Português Fácil

Olá, queridos leitores! Espero que estejamos lendo bastante, estudando bastante para que possamos alcançar os nossos objetivos. Hoje vamos dar uma olhadinha – atenta – em quatro questões do Cespe/Unb a fim de comprovarmos de uma vez por todas como elas são tranquilas. Vejamos:

1.    Na construção “Uma e outro aspiravam à morte” (l.13), ao se substituir a conjunção “e” por ou, flexionando-se o verbo na terceira pessoa do singular, mantém-se a correção gramatical. Na verdade, quando trocamos a conjunção “E” por “OU”, deparamo-nos com uma nova expressão “um ou outro” que exige de nós concordância no singular. Então devemos, sim, memorizar essas regras a fim de que a nossa resposta seja automática: “Uma ou outro aspirava (3ª pessoa do singular) à morte Certíssimo!

2.    Em “Cada vez que eu tentava reconciliar-me com ela” (l.15), a expressão “Cada vez que” pode ser substituída por À medida que, sem alteração de sentido. “Cada vez que” é uma expressão que denota Tempo. Como nós poderíamos substituí-la, em qualquer contexto, por “uma vez que” se esta última denota uma relação de proporção? Às vezes vemos que até cabe uma expressão no lugar da outra no que diz respeito à gramática, mas, quanto ao sentido, as duas orações não têm a mesma classificação. Assertiva Erradíssima!

3.    Com o deslocamento da conjunção “pois” para o início da oração “Escrevi, pois, toda a minha vida poemas, narrativas, contos, tratados, ensaios” (l.26-27), com os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas, preserva-se o sentido original do período. Escutamos desde a nossa infância a seguinte afirmação de nossas professoras: “Pois” antes do verbo da segunda oração é explicativo; “Pois” depois do verbo da segunda oração é conclusivo. Então, a frase me diz: “Escrevi, pois, toda a minha vida poemas…” se disséssemos: Pois escrevi toda a minha vida poemas, a relação de sentido que se estabeleceria seria a de Explicação. Erradíssima!

4.    Em “Porém, mal experimentava a ilusão (…) a minha pobre alma acabrunhada” (l.28-32), o termo “mal” é empregado com sentido temporal. A palavra “mal” pode ser sim classificada como conjunção temporal, provocando um efeito de sentido na oração subordinada de “tempo”. Vejamos o período completo: Porém, mal experimentava a ilusão de pela poesia ter exorcizado a perseguição dos meus pavores, logo outras alucinações, outros pesadelos, outras bizarrias macabras e fúnebres assaltavam sem trégua a minha pobre alma acabrunhada. Viu? Mal (assim que) experimentava a ilusão… logo outras alucinações… assaltavam… Certíssima!

Vimos como as questões que trouxemos hoje – todas de uma só prova de nível superior – foram tranquilas para nós? Deixemos de lado o mito de que Cespe é difícil e estudemos com alegria até passar! Fiquemos em paz e até domingo! 


Queridos leitores, depois da nossa maratona da FGV, vamos voltar ao Cespe/Unb, analisando algumas assertiva muito interessantes… elas são importantes para nós não só pelo seu conteúdo, mas também pelo fato de nos servirem como modelo para a realização de outras questões. Vamos lá:

(fragmento de texto)

As iniciativas são louváveis. Caso a população, porém, se sinta apenas punida ou obrigada a uma atitude, e não parte da comunidade, os benefícios não se tornarão duradouros.

1.   A substituição de "Caso" ( .15) pela conjunção “Se” preservaria a correção gramatical da oração em que se insere, não demandaria outras modificações no trecho e respeitaria a função condicional dessa oração.

Parece sempre uma bobagem para os alunos quando abordo substituição de conjunções de mesma classificação em sala de aula… mas olha aí aparecendo no Cespe… nós sempre achamos que, se a conjunção é de mesma natureza, ela pode ser substituída por qualquer outra sem os demais ajustes, principalmente quanto à conduta verbal. Vejamos: “Se a população, porém, se sinta apenas punida ou obrigada a uma atitude, e não parte da comunidade, os benefícios não se tornarão duradouros.”. “Se a população se sinta”? Essa construção faz sentido ou deveríamos ajustar o verbo para: “Se a população se sentir”? Vemos que, se substituirmos o caso pelo se sem fazermos as devidas alterações perdemos por completo o sentido da oração. Concluímos, então, que a assertiva está errada.

Mais uma:

Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados, constituem reescrituras sucessivas de parágrafos de notícia assinada por Julita Lemgruber e publicada no Jornal do Brasil (Internet: Acesso em ago./2004).

2.   Os jovens apresentaram à um público, ora perplexo, ora emocionado, mas sempre profundamente impactado, cenas de seu cotidiano: a violência à que estão submetidos dentro de casa; o jovem traficante pegado no flagrante; a relação dos meninos infratores com a polícia e entre eles e o tráfico.

O item está ERRADO. Vamos corrigi-lo:  Os jovens apresentaram A (1) um público, ora perplexo, ora emocionado, mas sempre profundamente impactado, cenas de seu cotidiano: a violência A (2) que estão submetidos dentro de casa; o jovem traficante PEGO EM (3) flagrante; a relação dos meninos infratores com a polícia e entre eles e o tráfico. 1 – Não há crase diante de artigo indefinido; 2 – Não há crase antes de “que” a não ser com o A que funciona como demonstrativo; 3 – devemos usar particípio irregular quando acompanhado de “Ser ou estar” – Veja: Ele foi pego em flagrante. Mesmo que o verbo ser – auxiliar – esteja subentendido.

Espero que tenhamos matado a saudade do Cespe/ Unb! Um grande abraço e domingo nos encontraremos mais uma vez!


 

Estamos chegando ao fim desta série de quatro artigos baseados em questões da FGV. Essa organizadora possui suas peculiaridades que merecem a nossa atenção. Vejamos:

         1.    “Organize sua empresa, um nível de organização deve ser mantido dentro da empresa, isso implica em definição clara de cada função e tarefas executadas, controle de estoque e caixa com boletins e relatórios diários e prestações de contas por parte dos responsáveis por esses setores, regras;”. Nesse segmento 1 do texto há um erro quanto à norma culta, que é:

(A) o mau emprego do possessivo “sua” em “sua empresa”;

(B) a má utilização da expressão “um nível de”;

(C) a má concordância do adjetivo “executadas”;

(D) a regência desaconselhável de “implicar”;

(E) a má colocação do adjetivo “diários”.

Observemos que: o único problema – e grave – é no mau uso da regência verbal do verbo “implicar”: Implicar no sentido de acarretar, de trazer é VTD. Como é muito comum o uso de tal verbo com a preposição EM, confundimos isso com norma culta. Resposta letra “D”.

2.    “Controle das senhas, todas as senhas devem ser trocadas no mínimo a cada três meses”; o segmento colocado após a vírgula, em relação ao segmento anterior, expressa:

(A) conclusão;

(B) retificação;

(C) concessão;

(D) consequência;

(E) explicação.

O que é, no texto, “controle de senha”? “Todas as senhas devem ser trocadas no mínimo a cada três meses…” Vê-se, claramente, que este último termo explica, esclarece o significado da expressão anterior “controle de senha”… logo, mesmo sem conectivo explícito, o valor explicativo é inegável. Resposta: letra “E”.

Muito grata a todos os leitores da Folha dos Concursos pela companhia nessa primeira série sobre a Fundação Getúlio Vargas e esperamos todos vocês no Blog dos Concursos com  vídeos, contendo resoluções das questões da FGV. Um grande abraço e até domingo.


Olá, queridos leitores. Viemos hoje dar continuidade ao nosso trabalho com o terceiro artigo baseado na organizadora FGV. Estude – tendo como base essa organizadora – e verá!

Hoje vamos entender, na prática, as funções do vocábulo “mais”, FGV adora isso! Além disso nos centraremos em algumas questões que enfocarão o uso de elementos coesivos para dar continuidade ao texto. Os elementos que mais aparecem em nossas provas são os “anafóricos” encarregados de retomar termos que já usamos antes. Então, seguindo o ritmo do artigo da semana passada, observemos o seguinte fragmento de texto e uma questãozinha baseada nele:

É justo que as mulheres se aposentem mais cedo?

A questão acerca da aposentadoria das mulheres em condições mais benéficas que aquelas concedidas aos homens suscita acalorados debates com posições não somente técnicas, mas também com muito juízo de valor de cada lado.

Um fato é certo: as mulheres intensificaram sua participação no mercado de trabalho desde a segunda metade do século 20.

Há várias razões para isso. Mudanças culturais e jurídicas eliminaram restrições sem sentido. [...]

1.    “Há várias razões para isso.” A forma do pronome demonstrativo sublinhado é justificada pelo fato de

(A) se referir a um fato futuro na progressão do texto.

(B) fazer alusão a um acontecimento do momento.

(C) localizar o tema como de autoria do interlocutor.

(D) se prender a uma afirmação feita anteriormente.

(E) realizar a seleção entre dois termos, destacando o mais distante.

Fica bem fácil a questão quando sabemos a regra: esse(s), essa(s), isso são pronomes usados para retomar termos únicos que já foram usados antes. E foi o que aconteceu no texto! “Há várias razões para quê? “Para que as mulheres intensifiquem sua participação no mercado de trabalho…”. Essa oração inteira foi retomada pelo anafórico isso. Logo, vamos assinalar a alternativa que está na letra “D”: “se prender a uma afirmação feita anteriormente”.

2.    O segmento do texto em que o vocábulo “mais” pertence a uma classe diferente das demais é

(A) “A questão acerca da aposentadoria das mulheres em condições mais benéficas…”. (B) “um dos maiores e mais antigos bancos do Brasil”.

(C) “Filhos estudam por mais tempo”.

(D) “recebem salários mais baixos”.

(E) “uma aposentadoria em idade mais jovem”.

Vejamos: quando os vocábulos: mais, muito, pouco, bastante se relacionam com adjetivos, advérbios e verbos, eles são classificados como advérbio de intensidade; já quando se remetem a substantivos, funcionam como pronome indefinido. Assim em: mais benéficas; mais antigos; mais baixos; mais jovem, o mais intensifica o valor do adjetivo, sendo, portanto classificado como advérbio de intensidade. O único lugar em que o mais é pronome indefinido é na letra “C”: mais tempo. Um grande abraço para todos vocês e até a próxima semana com nosso artigo e vídeos no Blog dos concursos. 


Fabiana Ferreira: A FGV e suas perspectivas

Publicado em 20.07.2015 às 10:00

Olá, queridos leitores! Vamos continuar hoje a nossa série que dá ênfase a algumas questões da Fundação Getúlio Vargas – a FGV. Vejamos o fragmento de texto abaixo e como ele rende questões interessantes organizadas pela FGV. 

Fragmento do texto 1 (Brasileiro, Homem do Amanhã – Paulo Mendes Campos)

Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.

 A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso. [...]

1.   No segundo parágrafo, para referir-se às colunas da brasilidade, anunciadas no parágrafo anterior, o cronista empregou, respectivamente, as palavras “a primeira” e “a segunda”. Caso fossem empregados pronomes demonstrativos em substituição a esses numerais ordinais, as formas adequadas seriam, respectivamente:

(A) esta / essa;

(B) essa / aquela;

(C) aquela / esta;

(D) aquela / essa;

(E) essa / esta.

É bem simples a lógica que rege essa normatização no uso dos pronomes demonstrativos como elementos que resgatam termos que já foram usados antes: Este e flexões resgatam o termo mais próximo e Aquele e flexões, o termo mais distante. Portanto, se temos conhecimento dessa regrinha, respondemos à questão com muita rapidez. O referente de “a  primeira” é “a capacidade de dar um jeito”, que está mais distante (por ter sido o primeiro item de nossa enumeração). Por essa razão, será substituído por “aquela”. O referente de “a segunda” é “a capacidade de adiar”, que foi o último termo a ser citado na enumeração, por isso estará mais próximo do pronome de resgate. Por esse motivo, devemos resgatá-lo usando “esta”. Resposta: “C”. Vamos transcrever o trecho:

Aquela é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; esta, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.

2.   “A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso”. O conectivo “no entanto” traz uma oposição entre termos do texto; os termos opostos, nesse caso, são:

(A) a primeira / a segunda;

(B) escassamente conhecida / nada compreendida;

(C) bastante divulgada / escassamente conhecida;

(D) exterior / lá fora;

(E) escassamente / sistematicamente.

Nessa questão, a própria informação contida no texto nos auxilia a entender quem está sendo colocado em oposição semântica (de sentido). A expressão “no entanto” opõe as características relativas à capacidade de dar um jeito e à capacidade de adiar: a primeira é bastante divulgada e a segunda escassamente conhecida… vemos que são conteúdos colocados em oposição… por isso a pertinência no uso do “no entanto”, classificado pelos gramáticos como uma locução adversativa. Resposta: “C”.

Espero que tenhamos nos entendido bem hoje! E fica a sugestão: procuremos questões da FGV para fazermos durante a semana e preparemo-nos para o terceiro artigo da série FGV no nosso próximo domingo. Um grande abraço.

 


Fabiana Ferreira: Foco nas provas da FGV

Publicado em 13.07.2015 às 10:00

Olá, queridos concurseiros! A partir de hoje, vamos focar na organizadora – Fundação Getúlio Vargas. Essa elaboradora de provas de concursos costuma primar pela abordagem textual, aferindo o conhecimento do concurseiro no que diz respeito aos elementos coesivos que cooperam para a construção do sentido dos textos.

Vamos observar algumas questões da FGV durante alguns dos nossos futuros artigos:

A PM irá acompanhar o transporte dos cadernos do centro de distribuição para os locais de exame”.

Assinale a alternativa que mostra outro modo de reescrever-se essa frase do texto que altera o seu sentido original.

A.  A PM acompanhará o transporte dos cadernos do centro de distribuição para os locais de exame.

B.  O transporte dos cadernos do centro de distribuição para os locais de exame irá ser acompanhado pela PM.

C.  Será acompanhado pela PM o transporte dos cadernos do centro de distribuição para os locais de exame.

D.  A PM irá acompanhar, do centro de distribuição para os locais de exame, o transporte dos cadernos.

E.  Os cadernos serão transportados e acompanhados pela PM, do centro de distribuição para os locais de exame.

Essa questão é muito interessante, pois afere a capacidade do candidato em perceber o quanto a reescritura de frases pode ou não modificar o seu sentido.

Na letra A, a forma verbal “acompanhará” substituiu a locução “irá acompanhar” sem modificar as relações de sentido. Já na letra B, a modificação feita se baseou na transposição de voz ativa para voz passiva, com três verbos “irá ser acompanhado”. Na letra C, também houve transposição de voz ativa para a voz passiva com dois verbos “será acompanhado”; além disso, promoveu-se uma mudança de posicionamento, que não trouxe modificações semânticas. Na letra D, houve apenas uma pequena modificação de posicionamento, sem haver transposição de vozes verbais nem mudança de sentido. Finalmente, na letra E, ocorreu uma grande modificação de sentido: na frase original a “PM” apenas acompanha o transporte; na letra E, a informação que nos é prestada é que a “PM” transportará e acompanhará os cadernos de prova… Errada a informação, não é gente?

Nos próximos três domingos, continuaremos com os nossos comentários sobre a FGV. Um grande abraço e não percam, em breve, a nossa nova série “FGV em questão” no Blog nos concursos, dirigida por nossa amiga Marília Neves. Até lá. 


Fabiana Ferreira: Uma amostra do Cespe/UnB

Publicado em 29.06.2015 às 10:00

Olá queridos leitores, devemos atentar para o modelo de prova do Cespe/Unb. Por ser um formato diferente, em que o candidato marca Certo e Errado depois de analisar as assertivas, alguns concurseiros acham a prova um tanto complicada. Sem falar que uma assertiva marcada inadequadamente anula outra que você acertou. O enfoque no tocante aos assuntos será o de sempre: uma prova baseada em textos, que explora a contribuição da estrutura gramatical para a compreensão e interpretação de textos. Então vejamos que contribuições principais serão essas:

1.   Em primeiro lugar “Os Pronomes” – nesse caso, não haverá simplesmente o reconhecimento destes como classe gramatical variável… e sim a análise de quem está funcionando como seu referente substantivo. Sabemos que o pronome ou acompanha ou substitui o nome (o substantivo), logo este será o seu referente. Vejamos alguns exemplos:

“Único bioma de ocorrência exclusiva no Brasil, que já ocupou 10% do território nacional, a caatinga experimenta um processo acelerado de desmatamento.”. O pronome relativo “que” possui um referente ele é “Único bioma de ocorrência exclusiva no Brasil”. Para sabermos quem é o referente do relativo, teremos que substituí-lo pelo seu antecedente, se houver coerência nesta substituição, eis o referente do pronome.

2.   Também é muito comum que se aborde a substituição de formas verbais de voz passiva analítica e por voz passiva sintética. Observe: “foi detectado o sumiço, entre 2002 e 2008, de uma área de caatinga com três vezes o tamanho do Distrito Federal.”. O Cespe nos indagou sobre a forma verbal que resultaria da equivalência entre as vozes do verbo. Substituímos, então, foi detectado o sumiço por detectou-se o sumiço; já que a voz verbal formada de verbo SER mais PARTICÍPIO será substituída sinteticamente por VERBO NA TERCEIRA PESSOA mais PARTÍCULA “SE” COMO APASSIVADORA.

3.   Cuidado com as “pegadinhas” que os elaboradores das questões fazem com a relação de explicação e restrição. Lembremo-nos de que, em orações adjetivas restritivas, não haverá a presença da vírgula, para separá-la do restante do período. Já a explicativa possuirá vírgulas, isolando-a completamente da oração principal. Vejamos um exemplo: “Único bioma de ocorrência exclusiva no Brasil, que já ocupou 10% do território nacional, a caatinga experimenta um processo acelerado de desmatamento.”. Já que o intuito da oração adjetiva foi de explicar o termo antecedente, as vírgulas, isolando-as foram obrigatórias.

Espero ter despertado a curiosidade de vocês em relação ao Cespe/Unb. Então vamos procurar questões dessa organizadora e até à aprovação! Um grande abraço e vejo vocês no próximo domingo.


Olá, queridos concurseiros! Vamos hoje relembrar o assunto de coesão textual, enfocando uma questão da Fundação Getúlio Vargas. Essa organizadora está responsável por uma prova na área de educação requisitada pela Prefeitura do Recife. Focaremos bem a nomenclatura utilizada pela maioria das organizadoras quando se trata de coesão textual.

Vamos fazer algumas definições, por meio de tópicos, a fim de facilitar a nossa vida na hora da prova:

-  Coesão textual: Diz respeito aos mecanismos linguísticos, utilizados na superfície textual, permitindo uma sequência lógica entre as partes de um texto.

-  Elementos anafóricos: são termos que auxiliam na coesão textual, retomando palavras, expressões ou orações inteiras. Isso nos ajuda a dar progressão ao texto buscando, a não-repetição e a não-ambiguidade.

Os presidentes de vários países do mundo se reuniram nesta semana para tratar de assuntos do interesse das nações. Eles discutiram sobre economia, política e meio-ambiente.

-  Elementos catafóricos: são termos que também auxiliam na coesão textual, no entanto, neste caso, eles anunciam palavras, expressões ou orações inteiras que, logicamente, ainda serão ditas no texto.

Não aceito isto: preguiça!

-  Elementos dêiticos: São elementos textuais que nos situam no que diz respeito ao lugar e ao tempo em que o enunciado é produzido e à(s) pessoa(s) participante(s) das ações/estados do enunciado no texto. Tomemos como exemplo esta charge que nós já utilizamos antes para falar de outras questões: 

No segundo quadrinho temos um bom exemplo de dêixis espacial: Quando o peixe diz: Alguém colocou essa minhoca aí. Todo esse fragmento tem como objetivo principal dizer “onde” a minhoca está. Note que, no quadrinho 2 assim como no 3 o peixe ainda está distante da minhoca, nada mais esperado do que, então, o uso do pronome de segunda pessoa “Essa” e o uso do advérbio “aí”.

Um abraço enorme para todos e, para os que vão fazer provas da FGV, uma excelente prova e não deixem de acompanhar as novidades no Blog do Concursos.


[Fabiana Ferreira] Mais uma vez: Partícula SE

Publicado em 8.06.2015 às 10:00

Olá, queridos leitores! Por perceber a recorrência no uso da partícula SE em nossas provas de concursos, pensei que seria bom retomarmos sua utilização, enfocando principalmente os aspectos de concordância verbal.

Vamos observar hoje o PRONOME “SE” – como partícula apassivadora e como índice de indeterminação do sujeito. Tais classificações serão decorrentes, na gramática normativa, do verbo com o qual o “SE” une-se. Quando a palavra “SE” se junta com verbos transitivos diretos (que pedem complemento sem preposição), a classificação do “SE” é: PARTÍCULA APASSIVADORA. Caso se junte com qualquer outro tipo de verbo, será classificada como ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO. Vamos a alguns exemplos:

 

(1)  Viam-se, através da janela, alunos brincando no pátio.

(2)  Podem-se perceber as mudanças climáticas no decorrer dos anos.

Constata-se, nas frases (1) e (2), a ligação da partícula SE a verbos transitivos diretos – ver e perceber. Aparentemente, na frase (2), a partícula se vincula ao verbo poder, no entanto devemos relembrar que, se existe uma locução verbal, classificamos a partícula a partir da classificação do verbo principal. Se o pronome SE está ligado a verbos transitivos diretos, ele será classificado como PARTÍCULA APASSIVADORA. Constate ainda que o sujeito das orações, respectivamente, são ALUNOS e MUDANÇAS CLIMÁTICAS, por isso houve a concordância dos verbos no plural.

(3)  Deve-se acreditar em pessoas honestas.

(4)  Precisa-se de empregados competentes.

Nas frases (3) e (4), a vinculação do pronome SE ocorreu com os verbos acreditar e precisar, que são transitivos indiretos. Logo concluímos que se trata de ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO. É importante ainda que observemos a concordância verbal: quando o SE é índice de indeterminação do sujeito, o verbo ao qual ele se liga tem que ficar na terceira pessoa do singular.

Busquemos exercícios sobre esse assunto durante a semana! Um grande abraço e até lá.


Fabiana Ferreira: Emprego dos pronomes relativos

Publicado em 1.06.2015 às 10:00

Olá, queridos leitores, hoje – na Folha dos Concursos – vamos revisar o assunto de pronomes relativos, que, dada a sua importância, nunca é demais que o repitamos.  Ultimamente ele vem aparecendo muito nas nossas provas, portanto cuidemos de observá-lo com atenção

Vamos começar a pensar na definição de pronome relativo: é o pronome que liga duas orações, substituindo, na segunda oração, um termo já expresso na primeira. Observemos, na prática, como essa definição se materializa:

1.      Este é o melhor leite.

2.      Este leite contribui para a melhora da circulação.

3.      Este é o melhor leite, que contribui para a melhora da circulação.

Vemos, assim, que na frase (3) o pronome relativo que introduz a segunda oração, substituindo o termo leite já expresso na primeira oração. É importante que conheçamos todos os pronomes relativos: o qual (e flexões); cujo (e flexões); quanto (e flexões); onde; quem e que.

Sigamos passo a passo a utilização de cada pronome:

·         O relativo que é empregado para fazer referência a pessoa ou coisa:

O noticiário que vemos sempre divulgou a queda da inflação.

O empresário que reconhece nosso valor colhe o melhor dos seus funcionários.

·         O relativo quem é empregado para fazer referência apenas a pessoa; vem em geral precedido de preposição tendo um substantivo como seu antecedente:

O aluno em quem depositei confiança foi o vencedor do concurso.

·         O relativo cujo e suas flexões serve para articular dois termos – geralmente substantivos – que tenham entre si ideia de posse.

As fotos cujos negativos lhe enviei ficaram ótimas.

Obs. É comum que os gramáticos enfatizem a possibilidade de substituição de cujo… por do qual; de quem; de que, no entanto devemos levar em conta que eles estão referindo-se ao sentido e não à estrutura em si.

·         O relativo onde é empregado para resgatar nomes que nos dão ideia de lugar. Não devemos nos esquecer de que o onde indica permanência e o aonde, movimento.

O hotel onde nos hospedamos é excelente.

As praias aonde você vai são fantásticas

·         Usa-se quanto sempre precedido dos infinitivos tudo, todos, tantos…

Sua compreensão foi tudo quanto desejei naquela hora.

Um grande abraço e até o próximo domingo!!!


Fabiana Ferreira comenta acentuação gráfica

Publicado em 25.05.2015 às 10:00

Olá, pessoal, é sempre muito bom tê-los todos os domingos no suplemento Concurso e Emprego e no Blog dos Concursos conosco. Hoje vamos relembrar um assunto que há muito discutimos: Acentuação Gráfica. Observemos as regras gerais de acentuação, que dizem:

  • São acentuadas as palavras oxítonas terminadas em –a, -e, -o, -em,  seguidas ou não de –s. Cajá – pajé – cipó – armazém – parabéns
  • São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em –l, -n, -r, -x, -i, -is, -us, -ã, -ãs, -um, -uns, -ps e ditongo.

Fóssil – próton – revólver – tórax – biquíni – bônus – ímã – álbum – bíceps – bênção – glória – série – ópio – órgão

  • Todas as proparoxítonas são acentuadas.

Ônibus – cárcere – lâmpada – técnico – tópico

Visto isso, notamos o quão importantes são tais regras, no entanto, insuficientes para darmos conta da completude da acentuação das palavras. Sabendo disso, lançamos mão das regras especiais, dentre elas estão estas que julgamos as mais importantes de serem pontuadas:

  1. Monossílabos tônicos: são acentuados se terminarem em A, E, O (SEGUIDOS OU NÃO DE “S”).

Exemplo: pá, má, Jô, três, pró, ré…

  1. Semelhantemente, são acentuadas as formas verbais terminadas em A, E, O (TÔNICOS) seguidas dos pronomes LO, LA, LOS, LAS.

Amá-la; fazê-la; repô-la; compramo-los (sem acento porque o “o” não é tônico);

  1. Segundo o novo acordo, perderam o acento os hiatos formados por “OO” e “EE”. Nestes casos, residem, inclusive, os verbos: crer, dar, ler e ver no plural.

Creem, deem, leem, veem, enjoo, perdoo, abençoo, voo.

  1. Devemos ter muito cuidado com os verbos TER E VIR e seus derivados, pois acentuação deles pode ser diferencial, no caso dos primitivos e marcar sílaba tônica ao mesmo tempo que é presencial nos derivados.

Ele tem //Eles têm

Ele vem// Eles vêm

Derivados

Ele provém //Eles provêm

Ele detém//Eles detêm

  1. Regra dos ditongos abertos:

São acentuados os ditongos abertos éi, ói, éu, (seguidos ou não de s), desde que a palavra não seja paroxítona – essa foi uma condição do novo acordo ortográfico.

Assembleia, Ideia, Heroico, Herói, Chapéu, Mausoléu, Rói, Dói, Céu, Véu

  1. Regra dos hiatos: Acentua-se a vogal i ou u tônica dos hiatos, desde que ela esteja:

-  Sozinha na sílaba ou seguida de s;

-  Precedida de vogal – não idêntica;

-  Não seguida do dígrafo NH.

Ra-í-zes , Ta-ís, Sa-ú-de, Ba-ús

Um grande abraço e até o próximo domingo.


Olá, queridos leitores! Estamos mais uma vez aqui na Folha dos Concursos para conversar um pouco sobre assuntos que sempre aparecem nas nossas provas. Assuntos fáceis, mas que merecem nossa atenção e dedicação. Hoje, nosso foco será Regência e Crase. Esses são dois assuntos que sempre andam juntos. Vejamos a possibilidade de um verbo ou de um nome pedir um complemento regido pela preposição “A”; caso tal complemento seja representado por um nome feminino, este virá precedido de artigo -> Ocorrerá Crase na certa! Vejamos um exemplo:

Os professores visam A A formação integral dos alunos.

Quem visa, no sentido de querer, almejar, desejar, ter em vista, visa “A” alguma coisa; exige complemento regido pela preposição “A”; notemos que o substantivo formação é feminino, logo vem precedido de artigo. Então, se nós temos dois “as” a crase ocorrerá de maneira obrigatória. A oração então será:

Os professores visam À formação integral dos alunos.

É importante salientar que a crase não é um fenômeno exclusivamente proveniente da junção da preposição com o artigo. Podemos verificar a crase vinda do uso da preposição com o “A” ou “AS” iniciais dos pronomes relativos “A qual” e “AS quais”. Alguns exemplos desse caso são bem vindos:

“A lei A QUAL se referiu (A) já foi revogada.” Se o pronome relativo em questão é A QUAL e logo depois aparece a forma verbal “se referiu”, que exige a preposição “A”, esta preposição se desloca para antes do pronome relativo. Finalmente temos o seguinte resultado: “A lei À QUAL se referiu já foi revogada.”

Pertencentes a esse mesmo caso, teremos:

A vaga À QUAL aspiras é muito importante.

A novela À QUAL assistes conquistou os espectadores brasileiros.

As alunas ÀS QUAIS nos dirigimos conseguiram nota máxima na avaliação.

Espero que esses exemplos tenham-nos auxiliado na compreensão do assunto de crase. É sempre importante que vejamos: só houve a Crase porque os verbos dos exemplos exigiram a presença da preposição “A”. Um grande abraço para todos e eu os espero no próximo domingo com mais um artigo sobre o vasto universo da Língua Portuguesa. Até lá.


Olá, queridos leitores! Faz tempo que não conversamos sobre o uso dos verbos em Língua Portuguesa. Vamos observar hoje o comportamento de alguns verbos irregulares e defectivos principalmente:

Começaremos pelos irregulares que são aqueles que não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical – ouvir: ouço, ouves, ouve… − ou nas desinências – estar: estou, estás, está. Em seguida, podemos observar os defectivos que não possuem algumas formas verbais, tais como os verbos: abolir: eu Ø, tu aboles, ele abole, nós abolimos, vós abolis, eles abolem; falir: eu Ø, tu Ø, ele Ø, nós falimos, vós falis, eles Ø. Começamos por esses dois tipos verbais porque ambos produzem um efeito impactante na construção do presente do subjuntivo e consequentemente no imperativo. Já que o presente do subjuntivo é derivado da primeira pessoa do singular do presente do indicativo, e nos verbos irregulares e defectivos temos problemas nessa forma especificamente, estes afetarão todas as formas de presente do subjuntivo. Então, olhe as tabelas:

Tabela 1

Verbo OUVIR no presente do indicativo

Verbo OUVIR no presente do subjuntivo

Eu ouço

Que eu ouça

Tu ouves

Que tu ouças

Ele ouve

Que ele ouça

Nós ouvimos

Que nós ouçamos

Vós ouvis

Que vós ouçais

Eles ouvem

Que eles ouçam

Tabela 2

Verbo ABOLIR no presente do indicativo

Verbo ABOLIR no presente do subjuntivo

Eu Ø

Eu Ø

Tu aboles

Tu Ø

Ele abole

Ele Ø

Nós abolimos

Nós Ø

Vós abolis

Vós Ø

Eles abolem

Eles Ø

Concluímos a partir da observação da primeira tabela que a irregularidade ocorrida na primeira pessoa do singular do presente do indicativo afetou todas as formas do presente do subjuntivo por meio do radical – ouç. Já na segunda tabela, pelo fato de a primeira pessoa do singular do presente do indicativo não existir, nada no presente do subjuntivo existirá. As ausências, constatadas nos verbos defectivos também afetarão as formas de imperativo. Vejamos:

Tabela 3

Imperativo negativo do verbo ABOLIR

Imperativo afirmativo do verbo ABOLIR

Não Ø tu

Abole tu

Não Ø você

Ø você

Não Ø nós

Ø nós

Não Ø vós

Aboli vós

Não Ø vocês

Ø vocês

                Como o imperativo negativo é a cópia fiel das formas de presente do subjuntivo, então, nele nada existirá também. Já no imperativo afirmativo, temos a transcrição das duas segundas pessoas do presente do indicativo sem o “S”. Sei que esses comentários introdutórios farão com que todos se dediquem mais à análise do subjuntivo e do imperativo. Um grande abraço e até domingo!


Fabiana Ferreira: Treinando concordância verbal

Publicado em 27.04.2015 às 10:00

Olá, queridos leitores, com a alegria de sempre, escrevo para vocês hoje, tocando num assunto que é muito caro às organizadoras em geral: concordância verbal. Nesse relacionamento entre sujeito e verbo é muito importante enfatizar que haverá concordância em número e em pessoa sempre que o sujeito da oração estiver explícito… seguiremos então observando uma questão importante a fim de abordar algumas especificidades desse assunto:

1.   As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

(A) A repercussão daquelas alterações curriculares em várias escolas americanas manifestaram-se, no Brasil, como tímidos protestos.

(B) Devem-se concluir da frequência e da quantidade de mensagens emitidas por celular que os jovens americanos estão escrevendo como nunca.

(C) Segundo alguns especialistas, reserva-se às crianças que deixarem de aprender a letra cursiva indesejáveis surpresas quanto ao desempenho cognitivo.

(D) Não se imagine que ocorram, com o fim dos exercícios de caligrafia, segundo Roberto Lent, quaisquer ônus ao desempenho biológico de grupos neuronais.

(E) A alternativa entre retornar à caligrafia ou esquecê-la para sempre podem parecer drásticas, mas é o que se impõe no momento de definição dos currículos escolares.

A primeira regra que devemos observar é a regra geral: “O verbo concorda em número e em pessoa com o seu sujeito.”. E quem é, afinal, a parte do sujeito que temos que levar em consideração? O SEU NÚCLEO! Então observemos que, se o sujeito da oração na alternativa A é “A repercussão daquelas alterações curriculares em várias escolas americanas”, quem é o seu núcleo para que possamos concordar com ele? REPERCUSSÃO. Logo, temos que concordar o verbo pronominal “manifestar-se” no singular: “manifestou-se”.

Outro caso que merece nossa atenção é o caso do sujeito oracional que está associado à partícula SE. Neste caso, ela é partícula apassivadora, pois está ligada a uma locução verbal – “Devem-se concluir”, cujo verbo principal – concluir – é transitivo direto. Logo, concluímos que o sujeito está presente na oração e se isso ocorre, temos que concordar com ele. Mas, a propósito, quem é o sujeito? O que é que se deve concluir? “que os jovens americanos estão escrevendo como nunca”. O sujeito, que é o termo sobre o qual prestamos uma informação verbal, é representado por uma oração inteira. Logo o verbo da primeira oração tem que ficar na terceira pessoa do singular. Concluindo:

“que os jovens americanos estão escrevendo como nunca deve-se concluir”.

Na letra “C”, o sujeito está deslocado, mas me respondam: O que é que se reserva às crianças: surpresas! Na ordem direta, teremos: Surpresas reservam-se às crianças. (surpresas são reservadas).

Na letra “D”, que é a alternativa correta, temos: “que ocorram quaisquer ônus ao desempenho biológico de grupos neuronais” como sendo o sujeito da oração: “Não se imagine”, por isso imagine ficou na terceira pessoa do singular. Mas dentro da oração: “que ocorram quaisquer ônus ao desempenho biológico de grupos neuronais”, nós também temos um sujeito de um verbo, quem são eles? “quaisquer ônus” ocorram à sujeito no plural, verbo no plural!

E por fim, na letra E, “A alternativa… pode parecer…”, regra geral à sujeito no singular, verbo no singular. Um grande abraço e até domingo!


Olá, queridos leitores! É sempre bom compartilhar com vocês essas maravilhas da Língua Portuguesa que, sempre, aparecem nos nossos concursos públicos, para os quais incessantemente nos preparamos. Vamos continuar nossa caminhada com mais uma questão de crase em que regras gerais e especiais serão abordadas:

“A parcela da população mundial que ascendeu …… classe média nos últimos vinte anos passou …… consumir mais, …… um ritmo acelerado, o que põe em risco a sustentabilidade do planeta.”

As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:

(A) à – a – a

(B) à – à – a

(C) à – a – à

(D) a – a – à

(E) a – a – a

Vejamos que há duas hipóteses para a utilização do verbo ascender – que significa subir, alcançar, conseguir – ou ele se comporta como intransitivo, ou seja, não solicita complementos verbais, ou funciona como transitivo indireto, pedindo, assim, um objeto indireto regido pela preposição “A”. Garantimos, então, meio caminho para o fenômeno da crase. Quando olhamos para o termo regido – classe média – constatamos que ele é feminino singular e, claro está, que trará “à tira-colo” o artigo a necessário para fundir-se com a preposição, gerando a CRASE. à “…ascendeu À classe média…”.

No segundo espaço, quem apareceu foi o verbo passar na expressão verbal passou A consumir. Por que eu não pus o sinal indicativo de crase nesse A, porque: NÃO EXISTE CRASE DIANTE DE VERBO! Pela ausência de ARTIGO.

No último espaço, aconteceram duas coisas importantes para a não configuração do fenômeno da crase. Primeiro: ritmo é um substantivo masculino e NÃO HÁ CRASE DIANTE DE PALAVRA MASCULINA; segundo: mesmo que a palavra usada no termo regido fosse feminina, o artigo escolhido foi um artigo indefinido, não podendo haver artigo indefinido + artigo definido, é impossível que haja crase DIANTE DE ARTIGO INDEFINIDO NO SINGULAR OU NO PLURAL. A um ritmo acelerado. Logo concluímos que nossa resposta está na letra A.

Continuemos dando ênfase aos nossos estudos a fim de que nenhum concurso nos pegue desprevenidos. Um grande abraço e até domingo.