Precisa de muito

Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Assumir uma postura frontalmente de oposição ao Governo Federal num sistema onde os governadores andam “de pires na mão”, cobrando de uma União que reduziu, nos últimos anos, sua participação nas despesas dos Estados, é tarefa difícil. A mais de um ano da eleição, então, agir como radical, no caso de Eduardo Campos, contra a administração do PT não é bom nem para os petistas.

Ter o PSB oficialmente na oposição não seria lucrativo para a presidente Dilma, como já definiu um aliado de peso dela, o governador da Bahia, Jaques Wagner. Numa empreitada como a de uma candidatura presidencial ninguém avança, nem recua por pouco. Há de haver um fato impactante para levar o governador de Pernambuco a caminhar para trás.

“Passado na casca de alho”, como definem socialistas, Campos não seria detido por pressões de correligionários apenas. Seria preciso algo maior. Ainda que não vá romper radicalmente, Eduardo não deixa de demarcar espaços independente do PT. Ontem, assinou o apoio à criação da Rede Sustentabilidade de Marina Silva, apesar de o Governo Dilma só vir trabalhando contra a nova legenda.


“Terezinha deveria olhar para o próprio umbigo”

Líder do Governo na Alepe, Waldemar Borges, respondeu críticas da deputada Terezinha Nunes (Foto: Marina Mahmood)

O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Waldemar Borges (PSB), condenou as críticas tecidas pela também deputada estadual Terezinha Nunes à administração estadual, além do comportamento da base com relação à oposição dentro da Casa Legislativa. O socialista revidou e disse que a tucana precisa olhar primeiro para o próprio umbigo.

“A deputada, antes de apontar o dedo para os outros, deveria olhara para o próprio umbigo. Porque todos os assuntos que ela aborda na Assembleia, ela já tem, de certa maneira, uma certa experiência na área”, rebateu Waldemar Borges durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Segundo o parlamentar, Terezinha fez parte do governo por oito anos “e, portanto, deveria antes de fazer certas cobranças, fazer um exame de consciência” do tempo que ela era do governo.

Recentemente, a deputada estadual criticou o Governo do Estado e cobrou um posicionamento sobre o suposto elevado número de contratos temporários nas duas gestões do governador Eduardo Campos (PSB). Ela afirmou na última segunda-feira (6), na Alepe, que de 2008-2011, o Estado aumentou apenas 1% o quadro de servidores efetivos, enquanto o aumento de contratos temporários ultrapassou os 100%.


Secretário de Educação rebate deputados da oposição

Gestor, porém, reconheceu que das 60 escolas prometidas, apenas 14 estão em funcionamento (Foto: Hesíodo Góes)

O secretário de Educação de Pernambuco, Ricardo Dantas, rebateu os dados apresentados na tarde desta quinta-feira (2) pelos deputados estaduais da oposição. Em visita a duas escolas técnicas estaduais, em Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, os parlamentares afirmaram que as obras estão atrasadas e ainda acusaram o Governo de não cumprir com os prazos estabelecidos para construção dos centros educacionais.

Oposição fiscaliza escolas técnicas atrasadas

“É um equívoco eles afirmarem isso. A ordem de serviço em Camaragibe só aconteceu em 3 de janeiro de 2011 e não em 2010 como os deputados afirmaram. A obra só não foi concluída porque em agosto daquele mesmo ano o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que financeira essas construções, decidiu ampliar a dimensão do projeto o que terminou atrasando a sua conclusão, prevista para ser inaugurado dia 18 de julho”, explicou Ricardo Dantas.

A realidade é outra na escola técnica de São Lourenço. Segundo o secretário de Educação, a obra acabou de ser licitada e só deve ser entregue em junho de 2014. No local onde será erguida a escola, os deputados encontraram apenas um circo.

SITUAÇÃO GERAL
Ricardo Dantas reconheceu que das 60 escolas técnicas prometidas pelo Governo do Estado apenas 14 estão funcionando. Mas, avisou que até o final do ano mais nove serão entregues à população. “Duas estão em processo de adequação, 14 ainda serão licitadas e uma ainda aguarda a liberação de uma documentação por parte da prefeitura local”, detalhou.

As outras 20 escolas prometidas por Eduardo Campos ainda encontram-se em processo de validação no FNDE, em Brasília. A expectativa do gestor é que a questão política não influencie diretamente nessa questão, já que nos últimos meses a presidente Dilma Rousseff (PT) vem diminuindo sistematicamente as verbas para o Estado. “Quero acreditar que essa questão política não vai interferir num acordo entre Pernambuco e o Governo Federal. Espero que isso não tenha interferência nesse processo”, finalizou Ricardo Dantas.


Oposição fiscaliza escolas técnicas atrasadas

Grupo questionou os atuais estágios das obras (Foto: Wágner Ramos)

Enquanto o governador Eduardo Campos segue em caravana pelo Interior do Estado, quatro deputados da bancada de oposição da Assembleia Legislativa realizaram, nesta quinta-feira (2), visita a duas escolas técnicas estaduais que estão sendo construídas nas cidades de Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.

A “blitz” – como os oposicionistas costumam chamar a ação – contou com a participação dos deputados Daniel Coelho (PSDB), líder da oposição, Terezinha Nunes (PSDB), Betinho Gomes (PSDB) e Severino Ramos (MD).

De acordo com os deputados, a obra para construção da escola em Camaragibe foi anunciada em agosto de 2010 com conclusão prevista para o segundo semestre de 2011. “O governo prometeu 60 escolas técnicas e, até agora, em funcionamento, tem 14. O resto está em licitação ou construção”, frisou Betinho Gomes.

Na escola técnica de São Lourenço da Mata, segundo a bancada de oposição, um novo processo licitatório foi aberto pelo governo estadual em 2012 e até o momento ainda não chegou a ser construída. No local, um circo armado diverte a população daquela região.

OUTRAS ESCOLAS
A oposição também acusou o governo de “enganar a população”. Em agosto de 2010, o governo anunciou a construção de 11 novas escolas técnicas, orçadas em R$ 60 milhões. Na ocasião, foi aberto processo licitatório para construção de unidades em Araripina, Carnaíba, São José do Egito, Santa Cruz do Capibaribe, Bonito, Bezerros, Gravatá, Camaragibe, Igarassu, Olinda e Lajedo. Cada uma ao custo de R$ 5,4 milhões. “Nenhuma delas foi inaugurada ainda”, criticou Terezinha Nunes.

Mesmo sem entregar as obras, em 2012, o Estado anunciou a abertura de processo licitatório para mais uma série de escolas. Desta vez, seriam contemplados os municípios do Cabo de Santo Agostinho, Arcoverde, Belo Jardim, Buíque, Jaboatão, São Lourenço da Mata, São Bento do Uma, Caruaru, Garanhuns, Abreu e Lima, Olinda e Paudalho.


Oposição ameaça tranquilidade de Renildo em Olinda

Prefeito assiste ao nascimento de movimentos que se contrapõem a sua gestão (Foto: Hesíodo Góes)

 

Pela primeira vez desde que assumiu o comando da Prefeitura de Olinda, em 2008, o prefeito Renildo Calheiros (PC do B) está vendo sua “aparente” tranquilidade ser ameaçada por um conjunto de fatores que estabelecem um contraponto à administração comunista. Seis vereadores que compõem a bancada governista já se mostraram insatisfeitos com a condução da gestão de Calheiros e instituíram, no último mês, um grupo alternativo no bloco, o chamado G-6. Vale lembrar que o chefe do executivo olindense ainda conta com uma voz claramente de oposição, o social-liberal Arlindo Siqueira. Além da representação legislativa, Renildo observa o surgimento de um grupo social que se apresenta como canal de debate, com participação popular, sobre os problemas da Marins dos Caetés, o “Olindear”.

Em números oficiais, pode-se dizer que o movimento no poder legislativo olindense ainda não chega a assustar, visto que dos 17 vereadores, dez são, de fato, da situação. Mas, sem sombra de dúvidas, começa a incomodar o poder de Calheiro na Casa de Bernardo Vieira de Melo. Caso necessite da aprovação de um projeto de maior relevância, por exemplo, onde serão necessários pelo menos 2/3 dos votos, e os seis vereadores do bloco independente mais o da oposição votarem contra, o pleito do comunista será vetado. Algo inédito até então.

“Penso que Renildo precisa de ‘tesão’, vontade para arregaçar as mangas e ir aonde o problema está, conversar com a população e mostrar as dificuldades, bem como as possíveis soluções que o governo tem para resolver tudo o que está todo dia na imprensa. Olinda precisa de resposta urgente!”, comentou, em reserva, um vereador da cidade que, temendo represálias, preferiu não se identificar.

Um dos motivos para insatisfação de alguns vereadores da cidade com a gestão é porque a grande maioria dos partidos aliados ainda aguarda os cargos prometidos por Renildo durante o último processo eleitoral. “Sinceramente, acredito que o problema em Olinda seja financeiro. A cidade está quebrada e, infelizmente, o prefeito não pode fazer muita coisa. Prometeu, mas não tem condições de cumprir”, complementou o mesmo parlamentar.

Vereador é o único integrante da oposição (Hesíodo Goes)

Representante solitário da bancada oficial de oposição, Arlindo Siqueira atesta que a “ausência de obras significativas” na gestão Renildo Calheiros tem sido o principal ponto de motivação para o surgimento de movimentos contrários ao gestor. “Ele não tem nada para mostrar.  A população está cansada disso e há um reflexo natural no legislativo”, arrematou.

No entanto, para o vereador Biai, que lidera a bancada do PC do B na Câmara, o clima na cidade está tranquilo e a gestão seguindo sem nenhum impedimento. “Faço parte da Comissão de Constituição e Justiça, participo regularmente das reuniões do partido e não enxergo esse cenário que a oposição está pregando. Eles querem tumultuar a vida de Renildo essa que é a verdade”, justificou o comunista, cobrando um posicionamento dos vereadores do G-6. “Eles precisam assumir se são situação ou oposição.”

MOVIMENTO POPULAR
Na última quinta-feira (25), um grupo de moradores da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade formalizaram a criação do “Olindear”, movimento que tem como principal objetivo acompanhar diariamente a gestão não apenas do prefeito, como também de todos os 17 vereadores da cidade.

Encontros são marcados pelas redes sociais (Foto:Reprodução/Facebook)

Apesar de pregarem que o “Olindear” não possui cunho político, alguns ex-candidatos a vereadores de Olinda nas últimas eleições estão entre os idealizadores do movimento. “Temos pessoas filiadas a partidos, mas nosso objetivo é outro. É fiscalizar, debater e propor melhorias para a cidade que moramos”, explicou Vlademir Labanca (PR), que em 2012, não conseguiu se eleger para Câmara de Olinda.

“A finalidade desse grupo é melhorar o potencial político dos seus integrantes visando à próxima eleição para vereador de Olinda”, rebateu Biai. A reportagem entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Prefeitura de Olinda. Até o fechamento desta edição não recebemos nenhuma resposta do órgão.


Oposição critica deficit no orçamento de Pernambuco

Maurício Júnior
Do Blog da Folha

A bancada de oposição da Assembleia Legislativa voltou a criticar o Governo de Pernambuco. Na tarde desta terça-feira (23), o deputado Daniel Coelho (PSDB), líder do grupo, mostrou sua preocupação em relação ao deficit no orçamento do Estado, que pelo segundo ano consecutivo mostrou que tudo que foi arrecadado com impostos e outras receitas foi incapaz de cobrir as despesas que a gestão teve com a máquina pública.

De acordo com os dados da Secretaria Estadual da Fazenda, o estado terminou 2012 com um deficit de R$ 1,05 bilhão. O principal motivo para justificar esse valor, segundo a oposição, deve-se ao fato de o Governo do Estado ter contraído empréstimos para poder fechar o ano com todos os pagamentos em dia.

“O Estado vem apresentando deficit ano após ano e o futuro governador vai ter enormes dificuldades na gestão. Esse buraco só faz aumentar e não pode ser coberto com mais empréstimos, como vem acontecendo”, afirmou Daniel, para depois complementar: “Não se pode pensar em Pernambuco apenas no hoje. É preciso pensar também nos próximos cinco, dez anos.”

Atualmente, sete estados mais o Distrito Federal contabilizaram deficit no ano de 2012. Além de Pernambuco, recordista nacional, segundo a bancada de oposição, Rio de Janeiro, Paraíba, Sergipe, Acre, Amapá e Roraima também terminaram o ano no vermelho.

É importante ressaltar que esse deficit no orçamento em nada afeta o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, que hoje alcança números acima da média do País. O orçamento geral do estado em 2012 girou em torno dos R$ 28 bilhões.


“Olindear” surge para monitorar Renildo Calheiros

Grupo pretende "fazer oposição" ao prefeito de Olinda (Foto: Arquivo Folha)

A ausência de uma oposição formal e organizada para a tarefa de fiscalizar o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), levou um grupo de moradores da Marim dos Caetés a discutir a formação de uma movimento com essa finalidade. O Olindear reunirá profissionais liberais, funcionários públicos e líderes comunitários que não estão satisfeitos com a gestão do comunista. O primeiro encontro desse bloco será na próxima quinta-feira (25) na Travessa José Soriano, em frente ao estacionamento de uma conhecida casa de shows da região.

Além do próprio prefeito e seu governo, o Olindear também pretende acompanhar as ações do Legislativo olindense e provocar, quando julgar necessário, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para acionar a Justiça contra qualquer eventual irregularidade. O grupo pretende utilizar dados do Diário Oficial do município e informações oriundas da própria administração de Renildo Calheiros.

Dos 17 vereadores que compõem a Câmara de Olinda, apenas Arlindo Siqueira (PSL) não faz parte da base aliada. O parlamentar, que disputou contra Renildo Calheiros na eleição de 2008, também promete fazer barulho contra o governo do comunista. Ele já indicou ao Blog da Folha que apresentará um balanço dos 120 dias (quatro meses), quando a datar chegar, das ações realizadas por Calheiros e como estará o cumprimento das promessas de campanha do gestor, nesse seu segundo mandato.


Oposição pede recontagem de votos na Venezuela

Agência Brasil/EBC (Caracas) – Depois da vitória de Nicolás Maduro na disputa presidencial na Venezuela, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, anunciou que não reconhece o resultado das urnas na votação desse domingo (14) e disse que vai pedir a recontagem dos votos computados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Maduro venceu Capriles com pequena margem de diferença – menos de 234 mil votos.

“Não vamos reconhecer um resultado enquanto não se contar cada voto dos venezuelanos, um por um. Exigimos que o CNE abra todas as caixas e que cada voto seja contado”, declarou após a divulgação do resultado das eleições desse domingo, depois das 23h no horário local.

Capriles teve 49,07% dos votos e Maduro, atual presidente interino do país, conquistou 50,66% do total apurado. Considerado sucessor político de Hugo Chávez, que morreu em março após lutar contra um câncer, o presidente eleito pediu humildade à oposição para que reconheça os resultados, mas acrescentou que aceita que a chamada verificação cidadã (auditoria) seja feita.  Leia Mais


Socialista vê sua bancada está muito empenhada

Socialista lembrou que a bancada tem apresentado sugestões e que ele esteve na Câmara mais de uma vez (Foto: Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco)

O prefeito Geraldo Julio considera a relação com os vereadores do Recife como excelente. Segundo o gestor, a sua bancada está muito empenhada em ajudar a construir uma cidade diferente. A relação com o Legislativo foi um dos principais pontos de desgaste do mandato do ex-prefeito João da Costa (PT). Confira mais um trecho da entrevista com o socialista na Folha de Pernambuco deste domingo (14):

Como está a relação com os vereadores?
Excelente, minha bancada está muito empenhada em nos ajudar a construir uma cidade diferente, melhor. Tem apresentado sugestões, tenho recebido elas, recebi a bancada, estive na Câmara mais de uma vez.

A bancada da oposição cobrou um pacto na Educação. Essas propostas têm sido incorporadas no plano de governo?
A gente gosta de escutar. Propostas vindas de qualquer cidadão serão ouvidas e, se a gente entender que as propostas se encaixam com o nosso programa de governo e a solução de problemas, elas serão incorporadas. Fizemos uma reunião, no sábado passado, sobre o Pacto pela Vida onde escutamos 575 pessoas das mais variadas representações.

A oposição cobra que o senhor se posicione como governo de oposição ou continuidade. Qual é o posicionamento do seu governo?
Eu vejo meu governo realizando muito, empenhado em trabalhar e aplicar um programa de governo elaborado pela sociedade. A relação disso com o que aconteceu antes foi revelada pela população. Esse tipo de comparação não enriquece nosso governo.

Como vai ficar o Orçamento Participativo na sua gestão?
O OP vai continuar com a mesma dinâmica que já tinha. Vamos fazer alguns ajustes, melhorias e vamos ampliar a participação social do governo. A secretaria de governo está concluindo o estudo e vai nos apresentar. Nós temos três tempos nisso. A elaboração do plano Recife 500 anos que é um planejamento para 2037 coordenado pela secretaria de Desenvolvimento e Planejamento, temos que fazer o planejamento do plano plurianual que é para quatro anos e a discussão sobre as metas de médio e curto prazo.


Oposição coesa para fiscalizar gestão de Geraldo

A postura de maior cobrança da bancada de oposição no Recife frente à gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) parece que vai contar com respaldo da integralidade do grupo. Isso porque após a líder Aline Mariano (PSDB) declarar à Rádio Folha FM 96,7 que acabou a “trégua” que o gestor municipal gozava junto aos adversários para se acomodar dentro da estrutura da Prefeitura do Recife (PCR), os demais oposicionistas disseram que, a partir de agora, o trabalho será de deixar de olhar para a gestão do ex-prefeito João da Costa (PT) e passar a avaliar as ações do socialista. Para o líder Gilberto Alves (PTN), o governo, no entanto, não vai mudar um milímetro a linha de atuação por conta de uma nova postura dos oposicionistas.

“Se a gestão acerta, a oposição aplaude. Agora, se a gestão erra, a oposição vai criticar e apontar os caminhos. Não importa quem é o gestor, a crítica vai ser feita à situação que encontrarmos”, avisou o vereador de oposição André Régis (PSDB), em conversa com o Blog da Folha. O tucano explicou que, inicialmente a bancada adversária buscava atribuir menos a culpa à atual gestão por conta da herança deixada pelo ex-prefeito João da Costa (PT). Para tanto, o parlamentar citou como exemplo a realidade de algumas escolas da rede municipal de ensino.

“Nada de assustador que encontramos em mais de 50 escolas que visitamos é de responsabilidade do prefeito Geraldo Julio. Isso é claro. É de responsabilidade de João da Costa. Agora, na medida em que o tempo passa e as coisas não melhoram e se os problemas persistirem, é lógico que isso passará a ser de responsabilidade de Geraldo. Nesse sentido, não vai caber mais falar do que foi que ele recebeu, mas do que ele deixou de fazer”, explicou André Régis.

Para o vereador Raul Jungmann (PPS), o atual prefeito já teve tempo suficiente para tomar conhecimento do funcionamento da máquina pública. O pós-comunista afirmou que, a partir de agora, a bancada de oposição se dedicará às fiscalizações da gestão. “O prefeito considera que se consolidou e pactuou e mandou todo mundo fazer relatórios setoriais, dos quais ele já tem acesso. Ou seja, esse período de espera está encerrado e daqui para frente não tem porque não mantermos um nível de oposição de fiscalização dentro da normalidade, dentro do que cabe ao nosso papel”, assinalou o parlamentar.

O líder do Governo na Câmara do Recife disse que a defesa da gestão não mudará em decorrência de uma nova postura da oposição. “Esse é um governo proativo, que esta nas ruas, que trabalha incansavelmente, que está motivado e animado. O comportamento da oposição não muda um milímetro as ações e as nossas obrigações com os compromissos com o Recife. Vamos continuar trabalhando do mesmo jeito”, sacramentou Gilberto Alves. O parlamentar frisou ainda que a gestão, desde o início, reconhece o papel dos opositores para o processo da democracia.


Aline Mariano diz que a trégua a Geraldo Julio acabou

Líder da oposição crava que, a partir de agora, o grupo pegará mais no pé do prefeito (Foto: Arthur Mota)

“A trégua acabou”. Foi com essas palavras que a vereadora Aline Mariano (PSDB) e líder da oposição na Câmara Municipal do Recife declarou que, a partir de agora, a bancada vai intensificar as cobranças e acompanhar de perto as ações do governo do prefeito Geraldo Julio (PSB). Nesta quarta-feira (10), o socialista completa 100 dias à frente da administração municipal.

“Não é porque a trégua acabou que a oposição vai perder a cabeça, fazer uma oposição irresponsável, de uma oposição por oposição. Não é esse sentido. Vamos continuar a fazer uma oposição de forma serena, de forma lúcida, de forma responsável. Mas quando a gente diz que a trégua acabou é que nós vamos intensificar a partir de agora as nossas cobranças”, afirmou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Segundo a vereadora, além de intensificar as cobranças, que já estavam acontecendo, mas de forma pontual, já que “existia esse sentimento da bancada de dar esse tempo a atual gestão, que mostrava que seria uma gestão diferente, de ruptura com o programa de governo do prefeito João da Costa (PT)”, o grupo vai intensificar as fiscalizações e monitorar de perto o monitoramento que o prefeito estabeleceu com o grupo de técnicos para “fazer com que as coisas possam acontecer”.

A parlamentar declarou que seria irresponsável por parte da bancada começar uma oposição no primeiro dia de governo do socialista. Mas que agora, com três meses de gestão, é preciso começar a cobrar o que é de curto, médio e longo prazo. “Não dá mais para a gente esperar apenas. A gente vai cobrar de uma forma mais pontual o que foi estabelecido no programa de governo dele, que se baseou em quase todas as carências da cidade”, disse Aline Mariano.

“Então, a partir de agora, a gente, de fato, deve intensificar um pouco mais essa fiscalização desse monitoramento”, concluiu.

Nesta quarta-feira (10), a parlamentar discursará fazendo uma análise crítica no grande expediente da Câmara. Segundo a tucano, a bancada tem vários questionamentos, avaliações, conclusões e questionamentos que precisam ser respondidos. E ela acredita que o líder do governo estará munido de informações para responder esses questionamentos para o que foi observado nesses três meses.


Oposição vai ao MP pedir investigação contra Eduardo

Deputados da bancada de oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) vão ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na tarde desta terça-feira (9), às 16h, para dar entrada em duas representações que pedem a abertura de investigações contra o governador Eduardo Campos (PSB). A primeira é referente a uma suposta promoção pessoal do socialista no Diário Oficial do Estado (DOE). Já a segunda alega uma suposta propaganda extemporânea na revista Voto, do Rio Grande do Sul, em quem traz uma publicidade oficial do Governo do Estado sobre o programa “Ganhe o Mundo”.

O governador Eduardo Campos é cotado para disputar a Presidência da República, em 2014, contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Os pedidos de investigação contra o líder socialista serão feitos pelos deputados Terezinha Nunes (PSDB), Betinho Gomes (PSDB) e Ramos (PMN).

Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que das 58 edições do DOE em 2013, 47 traziam imagens de Eduardo Campos na capa. E que nas 20 publicações de março havia 33 fotos do governador, demonstrando uma suposta promoção pessoal do gestor estadual, possível candidato em 2014. O caso foi parar no Plenário da Alepe, na segunda (8). Já a denúncia sobre a revista Voto, discutida em março, refere-se a uma suposta propaganda extemporânea do programa. Em uma das 10 páginas da propaganda do Governo do Estado trazia a frase em menção ao possível projeto político do cacique do PSB.


Eugênio vê inconsistência no discurso de Eduardo

Presidente do PT-PE diz que governador busca caminho alternativo (Foto: Arthur Mota)

A cobrança realizada pelo governador Eduardo Campos (PSB), por uma mudança na formatação das ações anunciadas pelo Governo Dilma Rousseff (PT) para o combate à seca, foi recebida pelo presidente do PT de Pernambuco, deputado Pedro Eugênio, como um esforço do socialista para encontrar um discurso alternativo para balizar sua provável candidatura ao Palácio do Planalto, no pleito do ano que vem. Contudo, conforme o petista, essa suposta iniciativa do gestor pernambucano não encontra respaldo na realidade.

“O governador está se esforçando para construir um discurso diferenciado em relação ao PT, ao governo da presidente Dilma para eventualmente se lançar candidato a presidente da República… É um discurso construído que não encontra respaldo na realidade. Fazer um discurso contrário ao governo Federal não é fácil”, afirmou, em entrevista à Rádio Folha, Pedro Eugênio, disparando, na sequência: “Carece de consistência”.

O deputado federal justificou o seu posicionamento justamente com uma fala de um socialista. Pedro Eugênio ressaltou que o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), declarou, ainda durante a reunião do Conselho Deliberativo da Sudene com Dilma, ontem, que nenhum presidente havia feito tanto pela Região Nordeste quanto a petista.

Pedro Eugênio ainda confirmou a informação, publica na edição desta quarta-feira (3) na Folha de Pernambuco, de que o PT Pernambuco vai discutir sua relação com o PSB em encontro da executiva estadual no próximo sábado (6). O petista destacou que declarações como a proferida pelo governador ontem deverão ser discutidas na ocasião. Contudo, o parlamentar fez questão de frisar que a possibilidade de rompimento com o PSB no Estado não entrará na pauta.

“Mas não há debate sobre rompimento. Não vamos criar essa dificuldade adicional, já que a candidatura do PSB à Presidência ainda não é uma questão consolidada”, assinalou Pedro Eugênio.


Em Serra, também tem recado para a oposição

Presidente Dilma Rousseff criticou suposto "mal agouro" dos adversários (Reprodução: Jedson Nobre/Instagram)

Desta vez em recado à oposição, a presidente Dilma Rousseff (PT), no último trecho do seu discurso em Serra Talhada, criticou o suposto “mal agouro” dos adversários, que, segundo a petista, parecem torcer contra os empreendimentos realizados pelo governo Federal. Nesse sentido, a chefe do Executivo nacional prometeu entregar obras como a Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape e destacou ações do setor privado que acabam complementando as mudanças promovidas pelo Poder Público.

“Tem gente que fica falando que não vai sair a refinaria (Abreu e Lima). São aves de mal agouro. Nós vamos fazer e logo logo vai estar processando seus 240 mil barris por dia. Vai significar ganho não só para Pernambuco, como também para Brasil. Será a primeira em 33 anos. Obras como o (estaleiro) Atlântico Sul, a Petroquimica e a Fiat mostram a geração de emprego”, frisou Dilma.


Silvinho vê Terezinha equivocada e “insensível”

Deputado ficou indignado com declarações da tucana (Foto: Wagner Ramos)

A crítica empreendida pela deputada Terezinha Nunes (PSDB), de que os vice-líderes do Governo na Assembleia possuem uma postura passiva na defesa da gestão estadual, foi recebida com indignação pelo petebista Silvio Costa Filho. Ao Blog da Folha, o parlamentar destacou que a tucana escolheu a sua ausência em um debate específico para generalizar um “quadro que não procede” e não mostrou sensibilidade pelo fato desta mesma ausência ter sido justificada pelo nascimento de sua filha, durante esta semana. Silvinho fez questão de acompanhar a chegada ao mundo de sua Luíza.

“Não tem necessidade de Uchoa ser juiz do governo”
Uchoa não vê incompatibilidade em defender governo

“A deputada Terezinha Nunes não teve a sensibilidade de perceber que eu não estive presente na sessão em que o presidente (da Alepe) Guilherme Uchoa (PDT) fez a defesa do governo porque estava acompanhando o nascimento de minha filha”, lamentou Silvio Costa Filho, ressaltando que ele sempre está pronto para se contrapor à oposição no plenário da Casa de Joaquim Nabuco. “Sempre participo dos debates na defesa do governo Eduardo Campos (PSB). A deputada está equivocada”, completou.

O parlamentar ainda frisou que Terezinha Nunes, em seu desejo de criticar a gestão estadual e seus apoiadores, mostrou desconhecimento das funções assumidas pelos membros da bancada governista. “Ela disse que o deputado Ângelo Ferreira (PSB) é, ao meu lado, vice-líder do governo. Quando, na verdade, esse posto é ocupado pelo deputado Aglaíson Júnior (PSB). Ângelo Ferreira é líder da bancada do seu partido na Casa. A deputada deveria ter tido esse cuidado”, ironizou.

Silvio Costa Filho ainda questionou o fato de só agora, na metade da atual legislatura, o PSDB levantar uma voz contrária ao Governo Eduardo Campos. O petebista comentou que o partido da deputada Terezinha Nunes demonstrou, apesar de ser de oposição, afinidade e admiração pelas ações empreendidas pela gestão.

“Durante cinco anos, o PSDB era só elogios ao governo. Agora, há essa mudança de postura. O partido precisa explicar”, cobrou o parlamentar, em referência ao apoio informal que alguns dos membros da bancada tucana na Alepe sempre dispuseram à administração comandada pelo governador Eduardo Campos.