“Igreja” diferente de ex-presidente

Governador se esquivou de responder se ele teria o apoio de Lula caso fosse para um eventual segundo turno da disputa. (Foto: Marina Mahmood)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Com recepção de pré-candidato à Presidência da República, o governador Eduardo Campos (PSB) concedeu sua primeira entrevista nacional, para um programa popular, o do apresentador Ratinho, onde não poupou críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) deixando em aberto a possibilidade de disputar as eleições do próximo ano. Questionado se a pretensão de alçar um voo majoritário poderia atrapalhar sua amizade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o socialista afirmou que eles já se posicionaram em campos diferentes em pleitos anteriores e isso não abalou a relação entre eles, classificada por Campos como “muito especial”. Eduardo citou a eleição para prefeito do Recife, no ano passado, onde o petista apoiou o senador Humberto Costa (PT) e ele o seu apadrinhado político, o prefeito Geraldo Julio (PSB).

“O amigo pode ter uma Igreja e a gente outro. Não tem problema nenhum nisso”, relatou. No entanto, o governador se esquivou de responder se ele teria o apoio de Lula caso fosse para um eventual segundo turno da disputa. “Não vou fazer isso com meu amigo”. Durante a entrevista, Campos criticou em pontos sensíveis da administração como a falta de diálogo, as dificuldades da política econômica da gestão, a falta de diálogo e até de humildade. Em contrapartida, ele entoou pontos do seu discurso voltado para temas nacionais como o pacto federativo.

No final da entrevista, Eduardo ainda mandou o seu recado. Quando questionado se seria candidato em 2014, o socialista respondeu que voltaria em 2014, ano em que ele diz que tomará a decisão, para falar sobre o assunto.


Jarbas acusa Dilma de antecipar campanha eleitoral

Peemedebista ainda pediu, em pronunciamento, que Renan Calheiros que honre seu compromisso de colocar na pauta a PEC 18/2013, de sua autoria (Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco)

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) acusou a presidente Dilma Rousseff (PT), nesta terça-feira (27), de antecipar a campanha eleitoral, assim como, segundo o parlamentar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez em 2009, após escolher a atual gestora como candidata à sua sucessão. As informações são da Agência Senado.

O parlamentar lembrou que a presidente foi a São Paulo cinco vezes nas últimas três semanas. Em pronunciamento nesta terça, Jarbas Vasconcelos leu notícia segundo a qual a Presidência da República se recusou, por motivos de segurança, a informar o custo do hotel no qual a petista se encontrou com Lula na semana passada, cujas diárias, segundo apurou o jornal, variam de R$ 1.894 a R$ 27.680.

No mesmo discurso, Jarbas Vasconcelos lamentou o programa de seu partido exibido na televisão na última quinta-feira (22). De acordo com Jarbas, o programa mentiu e enganou o eleitor. O senador disse ter sido “uma das coisas mais degradantes” que já viu em toda a sua vida pública e criticou o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), por usar a imagem do para Francisco no programa.

PEC - O senador pernambucano ainda pediu ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que honre seu compromisso de colocar na pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2013, de sua autoria, que torna automática a perda do mandato de parlamentar condenado por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) há duas semanas.


Socialista defende pacto

Governador também criticou a discussão sobre o debate eleitoral, destacando que houve uma exagerada antecipação sobre o pleito (Foto: Marina Mahmood)

Por Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

O governador Eduardo Campos defendeu, ontem, o acordo em torno de “um pacto de bom senso” entre as forças políticas brasileiras para ajudar o Brasil a enfrentar as dificuldades econômicas do País. Segundo ele, é importante não colocar em votação medidas que possam fragilizar ainda mais a economia. “Tem que haver um trabalho para não piorar as expectativas sobre o futuro, um pacto de bom senso no Brasil pra não se votar nada que venha a piorar nesse semestre a questão fiscal ou a questão da política cambial. Todo mundo, governo e oposição, tem que pensar que está vivendo no Brasil”, afirmou.

O gestor também criticou a discussão sobre o debate eleitoral, destacando que houve uma exagerada antecipação sobre o pleito. “Quando os políticos ficam só conversando entre si sobre eleição em palanque acabam sendo ultrapassados, porque surgem fatos novos, surgem aqueles que conseguem interpretar a pauta que está no meio do Brasil real”, destacou.

O governador, no entanto, frisou que os problemas atuais não são piores que os do início do Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1998, e os identificados também na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o socialista, as dificuldades devem ser resolvidas com diálogo. Evitando falar sobre sucessão, Eduardo disse que as forças políticas precisam entender os reais clamores da sociedade. “A população não está atrás de conversas e promessas”, comentou.


Gastos com festividades e homenagens crescem 40%

Talvez seja a hora de algumas atitudes serem revistas. Enquanto a população tomou conta das ruas do País pedindo melhorias para o Brasil, a administração pública não economizou em comemorações. Segundo o portal Contas Abertas, os gastos com festividades e homenagens aumentaram 40% no primeiro semestre de 2013, se comparados ao mesmo período de 2012.

Até o fim do mês de junho, R$ 24,9 milhões já havim sido utilizados com esse tipo de despesa. Um valor maior ao constatado no primeiro semestre do ano passado, quando foram executados R$ 17,8 milhões. Segundo a publicação, só em junho, época que coincidiu com a Copa das Confederações, R$ 7,2 milhões foram destinados às despesas com festividades e homenagens.

A publicação fez uma série histórica na qual os gastos no primeiro semestre deste ano são maiores, desde, pelo menos, 2006. Até o dia 30 de julho, já haviam sido desembolsados mais R$ 5,3 milhões.

O principal responsável pelos gastos em comemorações foi o Ministério da Cultura (MinC). Ele desembolsou R$ 13,1 milhões no primeiro semestre, que corresponde ao triplo executado no mesmo período de 2012. O órgão não informou sobre o aumento ocorrido.  Leia Mais


Dilma melhora, mas apenas Lula venceria no 1º turno

De acordo com Datafolha, ele teve o melhor desempenho entre todos e ganharia, com folga, a eleição no primeiro turno se a disputa fosse hoje (Foto: Reprodução/Internet)

A presidente Dilma Rousseff (PT) conseguiu recuperar parte da intenção de voto que foi perdida devido às manifestações de rua do último mês de junho. Mesmo assim, de acordo com pesquisa Datafolha, continuaria sem vencer no primeiro turno se a disputa fosse hoje. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de agosto, em todo o País, com 2.615 entrevistas.

A ex-senadora Marina Silva (sem partido), que tenta criar a Rede Sustentabilidade, continua sendo o destaque entre os candidatos de oposição. Ela aparece mais uma vez em segundo lugar e é a única candidata que manteve sua trajetória ascendente, inclusive durante os protestos que tomaram as ruas do Brasil.

Segundo a Folha de S. Paulo, que trouxe a pesquisa neste sábado (10), outros dois candidatos de oposição, o senador mineiro e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ficaram estacionados ou registraram variações até o limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que declara não ter a intenção de se candidatar, também tem oscilação negativa.

Na briga por espaço no PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi testado pela primeira vez e seu desempenho foi semelhante ao de Aécio.  Leia Mais


Presidente reconhece ‘nulidade’, afirma oposição

O presidente do DEM, José Agripino Maia, afirmou que o recado da petista foi “claríssimo” (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Na avaliação da oposição, a presidente Dilma Rousseff (PT) não pecou pela incoerência ao afirmar que o ex-presidente Lula “não vai voltar porque ele não saiu”, em entrevista publicada neste domingo (28), na Folha de S. Paulo.

Para Roberto Freire, presidente do PPS, com a declaração, a petista “apenas reconheceu sua nulidade”. “O pior de tudo é se ver diante de uma presidente que se autodefine como marionete”, disparou, segundo a Folha.

O presidente do DEM, José Agripino Maia, afirmou que o recado da petista foi “claríssimo”. Segundo ele, os erros que estão levando às manifestações nas ruas “não são só dela, são dos dois governos do PT”.

Já o ex-vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB) também deu “razão” à petista. “Lula nunca saiu, e Dilma nunca entrou”, afirmou. Para ele, com essa fala, a presidente se “autoafirma como um pequeno joguete”. Ele também classificou que seu governo seria “uma continuidade de todas as estripulias” do ex-presidente.

De acordo com a publicação, as afirmações da presidente tiveram boa acolhida na base governista da Câmara dos Deputados. O vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR) acredita que aqueles que falam em “volta Lula” não compreendem o PT, Lula e Dilma.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reforçou: “Creio que hoje o tema central é ‘Força, Dilma’. Esse é o tema que nós, o PT, os partidos da base aliada, temos que reforçar para enfrentar esse momento e dar uma volta por cima”.

O líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), também disse concordar com a presidente. “Realmente não pode existir o ‘volta Lula’ porque ela é uma consequência do Lula. Um fracasso de seu governo seria um fracasso do Lula”.

A matéria traz ainda a opinião de oposicionistas e governistas a respeito de temas tratados na entrevista à Folha. Foi tratada a questão da queda nas pesquisas, além da reforma política, da inflação e dos ministérios.

Sobre a inflação, por exemplo, Goldman criticou o fato de Dilma ter afirmado que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não cumpriu a meta de inflação em três dos quatro anos no qual ela vigorou. “Usar FHC como justificativa para seu insucesso é ridículo. Mostra o grau de alienação em que ela está. Não tem sentido fazer qualquer tipo de comparação com 12, 15 anos atrás”, rebateu o tucano.


Dilma: não haverá “volta, Lula” porque ele “não saiu”

De acordo com ela, as comparações com o seu antecessor não a incomodam (Foto: Divulgação)

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que o ex-presidente Lula (PT) “não vai voltar porque ele não saiu”. De acordo com ela, as comparações com o seu antecessor não a incomodam “nem um pouquinho”. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que será publicada na edição deste domingo (28).

Entre os pontos abordados, Dilma falou da reforma política. Ela ressaltou que a proposta é um pedido de “todo mundo”. Para a petista, o plebiscito – que foi sugerido por ela – daria mais legitimidade às mudanças no sistema político.

A presidente também negou que esteja pensando em cortar o número de ministérios, já que a diminuição de pastas não traria economia para o Governo Federal. A petista também garantiu a permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no posto. Há quem critique a permanência do auxliar no cargo.


Governador pode ser o vice de uma chapa com Lula

Campos estuda três cenários: ser candidato a presidente, ao senado ou ser vice de Lula (Foto: Roberto Stuckert/Instituto Cidadania)

Por Renata Bezerra de Melo
Da coluna Folha Política

Há três caminhos estudados, hoje, por Eduardo Campos, para trilhar em 2014: ser candidato à Presidência da República, disputar o Senado, ou ser o vice do ex-presidente Lula. Esta última hipótese esta mais do que nos cálculos do governador, segundo um socialista de trânsito bem livre no Campo das Princesas. As últimas declarações de Lula, repetindo que não tentará retornar ao Planalto, foram lidas por socialistas como nada mais que um contra-ataque retórico ao, cada vez mais forte, “Volta, Lula”. Agora, que a aprovação da petista despencou, se ele fica calado, só colabora para descredenciar a sucessora e isso só serviria para subtrair ainda mais pontos do PT. Sendo as negativas de Lula apenas estratégicas, e podendo ser ele mesmo o candidato à sucessão de Dilma, Eduardo tem compromisso com o líder-mor do PT e, se for preciso, será seu vice. Na tradução de um interlocutor de Campos: “Ele não tem nada a ver com o PT, mas com Lula ele tem!”.


Lula e Dilma estariam vivendo desgaste na relação

Apesar do desgaste, petistas afirmam que os dois estão longe de um rompimento (Foto: Reprodução/Web)

Parece que não foi só a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) que foi abalada com as manifestações de junho. Elas também podem ter ajudado a desgastar sua relação com o ex-presidente Lula (PT), seu padrinho político.

De acordo com matéria da Folha de S. Paulo, petistas dizem que os dois estão longe de um rompimento, mas que concordam que a ligação dos dois chegou ao ponto mais difícil desde que Dilma assumiu o cargo.

Nos bastidores do governo e no próprio PT, a distância, percebida, foi alvo de comentários. Interlocutores da presidente atribuem a aliados de Lula o vazamento de críticas à atuação do governo durante a onda de protestos que mexeu com o País em junho.

Já os interlocutores de Lula afirmam que ele considerou uma “barbeiragem” a decisão do Planalto de propor uma constituinte para a Reforma Política sem ouvir o vice-presidente Michel Temer (PMDB), mas ouvindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).  Leia Mais


Governador faz comparação entre Lula e Dilma

Questionado se “Dilma estaria perdendo 2013”, o socialista preferiu afirmar que o desafio de todos é ajudá-la (Foto: Wagner Ramos)

Por Mirella Araújo
Da Folha de Pernambuco

“Temos que resgatar a capacidade do diálogo”. Essa é a avaliação do governador Eduardo Campos (PSB), virtual candidato à Presidência em 2014, sobre o atual cenário vivido pelo País. O socialista chegou a fazer um comparativo em relação à forma de relação do Planalto com a base aliada, os municípios e estados na época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “As pessoas, os empresários e partidos sentiram a mudança de estilo. Lula era um sindicalista, um negociador nato. Não estou fazendo juízo de valor, mas eles sentiram dificuldades em dialogar. Agora, nos últimos dias a presidente Dilma Rousseff (PT) tem feito um esforço para conversar com as centrais sindicais, com os partidos. Essa é uma hora de torcemos a favor dos interesses do País”, ponderou Campos em entrevista a Rádio Itacaité, no município de Belo Jardim.

Num momento em que a presidente sofre bombardeio por sua suposta inabilidade para dialogar – na última quarta-feira ela foi vaiada na 16º Marcha dos Prefeitos realizado em Brasília, após anunciar um aporte emergencial de R$ 3 bilhões – o cacique socialista reforçou a necessidade de manter a discussão sobre o pacto federativo em aberto e contemporizou as críticas à petista. “Ela deu abertura para conversar com os prefeitos, se não foi aquilo que eles gostariam, pelo menos foi um passo”, defendeu Campos.

Questionado se “Dilma estaria perdendo 2013”, o presidente nacional do PSB preferiu afirmar que o desafio de todos é ajudá-la. “As pessoas foram às ruas para dizer que querem mais. Nós estamos vendo uma nova agenda e saber ouvir é fundamental”, alertou. Mas colocou de forma clara que não se pode aceitar o baixo crescimento econômico pelo terceiro ano consecutivo – justamente o tempo de gestão da petista.

SERVIÇOS
O governador esteve no município de Belo Jardim para assinatura na ordem de serviço para a construção da Escola Técnica Edson Mororó Moura, que faz parte de uma rede de 12 unidades técnicas a serem instaladas em outras cidades do Interior. Serão investidos R$ 7,8 milhões e o prazo para a entrega é de 12 meses. Também foi assinada uma ordem de serviço para a perfuração e instalação de um poço tubular na Associação Comunitária Remanescente de Quilombo, com investimento de R$ 24,4 mil, além de mais de R$ 1 milhão para a Adutora de Serra Dos Ventos.


Sem alarde, Lula teria ido socorrer Dilma ontem

Eles teriam se encontrado para discutir a crise em torno do governo (Foto:reprodução/Internet)

Toda a tensão em torno do que já se configura como o pior momento do governo da presidente Dilma Rousseff teria levado o seu padrinho político, Lula, a socorrê-la, ontem (9), em Brasília. O cacique-mor petista teria desembarcado, sem alarde, na Capital Federal para discutir a crise política que toma conta da gestão de sua afilhada. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

Segundo relatos de bastidor, o ex-presidente teria sugerido mudanças drásticas no corpo ministerial de Dilma. O que poderia gerar dois efeitos imediatos: freio na inquieta e igualmente insatisfeita base e na articulação do governo com os próprios aliados e com os movimentos sociais.

O provável encontro ocorreu dois dias antes da prometida paralisação geral dos trabalhadores, que conta com o apoio de centrais com a Força, liderada pelo deputado paulista Paulo Pereira (PDT).

No entanto, o Planalto negou que tal conversa entre Lula e Dilma teria ocorrido e, claro, rechaçou qualquer possibilidade de ingerência do ex-presidente no atual governo. Algo que, convenhamos, está mais do que explícito.


Eduardo seria o vice dos sonhos do ex-presidente Lula

(Foto: Léo Caldas/Istoé)

Depois de mais de um ano sem se encontrar, o ex-presidente Lula (PT) se encontrou há duas semanas com o governador Eduardo Campos (PSB) em sua residência na cidade de São José dos Campos, São Paulo.

De acordo com uma nota publicada na coluna Holofote, de Veja, aliados do presidente Lula afirmaram categoricamente que Eduardo Campos seria o vice dos sonhos do ex-presidente em um eventual retorno do petista ao Palácio do Planalto em 2014. Só nessa situação, diz a nota, Eduardo Campos abriria mão da candidatura à Presidência da República.

Após o encontro, os dois políticos asseguraram a interlocutores que não falaram nada da sucessão presidencial de 2014. Segundo a nota, quem quebrou o gelo foi o ex-presidente, que convidou o governador para discutir a crise econômica e política do Brasil. “Temos de ajudar o Brasil, essa crise é ruim para todo mundo. Nenhum político está imune ao que está acontecendo nas ruas”, disse Lula ao pedir para o socialista não romper com o governo Dilma Rousseff (PT) nesse momento de turbulência.

O período da data em que o governador teria se encontrado com Lula bate com a agenda oficial de Eduardo Campos. No dia 14 de junho, o presidente nacional do PSB participou de uma palestra na Conexão Empresarial de Araxá/MG. Para retornar ao estado, o voo do socialista precisou fazer escala em Campinas/SP.


Terezinha: crise econômica vai cair no colo no PT

Por Renata Bezerra de Melo
Da Folha Política

Quase 20 anos…
Presidente do Instituto Teotônio Vilela Pernambuco, a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) aponta a ameaça à estabilidade como principal fator da queda da popularidade da presidente Dilma. “Dilma paga, no momento, o pato pela desestabilização econômica que ajudou a promover”, observa a parlamentar.

…do Plano Real
A tucana prossegue: “Não vai demorar e a fatura vai cair no colo de todo o PT e, principalmente, de Lula que, do alto de sua prepotência e, surfando na onda da estabilidade implantada pelos tucanos, nada fez para readequar a economia ao novo panorama econômico mundial. Vai pagar ainda mais caro”.


Queda é passageira, dizem analistas políticos

Exemplo do ex-presidente, em 2005, foi lembrado (Foto: Reprodução/Internet)

Por Gilberto Prazeres
Do Blog da Folha, da Folha de Pernambuco

A queda de 27 pontos percentuais, em um período de três semanas, na avaliação popular do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) deixou a petista e seus aliados assustados. Os números apresentados no fim de semana pelo Instituto Datafolha levaram a chefe de Estado a reunir ministros, pedir celeridade na implementação de ações que atendam às reivindicações das manifestações pelo Brasil e, prontamente, a ensaiar os primeiros passos de um processo de estancamento da atual crise. Analistas alertam que o momento é delicado, mas fazem a ressalva de que ainda há muito tempo para Dilma colher os frutos (leia-se na eleição) de medidas que, no momento, ainda não foram bem digeridas pelos brasileiros.

Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco, a professora Juliana Vitorino frisa que qualquer gestor público que seja avaliado nas atuais circunstâncias apresentaria uma queda semelhante à apresentada por Dilma Rousseff. “Não é algo relacionado só a Dilma. O que as ruas nos mostram vai muito além. É momento que seria atravessado por qualquer um que estivesse à frente do Governo. Há uma contestação popular que é geral e ela, por ser a presidente, é amais atingida”, atestou.

Contudo, Juliana Vitorino observa que Dilma precisará empreender uma agenda que afaste uma provável futura relação da atual tensão urbana com a sua própria imagem. A cientista política analisa que, se isso ocorrer, a petista não teria o know how do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, para reverter um quadro assim.

“Quando a avaliação de Lula e do seu governo caíram, em meio à crise do mensalão, em 2005, houve uma distinção popular entre a imagem da gestão e do próprio presidente, que é muito forte. No caso da Dilma, que não goza do mesmo poder, a ligação entre sua imagem e o governo é maior”, indicou a docente.

Já o cientista político e professor da Universidade Católica de Pernambuco Heitor Rocha pontua que a aposta feita por Dilma na convocação popular, através de um plebiscito, para a materialização da tão sonhada reforma política pesará em favor da petista. “A oposição optou pela defesa do referendo, deixando a população de fora do processo de construção da reforma política. É uma opção à direita, com o povo apenas referendando uma decisão do Congresso. Dilma convocou a participação popular de fato, algo que terá um peso considerável na avaliação que será feita em um momento mais ameno. Ela tem tudo para se recuperar e tentar, em outras condições, a sua reeleição”, cravou.


Na Etiópia, Lula fala sobre manifestações

Ex-presidente afirmou que as pessoas querem mais no Brasil (Foto: Reprodução/Internet)

Num Brasil em tempos de crise, manifestações e queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula (PT), seu padrinho político, principal conselheiro e, talvez, o plano B do PT para as eleições do próximo ano, não anda lá muito presente. Enquanto a presidente se viu obrigada a fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV e abrir o Planalto a movimentos sociais e parlamentares, Lula ficou em silêncio, evitou aparições públicas e tinha apenas dado duas declarações, ambas por redes sociais.

Neste domingo (30), ele estava na Etiópia e de lá pediu para que o Instituto Lula divulgasse uma nota oficial para elogiar a maneira como Dilma vem lidando com o que chamou de “saudáveis protestos”. As informações são do jornal Correio Braziliense.

“Feliz é o País que tem um povo que tem liberdade de se manifestar e que vai às ruas querendo mais. As pessoas querem mais no Brasil, mais transporte, mais saúde, mais salário, questionar o Custo da Copa do Mundo”, afirmou, em nota, segundo a publicação.

O ex-presidente viajou à África para participar de um debate sobre combate à fome e à pobreza e deve retornar a São Paulo nesta segunda-feira (1º).