socialista não seria capaz de realizar uma mudança de lado só para disputar o Palácio do Planalto. “Ele sempre teve um lado, sempre demonstrou isso. Não acho que ele se juntaria a essas forças que são contrárias a ações e programas, como o Bolsa Família. Que dizem que ele é uma esmola e que pobre é preguiçoso”, cravou.

João da Costa ressaltou que a disputa presidencial do próximo se ano colocara, além da briga eleitoral, um embate ideológico entre os campos antagônicos da política brasileira. “É esse tipo de disputa que se travará. Não será só uma briga eleitoral. Vamos ter uma disputa ideológica, de pensamentos e posições. É essa direita que vai voltar a governar o País? São essas foras?”, questionou o petista.

O ex-gestor acredita que a candidatura do governador Eduardo Campos ainda não é irreversível, o que deixará a janela do diálogo aberta entre o socialistas e petistas. “O PSB ainda tem cargos no Governo Dilma. O PT ainda tem cargos no Governo do Estado. O PT tem cargos na Prefeitura do Recife”, frisou.


Costa vê PT sem condições de disputar o Estado

Apesar de vários segmentos do PT pernambucano defenderem que o partido saía com candidatura própria ao Governo do Estado, devido às movimentações do governador Eduardo Campos (PSB) em prol de sua postulação ao Palácio do Planalto, o ex-prefeito João da Costa não vê a legenda com condições de disputar o Executivo estadual. Conforme o ex-gestor, os petistas ainda não demonstraram a maturidade necessária para resolver seus problemas internos e, por isso, não demonstram o entendimento preciso para construir um caminho diferente ao do que será trilhado pela Frente Popular de Pernambuco.

“O PT não tem condições para ter uma candidatura própria ao Governo do Estado. O PT deve insistir em seguir na composição da Frente Popular”, afirmou, em entrevista à rádio CBN, João da Costa, ressaltando que a sigla precisa, primeiro, discutir o Estado para poder, na sequência, apresentar soluções para Pernambuco. “O partido não pode ficar apenas discutindo o eleitoral. Quem vai ser o candidato ou quem não vai ser. Tem que discutir, sugerir soluções”, complementou.

Questionado se o PT  também não possui a maturidade necessária para enfrentar e avançar nos seus problemas internos, João da Costa concordou, destacando que o partido, às vezes, fulaniza demais uma discussão que deveria se restringir à instância partidária. “Não se pode dizer que os problemas do PT são apenas se referem apenas aos meus problemas de relacionamento com fulano ou sicrano ou de outras pessoas do partido”, analisou.

João da Costa ainda garantiu que está trabalhando para tentar unir o partido, destacando que o PT necessita rediscutir seu papel na Frente Popular e na sociedade. O ex-gestor destacou que a legenda não pode viver apenas da simpatia demonstrada por uma fatia da sociedade, uma vez que existe um projeto político encabeçado por outra sigla, o PSB, na Prefeitura do Recife.


Costa nega retirada da proteção da Ilha do Zeca

Ex-prefeito assegurou que o decreto assinado por ele aumentou as restrições do local (Foto:Diego Nigro)

O ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) procurou o Blog da Folha para rebater as acusações realizadas pelo vereador Raul Jungmann de que ele suspendeu, por meio de decreto, a proteção ambiental da Ilha do Zeca, a última ainda desabitada na capital pernambucana. De acordo com o petista, o dispositivo assinado por ele (de nº 26.723 de 01 de outubro de 2012) garante justamente o contrário. Ou seja, o aumento da restrição na implantação de edificações no local. O parlamentar pós-comunista chegou a protocolar um pedido de investigação por grilagem na Ilha do Zeca na Polícia Federal.

Jungmann vai à PF denunciar suposta grilagem em ilha
PF informa que vai investigar suposta grilagem

“Há um decreto, de 2008, assinado ainda por João Paulo (PT), quando ele era prefeito, que impôs restrições para as prováveis edificações na Ilha do Zeca. Em 2012, eu, também por decreto, aumentei as restrições. O local tem 40 hectares e, antes do meu decreto, 10 deles poderiam ser utilizados pela construção civil. Agora, esse número caiu para 3 hectares. Menos de 10% do total”, detalhou João da Costa.

Você pode conferir aqui a íntegra do decreto assinado pelo petista.

O ex-prefeito também ressaltou que o seu dispositivo passa a torna obrigatória a realização de compensações para quem levantar edificações na Ilha. “Eu não quero saber quem é dono ou quem quer ser dono daquelas terras. O que eu fiz foi deixar obrigatória a construção de um parque público para quem realizar empreendimentos lá. Muita gente fala sem saber”, criticou.

Costa ainda assinalou que o mesmo decreto assinado por ele, que garante a modificação na Lei Orgânica do Município, ainda assegura a instituição do caráter de Área de Proteção Ambiental a outros locais com apelo semelhante na cidade. O ex-gestor citou a Mata do Engenho Uchoa como um exemplo. “É preciso que as pessoas saibam o que ocorreu. Eu não sou um criminoso ambiental. Muito pelo contrário”, assegurou João da Costa.

No entanto, o petista fez a ressalva de que o decreto ainda precisa ser regulamentado para ter validade e que, caso isso não ocorra, uma emenda aprovada pelo atual presidente da Câmara, Vicente André Gomes (PSB), garantirá a volta do antigo perfil da Ilha do Zeca. “O Vicente aprovou essa emenda. Se não houver a regulamentação, a área vai voltar a ser o que era antes”, concluiu. Questionado sobre o assunto, o prefeito Geraldo Julio (PSB) que o seu governo não fez nada na Ilha do Zeca.


Humberto, JP e Costa não se esbarram em ato do PT

Senador (E) e deputado (D) chegaram e saíram antes do ex-prefeito aparecer na reunião (Fotos: Nathália Bormann/Folha de Pernambuco)

Parecia que eles até tinham combinado. Com o PT ainda fragilizado pela derrota sofrida na Prefeitura do Recife (PCR), após um ciclo de 12 anos de poder no município, três das principais lideranças petistas evitaram se cruzar durante a reunião do diretório estadual do partido, neste sábado (6), no hotel Atlante Plaza. Foram eles: o senador Humberto Costa, o deputado federal João Paulo e o ex-prefeito João da Costa.

Jogo do Sport mais interessante que reunião do PT

Hoje, João Paulo e Humberto chegaram juntos ao local da reunião. A dupla, que formou a chapa do partido na disputa pela PCR, no ano passado, apareceu no hotel por volta das 10h30 e ingressaram no auditório. As duas lideranças ficaram por cerca de 30 minutos e não aguardaram o desfecho do encontro, saindo em seguida. Vinte minutos depois, o ex-prefeito João da Costa marcou presença no evento.

Da última vez que João Paulo e João da Costa estiveram “lado a lado”, em um evento do PT, terminou em confusão. A reunião anterior do partido, em março passado, foi marcada pela briga entre militantes pró-ex-prefeito e pró-deputado. João Paulo foi chamado para compor a mesa de cerimônia, mas Costa não. Petistas invadiram o salão, onde ocorria o evento, e cobraram do cerimonial uma atitude para consertar o constrangimento. O desentendimento terminou em empurra-empurra e até troca de tapas.

Os dois Joões já não se bicam há anos e romperam a relação político-pessoal. Humberto disputou a eleição para prefeito do Recife, em 2012, mas não obteve o apoio de João da Costa porque o ex-prefeito queria ter saído candidato. O petista venceu a prévia do PT, em maio, contra o ex-deputado e ex-petista Maurício Rands, mas viu a direção nacional do partido anular a decisão dos militantes e indicar o senador como postulante do partido.

A reunião do PT, que segue até às 17h, tem, entre as determinações, tentar repactuar o partido, em Pernambuco, com vistas na disputa de 2014. Com a provável candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República, os petistas buscam a reunificação do partido, depois do traumático episódio eleitoral vivido no Recife.

Com informações de Carol Brito, repórter da Folha de Pernambuco


Costa é, de novo, criticado por ausência na segurança

Ex-prefeito do Recife foi alvo de secretários municipal e estadual de segurança (Foto:Diego Nigro/Arquivo Folha)

A suposta falta de iniciativa da gestão do ex-prefeito João da Costa (PT) em contribuir com programas de redução da violência no Recife foi lembrada durante a abertura da reunião do Pacto Pela Vida no Recife, neste sábado (6). Tanto o secretário municipal da área, Murilo Cavalcanti, quanto o secretário de Defesa Social do Estado, Wilson Damásio, reclamam de uma postura ausente do governo anterior sobre a questão. Cavalcanti, no início da semana, criticou a inexistência de vontade política para ajudar o Executivo estadual no programa Pacto pela Vida.

PCR: Começam a surgir ideias para Plano de Segurança
PCR segue PE e põe meta de 12% de redução de CVLI

“Havia uma ausência do prefeito no Pacto pela Vida estadual e essa presença, agora, a gente passa a participar ativamente e chega de forma consistente e firme”, sublinhou o secretário Murilo Cavalcanti, responsável por abrir o evento no Centro de Formação de Professores Paulo Freire, na Madalena. O auxiliar do prefeito Geraldo Julio (PSB) aproveitou para conclamar que os gestores municipais da Região Metropolitana copiem a iniciativa, com o intuito de reduzir a taxa de homicídios no Estado. “A gente sabe que o crime não tem fronteira”, cravou Murilo.

Já o secretário Wilson Damásio colocou que a ausência da gestão municipal nas discussões do Pacto pela Vida era motivo de reclamação por boa parte da corporação militar. “Essa ausência no Pacto era uma reclamação de mais dos nossos 30 mil homens da corporação (Polícias Militar e Civil), no sentido de reprimir o crime”, destacou o auxiliar do governador Eduardo Campos (PSB). Damásio elogiou a iniciativa do prefeito Geraldo Julio e sugeriu que o modelo que está sendo implantado no Recife deveria ser seguido pelos demais 183 municípios pernambucanos.

Olhar pelo retrovisor
Indagado pelo Blog da Folha se concordava com as opiniões expressadas pelos dois secretários – de que faltou iniciativa na gestão passada no que tange ao cuidado com a segurança pública – o prefeito Geraldo Julio respondeu que sua meta é olhar para o governo e trabalhar para atender os anseios da população. “Tem muita coisa para eu fazer. Tem muita responsabilidade recaindo sob meu governo para eu ficar analisando pelo retrovisor. Quero olhar para o meu governo e para o que a gente tem que fazer agora porque é o que a população está esperando”, sacramentou o socialista.


Jairo Brito rebate declarações de secretário do Recife

Vereador petista citou algumas ações realizadas durante gestão do ex-prefeito João da Costa (Foto: Laila Santana/Folha de Pernambuco)

Integrante da antiga base do governo do ex-prefeito do Recife João da Costa (PT), o vereador Jairo Brito (PT) saiu em defesa do correligionário e de sua gestão, em resposta às declarações do atual secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcanti (PMDB), que sugeriu que Costa ignorou às ações para a segurança pública na cidade. Para o parlamentar, o raciocínio do peemedebista está equivocado, uma vez que teriam sido feitas diversas ações para melhoria da questão da violência na capital pernambucana.

Para sustentar seu argumento, Jairo Brito citou algumas iniciativas realizadas durante a gestão do ex-prefeito João da Costa, como a questão do PCCV dos servidores da guarda municipal que foi enviado à Câmara de Vereadores, além do concurso para aumentar o quadro da guarda e a melhoria das viaturas. Ele também citou o convênio com a Polícia Federal para que os servidores possam ter porte de arma.

“Então, isso faz parte de um Pacto pela Vida no Recife. Evidentemente que o secretário Murilo Cavalcanti deve ter dito na questão do prefeito direcionar isso logo como se ele fosse um líder nisso. Mas ele tem secretários para executar isso. Cada um pensa de uma forma, mas dizer que não houve ações em relação ao Pacto no Recife não é uma informação que eu posso concordar em função de tudo isso que foi realizado na gestão do ex-prefeito João da Costa”, disse em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Sobre a falta de apoio político que a ex-secretária Amparo Araújo tinha para executar projetos dentro da gestão, Brito afirmou não ter conhecimento a respeito do assunto. “Os projetos que foram feitos pela secretaria que tem correlação com essa segurança do Recife, que foram para a Câmara, a gente aprovou”, rebateu o vereador. “A gente sabe que todos os projetos dessa secretaria são importantes e os que foram para lá a gente encaminhou. Outros ficaram para a nova gestão, como é o caso do PCCV”.

E se houve falta de reconhecimento por parte da nova gestão, o petista afirmou que é mais uma questão de informação, de tempo em que ele está na pasta. “São só três meses. E como eu disse, várias ações do governo passado foram tomadas para a melhoria da questão da violência na cidade do Recife”, concluiu.


Oscar responde às declarações de Josenildo

Petista declarou que para alguns companheiros de partido caiu a ficha agora da perda do PT e eles adotam uma postura de crítica à legenda (Foto: Hesíodo Góes/Arquivo Folha)

O presidente do diretório municipal do PT, Oscar Barreto, respondeu às declarações do ex-vereador Josenildo Sinésio, que deixou a  legenda, de que não foi reeleito para um novo mandato porque foi atrapalhado pelo grupo do ex-prefeito João da Costa. Segundo o dirigente, depois de 12 anos à frente da gestão municipal, quando se perde esse projeto, as pessoas tendem a ter um comportamento “já no desespero”.

“A derrota do PT em Recife, os companheiros não foram eleitos. Doze anos no poder comandando o projeto na cidade, quando a gente passa a perder esse projeto, as pessoas tendem a ter um comportamento como esse, já no desespero. E aí, é claro, não é só dele. Em alguns companheiros caiu a ficha agora e eles adotam uma postura de crítica ao PT”, disparou Oscar Barreto à Rádio Folha FM 96,7.

Segundo ele, é normal esse movimento de abandono dos companheiros do partido e que, quando a legenda era governo, nunca era problema. “Agora que sai é diferente”, disse.

Sobre as afirmações de Sinésio sobre a compra de lideranças, Barreto classificou como “no mínimo, argumento ridículo”. “Isso é crime eleitoral. Se isso aconteceu, ele deve procurar denunciar eleitoralmente”.

“Na verdade, quando se perde, todo mundo é culpado. O culpado está nos mandatos que não correspondem à altura de que o povo espera e o povo não vota. Faltou foi voto para o vereador eleger e quando falta voto, o problema é de todo mundo”, declarou o petista.

Ainda segundo Oscar Barreto, Sinésio não está com os argumentos corretos. “A gente, para sair do partido, não deve criar motivos que não são reais. Não precisa dizer que o partido não presta”.


Geraldo é cobrado para terminar obra de João da Costa

Prefeito prometeu que equipe vai analisar situação do canal e resolverá problemas (Foto: Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco)

Moradores do bairro de Jardim São Paulo cobraram, nesta quinta-feira (28), que o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), conclua a revitalização do canal de Guarulhos. A obra, iniciada ainda na gestão do ex-prefeito João da Costa (PT), teria parado há, aproximadamente, três meses, coincidindo com a entrada do socialista na Prefeitura do Recife (PCR), segundo a população. O gestor municipal solicitou a equipe para anotar as queixas e analisar a situação da benfeitoria.

De acordo com o morador Marcos Mastrangeli, além da revitalização, a obra no canal de Guarulhos prevê a criação de uma pista pavimentando contornando o trecho. A via servirá de escoamento do trânsito na localidade para população. Segundo a popular, em tempos de chuva, a população da região tem dificuldades de deixar o bairro e se locomover para outras áreas da cidade em virtude do acúmulo de água.

“Essa obra visa desafogar o trânsito no bairro e estava perto de concluir. Mas quando o novo prefeito entrou ela parou. Não sabemos o motivo”, relatou Marcos Mastrangeli. “Quando chove, fica difícil de sair daqui e a água entra em algumas casas. É um sufoco”, acrescentou o morador. Ao tomar conhecimento do problema, o prefeito Geraldo Julio prometeu retorno da Prefeitura do Recife (PCR) para resolver o problema. A PCR vai verificar o andamento da obra.

Buraco
Além das queixas quanto à revitalização do canal de Guarulhos, o prefeito Geraldo Julio ouviu reclamação referente ao suposto atraso na recuperação de um buraco na rua Ana Pires Lustosa, no mesmo bairro. De acordo com moradores, a Compesa teria feito uma perfuração no calçamento para consertar a tubulação na área há dois meses. Após conclusão do serviço, a PCR não teria feito a pavimentação corretamente, colocando apenas areia no local.

Com informações de Carol Brito, repórter da Folha de Pernambuco


A tal herança de João da Costa começa a aparecer?

(Foto:Diego Nigro)

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), já deu diversas provas de que não quer entrar em conflito com o seu antecessor, João da Costa (PT). Mesmo quando a oposição cobra detalhes de uma suposta herança maldita deixada pelo petista na prefeitura, o socialista procura se esquivar e imprime o discurso de que é preciso olhar para frente, deixando questões que o cidadão não se importa em saber para trás. Contudo, ontem, ao ser questionado sobre a última elevação no custo da obra da Via Mangue, o gestor olhou para trás e atribuiu à administração municipal anterior a paternidade do aditivo mencionado. Será essa uma nova constante na PCR?

Esse tipo de postura, a partir de abril, poderá se repetir com mais frequência nos corredores do Palácio Antônio Farias. Isto porque o prefeito Geraldo Julio deverá indicar o término de contratos remanescentes da gestão anterior, e, sobre alguns deles, paira a tal dúvida de que haveria algum tipo de sobrepreço. Diante dos fatos, questionamentos da oposição e da imprensa, talvez olhar para trás seja uma nova forma de avançar para o socialista. Abril vem aí. Plim Plim!

Geraldo Julio: Aditivos são da gestão passada
Priscila vê acréscimo de R$ 64 mi na Via Mangue

O questionamento sobre a Via Mangue fora realizado pela vereadora Priscila Krause (DEM), que postou nas redes sociais a informação de que teve acesso a documentos que comprovam um reajuste de R$ 64 milhões no custo no valor final da polêmica obra. A Prefeitura do Recife, inclusive, ainda na gestão João da Costa, recebeu recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para diminuir o preço da benfeitoria. Na época, essa decisão da corte gerou um mal-estar entre órgão de controle e aliados do petista. Teve até declaração infeliz de vereador em ato público da gestão.