Calmo nas entrevistas coletivas, o técnico não é daqueles que dão "esporros" publicamente. Foto: Arthur Mota/Folha de PE

Léo Lisbôa Folha PE

A temporada de 2011 será inesquecível para o técnico Waldemar Lermos. Criticado assim que teve o seu nome anunciado para comandar o time na Série B, o treinador alvirrubro, responsável direto pelo acesso conquistado com antecipação, limpou de vez a sua imagem. Ele reformulou o grupo de jogadores que havia perdido o Estadual, mesmo com uma redução bastante significativa na folha salarial. E apesar de ser alvo de críticas durante todo o período que esteve nos Aflitos, em nenhum momento entrou em polêmica ou rebateu quem não acreditava no seu trabalho.

A dúvida quanto à qualidade do seu trabalho foi levantada pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, André Campos, que através do seu perfil no Twitter chamou o treinador de “fraco e mercenário”. Nos bastidores, Waldemar Lemos, junto com a diretoria, soube controlar os atletas.

O perfil dele é bem diferente da maioria dos treinadores que trabalham no futebol brasileiro. Calmo nas entrevistas coletivas, durante os treinamentos e os jogos, o técnico não é daqueles que dão “esporros” publicamente, colocando o atleta numa situação bastante constrangedora. Ele geralmente conversa com os atletas separadamente, procurando entender o porquê dele não estar rendendo o esperado.

Waldemar Lemos, entretanto, teve os seus “dias de fúria” nesta Série B. Duas vezes, o treinador acabou sendo expulso (na vitória sobre o Icasa e no empate com o Vila Nova/GO, ainda no primeiro turno da competição), após reclamar da arbitragem. “O pessoal tem que parar de dar energético ao professor”, brincou o volante Elicarlos na época.