OPINIÃO

Ocupem a sede do América!!!

Publicado por José Neves Cabral, em 29.01.2015 às 13:47

 

Impossível passar pela Estrada do Arraial, Zona Norte do Recife, e não perceber a sede do América (Foto: Peu Ricardo)

José Neves Cabral

De acordo com informações do Blogdomequinha, a sede do América, nosso simpaticíssimo e querido campeão do centenário (1922) já foi leiloada pela Justiça  Federal.

Os advogados do clube apontam irregularidades na notificação e em outras etapas do processo, por isso estão lutando para reverter o quadro e evitar que o imóvel localizado na estrada do Arraial seja destruído para dar lugar a mais um edifício.

Os adeptos e simpatizantes do Periquito têm agora a missão de ocupar aquele espaço para que os tigres do mercado imobiliário, que pagaram um valor abaixo do preço de mercado, não derrubem o patrimônio.

No Rio de Janeiro, a sede do América também foi leiloada, mas um movimento de torcedores e sócios levou a prefeitura da cidade a tombar o imóvel.

É preciso buscar uma solução para salvar a tradicional sede do América recifense.

 







O vencedor do Clássico das Multidões será…

Publicado por José Neves Cabral, em 28.01.2015 às 16:32

José Neves Cabral

Claro que o dia hoje é de Paola Oliveira, que, com talento e bunda em alta, é campeã nos trending topics da internet desde terça-feira à noite, mas não custa nada parar um pouquinho para falar do jogão deste fim de semana, entre Santa Cruz x Sport. Nas ruas, a pergunta que escuto é: “Quem vai ganhar?”

O Clássico das Multidões tá aí, chegando, no sábado. Em pleno Arruda.

Pois é, alguns torcedores pensam que cronista é profeta. Pior: alguns cronistas têm certeza que o são.

Mas eu não jogo neste time.

Há muitas variáveis para ser observadas antes de se fazer uma previsão.

O time montado há mais tempo, a estratégia de jogo, o talento individual dos jogadores (alguns podem mudar a história do jogo), o entrosamento da equipe, a arbitragem (um erro do árbitro ou de um dos dois assistentes pode determinar o resultado). E os técnicos? Por que não? Eles também erram. E como erram.

Os rubro-negros fazem a pergunta, esperando apenas uma confirmação do que eles acreditam – “O time do Sport é melhor tecnicamente, mais entrosado, manteve a base do ano passado…

Apesar damudança radical no time com a saída de jogadores importantes, os tricolores mostram-se otimistas. O motivo da confiança talvez apenas a metafísica explique: o Sport é freguês.

É? Mas no ano passado o Santa perdeu quatro e ganhou apenas uma.

O desempenho do Leão diante da Cobra Coral em 2014 é explicado apenas como algo resultante de um ano infeliz dos tricolores. Sim, infeliz, porque, para os torcedores do Santa Cruz, é o seu time que perdeu os jogos, e não o Sport que ganhou.

Diante de tanta confiança de lado a lado só nos resta aguardar o sábado.







Uma dupla que pode empolgar torcida tricolor

Publicado por José Neves Cabral, em 27.01.2015 às 19:15

 José Neves Cabral

Das contratações feitas pelos três grandes da Capital neste início de temporada, as que mais me empolgam são Anderson Aquino e Bruno Mineiro.

Ambos contratados pelo Santa Cruz. Ambos já atuaram em Pernambuco.

Anderson chegou ao Sport verdinho, verdinho. E participou de forma muito positiva da conquista do Estadual em 2006 e da classificação para a Série A.

Bruno Mineiro era um ilustre desconhecido até vestir a camisa alvirrubra, onde despontou fazendo gols em profusão há alguns anos.

A presença da dupla no ataque tricolor cria a expectativa de muitos gols para a torcida do Santa Cruz, ao mesmo tempo em que impõe respeito aos adversários.

Anderson Aquino é um atacante clássico, hábil com a bola nos pés. Com ele, não tem retranca. É um jogador que abre espaços no drible. Joga em direção ao gol. Nada de dribles burocráticos, de cabeça baixa, procurando a bandeirinha de escanteio, como muitos enrolões que vejo nesses gramados do Brasil.

Com ele, a bola caminha em direção ao gol. Sempre. E os adversários que tratem de tentar impedi-lo.

Bruno Mineiro, no entanto, possui outro estilo. É finalizador. A torcida tricolor não deve esperar dele dribles desconcertantes. Gols de placa.

Não é lá tão alto, mas sabe cabecear. E aparece sempre com aquele pezinho salvador no meio da confusão na área para colocar a bola onde a torcida espera: na rede.

 







Infantilidade alvirrubra

Publicado por José Neves Cabral, em 27.01.2015 às 15:03

José Neves Cabral

Beira a infantilidade essa pirraça do Náutico sobre jogar como visitante na Arena.  A diretoria do clube acertou um contrato, e contratos devem ser cumpridos.

Não aceitar jogar como visitante só porque o mando é do Sport ou do Santa Cruz é algo que beira o ridículo.

A Arena negociou como uma empresa privada. Pagou o que o Náutico pediu e não se comprometeu a não acertar com outras agremiações.

Se a direção da Arena Pernambuco resolver fechar com o Flamengo ou o Vasco, é daí? É um estádio privado.

Ao Náutico cabe apenas cumprir o que foi acertado e jogar. Não interessa o adversário que esteja do outro lado.

É por esse tipo de atitude que podemos explicar essa eterna crise financeira que assola os Aflitos.







A frustração de ver os ídolos do lado de lá

Publicado por José Neves Cabral, em 26.01.2015 às 17:02

José Neves Cabral

A presença de Anderson Aquino e Bruno Mineiro no Santa Cruz deve estar causando uma pontinha de ciúmes na torcida rubro-negra. Afinal, o menino que chegou à Ilha do Retiro como uma grande promessa em 2006 – direitos econômicos avaliados em 20 milhões de reais – deixou boas lembranças na Ilha do Retiro. Naquele ano, com 19 anos, Anderson sagrou-se campeão pernambucano. Depois, ainda participou da campanha que colocou o Sport na Primeira Divisão. Em 2007, não chegou a ser titular da equipe na Primeira Divisão, mas fez gols importantes, ajudando o clube a se manter na elite nacional. E Bruno Mineiro, em que pese alguns altos e baixos na Ilha, marcou o gol da classificação do Sport para a Primeira Divisão, em 2011, diante do Vila Nova/GO.

Nos últimos anos, o Santa Cruz tem se dado bem ao contratar ex-jogadores do Sport. Em 2012, foi campeão com Branquinho e Luciano Henrique marcando gols no jogo final, na Ilha do Retiro, quando os tricolores venceram por 3×2 e conquistaram o bicampeonato. Em outras épocas, no entanto, era o Sport que se dava bem, contratando tricolores.

Em 1975, o Leão amargava um jejum de 12 anos sem conquistas. E contratou o camisa 10 do rival. Luciano Veloso aportou na Ilha e comandou a equipe na conquista de seu 20° título estadual, uma marca histórica para os leões. Em 1980, 81 e 82, Givanildo, Betinho e Joãozinho, três grandes ídolos do Santa, ajudaram o Sport a chegar ao tricampeonato.

Os tricolores, porém, vieram dar o troco em 1986, quando utilizaram os meias Ronmel e Neto para chegar ao bicampeonato.

O Náutico, vez por outra, também apronta com tricolores e rubro-negros. Em 1974, quando montava o time para tentar evitar o hexacampeonato do Santa Cruz, o vice-presidente do Náutico, Sebastião Orlando, resolveu contratar Betinho e Fernando Santana só para desfalcar o adversário. “Eu sabia que Fernando Santana dificilmente jogaria na frente de Jorge Mendonça. Mas era preciso ‘reforçar nossa equipe’”, comenta Sebastião.

No início desta década, também próximo de completar 12 anos sem título, a diretoria do Náutico contratou o zagueiro Lima e o goleiro Albérico, ambos iniciaram a carreira no Sport. Além deles, o zagueiro/volante Sangaletti. Em 2001, ano de seu centenário, o Timbu se redimiu, levantando o título estadual.







Yago Gouveia/FolhaPE

Na noite da última quinta-feira (22), o ex-campeão peso médio do UFC, o brasileiro Anderson Silva, concedeu uma entrevista coletiva para divulgar sua luta contra o americano Nick Diaz, no próximo dia 31. Quando perguntado sobre como gostaria que a próxima disputa do cinturão da categoria terminasse, entre Cris Weidman e Vitor Belfort, no UFC 184, em fevereiro, o Spider afirmou que torce para os dois caírem nocauteados ao mesmo tempo.

“Posso brincar primeiro? Seria muito legal se eles dessem um soco um no outro e caíssem os dois. Sério, verdade (risos). Não, estou brincando”, disse Anderson. Ao falar sério, garantiu que a torcida será pelo brasileiro. “Estou torcendo para o Vitor, mas acho que se passar do segundo round o Weidman vence a luta. Não penso nisso (em quem prefiro enfrentar se vencer), meu foco é o Nick Diaz, é voltar alegre, fazendo as mesmas coisas que sempre fiz”, completou.

O lutador revelou que ficou chateado com as declarações dos amigos Lyoto Machida e Ronaldo “Jacaré” Souza – que deram recentes declarações afirmando um possível confronto, caso o cinturão estivesse em jogo. “Com certeza não gostei do que eles falaram porque eu treino com esses caras, ajudo eles. Fiquei muito decepcionado com o que eles disseram. Eu não gosto da posição deles. Eu não vou lutar com esses caras porque treino com eles. Se Dana (White. Presidente do UFC) me der a chance de lutar pelo cinturão, vou lutar, mas não quero lutar contra um brasileiro”, afirmou.

Nos treinamentos para a luta diante de Nick Diaz, Anderson afirmou que focou no fortalecimento das pernas, por ter perdido força após a lesão sofrida na última luta, contra Cris Weidman. “Minhas pernas estão boas agora, estou treinando duro. Agora estou mais experiente, mais rápido, mais forte e tenho mais técnicas”, disse.

 







Sem verba, Brasil perde direito de organizar Grand Slam de vôlei de praia

Publicado por reporter, em 21.01.2015 às 19:00

AE- Potência da modalidade, o Brasil não vai organizar nenhuma etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia em 2015. Depois de quase ficar sem o seu Grand Slam em 2014, o País já aparece fora do calendário oficial da próxima temporada, divulgado pela Federação Internacional de Vôlei de Praia.

Até o ano passado, as etapas de Grand Slam eram as que mais pontos distribuíam para o Circuito Mundial, perdendo apenas para o Campeonato Mundial e Olimpíada (que não acontecem todos os anos). Desde que o Circuito foi criado, em 1989, o país organizava uma etapa. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), porém, vinha oferecendo o direito de organização a promotores especializados (que buscavam patrocinadores) e firmava convênios com prefeituras e governos estaduais, de forma a viabilizar financeiramente a competição.

Dias depois do estouro do escândalo da CBV, no ano passado, o Grand Slam de 2014, que seria em Fortaleza, foi adiado. Sem o aporte do Banco do Brasil, uma solução demorou a ser encontrada e o evento acabou acontecendo em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, com baixa presença de público e ao lado de uma via expressa. A organização desagradou atletas e dirigentes.

Para este ano, a FIVB criou um novo nível de eventos, os Majors, mas o Brasil seguiu tendo direito apenas a organizar um Grand Slam. Sem confirmação de local, o torneio foi programado para meados de setembro. Nos últimos dias, porém, ele foi retirado do calendário oficial divulgado pela Federação Internacional.

Sem o Brasil, serão cinco etapas  na temporada 2015: Moscou (Rússia), St. Petersburg (EUA), Yokohama (Japão), Long Beach (EUA) e Polônia (sem local confirmado). Outras quatro etapas passaram a ser consideradas da Major Series, em Stavanger (Noruega), Porec (Croácia), Gstaad (Suíça) e Alemanha (sem local confirmado). Os nove eventos terão premiação de US$ 800 mil cada.

O Mundial vai acontecer em quatro cidades da Holanda, com final em Haia, onde tradicionalmente é sediada uma etapa de Grand Slam. A competição, entre 26 de junho e 5 de julho, terá US$ 1 milhão em prêmios.

Outra novidade é a criação de World Tour Finals, entre setembro e outubro, nos EUA, reunindo as oito melhores duplas de cada naipe no Circuito Mundial e US$ 500 mil em prêmios. Também serão considerados os pontos conquistados em etapas Open em Fuzhou (China), Lucerna (Suíça), Praga (República Checa, só feminino), Istambul (Turquia), Sochi (Rússia) e Xiamen (China). Nesses eventos, a premiação será de apenas US$ 75 mil.

Por fim, a FIVB decidiu que os últimos Opens do ano vão valer para a temporada 2015/2016, em uma forma de evitar o esvaziamento deles. Já estão programadas etapas em Puerto Vallarta (México), Doha (Catar) e Mangaung (África do Sul), entre outubro e dezembro de 2015. O Open da Tailândia também foi retirado na nova versão do calendário







Chega de paternalismo

Publicado por José Neves Cabral, em 20.01.2015 às 15:24

José Neves Cabral

A presidenta Dilma Rousself não joga futebol, mas com a canetada que deu nesta manhã fez muito mais do que os zagueiros que defenderam a Seleção Brasileira nas últimas Copas do Mundo: chutou uma bola carregada de velhacaria para longe. Explica-se: ela vetou o artigo 141 da Medida Provisória 656/2014, bloqueado ação espúria da cartolagem. O artigo previa o parcelamento da dívida dos clubes com o governo sem nenhuma contrapartida, nenhum compromisso em reajustar o modelo de gestão.

Se aprovasse tal medida, a presidente chutaria para escanteio a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, cuja implantação ainda está sendo encaminhada. Os clubes brasileiros devem ao governo a bagatela de R$ 4 bilhões em impostos não-recolhidos. Uma fortuna. Tudo fruto do descaso com que os dirigentes tratam os compromissos das agremiações com o governo. O governo, aliás, que tem culpa também por sempre estabelecer com o esporte uma relação paternalista.

Até hoje os governos estaduais, por exemplo, bancam a segurança dos jogos, utilizando a Polícia Militar. O problema é que o futebol é um espetáculo promovido por entidades privadas, os clubes. Eles arrecadam com direitos de imagem, renda de jogos, espaços publicitários, pagamento de sócios, venda de espaços nos uniformes. E pagam salários altíssimos a atletas, muitos de qualidade duvidosa. Os coitadinhos, porém, não têm dinheiro para pagar os compromissos fiscais com o Estado e ainda precisam da PM para cuidar da segurança de seus espetáculos.

 







Fiasco na Copinha fere à nossa pernambucanidade

Publicado por José Neves Cabral, em 15.01.2015 às 14:00

José Neves Cabral

E o Sport sucumbiu na Copinha. Seus torcedores podem até regozijar-se de que o time saiu mais tarde do que Santa Cruz e Náutico. Mas a verdade é que saiu, vítima de um adversário nem tão tradicional assim, o Ituano. Haverá quem argumente que o time do interior paulista também derrubou o Internacional. Desculpa de amarelo.

Se caiu, é porque o Inter também não está lá com essa bola toda. Mas a discussão é local. E fere a nossa “pernambucanidade” ver nossos três clubes, ano a ano, caírem nas fases iniciais da Copa São Paulo. A última boa campanha foi feita pelo Santa Cruz com a geração de Rivaldo e Válber, há mais de 20 anos.

O time treinado por Ramon deixou o mestre Telê Santana babando à beira do gramado, enquanto dava um sufoco no São Paulo nas semifinais. Perdeu na marra, fruto de uma falha individual de um lateral-esquerdo chamado Henrique. Dizem até que foi o grande erro de Ramon escalar aquele jogador, mas isso é outra história.

O que fica evidente é a falta de ritmo de competição dos nossos garotos da categoria sub-20. A competição que disputam é o campeonato da categoria. Não há investimento em viagens, em jogos fora da região. Jogando tão pouco, os atletas perdem competitividade, concentração, a equipe fica sem volume de jogo, alternando durante a partida. Vira presa fácil para um adversário acostumado a competir com rivais de nível mais elevado e com mais regularidade no volume de jogo.

Não acredito que a qualidade dos jogadores daqui seja inferior aos do Sul nesta mesma faixa etária. Tanto que olheiros e empresários daquela região vivem vasculhando jovens talentos pelas peladas do Nordeste. O diferencial é a preparação, o esmero no cronograma de competições para dar experiência e ritmo de competição aos jovens.

Nisto, eles ganham de nós. Até quando? Até quando nossos dirigentes verdadeiramente investirem na base. E investir não significa apenas construir centros de treinamento. Além dessa estrutura, é preciso o apoio, um roteiro de treinamentos e jogos para que a equipe chegue na Copa São Paulo com o volume de jogo adequado para disputar, verdadeiramente, a competição.

 







Um freio nos investidores

Publicado por José Neves Cabral, em 14.01.2015 às 09:55

José Neves Cabral

Desde os anos 80, os investidores passaram a atuar no futebol. Antes, o negócio ocorria informalmente. O dinheiro era emprestado ao clube e em troca ele recebia um documento com o clube se comprometendo a lhe pagar um percentual após a venda de um jogador – claro que o investidor indicava o atleta que ele desejava ter como “patrimônio”.

Nos anos 90, o negócio engrenou. Vieram as empresas, formaram-se parcerias. Algumas até de sucesso, como a Palmeiras/Parmalat. A multinacional de laticínios italiana ganhou dinheiro por sua participação na aquisição de passes de jogadores como Válber, Zinho, Edmundo, César  Sampaio e Roberto Carlos naquele supertime do Palmeiras bicampeão paulista e brasileiro.

No ano 2000, a profissionalização do  negócio proliferou. Difícil é encontrar um atleta que não tenha parte de seus direitos econômicos alienada a um investidor.

A Fifa agora quer acabar com isso. Está mais do que provado que o negócio começou a ficar ruim. O futebol inflacionou. O salário dos jogadores foram à estratosfera e há hoje uma penca de clubes de tradição à beira da falência porque dirigentes despreparados foram presas fáceis nas mesas de negociações diante de investidores talentosos em negociar, mas sem nenhuma sensibilidade para manter a qualidade do jogo.







Diego Souza e o custo para quem vai disputar Pernambucano e Nordestão

Publicado por José Neves Cabral, em 7.01.2015 às 11:20

(Foto: Botafogo/Oficial/Divulgação)

José Neves Cabral

Há um cheiro de fumaça no ar. Diego Souza ainda não se apresentou. Especula-se que o clube ucraniano Metalist exige uma compensação financeira para liberar, novamente, o meio-campista.

Entre ele e o Sport está tudo acertado, avisam os dirigentes. Mas há ainda quem diga que ele está sofrendo pesado assédio de clubes do eixo Rio-São Paulo, que seria até normal.

O que seduz Diego Souza é que no Sport ele já sabe que vai receber em dia. 

São inegáveis o talento de Diego Souza e a importância que teve na fase final do Brasileiro para o Sport.

Mas, aqui pra nós, acho muito o valor que o clube vai pagar de salário. São  R$ 350 mil. Uma bagatela.

Seria conveniente e mais racional deixar para contratar um jogador deste nível a partir de maio, quando começa o Brasileiro.

A verba de tevê que o clube recebe pode bancar o investimento.

Pagar um salário desses enquanto se disputar o Campeonato Pernambucano e o Nordestão não me parece racional. O benefício é  muito menor do que o custo.

Afinal, a arrecadação do Sport nessas duas competição não chega a um terço do que o clube vai receber no Brasileiro.







Dênis Marques ou de perto ninguém é normal

Publicado por José Neves Cabral, em 6.01.2015 às 15:31

(Foto: Jedson Nobre)

 José Neves Cabral

Dênis Marques reaparece como provável reforço do Santa Cruz.

O vice-presidente Constantino Barbosa dá entrevistas, elogiando o jogador.

Artilheiro ele é, bom sujeito também. Afinal, seus companheiros o idolatravam no Arruda

Basta o exemplo de Caça-Rato que ia às lágrimas todas as vezes que era instigado a falar do amigo.

A questão é que um treinador com perfil meticuloso e pragmático como  Ricardinho deve estar com as barbas de molho.

Jovem, em início de carreira, ele talvez não queira administrar um ídolo carismático, mas com o espírito independente que Dênis Marques carrega.

Na sua passagem pelo Santa Cruz, ele foi decisivo. Mas, mesmo assim, não deixou de causar problemas aos treinadores.

Vica andou chiando, chegou a afastá-lo da equipe. Marcelo Martelotte, idem.

O talento que tem para jogar e fazer gols é proporcional à capacidade que tem de, digamos, se divertir.

Dênis Marques faltava aos treinos, o que obrigava os treinadores a dar desculpas esfarradas para a imprensa de que o teriam “liberado”. Tudo para não mostrar que estavam sendo desmoralizados.

Claro que Dênis Marques  não queria desmoralizar ninguém. Isso não é dele. Mas apenas não queria treinar, porque estava ocupado com outras coisas.

O futebol para ele é uma pelada de fim de semana. Ganhou um bom dinheiro defendendo grandes clubes do futebol brasileiro. Fez o seu pé de meia.

Eis a questão:

A torcida tricolor vai continuar idolatrando o artilheiro. Com a razão das boas lembranças que ele deixou.

O treinadores vão continuar com o pé atrás.

Afinal, de perto ninguém é normal.

 







Novamente, o mata-mata

Publicado por José Neves Cabral, em 6.01.2015 às 14:06

(Coluna publicada hoje no caderno esportivo da Folha)

José Neves Cabral 

Mal começou o ano e já foram retomadas as especulações para a volta do mata-mata no Campeonato Brasileiro. A notícia é de que o presidente do Grêmio/RS, Romildo Bolzan Júnior, agora lidera a campanha. O argumento é de que o formato com jogos eliminatórios traria mais emoção ao campeonato nacional. Outro “reforço” para a tese é a de impedir os “jogos arrumados” na fase final da competição. A campanha faz parte da velhacaria de sempre que, quando se vê em desvantagem, começa a se mexer para virar a mesa e manter seus privilégios. A queixa é muito mais porque o Cruzeiro ganhou dois títulos brasileiros seguidos. Conquistas, aliás, inquestionáveis. O time mineiro é o melhor do Brasil nos últimos dois anos. Se o nível do futebol brasileiro caiu certamente não foi por causa do fim dos mata-matas. A queda técnica ocorre por uma mistura de falta de políticas públicas para preservar os campos de várzea e de método e organização dos clubes para formar talentos.

Pela cerveja

Além do mata-mata, o Grêmio também encabeça campanha pela volta da venda de bebidas alcoólicas nos estádios. O argumento é de que os clubes estão deixando de faturar, pois a bebida continua sendo vendida aos torcedores fora das praças esportivas. Ou seja, os torcedores apenas mudaram de fornecedor.

Lembrança

O atual presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Jarbas Guimarães, ressaltou a importância da conquista do título estadual de 1975, ontem, durante a posse de João Humberto Martorelli na presidência executiva do Sport. Na época, o Sport ficou conhecido como a Seleção do Nordeste e quebrou um jejum de 12 anos.

CAÇA-RATO – Atacante tricolor embarca com destino a Belém/PA amanhã. Sem chances nas Repúblicas Independentes do Arruda, ele vai negociar contrato com o Clube do Remo.

CANTE LÁ… – Assim como no Recife, Caça-Rato continuará sendo rival do rubro-negro Érico Júnior, que acertou na semana passada seu ingresso no Paysandu.

IDOLATRIA – Mesmo tendo parado há bastante tempo, quem goza de muito prestígio em Belém é o atacante Robgol, que defendeu os três grandes clubes do Recife.

PELA UNIÃO – Em seu discurso de posse para o segundo mandato, o presidente do Sport, João Humberto Martorelli, enfatizou a união e o caráter democrático do clube. “Todas as rugas, todas as divergências estão superadas. Isto não significa dizer que não haverá outras divergências. Mas as que surgirem, nós resolveremos internamente”, afirmou o presidente.

FELIPE MASSA – Felipe Massa terá um novo engenheiro de pista na temporada de 2015 da Fórmula 1. Ontem, a Williams anunciou a contratação de Dave Robson, que vinha trabalhando com o inglês Jenson Button na McLaren desde 2010, e agora atuará ao lado de Massa.

FRUSTRAÇÃO – Estiveram presentes 1.134 torcedores no treino do Barcelona, ontem, no Mini Estadi, mas eles não puderam ver Lionel Messi. O atacante argentino não participou do treinamento aberto da equipe catalã por estar com uma gastroenterite, o que o impediu de treinar ao lado dos companheiros.

“Diego Souza se apresenta amanhã. Não tenho nada formalizado ainda, mas entre a gente está tudo certo”. Do presidente do Sport, João Humberto Martorelli, falando sobre a permanência ou não do meio-campista.

 







Humilhação na Copa atestou crise do modelo de gestão

Publicado por José Neves Cabral, em 31.12.2014 às 15:00

José Neves Cabral

Chegamos ao fim de um ano cheio para o esporte. Nosso pico foi a realização da Copa do Mundo. Para quem apostava num fracasso retumbante fora das quatro linhas, a surpresa foi o massacre dentro do gramado com os 7×1 da Alemanha. Fora de campo, com intervenções e feriados, garantiu-se a mobilidade dos torcedores na ida e na volta às novas arenas esportivas.

O Brasil tremeu diante da tevê ao ver seu maior orgulho – afinal, somos o país do futebol – ser humilhado pelo pragmático, mas agora também talentoso futebol alemão. Há quem arrisque apontar aquele jogo apenas como um “trágico acidente”. Mas quem presta bem atenção na forma como a Seleção Brasileira foi conduzida nos últimos anos sabe que o resultado é consequência de um modelo de gestão que não serve mais.

O futebol brasileiro encerra o ano com muitas reflexões a fazer, obrigado até pela pressão que surge dos próprios protagonistas, os jogadores. O grupo organizado Bom Senso pressiona por transparência e respeito aos profissionais do futebol. Agora, a ONG Atletas pelo Brasil passa a exigir ética no trato com o segmento esportivo, responsável direto pelo emprego de milhares de pessoas.

A Confederação Brasileira de Futebol muda novamente de gestão ano que vem com a posse de Marco Polo Del Nero, sucessor de José Maria Marin, mas, infelizmente, não perde vícios antigos, instituídos desde a gestão João Havelange, que passou o cargo para o Almirante Heleno Nunes há pouco mais de quarenta anos. Era o tempo em que se promoveu o inchaço do Campeonato Brasileiro, quando o slogan “onde a Arena vai mal, um time no Nacional” prevalecia.

A troca de favores políticos que permeou aquele período mudou apenas de foco. Agora, esses acordos não servem aos políticos/coronéis. Os conchavos atraem e beneficiam os presidentes de federações. Discute-se abertamente na CBF o possível pagamento mensal aos mandatários das entidades estaduais de futebol. A medida é mais um achaque, uma vez que esses dirigentes já se utilizam de gordas verbas de representação de suas próprias federações.

Em meio a essas negociatas, a qualidade do futebol brasileiro desce o ralo, sugada pela transferência em massa de jovens talentos para o futebol europeu, pela falta de uma política esportiva de preservação de nossos talentos, e dos nossos campos de várzea, verdadeiros celeiros nos quais surgiram craques que construíram uma vitoriosa história para o futebol brasileiro.

A presidente Dilma Rousself sente agora a insatisfação do meio esportivo pela escolha que fez para o Ministério do Esporte. Nomeou um deputado, George Hilton, ligado ao IURD, e com um passado desfavorável para assumir a pasta. O parlamentar do PRB já foi acusado de irregularidades em outros órgãos que dirigiu.

Mais do que entregar a pasta esportiva a um político de conduta questionada, a presidente perdeu a oportunidade de mudar a história, nomeando para o posto alguém com um passado esportivo de conquistas e respeitado pelos representantes do segmento. Assim, evitaria tantos questionamentos no setor e ganharia um pouco de fôlego para administrar os diversos escândalos que assolam a gestão que se encerra neste dia 31 e a que recomeça neste primeiro de janeiro.

Com os dirigentes de federações e da CBF pensando muito mais nos seus próprios bolsos do que na organização e renovação de um modelo de gestão para o futebol, a tendência é de que a crise se aprofunde. Até porque não se vê uma reação de quem poderia mudar o jogo, dando exemplo na escolha do ministro do Esporte.

 







Caça-Rato encerra um ciclo

Publicado por José Neves Cabral, em 30.12.2014 às 15:43

José Neves Cabral

As resenhas esportivas apontam a possível saída de Flávio Caça-Rato do Santa Cruz. Tenho aqui pra mim que a despedida dele do Mundão encerra um ciclo do Mais Querido. E não tenho certeza de que o futuro será melhor do que o presente e o passado com o folclórico ídolo da torcida tricolor.

Com o cabelo pintado de amarelo, muita ginga e uma sinceridade quase ingênua nas entrevistas, Caça-Rato virou um popstar no Arruda. Chegou quando o clube estava na Série D e está saindo com o Santa na Série B. Quem se atreve a dizer que ele fracassou com a camisa tricolor?

Encarnou, como ninguém, a lenda da cinderela ao avesso. Entrou um baile e virou o dono da festa. Fez o gol que levou o clube a subir de divisão. Depois, marcou um dos gols na conquista do título de 2013, em plena Ilha do Retiro.

E ainda há quem diga que ele é apenas folclore… Neste caso, podemos dizer que o folclore, sim, acabou sendo maior que o talento. E ele passou a ser visto apenas com um exótico jogador, que também carrega um apelido exótico. Mas quem o acompanhou nesses quatro anos de Arruda sabe que ele é muito mais do que folclore.

Veio de baixo. Jogou nas divisões de base do Sport. Foi dispensado. Dali, ressurgiu na Cabense, onde era destaque. Lembro de um golaço que fez de bicicleta no Central e das inúmeras vezes que ajudou sua equipe a encaixar golpes surpreendentes nos ‘grandes da Capital’. Foi assim que despertou o interesse dos tricolores.

Para quem já teve em seu elenco atletas de nomes exóticos como Botinha e Miruca, Caça-Rato até que não caía tão mal. Este ano, o nosso herói teve pouquíssimas chances no time titular. No Campeonato Pernambucano, Vica já tinha os seus preferidos. Depois, veio Sérgio Guedes com os dele. Oliveira Canindé já pegou o bonde andando, e um Caça-Rato desmotivado.