OPINIÃO

Na canoagem, Isaquias conquista o quinto ouro do Brasil no Pan

Publicado por fernandoveloso, em 13.07.2015 às 12:01

Brasileiro confirmou o favoritismo e ficou com a medalha de ouro no Pan (Foto: Site COB)

AE – O Brasil conquistou mais um ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e ele veio na canoagem. Na manhã desta segunda-feira, Isaquias Queiroz ficou no lugar mais alto do pódio ao vencer a final da prova de C1 1.000 metros. É o quinto ouro do Brasil na competição. Antes, já havia conquistado com Érika Miranda e Charles Chibana (judô), Felipe Wu (tiro esportivo) e Marcel Stürmer (patinação artística).

Isaquias fez uma ótima prova na final e ganhou com uma boa vantagem sobre o segundo colocado, o canadense Mark Oldershaw. O brasileiro finalizou a disputa em 4min07s866. O bronze foi para Jose Cristobal, do México.

Aos 21 anos, o atleta brasileiro é um fenômeno da canoagem e vem conquistando resultados importantes. Nascido em Ubaitaba, na Bahia, ele foi o primeiro canoísta brasileiro a ser campeão mundial júnior, com vitória na prova de C1 200 metros.

Ainda nesta segunda-feira, ele vai tentar outra medalha no Pan, ao lado de Erlon Silva, na final do C2 1000 metros. Após a competição no Canadá, Isaquias mira a disputa do Mundial de Canoagem, que será realizado em Milão, na Itália, entre 19 e 23 de agosto.







Godín, capitão do Uruguai, sobre o Chile: “Que nunca ganhe nada”

Publicado por fernandoveloso, em 2.07.2015 às 11:22

Capitão do Uruguai não esqueceu a eliminação de sua seleção para o Chile (Foto: Site Conmebol)

Díego Gondín ainda não superou a polêmica eliminação da Celeste para o Chile na Copa América. Em entrevista ao jornal argentino La Nación, o zagueiro falou sobre a passagem do Uruguai pela competição sul-americana.

Diego Gondín, uma das referências do plantel uruguaio, ainda não pôde digerir a eliminação da Celeste para o Chile na Copa América, no polêmico encontro que entrou para a história com a provocação de Jara a Edinson Cavani. Vário dias após deixar o Chile, o defensor do Atlético de Madrid falou sobre a derrota para os donos da casa e do incidente do dedo de Jara.

“Não passa pela minha cabeça entrar no campo para tentar expulsar um colega que tenha tido um problema familiar grave, como teve Cavani. Antes essas coisas aconteciam, mas depois iam te buscar no vestiário ou na tua casa, Lugano colocou isso no Twitter, mas nunca sabemos as voltas da vida e você pode ser encontrado em qualquer lugar. Quando você passa de certos limites dentro do campo, tens que ser responsável do lado de fora pelas consequências que possas ter. E isso não é uma ameaça”, afirmou Godín.

O capitão da Celeste completou sobre o antijogo de Jara: “ O futebol é jogado, não é pancada, xingamento e falta de respeito, eu não sei o que passou pela cabeça dele. Por isso não o compreendo. Me criaram com outro tipo de valores, além dos valores desportivos para me comportar dentro de um campo,  tenho valores de vida e não posso entender esse tipo de coisa”

Na hora de eleger um ganhador da Copa América, Gondín foi sincero. “Está claro que agora nenhum uruguaio quer que o Chile ganhe a Copa pelo o que passou. Tampouco a Argentina porque nos iguala na quantidade de Copas Américas ganhas. E eu não sou a exceção. É como falei com os caras antes, gostaríamos de uma final entre Perú e Paraguai. Não porque tenha algo contra os argentinos, porque não tenho. Só não quero que nos alcancem. E tampouco queremos que o Chile ganhe. Que nunca ganhe nada!”, finalizou.







Dunga: ex-jogador, empresário e treinador

Publicado por fernandoveloso, em 25.06.2015 às 16:53

Treinador da seleção brasileira atuou como empresário de jogadores em 2004 (Foto: Divulgação/CBF)

Os serviços prestados de Carlos Caetano Bledorn Verni à seleção brasileira são conhecidos no mundo inteiro. Dunga levantou a taça da Copa do Mundo de 1994 e foi um dos líderes da seleção em campo em muitas competições.  Após pendurar as chuteiras, o ex-capitão do Brasil decidiu servir ao futebol de outra maneira, como treinador. Mas pouca gente sabe que antes de assumir o comando da seleção brasileira pela primeira vez em 2006, Dunga atuou também como empresário de jogadores de futebol.

Segundo foi publicado em reportagem da ESPN,  o comandante da seleção intermediou, em 2004, a venda do jogador Ederson, que antes de ser negociado com o Lyon da França, jogou pelo Internacional e Juventude, ambos do Rio Grande do Sul. A negociação do atleta rendeu a Dunga uma comissão de: R$ 407.384,08. A ligação do treinador da seleção brasileira com o RS Futebol Clube e com o Image Promotion Company(IPC) , veio à tona depois que o comprovante do depósito em sua conta bancária referente a venda de Ederson foi publicado na imprensa.

Depois do fiasco na Copa do Mundo no Brasil, Dunga foi o escolhido para fazer a renovação da Amarelinha, mas as convocações do atual comandante exibiram velhos vícios do time da Confederação Brasileira de Futebol(CBF).  A carência do futebol brasileiro deu o argumento ideal para rebater os questionamentos, o porquê de jogadores que atuam na China e, principalmente, na Ucrânia estarem sendo convocados.

Na lista do selecionado que foi ao Chile defender o Brasil, alguns nomes geraram surpresa. Após o corte de Marcelo do Real Madrid, o lateral-esquerdo Geferson, do Internacional/RS, foi o escolhido para jogar na Copa América, mas o fato do jogador de 21 anos só ter feito 15 partidas pelo colorado em toda sua carreira causou estranheza. Para justificar a convocação, Dunga alegou a idade olímpica do atleta, a meritocracia e o futebol no pé não tem peso algum no seus critérios de avaliação.

O apreço de Dunga por jogadores que passaram pelos clubes gaúchos não para por aí, ainda mais se eles saíram do Sul do Brasil para Ucrânia. Esse é o caso do volante Fred, que fez a rota admirada pelo técnico brasileiro em 2012, trocou o Internacional pelo Shakhtar Donetsk da Ucrânia. O volante chamou tanto a atenção de Dunga – o único assinante do campeonato ucraniano no Brasil – , que já chegou no Chile como titular da seleção brasileira e em campo não justificou a sua convocação, muito menos a titularidade.

Outro nome que sempre figurou nas convocações do treinador foi o do meia Douglas Costa, que em 2010 trocou o Grêmio pelo Shakhtar Donetsk. O meia-atacante está sendo apontado pela imprensa alemã como o novo contratado do Bayern de Munique, especula-se que as cifras da negociação giram em torno de 35 milhões de euros. Nesta semana, o atacante Roberto Firmino, convocado para a seleção pela primeira vez por Dunga, foi comprado pelo Liverpool ao Hoffenheim da Alemanha por 29 milhões de libras.

O Brasil vai encarar o Paraguai, no sábado(27), às 18h30, pelas quartas de final da Copa América, caso seja novamente eliminado pelos paraguaios, assim como em 2011, será que para a CBF a seleção e Dunga terão fracassado?  Com Gilmar Rinaldi, empresário de vários jogadores, à frente da seleção como coordenador-geral e tantos negócios prosperando, o fracasso do Brasil dentro de campo é detalhe para cartolagem, enquanto a camisa amarela continue sendo o sucesso de vendas da CBF.







Neymar, a magia e o pragmatismo

Publicado por fernandoveloso, em 16.06.2015 às 13:10

Neymar é o ponto fora da curva na seleção de Dunga (Foto: Site Copa América)

O Brasil é a única seleção a vencer todos os jogos depois da Copa do Mundo de 2014, o time comandado por Dunga já soma onze vitórias consecutivas. Se a burocrática seleção canarinha vencer o jogo desta quarta contra a Colômbia,  pela segunda rodada do grupo C da Copa América do Chile, vai igualar o recorde de doze vitórias seguidas da seleção de Aymoré Moreira, em 1961. Diante o Peru, na estreia da Copa América, o time brasileiro não empolgou,  jogando de forma pragmática e defensivamente, a única jogada do Brasil era jogar a bola no camisa 10, a Neymardependência ficou explícita. O craque do Barcelona fez de tudo no jogo, marcou gol, deu assistência para o gol da vitória  e castigou seus marcadores com muitos dribles e magia no pés.

A imprensa europeia se rendeu ao talento de Neymar, o atacante foi elogiado nos maiores jornais do continente, depois de grande atuação na Copa América. O jornal espanhol Marca, se refere ao brasileiro como “o terceiro gênio”, alçando o jogador ao mesmo patamar de Messi e Cristiano Ronaldo. No impresso espanhol também foi publicada, pelo jornalista Santiago Segurola, uma analise do cenário do futebol brasileiro. Vale a pena conferir a visão estrangeira a respeito do nosso futebol.

A magia não é bem vista no mundo do futebol, ainda que seja feio dizer isso. Há décadas que o jogo se inverte mais em tática, do que em criatividade, com algumas exceções , caracterizadas por um êxito indiscutível. Nenhuma equipe combinou melhor que o Barça, o rigor tático com o brilhantismo técnico, mas sua hegemonia não gerou muitos imitadores. O Barça é um caso estranho: seu sucesso não incentiva outros clubes a copiá-lo.

A clássica escola do futebol dos anos 60, 70, foi substituída pelo futebol dos líberos que dominou os mundiais de 1986 e 1990, e depois disso o famoso legado do quadrado mágico dos brasileiros, cujos os efeitos devastadores ainda são apreciados. O decepcionante Brasil da Copa de 2014, sucedeu a duvidosa seleção armada por Dunga em 2010, outro profeta da retranca.

O que foi visto na partida contra o Peru na primeira rodada, foi uma equipe que mantém todos os vícios do último Brasil e quase nenhuma das virtudes do velho Brasil, o que durante tanto tempo funcionou como o paraíso prometido do futebol. Aquele Brasil foi um fabuloso Amazonas, a maior reserva da magia do futebol do planeta, a que permitia se vacinar contra as rigidez táticas encontradas no resto do mundo, principalmente na Europa.

Quando o Brasil se pôs sério, começou a esquecer o melhor de sua identidade. O que começou um processo predatório. O meio de campo integrado por dois volantes de marcação e dois meias mais preocupados em marcar do que em armar, com a intenção de garantir a estabilidade da equipe e liberar os laterais para as subidas. Esse esquema de jogo foi transformado num dogma, pelos professores brasileiros. O futebol do Brasil se militarizou e mudou suas prioridades.

Durante um tempo conviveram no Brasil o concreto e a magia. Ainda era possível produzir um Romário, Bebeto, Rai, Edmundo, Rivaldo e Ronaldinho, mas como acontece na verdadeira Amazônia, a devastação começou a matar a selva criativa. Cada vez é mais difícil encontrar a estirpe de Pelé, Garrincha, Jairzinho, Zico e companhia. O que tanto abundava, agora é exceção.

A brutal entrada do colombiano Zuniga em Neymar expôs as enormes carências da seleção brasileira no último mundial. Sem Neymar, não houve remédio para uma equipe vulgar, sem a menor grandeza. Felipe Scolari era o treinador. O massacre diante a Alemanha revelou a enorme regressão do futebol brasileiro num aspecto que antes era o diferencial sobre os outros: a criatividade.

Houve um Brasil que reunia Garrincha, Didi e Pelé. Depois Clodoaldo, Gerson, Rivelino, Jairzinho, Pelé e Tostão. Mais tarde Junior, Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico. As últimas edições do Brasil reúnem Neymar com jogadores que parecem qualquer coisa, menos brasileiros. Talvez porque já não existam, ou se encontram em fase de extinção. Foram vítimas de uma catástrofe ecológica, da substituição da selva pelo garimpo.

Dunga substituiu Scolari, mas não melhorou a paisagem da equipe. O Brasil depende mais do que nunca de Neymar. O curioso é como a tática se sobrepõe à magia, com a desculpa de necessitar desesperadamente do resultado. Na Copa do Mundo no Brasil, Neymar encontrava alguma colaboração de Oscar, uma versão muito menor da velha estirpe brasileira, mas ao menos a recordava com alguns lampejos em campo. Agora, só há uma possibilidade no horizonte brasileiro: Philippe Coutinho, um jogador que passou por um calvário para ser valorizado na Europa e na seleção brasileira. Era um jogador que podia fazer algo especial, por isso não agradava os pragmáticos.

A atuação de Neymar contra o Peru teve momentos incríveis. Ficou muito claro ele é um jogador superior, o único que aparece como sucessor de Messi. Deixou evidente seu maravilhoso repertório, como sua liderança em campo. Se no Barça aceita a subordinação à Messi, no Brasil é o capitão, com razão.

O problema para Neymar e para seleção é que o seu talento está rodeado de cimento. O que Neymar precisa é de menos quadrado mágico e mais neymares. Antes cresciam em todo o Brasil. Hoje, são uma espécie em extinção.







A crise de três cores

Publicado por fernandoveloso, em 5.06.2015 às 17:19

Salários atrasados, conflitos internos na comissão técnica, o time jogando em baixíssimo nível, vice-lanterna na Série B, um presidente inexperiente e um treinador em fase de aprendizagem. Esse é o cenário do Santa Cruz nesse começo de Campeonato Brasileiro. Com a pior defesa da competição, 10 gols sofridos em 5 jogos, o clube que amargou rebaixamentos em série e penou no limbo das subdivisões do futebol brasileiro por  seis anos, começa a flertar mais uma vez com uma crise que insistiu em se tornar íntima das Repúblicas Independentes do Arruda nos últimos tempos. O time é muito fraco e o índice de acertos de Ricardinho nos reforços  que indicou é nulo.

As recentes conquistas locais do tricolor foram importantes para recuperação da autoestima do clube e sua torcida, porém não foram suficientes para uma mudança de postura de gestão, com transparência e profissionalismo. O atual mandatário coral, Alírio Morais, representa a continuidade à frente do comando do Santa Cruz, foi candidato único da situação, apoiado pelo ex-presidente, Antônio Luiz Neto. Quando assumiu o comando se derreteu em elogios ao seu antecessor, mas no primeiro momento de crise de sua gestão, remeteu o atual problema de salários atrasados à gestão passada. Afirmou nesta semana que havia recebido o clube com uma herança maldita: cinco meses de salários atrasados. A informação é importante, mas o momento em que ela vem à tona é questionável.

O clichê da transparência, tão batido em entrevistas e discursos de Alírio, como de qualquer outro cartola à frente de alguma entidade futebolística, simplesmente está atrelado às circunstâncias. É importante ser transparente, mas nos momentos em que valha a pena sê-lo. Por quê o presidente não fez um balanço financeiro do Santa Cruz e informou a torcida do rombo no caixa do clube assim que assumiu? Por quê também não foi divulgado que Antônio Luiz Neto antecipou cotas de televisão e patrocinadores em sua gestão? Por quê as evasões de rendas no Arruda nunca saem de cena? A solução para crise? Segundo o próprio presidente tricolor, será antecipar as cotas dos próximos anos, manobras antiéticas que se tornaram praxe no Arruda, agora, são divulgadas para imprensa como rota de fuga. A salvação então está em agravar a crise a longo prazo?

Além das mazelas da gestão no plano financeiro,  o departamento de futebol rachou,  Sandro que foi um fracasso como treinador  à frente do clube na Série C, gozava de prestígio com a cúpula coral e não se entendia com Ricardinho. Hoje, o auxiliar entregou o cargo, depois de divulgar sua insatisfação com o trabalho do treinador. Alguns motivos minaram a convivência entre auxiliar e técnico, mas o principal seria porque o treinador não aceitava sugestões em sua escalação. Se Sandro fosse o treinador, que ele deve achar que é, teria continuado à frente do Santa, dado liga na equipe que sob seu comando acenou para Série D e não teria sido substituído por Vica, que com o mesmo time do auxiliar conseguiu o título da terceira divisão. Atualmente, não há perspectiva para o tricolor sair dessa situação e com mais do mesmo, de dirigentes e comissão técnica, o desfecho pode ser trágico mais um vez para torcida coral.

Escute Até Quando de Gabriel Pensador:







Em meio ao escândalo que atingiu o futebol mundial, o técnico Dunga terá de preparar a Seleção para a primeira competição oficial após a Copa do Mundo de 2014 (Foto: Divulgação/CBF)

AE – Sem sua principal estrela e com a missão extra de tentar evitar que a crise que atingiu a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) respingue na Seleção Brasileira, o técnico Dunga começa nesta segunda-feira (1°) a preparação para a Copa América. Neymar não se apresentará porque no próximo sábado (06) vai disputar a final da Liga dos Campeões pelo Barcelona contra a Juventus. Ele só se juntará ao grupo em São Paulo, onde a equipe faz no domingo (07), contra o México, no Allianz Parque, o primeiro dos dois amistosos programados para antes da competição no Chile. A parte inicial da preparação será feita na Granja Comary, em Teresópolis. A equipe fica na cidade do interior do Estado do Rio até sábado pela manhã.

Dunga tem consciência de que os jogadores terão de conviver, ainda que indiretamente, com os reflexos do escândalo de solicitação e recebimento de propinas por parte de cartolas da Fifa na negociação de direitos de transmissão e contratos de publicidade que envolvendo dirigentes ligados à Fifa. A denúncia acerta em cheio a CBF por ter levado o ex-presidente José Maria Marin à prisão na Suíça e lançado desconfianças sobre o atual, Marco Polo Del Nero. O treinador diz não acreditar que esse clima de crise interfira no trabalho da seleção.

“A nossa parte é muito técnica, inclui muito o campo. O presidente Marco Polo Del Nero está dando todas as condições para nós trabalharmos”, disse na quarta-feira passada, dia em que explodiu o escândalo. “Estamos trabalhando pela Copa América já pensando também nas Eliminatórias, e também trabalhando com a seleção sub-20.”

Além de Neymar, o meia ofensivo Everton Ribeiro não se apresentará por causa de compromisso com seu clube. O Al-Ahli, dos Emirados Árabes, decide a Copa Presidente quarta-feira (03) contra o Al Nasr e a expectativa é de que Everton chegue a Teresópolis no dia seguinte.

A lista original de convocados por Dunga para a Copa América tem duas alterações: o goleiro Diego Alves, do Valencia, sofreu grave contusão no joelho e foi substituído por Neto, da Fiorentina, e Marcelo, o lateral-esquerdo do Real Madrid deu lugar a Geferson, do Internacional, também por contusão.

Geferson foi chamado por Dunga sem jamais ter vestido a camisa da seleção brasileira, mesmo em categorias inferiores. Ele tem 21 anos, portanto idade olímpica, e o treinador, que havia dito que Copa América não é lugar para experiências, sinaliza que mudou de ideia após assumir também o comando da seleção que tentará o inédito ouro olímpico nos Jogos do Rio, ano que vem. Por esse motivo, também chegou para o período de treinos da seleção no Brasil dois outros jogadores que não estão inscritos para o torneio no Chile: o volante Fred, do Shakhtar Donetsk ucraniano, e o meia Felipe Anderson, da Lazio.

Antes de embarcar para o Chile em 12 de junho, a seleção fará outro amistoso, dois dias antes. O adversário será Honduras, em Porto Alegre. O Brasil estreia na Copa América dia 14, contra o Peru, em Temuco.







LeBron brilha, Bulls vence o Cavaliers e passa à frente; Rockets sobrevive

Publicado por reporter, em 13.05.2015 às 13:00

AE - O Cleveland Cavaliers está a uma vitória de avançar à decisão da Conferência Leste da NBA. Na noite da última terça-feira (12), a equipe contou com um show de LeBron James para vencer o jogo 5 diante do Chicago Bulls por 106 a 101, em casa, e passar à frente na série melhor de sete, fazendo 3 a 2. Agora, o time de Ohio garantirá a classificação se vencer o jogo 6, em Chicago, na próxima quinta (14). Caso contrário, o jogo 7 será realizado novamente em Cleveland, domingo (17), e aí quem vencer avança.

Se no jogo 4 LeBron James garantiu a vitória com um arremesso no último segundo, desta vez o astro foi determinante desde o início. Ele foi o principal responsável pela vitória com uma grande atuação, terminando com 38 pontos, 12 rebotes e seis assistências, mesmo sentindo dores no tornozelo, que havia torcido.

O início da partida, aliás, foi um duelo particular entre ele e Derrick Rose. LeBron terminou o primeiro tempo com 24 pontos, enquanto Rose marcou 12 somente no primeiro quarto. O armador do Bulls, no entanto, sumiu do jogo depois disso, voltou a sentir um problema no ombro no terceiro período e marcaria somente mais quatro pontos nos últimos três quartos.

A queda de Rose fez o Cavaliers passar à frente no segundo período e manter esta vantagem até o início do último período, quando Taj Gibson se desentendeu com Matthew Dellavedova, tentou dar um chute no adversário e foi excluído. Sem Pau Gasol, lesionado, e Gibson, o garrafão do Bulls perdeu força, o Cavaliers aproveitou e disparou.

A vantagem chegou a 17 pontos a sete minutos para o fim, mas aí Jimmy Butler tomou conta da partida, acertou bolas de três seguidas e diminuiu para dois a pouco mais de um minuto para o fim. Rose teve a chance do empate na seguida, mas tomou um toco de LeBron. O próprio LeBron também errou na sequência, mas Iman Shumpert pegou o rebote de ataque e garantiu o triunfo.

Além de LeBron, Kyrie Irving teve ótima atuação, anotando 25 pontos, mesmo visivelmente mancando, por conta de uma lesão no joelho esquerdo. Pelo Bulls, destaque para Butler, que terminou com 29 pontos e nove rebotes, e Mike Dunleavy, que finalmente apareceu na série para marcar 19 pontos.

ROCKETS SOBREVIVE – Se o Cavaliers ficou perto da vaga com o triunfo, o Houston Rockets jogou pela sobrevivência. Em casa, precisava vencer o Los Angeles Clippers para não ser eliminado já no jogo 5. E foi isso que os texanos fizeram: passaram pelo rival por 124 a 103, diminuíram a desvantagem para 3 a 2 e levaram a série de volta para Los Angeles, onde acontece o jogo 6 na quinta. A situação, no entanto, ainda é crítica, já que o Clippers precisa apenas desta vitória em casa para avançar. Caso contrário, o último jogo acontece em Houston no domingo.

Se LeBron foi o herói do Cavaliers, James Harden comandou a vitória do Rockets. Mesmo claramente prejudicado por uma forte gripe, o ala/armador tomou conta do jogo, cresceu quando o time mais precisou e terminou com um triple-double, com 26 pontos, 11 rebotes e 10 assistências.

O Rockets aproveitou os erros de marcação do Clippers para pontuar no garrafão do adversário. O jogo foi equilibrado somente até a metade do segundo período. A partir daí, Harden assumiu o controle, marcou 14 pontos somente neste quarto e liderou o time da casa a uma vantagem de 15 pontos no intervalo.

O Clippers ainda ameaçou uma reação no terceiro período, mas aí o Rockets passou a fazer faltas intencionais em DeAndre Jordan, que errava lance livre atrás de lance livre, e freou o bom momento do adversário. Assim, o último período serviu só para cumprir o protocolo, a vitória estava selada.

Além de Harden, o Rockets contou com os 22 pontos e oito rebotes de Trevor Ariza e os 20 pontos e 15 rebotes de Dwight Howard. Do outro lado, Blake Griffin tentou responder com 30 pontos e 16 rebotes, Chris Paul anotou 22 pontos e 10 assistências, mas foi só.

Os playoffs da NBA terão sequência nesta quarta-feira (13) com duas partidas. Pela Conferência Oeste, o Golden State Warriors recebe o Memphis Grizzlies com a série empatada em 2 a 2. Mesma situação do Atlanta Hawks, que pega o Washington Wizards em casa também em igualdade.







Jon Jones é suspenso por tempo indeterminado e perde cinturão do UFC

Publicado por reporter, em 29.04.2015 às 08:21

(Foto: Divulgação/UFC)

 Yago Gouveia/FolhaPE

O americano Jon Jones não é mais campeão meio-pesado (até 92,9kg) do Ultimate Fighting Champioship (UFC). A organização resolver tirar o cinturão de Bones , o retirou do card do UFC 187, evento em que ele lutaria com o compatriota Anthony Johnson, além de suspendê-lo por tempo indeterminado. Agora, Johnson enfrentará Daniel Cormier pelo título vago da divisão. Com a exclusão do atleta, o brasileiro José Aldo foi promovido ao posto de número 1 no ranking peso-por-peso da organização.

Na noite da última terça-feira (28), Dana White, presidente do UFC, Lawrence Epstein, vice-presidente executivo e Lorenzo Fertita, um dos donos da organização, além do próprio Jones, realizaram uma reunião extraordinária, que selou a exclusão do atleta do evento do próximo dia 23 de maio.

“Jones não falou muita coisa na nossa reunião, claro que tem muita coisa para resolver agora. Seu advogado não o deixou falar muito, mas nós queríamos saber os fatos reais, porque muita coisa foi dita sobre o que aconteceu e havia muita especulação. Nós queríamos saber o lado do Jones da história”, disse Dana White, em entrevista à Fox Sports.

O presidente da maior organização de MMA do mundo revelou que Jones está muito chateado com mais um caso envolvendo a polícia. “Claro que ele está muito desapontado e chateado. Jones queria ser reconhecido como um dos melhores da história, está desapontado, mas fizemos o que tínhamos que fazer. Para nós, isso não é algo legal de se fazer, mas o show precisa continuar”, afirmou.

Entenda o caso

Campeão dos meio-pesados desde 2011, quando venceu o brasileiro Maurício Shogun Rua, Jones já foi flagrado em um exame antidoping, em janeiro deste ano, por uso de cocaína. Esta semana, contudo, o caso foi mais grave. O americano atropelou se envolveu em um acidente automobilístico, atropelando uma mulher grávida e não prestou socorro à vítima.

Por conta do acidente, o lutador foi detido na noite da última segunda-feira (27), sendo liberado cerca de três horas depois após o pagamento de 10% da fiança, estabelecida em U$ 2,500 (cerca de R$ 7,300). No carro dirigido pelo americano, que ficou completamente destruído, foram encontrados maconha e um depurador para o consumo da droga, além de documentos do atleta.

 







Magrão, dez anos de glórias no Sport

Publicado por reporter, em 21.04.2015 às 13:08

(Foto: Clemilson Campos/Folha PE)

#10anosmagrao

Fernando Veloso/FolhaPE

Há dez anos desembarcava no Recife o desconhecido, Alessandro Beti Rosa, goleiro reserva do Rio Branco-SP. A contratação feita pelo então técnico do Sport, Zé Teodoro, não causou alvoroço na torcida leonina. De lá para cá, Magrão conquistou muitos títulos pelo Leão e se consolidou como um dos maiores jogadores da história do clube, para muitos torcedores, o maior. Sempre discreto no gol, fazendo defesas sem espalhafato, com precisão cirúrgica e reflexos eletrizantes,  o número 1 do Sport também tem outra marca registrada: Pode operar milagres.

Sua canonização já foi consumada, através de suas conquistas e sua conduta impecável, dentro e fora das quatro linhas. O futebol “moderno” carece de exemplos assim, homens que honrem as cores que estão defendendo. Parabéns São Magrão, por sua carreira brilhante, uma década de milagres e uma história gloriosa que transcende o futebol.

Confira o vídeo com o top10 de defesas de Magrão:







Copa do Brasil vai definir mais 10 classificados nesta quarta-feira

Publicado por reporter, em 15.04.2015 às 12:00

(Foto: Divulgação/CBF)

AE – Considerada a segunda principal competição do futebol nacional – atrás apenas do Campeonato Brasileiro da Série A – a Copa do Brasil segue com os seus jogos de volta da primeira fase com mais dez jogos, nesta quarta-feira (15), e outros quatro na quinta (16). Clubes tradicionais, como Santos, Sport, Vasco, Botafogo e Grêmio, são atrações.

Depois de fazer um jogo duro e voltar com uma vitória por 1 a 0 do Paraná, o Santos recebe o Londrina, às 19h30, no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos. O time da Baixada Santista, que vai até o interior em busca de mais público, consegue a classificação com qualquer resultado de empate. Ao time paranaense, uma vitória por um gol de diferença, desde que marque dois tentos, serve.

As situações de Vasco e Grêmio são parecidas com a do Santos. Os dois times venceram Rio Branco-AC e Campinense-PB, respectivamente, por 2 a 1 e também avançam em caso de um empate. A diferença para o time santista é que, como marcaram dois gols como visitantes, os dois clubes também avançam até com derrotas por apenas 1 a 0 para seus respectivos adversários.

O Botafogo-RJ tem uma missão um pouco mais complicada. O time de René Simões empatou por 2 a 2 com o Botafogo-PB, em João Pessoa, e não pode perder por nenhum placar. Um empate por 0 a 0 ou 1 a 1, entretanto, já será suficiente.

O interior paulista também terá um representante nesta quarta-feira. Já eliminado no Estadual, o Ituano defende uma boa vantagem por 3 a 0 sobre o Joinville, obtida na ida. Por isso, o time do técnico Hemerson Maria só avança em caso de uma goleada por quatro ou mais gols na Arena Joinville.







Ranking para “inglês ver”

Publicado por reporter, em 9.04.2015 às 18:00

(EFE)

Fernando Veloso Filho/FolhaPE

No futebol as coisas, de fato, mudam muito rápido. A seleção brasileira, que vinha desacreditada depois do fiasco na Copa do Mundo no Brasil, engatou uma sequência de vitórias e voltou a figurar no top 5 do ranking da Fifa.

Sob o comando de Dunga, a seleção da CBF, venceu oito partidas seguidas encarando algumas pedreiras, como a Argentina e França. O futebol apresentado nos amistosos não foi de encher os olhos, porém não há como negar que foi eficiente e, claro sendo treinada por quem é,  a Amarelinha abusou da sua única jogada : o contra-ataque.

Os critérios adotados pela Fifa para atualização do ranking são nebulosos, como a maioria de suas transações. Amistosos com seleções inexpressivas contam pontos valiosos e sempre valem algumas posições no ranking da entidade máxima do futebol.

Os amistosos de Joseph Blatter, Presidente da Fifa, renderam ao Brasil um lugar à frente da Holanda,  mesmo depois do revés sofrido pela seleção canarinha em jogo oficial, valendo o terceiro lugar na Copa do Mundo no Brasil. O peso dos amistosos parecem ser diferente para os dois países, já que a Holanda venceu a Espanha por 2×0 também esse ano.

Outra bizarrice é a Suiça, país de Blatter, mesmo sem ter feito nada relevante dentro das quatro linhas,  aparecer em nono lugar, à frente dos campeões mundiais Espanha, Itália e Inglaterra.







Covardes e desordeiros atacam nos Aflitos

Publicado por José Neves Cabral, em 8.04.2015 às 00:16

José Neves Cabral

O fotógrafo Flávio Japa e o repórter Paulo Henrique Tavares foram aos Aflitos, nesta terça-feira, cobrir não só a solenidade pelos 114 anos do Clube Náutico Capibaribe, como o protesto que alguns torcedores anunciaram fazer em razão da má fase da agremiação nos gramados.

Ao ver alguns torcedores cercando o presidente, os repórteres se aproximaram para registrar o encontro. Surpreendentemente, foram ameaçados por um pequeno grupo de desordeiros.

Desordeiros, sim, porque até o momento em que eles foram tentar conversar com o dirigente do clube o fato era normalíssimo. A cobrança do torcedor ao dirigente quando a equipe não vai bem – e feita de forma correta – é algo corriqueiro. A reportagem apenas registraria o fato.

Mas a partir do momento em que os nossos profissionais foram ameaçados não dá para usar outro termo a não ser o de desordeiros para esse grupo.

Desordeiros e covardes, simplesmente porque se aproveitaram do fato de estarem em maior número para intimidar dois profissionais, ameaçando quebrar ou tomar o equipamento de trabalho do fotógrafo.

Mais tarde, um grupo de torcedores depredou veículos de outros órgãos de imprensa e promoveu baderna na Avenida Rosa e Silva.

Em respeito ao Náutico e aos seus verdadeiros torcedores, a Folha vai continuar cobrindo a agremiação com o mesmo zelo que sempre teve. Mas pensaremos duas vezes antes de acompanhar e divulgar qualquer protesto de torcedores.

Não vale a pena dar voz a quem não se comporta como cidadão, a quem se esconde dentro de um grupo para manifestar seu espírito criminoso, porque, quando está só, é incapaz de tomar qualquer atitude de coragem.







Warriors supera Clippers e fatura 10ª vitória seguida na NBA

Publicado por reporter, em 1.04.2015 às 15:30

AE – No duelo entre times que vinham embalados por expressivas sequências de vitórias, se deu melhor aquele que tem a melhor campanha da temporada 2014/2015 da NBA. Pela rodada da última terça-feira (31), o Golden State Warriors derrotou o los Angeles Clippers por 110 a 106, fora de casa.

Assim, o Warriors conquistou o décimo triunfo consecutivo e, além de já ter assegurado o primeiro lugar da Conferência Oeste na temporada regular, segue folgado com a melhor campanha da liga, agora com 61 vitórias e 13 derrotas, com cinco triunfos a mais e um jogo a menos do que o Atlanta Hawks, líder da Conferência Leste, que  perdeu para o Detroit Pistons por 105 a 95, fora de casa.

Já o Los Angeles Clippers teve interrompida uma sequência de sete triunfos. Já classificado aos playoffs, o time é o quinto colocado do Oeste com 49 vitórias em 75 partidas. Na partida, Stephen Curry voltou a brilhar ao anotar 27 pontos pelo Warriors, dois a mais do que Klay Thompson. Já o brasileiro Leandrinho Barbosa somou sete pontos, quatro rebotes e uma assistência nos 11 minutos em que permaneceu em quadra.

O Clippers chegou a ter uma vantagem de 17 pontos, mas permitiu a virada do Warriors. Blake Griffin foi o cestinha da partida com 40 pontos e ainda obteve 12 rebotes, Chris Paul anotou 27 pontos e deu nove assistências, enquanto J.J. Redick marcou 14 pontos pelo time de Los Angeles.

Já o San Antonio Spurs deu mais um passo para garantir presença nos playoffs da temporada 2014/2015 da NBA. A equipe ampliou a sua boa fase ao derrotar o Miami Heat por 95 a 81, fora de casa, na milésima partida de Tony Parker na liga norte-americana de basquete. E o francês teve boa atuação, contribuindo com 16 pontos para o triunfo. Kawhi Leonard foi o cestinha do jogo com 22 pontos, enquanto Tim Duncan acumulou 12 pontos e 11 rebotes pelo Spurs. Já o brasileiro Tiago Splitter atuou por 22 minutos, com sete pontos, seis rebotes e duas faltas cometidas.

O triunfo levou o Spurs a terminar março com 12 vitórias e 3 derrotas, a segunda melhor campanha do mês, atrás apenas do Golden State Warriors. No geral, o time acumula 48 triunfos em 74 partidas, em sexto lugar na Conferência Oeste. E a sua passagem para a próxima fase pode ser selada nesta quarta-feira (1°) no duelo com o Orlando Magic, na Flórida. Goran Dragic anotou 19 pontos e Dwyane Wade somou 15 para o Heat. Hassan Whiteside e Mario Chalmers fizeram dez pontos cada enquanto Chris Anderson obteve dez rebotes. Batido, o Heat está na sétima posição no Leste com 34 triunfos em 74 partidas.

Confira os resultados dos jogos de terça-feira (31) da NBA:

Brooklyn Nets 111 x 106 Indiana Pacers

Detroit Pistons 105 x 95 Atlanta Hawks

Miami Heat 81 x 95 San Antonio Spurs







A febre Lisca

Publicado por José Neves Cabral, em 6.03.2015 às 17:00

Reunião de hoje à tarde deve decretar retorno do técnico ao Náutico (Foto:Peu Ricardo)

José Neves Cabral 

Vez por outra nossos clubes são atacados pela “febre” de um treinador. Cria-se, então, um vício.

Todas as vezes que o negócio aperta, os resultados não vêm,  surge o nome daquele sujeito que os dirigentes ungiram como a grande solução.

Agora mesmo, após a queda de Moacir Júnior, o Náutico providencia o retorno de Lisca de Lorenzi, o gaúcho malucão que dirigiu o time no ano passado.

Ora, mais o que Lisca fez de tão significativo para ser lembrado?

Foi vice-campeão pernambucano e, dizem os alvirrubros mais abnegados, conseguiu vencer o Sport na Ilha do Retiro e na Arena.

Entendamos: para alguns torcedores do Náutico, talvez até dirigente, um treinador que vence o Sport, o grande inimigo estadual, conquista muitos pontos nos Aflitos.

Só que o mesmo Lisca que dirigiu o time nas vitórias sobre o Sport, ainda no início da temporada, era o que estava no banco fazendo salamaleques na decisão do Estadual, quando o Náutico perdeu duas vezes.

Essa “febre” é algo curioso e como falei lá em cima ataca todos os clubes locais. O Sport já teve febre de Hélio dos Anjos, de Mauro Fernandes, de Brida. O Santa Cruz também teve os seus preferidos, como Valdemar Carabina, Erandir Montenegro.

Vez por outra, acontece um acerto, como quando o Náutico trouxe Muricy Ramalho, que estava no Rio Branco de Americana/SP.

 







Torcedor do Náutico vive dissabores do presente sem esperança no futuro

Publicado por José Neves Cabral, em 6.03.2015 às 10:55

José Neves Cabral

O torcedor alvirrubro vive um daqueles momentos de profunda frustração com o time. E isso se reflete no público desta quinta-feira, na Arena, quando menos de 700 torcedores pagaram para ver o empate da equipe com o modesto Piauí.

Com direito ao que podemos chamar de uma “timbuzada” – o time sofrer dois gols em seis minutos, cedendo o empate ao rival. “Timbuzada”, em se tratando de Náutico, é o que podemos chamar de lambanças de fim de jogo, quando o time tem tudo para segurar o resultado, mas é surpreendido por gols dos adversários e colhe um resultado indesejado.

Esse aspecto na personalidade alvirrubra vem desde 1993, quando permitiu a virada do Santa Cruz (com um jogador a menos) nos minutos finais e perdeu um título estadual que parecia conquistado. Anos depois, uma derrota para o América Mineiro em casa, quando tinha tudo para garantir uma vaga na elite nacional. E, enfim, o baque da Batalha dos Aflitos, em dezembro de 2005.

O resultado deixou o time em perigo no Nordestão. A situação também não é boa no Estadual. A desculpa da diretoria para demitir Moacir Júnior é de que a equipe estava jogando mal e era preciso trazer alguém para comandar uma reação. Esse alguém ainda não apareceu e o homem indicado foi Levi Gomes, que nunca teve prestígio suficiente para ser efetivado no cargo, nos Aflitos.

Hoje, a diretoria do Náutico tem duas preocupações. Uma é em relação a este momento delicado na vida do clube, onde os resultados não aparecem. A outra é com o futuro. Ao demitir Moacir Júnior, o clube se despediu do objetivo de realizar um trabalho de base, como era apregoado. Ou seja, agora é viver os dissabores do presente sem a esperança de formar um time para o futuro.

Como eu disse aqui na semana passada: a diretoria do Náutico não sabe o que quer. E isso aflige o torcedor muito mais do que os cartolas alvirrubros podem imaginar. Mas o sinal que veio das arquibancadas da Arena nesta quinta é um grande alerta.

Bom prestar atenção.