OPINIÃO

Grafite e sua sede por títulos

Publicado por reporter, em 28.04.2016 às 17:30

Grafite, com a camisa 23, comemora gol no Tricolor (Foto: Anderson Stevens/FolhaPE)

 

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

O investimento do Santa Cruz para trazer Grafite ao Arruda, ano passado, não foi baixo.

E o resultado, apesar de não ter sido imediato, é apontado por muitos tricolores como fundamental já para o acesso à elite nacional conquistado, em 2015.

Porém, nesta temporada, o atacante está voando em campo e, nos últimos jogos decisivos no Nordestão e no Campeonato Pernambucano marcou gols na maioria deles.

Ou seja, quem apostava que o investimento em um jogador de 37 anos não daria certo se deu mal. Ocorreu justamente ao contrário e o jogador tem quase sempre seu nome gritado em coro pela fanática torcida coral.

É bom lembrar ainda que Grafite, que teve passagem pela Seleção Brasileira em 2010 com o técnico Dunga, tem a experiência de ter atuado por um bom tempo no competitivo futebol alemão.

No Wolfsburg, onde ficou de 2007 a 2011, o jogador ganhou a força e a disciplina tática necessárias para, até hoje, dar um trabalho incrível aos sistemas defensivos adversários como fez, quarta-feira passada, diante do Campinense, no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste.

Também no Wolfsburg, o jogador coral conquistou, em 2009, o inédito título do Campeonato Alemão, tendo, de quebra, terminado como artilheiro da competição com 28 gols.

E a sede de títulos de Grafite parece não ter diminuído, mesmo quando ele já se encaminha para pendurar as chuteiras.

 


Fatos e curiosidades do Clássico das Emoções

Publicado por Gustavo Lucchesi, em 21.04.2016 às 12:39

 

Em campo, Artur foi autor de dois gols e deu boa vantagem ao Santa. (foto: Anderson Stevens/FolhaPE)

GUSTAVO LUCCHESI/FOLHAPE

Fatos e curiosidades do Clássico das Emoções desta quarta-feira (20).

1 – A ESCOLHA DE DAL POZZO

O lado direito defensivo é a segunda maior dor de cabeça do treinador Gilmar Dal Pozzo, com a primeira sendo a falta de um matador. Enquanto o zagueiro Rafael Pereira vai quebrando um galho na lateral, o técnico tentou arranjar uma solução colocando o jovem Joazi com a função de segurar Keno, que vive grande fase. Resultado: um jogador bastante nervoso, afobado em vários lances. No primeiro gol, Keno o deixou sem pai nem mãe e cruzou para o gol de Artur. Mas, Rafael Pereira não passa impune. Contra o Sport, na Ilha do Retiro, em jogo pelo Hexagonal do Título, ele sofreu muito com Reinaldo Lenis.

2 – A MÃO DE MILTON MENDES

Se com Marcelo Martelotte o Santa Cruz tomava gols contra qualquer time que jogasse, com o sistema defensivo sendo um dos maiores calos dos tricolores, agora a coisa mudou. É visível a harmonia que as duas linhas de quatro, da zaga e do meio de campo, se movimentam. É um balé que vem sendo executado de maneira regular para boa e faz com que o time adversário sofra para chegar ao gol tricolor. Nos últimos dois jogos, contra Bahia e Náutico, apenas o alvirrubro Joazi conseguiu furar o bloqueio. E ainda sim, em chute de fora e com bola desviada.

3 – A GOURMETIZAÇÃO DO ARRUDA

Em busca por imagens e vídeo da chegada dos torcedores, este repórter que vos escreve fez uma busca por preços das guloseimas fora do estádio para compará-las com as que são vendidas dentro do Arruda. O resultado é impressionante: quase o dobro do valor é cobrado dentro. Fora, o famoso “espetinho de gato”, seja de carne, frango, frango com bacon ou coração de galinha, é vendido por R$ 3,00, com até mesmo a velha pechinha de dois por cinco. Dentro, o mesmo espetinho custa R$ 6,00. Já no cachorro quente, a diferença é um pouco menor. Fora ele custa R$ 3,00 e dentro sai por R$ 5,00. Por questões profissionais, tive que provar os dois. E como grande crítico gastronômico, o da rua é melhor. Talvez a assepsia duvidosa seja o melhor tempero.

4 – PROBLEMAS GRAVES NO ACESSO DOS TRICOLORES

Com poucos mais de 40 mil torcedores, sendo 80% tricolor, alguns acessos dos torcedores ficou caótico. E se originam por dois problemas: o primeiro é a falta de estrutura geral, com catracas quebrando, demora na revista da PM, ingressos falsos e gente barrada e por aí vai. O segundo é o velho costume do torcedor de entrar no jogo muito próximo do apito inicial. Neste clássico, teve torcedor que voltou para casa com ingresso na mão ao ver que já era mais da metade do primeiro tempo e que demoraria a entrar.

5 – ESQUEMA DE SAÍDA INCOMPREENSÍVEL 

A PM vai cansar de explicar e eu vou cansar de não entender a decisão de ao término da partida sempre liberar a torcida mandante (e em maior número) antes e segurar a visitante por 15 minutos. O argumento das autoridades que eu já ouvi é prezar para escoar logo a maior parte e proteger a menor de conflitos. Penso justamente ao contrário. A PM não tem como garantir que cada indivíduo desta multidão vá para casa porque eles mandaram. Então, nada mais justo do que dar uma chance dos visitantes se salvarem de conflitos os liberando antes.  


Clássico do “o time é outro”

Publicado por Fernando Barros, em 19.04.2016 às 20:40

 

(Foto: Flávio Japa/FolhaPE)

FERNANDO BARROS

Quando questionado na semana passada sobre o Clássico das Emoções, que vai definir um dos finalistas do Campeonato Pernambucano, o técnico alvirrubro Gilmar dal Pozzo (foto), preciso, resumiu a situação do confronto ao analisar o Santa Cruz em apenas uma frase: “O time é outro”.

De fato, o Tricolor é uma equipe nitidamente diferente daquela que perdeu para o Náutico na estreia do Campeonato Pernambucano, na Arena, e que depois empatou no Arruda. Inquestionavelmente, a mola propulsora da mudança coral foi a alteração no comando técnico.

Com Marcelo Martelotte, o padrão de jogo do ano passado não se repetia. Pior, o time não mostrava poder de reação e acompanhava aos seguidos tropeços passivamente. Milton Mendes chegou e o novo treinador deu novo gás.

Ainda não se pode dizer que o futebol apresentado pela equipe tem a marca de Mendes – houve confrontos insuficientes para tal afirmação – mas é visível que há maior afinco e determinação por parte do elenco coral, desde a mudança de comandantes.

Os resultados mostram que o rendimento do time mudou da água para o vinho. Grafite, que vinha perdendo boas chances a torto e a direito, fez as pazes com o gol. De quebra, aparenta melhor preparo físico e tem corrido de forma incomum para um atleta na casa dos 37 anos.

O recém-chegado Uillian Correia foi a boa surpresa. Chegou falando aos montes e correspondeu dentro de campo, encaixando-se como uma luva na meia-cancha tricolor. De quebra, Keno vive o seu auge técnico, desmontando defesas bem montadas.

Contudo, a frase de Gilmar dal Pozzo a respeito do Santa Cruz também se encaixa em sua equipe. Engana-se o tricolor se pensa que o Náutico é o semelhante ao dos primeiros meses do ano. Principalmente pela chegada de novos nomes.

Ygor deixou boa impressão. Como Rodrigo Souza já estava consolidado na equipe, tudo indica que os dois vão formar uma azeitada dupla de volantes. Do meio para a frente, Renan Oliveira e Rony estão bem ambientados, mais ‘soltos’ em campo do que em suas primeiras partidas.

Em suma, se os alvirrubros não estão com o mesmo ritmo de jogo do Tricolor, por outro lado entram mais descansados. O que se sabe, decerto, é que, neste Clássico das Emoções, os times que vão entrar em campo são, como diria dal Pozzo, “outros”.


Volantes de peso nas semifinais do PE

Publicado por reporter, em 12.04.2016 às 17:46

 

Rithely (Foto: Peu Ricardo/Arquivo Folha)

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

Náutico x Santa Cruz e Salgueiro x Sport fazem os primeiros duelos das semifinais do Campeonato Pernambucano, respectivamente, na quarta-feira (dia 20) e na quinta-feira (dia 21), no Mundão do Arruda e na Ilha do Retiro.

Os jogos da “volta” serão na Arena Pernambuco e no Sertão, no dia 24, e, em campo, jogadores que têm a missão de fazer a proteção da zaga podem, em tese, desequilibrar para os seus respectivos clubes.

Afinal, Rodrigo Souza (Náutico), Uillian Correia (Santa Cruz), Rithely (Sport) e Rodolfo Potiguar (Salgueiro) têm talento também para dar o suporte necessário aos meias e até para tentar chegar, com sucesso, ao gol adversário.

Dos quatro, porém, Rithely é o que tem feito mais gols, justamente por ter mais características ofensivas e arriscar-se mais ao ataque.

Mas certamente todos darão, em campo, o equilíbrio necessário aos setores de armação dos seus clubes, e, em decisões, o meio é quase sempre o grande responsável pelo sucesso.

Volantes muito bons de a gente ver jogar no Timbu, na Cobra Coral, no Leão e no Carcará.

 


Geração Brasileira de Volantes

Publicado por reporter, em 8.04.2016 às 12:34

Luiz Gustavo foi destaque do Wolfsburg na Liga dos Campeões. (Foto: Wolfsburg/ Divulgação)

por Mário Fontes

Após o fracasso contra Uruguai e Paraguai nas Eliminatórias, um dos motivos apontados para o desempenho da Seleção Brasileira foi a “geração ruim”, e a falta de opções. É bem verdade que não temos mais Ronaldos, Rivaldos ou até mesmo zagueiros que passem confiança, mas as alternativas para Dunga estão longe de serem ruins. A Liga dos Campeões mostrou isso nesta semana.

Dos oito times nas quartas de finais, fora os mais carimbados como Daniel Alves e Neymar do Barcelona, três volantes se destacaram. Pelo Real Madrid, Casemiro, pelo Wolfsburg, Luiz Gustavo, e pelo Manchester City, Fernandinho.

O primeiro já tinha se destacado contra o Barcelona, no jogo em que anulou o argentino Lionel Messi, e recebeu elogios da imprensa internacional. Luiz Gustavo foi importantíssimo justamente contra o Real, na vitória por 2×0 de seu clube, e Fernandinho marcou um dos gols do empate do City contra o PSG.

Com os volantes, Dunga não deveria ter problema. Mas como a função deles é em sua maior parte defensiva, como “cabeça de área”, porque a Seleção ainda tem problemas com buracos no meio, e tem a defesa desprotegida? A questão maior, é que, mesmo que não se tenham grandes craques que figurem entre os “Bolas de Ouro” da Fifa, o melhor seria fazer ao menos bons jogos com o que temos. Geração nova, sangue novo.

Um bom time se faz pelo conjunto, e sem ter que depender de apenas um ou outro. A diferença para o craque existe, mas ela é mais sentida quando não podemos contar com um, e é aí que o grupo deve prevalecer, que a tática deve prevalecer. Com a Geração Brasileira de Volantes, é possível, ao menos, se classificar dignamente, e sem tomar tantos gols, contanto que sejam devidamente treinados e escalados.


Basta de violência!

Publicado por reporter, em 5.04.2016 às 15:14


Márcio Cruz
/Colunista de Esportes

A morte de mais uma pessoa no País em virtude da briga entre torcidas organizadas antes da partida entre Palmeiras e Corinthians, domingo passado, no Pacaembu, fez o Governo de São Paulo decretar que, em clássicos, apenas a torcida mandante poderá ir ao Estádio.

Medida que também já foi tomada em Minas Gerais pelas seguidas brigas entre organizadas do Cruzeiro e do Atlético Mineiro, clubes também de muita tradição.

E não tem outro jeito. Enquanto o Estado não puder dar as mínimas condições de segurança ao torcedor, principalmente aos que vão realmente apenas torcer por seu clube de coração, a medida é a única forma de evitar que marginais se infiltrem entre as pessoas de bem.

Em Pernambuco, várias medidas já foram tomadas, mas ainda temos jogos com a presença de duas torcidas no Clássico das Emoções (Náutico x Santa Cruz), no Clássico das Multidões (Santa Cruz x Sport) e no Clássico dos Clássicos (Sport x Náutico).

Mas é preciso que Pernambuco esteja atento às medidas que estão sendo tomadas pelos mineiros e pelos paulistas, pois, não é de hoje os riscos são grandes entre os que frequentam os estádios no Recife e em São Lourenço da Mata (Arena Pernambuco) nos dias que os grandes se enfrentam. Principalmente quanto estão por lá organizadas como Jovem (Sport), Fanáutico (Náutico) e Inferno Coral (Santa Cruz).

Ou seja, esperar que haja uma morte para tomar tal medida, é atestar a falta de competência para gerir o problema. E falar que, com uma torcida só, o duelo de rivais perde o brilho também não é uma justificativa plausível.

Afinal, em Pernambuco e em outros Estados pelo País, apenas 20% dos ingressos são destinados à torcida visitante.

Portanto, a festa não é nem de longe aquela de tempos atrás quando Arruda, Ilha do Retiro e Aflitos eram praticamente divididos ao meio em uma verdadeira festa do futebol.

Basta de violência!

 


Se o Sport melhorar…

Publicado por reporter, em 31.03.2016 às 19:07

 

(Foto: Jedson Nobre/Arquivo Folha)


Márcio Cruz
/Colunista de Esportes

A derrota por 2×1 do Sport para o CRB, de Alagoas, quarta-feira passada, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, foi “mote” para o técnico Paulo Roberto Falcão convocar a torcida para lotar a Ilha do Retiro, neste sábado, às 18h, no jogo “da volta” pela Copa do Nordeste.

Como fez um gol fora de casa com o colombiano Lenis, o Leão pode até vencer por 1×0 que estará classificado para as semifinais do Nordestão. Porém, o fato é que o Rubro-negro ainda não embalou sob o comando do catarinense de Abelardo da Luz, de 62 anos, na temporada.

E, ciente disso, Falcão sabe que o apoio vindo das arquibancadas será fundamental para que a vaga seja conquistada “na marra”.

Sem falar que, no Sport, o técnico já fez severas críticas aos árbitros, questionou comentários feitos pela Imprensa e foi duas vezes expulso de campo.

Portanto, a elegância dos tempos que desfilava seu talento como um dos melhores volantes do futebol mundial na década de 80, ora pela Roma (Itália) ora pela Seleção Brasileira, foi deixada para trás.

Tudo pela falta de um melhor aproveitamento em um clube que, no Nordeste, tem a obrigação de mostrar a sua força e nem de longe chegar “cambaleante” em fases decisivas de competições como o Campeonato Pernambucano e o Nordestão.

Falcão também sabe por conta da sua larga experiência no futebol que, quando o time está jogando um futebol redondinho, a torcida joga junto sem precisar ser convocada.

Se o Sport melhorar…

 


Será que a CBF tomará alguma posição?

Publicado por reporter, em 30.03.2016 às 16:24

 

Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação

Márcio Cruz/Colunista de Esporte

Quando o Paraguai abriu 2×0 em Assunção, ontem, deixando nítida a impressão que o Brasil não teria vida fácil em mais um duelo válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo na Rússia, em 2018, os jogadores fizeram uma breve reunião em campo e decidiram que, pelo menos, raça não iria faltar em busca de um resultado melhor.

Decisão acertada e sem interferência alguma do técnico Dunga que, de bom mesmo, só fez tornar a equipe mais ofensiva no segundo tempo colocando Hulk e Lucas Lima nos lugares, respectivamente, de Luiz Gustavo e Fernandinho.

Mas não fosse, em tese, a organização imposta em campo pelos próprios jogadores, que se esforçaram na recomposição defensiva, o empate no fim com o gol salvador do improdutivo Daniel Alves (no Barcelona a história é outra) não teria acontecido, muito pelo fato do adversário merecer uma melhor sorte.

A lição que fica é que Dunga já não tem o pulso do grupo. Simplesmente entrega as camisas e, os que estão corriqueiramente em suas convocações, não querem perder a boquinha de defender a Seleção Brasileira.

Porém, o que ninguém garante é que um grupo que tem reconhecidas limitações, principalmente por conta do péssimo trabalho do seu comandante, irá seguir como o único time a disputar todas as Copas do Mundo da história.

Hoje estamos em sexto lugar, mas poderíamos estar em sétimo. O próximo jogo será em setembro contra o Equador fora de casa. Será que até lá alguma posição será tomada pela CBF para animar o torcedor?

Se isso não ocorrer, adversidades serão encontradas também quando a Canarinho jogar no País. Aí, a possibilidade do “bicho pegar” em relação às críticas será muito maior.

 


Erro foi trazer Dunga de volta

Publicado por reporter, em 28.03.2016 às 18:11

 

(Foto: Divulgação/CBF)

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

Em 4 de julho de 2010, dois dias depois da eliminação precoce da Seleção Brasileira diante da Holanda na Copa do Mundo da África, o técnico Dunga, após o ciclo iniciado em 2006, foi demitido do comando da Seleção Brasileira.

Pouco mais de quatro anos depois, mais precisamente em 22 de julho de 2014, Dunga assumiu novamente o comando da Canarinho, substituindo Felipão, após a campanha fracassada campanha do Brasil como sede na Copa do Mundo.

A goleada da Seleção sofrida para a Alemanha por 7×1, em pleno Mineirão, a maior da história, também foi usada como “mote” entre os dirigentes da CBF para a volta de um técnico “mais aguerrido”.

Afinal, como jogador, Dunga foi o capitão do time tetracampeão do mundo nos Estados Unidos e, quando o jogo não estava favorável, dava berros em seus companheiros como, por exemplo, o atacante Bebeto.

O problema é que Dunga não tem, a não ser como técnico do Brasil, nenhum trabalho de reconhecimento internacional.

Pouco atuou no País – apenas no Inter, de Porto Alegre, em 2013, quando foi campeão gaúcho – e fora das quatro linhas não tem, nem de longe, o respeito dos jogadores como ocorria quando era volante no time de Carlos Alberto Parreira.

Sem falar que, com as cartas nas mangas, não conduziu a reformulação necessária de um grupo que passou vergonha diante da própria torcida e ainda mantém, por exemplo, jogadores como o zagueiro David Luiz e o lateral-direito Daniel Alves (amigo de Neymar no Barcelona) titulares.

Fez muito pouco e não deveria sequer ter voltado ao comando de uma seleção que já colocou medo nos adversários e hoje parece estar cada vez mais distante de um título mundial (o sonhado hexacampeonato).

 


Com Martelotte, Santa não “deu liga” em 2016

Publicado por reporter, em 24.03.2016 às 17:07

 

(Foto: Anderson Stevens/FolhaPE)

 

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

Ano passado, o Santa Cruz foi campeão Pernambucano com o carrancudo Ricardinho, mas estava na cara que, na Série B, o trabalho seria interrompido no meio do caminho por conta dos desgastes recorrentes com o grupo.

Foi a deixa que o clube coral precisava para contratar Marcelo Martelotte, que também já havia sido campeão estadual pelo Tricolor, em 2013. E ele não demorou em mudar a cara do time na Segundona, em 2015.

Da zona de rebaixamento, o Santa foi galgando espaços até chegar ao grupo dos quatro clubes mais bem classificados e que conseguiriam o acesso à Série A. Com isso, o time confirmou a sua vaga na elite nacional após longos 10 anos desfilando seu futebol em divisões inferiores.

Porém, como o mundo da bola dá voltas, Martelotte, que poderia emplacar um Brasileirão comandando a Cobra Coral, teve a sua demissão confirmada hoje pelo vice-presidente do Tricolor, Constantino Júnior.

Os principais motivos foram, sem dúvida, a falta de vitórias em clássicos com Sport e Náutico, no Estadual, além das derrotas para o Bahia, ambas pela Copa do Nordeste. Sem falar em tropeços contra o fraco Central, em pleno Mundão do Arruda, entre outros placares que não agradaram em nada o torcedor.

Nos bastidores, as especulações dão conta que parte do grupo estava fechada com ele, e outra não. Recentemente, o veterano atacante Grafite saiu em defesa do ex-técnico e, quando isso acontece, é sinal que as coisas não andam bem nos vestiários e no dia a dia.

Desta vez, não deu liga e Marcelo Martelotte vai ter que procurar encaixar seu trabalho em outro lugar. Fato corriqueiro no “País do Futebol”.

 


Difícil encontrar o camisa 10

Publicado por reporter, em 22.03.2016 às 18:28

(Foto:Divulgação/Fluminense)

 

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

A primeira tentativa frustrada do Fluminense em conseguir um camisa 10 que resolvesse o seu problema de ligação com o ataque foi a contratação de Ronaldinho Gaúcho (foto).

Mas o agora ex-craque, que brilhou em clubes como Barcelona, na Seleção Brasileira, e, mais recentemente, no Atlético Mineiro, não correspondeu.

Para se ter uma ideia, entre 2015 e 2016, fez 11 jogos e não marcou nenhum gol. Dribles só para se livrar das fotos nas baladas das conhecidas “noites cariocas”.

Não chegou aos pés sequer do argentino Conca, que brilhou por lá entre 2008 e 2011 e, na volta em 2014, também jogou um bom futebol antes de transferir-se para o futebol chinês por conta de uma proposta salarial irrecusável.

Mais recentemente, a nova tentativa foi a contratação do meia Diego Souza, que, ano passado, brilhou no Brasileirão da Série A defendendo o Sport e, mais uma vez, o Tricolor das Laranjeiras não acertou. Indicado pelo ex-técnico Eduardo Baptista, que também foi do Leão em 2015, Souza fez apenas nove jogos e quatro gols.

Baixo aproveitamento foi a senha que o jogador precisava para reivindicar a sua liberação do Fluminense e voltar a acertar com o Sport. Aqui, torcida vai recebê-lo de braços abertos e ele não será “mais um” como aconteceu no Tricolor carioca.

 


Volta de DS87 seria boa para os dois lados

Publicado por Gustavo Lucchesi, em 21.03.2016 às 21:59

Poucos tem o poder de decisão de um jogador como Diego Souza. (Foto: Peu Ricardo / Folha PE/arquivo)

GUSTAVO LUCCHESI/FOLHA PE

Perto do fim do expediente nas redações, uma possível volta do meia Diego Souza explodiu nas redações. Segundo informações vindas do Rio de Janeiro, o jogador estaria disposto a fazer tudo para retornar à Praça da Bandeira, onde sempre foi bem tratado. A produção do meia é motivo de muita polêmica entre os rubro-negros. Os que são contra a volta o acusam de preguiçoso e fora do peso. Os que são a favor ressaltam o poder de decisão do atleta.

Bom, os dois lados não estão errados. É notório como o meia trata com desdém alguns jogos. Porém, é muito mais valioso o que ele faz quando consegue e está disposto a jogar. No Brasileirão do ano passado, com companheiros à altura, ele fez nove gols e ficou no top cinco de assistências da competição.

Insatisfeito no Fluminense, vejo essa possível volta como excelente para os dois lados. No atual elenco leonino, difícil achar alguém com o mesmo poder de decisão de Diego.


China é oásis do futebol

Publicado por reporter, em 18.03.2016 às 16:33

(Foto:Jedson Nobre/FolhaPE)

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

A Fifa acabou de anunciar que o poderoso grupo empresarial chinês Wanda será o mais novo patrocinador da entidade máxima do futebol mundial.

A entidade, porém, não revelou as cifras do acordo, mas assegurou que a Wanda terá direitos nas competições até o Mundial de 2030.

Acerto é uma boa notícia para a Fifa, que atravessa a pior crise de história e que acabou de anunciar um déficit de 107,7 milhões de euros, o primeiro desde as perdas históricas de 2002.

O acordo foi assinado por Gianni Infantino, o novo presidente da federação internacional em substituição a Joseph Blatter.

No entanto, não é de agora que a China busca, no futebol, ser ainda mais reconhecida como nova potência da economia mundial.

Para se ter uma ideia, técnicos como Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo (foto) e Mano Menezes, que já comandaram a Seleção Brasileira, estão hoje por lá.

Também não foram poucos os craques do País que trocaram os gramados tupiniquins pelos tapetes verdes do promissor futebol chinês.

Jogadores talentosos como Diego Tardelli (ex-Atlético), Renato Augusto (ex-Corinthians), Luís Fabiano (ex-São Paulo), Jadson (ex-Corinthians), Ricardo Goulart (ex-Cruzeiro), Everton Ribeiro (ex-Cruzeiro), entre outros, também foram o engordar os bolsos com muito dinheiro chinês.

Sem falar no assédio atual nos jogadores do Santos Lucas Lima e Ricardo Oliveira, que têm propostas milionárias, e todos os dias clamam aos dirigentes do Peixe para deixá-los sair.

E tudo com a distância entre os países fazendo com que os jogadores que já vestiram a camisa da Seleção Brasileira  fiquem esquecidos por aqui.

Na China, no entanto, a “língua universal” é o dinheiro.

 


A Fifa de Bezerra da Silva

Publicado por reporter, em 17.03.2016 às 16:59

 

(Foto: Secopa/Divulgação)

Márcio Cruz/Colunista de Esportes

A Fifa anunciou uma perda de US$ 122 milhões (cerca de R$ 442 milhões) no exercício de 2015. É o primeiro déficit desde 2002, em grande medida pelos custos provocados pelos escândalos de corrupção que atingiram a organização nos últimos meses.

A Fifa também revelou que Joseph Blatter ganhou US$ 3,7 milhões (cerca de R$ 13 milhões) em 2015, o que supõe uma média de mais de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) por mês, informou nesta quinta-feira a Fifa, que revelou pela primeira vez o salário de seu ex-presidente.

A Fifa registrou ainda que o ex-secretário-geral Jérome Valcke (FOTO), banido por 12 anos, recebeu US$ 2,2 milhões (R$ 8 milhões) no ano passado . A remuneração total de autoridades da administração foi de US$ 27,9 milhões (R$ 100 milhões).

Portanto, a entidade máxima do futebol mundial precisa se reinventar e mudar as arcaicas regras que fizeram a instituição fechar no vermelho, ano passado, comprometendo o futuro do futebol no planeta.

Ou seja, como dizia o compositor recifense Bezerra da Silva: se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão…

* Com informações da Folhapress

 


E as federações?

Publicado por reporter, em 16.03.2016 às 15:48

 

(Foto: Divulgação)

.

José Neves Cabral 

Os três últimos presidentes da CBF estão sendo cobrados pela Fifa.

Ricardo Teixeira e seus sucessores, José Maria Marin e Marco Polo del Nero (foto)

A entidade cobra um total de R$ 20 milhões pelos prejuízos causados pelos três à sua imagem.

O trio é investigado por corrupção pela justiça norte-americana. Marin já está preso. Teixeira foi obrigado a se afastar da CBF, e Del Nero tomou o mesmo rumo.

A justiça norte-americana talvez não queira ir tão longe, mas é necessário que a CPI do Futebol, instalada no Senado, aproveite para

investigar as relações desses ex-presidentes da CBF com os presidentes das federações estaduais de futebol.

Nos bastidores, o que mais se comenta é sobre o mensalão que a gestora nacional paga aos mandatários das entidades estaduais.

Mas será que a CPI vai se interessar também pelos “peixinhos” estaduais.

Ou por um olhar mais distante, alguém estaria interessado em deixá-los de lado, já pensando em seus votos numa futura eleição à presidência da CBF?

Eis uma pergunta que o senador Romário poderia responder.