OPINIÃO

Sérgio Guedes não merecia a porta dos fundos

Publicado por Paulo Henrique Tavares, em 23.05.2013 às 16:34

Das quatro derrotas acumuladas, quem menos errou foi Sérgio Guedes (Diego Nigro)

A porta dos fundos não deveria ser o caminho encaminhado pela diretoria do Sport ao técnico Sérgio Guedes. Mas, aconteceu. Na calada da noite.

“Você está demitido!”, deve ter escutado o agora ex-técnico leonino. Logo Sérgio Guedes, caracterizado muito mais pelo bom caráter que por excelentes resultados dentro de campo… Foi traído por uma diretoria que acumula erros atrás de erros.

Quatro derrotas. Estas serão as últimas palavras escritas na lápide do treinador nesta nova curta passagem pela Ilha do Retiro.

A perda do Campeonato Pernambucano, para o Santa Cruz, pelo terceiro ano consecutivo, machucou a alma rubro-negra. Méritos do goleiro Tiago Cardoso, com atuação incomum, nos dois jogos finais.

A desclassificação para o inexpressivo ABC/RN, na Copa do Brasil, fez a vergonha se abater novamente na Praça da Bandeira. Falhas de Mateus Alves, no primeiro jogo, e Ailson, na derradeira partida final.

Como visto, e lido, acima, nenhuma participação decisiva teve o nome de Sérgio Guedes envolvido. Ele errou, sim. Fez substituições equivocadas. Muito pouco, por sinal, para uma demissão.

Mas, esse é o futebol brasileiro. E o Sport dá provas, ano após ano, de que não será o revolucionário de uma prática falida. “Quando o resultado não vem, tem de sobrar para o treinador”. O mantra persiste.

A primeira partida da Série B do Campeonato Brasileiro está aí. No próximo sábado, o Sport terá de encarar o Icasa/CE, em Juazeiro do Norte. O momento do clube rubro-negro leva o torcedor a crer que a quinta derrota está bem encaminhada.

Caso aconteça, um novo tropeço não tem caráter decisivo nenhum para a vida do clube. A maior derrota o Sport já acumulou. E ela vem de fora das quatro linhas. O planejamento da equipe saiu pela porta dos fundos junto com Sérgio Guedes.

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Um visão rodrigueniana do tri coral

Publicado por Carlos Lopes, em 23.05.2013 às 15:49

Reproduzo o texto abaixo do jornalista e escritor Inácio França publicado no Arena do Santinha, um dos três blogs dos clubes pernambucanos que compõem o portal da Itaipava Arena.

Nele, Inácio encontra traços do mestre Nélson Rodrigues na conquista coral no Pernambucano de 2013. Ótimo texto, boa leitura!

Rodrigueniana

O tricampeonato do Santa Cruz. O duplo fracasso do Benfica em Portugal. A covardia do Grêmio na Colômbia. As vitórias implacáveis do Atlético Mineiro. A eliminação do Palmeiras na Libertadores. As humilhações do Bahia. As humilhações do Barcelona. As goleadas do Bayern. O fracasso dos bicolores pernambucanos. A classificação do Watford na segunda divisão inglesa.

A cada rodada o que acontece ou o que deixa de acontecer nas quatro linhas confirma tudo o que Nélson Rodrigues escreveu há 40, 50, 60 anos: futebol se ganha e se perde na alma.

O título pernambucano, por exemplo, foi definido muito antes de Dênis Marques aplicar a suave curva na bola que recebeu de calcanhar de Caça-Rato. Talvez o Santa Cruz tenha conquistado o tri nos vestiários após a derrota para o Fortaleza no Nordestão.

Talvez o que levou a taça para a avenida Beberibe não tenha sido o chute de três dedos de Sandro Manoel, mas palavras.

A admissão de culpa de Martelotte, por exemplo, confessando o óbvio, não foi tão óbvia assim. Num universo onde a culpa é sempre do árbitro, do atacante adversário, do zagueiro abestado, da falha individual, da falta de atitude ou do excesso de altitude, ele disse “eu sou culpado, escalei errado, substitui errado, fiz besteira”. Pode ser que, naquele longíquo fevereiro, alguns jogadores tenham se sentido protegidos. E outros passaram a respeitá-lo.

Não descarto a possibilidade do momento decisivo ter sido outro: numa atividade em que as estrelas, as celebridades, tudo podem. Dênis Marques não foi treinar. Aí, não jogou. Simples assim. Afinal, todos os outros estavam dando duro, suando, deixando a família meio de lado. O que parecia uma crise virou foi, na verdade, uma cola para formar a equipe. Não tem chefe que não ganhe o respeito de todos com uma atitude daquelas.

Não subestimemos a torcida. Não pela máxima lotação do Arruda, que, desta vez, nem foi essa coca-cola toda. As vaias inclementes é que podem ter sido tão importantes quanto respeito conquistado pelo técnico. Ao xingar, exigiu o máximo, deixou bem claro que não aceitaria enrolação, que não se contentaria com pouco. E também se fez respeitar.

Até Tozo ajudou. Quando fez o pênalti que calou o olé fora de hora da torcida coral, evitou que as nuvens da empáfia nublassem a alma. Ou o espírito, o imponderável, aquilo que ninguém vê mas que pelo jeito existe mesmo.

A vitória pode ter sido construída um pouco depois. Quando jogaram de igual para igual com um time de nove milhões de dólares às vésperas de uma decisão, nossos jogadores passaram uma mensagem não tão clara, mas legível nas entrelinhas para aqueles que sequer estavam em campo: “Podem vir, não temos medos de vocês”.

Botamos a mão na taça quando o adversário fez o contrário em Natal. Quando o time deles puxou o freio de mão, deixou no ar uma mensagem em sentido inverso: “Nós lhe tememos. Sabemos que só podemos ganhar de vocês com o time completo”.

Antes disso, o treinador deles já havia ajudado bastante o Santa Cruz. Não porque escalou mal ou substituiu pior ainda. Isso é importante num jogo qualquer em meio de campeonato. Na decisão, não vale nada. Ele ajudou quando reclamou disse que nosso time venceu a primeira partida com ajuda do juiz.

Ora, ninguém bateu tanto quanto a turma de lá. A bola entrou porque nosso atacante é craque. O pênalti foi marcado porque a falta foi dentro da área. Para um time que sabe do que é capaz, foi o mesmo que escutar “duvido vocês ganharem de novo com o árbitro nosso”.

Não duvide de quem leva a sério os chamados da alma.

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Náutico segue investindo em apostas como reforços

Publicado por Fernando Barros, em 22.05.2013 às 19:34

João Filipe tem 24 anos e disputou dois Brasileirões pelo São Paulo (Foto: Divulgação)

Os fracassos recentes deixaram a auto-estima do Náutico abatida. Além disso, às vésperas da equipe estrear pela Série A, o time pode perder peças importantes, como o artilheiro Elton, autor de 18 gols no ano. E, para não fazer feio, o clube foi atrás de contratações. Mas, pelo visto, a experiência dos reforços não foi levada em conta. Ao menos agora.

De uma tacada só, os alvirrubros devem confirmar o acerto com dois jovens zagueiros do São Paulo: João Filipe e Luiz Eduardo (não confundir com o também defensor que já defende o Náutico) devem ficar nos Aflitos até o final do ano. Com isso, a dupla se juntaria a Alemão, Alison, Jean Rolt e o outro Luiz Eduardo, ampliando para seis o número de defensores à disposição do técnico Silas.

João Filipe tem 24 anos e 1,90m. Apesar do porte digno de zagueiro, o jogador também atua pela lateral-direita e disputou os dois últimos Brasileirões pelo tricolor paulista. Já Luiz Eduardo tem 20 anos, 1,84m e foi revelado pelo próprio São Paulo, clube pelo qual jogou a Série A de 2011, competição na qual não teve vez em 2012, ainda que seguisse no clube.

Como de praxe no futebol brasileiro, jogadores que não têm espaço no clube detentor dos seus direitos são emprestados para ganhar experiência ou, até mesmo, seguir na ‘vitrine’, para uma possível negociação futura. Por sorte da nova dupla, os zagueiros titulares do Timbu, Alison e Jean Rolt estão machucados e vão desfalcar a equipe nas rodadas iniciais da competição.

Por isso mesmo, e pela fragilidade da própria defesa, como foi visto nos primeiros meses deste ano, o ideal acertar com jogadores mais talhados para a Série A. Afinal, quase todas as contratações do clube pós-Campeonato Pernambucano (Adeílson, Caion e Andrade) são apostas. E muitos do elenco tem inexperiência na competição. O que pode acabar pesando mais adiante.

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Um Caça além do folclore

Publicado por Carlos Lopes, em 22.05.2013 às 15:09

Caça-rato conseguiu ser mais objetivo e jogar para o coletivo nas mãos de Martelotte (Jedson Nobre)

Nas mãos de Marcelo Martelotte, alguns jogadores renderam bem mais individualmente do que na de Zé Teodoro. William Alves, Tiago Costa e Flávio Caça-rato, por exemplo. Os dois primeiros chegaram a ser eleitos como o melhor das suas posições no Troféu Lance Final. Mas é do último que este post se dedica a comentar.

Quem acompanhou os jogos do Santa Cruz em 2013, especialmente já durante o Campeonato Pernambucano viu um Caça-rato menos firuleiro, jogando para fazer graça, com aquelas pedaladas inúteis.

Martelotte conseguiu fazer com que o atacante tivesse outras preocupações dentro de campo, trabalhando para que a excelente condição física e raça dele ficassem focadas no aspecto coletivo do time, a serviço do coletivo.

E deu certo. Caça-rato aprendeu a recompor melhor, inverter os papéis quando quando o seu marcador se mandava para o ataque e, graças ao privilegiado pulmão, estar pronto para puxar os contra-ataques na retomada da bola.

O crescimento no sentido tático, coletivo, deu mais confiança para que Caça-rato pudesse deslanchar mais do ponto de vista técnico. Algumas das suas arrancadas que terminavam quase sempre nos pés dos zagueiros passaram a chegar nas redes adversárias.

O técnico coral teve o mérito de cortar os vícios do atleta e enxertar novas qualidades que amplificaram outras que ele conseguia mostrar antes.

Mas se o Caça da torcida coral mudou dentro de campo, continua o mesmo fora. Aproveitando o momento de assédio adversário e especulações do mercado, ele repete o discurso proclamado no final da temporada passada.

“Já recebi propostas de um time de São Paulo que não sei o nome, e até de outros países. Grécia, Portugal… E outro lugar ainda mais longe, que esqueci o nome”, falou, seriamente.

Caso mantenha apenas o lado folclórico de 2012, Caça-rato pode continuar sendo bastante útil nesta temporada.

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Defesa exposta decretou eliminação do Sport

Publicado por Fernando Barros, em 21.05.2013 às 23:19

 

Felipe Azevedo pouco produziu e foi substituído (Foto: Jedson Nobre)

Desta vez não foi falta de atitude. O Sport, que foi eliminado da Copa do Brasil, pelo ABC, na Ilha do Retiro, ao perder por 3×2, completando quatro  derrotas consecutivas, começa a sofrer com problemas técnicos e táticos.

Se a equipe montada por Sérgio Guedes apresenta uma boa desenvoltura ofensiva, o treinador parece incapaz de ajeitar os muitos rombos encontrados entre o meio de campo e a defesa. E foi aí que a desclassificação rubro-negra aconteceu.

No ataque, o Leão até que não decepcionou. Especialmente no jogo aéreo. Os dois gols saíram desta maneira, em dois belos cruzamentos de Marcos Aurélio, uma das peças que destoa na equipe.

Em contrapartida, a retaguarda rubro-negra sofreu com a exposição dos volantes. Renan Teixeira e Rithely têm técnica de sobra, mas avançaram de forma desordenada. Para completar, Moacir e Marcelo Cordeiro avançaram em excesso e, pior, erraram quase tudo que tentaram.

Sport sofreu com a falta de proteção na defesa. Mesmo com um time inferior, o ABC se aproveitou dos buracos deixados pelo time rubro-negro (Imagem: Tactical Pad)

Nunes, o titular estreante da noite, não decepcionou. Criou duas boas chances e quase marcou. O problema foi que o centroavante não foi devidamente municiado. E Lucas Lima, o único meia de criação, esteve em uma noite lamentável.

Melhor para o ABC. A equipe potiguar não fez partida brilhante. Mas definiu o jogo com competência. No primeiro gol, Rodrigo Silva ganhou de Aílson e acertou um golaço. No segundo, Júnior Xuxa fez ótima jogada individual e o mesmo Rodrigo Silva só fez completar.

E, no terceiro gol, que sacramentou a derrota do Sport, a defesa do Leão, entregue em campo, já estava exposta e apenas assistiu à troca de passes dos adversários. O que já estava difícil ficou impossível.

Menos mal que ainda há tempo de se reorganizar para a Série B. E a Segundona tem que ser encarada como a salvação de 2013. Afinal, o que já aconteceu neste ano o torcedor rubro-negro quer fazer questão de esquecer.

Jonathan Balotelli estreou, mas não pôde faer muita coisa (Foto: Jedson Nobre)

ATUAÇÕES

DEFESA

Magrão não teve culpa nos gols. Por outro lado, não contou com a proteção de Aílson, um dos piores do jogo. Maurício, sozinho, não teve como segurar as falhas de uma defesa que ainda sofreu com a exposição do meio-campo e dos laterais.

MEIO-CAMPO

Rithely e Renan Teixeira formaram uma ótima dupla para a distribuição de jogo. Contudo, faltou alguém para jogar mais recuado e garantir a proteção da defesa. Lucas Lima apareceu para o jogo, mas errou quase tudo o que tentou.

ATAQUE

Marcos Aurélio segue como um dos melhores jogadores da equipe. Os dois gols marcados saíram de seus pés. Já Felipe Azevedo correu como sempre, mas não produziu muito. E o experiente Nunes mostrou-se um centroavante útil e inteligente, apesar de não ter sido tão acionado.

1- Logo aos dois minutos de jogo o Sport abriu o placar. Marcos Aurélio bateu escanteio e o zagueiro Maurício subiu só, entre a defesa do ABC, e cabeceou para o gol.

2- Pouco após o gol marcado, o Sport chegou perto de ampliar, em cruzamento de Marcelo Cordeiro, Nunes emendou de puxeta e exigiu grande defesa de Lopes.

3 – Não demorou muito para que o ABC empatasse. Aos nove minutos, Rodrigo Silva fez bela jogada individual na ponta direita, ganhou de Aílson e mandou um belo chute, encobrindo Magrão e igualando o placar.

4 – O ABC encaixou um contra-ataque e o volante Mateus teve boa oportunidade, mas bate apenas perto da trave de Magrão.

5 – O Sport voltou a marcar. E, mais uma vez, em uma cabeçada acertada após um cruzamento de Marcos Aurélio. Dessa vez, o atacante caiu pela direita e levantou na cabeça de Renan Teixeira, que desviou para o gol e recolocou o Sport à frente, no final do primeiro tempo.

6 – Logo no início da segunda etapa, o ABC voltou a balançar as redes do Sport, com Vanderlei. Entretanto, a jogada foi anulada, pois foi marcado posição irregular do atacante do ABC.

7 – Aos 23 minutos da etapa final, Júnior Xuxa fez grande jogada pela direita e rolou para Rodrigo Silva, que finalizou, empatou e marcou o seu segundo gol no jogo.

8 – Poucos minutos após o gol, a torcida do Sport, incrédula com o que se passava em campo, começa a deixar a Ilha do Retiro, afinal, o Leão teria que fazer mais três gols em menos de 30 minutos.

9 – Com a defesa exposta, o Sport viu o ABC chegar em velocidade. Jean Carioca, em lance de inteligência, tocou de calcanhar para trás e Rodrigo Santos, que havia acabado de entrar, finalizou de primeira e virou o placar.

10 – Os poucos que ainda se encontravam presentes à Ilha do Retiro começaram a gritar ‘olé’, enquanto o ABC trocava passes.

ABC

Lopes; Bileu, Leandro Cardoso, Vinicius e Lino; Leandro, Mateus, Geovani (Diogo Barcellos) e Júnior Xuxa; Rodrigo Silva (Rodrigo Santos) e Vanderlei (Jean Carioca). Técnico:Paulo Porto

SPORT

Magrão; Moacir (Sandrinho), Maurício, Aílson e Marcelo Cordeiro; Renan Teixeira (Reinaldo), Rithely e Lucas Lima; Felipe Azevedo (Jonathan Balotelli), Marcos Aurélio e Nunes .Técnico: Sérgio Guedes

LOCAL: Ilha do Retiro

ÁRBITRO: Jailson Macedo Freitas (BA)

ASSISTENTES: Broney Machado e Luis Filipe Gonçalves Correa (ambos da PB)

CARTÕES AMARELOS:  Maurício, Aílson (Sport); Rodrigo Silva, Geovani, Lopes, Bileu (ABC)

GOLS: Maurício, aos dois; Rodrigo Silva, aos nove e Renan Teixeira, aos 41 minutos do 1º T; Rodrigo Silva, aos 23 minutos do 2º T

RENDA: R$ 72.275,00 PÚBLICO: 7.286

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Götze volta aos treinos e deve encarar o Bayern

Publicado por Carlos Lopes, em 21.05.2013 às 20:23

Mario Götze sofreu lesão muscular durante semifinal diante do Real Madrid (EFE)

Sábado, no jogão que decidirá a Liga dos Campeões, no Estádio de Wembley, na Inglaterra, o Borussia Dortmund pode ganhar um grande reforço para tentar minimizar o já suave favoritismo do rival Bayern de Munique.

O meia-atacante Mario Götze voltou aos treinamentos nesta terça-feira. Uma lesão muscular o tirou de combate durante confronto contra o Real Madrid, pela semifinal. A sua recuperação para a final surpreendeu.

Pela manhã, Götze fez uma corrida em volta do gramado. À tarde, ele já participou do treino com bola, juntamente com os seus companheiros.

Não faltou quem apostasse que o atleta não estivesse recuperado para a decisão. Afinal, o adversário Bayern já teria pago os R$ 37 milhões de euro referente à multa contratual para ter Mario Götze na próxima temporada.

Pelo jeito, o senso de profissionalismo do atacante vem falando mais alto.

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Presidentes de Santa e Náutico evitaram até se olhar

Publicado por Carlos Lopes, em 21.05.2013 às 19:51

FELIPE AMORIM/FOLHA PE

Hoje à tarde aconteceu uma cena atípica do futebol pernambucano. Dirigentes dos três clubes da capital estiveram reunidos sob o mesmo teto. Motivo: almoço de lançamento do programa “Movimento por um bom futebol” no Estado, liderado pela Ambev. E algumas cenas bastante curiosas puderam ser constatas pelos presentes no evento.

Envolvidos diretamente na “trama” da possível transferência do goleiro Tiago Cardoso do Santa Cruz para o Náutico, os presidentes Antônio Luiz Neto e Paulo Wanderley quase não se olharam. Quando se falaram, trocaram apenas cumprimentos cordiais.

Até quando os dirigentes dos três clubes foram convidados a subirem ao palco, eles evitaram sentar ao lado do outro. “Cada um em uma extremidade que o clima não está nada bem entre a gente”. Devem ter pensado tanto Luiz Neto quanto Wanderley.

Situação bem diferente da vivida pelo agora vice-presidente de futebol do Náutico, André Campos. Ao chegar na área reservada para o evento no restaurante, ele foi logo cumprimentado por todos.

E como bom político que é, fez questão de retribuir os afagos. Curiosamente, ao sentar-se na mesa ao nosso lado, entre tantas outras brincadeiras dos alvirrubros, uma chamou a atenção de quem vos escreve. No momento em que sentava, Ricardo Valois (ex-presidente e um dos 17 integrantes da nova diretoria) soltou: “Chegou o reitor, chegou o reitor”, em referência à liderança que André Campos terá no recém-criado colegiado.

Todos, claro, caíram na gargalhada.

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Uma pendenga chamada Tiago Cardoso

Publicado por Carlos Lopes, em 21.05.2013 às 18:39

Tiago Cardoso desperta o interesse do Náutico desde o término do Pernambucano de 2011 (Diego Nigro)

Nada mais natural do que o assédio aos jogadores que se destacaram num campeonato. Este não é o primeiro ano que o Santa Cruz sofre para manter os seus melhores jogadores após a conquista de um Pernambucano. O interesse do Náutico por Tiago Cardoso, por exemplo, vem desde 2011.

A enorme distância entre as divisões onde tricolores e alvirrubros se encontram no Campeonato Brasileiro serve para fazer com que os olhos de alguns atletas cresçam. É muito melhor, sob todos os aspectos, jogar a Série A do que a C. Lógico!

Mas a relação entre um clube e um jogador é regida por um contrato, assinado em comum acordo por ambas as partes. A menos que seja consensual, o rompimento deste acordo resulta em uma indenização.

De acordo com o diretor coral Jomar Rocha, a multa no caso do goleiro seria de R$ 2 milhões. O Náutico teria oferecido o também goleiro Gideão e o volante Ramires. Uma proposta um tanto indecente.

Em situações do tipo, existe um senso comum que diz: “É melhor negociar do que ficar com um jogador insatisfeito”. Não é bem assim. Se fosse, equipe alguma no planeta conseguiria manter jogador algum no elenco. Bastaria uma proposta melhor para que o Fulano já fosse arrumando as malas.

Da mesma forma que um atleta poderia vir a fazer corpo mole, insatisfeito pelo insucesso de uma determinada negociação, um clube teria como radicalizar e colocar o rebelde jogador para treinar a parte, com os juniores, relegando-o ao ostracismo. Ambas as situações são radicais e não levaria nenhum dos lados a canto nenhum.

A negociação foi, é e será o melhor caminho para se evitar prejuízos.

No caso específico da pendenga Santa-Tiago-Náutico, os tricolores podem buscar uma compensação financeira, entre outros benefícios, como um contrato mais longo, a fim de manter o goleiro ‘focado’ no projeto do clube.

Da mesma forma, uma proposta menos esdrúxula por parte do Timbu ampliaria a possibilidade do time coral flexibilizar a multa rescisória, atendendo ao pedido de Tiago, em nome dos serviços prestados ao Santa, que não são poucos.

A forma como a negociação será conduzida definirá os capítulos finais desta novela.

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Movimento por um Futebol Melhor chega em PE

Publicado por Carlos Lopes, em 21.05.2013 às 17:31

FELIPE AMORIM/FOLHA PE

Desde que eu me entendo por gente e comecei a trabalhar no ramo jornalístico, as três principais equipes de Pernambuco já tentaram de tudo para atrair mais sócios em seus respectivos quadros. Eu mesmo, na época de setorista, fiz diversas matérias com ideias “inovadoras” dos dirigentes que prometiam dobrar ou até triplicar o quantitativo adimplente.

Mas, seja por uma falta de estrutura do próprio clube ou de poucos atrativos, nenhuma delas conseguiu vingar. Porém, depois de participar de um almoço nesta tarde, quando aconteceu o lançamento no Estado do programa “Movimento por um bom futebol”, com a adesão de Náutico, Sport e Santa Cruz, vejo que podemos, enfim, começar a sonhar em um dia nos transformar em um Internacional e seus mais de 80 mil sócios em dia. Será?

A ideia da Ambev, que criou o programa, é de “transformar o futebol brasileiro no melhor do mundo até 2015″, como os diretores presentes ao evento repetiam como um mantra. Confesso que tirando o ufanismo, o programa é muito atrativo sim. Eu mesmo, que deixei de frequentar o clube há alguns anos, vou voltar a contribuir de imediato.

O “Movimento por um bom futebol” consiste na união de dez grandes empresas (Ambev, Unilever, PepsiCo, Seara, Danone, Bradesco, SKY, Netshoes, Burger King e Tim), rede de supermercados, clubes e sociedade com a finalidade de gerar mais receita para as equipes e, consequentemente, mais benefícios aos associados. Hoje, com a inclusão dos três de Pernambuco, 24 times do Brasil fazem parte do programa da Ambev que já somam, juntos, mais de 460 mil sócios-torcedores.

Como funciona?

Lançado no dia 14 de janeiro deste ano, quem adere ao sócio-torcedor (cada clube tem um valor fixo de mensalidade) tem uma série de benefícios. Hoje, em Pernambuco, as redes varejistas com convênio são Extra e Carrefour. A Walmart deverá ingressar em até 30 dias.

A sistemática é bem simples. O sócio-torcedor precisa apenas informar o seu CPF no caixa para ter o desconto que varia de 5% a 10% nos cerca de 600 produtos em diversos segmentos. O desconto é dado automaticamente e o cliente/sócio-torcedor poderá conferir o que foi economizado na nota fiscal. Todos os caixas estão interligados à base de dados dos clubes.

Tem mais: neste fim de semana, por conta do lançamento do programa em Pernambuco, os descontos poderão chegar até a 50% nos produtos adquiridos nas redes de supermercados conveniadas. Para quem irá assistir à final da Liga dos Campeões, é uma boa pedida para fazer aquele estoque de cerveja e curtir com os amigos.

Torcedômetro

Vinte e quatro clubes estão presentes no programa “Movimento por um futebol melhor”. No site www.futebolmelhor.com.br, há um marcador com o ranking de todos os participantes. Hoje, o Santa Cruz, em décimo, é o melhor colocado de Pernambuco, com 13.174 sócios-torcedores. O Sport aparece duas casas abaixo, com 10.670, enquanto o Náutico é apenas o 20º, com 4.033.

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Sport aposta em novidades para se recuperar

Publicado por Fernando Barros, em 20.05.2013 às 19:57

Com a saída de Cicinho, Moacir vira o titular absoluto da lateral-direita rubro-negra (Foto: André Nery)

A perda do Pernambucano já é passado no Sport. Chegou a hora de juntar os cacos. E nada melhor do que iniciar a recuperação na temporada conseguindo reverter a vantagem por 2×0 imposta pelo ABC na Copa do Brasil. Para o duelo contra o time potiguar, nesta terça, o Leão precisa vencer por três ou mais gols de diferença para avançar. E, para isso, o técnico Sérgio Guedes não pensou duas vezes antes de lançar novidades na equipe titular.

A maior de todas, sem dúvidas, é a presença do centroavante Nunes. O atacante, que chegou ao clube há menos de uma semana, a pedidos do treinador, já vai entrar de frente. Homem de confiança de Guedes, Nunes vai completar o ataque com os voluntariosos Felipe Azevedo e Marcos Aurélio.

No meio-campo, o destaque fica por conta da volta de Renan Teixeira à cabeça de área. O volante vai ficar na proteção de zaga ao lado de Rithely. No setor de armação, apenas Lucas Lima. Da mesma maneira que já vinha acontecendo nos últimos jogos da equipe do Sport no Pernambucano.

Contudo, é na defesa que o Leão sofre mais mudanças. Moacir retomou a titularidade na lateral-direita. Marcelo Cordeiro, que não pôde disputar o Pernambucano e estreou no jogo de ida, contra o mesmo ABC, assume o lado esquerdo.  No miolo de zaga, com Gabriel machucado, Aílson formará dupla com Maurício, enquanto Magrão segue no gol.

Enquanto algumas mudanças aconteceram por ordem física (como a entrada de Aílson no lugar de Gabriel), outras foram meramente por opção técnica. Vide o exemplo de Nunes, que mal desembarcou na Ilha do Retiro e já vai entrar como titular. Alterações que devem servir para ‘chacoalhar’ a moral da equipe, já que a equipe já mostrava-se abatida desde o jogo de ida diante do ABC.

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Saída de Elton traz novo problema para o Náutico

Publicado por Fernando Barros, em 20.05.2013 às 18:15

Centroavante balançou as redes adversárias 18 vezes em 2013 (Foto: Jedson Nobre)

O Campeonato Brasileiro da Série A nem começou ainda e o Náutico já se vê às voltas com um novo problema. Repentinamente, o clube recebeu uma notícia que caiu como uma bomba. O atacante Elton, artilheiro do time na temporada, com 18 gols, estaria de saída para um clube do Oriente Médio (veja aqui).

Para piorar, o Timbu está de mãos atadas. O jogador pertence ao Corinthians, que não tem interesse algum no atleta. E os alvirrubros não têm as mínimas condições financeiras de cobrir uma proposta vinda de um rico mercado futebolístico.Portanto, a ideia já não é mais trabalhar formas de reverter a iminente saída do jogador, mas sim procurar formas de abrandar a perda.

O maior prejuízo, sem dúvidas, resvala dentro das quatro linhas. Afinal, o Náutico não pagava nada pelo empréstimo do jogador e ainda contou com uma boa parcela de gols anotados pelo atleta. Mas o time não estava preparado para sofrer um desfalque dessa magnitude. Ainda mais, levando-se em conta que Elton era o único atacante do Timbu com um histórico decente na Série A (veja aqui).

O centroavante está longe de ser um craque acima de qualquer suspeita. Porém, tem uma utilidade única no plantel vermelho e branco. Devido ao seu alto poder de finalização e capacidade de posicionamento, Elton, um matador nato, fez com que os alvirrubros não sentissem a falta de Kieza. Até agora.

Dos atacantes do atual elenco alvirrubro, só Rogério passa um mínimo de confiança. Ainda assim, o veloz jogador ainda não sabe o que é marcar um gol na Série A, competição na qual estreou no ano passado. Jones Carioca tem experiência no torneio, mas não é um goleador, enquanto Adeílson, Caion e João Paulo são incógnitas no certame.

Poucos clubes sabem a falta que faz um matador como o Náutico. No ano passado, até que Kieza acertasse o seu retorno, o time penava para vencer. Chegava a criar boas chances, mas não concluía. Dominava alguns jogos, mas esbarrava na falta de pontaria dos atacantes. O time só foi se estabilizar quando o artilheiro da Série B 2011 reestreou.

Enquanto Kieza não reestreava, no começo do Brasileirão 2012, Araújo segurou a onda em alguns jogos. O veterano tinha experiência na competição e decidiu algumas partidas a favor do Timbu. O que só deixa o cenário mais pessimista para 2013. Afinal, o retorno de Kieza é mais que improvável. Para completar, falta um ‘Araújo’ no atual elenco. E depositar as fichas em apostas não costuma funcionar sempre.

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Estreia coral passou para sábado. Falta saber onde

Publicado por Carlos Lopes, em 20.05.2013 às 17:45

Estreia coral na terceirona será longe do Arruda, cedido para a Fifa em junho (Diego Nigro)

A CBF confirmou a antecipação do jogo de estreia do Santa Cruz na Série C, contra o Luverdense. Passou do domingo, 2 de junho, para o sábado. Esta alteração já era esperada, em virtude do Náutico jogar no Recife na mesma data.

O que permanece em aberto é o local da partida. Como o Arruda estará cedido à Fifa para treinamento para as seleções que participarão da Copa das Confederações, os tricolores ainda não definiram o local da partida.

Num primeiro momento, solicitou, via FPF, que a entidade abrisse uma exceção e liberasse o seu estádio para o jogo de estreia.

Como é pouco provável que a Fifa atenda à solicitação coral, restam três opções mais próximas: os Aflitos, a Ilha do Retiro e o Lacerdão. Na própria tabela no site da CBF, o local da partida está como “A definir”.

O problema com o Arruda é apenas neste jogo de estreia. Na segunda rodada, o time tricolor vai a Maceió, encarar o CRB, e a partir daí, a terceirona dá uma parada em virtude da Copa das Confederações.

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Fim da pífia passagem de Mourinho pelo Real

Publicado por Carlos Lopes, em 20.05.2013 às 16:02

José Mourinho entrou em acordo para rompimento do contrato com o Real Madrid (EFE)

O que era especulação se tornou oficial na tarde desta segunda-feira. O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, anunciou que chegou a um acordo amigável para a saída do técnico José Mourinho.

Como de costume, o dirigente madrilenho adotou o discurso diplomático e agradeceu pela contribuição do treinador, classificando a passagem do português como um salto de qualidade no clube.

A polidez de Pérez diverge, no entanto, com a realidade dos fatos. No Santiago Bernabéu, o vitorioso José Mourinho viveu temporadas de vacas magras.

Na principal competição do continente, a Liga dos Campeões, o Real não conseguiu sequer chegar a uma decisão. O curioso é que, pode-se dizer, o técnico luso é um especialista em levantar taças, com dois títulos por clubes de países diferentes: Porto e Internazionale.

Além de passar em branco no continente, o time de Mourinho amargou inúmeros insucessos diante do maior e histórico rival Barcelona – como um acachapante 5×0, em 2010.

Como consolo, o português ficou com um título espanhol e uma Copa do Rei. Muito pouco para um clube com o nível de investimento do Real.

Tudo indica que o caminho de Mourinho seja o retorno ao Chelsea. Já Carlo Ancelotti é o nome mais forte para assume o Real.

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Sport faz novas apostas em buscas de um goleador

Publicado por Fernando Barros, em 19.05.2013 às 14:35

 

O rodado Nunes e o emergente Balotelli são os novos candidatos a artilheiro do Leão (Foto:Lívio Angelim/Divulgação)

Mesmo sendo o maior vencedor do futebol pernambucano na última década, curiosamente, o Sport foi o único do trio de ferro do Recife que sofreu com a falta de artilheiros. Enquanto o Náutico teve nomes como Kuki, Felipe e Kieza e o Santa teve artilheiros como Marcelo Ramos, Reinaldo e Carlinhos Bala, o Leão da Ilha notabilizou-se por uma defesa forte e um ataque irregular em suas conquistas.

Enquanto os rubro-negros venciam, a falta de um goleador nato era ignorada. No entanto, agora, há três anos sem levantar uma taça, o problema ficou mais acentuado. Após fracassar no último Campeonato Pernambucano, no qual, mais uma vez, não teve um artilheiro de confiança, o Sport resolveu trazer logo dois nomes. Uma medida preventiva para que o time não padeça do mesmo mal na Série B 2013.

E os dois novatos, apesar da mesma função em campo, tem históricos bem diferentes. Nunes, de 31 anos, é um veterano do futebol, tendo passado por clubes como Coritiba, Vasco, entre outros menos notáveis, além de ter jogado no Oriente Médio.O experiente atacante foi uma recomendação do próprio técnico Sérgio Guedes. O que dá a entender que chances não faltarão ao recém-contratado jogador.

Enquanto isso, Jonatahn Balotelli, de 24 anos, chega após de se destacar no último Campeonato Pernambucano, competição na qual marcou 13 gols pelo Pesqueira.  Balotelli terá a dura missão de fazer o que nomes como Kélson, Paulista, Júnior Ferrim, Joelson e Fábio Silva não conseguiram: manter a veia goleadora em um time da capital após ter se destacado em equipes do interior. Algo que só aumenta as expectativas em torno da performance do novato.

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Chega de provincianismo no futebol pernambucano

Publicado por Paulo Henrique Tavares, em 18.05.2013 às 13:53

O Náutico fez uma proposta oficial pelo goleiro tricolor (Diego Nigro)

O que era especulação virou realidade. Sim… O Náutico quer Tiago Cardoso. O destaque do Santa Cruz nas finais do Campeonato Pernambucano, recebeu uma proposta oficial para atuar pela equipe alvirrubra. O goleiro está balançado. E não é pra menos! A possibilidade de jogar em uma Série A, além do aumento salarial, mexe com a cabeça de qualquer profissional.

Isso, profissional! Este é o ponto que merece ser esclarecido.

Pernambuco viveu uma época – e que parece estar voltando à tona -, onde se falava em uma espécie de “acordo de cavalheiros”, firmado entre os componentes do “trio de ferro” – Náutico, Santa Cruz e Sport. Nada expresso em papel timbrado, vale lembrar. Mas, existia uma espécie de “ética” entre os dirigentes. Enfim, não podia contatar atletas do rival para possíveis negociações.

Em algumas situações, a postura era respeitada. Mas, não foram isolados os casos de tentativa, e até mesmo, da quebra desta regra. Como retaliação, jogadores eram vítimas de duras críticas de seus ex-dirigentes, e os seus novos clubes também não passavam impunes, sendo acusados de antiéticos. Ou seja, puro provincianismo.

Santa Cruz, Sport ou Náutico é tão clube de futebol quanto qualquer equipe do mundo. Não se vê, por exemplo, dirigentes pernambucanos acusando de antiéticos profissionais de outros clubes, de fora da cercania local, que vão atrás de seus atletas. Jogadores são mercadorias. Futebol é negócio. Por isso, existe contrato, com data de validade, pagamento de salário e multa rescisória.

O Náutico não está errado em ir atrás de Tiago Cardoso. O Santa Cruz também não erra em tentar segurar o seu atleta. E Tiago Cardoso está no seu direito de procurar o que é melhor para o seu futuro profissional. A rivalidade existe, e tem de ficar apenas nas arquibancadas. Enquanto diretores de clubes agirem como torcedores, ficarão cada vez mais distantes posturas profissionais no futebol pernambucano.

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