Lula recebe oito títulos de uma vez só na Argentina

Prêmios são pela sua representatividade na América Latina (Foto: Ricardo-Stuckert/Instituto-Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta sexta-feira (17), oito títulos de de doutor honoris causa, que foram entregues pelas universidades de Cuyo, San Juan, Córdoba, La Plata, Tres de Febrero, Lanús, San Martín e a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais. Aqui em Pernambuco, o presidente já recebeu três.

Emocionado, Lula lembrou que o primeiro diploma que desejou foi o de torneiro mecânico, do qual sua mãe tinha muito orgulho. “A emoção ao receber este primeiro diploma foi a mesma ao receber meu segundo diploma, o de Presidente da República”, lembrou ele.

“Esses títulos não são um reconhecimento [apenas] ao Lula, mas a uma década de transformações democráticas que viveu o Brasil, a Argentina e toda América Latina”, disse.

Além das oito homenagens, a agenda de Lula na Argentina foi extensa. Ele se encontrou com a presidente Cristina Kirchner, onde inaugurou a Universidade Metropolitana para a Educação e Trabalho (UMET), criada pelo sindicato de porteiros e zeladores da Argentina.


Em evento com Eduardo, FBC assina acordos para PE

Depois de ter recebido a garantia de apoio do ex-presidente Lula (PT) para a tão sonhada candidatura ao Governo do Estado em 2014, o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho (PSB), assinou acordos para garantir a alimentação dos rebanhos e recompor a renda dos agricultores familiares durante a estiagem.

Ao lado de Eduardo Campos (PSB), FBC firmou acordo de cooperação técnica com as secretarias de Agricultura dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Piauí para incentivar a multiplicação e distribuição de mudas de mandioca e palma forrageira.

“O objetivo é que, nos próximos quatro anos, a gente possa alcançar segurança alimentar para o rebanho nas regiões afetadas pela estiagem”, disse o ministro durante solenidade de inauguração do Centro Administrativo Agropecuário em Petrolina.

No mesmo evento, o ministro Fernando Bezerra Coelho assinou convênio de R$ 105 milhões para construção de mil pequenas barragens. O investimento, que faz parte do Programa Água para Todos, vai beneficiar em torno de 50 mil famílias nas áreas mais remotas do agreste e do sertão pernambucano.


No programa do PT, Dilma repete que vai fazer mais

Como era esperado, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula foram as grandes estrelas do programa partidário do PT que foi ao ar na noite da última quinta-feira (9). E a chefe da Nação, já em sua primeira fala, destacou que pode fazer mais – slogan utilizado pelo governador Eduardo Campos (PSB).

Enquanto Lula “lembrava” os brasileiros as conquistas promovidas pelo seu governo, Dilma atacou o avanço em ações já bem sucedidas do seu antecessor, colocando, por exemplo, a diminuição das desigualdades como o próximo passo de quem conseguiu reduziu a miséria do País.

Num recado claro às críticas desferidas por opositores e mesmo aliados sobre a condução econômica do seu governo, a presidente Dilma que “não basta ter uma economia dinâmica” e colocou a busca pela “qualidade” – na saúde, educação e segurança – como uma meta para o futuro.

O programa petista ainda frisou que o governo da presidente Dilma, entre as suas conquistas, pode colocar a moralização do setor público como uma de suas ações de destaque. Curiosamente, a postura da chefe do Executivo nacional nos últimos episódios de corrupção envolvendo seus auxiliares tem sido aprovada, segundo pesquisas, por boa parte dos brasileiros.

A presidente também pontuou que o Brasil vai precisar atuar fortemente numa nova frente para se adaptar ao seu novo momento: a capacitação. Dilma Rousseff destacou que os brasileiros precisam fazer parte de um mundo mais competitivo.

E, mostrando um otimismo até fora do normal, a presidente afirmou que o Brasil vai continuar no ritmo do PT. “Vai ser assim”, destacou.


Lula no apoio a Fernando Bezerra

Por Gilberto Prazeres, do Blog da Folha
Da Folha de Pernambuco

As costuras para a sucessão estadual vão desenhando cenários cada vez mais consolidados. E um deles pode ter ganho um elemento substancial na última quarta-feira. Uma fonte credenciada revelou, com exclusividade à Folha de Pernambuco, que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), teria recebido o sinal que esperava para deixar as hostes socialistas para, assim, disputar o Governo do Estado em alinhamento com o PT. O socialista teria se reunido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, e o petista lhe teria assegurado apoio irrestrito. O cacique-mor do Partido dos Trabalhadores ainda teria garantido que a presidente Dilma Rousseff (PT) repetirá, na próxima semana, o gesto.

FBC disputaria o Governo de Pernambuco, filiado ao PMDB ou mesmo ao PSD (Foto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha)

“O ministro esteve com Lula, na quarta-feira, e recebeu, de forma muito clara, o recado de que ele será o seu candidato ao Governo do Estado. E não só de Lula, mas de Dilma também. A presidente, inclusive, deverá se encontrar com Fernando Bezerra Coelho na próxima quarta-feira, justamente para rea­firmar essa questão”, relatou a fonte, destacando que sinais semelhantes já haviam sido repassados anteriormente ao chefe da Integração Nacional.

No encontro com Fernando Bezerra Coelho, o ex-presidente teria dito que não entendera a estratégia do governador Eduardo Campos (PSB), que busca se cacifar para a disputa pelo Palácio do Planalto. No suposto entendimento do cacique petista, o chefe do Executivo pernambucano esperava ser candidato à Presidência da República com o seu apoio, em 2018. Algo que, agora, é visto como improvável. Lula teria feito relação semelhante com a situação do auxiliar de Dilma.

“Eduardo queria ser candidato a presidente com o apoio de Lula, mas isso não vai ocorrer. Fernando Bezerra Coelho queria ser candidato a governador com apoio de Eduardo, mas isso também não vai ocorrer. Mas o ministro será candidato com o apoio de Lula”, destacou a fonte, repetindo uma suposta fala do ex-presidente.

Tanto Lula, quanto a presidente Dilma Rousseff teriam demonstrado interesse em ver Fernando Bezerra Coelho como candidato pelo PMDB. Os dois petistas estariam pressionando o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), a seguir na sua tentativa de pavimentar o retorno do ministro da Integração aos quadros peemedebistas. No entanto, caso esse quadro não avance, uma ofensiva ao PSD seria o próximo passo. O partido, que é comandado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, não demonstraria grandes resistências ao ingresso de Bezerra Coelho e ao seu projeto estadual.

Nas contas do ministro, além do PT, o PP já é dado como certo na aliança que poderá dar sustentação à sua candidatura ao Governo do Estado. A possibilidade do PSD reforçar esse time, apesar de descartada pelo presidente regional da sigla, André de Paula, é colocada como uma questão de tempo por pessoas próximas a Fernando Bezerra Coelho.


Ex-segurança de Lula depõe nesta quarta-feira na PF

(AG) – Freud Godoy, ex-segurança do ex-presidente Lula, deverá prestar depoimento à Polícia Federal na tarde desta quarta-feira em São Paulo. Ele será interrogado sobre movimentações financeiras que fez, uma delas é um recebimento de R$ 98,5 mil de Marco Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos operadores do mensalão.

Godoy será ouvido no inquérito aberto no início o ano pela Polícia Federal de Minas Gerais para investigar repasses de Marcos Valério na década passada. O novo inquérito foi instaurado a partir de uma determinação do presidente do STF, Joaquim Barbosa, relator do mensalão.

O ex-segurança já foi ouvido pela PF no inquérito do mensalão sobre o assunto. Na época, ele confirmou que recebeu o dinheiro e alegou que se tratava de pagamento por serviços prestados à campanha eleitoral de Lula em 2002.

Em abril, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado a 40 anos e quatro meses de prisão no processo do mensalão, reafirmou, em depoimento à Polícia Federal, que teve um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, no Palácio do Planalto. Valério confirmou o conteúdo do depoimento que prestou à Procuradoria-Geral da República em setembro de 2012 e acrescentou mais detalhes às denúncias que fizera contra o ex-presidente.

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Brasil entrou na rota dos presidentes eleitos

Agência Brasil (Brasília) – Nos últimos seis anos, o Brasil entrou na rota de visitas dos presidentes eleitos nos países vizinhos. Em novembro 2007, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, escolheu o Brasil como início de um giro internacional. Na ocasião, Cristina disse ter tido uma reunião “frutífera” com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva repassando os primeiros temas da agenda comum, principalmente os relativos à economia e comércio.

Em abril de 2010, o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, esteve no Brasil, logo depois de vencer a disputa pelo governo chileno. Ele se reuniu com Lula e assinou acordos bilaterais, como a cooperação na área esportiva, foi ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Já no governo da presidenta Dilma Rousseff, em junho de 2011, veio ao Brasil o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala. O peruano escolheu Brasília como primeira capital da América Latina para visitar. Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Humala disse que sua prioridade é combater a pobreza e a fome no Peru, por isso estava interessado em conhecer os programas sociais brasileiros.

Esta semana será a primeira vez que um presidente do Egito virá ao Brasil. Eleito há menos de um ano, o presidente egípcio, Mouhamed Mursi, quer que o Egito tenha condições de integrar o grupo dos países emergentes, como o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Mursi se interessa por incrementar o comércio e adotar propostas relativas aos programas de transferência de renda.


PT-PE à espera do aval para criticar Eduardo Campos

Boa parte dos petistas pernambucanos está muito incomodada com a impossibilidade de rebater a coletânea de críticas feita pelo governador Eduardo Campos (PSB), no programa nacional de TV do seu partido, ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, em conversa com o Blog da Folha, dois deles revelaram, em reserva, que estão esperando o aval do comando nacional da legenda para apontar publicamente problemas da gestão capitaneada pelo socialista, que ensaia disputar o Palácio do Planalto no próximo pleito.

A ideia do PT nacional, segundo nos foi contado, é esticar ao máximo a corda em relação ao governador. Os petistas, liderados pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma Rousseff, por mais que estejam irritados com a postura de Eduardo, vão seguir com o discurso de que o socialista ainda poderá compor a aliança encabeçada pelo PT.

Contudo, as duas fontes adiantam que, enquanto esperam pela definição de Campos, começam a preparar o terreno para questionar alguns dos números do governo do Estado apresentados por Eduardo. A saúde e o seu sistema de gerenciamento seriam os principais alvos do provável futuro ataque petista.

Além do revide direto, alguns integrantes do PT pernambucano também trabalham a possibilidade de tentar colar a pecha de “traidor” no governador. Essa fatia desejaria mostrar detalhadamente a contribuição do governo Federal à gestão de Eduardo levantando o questionamento se algumas das conquistas exibidas pelo socialista seriam possíveis sem a ajuda de Dilma e Lula.

Um pouco disso já foi visto na visita que a presidente fez ao Estado, no mês passado. Ela destacou, na oportunidade, que o “Pernambuco de hoje” só é o que é por conta do apoio político e administrativo destinado pelos governos petistas ao longo dos últimos dez anos. Já naquela oportunidade, alguns socialistas rebateram a declaração, atestando que a capacidade de realização da atual administração pernambucana é que impulsionou esse movimento. Um embate que promete e muito.


Lula apostará, mais uma vez, em “novidades”

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disputará governo de São Paulo pelo PT (Foto: Divulgação)

Time que ganha não mexe. Diante dessa máxima, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai repetir a dose que vem dando certo no partido nas eleições do próximo ano para o governo de São Paulo.

Depois de descartar a candidatura do ministro da educação, Aloísio Mercadante, Lula e o PT apostarão todas as fichas no “desconhecido” e atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A intenção dos petistas será unir o carisma do ex-presidente a um candidato até então mais técnico do que político.

Essa nova fórmula eleitoral, idealizada por Lula, começou nas eleições de 2010, quando o então presidente escalou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff para lhe suceder. A petista conseguiu venceu e se tornou a primeira mulher a assumir um cargo dessa grandeza. Nas últimas eleições municipais, Lula repetiu o bom desempenho de cabo eleitoral e conseguiu tornar o ministro da Educação Fernando Haddad, na época, prefeito de São Paulo.

PELO BRASIL
Aqui em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) também copiou o exemplo petista e comemorou. No ano passado, do nada, ele transformou um dos seus homens fortes, Geraldo Júlio (PSB), prefeito da capital pernambucana.

Especula-se, ainda, que para o próximo ano dois outros secretários do governo Eduardo – Tadeu Alencar e Paulo Câmara – podem ser escalados para suceder o socialista que ruma para voos nacionais.

Outros políticos pelo Brasil seguem repetindo o exemplo vitorioso do PT. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), está trabalhando forte para eleger em 2014 o seu vice, Luiz Fernando Pezão, também do PMDB.


Lula “acredita” que Eduardo não será candidato

Ex-presidente acredita que Eduardo Campos apoiará a reeleição de Dilma (Foto: Ricardo Stuckert/ILula)

Apesar da pressão que a bancada do PT na Câmara e no Senado está fazendo para que Dilma Rousseff (PT) elimine de uma vez por toda os cargos destinados ao PSB em seu governo, a presidente, a princípio, prefere a cautela.

Segundo a Folha de São Paulo, Lula (PT) e Dilma tiveram uma reunião no início de abril para tratar do assunto. Os dois não querem transformar Eduardo Campos (PSB) em vítima, por isso, ainda estudam uma forma de excluir o governador de Pernambuco da base aliada caso o mesmo permaneça com o desejo de disputar a Presidência da República em 2014.

De acordo com o jornal, Lula ainda acredita que Eduardo vai desistir de disputar a eleições em 2014 e apoiar a reeleição de Dilma. Pelas suas últimas exposições na mídia, ficou claro que o desejo do ex-presidente está cada vez mais difícil de acontecer. Vamos aguardar.


Briga política atrasa aprovação de projetos no Cabo

Vado teria exonerado secretários indicados por Lula Cabral e alterado clima de paz entre vereadores da situação. Tensão pode atrapalhar participação do município no FEM (Foto: Marina Mahmood)

Maurício Júnior
Do Blog da Folha

A disputa por cargos na Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho pode está prejudicando diretamente a participação do município no Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), criado pelo Governo do Estado com o objetivo de ajudar todos os municípios pernambucanos na implantação de projetos que contribuam para o desenvolvimento das cidades.

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Dos R$ 228 milhões que serão investidos no Estado, o Cabo deve receber aproximadamente R$ 4,3 mi. “Não podemos perder a oportunidade de receber essa quantia por conta da irresponsabilidade de alguns vereadores que estão perdendo o foco e esquecendo-se de discutir temas de maior relevância para a nossa cidade”, alertou o líder da oposição, Ricardinho (PPS).

De acordo com o vereador, nesta quarta-feira (24), o Projeto de Lei para criação do fundo municipal – necessário para o recebimento da verba do FEM – que já era para está concluído só deve ir para votação no plenário. “A Comissão de Constituição e Justiça já encaminhou para secretaria da Câmara o parecer favorável”, complementou.

O principal motivo para essa situação no Cabo é um provável desentendimento entre o atual prefeito da cidade, Vado da Farmácia (PSB), com o ex-prefeito Lula Cabral (PSC). Insatisfeito com a exoneração de alguns secretários indicados por Lula Cabral, os vereadores do grupo do ex-prefeito estariam dificultando alguns projetos na Câmara.

Especula-se até que politicamente o clima entre Lula Cabral e Vado esteja difícil e tenso. O caso vivido no Cabo é bastante semelhante à famosa briga entre João Paulo e João da Costa, ambos do PT, na Prefeitura do Recife. O primeiro foi “padrinho político” do segundo, que depois de eleito, decidiu abandonar as “orientações e conselhos” do seu antecessor.


Lula será colunista do ‘The New York Times’

O ex-presidente Lula aceitou o convite do jornal norte-americano The New York Times para assinar uma coluna mensal no periódico. Conforme a assessoria do petista, ele produzirá textos sobre política e economia internacional, além, claro, de iniciativas de combate à miséria. O acerto foi celebrado, na última segunda-feira (22), pelo cacique e o diretor-geral do serviço de notícias da empresa estrangeira, Michael Greenspon.

No início de abril, o The New York Times publicou um artigo de Lula, no qual o ex-presidente afirmou que o recém-falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deixou um grande legado para a América do Sul.

Ontem,  também em Nova York, Lula recebeu o  prêmio “Em Busca da Paz”, conferido pelo International Crisis Group, organização voltada a prevenção de conflitos internacionais, por suas contribuições na área social.


Nos EUA, Lula recebe o prêmio “Em Busca da Paz”

Ex-presidente recebeu prêmio "Em busca da paz", do International Crisis Group (Ricardo Stuckert-Instituto Lula)

Maurício Júnior
Do Blog da Folha

Depois de receber homenagem pelo sucesso do programa Fome Zero, na última sexta-feira (19), no México, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue sua andança pelo mundo. Na noite da última segunda-feira (22), em Nova York, ele recebeu o prêmio “Em Busca da Paz”, conferido pelo International Crisis Group.

Segundo os organizadores, Lula foi homenageado por ter impulsionado seu país a uma nova era econômica e política. O prêmio ainda reconhece o trabalho do petista em tirar milhões de pessoas da pobreza e construir uma política de parceria com vizinhos e países africanos, o que transformou o Brasil em um “ator mundial crucial”.

Em seu discurso de quase 25 minutos, Lula voltou a defender que a crise deve ser combatida com desenvolvimento, democracia e distribuição de renda. “Combater a fome e a miséria, em escala global, é o passo mais importante que podemos dar no caminho para a paz”, disse.

O Crisis Gorup é uma entidade que trabalha em mais de 60 países na prevenção e solução de conflitos. Seus relatórios e análises são respeitados globalmente por atores que vão de governos à imprensa como documentos de referência sobre crises locais.


Oposição quer informações sobre privilégios de Rose

No fim de semana, a revista Veja revelou "vida de rainha" da ex-secretária (Foto:Reprodução/Internet)

(AG) A oposição cobrará do Palácio do Planalto explicações sobre a sindicância interna que comprovou que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa Noronha valeu-se do cargo e de sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para usufruir mordomias como a hospedagem na embaixada brasileira em Roma, durante viagem de férias. A intenção é verificar a extensão das investigações, já que as denúncias contra ela eram mais graves. A ex-assessora foi investigada pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência para obter benefícios financeiros.

O líder do MD (Mobilização Democrática) na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse hoje que pedirá à Casa Civil cópia da sindicância, feita em caráter sigiloso. Ele quer que o resultado dessa investigação seja anexado ao relatório do inquérito da investigação da PF, que foi remetido à 5ª Vara da Justiça Federal de São Paulo.

“Vamos pedir cópia da sindicância, porque é importante para que seja desvendado e esmiuçado o modus operandi da quadrilha que se instalou no governo. Queremos saber como ela, que era do gabinete do presidente Lula em São Paulo, atuava. Temos um pedido de CPI que está parado, mas vamos retomar a ofensiva”,  disse Bueno.

Com as novas revelações sobre o tratamento privilegiado dedicado à assessora por integrantes do governo, o MD (fusão do PPS e do PMN) tentará resgatar no Congresso a mobilização para a abertura de uma CPI destinada a investigar as denúncias contra Rosemary. Leia Mais


No México, Lula diz que é possível acabar com a fome

Presidente mexicano lançou programa semelhante ao Fome Zero. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Maurício Júnior
Do Blog da Folha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na tarde desta sexta-feira (19), em Chiapas, no México, do lançamento da Cruzada Nacional contra a Fome no país mexicano.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, afirmou que o programa lançado nesta sexta possui as mesmas características do Fome Zero do Brasil. “Você (Lula) teve êxito e tirou 33 milhões de brasileiros da pobreza. Aqui estamos empenhados para sete milhões e meio de mexicanos abandonem essa condição e tenham dignidade”, discursou Enrique Peña.

Logo no início do discurso, Lula citou que a experiência brasileira provou para todos que é possível erradicar a miséria no mundo. “Eu vim aqui dar o meu testemunho. É possível terminar a fome no mundo. O que necessitamos são de governos comprometidos com os pobres. Os ricos não precisam dos governos. Quem precisa do governo são as pessoas pobres do mundo”, disse.


Cabral: “Cleiton Collins não perderá espaço no PSC”

PSC apoiará Cleiton Collins para Prefeitura de Jaboatão em 2016 (Foto: Mauro Akin Nassor/Arquivo Folha)

Maurício Júnior
Do Blog da Folha

O novo presidente do diretório regional do PSC, Lula Cabral, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, garantiu ao Blog da Folha que não houve desentendimento com o deputado e pastor Cleiton Collins, vice-presidente da sigla em Pernambuco.

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Desde a chegada de Lula Cabral à presidência da legenda, no último mês, rumores deram conta de que Cleiton Collins,  que já é filiado há 11 anos, não havia digerido bem a perca de espaço no comando partidário. “Já nos acertamos e até já conversamos. Foi uma decisão que partiu do diretório nacional do partido que optou pela troca de todos os membros da executiva regional. Eu não conhecia ninguém, apenas Cadoca e Berenice, sua esposa”, explicou Lula Cabral.

Cabral afirmou que tem ciência da importância do pastor para a legenda. “Cleiton Collins tem o seu espaço no partido como deputado mais votado da história de Pernambuco. Vir para somar e conto com a grande participação dele”, complementou.

Por fim, o atual presidente do PSC garantiu que o deputado terá, de verdade, o apoio do partido na disputa da próxima eleição para prefeito de Jaboatão dos Guararapes. “Ele terá, de fato, o apoio do partido nas próximas eleições municipais em 2016”, frisou Lula Cabral.

Em 2012, Cleiton Collins disputou a Prefeitura de Jaboatão, mas terminou derrotado por Elias Gomes (PSDB), que foi reeleito para mais um mandato com 187.864 votos contra apenas 82.227 do pastor.