Oposição tenta vedar reeleições consecutivas

Por Mirella Araújo
Da Folha de Pernambuco

A bancada de oposição da Assembleia Legislativa vai apresentar na próxima semana uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para vedar a reeleição dos deputados que ocupam tanto os cargos da Mesa Diretora quanto os que presidem as comissões permanentes da Casa, independente da legislatura. A ideia central é fazer um rodízio entre os 49 parlamentares que só poderão ocupar os respectivos cargos por dois anos sem direito a reeleição.“Nós refletimos sobre a necessidade de uma oxigenação nas funções para evitar uma situação de engessamento e certo comodismo por parte de alguns. Apesar dessa proposta estar sendo apresentada por nós, ela será construída de forma coletiva”, disse Betinho Gomes (PSDB), de quem partiu a ideia da matéria.

O deputado, inclusive, ressaltou que o projeto não parte de interesses pessoais, já que o PSDB por comandar a comissão de Cidadania e Direitos Humanos, e a de Ciência, Tecnologia e Informática será afetado. “Não é casuísmo, não estamos perto da eleição da Mesa e nem sabemos como será o quadro da próxima legislatura”, enfatizou. De acordo com o líder da oposição, Daniel Coelho (PSDB), a ideia de fazer um rodízio, principalmente na presidência das comissões permanentes casa com o direcionamento de algumas vagas a serem disponibilizadas no concurso público (sem previsão de ser realizado) para os colegiados.

“Não vejo muito sentido ter esse rodízio nas comissões, depende muito da afinidade de cada parlamentar sobre uma determinada área e não há nenhum prejuízo nisso”, rebateu o presidente da Comissão de Finanças, Clodoaldo Magalhães (PTB), citando como exemplo a presidente da Comissão de Educação, Teresa Leitão (PT), que tem propriedade na área por ser professora. A proposta de emenda surge exatamente no momento em que o presidente da Casa tem sua imagem desgastada – com sua filha sendo acusada de tráfico de influência e a tentativa de censurar a Imprensa em torno desse assunto – e, se aprovado, acabaria minando sua pretensão de ser reconduzido a um quinto mandato na presidência da Alepe. Mas Daniel reforça que a PEC não tem ligação com o pedetista. “Ele já não poderia ser reeleito, por causa da PEC aprovada em 2011”.

Para o 2º vice-presidente da Mesa, André Campos, que sempre foi contra a reeleição para presidente da Mesa, prefeito, governador e presidente da República, a PEC só receberá seu apoio se não ferir o princípio da impessoalidade. “Vejo esse tema com naturalidade, concordo com essa tese do rodízio, desde que essa proposta não seja feita para atingir Guilherme (Uchoa) ou qualquer outro membro da Mesa e das comissões”.


Modelo causa dependência

Por Gilberto Prazeres
Do Blog da Folha, na Folha de Pernambuco

A dependência financeira que os Estados e municípios exibem em relação à União, favorece um ambiente que vai além das relações que deveriam estar restritas ao campo administrativo. O cientista político, Juliano Domingues, ressalta que esse fator contribui para perpetuação da frase de que é “muito complicado ser oposição no Brasil”, quando os adversários da força política que ocupa o Poder Executivo reclamam da distinção de tratamento na celebração de convênios e, principalmente, na liberação de recursos. Um elemento que pesaria nas relações eleitorais dos chefes das administrações públicas.

“Acaba gerando uma relação política, eleitoral. Não é à toa que a gente vivencia esse clima de adesismo por conta disso. Os repasses das verbas oriundas dos impostos gera essa dependência financeira”, diz. “É necessária uma grande reforma no pacto federativo, na gestão pública. Inclusive, para que se garanta obras de mobilidade”, completa o estudioso.


Oposição: Dilma não recupera auge da popularidade

Enquanto petistas avaliam que a pesquisa Datafolha mostrou uma tendência de recuperação na aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), membros da oposição pensam diferente: que até o final de seu mandato haverá oscilações sem que os antigos patamares de popularidade da gestora sejam alcançados. As informações são da Folha de S. Paulo.

O Datafolha revelou que o percentual de quem considera o governo ótimo ou bom subiu de 30% para 36%. E o ápice da aprovação da petista ocorreu em março, quando 65% consideravam sua gestão ótima ou boa.

O presidente do PT, Rui Falcão, acredita que a pesquisa mostra uma “tendência de recuperação real, que se materializa”. José Guimarães, líder do partido na Câmara, seguiu a mesma linha e disse que Dilma deve “seguir na toada democrática”, o que lhe dará uma recuperação “gradual e segura”.

Já os parlamentares da oposição acreditam que a presidnete não voltará aos antigos patamares. Segundo o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), “a sociedade experimentou o governo e não está disposta a dar mais quatro anos a ele”.

O deputado Roberto Freire, presidente do PPS, afirmou que “não fez barulho” quando a presidente caiu, por isso não iria comentar a subida. No entanto, ele disse que o País precisa de mudanças, pois vive um momento de degradação de valores e instituições.


Presidente reconhece ‘nulidade’, afirma oposição

O presidente do DEM, José Agripino Maia, afirmou que o recado da petista foi “claríssimo” (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Na avaliação da oposição, a presidente Dilma Rousseff (PT) não pecou pela incoerência ao afirmar que o ex-presidente Lula “não vai voltar porque ele não saiu”, em entrevista publicada neste domingo (28), na Folha de S. Paulo.

Para Roberto Freire, presidente do PPS, com a declaração, a petista “apenas reconheceu sua nulidade”. “O pior de tudo é se ver diante de uma presidente que se autodefine como marionete”, disparou, segundo a Folha.

O presidente do DEM, José Agripino Maia, afirmou que o recado da petista foi “claríssimo”. Segundo ele, os erros que estão levando às manifestações nas ruas “não são só dela, são dos dois governos do PT”.

Já o ex-vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB) também deu “razão” à petista. “Lula nunca saiu, e Dilma nunca entrou”, afirmou. Para ele, com essa fala, a presidente se “autoafirma como um pequeno joguete”. Ele também classificou que seu governo seria “uma continuidade de todas as estripulias” do ex-presidente.

De acordo com a publicação, as afirmações da presidente tiveram boa acolhida na base governista da Câmara dos Deputados. O vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR) acredita que aqueles que falam em “volta Lula” não compreendem o PT, Lula e Dilma.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reforçou: “Creio que hoje o tema central é ‘Força, Dilma’. Esse é o tema que nós, o PT, os partidos da base aliada, temos que reforçar para enfrentar esse momento e dar uma volta por cima”.

O líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), também disse concordar com a presidente. “Realmente não pode existir o ‘volta Lula’ porque ela é uma consequência do Lula. Um fracasso de seu governo seria um fracasso do Lula”.

A matéria traz ainda a opinião de oposicionistas e governistas a respeito de temas tratados na entrevista à Folha. Foi tratada a questão da queda nas pesquisas, além da reforma política, da inflação e dos ministérios.

Sobre a inflação, por exemplo, Goldman criticou o fato de Dilma ter afirmado que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não cumpriu a meta de inflação em três dos quatro anos no qual ela vigorou. “Usar FHC como justificativa para seu insucesso é ridículo. Mostra o grau de alienação em que ela está. Não tem sentido fazer qualquer tipo de comparação com 12, 15 anos atrás”, rebateu o tucano.


Oposição denuncia prefeitura do Cabo ao MPPE

Situação financeira da gestão de Vado da Farmácia estaria sendo questionada por vereadores (Foto: Marina Mahmood)

Por Mirella Araújo
Da Folha de Pernambuco

No Cabo de Santo Agostinho, os vereadores oposicionistas Ricardinho (PPS), Nilson Gabriel e José Arimatéia (ambos do PSDB) protocolaram, na última sexta-feira (5), junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), uma denúncia contra o prefeito Vado da Farmácia (PSB). Os parlamentares afirmam que a prefeitura vem descumprindo a Lei de Acesso à Informação, pois a página do Portal da Transparência “não disponibiliza nenhuma informação ao cidadão”, conforme apontado no documento.

A oposição também tomou como base, a negativa de informações públicas requeridas por três cidadãos cabenses: Jairo Lima, Antônia Campos e Marcos de Almeida, no dia 29 de abril. Eles solicitaram informações a respeito das dívidas deixadas pela administração do ex-prefeito Lula Cabral (PSC), do quantitativo de dispensas de licitações – o valor desses recursos e o motivo para a dispensa – e do número de cargos comissionados e efetivos.

Procurado pela reportagem, o secretário de Governo, Luiz Pereira, reconheceu que o Portal da Transparência não está completo. “O portal ainda esta sendo formulado, estamos regulamentando a Lei de Acesso. Os números estarão disponíveis em até dois meses”, garantiu Pereira. Questionado sobre a recusa das informações, o secretário disse que essas pessoas são ligadas a um deputado estadual ligado à oposição municipal. “Todos os documentos são públicos, mas eles não são cidadãos comuns, são do gabinete de (deputado) Betinho Gomes (PSDB) e querem criar factoides”, acusou o secretário.

O deputado estadual, por sua vez, confirmou que as pessoas citadas estão ligadas a ele, mas que, acima de tudo, são cidadãos cabenses e têm direito a obterem respostas do Governo Municipal. “Nós temos informações vinda de membros do próprio governo, de que o prefeito reconheceu, na última reunião com seu secretariado, que a prefeitura está passando por dificuldades financeiras. As pessoas querem saber como os recursos estão sendo aplicados, se existe herança maldita. Estamos há sete meses de uma gestão que não diz a que veio”, rebateu o tucano.


Wanderson diz que 1º semestre foi perdido no Recife

Vereador acredita que não é possível ver a marca dessa gestão (Foto: Peu Ricardo/Folha de Pernambuco)

Mais novo integrante da bancada de oposição na Câmara de Vereadores do Recife, Wanderson Florêncio (PSDB) traz o mesmo discurso dos demais parlamentares: o Recife pouco avançou nesses seis primeiros meses da administração Geraldo Julio (PSB). De acordo com o tucano, o grupo aguardou o período, mas a compreensão é de que “a gestão vai muito mal”. O vereador chegou a classificar os seis meses como tempo perdido.

“A sensação que temos hoje é de que o governo está inerte. Esperamos que possa avançar no próximo semestre. Esse primeiro semestre eu posso considerar como perdido. Se o mote é ganhar 2013, metade dele já passou e metade dele não ficou nada em relação a essa gestão”, disparou Wanderson Florêncio, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

O tucano fez duras críticas ao trabalho realizado pelo prefeito Geraldo Julio nesse primeiro semestre de atuação. Para ele, o ritmo de governo é “lento e com poucas ações” e não se vê “renovação na cidade”.

“A gente não vê marca dessa gestão. Me parece uma continuidade de fato”, disse, fazendo referência à cobrança da bancada de que o socialista precisa romper com a gestão passada, do ex-prefeito João da Costa (PT).


Bancada de oposição aponta descaso no Dom Moura

No setor mais moderno, a UTI, inaugurada há um ano, equipamentos novos, mas sem funcionar, pois faltam médicos (Foto: Divulgação)

A situação dos hospitais públicos do Estado tem chamado a atenção da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Nesta quinta-feira (4), os deputados Daniel Coelho (PSDB), líder da oposição na Casa, Betinho Gomes (PSDB), Terezinha Nunes (PSDB) e Severino Ramos (MD) foram até o município de Garanhuns, no Agreste Meridional, para ver de perto as obras e o funcionamento do Hospital Dom Moura, referência na região.

No local, os parlamentares constataram o porquê das críticas – a unidade de saúde foi alvo, na semana passada, de uma audiência pública para discutir seus problemas: prédio antigo, faltando manutenção, com inúmeras infiltrações e precariedade nas instalações. No setor mais moderno, a UTI, inaugurada há um ano, equipamentos novos, mas sem funcionar, pois faltam médicos.

“O hospital precisa de uma grande reforma e não apenas pinturas. Agora, o que está mais evidente, que a população sabe, é a dificuldade em relação à quantidade de médicos. Ter uma UTI como essa, com boas instalações, e não ter médicos, não pode. Foi feito um grande investimento, mas sem as condições necessárias”, afirmou Daniel Coelho.

O líder da oposição avisou que vai procurar o governo do Estado para cobrar melhorias no hospital. “A bancada aqui presente vai preparar um relatório da visita e a partir daí encaminhar ao secretario de Saúde e ao governador do Estado pedindo providências”, avisou.


Secretaria de Saúde do Cabo rebate oposição

A Secretaria de Saúde do Cabo de Santo Agostinho negou, por meio de nota, que o Hospital Mendo Sampaio, que é mais conhecido por “unidade Mista”, tenha sido fechado na última segunda-feira (1º). “De acordo com o Gas (Gerência de Atenção à Saúde), o hospital estava apenas com o atendimento restrito, já havia médicos na unidade”, diz a nota.

Oposição do Cabo denuncia fechamento de plantão

A gerência também informou que os atendimentos não foram prejudicados, “já que todos os casos graves foram atendidos pelos médicos de plantão”. Vereadores da oposição do Cabo denunciaram que o plantão na urgência da unidade de saúde estava fechado e que os profissionais estavam ausentes.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Nota de esclarecimento da Secretaria de Saúde do Cabo

A Secretaria de Saúde do Cabo de Santo Agostinho, através da Gerência de Atenção à Saúde (Gas), informou que o Hospital Mendo Sampaio, mais conhecido por unidade Mista, não foi fechado nesta segunda-feira (1º de julho). De acordo com a Gas, o hospital estava apenas com o atendimento restrito, já havia médicos na unidade.

Segundo a Gas, alguns profissionais do quadro, não conseguiram chegar na unidade por conta da greve dos motoristas de ônibus. A gerência informou ainda que os atendimentos não foram prejudicados, já que todos os casos graves foram atendidos pelos médicos de plantão.

Gas explicou que a segurança da unidade estava sendo realizada por dois guardas municipais que estavam de plantão. A gerência também comentou que o aparelho de telegrafia estava em manutenção na segunda-feira (1º de julho), mas que o equipamento já está funcionando normalmente. Sobre os leitos, a Gas esclareceu que a Mista, possui três leitos, disponíveis para pacientes com quadro grave.

A Secretaria de Saúde informou ainda que a direção do Mendo Sampaio não tinha conhecimento do informativo que foi colocado na área externa da unidade, com a informação: “Plantão Fechado”. O fato está sendo investigado pelo órgão e o responsável pelo ato responderá inquérito administrativo.


Dilma evita opinar sobre boatos até fim de investigação

Presidente também afirmou que pode ter ocorrido falhas (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Em Adis Abeba, na Etiópia, onde participa da celebração do Jubileu de Ouro da União Africana, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, durante entrevista a jornalistas, neste sábado (25), que as investigações sobre os boatos de que o programa Bolsa Família iria acabar não estão concluídas. A petista disse que, até o momento, não teve nenhuma informação conclusiva e que não há quem já possa dizer o que aconteceu. Segundo matéria do jornal Estado de S. Paulo, ela teria declarado que é preciso esperar o resultado da investigação e que acha um “episódio lamentável pela dimensão e a quantidade de pessoas envolvidas”. A presidente completou a declaração colocando que o Bolsa Família “é um dos processos mais bem sucedidos do Brasil”.

Segundo a publicação, Dilma ressaltou que o programa conta com um dos processos mais bem sucedidos do País. No entanto, ela admitiu que possa ter ocorrido falhas. Ela declarou que, com o Bolsa Família é utilizada a tecnologia da informação “mais sofisticada possível”. “Nós somos humanos; pode ter tido falhas”, disse a presidente completando que a Polícia Federal e a segurança da Caixa Econômica vão procurar todos os motivos e que esses motivos serão elencados. Ela acrescentou que o que é feito é garantir que seja o menos possível de ser “objeto de falha interna”.

A matéria ainda coloca que, segundo Dilma, enquanto não houver avaliação concreta e profunda, o governo não vai emitir opinião. Ao ser questionada sobre a possibilidade de alguém ligado à oposição estar envolvido nos boatos que causaram imensos transtornos, a presidente declarou que “jamais faria manifestação nesse sentido”. Ela também desautorizou opiniões internas sobre isso. De acordo com a presidente, ninguém no governo está autorizado a dizer qualquer coisa sobre o processo.


PCR estuda fundo para emendas

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), está estudando junto com a sua bancada uma forma de adotar um fundo municipal parlamentar para que os legisladores recifenses possam propor emendas ao orçamento da Capital. A intenção do socialista é que o modelo comece a ser adotado a partir do exercício financeiro do próximo ano. Os projetos elaborados pelos vereadores serão enviados ao Executivo que terá a prerrogativa de analisar a proposta.

“Estamos estudando e discutindo com a bancada. A gente vai fazer uma ação bastante parecida com o fundo parlamentar a partir do próximo ano”, revelou, após o anúncio da requalificação do Centro Público de Casa Amarela, Zona Norte, ontem. O valor do recurso disponível no fundo parlamentar para os vereadores também está sendo estudado. No Governo do Estado, o valor destinado aos deputados estaduais é R$ 1,1 milhão.

“Estamos discutindo com a bancada”, revelou o prefeito (Foto: Arthur Mota)

Assim como o governador Eduardo Campos (PSB) se comprometeu a executar as emendas, anteontem, o socialista relatou que a administração deverá assumir o compromisso de não haver contingência de emendas e que as obras propostas pelos vereadores serão tiradas do papel no ano seguinte à aprovação da iniciativa pelo Executivo. “A gente reserva o fundo parlamentar com orçamento definido e esse valor é dividido entre os vereadores que alocam esse recurso de acordo com os projetos de interesse deles. A partir daí, a gente, durante o exercício, executa essa ação através dessa reserva, sem contingenciamento. Se a emenda for aprovada, no ano seguinte, ele tem o direito de concluir essa ação”, garantiu.

Questionado se a medida viria para amenizar as declarações de insatisfação por espaço na gestão, o prefeito classificou a iniciativa como estruturadora e não pontual, como resposta a algum fato especifico. Segundo ele, a relação com o Legislativo é de respeito e unidade. “O Legislativo está sendo prestigiado e temos unidade da frente que está conosco”.

Na semana passada, o vereador Edmar de Oliveira (PHS) entoou o coro dos insatisfeitos com o espaço na administração socialista. Suplentes de vereadores do PTC também fizeram manifestação pleiteando indicações de cargos na administração. A situação é vista nos bastidores como fatos isolados que deverão ser contornados por meio de diálogo.

O presidente da Câmara de Vereadores, Vicente André Gomes (PSB), destacou que a iniciativa será importante para o Legislativo municipal porque irá ampliar a participação dos vereadores na discussão da cidade. Contudo, o socialista destacou que as discussões ainda estão no estágio inicial e que é preciso ampliar o debate sobre a criação do fundo com órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Como a discussão do projeto ainda está em fase inicial, as conversas só foram tratadas com o presidente da Casa, o líder do governo e a comissão executiva.


Precisa de muito

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Assumir uma postura frontalmente de oposição ao Governo Federal num sistema onde os governadores andam “de pires na mão”, cobrando de uma União que reduziu, nos últimos anos, sua participação nas despesas dos Estados, é tarefa difícil. A mais de um ano da eleição, então, agir como radical, no caso de Eduardo Campos, contra a administração do PT não é bom nem para os petistas.

Ter o PSB oficialmente na oposição não seria lucrativo para a presidente Dilma, como já definiu um aliado de peso dela, o governador da Bahia, Jaques Wagner. Numa empreitada como a de uma candidatura presidencial ninguém avança, nem recua por pouco. Há de haver um fato impactante para levar o governador de Pernambuco a caminhar para trás.

“Passado na casca de alho”, como definem socialistas, Campos não seria detido por pressões de correligionários apenas. Seria preciso algo maior. Ainda que não vá romper radicalmente, Eduardo não deixa de demarcar espaços independente do PT. Ontem, assinou o apoio à criação da Rede Sustentabilidade de Marina Silva, apesar de o Governo Dilma só vir trabalhando contra a nova legenda.


“Terezinha deveria olhar para o próprio umbigo”

Líder do Governo na Alepe, Waldemar Borges, respondeu críticas da deputada Terezinha Nunes (Foto: Marina Mahmood)

O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Waldemar Borges (PSB), condenou as críticas tecidas pela também deputada estadual Terezinha Nunes à administração estadual, além do comportamento da base com relação à oposição dentro da Casa Legislativa. O socialista revidou e disse que a tucana precisa olhar primeiro para o próprio umbigo.

“A deputada, antes de apontar o dedo para os outros, deveria olhara para o próprio umbigo. Porque todos os assuntos que ela aborda na Assembleia, ela já tem, de certa maneira, uma certa experiência na área”, rebateu Waldemar Borges durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Segundo o parlamentar, Terezinha fez parte do governo por oito anos “e, portanto, deveria antes de fazer certas cobranças, fazer um exame de consciência” do tempo que ela era do governo.

Recentemente, a deputada estadual criticou o Governo do Estado e cobrou um posicionamento sobre o suposto elevado número de contratos temporários nas duas gestões do governador Eduardo Campos (PSB). Ela afirmou na última segunda-feira (6), na Alepe, que de 2008-2011, o Estado aumentou apenas 1% o quadro de servidores efetivos, enquanto o aumento de contratos temporários ultrapassou os 100%.


Secretário de Educação rebate deputados da oposição

Gestor, porém, reconheceu que das 60 escolas prometidas, apenas 14 estão em funcionamento (Foto: Hesíodo Góes)

O secretário de Educação de Pernambuco, Ricardo Dantas, rebateu os dados apresentados na tarde desta quinta-feira (2) pelos deputados estaduais da oposição. Em visita a duas escolas técnicas estaduais, em Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, os parlamentares afirmaram que as obras estão atrasadas e ainda acusaram o Governo de não cumprir com os prazos estabelecidos para construção dos centros educacionais.

Oposição fiscaliza escolas técnicas atrasadas

“É um equívoco eles afirmarem isso. A ordem de serviço em Camaragibe só aconteceu em 3 de janeiro de 2011 e não em 2010 como os deputados afirmaram. A obra só não foi concluída porque em agosto daquele mesmo ano o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que financeira essas construções, decidiu ampliar a dimensão do projeto o que terminou atrasando a sua conclusão, prevista para ser inaugurado dia 18 de julho”, explicou Ricardo Dantas.

A realidade é outra na escola técnica de São Lourenço. Segundo o secretário de Educação, a obra acabou de ser licitada e só deve ser entregue em junho de 2014. No local onde será erguida a escola, os deputados encontraram apenas um circo.

SITUAÇÃO GERAL
Ricardo Dantas reconheceu que das 60 escolas técnicas prometidas pelo Governo do Estado apenas 14 estão funcionando. Mas, avisou que até o final do ano mais nove serão entregues à população. “Duas estão em processo de adequação, 14 ainda serão licitadas e uma ainda aguarda a liberação de uma documentação por parte da prefeitura local”, detalhou.

As outras 20 escolas prometidas por Eduardo Campos ainda encontram-se em processo de validação no FNDE, em Brasília. A expectativa do gestor é que a questão política não influencie diretamente nessa questão, já que nos últimos meses a presidente Dilma Rousseff (PT) vem diminuindo sistematicamente as verbas para o Estado. “Quero acreditar que essa questão política não vai interferir num acordo entre Pernambuco e o Governo Federal. Espero que isso não tenha interferência nesse processo”, finalizou Ricardo Dantas.


Oposição fiscaliza escolas técnicas atrasadas

Grupo questionou os atuais estágios das obras (Foto: Wágner Ramos)

Enquanto o governador Eduardo Campos segue em caravana pelo Interior do Estado, quatro deputados da bancada de oposição da Assembleia Legislativa realizaram, nesta quinta-feira (2), visita a duas escolas técnicas estaduais que estão sendo construídas nas cidades de Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.

A “blitz” – como os oposicionistas costumam chamar a ação – contou com a participação dos deputados Daniel Coelho (PSDB), líder da oposição, Terezinha Nunes (PSDB), Betinho Gomes (PSDB) e Severino Ramos (MD).

De acordo com os deputados, a obra para construção da escola em Camaragibe foi anunciada em agosto de 2010 com conclusão prevista para o segundo semestre de 2011. “O governo prometeu 60 escolas técnicas e, até agora, em funcionamento, tem 14. O resto está em licitação ou construção”, frisou Betinho Gomes.

Na escola técnica de São Lourenço da Mata, segundo a bancada de oposição, um novo processo licitatório foi aberto pelo governo estadual em 2012 e até o momento ainda não chegou a ser construída. No local, um circo armado diverte a população daquela região.

OUTRAS ESCOLAS
A oposição também acusou o governo de “enganar a população”. Em agosto de 2010, o governo anunciou a construção de 11 novas escolas técnicas, orçadas em R$ 60 milhões. Na ocasião, foi aberto processo licitatório para construção de unidades em Araripina, Carnaíba, São José do Egito, Santa Cruz do Capibaribe, Bonito, Bezerros, Gravatá, Camaragibe, Igarassu, Olinda e Lajedo. Cada uma ao custo de R$ 5,4 milhões. “Nenhuma delas foi inaugurada ainda”, criticou Terezinha Nunes.

Mesmo sem entregar as obras, em 2012, o Estado anunciou a abertura de processo licitatório para mais uma série de escolas. Desta vez, seriam contemplados os municípios do Cabo de Santo Agostinho, Arcoverde, Belo Jardim, Buíque, Jaboatão, São Lourenço da Mata, São Bento do Uma, Caruaru, Garanhuns, Abreu e Lima, Olinda e Paudalho.


Oposição ameaça tranquilidade de Renildo em Olinda

Prefeito assiste ao nascimento de movimentos que se contrapõem a sua gestão (Foto: Hesíodo Góes)

 

Pela primeira vez desde que assumiu o comando da Prefeitura de Olinda, em 2008, o prefeito Renildo Calheiros (PC do B) está vendo sua “aparente” tranquilidade ser ameaçada por um conjunto de fatores que estabelecem um contraponto à administração comunista. Seis vereadores que compõem a bancada governista já se mostraram insatisfeitos com a condução da gestão de Calheiros e instituíram, no último mês, um grupo alternativo no bloco, o chamado G-6. Vale lembrar que o chefe do executivo olindense ainda conta com uma voz claramente de oposição, o social-liberal Arlindo Siqueira. Além da representação legislativa, Renildo observa o surgimento de um grupo social que se apresenta como canal de debate, com participação popular, sobre os problemas da Marins dos Caetés, o “Olindear”.

Em números oficiais, pode-se dizer que o movimento no poder legislativo olindense ainda não chega a assustar, visto que dos 17 vereadores, dez são, de fato, da situação. Mas, sem sombra de dúvidas, começa a incomodar o poder de Calheiro na Casa de Bernardo Vieira de Melo. Caso necessite da aprovação de um projeto de maior relevância, por exemplo, onde serão necessários pelo menos 2/3 dos votos, e os seis vereadores do bloco independente mais o da oposição votarem contra, o pleito do comunista será vetado. Algo inédito até então.

“Penso que Renildo precisa de ‘tesão’, vontade para arregaçar as mangas e ir aonde o problema está, conversar com a população e mostrar as dificuldades, bem como as possíveis soluções que o governo tem para resolver tudo o que está todo dia na imprensa. Olinda precisa de resposta urgente!”, comentou, em reserva, um vereador da cidade que, temendo represálias, preferiu não se identificar.

Um dos motivos para insatisfação de alguns vereadores da cidade com a gestão é porque a grande maioria dos partidos aliados ainda aguarda os cargos prometidos por Renildo durante o último processo eleitoral. “Sinceramente, acredito que o problema em Olinda seja financeiro. A cidade está quebrada e, infelizmente, o prefeito não pode fazer muita coisa. Prometeu, mas não tem condições de cumprir”, complementou o mesmo parlamentar.

Vereador é o único integrante da oposição (Hesíodo Goes)

Representante solitário da bancada oficial de oposição, Arlindo Siqueira atesta que a “ausência de obras significativas” na gestão Renildo Calheiros tem sido o principal ponto de motivação para o surgimento de movimentos contrários ao gestor. “Ele não tem nada para mostrar.  A população está cansada disso e há um reflexo natural no legislativo”, arrematou.

No entanto, para o vereador Biai, que lidera a bancada do PC do B na Câmara, o clima na cidade está tranquilo e a gestão seguindo sem nenhum impedimento. “Faço parte da Comissão de Constituição e Justiça, participo regularmente das reuniões do partido e não enxergo esse cenário que a oposição está pregando. Eles querem tumultuar a vida de Renildo essa que é a verdade”, justificou o comunista, cobrando um posicionamento dos vereadores do G-6. “Eles precisam assumir se são situação ou oposição.”

MOVIMENTO POPULAR
Na última quinta-feira (25), um grupo de moradores da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade formalizaram a criação do “Olindear”, movimento que tem como principal objetivo acompanhar diariamente a gestão não apenas do prefeito, como também de todos os 17 vereadores da cidade.

Encontros são marcados pelas redes sociais (Foto:Reprodução/Facebook)

Apesar de pregarem que o “Olindear” não possui cunho político, alguns ex-candidatos a vereadores de Olinda nas últimas eleições estão entre os idealizadores do movimento. “Temos pessoas filiadas a partidos, mas nosso objetivo é outro. É fiscalizar, debater e propor melhorias para a cidade que moramos”, explicou Vlademir Labanca (PR), que em 2012, não conseguiu se eleger para Câmara de Olinda.

“A finalidade desse grupo é melhorar o potencial político dos seus integrantes visando à próxima eleição para vereador de Olinda”, rebateu Biai. A reportagem entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Prefeitura de Olinda. Até o fechamento desta edição não recebemos nenhuma resposta do órgão.