OPINIÃO

S.O.S Náutico

Publicado por José Neves Cabral, em 27.11.2014 às 21:40

José Neves Cabral

A greve dos jogadores nesta quinta-feira e a correria da diretoria para saldar, ao menos, uma das folhas salariais em atraso não encerra esse capítulo no aristocrático clube da Avenida Conselheiro Rosa e Silva.

Há ali uma bola de neve descendo a ladeira. Desde que assumiu a presidência, após ganhar a eleição como candidato de oposição, Glauber Vasconcelos foi condenado ao isolamento por novas e velhas lideranças do clube.

Gente que muito contribuiu em conquistas importantes, mas que também ajudou na construção dessa herança maldita.

Glauber assumiu um clube de cofres vazios, um torcedor que se arvorou a virar cartola em nome de uma paixão. Queria fazer diferente.

Descobriu pelas próprias mãos que a diferença não vem quando o dinheiro é curto. O futebol tem uma dinâmica independente.

Sem dinheiro, craque não rende, atacante perde o ”faro de gol” e zagueiro bom perde os reflexos.

É urgente que as lideranças alvirrubras se unam em torno do clube, e não de Glauber, p ara que o clube não passe um vexame maior ano que vem.

Afinal, o Náutico não acaba no mandato de Glauber. Ele é apenas mais um presidente a dirigir o clube.

Mas o Timbu precisa de um projeto para, ao menos, manter-se na Série B em 2015. Caso contrário, o sucessor do atual presidente herdará um clube em estado de falência.

 

 







Caça-Rato encerra um ciclo

Publicado por José Neves Cabral, em 27.11.2014 às 18:01

Atacante conquistou a Série C do ano passado, sendo peça importante na campanha coral. (Foto: Peu Ricardo)

José Neves Cabral

As resenhas esportivas apontam a possível saída de Flávio Caça-Rato do Santa Cruz. Tenho aqui pra mim que a despedida dele do Mundão encerra um ciclo do Mais Querido. E não tenho certeza de que o futuro será melhor do que o presente e o passado com o folclórico ídolo da torcida tricolor.

Com o cabelo pintado de amarelo, muita ginga e uma sinceridade quase ingênua nas entrevistas, Caça-Rato virou um popstar no Arruda. Chegou quando o clube estava na Série D e está saindo com o Santa na Série B. Quem se atreve a dizer que ele fracassou com a camisa tricolor?

Encarnou, como ninguém, a lenda da cinderela ao avesso. Entrou um baile e virou o dono da festa. Fez o gol que levou o clube a subir de divisão. Depois, marcou um dos gols na conquista do título de 2013, em plena Ilha do Retiro.

E ainda há quem diga que ele é apenas folclore… Neste caso, podemos dizer que o folclore, sim, acabou sendo maior que o talento. E ele passou a ser visto apenas com um exótico jogador, que também carrega um apelido exótico. Mas quem o acompanhou nesses quatro anos de Arruda sabe que ele é muito mais do que folclore.

Veio de baixo. Jogou nas divisões de base do Sport. Foi dispensado. Dali, ressurgiu na Cabense, onde era destaque. Lembro de um golaço que fez de bicicleta no Central e das inúmeras vezes que ajudou sua equipe a encaixar golpes surpreendentes nos ‘grandes da Capital’. Foi assim que despertou o interesse dos tricolores.

Para quem já teve em seu elenco atletas de nomes exóticos como Botinha e Miruca, Caça-Rato até que não caía tão mal. Este ano, o nosso herói teve pouquíssimas chances no time titular. No Campeonato Pernambucano, Vica já tinha os seus preferidos. Depois, veio Sérgio Guedes com os dele. Oliveira Canindé já pegou o bonde andando, e um Caça-Rato desmotivado.

 

 







Cenário nada animador para tricolores e alvirrubros em 2015

Publicado por José Neves Cabral, em 25.11.2014 às 17:00

(Foto: Jédson Nobre)

José Neves Cabral

Nada é tão ruim que não possa ficar pior.

É o primeiro raciocínio que vem após um tricolor ou alvirrubro dar uma olhada na classificação da Série B do Brasileiros.

Santa  Cruz e Náutico tiveram ótimas chances de subir este ano.

Mas não subiram.

A perspectiva para o ano que vem não é das melhores.

Bahia e Botafogo estão praticamente rebaixados. Vitória e Palmeiras disputam cabeça a cabeça à última vaga dos degolados.

Ou seja, são pelo menos três equipes de forte tradição na Segundona ano que vem.

Bahia e Botafogo fazem parte do Clube dos 13, o Palmeiras também. O  Criciúma cai num ano e costuma subir no outro.

Até porque o futebol catarinense está embalado. Tem Figueirense e Chapecoense na elite e terá em 2015 seu terceiro representante, o Joinville.

Com a crise financeira instalada nas Repúblicas Independentes do Arruda e no aristocrático clube da Avenida Conselheiro Rosa e Silva, os torcedores dos dois clubes devem estar colocando as barbas de molho.

O que este ano esteve perto, muito perto dos dois clubes, estará mais distante em 2015. Até porque, além dos adversários tradicionais que estão caindo, há os concorrentes como América Mineiro e Ceará, sempre candidatos a uma vaga na Primeira Divisão, em qualquer circunstância.







Memória: Capiba e Ariano Suassuna juntos na Ilha

Publicado por Gustavo Lucchesi, em 25.11.2014 às 14:54

Foto: Cortesia/Gilberto Freire Neto

GUSTAVO LUCCHESI/FOLHA PE

Em tempos de luta contra a violência nos estádios pernambucanos, cada vez mais vazios por conta das ações de vândalos e marginais disfarçados de torcedor, consegui uma foto bela, saudosa e, por que não, poética nos tempos atuais. Cedida por Gilberto Freyre Neto, diretor da fundação que leva o nome do seu avô, a imagem mostra simplesmente dois gênios da cultura brasileira sentados nas cadeiras de sócios da Ilha do Retiro. E o melhor: cada um torcendo por um time.

De um lado, o mestre Capiba, um dos mais ilustres torcedores do Santa Cruz. Do outro, com cerca de sete anos na ocasião, o pequeno Ariano Suassuna, iniciando a sua paixão pelo Sport Club do Recife. Apesar de nascido na Paraíba, o escritor se considerava pernambucano de coração. Sentado entre eles, um dos irmãos de Ariano, Lucas Suassuna. A foto foi tirada na década de 1930, quando o escritor ainda nem sonhava em se tornar um dos maiores ícones da literatura brasileira.

Infelizmente, ver torcedores rivais lado a lado no estádio está virando um sonho cada vez mais distante para os amantes do futebol. Uma pena que precisemos recorrer ao passado para ver imagens como essa.







Em berço esplêndido

Publicado por José Neves Cabral, em 21.11.2014 às 18:30

José Neves Cabral

A Operação Lava-Jato joga luzes sobre o esquema de corrupção das grandes empresas brasileiras.

Empresas cujos donos, capitalistas, não sabem enriquecer sem deitar no “berço esplêndido” do Estado.

Daqui torcemos para que o mergulho dos investigadores seja mais profundo para que tenhamos ideia do o contribuinte brasileiro está pagando além da conta nas obras para a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

O valor total estimado das obras é de R$ 27 bilhões.

Quem sabe também aparecerão os números exatos do superfaturamento na construção das arenas.

 







Muitos motivos para a torcida do Sport se alegrar

Publicado por José Neves Cabral, em 20.11.2014 às 00:38

José Neves Cabral

O otimista rubro-negro diria que um empate seria ótimo.

A vitória por 2×0 na inauguração da Arena do Palmeiras, porém, veio

Como um resultado histórico.

Para os rubro-negros, mais que isso: espetacular.

Por que carimbou o nome do Leão no campo inimigo.

Os gols de Ananias e Patric são bandeiras fincadas no terreno adversário.

Para sempre.

Por que consolidou o Sport na Série A ano que vem, jogando para longe a

Ameaça que ainda pairava.

Com 47 pontos, o Sport não cai mais.

Além disso faz o time, verdadeiramente, voltar a sonhar com uma vaga na Sul-Americana.

E dá ainda uma injeção de ânimo e confiança nos jogadores para os três jogos que ainda restam neste Brasileiro.

Melhor ainda: a torcida rubro-negra vai encher o estádio nas partidas que restam no Recife.

 

 







Um jogo de iguais na arena palmeireirense

Publicado por José Neves Cabral, em 19.11.2014 às 16:49

José Neves Cabral

Enquanto alvirrubros e tricolores lambem as feridas de uma noite mais que infeliz, o Sport entra em campo daqui a pouco para enfrentar o Palmeiras, que inaugura a sua própria Arena, em São Paulo. Jogo começa às 21h, do Recife.

O Palmeiras que não é mais aquele Palmeiras de 2009 que eliminou o Sport da Libertadores numa Ilha do Retiro lotada. E nem lembrança da “Academia” que rivalizava com o Santos, de Pelé, em anos passados.

É um Palmeiras mais frágil, um time que andou na corda bamba, lutando para fugir da zona perigosa.

No entanto, o que amedronta bem mais os pernambucanos é o próprio complexo de inferioridade. Se eu fosse Eduardo Baptista, diria aos jogadores: “Joguem como se estivessem enfrentando o Salgueiro, no Sertão. É um jogo de iguais. Táo iguais que a ex-estrela alviverde, Diego Souza, agora reluz com a camisa rubro-negra.”

Se ganhar, o Sport entra na rota da classificação para a Sul-Americana. Se perder, será um resultado normal, dentro da média do clube este ano em jogos fora do Recife.







Frustração no Arruda

Publicado por José Neves Cabral, em 18.11.2014 às 23:00

 José Neves Cabral 

O Avaí venceu, o Atlético de Goiás venceu, o Boa também, o Ceará não. Desta vez, o Santa Cruz não contou com a providencial ajuda de todos os concorrentes na briga por uma vaga no G4. Mas a maioria dos rivais mostrou força. No Arruda, o Tricolor tinha pela frente o Sampaio Corrêa. O time maranhense soube segurar o ímpeto dos anfitriões e conseguiu marcar dois gols no segundo tempo, só não fazendo o terceiro porque Tiago Cardoso estava atento.

Restou à massa tricolor o choro baixo, a frustração de voltar pra casa com uma derrota nas costas. Dessas derrotas que doem bem mais do que outras, pois trazem junto a morte de uma esperança. E a esperança era ver o time vencer, quem sabe entrar no G4 e se manter no páreo nas próximas e últimas rodadas. O resultado e, mais ainda, o futebol apresentado, disseram não ao torcedor.

A possibilidade matemática ainda existe, mas a prática nos ensina que a vaga entre os quatro melhores virou um sonho distante, algo quase impossível. Não adianta agora crucificar o técnico Oliveira Canindé. Ele teve desfalques, não conseguiu armar o time que queria. Devemos até parabeniza-lo por ter chegado nas últimas rodadas com o time motivado em busca da classificação.

Mas, como disse no comentário de ontem, neste blog, foram muitos os desafios para Canindé e para os jogadores. Dentro e fora de campo. O time passou boa parte do ano com salários atrasados e isso influi no ânimo dos jogadores, quebra sua concentração, altera o foco do atleta.

Cabe agora aos dirigentes rearrumar a casa para terminar dignamente o Brasileiro. Não é uma má campanha. Uma campanha mediana, do tamanho das condições que o Santa Cruz tem hoje para competir. No próximo ano, mais estruturado, se o trabalho continuar, poderá fazer mais bonito.

 







Olhando para o futuro

Publicado por José Neves Cabral, em 17.11.2014 às 19:35

José Neves Cabral

Ao contrário de rubro-negros, alvirrubros e tricolores fanáticos, eu já joguei a toalha. Não acredito em classificação de Náutico e Santa Cruz para a Série A, e tampouco que o Sport conquiste um lugar na Sul-Americana.

Cronista esportivo é assim mesmo! Pragmático, chato até. Não posso gastar minha confiança com times tão irregulares. Para mim, se algo acontecer diferente do que escrevi acima vou classificar como um desses fatos inusitados desta, desculpem o chavão, caixinha de surpresas que é o futebol.

Para mim, é mais do que chegada a hora dos dirigentes dos nossos três grandes clubes juntarem os cacos, lamberem as feridas e criarem um projeto para o futebol pernambucano. São muitas contratações para poucos resultados. Começa o ano e os dirigentes locais passam a anunciar reforços a rodo. Há, porém, um erro de semântica no discurso. Reforço é aquele que acrescenta, torna mais forte. Os “reforços” que aparecem por aqui geralmente enfraquecem os clubes.

Dá pra contar nos dedos os jogadores que chegaram este ano e, verdadeiramente, fizeram diferença. No Sport, Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa, Neto Baiano e, agora, Diego Souza. No Santa Cruz, podemos citar Leo Gamalho e Wescley. No Náutico, Sassá , Vinícius e Júlio César. Para cada um que deu certo, nossos clubes contrataram ao menos uns cinco errados.

O Sport já tem um centro de treinamento decente, o Náutico, idem. O Santa Cruz ainda está devendo. Aliás, dívida é o que não falta no Arruda. O presidente Antonio Luiz Neto garantiu, em entrevista à Folha, na semana passada, que o clube já tem a fórmula para zerar os débitos trabalhistas e fiscais do clube. Mas preferiu mantê-la em segredo. Se conseguir a façanha merece uma estátua no Arruda, pois o Santa deve cerca de R$ 100 milhões. Não é pouco para o Clube das Multidões.

Então, com os CTs funcionando, que tal investir de verdade em profissionais qualificados para trabalhar a garotada? Talentos nós ainda temos muitos brincando com a bola nas quadras das escolas e nos campinhos de várzea. Mas é preciso que os clubes tenham bons olheiros, recebendo salário em dia. Não adianta contratar apenas ex-jogadores que quebraram após encerrar a carreira para dar emprego a um ídolo, pois desta forma se compromete o futuro da agremiação. O cara fica desempregado, o clube arruma um emprego e o coloca para ensinar a meninada. Mas ensinar o quê se ele não tem liderança, nem didática para passar o que sabe aos jovens?







Um empate com a cara do Leão

Publicado por José Neves Cabral, em 9.11.2014 às 22:13

José Neves Cabral

 

Perder em casa seria desastroso para o Sport. Mas perder para o Flamengo seria catastrófico. O urubu carioca é o maior inimigo do Leão no futebol brasileiro, um rival histórico. Eles ainda choram a perda do título brasileiro de 1987 no tapetão. Jamais vão reconhecer o erro cometido ao se negar a enfrentar o Sport no cruzamento entre campeões e vices dos Módulos Verde e Amarelo.

E neste domingo, com uma Arena Pernambuco repleta de torcedores, o time de Vanderlei Luxemburgo deu um show de marcação e velocidade no primeiro tempo. Assim, fez dois gols em menos de 20 minutos. Ambos em bolas cruzadas, uma jogada que os adversários estão fazendo frequentemente contra o Sport (vejam o gol de Esquerdinha, do Goiás).

Além da boa postura do Flamengo, a falta de imaginação era outro obstáculo dos rubro-negros. O time carrega a bola até a intermediária e nas proximidades da área se perde em passes inúteis. Embora Eduardo Baptista assegure que treina a equipe, os jogadores não demonstram entrosamento nas jogadas de aproximação do gol. A troca de passes é confusa e a bola é facilmente interceptada pela defesa contrária.

Apesar do futebol burocrático no ataque, o Sport conseguiu dois gols nos últimos quatro minutos. Um deles com o atacante Mike em posição irregular, registre-se. Paciência, os árbitros já erraram tanto em favor do Flamengo…

O pontinho conquistado ajudou o Sport, pois o primeiro dos últimos, o Vitória, perdeu para o São Paulo e a distância dos pernambucanos para os baianos está em sete pontos, o que traz um certo alívio aos comandados de Eduardo Baptista e à torcida rubro-negra.

Pela raça do time, que insistiu até o fim para evitar a derrota, vale dizer que este foi um empate com a cara do Leão.

 







Santa perde pontos; e o Náutico, dinheiro

Publicado por José Neves Cabral, em 8.11.2014 às 19:11

 José Neves Cabral

De um lado Júlio César; do outro, Tiago Cardoso. No placar, um imenso 0×0. Para o Náutico, o resultado apenas consolida sua confortável posição de coadjuvante na Série B, pois as chances de classificação entre os quatro melhores são remotíssimas. Para o Santa Cruz, o empate foi mais um golpe no sonho de voltar à Primeira Divisão no ano do centenário.

O time tricolor chegou aos 52 pontos, está em sétimo lugar, tendo à frente Avaí (6º), Atlético/GO (5º) e Boa Esporte (4º), os três com 53 pontos. A classificação ainda é possível, mas ficou mais difícil, principalmente porque o Santa ainda terá um confronto direto com o Atlético, no Serra Dourada.

Os goleiros, com defesas importantes, selaram a sorte dos dois clubes. Se tivesse de haver um vencedor, por justiça, seria o Santa Cruz, principalmente pela beleza das jogadas de Wescley, um driblador nato. Mas, desta vez, suas finalizações não foram tão eficientes quanto seus dribles.

Chamou a atenção o público fraco. Pouco mais de 12 mil pagantes na Arena Pernambuco. Como o mando de campo era do Náutico, a diretoria alvirrubra resolveu fazer um gol contra, colocando apenas 3.700 ingressos para os tricolores. Um abuso para um clube que vive na penúria, com salários atrasados e sua diretoria desesperada em busca de dinheiro.

Sob o medo de “reforçar” o inimigo, a diretoria alvirrubra deu um tiro no próprio pé, perdendo uma ótima oportunidade de faturar. Vale lembrar que com seu próprio mando, o Santa Cruz colocou 37 mil torcedores na Arena há pouco mais de uma semana.

Visto por esse ângulo, o Náutico acabou sendo o grande perdedor do Clássico das Emoções.

 







Vitória do Sport salvou fim de semana dos pernambucanos

Publicado por José Neves Cabral, em 2.11.2014 às 18:06

 José Neves Cabral

O futebol pernambucano amanheceu o domingo quase de luto. No sábado, duas derrotas amargas na Série B.  O Náutico caiu diante do Icasa, por 3×1, e ficou com remotíssimas chances de classificação entre os quatro melhores da competição. Já o Santa passou por uma daqueles vexames do tamanho do Mundão do Arruda – ainda bem que não foi lá. Diante de quase 40 mil tricolores, perdeu para o América de Natal por 1×0, na Arena, e não conseguiu entrar no G4 nesta rodada. Ainda tem chances,  é verdade, mas seu crédito com a torcida ficou bem menor.

Neste domingo, com ingresso a preço de banana – literalmente – o Sport recebeu o Figueirense, na Ilha, e, enfim, venceu  (1×0) após um longo jejum de oito partidas. Se antes o time sonhava com uma vaga no G4, agora seu único objetivo é o conforto de ficar naquele grupo que nem cai nem se classifica. Está com 40 pontos, em 12º lugar, seis de distância do primeiro da zona dos rebaixáveis.

A guilhotina, porém, continua lá em cima, ameaçando descer sobre a cabeça do Leão, pois Coritiba (17º), com 34, e Botafogo (18º), com 33 pontos, ainda não entregaram os pontos.  O Sport tem agora seis jogos e precisa vencer para reduzir a quase zero as chances de queda. Flamengo (c),  Atlético/PR (f),  Palmeiras (f),  Fluminense (c),  Criciúma (f),  São Paulo (c).  São jogos difíceis. O Criciúma, penúltimo jogo, já estará rebaixado quando enfrentar o rubro-negro, mas, certamente, jogará animado por alguma mala-preta, como é bem comum no futebol  brasileiro.

Resta aos  comandados de Eduardo  Baptista cumprirem o dever de casa, como fizeram diante do Figueirense na tarde deste domingo.  Do jogo, podemos dizer que o placar foi pequeno tamanho o volume do Sport. Ibson voltou a perder gols, assim como Patric e Joellington. Diego Souza, de pênalti, garantiu a vitória. Os catarinenses chegaram a assustar no finalzinho, mas Magrão soube conter o perigo.

Vale registrar a volta de dois jogadores ao time: o zagueiro Ewerton Páscoa e o meia Régis, ambos recuperados de contusão.  Páscoa ao lado de  Durval trouxe segurança à defesa,  enquanto Régis em poucos minutos mostrou que é diferenciado. Driblou, deu assistências e chutou com perigo, dando um claro recado para a torcida: não é mais um no meio da multidão.







Sábado de ansiedade e expectativa para os tricolores

Publicado por José Neves Cabral, em 31.10.2014 às 14:30

Foto: Arquivo Folha PE

José Neves Cabral

O menino desce o morro, carregado pelo pai, em busca de uma paixão. O avô leva os netos, o povão vem aos borbotões dos quatro cantos da cidade, transpirando ansiedade. As cores vermelha, branca e preta vão predominar no Recife durante a tarde. Não há motivo que faça um tricolor não amanhecer sabendo onde estará às 16h20 – na Arena Pernambuco. O jogo do Santa Cruz com o América de Natal deixou de ser apenas um clássico regional.

O time potiguar é, agora, o último degrau a ser ultrapassado no caminho do Santa Cruz em direção ao G4, zona de classificação para a Série A do Brasileiro. Se conseguir entrar neste grupo com uma vitória, neste sábado, o time tricolor terá ainda cinco jogos a realizar. Oliveira Canindé conhece bem o América. Dirigiu o clube este ano, levando-o ao título estadual norte-rio-grandense.

Chegou a hora de usar esse conhecimento em favor dos tricolores. E ele garante que vai utilizar tudo o que sabe. A classificação para a Série A será o grande presente que o Santa poderá dar aos seus torcedores, pois não conseguiu o título estadual e nem a Copa do Nordeste. Também seria uma forma de o presidente Antonio Luiz Neto encerrar sua gestão- está no segundo mandato – com chave de ouro. Quando assumiu, em janeiro de 2011, o time tricolor estava na Série D, última divisão do futebol brasileiro.

Nesses quatro anos, a equipe conquistou três títulos estaduais, além de ascender para a Série B do Brasileiro. Não é pouco. O período, porém, não foi suficiente para resolver problemas que ainda incomodam e muito seu quadro diretivo. O montante da dívida trabalhista chega a R$ 40 milhões.

 







Um momento especial no centenário dos tricolores

Publicado por José Neves Cabral, em 28.10.2014 às 21:23

José Neves Cabral

Os tricolores amanhecem esta quarta-feira de peito estufado, orgulhosos e confiantes. No ano de seu centenário, o clube enfrenta uma das maiores provas de sua existência. A crise financeira agravou-se, um assassinato cometido no Arruda por um torcedor, punição, perda de mando de campo. Quando tudo se encaminhava para um ano fatídico, o time acorda, sacode a poeira e se agiganta na reta final da Série B.

Sob o comando de Oliveira Canindé, a equipe embalou. Nos últimos seis jogos, quatro vitórias, dois empates. Nesta terça-feira, uma vitória maiúscula. A goleada por 5×1 em cima do Vila Nova/GO colocou o time definitivamente na briga por uma vaga no G4, zona de classificação para a Série A. Um ponto separa o Mais Querido da quarta posição ocupada pelo Avaí, com o qual o Santa Cruz fará um jogo de seis pontos em breve, dentro de casa.

Nesta terça, quase 18 mil pagantes na Arena Pernambuco viram o time destroçar o Vila. Dos 34 aos 40 minutos, três gols – Renan Fonseca, Danilo Pires e Leo Gamalho. No segundo tempo, Keno e, novamente, Leo Gamalho, fecharam a goleada. O time goiano marcou seu ponto de honra, mas nada que tirasse o brilho da vitória tricolor.

Ouvi a entrevista de Oliveira Canindé ao final da partida. O treinador esbanja confiança, mas não perde a humildade. Quer o time focado na classificação. Hábil, ele soube unir o grupo, conscientizá-los de que, apesar da crise, o sucesso de cada jogador depende do trabalho em equipe. Para um clube que há pouco mais de dez rodadas estava brigando para se posicionar na zona de conforto da classificação com poucas aspirações de classificação, o momento é de enorme satisfação para seus torcedores.







Fifa divulga lista dos indicados ao prêmio de melhor do mundo

Publicado por reporter, em 28.10.2014 às 12:44

Yago Gouveia/Folha PE

Nesta terça-feira (28), a Fifa, junto com a revista France Football, divulgou a lista dos 23 jogadores indicados à Bola de Ouro. O país com mais atletas na relação é a Alemanha. São seis –Kroos, Götze, Neuer, Schweinsteiger, Lahm e Müller – muito por conta do título mundial dos germânicos.

Dentre os clubes, o Real Madrid possui o maior número de atletas (sete). Cristiano Ronaldo, Benzema, Sergio Ramos, Bale, Dí Maria (hoje no Manchester United), James Rodriguez e o alemão Kroos.

O único brasileiro na lista é o atacante Neymar. Aliás, esta é a quarta vez consecutiva que o camisa 10 da Seleção é indicado ao prêmio, porém ele não aparece entre os favoritos a ficar com o troféu.

Os nomes dos três finalistas só serão divulgados no dia 1° de dezembro, enquanto o vencedor será revelado no dia 13, em Zurique, na tradicional festa da Fifa. Os 23 indicados foram selecionados por especialistas do Comitê de Futebol da entidade e por um grupo de jornalistas da France Football. A partir de agora, capitães e treinadores e jornalistas de cada país filiado à Fifa votarão para decidir o melhor jogador do mundo.

Confira a lista completa:

Neymar (Brasil, Barcelona-ESP)

Angel Di Maria (Argentina, Manchester United-ING)

Eden Hazard (Bélgica, Chelsea-ING)

Zlatan Ibrahimovic (Suécia, PSG-FRA)

Yaya Touré (Costa do Marfim, Manchester City-ING)

Bastian Schweinsteiger (Alemanha, Bayern de Munique-ALE)

Arjen Robben (Holanda, Bayern de Munique-ALE)

Sergio Ramos (Espanha, Real Madrid-ESP)

Karim Benzema (França, Real Madrid-ESP)

Gareth Bale (País de Gales, Real Madrid-ESP)

Thibaut Courtois (Bélgica, Chelsea-ING)

Mario Götze (Alemanha, Bayern de Munique-ALE)

Andres Iniesta (Espanha, Barcelona-ESP)

Philipp Lahm (Alemanha, Bayern de Munique-ALE)

Javier Mascherano (Argentina, Barcelona-ESP)

Paul Pogba (França, Juventus-ITA)

James Rodriguez (Colômbia, Real Madrid-ESP)

Manuel Neuer (Alemanha, Bayern de Munique-ALE)

Thomas Müller (Alemanha, Bayern de Munique-ALE)

Lionel Messi (Argentina, Barcelona-ESP)

Cristiano Ronaldo (Portugal, Real Madrid-ESP)

Diego Costa (Brasil/Espanha, Chelsea-ING)

Toni Kroos (Alemanha, Real Madrid-ESP)