OPINIÃO

Magrão, dez anos de glórias no Sport

Publicado por reporter, em 21.04.2015 às 13:08

(Foto: Clemilson Campos/Folha PE)

#10anosmagrao

Fernando Veloso/FolhaPE

Há dez anos desembarcava no Recife o desconhecido, Alessandro Beti Rosa, goleiro reserva do Rio Branco-SP. A contratação feita pelo então técnico do Sport, Zé Teodoro, não causou alvoroço na torcida leonina. De lá para cá, Magrão conquistou muitos títulos pelo Leão e se consolidou como um dos maiores jogadores da história do clube, para muitos torcedores, o maior. Sempre discreto no gol, fazendo defesas sem espalhafato, com precisão cirúrgica e reflexos eletrizantes,  o número 1 do Sport também tem outra marca registrada: Pode operar milagres.

Sua canonização já foi consumada, através de suas conquistas e sua conduta impecável, dentro e fora das quatro linhas. O futebol “moderno” carece de exemplos assim, homens que honrem as cores que estão defendendo. Parabéns São Magrão, por sua carreira brilhante, uma década de milagres e uma história gloriosa que transcende o futebol.

Confira o vídeo com o top10 de defesas de Magrão:







Copa do Brasil vai definir mais 10 classificados nesta quarta-feira

Publicado por reporter, em 15.04.2015 às 12:00

(Foto: Divulgação/CBF)

AE – Considerada a segunda principal competição do futebol nacional – atrás apenas do Campeonato Brasileiro da Série A – a Copa do Brasil segue com os seus jogos de volta da primeira fase com mais dez jogos, nesta quarta-feira (15), e outros quatro na quinta (16). Clubes tradicionais, como Santos, Sport, Vasco, Botafogo e Grêmio, são atrações.

Depois de fazer um jogo duro e voltar com uma vitória por 1 a 0 do Paraná, o Santos recebe o Londrina, às 19h30, no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos. O time da Baixada Santista, que vai até o interior em busca de mais público, consegue a classificação com qualquer resultado de empate. Ao time paranaense, uma vitória por um gol de diferença, desde que marque dois tentos, serve.

As situações de Vasco e Grêmio são parecidas com a do Santos. Os dois times venceram Rio Branco-AC e Campinense-PB, respectivamente, por 2 a 1 e também avançam em caso de um empate. A diferença para o time santista é que, como marcaram dois gols como visitantes, os dois clubes também avançam até com derrotas por apenas 1 a 0 para seus respectivos adversários.

O Botafogo-RJ tem uma missão um pouco mais complicada. O time de René Simões empatou por 2 a 2 com o Botafogo-PB, em João Pessoa, e não pode perder por nenhum placar. Um empate por 0 a 0 ou 1 a 1, entretanto, já será suficiente.

O interior paulista também terá um representante nesta quarta-feira. Já eliminado no Estadual, o Ituano defende uma boa vantagem por 3 a 0 sobre o Joinville, obtida na ida. Por isso, o time do técnico Hemerson Maria só avança em caso de uma goleada por quatro ou mais gols na Arena Joinville.







Ranking para “inglês ver”

Publicado por reporter, em 9.04.2015 às 18:00

(EFE)

Fernando Veloso Filho/FolhaPE

No futebol as coisas, de fato, mudam muito rápido. A seleção brasileira, que vinha desacreditada depois do fiasco na Copa do Mundo no Brasil, engatou uma sequência de vitórias e voltou a figurar no top 5 do ranking da Fifa.

Sob o comando de Dunga, a seleção da CBF, venceu oito partidas seguidas encarando algumas pedreiras, como a Argentina e França. O futebol apresentado nos amistosos não foi de encher os olhos, porém não há como negar que foi eficiente e, claro sendo treinada por quem é,  a Amarelinha abusou da sua única jogada : o contra-ataque.

Os critérios adotados pela Fifa para atualização do ranking são nebulosos, como a maioria de suas transações. Amistosos com seleções inexpressivas contam pontos valiosos e sempre valem algumas posições no ranking da entidade máxima do futebol.

Os amistosos de Joseph Blatter, Presidente da Fifa, renderam ao Brasil um lugar à frente da Holanda,  mesmo depois do revés sofrido pela seleção canarinha em jogo oficial, valendo o terceiro lugar na Copa do Mundo no Brasil. O peso dos amistosos parecem ser diferente para os dois países, já que a Holanda venceu a Espanha por 2×0 também esse ano.

Outra bizarrice é a Suiça, país de Blatter, mesmo sem ter feito nada relevante dentro das quatro linhas,  aparecer em nono lugar, à frente dos campeões mundiais Espanha, Itália e Inglaterra.







Covardes e desordeiros atacam nos Aflitos

Publicado por José Neves Cabral, em 8.04.2015 às 00:16

José Neves Cabral

O fotógrafo Flávio Japa e o repórter Paulo Henrique Tavares foram aos Aflitos, nesta terça-feira, cobrir não só a solenidade pelos 114 anos do Clube Náutico Capibaribe, como o protesto que alguns torcedores anunciaram fazer em razão da má fase da agremiação nos gramados.

Ao ver alguns torcedores cercando o presidente, os repórteres se aproximaram para registrar o encontro. Surpreendentemente, foram ameaçados por um pequeno grupo de desordeiros.

Desordeiros, sim, porque até o momento em que eles foram tentar conversar com o dirigente do clube o fato era normalíssimo. A cobrança do torcedor ao dirigente quando a equipe não vai bem – e feita de forma correta – é algo corriqueiro. A reportagem apenas registraria o fato.

Mas a partir do momento em que os nossos profissionais foram ameaçados não dá para usar outro termo a não ser o de desordeiros para esse grupo.

Desordeiros e covardes, simplesmente porque se aproveitaram do fato de estarem em maior número para intimidar dois profissionais, ameaçando quebrar ou tomar o equipamento de trabalho do fotógrafo.

Mais tarde, um grupo de torcedores depredou veículos de outros órgãos de imprensa e promoveu baderna na Avenida Rosa e Silva.

Em respeito ao Náutico e aos seus verdadeiros torcedores, a Folha vai continuar cobrindo a agremiação com o mesmo zelo que sempre teve. Mas pensaremos duas vezes antes de acompanhar e divulgar qualquer protesto de torcedores.

Não vale a pena dar voz a quem não se comporta como cidadão, a quem se esconde dentro de um grupo para manifestar seu espírito criminoso, porque, quando está só, é incapaz de tomar qualquer atitude de coragem.







Warriors supera Clippers e fatura 10ª vitória seguida na NBA

Publicado por reporter, em 1.04.2015 às 15:30

AE – No duelo entre times que vinham embalados por expressivas sequências de vitórias, se deu melhor aquele que tem a melhor campanha da temporada 2014/2015 da NBA. Pela rodada da última terça-feira (31), o Golden State Warriors derrotou o los Angeles Clippers por 110 a 106, fora de casa.

Assim, o Warriors conquistou o décimo triunfo consecutivo e, além de já ter assegurado o primeiro lugar da Conferência Oeste na temporada regular, segue folgado com a melhor campanha da liga, agora com 61 vitórias e 13 derrotas, com cinco triunfos a mais e um jogo a menos do que o Atlanta Hawks, líder da Conferência Leste, que  perdeu para o Detroit Pistons por 105 a 95, fora de casa.

Já o Los Angeles Clippers teve interrompida uma sequência de sete triunfos. Já classificado aos playoffs, o time é o quinto colocado do Oeste com 49 vitórias em 75 partidas. Na partida, Stephen Curry voltou a brilhar ao anotar 27 pontos pelo Warriors, dois a mais do que Klay Thompson. Já o brasileiro Leandrinho Barbosa somou sete pontos, quatro rebotes e uma assistência nos 11 minutos em que permaneceu em quadra.

O Clippers chegou a ter uma vantagem de 17 pontos, mas permitiu a virada do Warriors. Blake Griffin foi o cestinha da partida com 40 pontos e ainda obteve 12 rebotes, Chris Paul anotou 27 pontos e deu nove assistências, enquanto J.J. Redick marcou 14 pontos pelo time de Los Angeles.

Já o San Antonio Spurs deu mais um passo para garantir presença nos playoffs da temporada 2014/2015 da NBA. A equipe ampliou a sua boa fase ao derrotar o Miami Heat por 95 a 81, fora de casa, na milésima partida de Tony Parker na liga norte-americana de basquete. E o francês teve boa atuação, contribuindo com 16 pontos para o triunfo. Kawhi Leonard foi o cestinha do jogo com 22 pontos, enquanto Tim Duncan acumulou 12 pontos e 11 rebotes pelo Spurs. Já o brasileiro Tiago Splitter atuou por 22 minutos, com sete pontos, seis rebotes e duas faltas cometidas.

O triunfo levou o Spurs a terminar março com 12 vitórias e 3 derrotas, a segunda melhor campanha do mês, atrás apenas do Golden State Warriors. No geral, o time acumula 48 triunfos em 74 partidas, em sexto lugar na Conferência Oeste. E a sua passagem para a próxima fase pode ser selada nesta quarta-feira (1°) no duelo com o Orlando Magic, na Flórida. Goran Dragic anotou 19 pontos e Dwyane Wade somou 15 para o Heat. Hassan Whiteside e Mario Chalmers fizeram dez pontos cada enquanto Chris Anderson obteve dez rebotes. Batido, o Heat está na sétima posição no Leste com 34 triunfos em 74 partidas.

Confira os resultados dos jogos de terça-feira (31) da NBA:

Brooklyn Nets 111 x 106 Indiana Pacers

Detroit Pistons 105 x 95 Atlanta Hawks

Miami Heat 81 x 95 San Antonio Spurs







A febre Lisca

Publicado por José Neves Cabral, em 6.03.2015 às 17:00

Reunião de hoje à tarde deve decretar retorno do técnico ao Náutico (Foto:Peu Ricardo)

José Neves Cabral 

Vez por outra nossos clubes são atacados pela “febre” de um treinador. Cria-se, então, um vício.

Todas as vezes que o negócio aperta, os resultados não vêm,  surge o nome daquele sujeito que os dirigentes ungiram como a grande solução.

Agora mesmo, após a queda de Moacir Júnior, o Náutico providencia o retorno de Lisca de Lorenzi, o gaúcho malucão que dirigiu o time no ano passado.

Ora, mais o que Lisca fez de tão significativo para ser lembrado?

Foi vice-campeão pernambucano e, dizem os alvirrubros mais abnegados, conseguiu vencer o Sport na Ilha do Retiro e na Arena.

Entendamos: para alguns torcedores do Náutico, talvez até dirigente, um treinador que vence o Sport, o grande inimigo estadual, conquista muitos pontos nos Aflitos.

Só que o mesmo Lisca que dirigiu o time nas vitórias sobre o Sport, ainda no início da temporada, era o que estava no banco fazendo salamaleques na decisão do Estadual, quando o Náutico perdeu duas vezes.

Essa “febre” é algo curioso e como falei lá em cima ataca todos os clubes locais. O Sport já teve febre de Hélio dos Anjos, de Mauro Fernandes, de Brida. O Santa Cruz também teve os seus preferidos, como Valdemar Carabina, Erandir Montenegro.

Vez por outra, acontece um acerto, como quando o Náutico trouxe Muricy Ramalho, que estava no Rio Branco de Americana/SP.

 







Torcedor do Náutico vive dissabores do presente sem esperança no futuro

Publicado por José Neves Cabral, em 6.03.2015 às 10:55

José Neves Cabral

O torcedor alvirrubro vive um daqueles momentos de profunda frustração com o time. E isso se reflete no público desta quinta-feira, na Arena, quando menos de 700 torcedores pagaram para ver o empate da equipe com o modesto Piauí.

Com direito ao que podemos chamar de uma “timbuzada” – o time sofrer dois gols em seis minutos, cedendo o empate ao rival. “Timbuzada”, em se tratando de Náutico, é o que podemos chamar de lambanças de fim de jogo, quando o time tem tudo para segurar o resultado, mas é surpreendido por gols dos adversários e colhe um resultado indesejado.

Esse aspecto na personalidade alvirrubra vem desde 1993, quando permitiu a virada do Santa Cruz (com um jogador a menos) nos minutos finais e perdeu um título estadual que parecia conquistado. Anos depois, uma derrota para o América Mineiro em casa, quando tinha tudo para garantir uma vaga na elite nacional. E, enfim, o baque da Batalha dos Aflitos, em dezembro de 2005.

O resultado deixou o time em perigo no Nordestão. A situação também não é boa no Estadual. A desculpa da diretoria para demitir Moacir Júnior é de que a equipe estava jogando mal e era preciso trazer alguém para comandar uma reação. Esse alguém ainda não apareceu e o homem indicado foi Levi Gomes, que nunca teve prestígio suficiente para ser efetivado no cargo, nos Aflitos.

Hoje, a diretoria do Náutico tem duas preocupações. Uma é em relação a este momento delicado na vida do clube, onde os resultados não aparecem. A outra é com o futuro. Ao demitir Moacir Júnior, o clube se despediu do objetivo de realizar um trabalho de base, como era apregoado. Ou seja, agora é viver os dissabores do presente sem a esperança de formar um time para o futuro.

Como eu disse aqui na semana passada: a diretoria do Náutico não sabe o que quer. E isso aflige o torcedor muito mais do que os cartolas alvirrubros podem imaginar. Mas o sinal que veio das arquibancadas da Arena nesta quinta é um grande alerta.

Bom prestar atenção.







Vitória convincente

Publicado por José Neves Cabral, em 4.03.2015 às 23:50

José Neves Cabral

Esperava um jogo amarrado, chato. Mas não foi. O Sport criou muitas oportunidades, perdeu chances incríveis, outras o goleiro defendeu, a sorte ajudou os sergipanos. E, assim, o placar de 3×0 acabou sendo pequeno, diante do volume de jogo apresentado pelos pernambucanos.

Magrão teve pouquíssimo trabalho. O sempre questionado Diego Souza cumpriu bem seu papel e deu um passe precioso para Mike fazer o gol da vitória, numa bonita cabeçada. A vitória mantém o Sport absoluto na liderança do grupo.

Ainda é cedo para avaliar o potencial desta equipe do Sport. Digamos que nesta quarta-feira o time estava em alta. Mas também é preciso dar o desconto, pois o adversário foi o Socorrense, um time inexperiente para competições de maior expressão e que, em casa, abriu-se muito.

Além da vitória, também considero positivo o fato de Mike ter feito mais um gol. Ele correu como o azarão desde o ano passado na luta por uma vaga no ataque do Sport e hoje, podemos dizer, é titular absoluto, pois tanto finaliza quanto abre espaço.

Pelo esforço e espírito de equipe, Felipe Azevedo também deixou sua marca, assim como Wendel. Não estou entre os admiradores desse de Felipe Azevedo, mas não posso deixar de reconhecer seu esforço para ajudar o time em qualquer circunstância. É é por esta alma de leão que ele ainda permanece na Ilha do Retiro.

 







Queda de técnico revela imaturidade da diretoria do Náutico

Publicado por José Neves Cabral, em 2.03.2015 às 22:03

José Neves Cabral

A queda de Moacir Júnior, nos Aflitos, é um desses momentos que nos levam a pensar que o futebol é coisa de criança.

O menino chora à vontade, exigindo que o pai compre aquele carrinho no supermercado. E vai para casa com o seu objeto de desejo, mas depois de três a quatro dias o brinquedinho aparece esquecido num canto de parede, ou então lá no fundo do quintal.

É preciso comprar outro para satisfazer a sede insaciável de consumo que a criança carrega. Ao anunciar a contratação de Moacir, um ilustre desconhecido para a torcida pernambucana, a diretoria do Náutico argumentou que ele era um especialista em revelar talentos das equipes de base e viria fazer este trabalho.

Eis que 12 jogos depois, três vitórias, cinco empates e quatro derrotas, o homem é demitido “porque os resultados não vieram a contento”.

Ora, todos sabemos que para obter resultados positivos enquanto forma uma equipe com jovens valores é algo muito raro. Raríssimo. Trabalho de base e revelação de talentos são sinônimos de paciência e persistência.

Concluir em apenas 12 partidas que o treinador é fraco e que seu trabalho não serve mais é algo que só nos faz acreditar que alguém está brincando com a torcida do Náutico.

E este alguém não é Moacir Júnior. A queda do treinador revela bem mais do que o fraco desempenho do Náutico no Estadual poderia fazer. Deixa claro que a diretoria é imatura, insegura e não sabe o que quer.







Vitória merecida

Publicado por José Neves Cabral, em 25.02.2015 às 23:53

José Neves Cabral

O Clássico das Emoções justificou o nome. Lances de perigo de lado a lado, bolas na trave, e no final uma vitória justa para quem mais procurou o gol, o Santa Cruz.

Os poucos torcedores que foram à Arena Pernambuco presenciaram um bom jogo, com as duas equipes jogando com o coração.

O Santa, precisando da vitória, arriscou mais, criou mais oportunidades.

Do outro lado, um Náutico precavido, mas sem perder a objetividade. O Timbu privilegiou a marcação para depois pensar no ataque.

Acabou sendo premiado com um gol bem trabalhado. Jogada pela esquerda, a bola chegou no meio da área e Renato chutou com precisão.

Mas era injusta a desvantagem tricolor, e Alemão tratou de mostrar isso, fazendo um belo gol em voleio da entrada da área.

O empate deixava o time tricolor em péssima situação. O técnico Ricardinho já sofria uma campanha negativa. Sua cabeça passeava numa bandeja.

Pertinho do final, Renatinho deu um passe com açúcar para Betinho, dentro da área, apenas desviar com um leve toque, enganando o goleiro Júlio César.

O Santa Cruz respira, Ricardinho também, e a torcida tricolor volta pra casa aliviada com a possibilidade de uma reação.

Joguem seus dados. Uma subida de produção do Santa é tudo de bom para esse sonolento Campeonato Pernambucano .







Meu palpite

Publicado por José Neves Cabral, em 25.02.2015 às 14:30

 

 José Neves Cabral

A Rede Globo transmite o Clássico das Emoções, a partir das 22h.

Assim, a expectativa de um bom público na Arena Pernambuco nesta quarta-feira desce alguns degraus.

Na terça-feira, a assessoria do Metrô já havia informando que as composições param às 23h, seguindo o expediente normal.

Se as adversidades para os torcedores ocorrem fora de campo, dentro de campo esperamos um jogo dos mais disputados.

Para o Santa Cruz, é uma oportunidade de se manter com vida no Estadual.

Para o Náutico, é uma chance de afirmação para esse novo time que Moacir Júnior está montando.

Desta vez, o time tricolor entra com Fred no gol em lugar de Bruno, que não se firmou.

O titular, Tiago Cardoso, só volta na Série B.

O Náutico apresenta suas armas, como Josimar e João Paulo.

Já o Santa conta com os hábeis Biteco e Anderson Aquino.

O molho está bom. Os torcedores nos encontram na rua e perguntam quem vai ganhar o clássico?

Não sou adivinho, amigos.

Só como palpite, acho que vai dar Santa.

Mas, por favor, não joguem pedras em mim se o vencedor for o Náutico.

É apenas um palpite.

 







Há exagero nas críticas a Diego Souza

Publicado por José Neves Cabral, em 24.02.2015 às 10:11

Diego Souza sofre cobrança exagerada da crônica. Foto: Divulgação/Sport

José Neves Cabral 

A cultura dos altos salários no futebol traz também uma cobrança proporcional aos jogadores considerados medalhões.

É o que está ocorrendo com Diego Souza, neste momento. Atleta de maior salário atualmente em Pernambuco, ele é a vidraça da vez para nossos colegas cronistas.

Se erra um passe, aparece logo alguém para lembrar que o seu salário está na estratosfera. Se joga razoavelmente, mas não faz gol, a opinião “unânime” entre os cronistas é de que ele jogou mal.

Vejo um exagero grande nessas avaliações. Há quem esteja cobrando Diego Souza como se ele fosse Messi, Ronaldo Fenômeno, Maradona, Zidane ou outra das estrelas de primeira grandeza que o futebol já produziu.

Diego Souza é um meia habilidoso, que tem bom passe e sabe finalizar. Está acima de muitos que atuam na sua posição, atualmente, nesse futebol brasileiro da Era dos 7×1.

Mas não é gênio, não ganha jogos sozinho e nem faz jogadas mirabolantes com regularidade.

Tamanha é a nossa carência de craques que ele está carregando este sobrepeso nas costas, fruto naturalmente de uma visão vesga.

Acredito que essas cobranças, muito mais da crônica do que da torcida, podem acabar levando mesmo o torcedor a pensar que Diego Souza está “dormindo em berço esplêndido” na Ilha, o que não é verdade.

E indispor um jogador com a qualidade dele com a torcida é um bom caminho para desfalcar o time do Sport de um atleta tarimbado para o Brasileiro e a Sul-America.

Cabe ao torcedor rubro-negro refletir, se vale a pena engolir essa corda.







Falta o jogo dele

Publicado por William Tavares, em 23.02.2015 às 16:00

Mike e Felipe Azevedo já tiveram boas atuações...Diego ainda espera a dele (Foto: Peu Ricardo)

A cada jogo, cada momento em que a bola para nos pés de Diego Souza, o torcedor do Sport espera algo espetacular. Algo que comprove que o número 87 não é mais um no time. Não falta confiança do técnico, apoio do grupo e força das arquibancadas. A impressão é que falta “aquele jogo”, a partida que Diego entre e decida. Afinal, de bons coadjuvantes o Leão está cheio.

“Ele tem se doado. Tentou, criou, mas às vezes as coisas não acontecem”, explicou o técnico Eduardo Baptista, falando do desempenho do atleta na vitória leonina por 4×2, contra o Serra Talhada. O treinador tem se mostrando paciente e interessado na evolução do atleta. Já o colocou pelos lados, pelo meio, mais recuado, como segundo atacante…e tudo que o meia conseguiu foram raros lampejos de qualidade.

Todos pedem por uma sequência de bons jogos de Diego. Mas esquecem de que ainda falta o pontapé inicial. Antes de gols, passes milimétricos e dribles desconcertantes, Diego precisa ficar à vontade. Ter aquele jogo onde tudo dá certo, onde a bola bate no zagueiro e volta para ele, onde o chute não para nas mãos do goleiro. Enquanto o meia não tiver uma grande exibição, irrefutável, sem contestação, ele não terá a confiança de finalmente mostrar tudo que sabe.

As oportunidades já apareceram. De partidas simples, contra times do interior, até clássicos. A sensação no apito final é sempre a mesma. “Ele está evoluindo, melhorando fisicamente, descobrindo a posição que melhor joga”…e outras explicações técnicas. Mas para um campeonato de nível tão baixo como o Estadual e considerando os adversários que o Leão enfrentou no Nordestão, Diego já poderia ter brilhado.

Próxima quinta (26), na Ilha do Retiro, o Sport encara o Central pelo Campeonato Pernambucano. Mais uma partida para esperar o “desabrochar” de Diego. Até Felipe Azevedo já foi craque por um dia. Mas Diego, não. Esse continua “mais um” em um time em que ele deveria ser “O um”.

A torcida rubro-negra ainda espera que Diego Souza seja, pela primeira vez em 2015, Diego Souza.







É cedo para demitir Ricardinho

Publicado por José Neves Cabral, em 23.02.2015 às 09:37

 

José Neves Cabral

A opinião comum dos internautas que acompanham este blog é de que o Santa Cruz tem que demitir  Ricardinho.

Sem querer contrariar a maioria, mas contrariando, eu discordo desta posição.

Considero precipitado demitir um treinador que dirigiu a equipe em apenas quatro jogos.

Uma equipe que ele começou a montar há pouquíssimo tempo.

Claro que ele cometeu erros, sim, um deles foi armar a equipe de forma equivocada para o jogo em  Serra Talhada.

Ricardinho, porém, não errou sozinho, pois desconhecia o ambiente e o clima que seu time iria encontrar.

Pra mim, o erro maior, neste caso, foi não receber as informações de quem já está acostumado a esses jogos, como Sandro  Barbosa e os demais ex-jogadores que atuam no futebol do Santa.

O treinador, novato em Pernambucanos, não era obrigado a conhecer o campo em Serra Talhada. Mas tinha a obrigação de perguntar.

Vejo Ricardinho como um profissional que pode crescer muito como treinador, mesmo que ele não consiga ter êxito no Arruda neste Pernambucano, o que é bem provável, uma vez que o tempo é curtíssimo para que ele possa levar o time a uma reação.







FPF completa 100 anos com novos desafios pela frente

Publicado por José Neves Cabral, em 20.02.2015 às 16:28

José Neves Cabral

A Federação Pernambucana de Futebol chega ao seu centenário. Nada mais justo que festeje, pois não é qualquer entidade que sobrevive por tanto tempo. Longa vida à FPF. Por sua presidência passaram esportistas e políticos, como Edgar Moury Fernandes, nos anos 40, um deputado federal de prestígio, que era amigo de Getúlio Vargas.

Mas seu mais destacado presidente, sem dúvida, foi Rubem Moreira. São inúmeras as histórias dele no comando da entidade. Até hoje, Rubão é lembrado pelo período de 27 anos à frente da FPF. Hábil e articulado, exerceu forte liderança junto aos dirigentes de outras federações de futebol, sendo um dos articuladores da candidatura de João Havelange à presidência da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Numa época em que a FPF gozava de mais prestígio em nível nacional, Havelange vinha regularmente ao Recife, e Pernambuco ocupava um espaço político maior dentro da entidade da Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro. Por isso, foi incluído como uma das sedes da Minicopa, em 1972. João Havelange empenhou-se, politicamente, na luta para a construção de um estádio de grande envergadura no Recife para receber os jogos. Escreveu de próprio punho uma carta para o governador Eraldo Gueiros, solicitando apoio para a construção do estádio José do Rego Maciel (Arruda). E conseguiu.

Além do prestígio político, Rubão também foi um executivo de sucesso no futebol, deixando como legado o Palácio dos Esportes, edifício-sede da FPF, situado à Rua Dom Bosco. Ele foi sucedido por Dilson Cavalcanti, Fred Oliveira, Carlos Alberto Oliveira e, agora, Evandro Carvalho.

Seguindo a evolução e a profissionalização do futebol, a Federação modernizou-se em muitos aspectos, buscando organizar melhor as rotinas dos campeonatos que promove. No entanto, ainda há alguns senões que precisam ser resolvidos.

A FPF chega aos 100 anos com um Campeonato Pernambucano visivelmente debilitado. Imprensado entre o fim do Brasileiro e o início do Nordestão, com os grandes clubes só entrando na fase final, enquanto os intermediários vêm disputando desde o ano passado. Os torcedores mais jovens podem até adaptar-se a esse novo sistema, mas para quem acompanha futebol há tanto tempo, fica a impressão de que a FPF pariu um monstro.

Com essa fórmula, aprovada pela maioria dos clubes, o processo de interiorização do futebol sofre um retrocesso, uma vez que diminuiu consideravelmente o número de jogos dos grandes clubes da Capital no Interior do Estado.

Outra questão que a entidade não conseguiu resolver é a parte financeira. O Campeonato Pernambucano escorou-se completamente no Programa Todos com a Nota para conseguir levar público aos jogos. Sem esse programa, certamente, a situação financeira de alguns clubes que disputam o Estadual seria de completa penúria.

Só que a fórmula do Todos com a Nota já parece estar em processo de esgotamento e a permanecer com o seu calendário imprensado e os grandes clubes afastados da primeira fase da disputa a tendência é que haja uma queda vertiginosa na média de público nos estádios locais.

E esse é o desafio da FPF para manter o futebol pernambucano de pé nos próximos cem anos.