OPINIÃO

Queda de técnico revela imaturidade da diretoria do Náutico

Publicado por José Neves Cabral, em 2.03.2015 às 22:03

José Neves Cabral

A queda de Moacir Júnior, nos Aflitos, é um desses momentos que nos levam a pensar que o futebol é coisa de criança.

O menino chora à vontade, exigindo que o pai compre aquele carrinho no supermercado. E vai para casa com o seu objeto de desejo, mas depois de três a quatro dias o brinquedinho aparece esquecido num canto de parede, ou então lá no fundo do quintal.

É preciso comprar outro para satisfazer a sede insaciável de consumo que a criança carrega. Ao anunciar a contratação de Moacir, um ilustre desconhecido para a torcida pernambucana, a diretoria do Náutico argumentou que ele era um especialista em revelar talentos das equipes de base e viria fazer este trabalho.

Eis que 12 jogos depois, três vitórias, cinco empates e quatro derrotas, o homem é demitido “porque os resultados não vieram a contento”.

Ora, todos sabemos que para obter resultados positivos enquanto forma uma equipe com jovens valores é algo muito raro. Raríssimo. Trabalho de base e revelação de talentos são sinônimos de paciência e persistência.

Concluir em apenas 12 partidas que o treinador é fraco e que seu trabalho não serve mais é algo que só nos faz acreditar que alguém está brincando com a torcida do Náutico.

E este alguém não é Moacir Júnior. A queda do treinador revela bem mais do que o fraco desempenho do Náutico no Estadual poderia fazer. Deixa claro que a diretoria é imatura, insegura e não sabe o que quer.







Vitória merecida

Publicado por José Neves Cabral, em 25.02.2015 às 23:53

José Neves Cabral

O Clássico das Emoções justificou o nome. Lances de perigo de lado a lado, bolas na trave, e no final uma vitória justa para quem mais procurou o gol, o Santa Cruz.

Os poucos torcedores que foram à Arena Pernambuco presenciaram um bom jogo, com as duas equipes jogando com o coração.

O Santa, precisando da vitória, arriscou mais, criou mais oportunidades.

Do outro lado, um Náutico precavido, mas sem perder a objetividade. O Timbu privilegiou a marcação para depois pensar no ataque.

Acabou sendo premiado com um gol bem trabalhado. Jogada pela esquerda, a bola chegou no meio da área e Renato chutou com precisão.

Mas era injusta a desvantagem tricolor, e Alemão tratou de mostrar isso, fazendo um belo gol em voleio da entrada da área.

O empate deixava o time tricolor em péssima situação. O técnico Ricardinho já sofria uma campanha negativa. Sua cabeça passeava numa bandeja.

Pertinho do final, Renatinho deu um passe com açúcar para Betinho, dentro da área, apenas desviar com um leve toque, enganando o goleiro Júlio César.

O Santa Cruz respira, Ricardinho também, e a torcida tricolor volta pra casa aliviada com a possibilidade de uma reação.

Joguem seus dados. Uma subida de produção do Santa é tudo de bom para esse sonolento Campeonato Pernambucano .







Meu palpite

Publicado por José Neves Cabral, em 25.02.2015 às 14:30

 

 José Neves Cabral

A Rede Globo transmite o Clássico das Emoções, a partir das 22h.

Assim, a expectativa de um bom público na Arena Pernambuco nesta quarta-feira desce alguns degraus.

Na terça-feira, a assessoria do Metrô já havia informando que as composições param às 23h, seguindo o expediente normal.

Se as adversidades para os torcedores ocorrem fora de campo, dentro de campo esperamos um jogo dos mais disputados.

Para o Santa Cruz, é uma oportunidade de se manter com vida no Estadual.

Para o Náutico, é uma chance de afirmação para esse novo time que Moacir Júnior está montando.

Desta vez, o time tricolor entra com Fred no gol em lugar de Bruno, que não se firmou.

O titular, Tiago Cardoso, só volta na Série B.

O Náutico apresenta suas armas, como Josimar e João Paulo.

Já o Santa conta com os hábeis Biteco e Anderson Aquino.

O molho está bom. Os torcedores nos encontram na rua e perguntam quem vai ganhar o clássico?

Não sou adivinho, amigos.

Só como palpite, acho que vai dar Santa.

Mas, por favor, não joguem pedras em mim se o vencedor for o Náutico.

É apenas um palpite.

 







Há exagero nas críticas a Diego Souza

Publicado por José Neves Cabral, em 24.02.2015 às 10:11

Diego Souza sofre cobrança exagerada da crônica. Foto: Divulgação/Sport

José Neves Cabral 

A cultura dos altos salários no futebol traz também uma cobrança proporcional aos jogadores considerados medalhões.

É o que está ocorrendo com Diego Souza, neste momento. Atleta de maior salário atualmente em Pernambuco, ele é a vidraça da vez para nossos colegas cronistas.

Se erra um passe, aparece logo alguém para lembrar que o seu salário está na estratosfera. Se joga razoavelmente, mas não faz gol, a opinião “unânime” entre os cronistas é de que ele jogou mal.

Vejo um exagero grande nessas avaliações. Há quem esteja cobrando Diego Souza como se ele fosse Messi, Ronaldo Fenômeno, Maradona, Zidane ou outra das estrelas de primeira grandeza que o futebol já produziu.

Diego Souza é um meia habilidoso, que tem bom passe e sabe finalizar. Está acima de muitos que atuam na sua posição, atualmente, nesse futebol brasileiro da Era dos 7×1.

Mas não é gênio, não ganha jogos sozinho e nem faz jogadas mirabolantes com regularidade.

Tamanha é a nossa carência de craques que ele está carregando este sobrepeso nas costas, fruto naturalmente de uma visão vesga.

Acredito que essas cobranças, muito mais da crônica do que da torcida, podem acabar levando mesmo o torcedor a pensar que Diego Souza está “dormindo em berço esplêndido” na Ilha, o que não é verdade.

E indispor um jogador com a qualidade dele com a torcida é um bom caminho para desfalcar o time do Sport de um atleta tarimbado para o Brasileiro e a Sul-America.

Cabe ao torcedor rubro-negro refletir, se vale a pena engolir essa corda.







Falta o jogo dele

Publicado por William Tavares, em 23.02.2015 às 16:00

Mike e Felipe Azevedo já tiveram boas atuações...Diego ainda espera a dele (Foto: Peu Ricardo)

A cada jogo, cada momento em que a bola para nos pés de Diego Souza, o torcedor do Sport espera algo espetacular. Algo que comprove que o número 87 não é mais um no time. Não falta confiança do técnico, apoio do grupo e força das arquibancadas. A impressão é que falta “aquele jogo”, a partida que Diego entre e decida. Afinal, de bons coadjuvantes o Leão está cheio.

“Ele tem se doado. Tentou, criou, mas às vezes as coisas não acontecem”, explicou o técnico Eduardo Baptista, falando do desempenho do atleta na vitória leonina por 4×2, contra o Serra Talhada. O treinador tem se mostrando paciente e interessado na evolução do atleta. Já o colocou pelos lados, pelo meio, mais recuado, como segundo atacante…e tudo que o meia conseguiu foram raros lampejos de qualidade.

Todos pedem por uma sequência de bons jogos de Diego. Mas esquecem de que ainda falta o pontapé inicial. Antes de gols, passes milimétricos e dribles desconcertantes, Diego precisa ficar à vontade. Ter aquele jogo onde tudo dá certo, onde a bola bate no zagueiro e volta para ele, onde o chute não para nas mãos do goleiro. Enquanto o meia não tiver uma grande exibição, irrefutável, sem contestação, ele não terá a confiança de finalmente mostrar tudo que sabe.

As oportunidades já apareceram. De partidas simples, contra times do interior, até clássicos. A sensação no apito final é sempre a mesma. “Ele está evoluindo, melhorando fisicamente, descobrindo a posição que melhor joga”…e outras explicações técnicas. Mas para um campeonato de nível tão baixo como o Estadual e considerando os adversários que o Leão enfrentou no Nordestão, Diego já poderia ter brilhado.

Próxima quinta (26), na Ilha do Retiro, o Sport encara o Central pelo Campeonato Pernambucano. Mais uma partida para esperar o “desabrochar” de Diego. Até Felipe Azevedo já foi craque por um dia. Mas Diego, não. Esse continua “mais um” em um time em que ele deveria ser “O um”.

A torcida rubro-negra ainda espera que Diego Souza seja, pela primeira vez em 2015, Diego Souza.







É cedo para demitir Ricardinho

Publicado por José Neves Cabral, em 23.02.2015 às 09:37

 

José Neves Cabral

A opinião comum dos internautas que acompanham este blog é de que o Santa Cruz tem que demitir  Ricardinho.

Sem querer contrariar a maioria, mas contrariando, eu discordo desta posição.

Considero precipitado demitir um treinador que dirigiu a equipe em apenas quatro jogos.

Uma equipe que ele começou a montar há pouquíssimo tempo.

Claro que ele cometeu erros, sim, um deles foi armar a equipe de forma equivocada para o jogo em  Serra Talhada.

Ricardinho, porém, não errou sozinho, pois desconhecia o ambiente e o clima que seu time iria encontrar.

Pra mim, o erro maior, neste caso, foi não receber as informações de quem já está acostumado a esses jogos, como Sandro  Barbosa e os demais ex-jogadores que atuam no futebol do Santa.

O treinador, novato em Pernambucanos, não era obrigado a conhecer o campo em Serra Talhada. Mas tinha a obrigação de perguntar.

Vejo Ricardinho como um profissional que pode crescer muito como treinador, mesmo que ele não consiga ter êxito no Arruda neste Pernambucano, o que é bem provável, uma vez que o tempo é curtíssimo para que ele possa levar o time a uma reação.







FPF completa 100 anos com novos desafios pela frente

Publicado por José Neves Cabral, em 20.02.2015 às 16:28

José Neves Cabral

A Federação Pernambucana de Futebol chega ao seu centenário. Nada mais justo que festeje, pois não é qualquer entidade que sobrevive por tanto tempo. Longa vida à FPF. Por sua presidência passaram esportistas e políticos, como Edgar Moury Fernandes, nos anos 40, um deputado federal de prestígio, que era amigo de Getúlio Vargas.

Mas seu mais destacado presidente, sem dúvida, foi Rubem Moreira. São inúmeras as histórias dele no comando da entidade. Até hoje, Rubão é lembrado pelo período de 27 anos à frente da FPF. Hábil e articulado, exerceu forte liderança junto aos dirigentes de outras federações de futebol, sendo um dos articuladores da candidatura de João Havelange à presidência da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Numa época em que a FPF gozava de mais prestígio em nível nacional, Havelange vinha regularmente ao Recife, e Pernambuco ocupava um espaço político maior dentro da entidade da Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro. Por isso, foi incluído como uma das sedes da Minicopa, em 1972. João Havelange empenhou-se, politicamente, na luta para a construção de um estádio de grande envergadura no Recife para receber os jogos. Escreveu de próprio punho uma carta para o governador Eraldo Gueiros, solicitando apoio para a construção do estádio José do Rego Maciel (Arruda). E conseguiu.

Além do prestígio político, Rubão também foi um executivo de sucesso no futebol, deixando como legado o Palácio dos Esportes, edifício-sede da FPF, situado à Rua Dom Bosco. Ele foi sucedido por Dilson Cavalcanti, Fred Oliveira, Carlos Alberto Oliveira e, agora, Evandro Carvalho.

Seguindo a evolução e a profissionalização do futebol, a Federação modernizou-se em muitos aspectos, buscando organizar melhor as rotinas dos campeonatos que promove. No entanto, ainda há alguns senões que precisam ser resolvidos.

A FPF chega aos 100 anos com um Campeonato Pernambucano visivelmente debilitado. Imprensado entre o fim do Brasileiro e o início do Nordestão, com os grandes clubes só entrando na fase final, enquanto os intermediários vêm disputando desde o ano passado. Os torcedores mais jovens podem até adaptar-se a esse novo sistema, mas para quem acompanha futebol há tanto tempo, fica a impressão de que a FPF pariu um monstro.

Com essa fórmula, aprovada pela maioria dos clubes, o processo de interiorização do futebol sofre um retrocesso, uma vez que diminuiu consideravelmente o número de jogos dos grandes clubes da Capital no Interior do Estado.

Outra questão que a entidade não conseguiu resolver é a parte financeira. O Campeonato Pernambucano escorou-se completamente no Programa Todos com a Nota para conseguir levar público aos jogos. Sem esse programa, certamente, a situação financeira de alguns clubes que disputam o Estadual seria de completa penúria.

Só que a fórmula do Todos com a Nota já parece estar em processo de esgotamento e a permanecer com o seu calendário imprensado e os grandes clubes afastados da primeira fase da disputa a tendência é que haja uma queda vertiginosa na média de público nos estádios locais.

E esse é o desafio da FPF para manter o futebol pernambucano de pé nos próximos cem anos.







A ascensão de Mike

Publicado por William Tavares, em 19.02.2015 às 22:00

Mike marcou o segundo gol do jogo (Foto: Peu Ricardo)

José Neves Cabral

O Sport voltou a jogar mal, perdeu gols, deu espaço ao Socorrense e acabou largando em desvantagem no placar.

Mas em meio a tantos erros, o time virou o jogo. Enfim, venceu a primeira no Nordestão, depois de perder para o Sampaio Corrêa e empatar com o Coruripe.

Seria uma grande decepção perder em casa para o Socorrense. Talvez a torcida até ensaiasse um S.O.S na Ilha.

Mas dois minutos depois de o time sofrer o gol, veio o gol de Joelinton.

Um alívio.

Depois, Mike marcou o segundo e, no finalzinho, Felipe Azevedo marcou o terceiro.

Mais do que a vitória, festejo aqui mais um gol de Mike.

O garoto gaúcho chegou como quem não queria nada no ano passado, mas está mostrando que pode se transformar num desses atacantes que marcam época no clube.

Seu primeiro gol foi contra o Bahia, no ano passado, um gol salvador, diga-se, pois o time caminhava para um empate. Ele entrou e em seu primeiro toque na bola a empurrou para as redes.

Depois, ainda fez outro tento salvador contra o Flamengo, na Arena, o do empate.

Na despedida do Brasileiro, contra o Fluminense, marcou um golaço.

Nesta quinta-feira, na Ilha, fez o gol que colocou o time em vantagem.

Estou com a impressão de que o Sport ganhou um artilheiro: Mike.







Ricardinho escapou de virar cinzas

Publicado por José Neves Cabral, em 19.02.2015 às 00:38

 José Neves Cabral

E o  Santa Cruz apresentou suas armas.

O canhoto Guilherme Biteco dando ótimos passes no meio do campo.

João Paulo raçudo, brigando, ocupando espaços, chegando na área.

E os dois foram os heróis da noite, no Lacerdão.

Biteco marcou primeiro, aproveitando ótimo passe de Betinho.

E João Paulo fez o segundo em nova assistência de Betinho.

O Central marcou com Candinho, ainda no primeiro tempo, e esteve

Perto do empate, no segundo, quando uma bola cabeceada por André Lima

Passou bem próxima da baliza.

E Ricardinho, enfim, sentiu o gosto de uma vitória no comando do time tricolor.

Ele que já estava com a corda no pescoço.

Mas quem é bom não pode morrer numa Quarta-Feira de Cinzas.

Ricardinho foi um jogador talentoso, de ótimo passe. Sempre liderou

as equipes que defendeu, ajudando-as a conquistar títulos.

Merece ficar mais um tempo no Arruda para arrumar de novo o time tricolor. .







Flagrado de novo, Anderson Silva é cada vez mais um ex-ídolo

Publicado por José Neves Cabral, em 18.02.2015 às 13:39

 José Neves Cabral

O castelo que Anderson Silva construiu no mundo da luta era de areia.

Pela segunda vez, em menos de 30 dias, o agora candidato a ex-ídolo nacional

foi flagrado num exame antidoping. Os exames apontaram o uso de nandrostolona,

uma substância que serve para fortalecer os músculos e dar mais força ao lutador.

é uma droga que, segundo os médicos, desaparece do organismo num período entre 5 e 7 dias.

como os exames foram feitos com um intervalo de mais de 20 dias, a conclusão é óbvia.

o doping não foi mero acaso ou acidente. Foi algo proposital feito para se “diferenciar”

do adversário com o quem lutaria.

Assim, de forma melancólica, a imagem de Anderson Silva como ídolo vai ruindo em meio ao castelo de areia que construiu.

O MMA, aliás, tornou-se um segmento suspeito. Para mim, é algo que não é esporte, pois neste a técnica sobressai ante a violência e é usada para vencer o rival, como o judô.

No MMA, a força bruta sobressai diante da técnica. Os inúmeros casos de doping registrados nos últimos meses não deixam dúvidas.

 







Coragem, Eduardo Baptista

Publicado por José Neves Cabral, em 11.02.2015 às 13:00

José Neves Cabral

Diante do Coruripe, um adversário teoricamente inferior, Eduardo Baptista resolveu soltar o Leão.

Do meio pra frente, três meias ofensivos – Diego Souza, Régis e Élber – com Samuel sendo o pivô na entrada da área.

Assim, ele faz o que há muito os torcedores pediam: um esquema ofensivo, lançando mão dos talentos que a diretoria contratou.

Não dá pra dizer que vai dar certo, assim, de primeira. Para que o trio embale é preciso continuidade de jogos.

Persistência. E é essa a principal questão:

Se, por acaso, o trio falhar no primeiro jogo com o novo esquema vão começar os questionamentos.

Haverá quem diga que Diego Souza e Régis não podem jogar juntos, porque são jogadores habilidosos, mas que não ajudam na marcação.

Falácia pura.

Se não for medroso e continuar insistindo, o treinador rubro-negro ganhará uma ótima linha de ataque para a temporada.

Mas, se fraquejar, vai passar o ano escalando três volantes para cuidar do setor defensivo, mesmo esquema utilizado no ano passado quando o time teve uma das defesas mais vazadas da Série A do Brasileiro.

Portanto, coragem, Eduardo Baptista.

 







Ciro vai descendo a ladeira

Publicado por José Neves Cabral, em 10.02.2015 às 18:09

(Foto: Diego Nigro/ArquivoFolhaPE)

José Neves Cabral

Ciro despontou no Sport em 2009.

Chutes certeiros, fortes, assim como sua personalidade.

Virou titular do time na Libertadores.

Fez um jogo inesquecível contra o Colo-Colo, no Chile.

A primeira vitória de um clube brasileiro sobre a equipe chilena no Estádio Nacional.

Um palco histórico, onde a polícia de Pinochet massacrou civis no golpe que derrubou e matou Allende.

O salário do menino sertanejo saltou de 600 reais para R$ 25 mil em poucos meses.

E ele queria mais. Pressionou o clube, peitou  dirigentes.

Ciro pensou que era Romário.

E foi vendido como promessa ao Fluminense por um valor razoável.

Mas num clube do Sudeste a cobrança é maior.

Lá ele precisava ter bons fundamentos, além do chute forte. Era preciso saber tocar a bola com regularidade de acertos.

E também jogar sem ela. Deslocar-se, abrir espaços. Como se exige de um profissional.

Coisa que Ciro não aprendeu no Sport. Enquanto fazia um gol e outro, divertia-se à noite.

E o candidato a craque foi ficando nu.

Saiu do Fluminense, foi para o Atlético Paranaense.

Sempre na reserva.

Uma promessa que não vinga.

Agora, chega a notícia de que ele está no Luverdense, no Mato Grosso.

No mercado do futebol, podemos dizer que ele está descendo a ladeira.







Tudo junto e misturado no Sul

Publicado por José Neves Cabral, em 10.02.2015 às 17:59

José Neves Cabral

Na contramão da Federação Paulista, que deseja impor a ferro e fogo os clássicos de apenas uma torcida no seu estadual, a Federação Gaúcha de Futebol está trabalhando para fazer um Grenal com torcedores misturados.

Isso mesmo. Colorados e gremistas no mesmo espaço, tudo junto e misturado.

Pra mim, essa é a grande jogada para conter a violência. Criar o espaço misto, onde torcedores e amigos de diferentes opções clubísticas possam assistir, sossegadamente, uma partida de futebol.

O que acontecia há muitos anos, antes de inventarem as torcidas organizadas e separarem as torcidas nos estádios do Brasil.

 







Ingressos para Sport e Coruripe já estão sendo vendidos

Publicado por reporter, em 10.02.2015 às 09:10

Na próxima quarta-feira (11), o Leão estreia em casa pela Copa do Nordeste diante do Coruripe-AL e os ingressos para a partida já começaram a ser disponibilizados. Vale lembrar que os bilhetes serão vendidos apenas na Ilha do Retiro.

Dias e horários de vendas:

Hoje (10) – das 9h às 17h

Quarta (11) – das 9h até o início do 2° tempo

Preços dos ingressos

Arquibancada Frontal – Inteira (R$30), Meia (R$15) e Sócio (R$10)

Assento Especial – Setor Família, Não Sócio (R$80), Prop. (R$30), Pro. Meia (R$15), Prop. Sócio (R$10) e Sócio (R$30)

Ampliação – Não sócio (R$80), Proprietário (R$30), Prop. meia (R$15), Prop. Sócio (R$10) e Sócio (R$30)

Cadeira Central – Não Sócio (R$100), Proprietário (R$ 40), Prop. Meia (R$ 20) e Prop. Sócio (R$10) e Sócio (R$ 40)

Conselheiro – Conselheiro (R$10) e Convidados conselheiros (R$40)

Camarote – Proprietário (R$50), Prop. Meia (R$25) e Prop. Sócio (R$10)

Visitante – Inteira (R$40) e Meia (R$20)

 







Torcida única é a contramão da história

Publicado por José Neves Cabral, em 6.02.2015 às 14:41

José Neves Cabral

Por aqui já estão falando nisto há muito tempo, mas os mineiros já foram pioneiros e a tendência é de que o futebol paulista embarque na onda. Há resistência na Pauliceia Desvairada. O Corinthians já move ação judicial para anular a determinação do Ministério Público de realização de clássico com torcida única.

Também sou contra. Acompanho futebol desde garoto e de lá pra cá só vejo o ódio e a violência aumentarem. O capítulo da torcida única é mais um nesse processo de “separação” do cidadão do torcedor. E do torcedor, do membro da torcida organizada.

Vejam como a coisa foi se fragmentando. Antes, os cidadãos que simpatizavam por um determinado clube frequentavam os estádios. E lá assistiam aos jogos ao lado de outros cidadãos aficionados do clube contrário.

Tudo junto e misturado. Sim, e havia cerveja. Muita cerveja sendo vendida. Em vez das torcidas organizadas, havia algumas fanfarras, animando o ambiente, cada uma tocando músicas de incentivo aos seus respectivos times.

De repente, alguns torcedores mais exaltados trocavam alguns sopapos. A PM chegava, acalmava os ânimos e todos voltavam para casa. Mas apareceram os gênios da Organização e Método, seguidores de Descartes. Por eles, tudo tem que estar em seu “devido lugar”. Torcedor de clube A fica ali, torcedor de clube B fica aqui.

Tudo como se o universo fosse perfeito. Como se não houvesse terremotos, tempestades e trombas d’água.

A separação, em vez de acalmar, acirrou os ânimos. Vieram os dirigentes-políticos, bancando as organizadas com verba e ingressos do próprio clube. E essas organizadas viraram um negócio lucrativo. Mais cedo até do que alguns dirigentes e veículos de comunicação, eles descobriram a força da internet para arregimentar público, divulgar seus produtos, ganhar dinheiro.

O futebol pariu um monstro, que hoje é capaz de fazer o metrô parar em dias de jogos. Nós não vamos resolver isso simplesmente promovendo jogos de torcida única.

Acredito que o remédio dá muito mais trabalho. É preciso cadastrar o torcedor que deseja ir a campo. Saber quem é ele, o que deseja, se o incomoda assistir a uma partida de futebol sentado ao lado de um torcedor de outro clube (também pacífico como ele).

É preciso juntar todos e criar a torcida mista, onde os cidadãos voltem a se misturar. O que as federações e os clubes estão fazendo atualmente com a criação da torcida única é estimular a segregação.

É estimular o OU EU OU ELES PORQUE NÓS NÃO CABEMOS NESTE MUNDO!

E isso é ir na contramão da história num momento em que vivemos na era da diversidade, do respeito às diferenças.