OPINIÃO

Sport vence na “estreia” de Diego Souza

Publicado por José Neves Cabral, em 21.09.2014 às 18:08

Foto: André Nery/Folha PE

 

José Neves Cabral

Sofrimento é pouco para definir a vitória do Sport. O time passou o jogo inteiro pressionado pela torcida, que exigia a vitória, na Ilha do Retiro. E foi para cima do Coritiba, expondo-se a perigosos contra-ataques do adversário. A crônica falta de jogadas de aproximação para entrar na área inimiga foi um obstáculo a mais.

Porém, desta vez, Diego Souza  ESTREOU. Ainda pesado, é verdade, mas com vontade de jogar. E ele arriscou dribles e buscou o jogo, criando problemas para a defesa do Coxa.

Eduardo Baptista insistiu em manter o time no ataque. E colocou em campo Felipe Azevedo. Poucos minutos depois, ele recebeu ótimo passe de Diego Souza e tocou na saída do goleiro: gol. O gol que seria o da vitória.

O Coritiba tentou reagir nos últimos minutos, mas o contra-ataque do Sport funcionou.

Ananias acertou a trave, na volta, de cabeça, Diego Souza obrigou o goleiro a fazer uma boa defesa.

Enfim, o Sport chegou aos 35 pontos, mas ficou no oitavo lugar mesmo, porque o Galo resolveu  devorar  a Raposa, no Mineirão.

 







Calma, tricolores

Publicado por José Neves Cabral, em 21.09.2014 às 13:24

 

(Foto: Paullo Almeida/Folha PE)

 

 José Neves Cabral

Não se pode confundir meia dúzia de torcedores com a torcida do Santa Cruz.

Pois é.

Meia dúzia de torcedores agrediu com palavrões o atacante Flávio Caça-Rato na saída do Arruda, sábado.

O jogador revidou também com palavrões. A turma do deixa disso acalmou os ânimos.

Caça-Rato é um dos que menos jogaram nesta sofrível campanha tricolor na Série B.

Teve a má sorte, porém, de entrar no time em seus piores momentos, exatamente quando o técnico Sérgio  Guedes já  balançava.

Não é justo tentar encontrar um único culpado para esse triste ano do centenário tricolor.

Há problemas de toda ordem no clube. A diretoria administra uma dívida trabalhista que está acima dos R$ 40 milhões.

O clube começa o mês devendo mais 1% de juros e multa desse montante, cerca de R$ 400 mil.

E tem que arcar com a folha de jogadores, funcionários, despesas de manutenção do estádio.

Antônio Luiz Neto, como presidente, ganhou três estaduais em quatro.  E o time subiu da Série D para a B.

O trabalho precisa continuar com a próxima diretoria.

Se o  Santa Cruz não subir este ano, o mundo não vai acabar. Mais importante é que não seja rebaixado.

Portanto, calma, tricolores.

 







Derrota e empate amargos

Publicado por José Neves Cabral, em 20.09.2014 às 18:05

José Neves Cabral

A derrota do Náutico para o Vasco esta tarde, em São Januário, é uma daquelas que traumatizam a torcida.

Bem armado por Dado Cavalcanti, o time cresceu em cima do Vasco, criou ótimas oportunidades e acabou abrindo o placar no segundo tempo,
com Sassá, de pênalti.

Vieram outras chances, mas o ataque insistia em finalizar mal. Praticamente encurralado, o Vasco fez dois gols em contra-ataques, com falhas gritantes da dupla de zaga alvirrubra, péssima na cobertura dos laterais, principalmente Rai.

A derrota tem um gosto amargo para os alvirrubros, que permanecem com 34 pontos e um pouco mais longe do G4.

Assim como amargo é o empate do Santa Cruz, no Arruda, com o Icasa.

O 1×1 sob os olhos de Oliveira Canindé nesta tarde deixou o novo treinador com a certeza de que é preciso trabalhar muito para arrumar esse
time.

Com 31 pontos, o time continua em 11º lugar, mais próximo da zona de rebaixamento do que do grupo dos quatro.







Insistência pode queimar Érico Júnior

Publicado por José Neves Cabral, em 19.09.2014 às 14:01

José Neves Cabral

O técnico Eduardo Baptista tem esbravejado, nas entrevistas, sobre o  que considera perseguição ao prata da casa Érico Júnior, lançado por ele na equipe principal do Sport, mas que não vem correspondendo.

Considera uma injustiça as vaias que o jovem atleta recebe por não atender à expectativa da torcida. Constantemente, o atacante evolui com a bola, aproxima-se da área e parece entrar em pânico a cada vez que a jogada entra num momento de definição.

Devemos louvar daqui a preocupação do comandante em proteger o jogador, mas não podemos deixar de lembra-lo de que a paciência do torcedor tem limite. Érico Júnior já teve várias oportunidades na equipe titular, mas até agora não conseguiu criar na torcida a esperança de que vai vingar no time principal.

Na Primeira Divisão, com a pressão por resultados cada vez maior, as cobranças aumentam. Na ânsia de revelar um talento, Eduardo poderá  estar queimando-o por insistir em mantê-lo entre os titulares, o que gera apenas desgaste para ele e para o atleta.

O prazo para um atleta se firmar como titular e render o que dele se espera como profissional é algo muito subjetivo. Um exemplo recente é o lateral-direito Renato. Todos sabiam de seu talento, mas ele demorou a produzir no nível de exigência de um clube como o  Sport. Acabou perdendo espaço. Foi para o futebol potiguar, amadureceu, destacou-se e esta semana foi negociado ao Fluminense/RJ.

 

 







Otimista com o Nordestão

Publicado por José Neves Cabral, em 18.09.2014 às 23:43

José Neves Cabral

A vontade de ver o futebol do Nordeste dar certo é tanta, em mim, que tenho até receio de estar sendo exageradamente otimista neste comentário. Mas fiquei muito feliz em ver a solenidade de lançamento da Copa do Nordeste 2015, na Arcádia de Apipucos, Zona Norte do Recife, na noite desta quinta-feira.  Gente demais, cronistas de todas as gerações, amigos de longas datas. E uma festa bonita, organizada, regada a Chivas.

Uma festa que o meu saudoso amigo Lula Carlos ia gostar de ver. E de beber. Vi Pedrão lamentando por não ter levado a filha para dirigir o carro, vendo o uísque passar com aqueles olhos compridos. Vi Adherval, animado, contando histórias da crônica. André Luís, sempre bom de papo e antenado com as coisas do futebol.

E vi cronistas querendo esconder suas medalhas com medo de José Maria Marim, o presidente da CBF, que ficou conhecido por ter  ‘guardado’ para ele uma medalha, mesmo sem ser agraciado. Um Marim generoso, podemos registrar. Em meio à solenidade de entrega dos troféus aos melhores, prometeu mais R$ 1 milhão para rechear o prêmio do campeão em 2015.

Apesar do atraso, começou uma hora depois do previsto, a solenidade mostrou a força do futebol nordestino e, principalmente, que há um movimento de reação em busca desse mercado de mais de 50 milhões de consumidores da região. Uma disputa acirrada pode elevar  a venda do número de camisas dos clubes, agregando renda e fortalecendo seus cofres para que formem times mais competitivos.

A presença da TV Interativa na cobertura da Copa do Nordeste é também um gol de placa dos organizadores. Durante a festa, com um show de imagens , foram relembrados momentos importantes do torneio.

No próximo ano, enfim, teremos a competição completa com a inclusão de representantes do Maranhão e do Piauí. A medida é mais do que acertada, pois contempla os estados que não tinham equipes na disputa.

 

 

 







A CBF é uma vergonha por muitos motivos

Publicado por José Neves Cabral, em 18.09.2014 às 18:30

 José Neves Cabral

O desabafo de Emerson  na derrota do Botafogo para o Bahia, por 3×2, repercute e muito nas redes sociais e nas resenhas esportivas.

Simplesmente porque ele disse o que todos os dirigentes de clubes sabem e têm medo de dizer.

A cada eleição na entidade, os presidentes de federações estaduais aclamam o escolhido da vez.

Em troca de favores que nem sempre vêm  a público.

Ricardo Teixeira, seu ex-presidente, vive quase exilado nos EUA e ainda recebe uma gorda pensão da entidade.

O atual presidente, José Maria Marim, foi flagrado apropriando-se, indebitamente, de uma medalha numa solenidade esportiva em que em ele não era um dos agraciados.

A CPI da CBF/Nike foi outro escândalo do futebol brasileiro que acabou abafado por um grupo que ficou conhecido como “bancada da bola”.

Com passagem por clubes de grande torcida, como Corinthians e Flamengo, Emerson, naturalmente, conhece as dores e as delícias de se jogar contra ou favor.

O desabafo não veio por acaso.







A renovação “lenta e gradual” de Dunga

Publicado por José Neves Cabral, em 17.09.2014 às 15:03

José Neves Cabral

Assim como Ernesto Geisel, o presidente militar, prometeu uma abertura lenta e gradual na década de 70, o técnico Dunga vai promovendo a sua renovação na Seleção Brasileira, parecendo seguir os mesmos critérios.

Nesta manhã, anunciou a lista para os amistosos do Brasil com a Argentina e o Japão, no próximo mês.

As novidades são os laterais Dodô e Mário Fernandes. O segundo começou bem a carreira no Grêmio e depois seguiu para o futebol europeu. O segundo iniciou a carreira no Corinthians.

Salvo engano, Dunga vai aprofundar as mudanças a partir do próximo ano.  E jogadores que fracassaram na Copa realizada no Brasil, com raras exceções, serão simplesmente “esquecidos” pelo  treinador.

Assim como Maicon, cortado por indisciplina, não deve ter outra chance, acredito que Daniel Alves já deu o que tinha de dar. E, reconheçamos, foi muito pouco em relação ao que ele sempre jogou no Barcelona.







Nordestão, enfim, com o mapa da região completo

Publicado por José Neves Cabral, em 16.09.2014 às 19:24

A Copa do Nordeste apresenta suas armas na próxima  quinta-feira, na Arcádia, para a realização do Campeonato de 2015.

De bom, a inclusão de clubes de dois estados que não participaram até agora da competição: Maranhão e  Piauí.

Por si só, esta medida já vai elevar a média de público do Nordestão, uma vez que tanto maranhenses quanto piauienses são apaixonados por futebol.

O Maranhão terá Sampaio Corrêa e Moto Clube, enquanto o Piauí contará com e River Plate e Piauí.

A média de público deste ano – 7.472

Média de  gols – 2,45 em 62 jogos.

A entrada de Maranhão e Piauí, enfim, fecha o mapa do Nordeste, composto por nove estados.







Léo Gamalho na mira do Leão

Publicado por José Neves Cabral, em 15.09.2014 às 20:28

José Neves Cabral

Léo Gamalho chegou ao Arruda em meio a uma certa desconfiança. Afinal, havia pouco tempo que o Santa Cruz dispensara o ídolo Dênis Marques. Nos primeiros jogos, o grandalhão parecia que não iria encaixar na equipe. Mas os gols começaram a surgir e Léo Gamalho deixou de ser uma aposta para se tornar uma realidade como principal atacante do time tricolor.

Apesar da campanha irregular do Santa – é apenas o 11º na classificação da Série B -, o atacante é o melhor do time na competição. Além dos gols, tem dado assistências e servido como importante ponto referência no ataque, ora puxando os contra-ataques, ora recebendo a bola de costas para os zagueiros.  Com habilidade razoável, ele consegue segurar a marcação e esperar que a equipe avance para dar continuidade ao ataque.

Já especula-se que Léo Gamalho é um dos nomes cobiçados pelo Sport para a próxima temporada, o que não seria uma novidade, uma vez que o clube rubro-negro costuma mesmo investir nos jogadores que se destacam entre os rivais da cidade. Foi assim com o Zé Mário, do Náutico, recentemente.







Gascoigne, um craque destruído pelo álcool

Publicado por José Neves Cabral, em 13.09.2014 às 08:00

José Neves Cabral

O Brasil assistiu na década de 1970 o ocaso de Garrincha. O jogador onde a genialidade e a ingenuidade andavam de mãos dadas. Alcóolatra, morreu em 1983, após várias internações e muito sofrimento de sua família e amigos. O drama de Garrincha agora se repete no futebol inglês, onde um dos grandes ídolos do futebol naquela país sofre com o alcoolismo.

Paul Gascoigne era um meia que misturava raça e habilidade com a camisa do Tottenham e depois da própria seleção inglesa. Desde que parou de jogar, em 2004, mergulhou na bebida. Esta semana, foi preso após jogar um tijolo num fotógrafo.

De espírito menos bélico, ao menos, o nosso Garrincha nunca foi preso por agressão. Mas, como ele, Gascoigne deixa o exemplo de como não se deve administrar uma carreira.







Sonho cada vez mais possível para o Náutico

Publicado por José Neves Cabral, em 12.09.2014 às 21:34

(Foto: Peu Ricardo)

José Neves Cabral

Era um jogo difícil, na Arena Pernambuco.  O Náutico diante do bom Ceará, bem treinado por Sérgio Soares, e com o artilheiro Magno Alves embalado.

Mas brilhou a estrela de Sassá, autor de dois gols no primeiro tempo. O alvinegro alencarino atacou, pressionou, mas encontrou a defesa do Náutico bem armada, com Elicarlos e João Ananias cobrindo os avanços de Rai e Rafael.

No segundo tempo, a pressão continuou,  Magno Alves diminuiu a diferença e esteve perto de empatar a partida.

No finalzinho, dramático, Sassá, em outra escapada, por pouco não fez o terceiro do Náutico, que chegou aos 34 pontos e encostou de vez no G4 da Série B do Brasileiro.

Em sete jogos sob o comando de Dado  Cavalcanti, o Náutico somou cinco vitórias, um empate e perdeu apenas uma partida. São 16 pontos conquistados em 21 possíveis.

Um saldo para a torcida comemorar.

E, principalmente, alimentar a esperança de que a classificação para a Série A é possível.

Veja a matéria do jogo aqui







Racismo x irracionalidade, onde vamos parar?

Publicado por José Neves Cabral, em 12.09.2014 às 16:16

De um lado, racismo e ignorância;

Do outro, a irracionalidade.

A lei que pune os atos identificados como racistas no Brasil prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos, mais multa, para as pessoas indiciadas neste tipo de crime.

A torcedora gremista que ofendeu o goleiro Aranha, do Santos, há 15 dias, já pagou muito mais pela exposição nesse breve período. Não está presa ainda, mas corre o risco de sofrer agressão se aparecer em público, tamanho o clima criado em torno do caso.

Nesta sexta-feira, confirma-se a notícia de que a casa em que mora, em Porto Alegre, foi incendiada.

Ignoráncia de um lado, irracionalidade do outro.

Onde vamos parar?







Os caminhos de Neto Baiano

Publicado por José Neves Cabral, em 12.09.2014 às 14:21

 

(Foto: Peu Ricardo)

 

José Neves Cabral

Excluído da delegação do Sport que viajou para Santa Catarina, onde o time enfrentará, neste sábado, a Chapecoense, Neto Baiano ganhou um fim de semana para refletir.  Após o banco no jogo com o Santos, ele ameaçou deixar o clube, amanheceu no dia seguinte queixando-se de dores, mesmo sem ter atuado na quarta-feira, e o técnico  Eduardo Baptista não titubeou, em afastá-lo do grupo para o jogo do fim de semana.

O artilheiro em má fase tem agora dois caminhos a seguir: o primeiro é mais  difícil, porém, mais digno. Encarar a reserva, preparar-se melhor e tentar recuperar seu espaço na equipe. Talvez com mais experiência para, habilmente, questionar o esquema armado pelo treinador que o jogou às feras, isolando-o no ataque.

(Eis uma das incoerências de Eduardo para Neto Baiano explorar. Em diversas entrevistas, o treinador dizia não estar preocupado com o jejum de seu principal atacante. Para ele, o importante era que o artilheiro tinha outra função no time, pois marcava muito bem a saída de bola dos rivais.)

Mas o tempo foi passando, os gols cada vez mais escassos e a corda apertando seu pescoço. Baptista, então, resolveu sacar o atacante, como se ele fosse o principal problema da equipe, o que não parece ser. Nem mesmo os três gols de Patric em partida atípica para um lateral vão esconder que falta ao Sport um esquema de jogo mais consistente no ataque, com jogadas de aproximação mais efetivas.

O segundo caminho para Neto Baiano é mais fácil, porém, pode ser mais longo e doloroso. Jogar a toalha, pedir rescisão e buscar outro clube. Pelo  número de atuações na Série A, não pode mais ser contratado por outra agremiação desta divisão. Restaria ao atacante um clube da Série B, como fez com o Sport  no ano passado.

Essa decisão, por si, já aponta uma queda salarial para o atacante que naturalmente não é bem vinda.

Portanto, Neto, mãos à obra. É treinar e buscar o espaço perdido. Boa parte por culpa sua, que não discutiu a relação com Eduardo publicamente no tempo certo. Afinal, centroavante é para atacar e fazer gols. Quando aceitou se desgastar descendo demais para marcar adversários, você perdeu fôlego para chegar naquela bola mais adiantada lá na frente. E nem a torcida, nem o técnico perdoam esse atraso.

 







O solo de Patric

Publicado por William Tavares, em 11.09.2014 às 12:00

José Neves Cabral

O Sport exibiu os costumeiros erros no duelo com o Santos. Pouca imaginação nas jogadas de ataque, momentos de pane na defesa e erros infantis na troca de passes no meio campo. Essas variáveis, somadas, poderiam compor muito bem a melodia de uma derrota. Mas quando se tem um jogador em dia de inspiração, como Patric, as notas que deveriam sair desafinadas, desaparecem em meio a um solo forte, que esconde a falta de ritmo de outros componentes da banda, aliás, da própria banda. E foi assim na noite chuvosa desta quarta, na Arena Pernambuco.

O Sport passou cerca de 20 minutos cercando a área do Peixe, mas sem imaginação suficiente para penetrar. As jogadas agudas em direção ao gol são raridade. O adversário aproveitou-se de uma falha de Ibson, roubou a bola e em três passes Thiago Ribeiro estava dentro da área, driblando dois jogadores para tocar na saída de Magrão.

O jogo parecia perdido, muito mais pelas deficiências do ataque rubro-negro do que pelas próprias virtudes dos paulistas. No entanto, antes de o primeiro tempo terminar, o lateral Patric começou a solar. Aproveitou-se de um cruzamento de Danilo para cabecear, empatando a partida.

O alívio foi imediato para o time de Eduardo Baptista. No início do segundo tempo, lá está Patric, novamente, para aproveitar nova oportunidade, colocando o Sport em vantagem. Já no finalzinho, num contra-ataque rápido, outra assistência de Danilo, o terceiro gol de Patric, consagrado como artilheiro do time no Brasileiro, com cinco gols, um a mais do que Neto Baiano. A vitória recoloca o time na sétima colocação. O time, porém, pode descer uma posição, se o Corinthians perder para o Atlético Mineiro, na noite desta quinta-feira.







Vitórias com sofrimento

Publicado por José Neves Cabral, em 9.09.2014 às 22:30

José Neves Cabral

O sofrimento marcou as vitórias de Santa Cruz e Náutico na rodada desta terça-feira, a 20ª da Série B do Brasileiro. No vaivém da classificação, os dois clubes pernambucanos parecem caminhar de mãos dadas no centro da tabela. Os alvirrubros venceram o Vila Nova, superando as dificuldades do ar rarefeito de Goiânia e do gramado do Serra Dourada. Crislan mostrou que desponta como ídolo da torcida. O time chegou ao 10º lugar, com 31 pontos, seguido pelo Santa Cruz, 11º, com 30.

O Tricolor, aliás, valeu-se de outro candidato a ídolo para dobrar a Lusa, no Arruda. Leo Gamalho, de cuca, empurrou a bola para as redes já no finalzinho, e foi pro abraço. O bom começo de returno para Náutico e Santa Cruz faz a torcida vislumbrar um avanço na classificação.

Certamente, e com razão, a torcida do Naútico estufa o peito cheio de esperanças. Com Dado Cavalcanti no comando, o time somou 13 pontos em seis jogos. Apesar de todos os percalços. Mais do que um bom técnico, o treinador tem se revelado um ótimo psicólogo para motivar um grupo que vive o drama dos salários atrasados.

Se mantiver a média de aproveitamento desses seis jogos, o Náutico estará no G4 ao final da temporada, para surpresa, inclusive, desde blogueiro que já não acreditava em tamanha reação.

CURIOSIDADE – Pelo andar da carruagem, o Estado de Santa Catarina poderá ter quatro clubes na Primeira Divisão ano que vem. Vejamos:  Joinville, com 39 pontos,  lidera a Série B, seguido do Avaí, 38. Na Série A, o Figueirense, após um mau começo, está em 12º lugar com 24 pontos, enquanto a Chapecoense ocupa a 15ª posição, com 20 pontos.