OPINIÃO

Warriors supera Clippers e fatura 10ª vitória seguida na NBA

Publicado por reporter, em 1.04.2015 às 15:30

AE – No duelo entre times que vinham embalados por expressivas sequências de vitórias, se deu melhor aquele que tem a melhor campanha da temporada 2014/2015 da NBA. Pela rodada da última terça-feira (31), o Golden State Warriors derrotou o los Angeles Clippers por 110 a 106, fora de casa.

Assim, o Warriors conquistou o décimo triunfo consecutivo e, além de já ter assegurado o primeiro lugar da Conferência Oeste na temporada regular, segue folgado com a melhor campanha da liga, agora com 61 vitórias e 13 derrotas, com cinco triunfos a mais e um jogo a menos do que o Atlanta Hawks, líder da Conferência Leste, que  perdeu para o Detroit Pistons por 105 a 95, fora de casa.

Já o Los Angeles Clippers teve interrompida uma sequência de sete triunfos. Já classificado aos playoffs, o time é o quinto colocado do Oeste com 49 vitórias em 75 partidas. Na partida, Stephen Curry voltou a brilhar ao anotar 27 pontos pelo Warriors, dois a mais do que Klay Thompson. Já o brasileiro Leandrinho Barbosa somou sete pontos, quatro rebotes e uma assistência nos 11 minutos em que permaneceu em quadra.

O Clippers chegou a ter uma vantagem de 17 pontos, mas permitiu a virada do Warriors. Blake Griffin foi o cestinha da partida com 40 pontos e ainda obteve 12 rebotes, Chris Paul anotou 27 pontos e deu nove assistências, enquanto J.J. Redick marcou 14 pontos pelo time de Los Angeles.

Já o San Antonio Spurs deu mais um passo para garantir presença nos playoffs da temporada 2014/2015 da NBA. A equipe ampliou a sua boa fase ao derrotar o Miami Heat por 95 a 81, fora de casa, na milésima partida de Tony Parker na liga norte-americana de basquete. E o francês teve boa atuação, contribuindo com 16 pontos para o triunfo. Kawhi Leonard foi o cestinha do jogo com 22 pontos, enquanto Tim Duncan acumulou 12 pontos e 11 rebotes pelo Spurs. Já o brasileiro Tiago Splitter atuou por 22 minutos, com sete pontos, seis rebotes e duas faltas cometidas.

O triunfo levou o Spurs a terminar março com 12 vitórias e 3 derrotas, a segunda melhor campanha do mês, atrás apenas do Golden State Warriors. No geral, o time acumula 48 triunfos em 74 partidas, em sexto lugar na Conferência Oeste. E a sua passagem para a próxima fase pode ser selada nesta quarta-feira (1°) no duelo com o Orlando Magic, na Flórida. Goran Dragic anotou 19 pontos e Dwyane Wade somou 15 para o Heat. Hassan Whiteside e Mario Chalmers fizeram dez pontos cada enquanto Chris Anderson obteve dez rebotes. Batido, o Heat está na sétima posição no Leste com 34 triunfos em 74 partidas.

Confira os resultados dos jogos de terça-feira (31) da NBA:

Brooklyn Nets 111 x 106 Indiana Pacers

Detroit Pistons 105 x 95 Atlanta Hawks

Miami Heat 81 x 95 San Antonio Spurs







A febre Lisca

Publicado por José Neves Cabral, em 6.03.2015 às 17:00

Reunião de hoje à tarde deve decretar retorno do técnico ao Náutico (Foto:Peu Ricardo)

José Neves Cabral 

Vez por outra nossos clubes são atacados pela “febre” de um treinador. Cria-se, então, um vício.

Todas as vezes que o negócio aperta, os resultados não vêm,  surge o nome daquele sujeito que os dirigentes ungiram como a grande solução.

Agora mesmo, após a queda de Moacir Júnior, o Náutico providencia o retorno de Lisca de Lorenzi, o gaúcho malucão que dirigiu o time no ano passado.

Ora, mais o que Lisca fez de tão significativo para ser lembrado?

Foi vice-campeão pernambucano e, dizem os alvirrubros mais abnegados, conseguiu vencer o Sport na Ilha do Retiro e na Arena.

Entendamos: para alguns torcedores do Náutico, talvez até dirigente, um treinador que vence o Sport, o grande inimigo estadual, conquista muitos pontos nos Aflitos.

Só que o mesmo Lisca que dirigiu o time nas vitórias sobre o Sport, ainda no início da temporada, era o que estava no banco fazendo salamaleques na decisão do Estadual, quando o Náutico perdeu duas vezes.

Essa “febre” é algo curioso e como falei lá em cima ataca todos os clubes locais. O Sport já teve febre de Hélio dos Anjos, de Mauro Fernandes, de Brida. O Santa Cruz também teve os seus preferidos, como Valdemar Carabina, Erandir Montenegro.

Vez por outra, acontece um acerto, como quando o Náutico trouxe Muricy Ramalho, que estava no Rio Branco de Americana/SP.

 







Torcedor do Náutico vive dissabores do presente sem esperança no futuro

Publicado por José Neves Cabral, em 6.03.2015 às 10:55

José Neves Cabral

O torcedor alvirrubro vive um daqueles momentos de profunda frustração com o time. E isso se reflete no público desta quinta-feira, na Arena, quando menos de 700 torcedores pagaram para ver o empate da equipe com o modesto Piauí.

Com direito ao que podemos chamar de uma “timbuzada” – o time sofrer dois gols em seis minutos, cedendo o empate ao rival. “Timbuzada”, em se tratando de Náutico, é o que podemos chamar de lambanças de fim de jogo, quando o time tem tudo para segurar o resultado, mas é surpreendido por gols dos adversários e colhe um resultado indesejado.

Esse aspecto na personalidade alvirrubra vem desde 1993, quando permitiu a virada do Santa Cruz (com um jogador a menos) nos minutos finais e perdeu um título estadual que parecia conquistado. Anos depois, uma derrota para o América Mineiro em casa, quando tinha tudo para garantir uma vaga na elite nacional. E, enfim, o baque da Batalha dos Aflitos, em dezembro de 2005.

O resultado deixou o time em perigo no Nordestão. A situação também não é boa no Estadual. A desculpa da diretoria para demitir Moacir Júnior é de que a equipe estava jogando mal e era preciso trazer alguém para comandar uma reação. Esse alguém ainda não apareceu e o homem indicado foi Levi Gomes, que nunca teve prestígio suficiente para ser efetivado no cargo, nos Aflitos.

Hoje, a diretoria do Náutico tem duas preocupações. Uma é em relação a este momento delicado na vida do clube, onde os resultados não aparecem. A outra é com o futuro. Ao demitir Moacir Júnior, o clube se despediu do objetivo de realizar um trabalho de base, como era apregoado. Ou seja, agora é viver os dissabores do presente sem a esperança de formar um time para o futuro.

Como eu disse aqui na semana passada: a diretoria do Náutico não sabe o que quer. E isso aflige o torcedor muito mais do que os cartolas alvirrubros podem imaginar. Mas o sinal que veio das arquibancadas da Arena nesta quinta é um grande alerta.

Bom prestar atenção.







Vitória convincente

Publicado por José Neves Cabral, em 4.03.2015 às 23:50

José Neves Cabral

Esperava um jogo amarrado, chato. Mas não foi. O Sport criou muitas oportunidades, perdeu chances incríveis, outras o goleiro defendeu, a sorte ajudou os sergipanos. E, assim, o placar de 3×0 acabou sendo pequeno, diante do volume de jogo apresentado pelos pernambucanos.

Magrão teve pouquíssimo trabalho. O sempre questionado Diego Souza cumpriu bem seu papel e deu um passe precioso para Mike fazer o gol da vitória, numa bonita cabeçada. A vitória mantém o Sport absoluto na liderança do grupo.

Ainda é cedo para avaliar o potencial desta equipe do Sport. Digamos que nesta quarta-feira o time estava em alta. Mas também é preciso dar o desconto, pois o adversário foi o Socorrense, um time inexperiente para competições de maior expressão e que, em casa, abriu-se muito.

Além da vitória, também considero positivo o fato de Mike ter feito mais um gol. Ele correu como o azarão desde o ano passado na luta por uma vaga no ataque do Sport e hoje, podemos dizer, é titular absoluto, pois tanto finaliza quanto abre espaço.

Pelo esforço e espírito de equipe, Felipe Azevedo também deixou sua marca, assim como Wendel. Não estou entre os admiradores desse de Felipe Azevedo, mas não posso deixar de reconhecer seu esforço para ajudar o time em qualquer circunstância. É é por esta alma de leão que ele ainda permanece na Ilha do Retiro.

 







Queda de técnico revela imaturidade da diretoria do Náutico

Publicado por José Neves Cabral, em 2.03.2015 às 22:03

José Neves Cabral

A queda de Moacir Júnior, nos Aflitos, é um desses momentos que nos levam a pensar que o futebol é coisa de criança.

O menino chora à vontade, exigindo que o pai compre aquele carrinho no supermercado. E vai para casa com o seu objeto de desejo, mas depois de três a quatro dias o brinquedinho aparece esquecido num canto de parede, ou então lá no fundo do quintal.

É preciso comprar outro para satisfazer a sede insaciável de consumo que a criança carrega. Ao anunciar a contratação de Moacir, um ilustre desconhecido para a torcida pernambucana, a diretoria do Náutico argumentou que ele era um especialista em revelar talentos das equipes de base e viria fazer este trabalho.

Eis que 12 jogos depois, três vitórias, cinco empates e quatro derrotas, o homem é demitido “porque os resultados não vieram a contento”.

Ora, todos sabemos que para obter resultados positivos enquanto forma uma equipe com jovens valores é algo muito raro. Raríssimo. Trabalho de base e revelação de talentos são sinônimos de paciência e persistência.

Concluir em apenas 12 partidas que o treinador é fraco e que seu trabalho não serve mais é algo que só nos faz acreditar que alguém está brincando com a torcida do Náutico.

E este alguém não é Moacir Júnior. A queda do treinador revela bem mais do que o fraco desempenho do Náutico no Estadual poderia fazer. Deixa claro que a diretoria é imatura, insegura e não sabe o que quer.







Vitória merecida

Publicado por José Neves Cabral, em 25.02.2015 às 23:53

José Neves Cabral

O Clássico das Emoções justificou o nome. Lances de perigo de lado a lado, bolas na trave, e no final uma vitória justa para quem mais procurou o gol, o Santa Cruz.

Os poucos torcedores que foram à Arena Pernambuco presenciaram um bom jogo, com as duas equipes jogando com o coração.

O Santa, precisando da vitória, arriscou mais, criou mais oportunidades.

Do outro lado, um Náutico precavido, mas sem perder a objetividade. O Timbu privilegiou a marcação para depois pensar no ataque.

Acabou sendo premiado com um gol bem trabalhado. Jogada pela esquerda, a bola chegou no meio da área e Renato chutou com precisão.

Mas era injusta a desvantagem tricolor, e Alemão tratou de mostrar isso, fazendo um belo gol em voleio da entrada da área.

O empate deixava o time tricolor em péssima situação. O técnico Ricardinho já sofria uma campanha negativa. Sua cabeça passeava numa bandeja.

Pertinho do final, Renatinho deu um passe com açúcar para Betinho, dentro da área, apenas desviar com um leve toque, enganando o goleiro Júlio César.

O Santa Cruz respira, Ricardinho também, e a torcida tricolor volta pra casa aliviada com a possibilidade de uma reação.

Joguem seus dados. Uma subida de produção do Santa é tudo de bom para esse sonolento Campeonato Pernambucano .







Meu palpite

Publicado por José Neves Cabral, em 25.02.2015 às 14:30

 

 José Neves Cabral

A Rede Globo transmite o Clássico das Emoções, a partir das 22h.

Assim, a expectativa de um bom público na Arena Pernambuco nesta quarta-feira desce alguns degraus.

Na terça-feira, a assessoria do Metrô já havia informando que as composições param às 23h, seguindo o expediente normal.

Se as adversidades para os torcedores ocorrem fora de campo, dentro de campo esperamos um jogo dos mais disputados.

Para o Santa Cruz, é uma oportunidade de se manter com vida no Estadual.

Para o Náutico, é uma chance de afirmação para esse novo time que Moacir Júnior está montando.

Desta vez, o time tricolor entra com Fred no gol em lugar de Bruno, que não se firmou.

O titular, Tiago Cardoso, só volta na Série B.

O Náutico apresenta suas armas, como Josimar e João Paulo.

Já o Santa conta com os hábeis Biteco e Anderson Aquino.

O molho está bom. Os torcedores nos encontram na rua e perguntam quem vai ganhar o clássico?

Não sou adivinho, amigos.

Só como palpite, acho que vai dar Santa.

Mas, por favor, não joguem pedras em mim se o vencedor for o Náutico.

É apenas um palpite.

 







Há exagero nas críticas a Diego Souza

Publicado por José Neves Cabral, em 24.02.2015 às 10:11

Diego Souza sofre cobrança exagerada da crônica. Foto: Divulgação/Sport

José Neves Cabral 

A cultura dos altos salários no futebol traz também uma cobrança proporcional aos jogadores considerados medalhões.

É o que está ocorrendo com Diego Souza, neste momento. Atleta de maior salário atualmente em Pernambuco, ele é a vidraça da vez para nossos colegas cronistas.

Se erra um passe, aparece logo alguém para lembrar que o seu salário está na estratosfera. Se joga razoavelmente, mas não faz gol, a opinião “unânime” entre os cronistas é de que ele jogou mal.

Vejo um exagero grande nessas avaliações. Há quem esteja cobrando Diego Souza como se ele fosse Messi, Ronaldo Fenômeno, Maradona, Zidane ou outra das estrelas de primeira grandeza que o futebol já produziu.

Diego Souza é um meia habilidoso, que tem bom passe e sabe finalizar. Está acima de muitos que atuam na sua posição, atualmente, nesse futebol brasileiro da Era dos 7×1.

Mas não é gênio, não ganha jogos sozinho e nem faz jogadas mirabolantes com regularidade.

Tamanha é a nossa carência de craques que ele está carregando este sobrepeso nas costas, fruto naturalmente de uma visão vesga.

Acredito que essas cobranças, muito mais da crônica do que da torcida, podem acabar levando mesmo o torcedor a pensar que Diego Souza está “dormindo em berço esplêndido” na Ilha, o que não é verdade.

E indispor um jogador com a qualidade dele com a torcida é um bom caminho para desfalcar o time do Sport de um atleta tarimbado para o Brasileiro e a Sul-America.

Cabe ao torcedor rubro-negro refletir, se vale a pena engolir essa corda.







Falta o jogo dele

Publicado por William Tavares, em 23.02.2015 às 16:00

Mike e Felipe Azevedo já tiveram boas atuações...Diego ainda espera a dele (Foto: Peu Ricardo)

A cada jogo, cada momento em que a bola para nos pés de Diego Souza, o torcedor do Sport espera algo espetacular. Algo que comprove que o número 87 não é mais um no time. Não falta confiança do técnico, apoio do grupo e força das arquibancadas. A impressão é que falta “aquele jogo”, a partida que Diego entre e decida. Afinal, de bons coadjuvantes o Leão está cheio.

“Ele tem se doado. Tentou, criou, mas às vezes as coisas não acontecem”, explicou o técnico Eduardo Baptista, falando do desempenho do atleta na vitória leonina por 4×2, contra o Serra Talhada. O treinador tem se mostrando paciente e interessado na evolução do atleta. Já o colocou pelos lados, pelo meio, mais recuado, como segundo atacante…e tudo que o meia conseguiu foram raros lampejos de qualidade.

Todos pedem por uma sequência de bons jogos de Diego. Mas esquecem de que ainda falta o pontapé inicial. Antes de gols, passes milimétricos e dribles desconcertantes, Diego precisa ficar à vontade. Ter aquele jogo onde tudo dá certo, onde a bola bate no zagueiro e volta para ele, onde o chute não para nas mãos do goleiro. Enquanto o meia não tiver uma grande exibição, irrefutável, sem contestação, ele não terá a confiança de finalmente mostrar tudo que sabe.

As oportunidades já apareceram. De partidas simples, contra times do interior, até clássicos. A sensação no apito final é sempre a mesma. “Ele está evoluindo, melhorando fisicamente, descobrindo a posição que melhor joga”…e outras explicações técnicas. Mas para um campeonato de nível tão baixo como o Estadual e considerando os adversários que o Leão enfrentou no Nordestão, Diego já poderia ter brilhado.

Próxima quinta (26), na Ilha do Retiro, o Sport encara o Central pelo Campeonato Pernambucano. Mais uma partida para esperar o “desabrochar” de Diego. Até Felipe Azevedo já foi craque por um dia. Mas Diego, não. Esse continua “mais um” em um time em que ele deveria ser “O um”.

A torcida rubro-negra ainda espera que Diego Souza seja, pela primeira vez em 2015, Diego Souza.







É cedo para demitir Ricardinho

Publicado por José Neves Cabral, em 23.02.2015 às 09:37

 

José Neves Cabral

A opinião comum dos internautas que acompanham este blog é de que o Santa Cruz tem que demitir  Ricardinho.

Sem querer contrariar a maioria, mas contrariando, eu discordo desta posição.

Considero precipitado demitir um treinador que dirigiu a equipe em apenas quatro jogos.

Uma equipe que ele começou a montar há pouquíssimo tempo.

Claro que ele cometeu erros, sim, um deles foi armar a equipe de forma equivocada para o jogo em  Serra Talhada.

Ricardinho, porém, não errou sozinho, pois desconhecia o ambiente e o clima que seu time iria encontrar.

Pra mim, o erro maior, neste caso, foi não receber as informações de quem já está acostumado a esses jogos, como Sandro  Barbosa e os demais ex-jogadores que atuam no futebol do Santa.

O treinador, novato em Pernambucanos, não era obrigado a conhecer o campo em Serra Talhada. Mas tinha a obrigação de perguntar.

Vejo Ricardinho como um profissional que pode crescer muito como treinador, mesmo que ele não consiga ter êxito no Arruda neste Pernambucano, o que é bem provável, uma vez que o tempo é curtíssimo para que ele possa levar o time a uma reação.







FPF completa 100 anos com novos desafios pela frente

Publicado por José Neves Cabral, em 20.02.2015 às 16:28

José Neves Cabral

A Federação Pernambucana de Futebol chega ao seu centenário. Nada mais justo que festeje, pois não é qualquer entidade que sobrevive por tanto tempo. Longa vida à FPF. Por sua presidência passaram esportistas e políticos, como Edgar Moury Fernandes, nos anos 40, um deputado federal de prestígio, que era amigo de Getúlio Vargas.

Mas seu mais destacado presidente, sem dúvida, foi Rubem Moreira. São inúmeras as histórias dele no comando da entidade. Até hoje, Rubão é lembrado pelo período de 27 anos à frente da FPF. Hábil e articulado, exerceu forte liderança junto aos dirigentes de outras federações de futebol, sendo um dos articuladores da candidatura de João Havelange à presidência da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Numa época em que a FPF gozava de mais prestígio em nível nacional, Havelange vinha regularmente ao Recife, e Pernambuco ocupava um espaço político maior dentro da entidade da Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro. Por isso, foi incluído como uma das sedes da Minicopa, em 1972. João Havelange empenhou-se, politicamente, na luta para a construção de um estádio de grande envergadura no Recife para receber os jogos. Escreveu de próprio punho uma carta para o governador Eraldo Gueiros, solicitando apoio para a construção do estádio José do Rego Maciel (Arruda). E conseguiu.

Além do prestígio político, Rubão também foi um executivo de sucesso no futebol, deixando como legado o Palácio dos Esportes, edifício-sede da FPF, situado à Rua Dom Bosco. Ele foi sucedido por Dilson Cavalcanti, Fred Oliveira, Carlos Alberto Oliveira e, agora, Evandro Carvalho.

Seguindo a evolução e a profissionalização do futebol, a Federação modernizou-se em muitos aspectos, buscando organizar melhor as rotinas dos campeonatos que promove. No entanto, ainda há alguns senões que precisam ser resolvidos.

A FPF chega aos 100 anos com um Campeonato Pernambucano visivelmente debilitado. Imprensado entre o fim do Brasileiro e o início do Nordestão, com os grandes clubes só entrando na fase final, enquanto os intermediários vêm disputando desde o ano passado. Os torcedores mais jovens podem até adaptar-se a esse novo sistema, mas para quem acompanha futebol há tanto tempo, fica a impressão de que a FPF pariu um monstro.

Com essa fórmula, aprovada pela maioria dos clubes, o processo de interiorização do futebol sofre um retrocesso, uma vez que diminuiu consideravelmente o número de jogos dos grandes clubes da Capital no Interior do Estado.

Outra questão que a entidade não conseguiu resolver é a parte financeira. O Campeonato Pernambucano escorou-se completamente no Programa Todos com a Nota para conseguir levar público aos jogos. Sem esse programa, certamente, a situação financeira de alguns clubes que disputam o Estadual seria de completa penúria.

Só que a fórmula do Todos com a Nota já parece estar em processo de esgotamento e a permanecer com o seu calendário imprensado e os grandes clubes afastados da primeira fase da disputa a tendência é que haja uma queda vertiginosa na média de público nos estádios locais.

E esse é o desafio da FPF para manter o futebol pernambucano de pé nos próximos cem anos.







A ascensão de Mike

Publicado por William Tavares, em 19.02.2015 às 22:00

Mike marcou o segundo gol do jogo (Foto: Peu Ricardo)

José Neves Cabral

O Sport voltou a jogar mal, perdeu gols, deu espaço ao Socorrense e acabou largando em desvantagem no placar.

Mas em meio a tantos erros, o time virou o jogo. Enfim, venceu a primeira no Nordestão, depois de perder para o Sampaio Corrêa e empatar com o Coruripe.

Seria uma grande decepção perder em casa para o Socorrense. Talvez a torcida até ensaiasse um S.O.S na Ilha.

Mas dois minutos depois de o time sofrer o gol, veio o gol de Joelinton.

Um alívio.

Depois, Mike marcou o segundo e, no finalzinho, Felipe Azevedo marcou o terceiro.

Mais do que a vitória, festejo aqui mais um gol de Mike.

O garoto gaúcho chegou como quem não queria nada no ano passado, mas está mostrando que pode se transformar num desses atacantes que marcam época no clube.

Seu primeiro gol foi contra o Bahia, no ano passado, um gol salvador, diga-se, pois o time caminhava para um empate. Ele entrou e em seu primeiro toque na bola a empurrou para as redes.

Depois, ainda fez outro tento salvador contra o Flamengo, na Arena, o do empate.

Na despedida do Brasileiro, contra o Fluminense, marcou um golaço.

Nesta quinta-feira, na Ilha, fez o gol que colocou o time em vantagem.

Estou com a impressão de que o Sport ganhou um artilheiro: Mike.







Ricardinho escapou de virar cinzas

Publicado por José Neves Cabral, em 19.02.2015 às 00:38

 José Neves Cabral

E o  Santa Cruz apresentou suas armas.

O canhoto Guilherme Biteco dando ótimos passes no meio do campo.

João Paulo raçudo, brigando, ocupando espaços, chegando na área.

E os dois foram os heróis da noite, no Lacerdão.

Biteco marcou primeiro, aproveitando ótimo passe de Betinho.

E João Paulo fez o segundo em nova assistência de Betinho.

O Central marcou com Candinho, ainda no primeiro tempo, e esteve

Perto do empate, no segundo, quando uma bola cabeceada por André Lima

Passou bem próxima da baliza.

E Ricardinho, enfim, sentiu o gosto de uma vitória no comando do time tricolor.

Ele que já estava com a corda no pescoço.

Mas quem é bom não pode morrer numa Quarta-Feira de Cinzas.

Ricardinho foi um jogador talentoso, de ótimo passe. Sempre liderou

as equipes que defendeu, ajudando-as a conquistar títulos.

Merece ficar mais um tempo no Arruda para arrumar de novo o time tricolor. .







Flagrado de novo, Anderson Silva é cada vez mais um ex-ídolo

Publicado por José Neves Cabral, em 18.02.2015 às 13:39

 José Neves Cabral

O castelo que Anderson Silva construiu no mundo da luta era de areia.

Pela segunda vez, em menos de 30 dias, o agora candidato a ex-ídolo nacional

foi flagrado num exame antidoping. Os exames apontaram o uso de nandrostolona,

uma substância que serve para fortalecer os músculos e dar mais força ao lutador.

é uma droga que, segundo os médicos, desaparece do organismo num período entre 5 e 7 dias.

como os exames foram feitos com um intervalo de mais de 20 dias, a conclusão é óbvia.

o doping não foi mero acaso ou acidente. Foi algo proposital feito para se “diferenciar”

do adversário com o quem lutaria.

Assim, de forma melancólica, a imagem de Anderson Silva como ídolo vai ruindo em meio ao castelo de areia que construiu.

O MMA, aliás, tornou-se um segmento suspeito. Para mim, é algo que não é esporte, pois neste a técnica sobressai ante a violência e é usada para vencer o rival, como o judô.

No MMA, a força bruta sobressai diante da técnica. Os inúmeros casos de doping registrados nos últimos meses não deixam dúvidas.

 







Coragem, Eduardo Baptista

Publicado por José Neves Cabral, em 11.02.2015 às 13:00

José Neves Cabral

Diante do Coruripe, um adversário teoricamente inferior, Eduardo Baptista resolveu soltar o Leão.

Do meio pra frente, três meias ofensivos – Diego Souza, Régis e Élber – com Samuel sendo o pivô na entrada da área.

Assim, ele faz o que há muito os torcedores pediam: um esquema ofensivo, lançando mão dos talentos que a diretoria contratou.

Não dá pra dizer que vai dar certo, assim, de primeira. Para que o trio embale é preciso continuidade de jogos.

Persistência. E é essa a principal questão:

Se, por acaso, o trio falhar no primeiro jogo com o novo esquema vão começar os questionamentos.

Haverá quem diga que Diego Souza e Régis não podem jogar juntos, porque são jogadores habilidosos, mas que não ajudam na marcação.

Falácia pura.

Se não for medroso e continuar insistindo, o treinador rubro-negro ganhará uma ótima linha de ataque para a temporada.

Mas, se fraquejar, vai passar o ano escalando três volantes para cuidar do setor defensivo, mesmo esquema utilizado no ano passado quando o time teve uma das defesas mais vazadas da Série A do Brasileiro.

Portanto, coragem, Eduardo Baptista.