OPINIÃO

Ferrari dá sinais de que vai acordar no campeonato

Publicado por Paulo Henrique Tavares, em 18.04.2014 às 19:37

GERALDO LÉLIS/PORTAL FOLHA PE

Eita. Parece que a Ferrari acordou. Na verdade, por enquanto é só um sonho em termos de resultado. Ter disputado a liderança do segundo treino livre nesta sexta (18) na China com a Mercedes no primeiro fim de semana do novo chefe de equipe pode ser um prenúncio do que a Scuderia vá apresentar na fase europeia da temporada, que se inicia daqui a três semanas, em Mônaco.

Obter o segundo melhor tempo do dia, superando as Red Bull e a Mercedes de Nico Rosberg, ainda não é nada principalmente por se tratar de um treino livre e precisa ser consolidado em corridas, mas pra quem estava andando sempre atrás dos três primeiros, é um bom começo. A Red Bull, por sua vez, não tem deixado a Ferrari se chegar sozinha na Mercedes, e aos poucos a forma do grid de anos anteriores vai tornando, com Mercedes, Ferrari e Red Bull. Restando à McLaren voltar a se fazer forte.

De forma não oficial, a fase dos GPs europeus é o prazo que as equipes de ponta se deram para se adequar ao regulamento atual, e parece que a Ferrari passou a Red Bull nesse quesito. A corrida deste domingo (20) vai dar boas dicas do que esperar dos próximos GPs, mas não é tudo. Por enquanto, a Mercedes deverá continuar dando as ordens, e neste fim de semana, a vitória deve ser de Hamilton, mesmo com Rosberg com gosto de gás para dar o troco no companheiro.

Se o inglês vencer novamente, o passo será grandioso para deixar o alemão para trás, já que a disputa (por enquanto) é só a dois. Acredito também que a Ferrari conquistará seu primeiro pódio no ano, chegando em terceiro com Alonso. Amém (ou não)!







Uma lembrança de Vanildo Ayres

Publicado por Carlos Lopes, em 17.04.2014 às 19:27

O Santa Cruz perdeu nesta quinta-feira um ex-presidente que ficou marcado na história do clube. Sob a batuta de Vanildo Ayres, o Tricolor conquistou o seu tri-supercampeonato, em 1983.

O último título do estadual verdadeiramente disputado, na melhor acepção da palavra, pelos três grandes do Recife.

E dos três, o Santa era o que corria por fora, com um time sem maiores investimentos. Porém, com uma vontade de vencer incrível e magistralmente dirigido por Carlos Alberto Silva, um dos grandes técnicos do país na época.

Por isso, na matéria sobre o título de 1983 da revista Placar, o próprio Vanildo Ayres ilustrou a diferença existente entre o Santa e os seus adversários como pangaré e puro-sangues.

O texto do grande jornalista Lenivaldo Aragão traz algumas histórias interessantes dos bastidores contadas pelo próprio Vanildo. Uma boa oportunidade para o torcedor coral que não viveu aquela época conhecer um pouco do ex-presidente (clique na imagem para ler o texto).







Times com as caras dos seus técnicos

Publicado por Carlos Lopes, em 16.04.2014 às 17:20

De preparador físico, a interino e a técnico já com faixa de campeão (Peu Ricardo)

Os dois finalistas do Pernambucano 2014 não seriam quem são e não teriam chegado aonde chegaram se não fossem os seus técnicos. Aquele chavão “com a cara do treinador” se aplica perfeitamente a Sport e Náutico, a Eduardo Baptista e Lisca.

O do Sport nem técnico seria hoje se, enquanto dirigia a equipe interinamente, algum dos contactados pela diretoria rubro-negra para a vaga de Geninho tivesse aceito a proposta de bate-pronto.

Enquanto não encontrava o nome considerado perfeito para comandar o Leão, o meticuloso Eduardo foi encontrando o ponto certo para uma equipe até então vacilante e vulnerável. Foi tudo tão rápido que fez a diretoria abandonar o plano do trazer um técnico de grife, abraçando a opção caseira.

Mas como estamos falando de um confronto, o personagem do outro lado também não ficou atrás no quesito rapidez para a aparecer os primeiros bons resultados do trabalho.

Montagem de um elenco e formação de um time em pouquíssimo tempo (Peu Ricardo)

Lisca chegou nos Aflitos com a missão de reformular todo o elenco e montar um time do nada. De peça em peça, foi achando o encaixe de cada uma delas, formando um grupo aguerrido e homogêneo, de extrema aplicação tática.

Sabedor das suas limitações, o técnico timbu encontrou uma forma de tirar o máximo dos seus jogadores. Nem mesmo quando perdeu, por contusão, os até então destaques Luiz Alberto e Carmona, a equipe deixou de mostrar a sua força coletiva.

Nos confrontos entre ambos até, o alvirrubro leva pequena vantagem: 2×1. Mas eles sabem que o vale, o que farão serem lembrados muito tempo depois, serão os dois jogos desta final de Pernambucano.

Eduardo e Lisca farão um duelo a parte na Ilha e na Arena.







Reação tão inteligente quanto estratégia de Vica

Publicado por Carlos Lopes, em 15.04.2014 às 19:37

É melhor ter Natan uma vez a cada dois meses ou lucrar com uma negociação? (André Nery)

A reação dos cartolas do Santa Cruz ao interesse do Sport na contratação de Natan foi tão inteligente quanto à estratégia de Vica no clássico do último domingo.

O diretor de futebol Jomar Rocha classificou como antiética a proposta feita após o clássico. Não seria o contrário, não?

Se ela viesse na semana antes da partida, com Natan escalado no time, ela poderia ser classificada desta forma. Aliás, em outras oportunidades, o Sport fez isso. Neste caso, não.

O presidente Antônio Luiz Neto engrossou o coro do seu dirigente, jogando para a torcida e rebatendo a possibilidade de uma negociação como se estivesse disputando um clássico.

Diante da incapacidade do Santa Cruz resolver o problema crônico do seu prata da casa, o interesse do Sport deveria ser visto com uma luz no fim do túnel.

A questão é muito simples: é melhor ter Natan uma vez em campo a cada dois meses ou receber uma boa grana por parte dos direitos federativos do meia e ainda lucrar com eventuais transferências?

Tudo dependeria da forma como os tricolores negociariam uma possível transferência, cabendo inclusive cláusulas que impedissem Natan de enfrentar o Santa com a camisa rubro-negra.

A questão de Natan deveria ser encarada por viés mais profissional, com os interesses do clube vindo em primeiro, segundo e terceiro lugares. Mas não é assim que a banda toca.

 







“Frescando” ou não, os holofotes são de Neto Baiano

Publicado por gustavo, em 15.04.2014 às 16:55

GUSTAVO lUCCHESI/BLOG DE PRIMEIRA

Um dos personagens principais desta final de Campeonato Pernambucano 2014, a expectativa em torno de Neto Baiano não é só quanto à sua atuação dentro das quatro linhas. Mais do que um bom atacante, o atleta é polêmico e provocador.

Na véspera do Clássico dos Clássicos que abre a decisão do Estadual, muitos rubro-negros já se perguntam: será que vai haver a “dancinha da frescura”? Aquela que Neto Baiano fez na Arena Castelão, diante de 60 mil pessoas, e repetiu na Ilha do Retiro, quando desclassificou o Santa Cruz.

Fato é: Neto Baiano não precisa ser desrespeitoso com os rivais para promover um clássico. Uma cutucada ali, outra aqui e ele por si já anima o confronto. Adicionando como tempero principal a rixa com Lisca, aí pronto. A rivalidade histórica de Sport e Náutico dá conta do restante.







Lisca pode ser o “homem” que tirou o Timbu da fila

Publicado por gustavo, em 15.04.2014 às 16:55

GUSTAVO LUCCHESI/BLOG DE PRIMEIRA

Personagem principal do lado alvirrubro, Lisca é o oponente ideal para Neto Baiano. Sincero e de personalidade forte, o treinador até ensaiou, leia-se disfarçou, abandonar o lado “doido” para vestir “Lisca paz e amor”. Desejou “boa sorte” para o próprio Neto Baiano, até mesmo quando ele não era o seu adversário direto. Porém, muitos desconfiam que a metralhadora verbal do treinador está guardada para disparar apenas o possível título estadual.

Vindo do Sul, única região onde trabalhou, Lisca não conhecia o futebol nordestino. Penou no começo e se assustou um pouco com a grandeza dos clubes pernambucanos. Não só ele como também seus “homens de confiança do Sul”. Prova disso trouxe dos que não conseguiram segurar a barra no Timbu estão o zagueiro Léo Kanu, já dispensado, e o lateral-esquerdo Gerley, prestes a ser.

Sofreu também com a limitação financeira alvirrubra. Com isso, investiu no psicológico e na disciplina tática. O principal era o grupo reconhecer a limitação técnica e aprender a marcar do começo ao fim. Assim se igualou aos intermediários em diversos momentos, mas surpreendeu os grandes, que batiam e voltavam no ferrolho.

Como grande mérito, Lisca ensinou que meio a zero pode levar ao mesmo objetivo que um 10×0. Apostando no “paz e amor” publicamente, o treinador não consegue esconder o óbvio: ele está louco para cravar o nome na história de Pernambuco e conseguir tirar o Náutico da fila de dez anos sem títulos.







O problema vai além da covardia de Vica

Publicado por Carlos Lopes, em 14.04.2014 às 23:45

Nem sempre o futebol transita pelas vias do merecimento, da justiça. Mas, às vezes, sim. E os dois finalistas do Pernambucano 2014 chegaram em condições de levantar a taça com todos os méritos.

O Santa Cruz destoou da dupla rival na atitude e foi penalizado com a desclassificação pela covardia de Vica, que, apesar da vantagem de jogar por dois resultados, abriu mão de um, a vitória, e pensou unicamente no empate.

E olhe que o torcedor coral conviveu bastante com esquemas retranqueiros num passado bem recente e nem por isso deixou de ser feliz no final.

Em 2011 e 2012, Zé Teodoro cansou jogar com as costas na parede, mas de forma inteligente.

A equipe tinha opções de saída de jogo e criava formas de surpreender o adversário dando botes mortais.

O Santa de Vica sequer se propôs a ficar com a bola nos pés, devolvendo-a para outro lado como uma pelada de ataque contra defesa.

Definitivamente, um time que dá apenas um chute ao gol inimigo não merece ir à final de campeonato algum.

Mas os motivos que levaram o Tricolor ao fracasso nas duas semifinais das competições que disputou até agora vão além da citada covardia de Vica.

No caso específico do último clássico, o técnico coral ainda pisou feio na bola nas substituições.

Quando acertou, a de Renatinho na vaga de Caça-rato, demorou uma eternidade para por em prática.

A entrada do baixinho aberto pela esquerda poderia ser o escape para contra-ataques que o time não teve, além de criar um problema para o lateral apoiador Patric, jogando livre e solto pela direita.

Outra: se o Sport usava a abusava do jogo aéreo, até mesmo pela dificuldade de penetração na defesa coral por baixo, não teria sido mais lógico aumentar a estatura da defesa com mais um zagueiro ao invés de colocar Everton?

Tudo de errado que aconteceu no jogo da Ilha poderia ser colocado no pacote ‘contingências do futebol’. Poderia se eles não se repetissem com tanta frequência desde o início da temporada, o que só evidencia a incapacidade do técnico em corrigi-los.

O gol sofrido no tempo normal foi mais um com assinatura do erro de posicionamento da defesa Santa Cruz.

Assim como aconteceu com Sandro Manoel marcando Kiros ou Nininho pegando Neto Baiano, só para citar alguns exemplos, coube a Everton ficar com o grandalhão Ferron na cobrança de falta.

Em tempo, a diferença de estatura entre ambos que ajudou o zagueiro a escorar o cruzamento para a finalização de Leonardo é de 17 centímetros (1m71 contra 1m87).

Um outro erro havia acontecido no gol anulado de Ewerton Páscoa, cujo marcador, Memo, não acompanhou o volante rubro-negro, deixando-o subir livre para cabecear.

Aí depois do jogo Vica vai para uma coletiva e diz que ‘tudo ia bem até os 40 minutos’ e que ‘o time voltou a pecar num detalhe’. Um detalhe que teima em se repetir.







Destaques do Nordestão segundo dados do Footstats

Publicado por Carlos Lopes, em 10.04.2014 às 16:37

Encerrada mais uma edição do Nordestão, vamos a um balanço da competição pegando carona nas estatísticas do excelente site de scouts, o Footstats.

Começaremos a apresentar os três primeiros de cada fundamento analisado.

Entre os destaques individuais, o lateral do Sport Patric. Além de liderar o ranking de passes certos, foi segundo colocado no quesito desarme certo.

Outro rubro-negro que chama a atenção é Neto Baiano. Ele foi disparado quem mais finalizou na competição, ficando em segundo lugar entre os certos e primeiro entre os errados.

O tricolor que ficou no topo de um dos fundamento: Sandro Manoel. O volante coral liderou o item desarmes certos e foi segundo no passes certos – teria ficado em primeiro, na frente de Patric, se fosse considerada média por jogo e não o total geral.

Outra curiosidade: os três mais faltosos de toda competição são do Sport, uma mostra do quanto os atletas encanaram a filosofia do técnico Eduardo Baptista de marcação total, matando as jogadas ofensivas adversárias.

Abaixo, alguns dos dados levantados pelo pessoal do Footstats:

PASSES CERTOS

1. Patric/Sport

2. Sandro Manoel/Santa Cruz: 399

3. Oziel/Santa Cruz: 389

PASSES ERRADOS

1. Oziel/Santa Cruz: 65

2. Raí/América-R: 62

3. Patric/Sport: 55

FINALIZAÇÕES CERTAS

1. Magno Alves/Ceará: 18

2. Neto Baiano/Sport

3. Daniel Costa/CSA: 13

FINALIZAÇÕES ERRADAS

1. Neto Baiano/Sport: 26

2. Ricardinho/Ceará: 25

3. Magno Alves/Ceará: 17

DESARMES CERTOS

1. Sandro Manoel/Santa Cruz

2. Patric/Sport: 29

3. Oziel/Santa Cruz: 26

DESARMES ERRADOS

1. Lucas/CSA: 8

2. Marcos Vinícius/CRB: 7

3. Sandro Manoel/Santa Cruz: 6

FALTAS COMETIDAS

1. Neto Baiano/Sport: 37

2. Patric/Sport: 30

3. Rodrigo Mancha/Sport

FALTAS RECEBIDAS

1. Fabinho/América-RN: 32

2. Adriano Pardal/América-RN: 31

3. Souza/Ceará: 29

VIRADAS DE JOGO CERTAS

1. Aílton/Sport

2. Luciano Sorriso/Santa Cruz: 20

3. Souza/Ceará: 18

VIRADAS DE JOGO ERRADAS

1. Ricardinho/Ceará: 3

2. Bill/Ceará: 2

3. Elicarlos/Náutico: 2

DEFESAS

1. Tiago Cardoso/Santa Cruz

2. Magrão/Sport: 34

3. Gilson/Treze: 29







Uma oportunidade interessante para reservas corais

Publicado por Carlos Lopes, em 8.04.2014 às 16:12

Recuperado de contusão, Panda volta a vestir a camisa 6 coral na estreia em SE (André Nery)

O fato de o Santa Cruz fazer a sua estreia na Copa do Brasil com um time reserva talvez torne a partida em Lagarto ainda mais interessante do que se o Tricolor mandasse os titulares.

Alguns dos que iniciarão o jogo e outros que estarão no banco merecem uma atenção especial dos torcedores, que só poderão acompanhar as suas atuações pelas informações vindas das rádios.

O garoto Renato Camilo, que em 2012 foi emprestado para os juniores do Grêmio, é um deles. O jogo de abertura da Copa do Brasil é uma boa oportunidade para observá-lo entre os profissionais.

A volta de Panda também é extremamente interessante. Caso se mostre totalmente recuperado e com bom condicionamento, o lateral poderá ficar como uma bela opção para o time principal já no clássico de domingo.

E não apenas para concorrer com Zeca, que não vem comprometendo. Mas porque Panda também pode ser utilizado como um segundo volante. O próprio Vica já falou que ele poderia desempenhar esta função.

Everton completa o trio de observações para o técnico coral, que no último jogo com o Sport abriu mão da teimosia e armou o seu meio de campo com três volantes.

A partida contra o Lagarto é uma oportunidade de ouro para que o cabeça de área ganhe ritmo e convença Vica que pode ser um sério candidato para jogar ao lado de Sandro Manoel, no próximo domingo.

Para fechar, o jogo também servirá para dar a Betinho e Adílson um melhor ritmo de jogo, já que não vêm tendo uma sequência.







Álbum da Copa é vendido completo na internet

Publicado por Paulo Henrique Tavares, em 4.04.2014 às 15:01

(Foto: Reprodução)

O álbum de figurinhas da Copa 2014 nem bem foi lançado e o torcedor já pode adquirir um completo livro ilustrado do Mundial, pela internet. Em sites de compra como Mercado Livre ou eBay, já é possível ter a publicação da empresa Panini com todos os cromos disponíveis para apenas colar.

O lançamento oficial do álbum deve acontecer na próxima terça-feira. Antes, no entanto, já é possível ir comprando as figurinhas. Caso o torcedor prefira o método alternativo, a opção pode até não ser tão divertida, mas se mostra muito mais barata.

No eBay, o álbum completo pode ser adquirido por US$ 111, ou R$ 250. No Mercado Livre, um vendedor chegou a anunciar por R$ 220. Cada pacotinho contendo cinco figurinhas custa R$ 1,00, R$ 0,20 por cromo, seriam necessários no mínimo R$ 134,50 para completar o álbum – já incluindo o preço do livro.

Isso, claro, assumindo que o consumidor não tirasse nenhuma figurinha repetida, o que é praticamente impossível.







Barcelona cai em mais um deslize dos seus dirigentes

Publicado por reporter, em 4.04.2014 às 08:29

É lamentável dizer, mas o futebol funciona como uma espécie de circo (no sentido figurado, vale ressaltar). As regras do esporte fazem do jogo um verdadeiro espetáculo, mas poucos sabem do que acontece por trás das cortinas. Basta uma vistoria nas documentações para desvendar as palhaçadas. Não seria exagero afirmar que os cartolas andam mais preocupados com estratégias extracampo do que pensar na tática perfeita. Esqueça o tradicional 4-4-2. Os números são bem mais ambiciosos. E, por incrível que pareça, as malícias são vistas também em grandes terrenos. Uma frase estampada na parede do Camp Nou garante: o Barcelona é mais que um clube. Mas a verdade é que os catalães também cometem os pecados capitais do mundo da bola.

Apesar de sempre ter os cofres recheados, o Barça vem buscando incrementar ainda mais sua coleção de euros. O ex-presidente Sandro Rossell foi acusado por desvio de verba durante a contratação do craque brasileiro Neymar. A (má) notícia girou o mundo e custou o cargo de Rossell, hoje ocupado por Josep Maria Bartomeu. Não demorou muito para o atual mandatário ter de esclarecer questões nada convenientes. Nesta semana, o Barcelona foi flagrado por irregularidades na transferência de dez atletas gringos – menores de idade – entre os anos de 2009 e 2013. A negociação feriu as regras da Fifa, que determinou o castigo: um ano sem poder contratar jogadores, além da multa de R$ 1,15 milhão.

Foi triste para o Barça. Triste também para o futebol, que muitas vezes é ofuscado pelas artimanhas dos diretores. “Tem alguém querendo nos prejudicar”, alegou Bartomeu. Risos na plateia. Que se fechem as cortinas novamente.







Dia de fazer da Ilha do Retiro um caldeirão

Publicado por Paulo Henrique Tavares, em 2.04.2014 às 10:44

(Foto: Site oficial do Sport)

O Sport tem uma defesa de muito respeito. E excelentes resultados. Tem ídolos na retaguarda como Magrão e Durval, seguros por natureza. Sérios por definição. O Leão dispõe, no ataque, de um fazedor de gols muito eficiente. Neto Baiano é todo coração, vontade e determinação. Além de muitas bolas nas redes. Mas o grande diferencial do clube para o primeiro duelo da final da Copa do Nordeste não é nenhum deles. É algo que, na verdade, não corre, não passa, não chuta. Mas ferve e pulsa. A Ilha do Retiro, palco máximo das conquistas leoninas, é o fator que motiva os rubro-negros a acreditarem numa vitória que pode render uma boa vantagem para o confronto da volta.

O técnico Eduardo Baptista crê que os rubro-negros irão encher cada centímetro do estádio. “Sem dúvidas, a grande arma do Sport nesse primeiro jogo é a torcida. É o rubro-negar lotar e empurrar a gente durante todo o jogo. Já disputei algumas finais ali e sei da força que a Ilha tem. Com certeza, teremos esse apoio amanhã (hoje)”, afirmou, no último treino antes da partida.

O goleiro Magrão, ainda mais conhecedor da história do Sport, também deseja que a torcida esteja vibrante. Até para apagar a má imagem recente. Diante do Santa Cruz, nas finais dos três últimos Campeonatos Pernambucano, o Leão sofreu três doloridas derrotas. É necessário, diz o arqueiro, resgatar o caldeirão da Ilha. “Isso é de importância fundamental. O torcedor estar lá, passar força. Esperamos realmente que ele lote a Ilha do Retiro e faça a diferença mais uma vez. Com o apoio do nosso torcedor, acredito que a gente vai se impor. Respeito a equipe do Ceará. Tem jogadores experientes, chegou na final da competição, mas a gente tem de prevalecer em casa”, declarou.

O triunfo no primeiro jogo é importante mesmo se encarado por outro viés. O Ceará, como o Sport, tem ido muito bem dentro de seus domínios. Na Arena Castelão, onde será o segundo jogo, o Alvinegro é muito forte e tem conseguido resultados expressivos. O volante Rodrigo Mancha quer uma boa vitória para encaminhar o título. “O primeiro encontro será determinante. Se formos bem, teremos mais tranquilidade







Aproveitamento não empolga no Santa

Publicado por reporter, em 1.04.2014 às 09:19

(Marcos Pastich/Arquivo Folha PE)

 

WILLIAMS TAVARES/ ESPECIAL PARA A FOLHA PE

As semifinais do Campeonato Pernambucano 2014 já entraram para a história antes mesmo da bola rolar. Isso porque, pela primeira vez desde que foi adotado o esquema de pontos corridos na primeira fase e o mata-mata a partir das semifinais, teremos um Clássico das Multidões antes da grande decisão.  E prestes a encarar novamente o Sport  – será o quinto duelo somente neste ano – o Santa Cruz chega a etapa decisiva com um retrospecto não tão positivo: O Tricolor teve em 2014 o pior aproveitamento de todas as suas primeiras fases desde 2010.

Com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas, o Santa somou 16 pontos e obteve pouco mais de 53% de aproveitamento. O número foi o mais baixo dos últimos anos. Em 2013, o clube fechou o turno com 63%. Em 2011 e 2012, uma coincidência, com o aproveitamento fechando em 68%. Em 2010, esse desempenho também esteve acima de 60%.  Vale lembrar que, na temporada anterior, o clube fez uma partida a mais que nesse ano. E nos outros campeonatos o formato ainda tinha o Trio de Ferro da capital disputando turno e returno. Ou seja, foram 22 jogos ao todo antes do mata-mata.

Em comparação com o ano do tricampeonato, o Santa pode celebrar uma melhora significativa. A média de gols marcados cresceu nesta temporada. Foram 23 ao todo -  com média 2,3 gols por jogo. Em 2013, ano que o Santa contava com Dênis Marques, a média era de 1,3 tentos por partida. O número de bolas na rede também foi o mais alto (na média) desde 2010. Em compensação, a zaga coral foi mais vazada sob o comando de Vica do que na batuta de Marcelo Martelotte. O Santa de 2014 tomou 12 gols nesta primeira fase, média de 1,2 por jogo. No ano passado, a média era de apenas 0,7 e o Santa levou oito gols em 11 confrontos.

As estatísticas não chegam a criar uma dor de cabeça no clube, mas mostram que a equipe ainda não conseguiu empolgar na temporada. A dificuldade de contar com a força máxima do elenco – as lesões tiraram peças importantes do time titular – e o desgaste do curto intervalo entre os jogos foram sempre enumerados como aspectos que pesaram contra o bom futebol coral. Pormenores que tendem a influenciar cada vez menos nesta reta final. Quando as sêmis começarem, a única estatística que o Santa vai querer que permaneça intacta é a de sempre superar o Sport nos mata-matas do estadual.

SAIBA MAIS

Natan – Como já era previsto para acontecer, o meia Natan realizou ontem seu procedimento cirúrgico para tratar uma lesão muscular na coxa direita. Segundo o departamento médico do clube, a cirurgia foi um sucesso e o atleta passará dez dias em observação para posteriormente realizar um novo exame de imagem, verificando se a lesão conseguiu ser cicatrizada por completo.







SPORT: Possibilidades em caso de ausências

Publicado por Paulo Henrique Tavares, em 28.03.2014 às 15:42

(Foto: Lucas Melo)

A opção por poupar atletas da equipe titular rubro-negra para o duelo contra o Náutico, domingo, na Ilha do Retiro, terá como critério contusões ou número de cartões amarelos. Após a partida contra o Santa Cruz, esta foi a garantia dada pelo técnico Eduardo Baptista. Para esta rodada, o Leão têm seis atletas pendurados. São eles: Renê, Patric, Durval, Rodrigo Mancha, Ronaldo e Érico Júnior.

Desses atletas, quatro têm participado como titulares nas últimas partidas. Sendo assim, existe a possibilidade de que o comandante rubro-negro poupe os jogadores contra os alvirrubros. Caso Baptista faça valer o que prometeu, brigam pelas posições Rithely e Wendel, no meio-campo, além de Oswaldo e Enrique Meza, para a defesa. Bileu pode entrar na lateral-direita e Danilo, na esquerda.

Uma outra possibilidade que o comandante pode apostar no Clássico dos Clássicos é a saída de Ewerton Pascoa da proteção de zaga para a formação de dupla com Ferron. Esse esquema foi testado contra o Porto, na oitava rodada do estadual, na Ilha do Retiro. Assim, atuariam juntos no meio-campo Rithely e Wendel.

A precaução sobre os pendurados se faz necessária porque, caso algum deles leve cartão amarelo contra o Náutico, eles estarão automaticamente suspensos para a primeira partida das semifinais. Mas, segundo o regulamento do Campeonato Pernambucano, após a disputa do hexagonal do título todos os cartões serão zerados para as semifinais e finais.







A prova dos 9 da teimosia do técnico e diretoria coral

Publicado por Carlos Lopes, em 27.03.2014 às 15:34

Com Natan no meio de campo, até Raul reencontrou parte do bom futebol perdido (Peu Ricardo)

A teimosia de Vica e da diretoria podem ter custado a liderança ao Santa Cruz. O clássico da última quarta-feira foi a prova dos 9 (se é que ainda precisava) de que comissão técnica e cartolas erraram feio no pacote derradeiro de contratações, trazendo dois atacantes e deixando de reforçar o time com mais um meia.

A presença de Natan no primeiro tempo foi essencial para que os tricolores vivessem o seu melhor momento na série de duelos com o Leão em 2014. O camisa 10 fez até Raul reencontrar parte do seu bom futebol perdido nas lembranças de 2013.

Outros jogadores também se beneficiaram da qualidade técnica e movimentação do prata da casa.

Mas era mais do que esperado que ele não suportasse a partida inteira devido a tanto tempo longe dos gramados. A saída dele no intervalo e falta de um jogador com qualidade sequer parecida com a sua ajudaram bastante na queda brusca de produtividade ofensiva (embora, mesmo assim, o Santa ainda tenha tido a chance de ampliar).

Até um fundamentalista islâmico seria capaz de reconhecer que Jefferson Maranhão, por mais voluntarioso e aplicado taticamente, seja capaz de ser um eventual reserva de Natan. E não é mesmo.

A falta desta peça de reposição impossibilitou que o Tricolor chegasse a um segundo gol e conquistasse uma vitória até com alguma tranquilidade, até porque o Sport não estava na sua melhor noite e ofereceu um espaço que normalmente não oferece.

Mas a alta cúpula coral parece não enxergar assim. O problema do Santa tanto não era ter mais atacantes no elenco que os dois recém-contratados, Betinho e Adílson, sequer saíram do banco. Sobraram homens de frente. Faltou um meia.