Português Fácil

Fabiana Ferreira comenta sobre pronomes pessoais

Publicado por Thomaz Vieira, em 26.01.2015 às 10:00

Olá, queridos concurseiros! Mais tranquilos em relação à prova da Guarda Municipal, vamos lembrar inicialmente os pronomes que só podem, no Brasil, ser usados como reflexivos.

Pois então vamos lá: é inquietante às vezes o uso que se faz dos pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO; aqui no Brasil esses pronomes só podem ser usados como reflexivos, isto é, só podem corresponder-se com sujeitos de terceira pessoa seja do singular, seja do plural. Vejamos:

1.   Os alunos mantêm-se calmos. Na hora da prova, é realmente cada um por si.

2.   Ela já não estava bem; falava consigo mesma.

Observemos nos exemplos acima que os pronomes destacados foram usados sempre em paralelo a substantivos e a pronomes de terceira pessoa. É comum escutarmos frases como: “e nós temos facilidade para se manter…” o que percebemos da fala desse cidadão?  Que ele desconhecia a regra de utilização dos pronomes SE, SI, CONSIGO, usando o pronome SE associado ao pronome pessoal do caso reto NÓS. Aqui no Brasil isso é impossível. Em Portugal, é comum escutarmos nas ruas: “Eu gostaria de falar consigo.”, mas nesse ponto, a gramática de língua portuguesa no Brasil é bastante diferente. Mesmo com esse novo acordo que prometeu a ilusória unificação da língua portuguesa, nós não passamos a dizer, no Brasil, “Eu gostaria de falar consigo”.

Concluindo, desejo ainda mencionar um ponto importante: o uso dos pronomes oblíquos ME, TE, NOS, VOS, LHE e LHES como pronomes possessivos, consequentemente, na análise sintática, terão a função sintática de adjunto adnominal. Exemplos:

1.   Roubaram-me a bolsa. Podemos traduzir assim: Roubaram a minha bolsa.

2.   Arranharam-te o carro. Traduzindo: arranharam o teu carro.

Lembremo-nos de que a FCC não deixa de abordar pronomes – emprego e colocação – por nenhuma hipótese. Então sigamos estudando os pronomes pessoais do caso reto, oblíquo e de tratamento. Um grande abraço e até o próximo domingo.







Fabiana Ferreira: “Mais uma vez Ipad”

Publicado por Thomaz Vieira, em 18.01.2015 às 08:00

Queridos leitores do Blog dos Concursos, no nosso encontro de hoje, não poderíamos deixar de lado as polêmicas que envolvem a organizadora do concurso da Guarda Municipal: o Ipad. Devo limitar-me apenas à minha disciplina, mesmo sabendo que muitos professores de outras matérias têm queixas semelhantes. Imagino que a mesma pessoa que elaborou a prova anterior tenha igualmente elaborado essa também, dado o tamanho do texto escolhido: enorme. Texto excelente, mas, enorme! Questões interpretativas bem simples e um pequenino equívoco de gabarito na questão 8 de pontuação. Sinceramente, queridos, não acredito em erro e, sim, numa desatenção na divulgação do gabarito dada a facilidade da questão. A dúvida da maioria dos alunos girou em torno das letra A e B que tinham redações semelhantes, diferindo apenas na pontuação. Vamos ver:

A) “Vírgula, no texto às vezes tem demais, às vezes de menos, e também muda o sentido da frase.” A primeira vírgula só poderia ser considerada correta se houvesse outra vírgula logo após o adjunto adverbial de lugar “no texto”. Segundo Ernani Terra, no Curso Prático de Gramática (2011, p. 321), “Geralmente, quando um termo é deslocado de seu lugar original na frase, deve vir separado por vírgula.” A segunda vírgula foi a única a ser empregada corretamente, pois separa orações coordenadas – mesmo que o verbo da segunda oração esteja elíptico. No entanto, depois da segunda ocorrência da expressão “às vezes”, é obrigatório o uso da vírgula para marcar a elipse (do tipo zeugma) do verbo “ter”. Por fim, o uso da vírgula antes da conjunção “e” está incorreto, pois, de acordo com Ernani Terra, no Curso Prático de Gramática (2011, p. 322): “Quando os termos coordenados estiverem ligados pelas conjunções e, ou, nem não se usa vírgula”.

B) “Vírgula no texto, às vezes, tem demais, às vezes, de menos e também muda o sentido da frase.”. As duas primeira vírgulas, mesmo que facultativas, isolam corretamente a primeira ocorrência do adjunto adverbial de tempo “às vezes”; a terceira vírgula separa corretamente as duas primeiras orações que se coordenam entre si; e, finalmente, a quarta vírgula marca a elipse (do tipo zeugma) do verbo “ter”. Por isso, gente, jamais poderíamos marcar a letra A e sim a letra B. Agora vamos elencar outras possibilidades de correção para esse período:

1. “Vírgula, no texto, às vezes, tem demais, às vezes, de menos e também muda o sentido da frase.”

2. “Vírgula no texto às vezes tem demais, às vezes, de menos e também muda o sentido da frase.”

3. “Vírgula, no texto, às vezes tem demais, às vezes, de menos e também muda o sentido da frase.”

Um grande abraço para todos e vamos à luta, preparando-nos para outros concursos. até domingo!







Fabiana Ferreira: Vamos intensificar nossos estudos para o Banco do Brasil

Publicado por Thomaz Vieira, em 11.01.2015 às 19:00

Olá, queridos leitores. É com a alegria de sempre que escrevo sobre algumas relações semânticas entre orações coordenadas e subordinadas, focando principalmente numa questão interessante da Cesgranrio. Essa organizadora é sempre muito ortodoxa quando nos exige esse tipo de conteúdo. Muitas vezes nos basta conhecer as conjunções para resolvermos as questões, mas é claro que não devemos confiar nessa mansidão toda e sim também focar na análise de orações que usam conjunções iguais para exprimir sentidos distintos. Vamos à questão:

A relação lógica estabelecida entre as ideias do período composto, por meio do termo destacado, está explicitada adequadamente em:

(A) “Não necessito dizer que, para mim, não há verdades indiscutíveis, embora acredite em determinados valores e princípios” (ℓ. 8-10) – (relação de condição)

(B) “No passado distante, quando os valores religiosos se impunham à quase totalidade das pessoas, poucos eram os que questionavam” (ℓ. 13-15) – (relação de causalidade)

(C) “os defensores das mudanças acreditavam-se senhores de novas verdades, mais consistentes porque eram fundadas no conhecimento objetivo das leis” (ℓ. 35-38) – (relação de finalidade)

(D) “a mudança é inerente à realidade tanto material quanto espiritual, e que, portanto, o conceito de imutabilidade é destituído de fundamento.” (ℓ. 41-44) – (relação de conclusão)

(E) “Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de achar que quem defende determinados valores estabelecidos está indiscutivelmente errado.” (ℓ. 45-48) – (relação de temporalidade)

Na letra A, encontramos a conjunção que mais aparece na nossa vida quando queremos subordinar uma oração à outra, estabelecendo ideia de oposição, de contraste: embora. Se para o autor da questão não existem valores indiscutíveis, seria esperado que ele não acreditasse em determinados valores e princípios. Eis o contraste, eis a oposição e não a condição como sugerem na questão.

Já na letra B, “poucos eram os que questionavam”… essa é a oração principal. Olhando para a subordinada, perguntamos: quando isso ocorria? “quando os valores religiosos se impunham à quase totalidade das pessoas”. Notamos que a conjunção quando estabelece ideia de temporalidade indiscutivelmente e, para confirmar essa relação de sentido, encontramos o termo antecedente à oração que é “No passado distante”, portanto nem se cogita causalidade assim como aparece entre parênteses e, sim, temporalidade.

A letra C tenta de novo nos enganar trocando a classificação do porque, que é causal/explicativo, por finalidade. Haveria relação de finalidade se tivéssemos um objetivo a ser alcançado, para isso usaríamos o auxílio da expressão “para que; a fim de que”…

Finalmente encontramos o nosso acerto na letra D, Na qual aparece a classificação correta do portanto, já que a oração iniciada por ele exprime uma conclusão possível de uma ideia expressa na oração antecedente.

A letra E, que traz equivocadamente a classificação de temporal, na realidade exprime ideia de oposição/contraste. Por se tratar de uma estrutura coordenada, chamamos tal conjunção de adversativa.

No nosso próximo artigo, mostraremos a importância de fazermos análises de orações que compartilham conjunções, assim como de memorizarmos algumas conjunções estranhas ao nosso dia a dia. Um grande abraço e até a próxima!







Fabiana Ferreira volta à crase, assunto “escorregadio”

Publicado por Thomaz Vieira, em 4.01.2015 às 18:00

Olá, queridos leitores! Mesmo com o corre-corre das festas de fim de ano, não podemos deixar de dar uma revisada nos assuntos mais importantes para os nossos concursos. Vamos lá:

1. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.

Mais de 60 milhões de brasileiros usam a Internet,__1__ qual dedicam em média 44 horas mensais. Como se sabe,__2__ rede de computadores é uma importante ferramenta de comunicação, realização de negócios e acesso __3__ informações. Ainda assim, usuários e provedores de serviços não dispõem, no Brasil, de um arcabouço jurídico específico que estabeleça direitos e deveres no ambiente virtual. __4__ insegurança jurídica daí advinda não é desprezível. Criadores e gestores de conteúdo, desde o simples blogueiro aos maiores portais, encontram-se desprotegidos. Não raro, a Justiça os considera responsáveis por opiniões ou informações veiculadas em suas páginas – entendimento que nem sempre considera __5__construção coletiva engendrada na Internet. É bem-vinda, portanto, a iniciativa de levar__6__ discussão pública e legislativa um Marco Civil da Internet.

1. A primeira lacuna será preenchida com “À” -> o pronome relativo “A QUAL” uniu-se com a preposição “A” proveniente do verbo dedicar, que é transitivo direto e indireto. Lembremo-nos de que, se houver pronome relativo dentro da oração e depois dele um verbo que exija preposição, esta se deslocará para antes do relativo. “A” + “A QUAL” = À QUAL.

2. Em “a rede de computadores”, no segundo item, o “A” diante de “rede” é apenas um artigo.

3. Como não há o fenômeno da crase com um “A” singular diante de palavra no plural devido à ausência de artigo, a frase ficará assim: “… realização de negócios e acesso “A informações.”

4. Igualmente ao caso descrito no número 2, na frase “A insegurança jurídica daí advinda não é desprezível.” O “A” é apenas um artigo.

5. “Considera o quê?” como o verbo considerar é VTD, não há preposição, logo não haverá crase. “… nem sempre considera A construção…”

6. Analisemos a inversão sintática que foi feita nesta frase: “… a iniciativa de levar À discussão pública e legislativa um Marco Civil da Internet.” Se colocarmos esta frase na ordem direta, obteremos: “a iniciativa de levar o quê? UM MARCO CIVIL DA INTERNET. “levar aonde?”À DISCUSSÃO PÚBLICA.

A sequência correta então é:  À – A – A – A – A – À

Desejo a todos um 2015 cheio de alegrias e colheitas das sementes que estamos terminando de plantar neste ano de 2014. Um grande abraço e até o próximo domingo.







Fabiana Ferreira: “Um pouquinho de sintaxe…”

Publicado por Thomaz Vieira, em 24.12.2014 às 12:00

Reveja a cocluna da professora Fabiana Ferreira dessa semana.

* Por Fabiana Ferreira

Queridos leitores, mais um ano termina e continuamos na nossa luta estudando para concursos públicos. Sei que alguns de vocês, que têm encontro marcado com Concurso e Emprego todos os domingos, querem passar no seu primeiro concurso; outros querem passar a ser servidores de outros órgãos… mas, independentemente de sua situação, a luta é grande e difícil, porém, possível e palpável.

Vamos hoje, para turbinar nossos estudos, dar uma olhadinha em algumas questões de sintaxe. Vejamos:

1. Observe o seguinte excerto: “A intensidade e a velocidade dos transtornos climáticos no futuro vão depender do que fizermos agora em busca de formas menos poluidoras para reproduzir riqueza e conforto.” Em relação à oração em destaque, assinale a alternativa que identifica corretamente seu sujeito.

a) Sujeito composto por dois núcleos: intensidade e velocidade.

b) Sujeito composto por um núcleo: A intensidade e a velocidade.

c) Sujeito da oração é “transtornos climáticos”, sendo sujeito simples por conter apenas um núcleo.

d) Os sujeitos da oração são intensidade, velocidade e transtornos.

e) O sujeito é simples e seu núcleo é a intensidade.

Vejamos que a questão em destaque prima simplesmente por análise sintática e não semântica. A única coisa que temos que analisar nela é a quantidade de núcleos do sujeito (termo DA ORAÇÃO sobre o qual se presta uma informação). Esse sujeito, por possuir dois núcleos intensidade e velocidade – é composto. Qual é problema da letra D? Afirmar que transtornos é núcleo do sujeito. Nunca poderia ser. Afinal não existe núcleo do sujeito regido de preposição, portanto concluímos que a alternativa correta é a letra A.

2. “O fenômeno é resultado da emissão de gases poluentes na atmosfera da Terra.” Quanto aos elementos destacados, assinale a alternativa correta.

a) Trata-se de um adjunto adverbial com valor temporal.

b) Trata-se de um adjunto adnominal que modifica o verbo, complementando seu sentido.

c) Trata-se de um complemento nominal.

d) Trata-se de um adjunto adverbial com noção espacial.

e) Trata-se do predicado da oração.

O termo grifado acima deve ser classificado como adjunto adverbial de lugar, pois imprime à oração inteira (anterior a ele) uma noção espacial ou de lugar. O termo espacial aparece menos nas gramáticas de língua portuguesa no Brasil. O fenômeno é resultado da emissão de gases poluentes onde? R. Na atmosfera da terra. Assim podemos afirmar que a resposta correta está na letra “D”.

Vemos, com o exemplo dessas duas questões, que as mais diversas bancas são capazes de abordar os assuntos contidos no edital de várias formas: de modo mais textual; às vezes de maneira mais gramatical… Seja qual for a forma de abordagem das questões, estejamos preparados. Um grande abraço e um feliz Natal!

* Fabiana Ferreira é licenciada em Língua Portuguesa e Espanhola pela UFPE, especialista em Gramática Normativa e professora de Português do Nuce. Escreve aos domingos no Concurso e Emprego, da Folha de Pernambuco.







As mudanças nas provas de Português em concursos

Publicado por Thomaz Vieira, em 27.10.2014 às 10:00

Olá, queridos companheiros concurseiros!  Hoje nós vamos voltar a conversar um pouco sobre as mudanças gradativas no(s) modelo(s) de concursos públicos no tocante à abordagem de assuntos que envolvem a Língua Portuguesa. Antigamente, era raro utilizarmos textos nos concursos e, quando eram usados, apenas aspectos gramaticais eram ressaltados

Atualmente, há uma tendêcia de abordagem da Língua Portugesa (em concursos) tendo como objetivo prioritário analisar se o candidato possui competência comunicativa como falante, escritor, ouvinte ou leitor. Isto é, se ele capaz de interagir nas diversas situações de comunicação. A competência comunicativa implica duas outras competências: a linguística e a textual.

E como tudo isso é pedido nos concursos? Vejamos fragmentos de uma prova do Cespe/UnB:

Fragmento 1

“Para aumentar o volume de doações e transplantes de órgãos no país, o ministro da Saúde lançou a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. “Tempo é Vida” é o bordão da campanha, que expressa o apelo daqueles que estão à espera de um transplante.”

I.          A expressão “estão à espera” (l.3) contribui para a descrição de uma situação que se prolonga por algum tempo.

Essa afirmação está correta, já que a expressão “estão à espera” corresponde à “estão esperando” que nos remete ao presente contínuo, duradouro. O que percebemos nessa questão é que poderíamos ter-nos deparado com uma pergunta puramente gramatical, mas a preocupação não foi só com a estrutura e sim também com o efeito de sentido causado pelo uso dela.

Fragmento 2

“Não utilize medicamentos sem orientação de um médico e leia a bula antes de consumi-los;”

II.        Em “consumi-los”, o pronome “-los” refere-se ao antecedente “medicamentos.

Se estivéssemos numa perspectiva puramente gramatical, a questão se dirigiria ao emprego e à colocação pronominal. Contudo, nessa nova perspectiva foi feita uma relação entre o pronome e o seu referente textual (a quem o pronome se refere).

Continuemos avançando! Um grande abraço e até domingo.







Fabiana Ferreira volta a comentar concordância verbal

Publicado por Thomaz Vieira, em 20.10.2014 às 10:00

Olá, queridos leitores, estamos mais uma vez juntos para conversar sobre Concordância Verbal já que este assunto está sempre presente para nos testar e vale a pena traçar algumas estratégias para não perder essas questões de vista. Vejamos:

1.   As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

(A) A repercussão daquelas alterações curriculares em várias escolas americanas manifestaram-se, no Brasil, como tímidos protestos.

(B) Devem-se concluir da frequência e da quantidade de mensagens emitidas por celular que os jovens americanos estão escrevendo como nunca.

(C) Segundo alguns especialistas, reserva-se às crianças que deixarem de aprender a letra cursiva indesejáveis surpresas quanto ao desempenho cognitivo.

(D) Não se imagine que ocorram, com o fim dos exercícios de caligrafia, segundo Roberto Lent, quaisquer ônus ao desempenho biológico de grupos neuronais.

(E) A alternativa entre retornar à caligrafia ou esquecê-la para sempre podem parecer drásticas, mas é o que se impõe no momento de definição dos currículos escolares.

A primeira regra que devemos observar é a regra geral: “O verbo concorda em número e em pessoa com o seu sujeito.”. E quem é, afinal, a parte do sujeito que temos que levar em consideração? O SEU NÚCLEO! Então observemos que, se o sujeito da oração na alternativa A é “A repercussão daquelas alterações curriculares em várias escolas americanas”, quem é o seu núcleo para que possamos concordar com ele? REPERCUSSÃO. Logo, temos que concordar o verbo pronominal “manifestar-se” no singular: “manifestou-se”.

Outro caso que merece nossa atenção é o caso do sujeito oracional que está associado à partícula SE. Neste caso, ela é partícula apassivadora, pois está ligada a uma locução verbal – “Devem-se concluir”, cujo verbo principal – concluir – é transitivo direto. Logo, concluímos que o sujeito está presente na oração e se isso ocorre, temos que concordar com ele. Mas, a propósito, quem é o sujeito? O que é que se deve concluir? “que os jovens americanos estão escrevendo como nunca”. O sujeito, que é o termo sobre o qual prestamos uma informação verbal, é representado por uma oração inteira. Logo o verbo da primeira oração tem que ficar na terceira pessoa do singular. Concluindo:

“que os jovens americanos estão escrevendo como nunca deve-se concluir”.

Na letra “C”, o sujeito está deslocado, mas me respondam: O que é que se reserva às crianças: surpresas! Na ordem direta, teremos: Surpresas reservam-se às crianças. (surpresas são reservadas).

Na letra “D”, que é a alternativa correta, temos: “que ocorram quaisquer ônus ao desempenho biológico de grupos neuronais” como sendo o sujeito da oração: “Não se imagine”, por isso imagine ficou na terceira pessoa do singular. Mas dentro da oração: “que ocorram quaisquer ônus ao desempenho biológico de grupos neuronais”, nós também temos um sujeito de um verbo, quem são eles? “quaisquer ônus” ocorram à sujeito no plural, verbo no plural!

E por fim, na letra E, “A alternativa… pode parecer…”, regra geral à sujeito no singular, verbo no singular.

Continuemos treinando! Um grande abraço e até domingo







Gramática, compreensão e a interpretação textuais

Publicado por Thomaz Vieira, em 13.10.2014 às 08:00

Olá, queridos leitores, vamos conversar um pouco hoje sobre como a sua concepção de gramática pode influenciar na sua forma de compreender e interpretar textos. Para isso, tomemos como exemplo uma questão da Covest que muitos alunos erraram por ter uma concepção de gramática pautada na dicotomia certo e errado.

A Covest, no concurso para assistente administrativo da UFPE/UFRPE usou um texto do ilustre professor Sírio Possenti intitulado “A Imagem das Gramáticas”. A maioria dos alunos que me procurou para pensar a primeira questão referente a esse texto não consegui encontrar a resposta correta, porque sua concepção de gramática o cegou. É isso mesmo! A concepção de gramática e de seu ensino como algo que corresponde a uma complexa estrutura a ser decorada e seguida à risca não permitiu que os leitores enxergassem a crítica que o professor estava fazendo. Vejamos o que diz início do texto: “Há claros preconceitos em relação às gramáticas. Muitos imaginam que se trata de um campo excessivamente complicado ou apenas chato. As línguas teriam numerosas exceções, e as gramáticas, terminologia demais. Nenhuma das afirmações é verdadeira. Provavelmente, há mais terminologia nas ciências biológicas que na gramática. E a morfologia das plantas talvez seja mais complexa que a das línguas.”

Vejamos o que Sírio Possenti está dizendo em seu texto: antes de falar o que em geral as pessoas acham sobre gramática ele já se posicionou dizendo que isso É PRECONCEITO, o que deixa claro que Sírio jamais defenderia, por exemplo que: “O que leva as pessoas a se desinteressarem pelo estudo da gramática é sua complicada morfologia e a excessiva terminologia com que são designadas suas unidades.”. Essa foi a afirmação que estava presente na letra A e que, estatisticamente, foi a letra que mais foi marcada pelos que erraram a questão. Na verdade o que disse o professor em seu texto? Qual foi o seu protesto quanto à concepção que as pessoas têm gramática? “O desinteresse pelo estudo da gramática decorre de percepções equivocadas acerca da linguagem e da finalidade puramente prescritiva com que esse estudo é feito.”. Essa alternativa estava na letra D. Essa sim retrata a indignação presente no texto proposto pela covest.

Peço que antes de interpretar textos, leiam-nos, tente compreendê-los para que ideias preconcebidas sobre assuntos que fazem parte de nossa vida não interfiram na resposta das questões propostas pelas organizadoras. Um grande abraço e bons estudos!







Interpretação textual: milagre ou exercício diário?

Publicado por Thomaz Vieira, em 6.10.2014 às 10:00

Olá, queridos companheiros de todos os domingos! Vamos fazer uma pequena reflexão inicial sobre interpretação textual: Você está desafiando a preguiça ou esperando que o conhecimento caia do céu? Isso me veio à mente pelo fato de que muitos alunos no nosso primeiro dia de aula me perguntam quando iremos aprender a interpretar textos. O curioso nisso tudo é que a pergunta é recorrente – ocorre em quase todas as turmas que inicio. Mas antes de seguirmos nesse assunto, eu faço a pergunta a você, leitor: O que acha, interpretação de texto se resume a meia dúzia de dicas ou é, antes de tudo, o ato de assumir o compromisso DIÁRIO de botar a “mão na massa”?

Eu ficaria, sem sombra de dúvida, com a segunda possibilidade. Que as orientações sobre interpretação textual são importantes, isso eu não nego, no entanto necessitamos criar o hábito de treinar. Nós escutamos muitos conselhos na vida sobre interpretar e escrever, esses geralmente giram em torno da leitura. – Leia e todos os problemas da humanidade estarão resolvidos! Isso é uma piada. A leitura é uma competência importantíssima a ser desenvolvida, todavia não traz como consequência o domínio da interpretação, tampouco da escrita. Então, o que você está esperando? Vá agora para a frente do seu computador, selecione textos que foram usados em provas e suas respectivas questões e leia um por dia, realizando as questões.

Lembre-se:

· Não fuja ao que está posto no texto;

· Não dê sua opinião sobre questões relativas à sua temática;

· Leia o texto quantas vezes forem necessárias;

· Você perceberá que, à medida que treinar, precisará ler menos vezes os textos e lerá muito mais rapidamente;

· Volte ao texto sempre que for necessário.

Para despedir-me, por hoje, sugiro que você entre no site do PCI concursos e busque provas da FCC. Uma por dia, três questõezinhas e eu garanto o sucesso. Claro que no início você cometerá muitos erros, mas não desanime. Investigue sobre as falhas e o próximo será melhor. E se lembre sempre de que sua opinião jamais poderá sobrepor-se às ideias do texto. Um grande abraço e até domingo.







As nomenclaturas usadas pelas organizadoras

Publicado por Thomaz Vieira, em 29.09.2014 às 10:00

Olá, queridos concurseiros! Vamos a mais uma conversa boa sobre Língua Portuguesa. Neste dia, queremos focar bem na nomenclatura utilizada por algumas organizadoras para determinados fenômenos da língua, principalmente no campo textual.

Vamos fazer algumas definições, por meio de tópicos, a fim de facilitar a nossa vida na hora da prova:

- Coesão textual: Diz respeito aos mecanismos linguísticos, utilizados na superfície textual, permitindo uma sequência lógica entre as partes de um texto.

- Elementos anafóricos: são termos que auxiliam na coesão textual, retomando palavras, expressões ou orações inteiras. Isso nos ajuda a dar progressão ao texto buscando, a não-repetição e a não-ambiguidade.

Os presidentes de vários países do mundo se reuniram nesta semana para tratar de assuntos do interesse das nações. Eles discutiram sobre economia, política e meio-ambiente.

- Elementos catafóricos: são termos que também auxiliam na coesão textual, no entanto, neste caso, eles anunciam palavras, expressões ou orações inteiras que, logicamente, ainda serão ditas no texto. 

Não aceito isto: preguiça!

- Elementos dêiticos: São elementos textuais que nos situam no que diz respeito ao lugar e ao tempo em que o enunciado é produzido e à(s) pessoa(s) participante(s) das ações/estados do enunciado no texto. Tomemos como exemplo esta charge que nós já utilizamos antes para falar de outras 

No segundo quadrinho temos um bom exemplo de dêixis espacial: Quando o peixe diz: Alguém colocou essa minhoca aí. Todo esse fragmento tem como objetivo principal dizer “onde” a minhoca está. Note que, no quadrinho 2 assim como no 3 o peixe ainda está distante da minhoca, nada mais esperado do que, então, o uso do pronome de segunda pessoa “Essa” e o uso do advérbio “aí”.

Um abraço enorme para todos e, para os que vão fazer provas da FGV, uma excelente prova e não deixem de acompanhar as novidades no Blog do Concursos.







Relações semânticas entre orações e conjugação verbal

Publicado por Thomaz Vieira, em 3.09.2014 às 08:00

Olá, queridos leitores, é com muito prazer que voltamos a falar das relações de sentido que se estabelecem entre orações conectadas por conjunções. É sempre bom treinarmos tanto o reconhecimento desses sentidos como as possíveis substituições de uma conjunção por outra. Além disso, escolhi para hoje um assunto que trabalhei com meus alunos durante toda a semana: conjugação verbal, dando ênfase à conjugação de formas derivadas a partir de primitivas. Vamos lá:

“O artigo que previa meia-passagem em transporte interestadual para todos os estudantes com até 29 anos, independentemente da finalidade da viagem, foi retirado. No entanto, a presidenta manteve a reserva de duas cadeiras gratuitas e de duas meias-passagens para jovens de baixa renda em ônibus interestaduais.” Nesse trecho, a expressão utilizada indica que o autor pretendeu:

A) apresentar a causa de um fato.

B) introduzir uma conclusão.

C) acrescentar uma informação, apenas.

D) reformular uma ideia apresentada.

E) opor duas informações.

É necessário recordar que comumente enunciados se opõem semanticamente, e isso se materializa através de conectivos tanto adversativos quanto concessivos. Se opomos duas orações independentes, usando conjunções ou locuções conjuntivas, necessariamente o fazemos por meio das adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. E foi o que fizemos no trecho: “O artigo que previa meia-passagem em transporte interestadual para todos os estudantes com até 29 anos, independentemente da finalidade da viagem, foi retirado. No entanto, a presidenta manteve a reserva…”. Portanto nossa resposta está na letra “E”, que descreve a relação de sentido da locução conjuntiva “no entanto” como a que é capaz de opor duas informações.

Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está corretamente conjugada.

A) A União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Conselho Nacional da Juventude não intervieram no texto final do Estatuto.

B) Praticamente tudo o que os jovens proporam foi aprovado no Estatuto.

C) Os movimentos dos jovens terão garantida uma vitória, se, de fato, as instituições porem em prática o que preconiza o Estatuto.

D) O Estatuto vem comprovar que os jovens tem força para lutar por seus direitos.

E) Os jovens requiseram seus direitos, e foram ouvidos, ainda que parcialmente.

Devemos associar a conjugação dos verbos derivados aos verbos que lhe deram origem. Logo todos os verbos derivados devem ser conjugados tais quais os seus primitivos. Iniciemos observando a forma perfeita que está na letra “A” – Intervieram, derivada do verbo vir – que se conjuga no passado perfeito do indicativo assim: vim; vieste; veio; viemos; viestes; vieram. Qual seria, então, a forma correta da letra “B”? Propuseram (de puseram). O caso da letra “C” é diferente, o que nos é solicitado é apenas a conjugação do verbo PÔR no futuro do subjuntivo: puserem. Já na letra “D”, a questão nos chama à observação do uso do circunflexo como diferencial de plural. Assim deveríamos dizer: “…os jovens têm força para lutar…”. Por fim, convém lembrar que requerer não é derivado de querer - como já vimos em artigos anteriores. Por isso a forma não é “requiseram” e sim “requereram”. Um grande abraço a todos e continuemos firmes nos nossos estudos!







Fabiana: Funções sintáticas dos pronomes relativos

Publicado por Thomaz Vieira, em 19.08.2014 às 08:00

No último domingo (17), a Folha dos Concursos trouxe mais uma coluna da professora Fabiana Ferreira, falando de Língua Portuguesa. Nesta edição, a docente explicou um pouco sobre funções sintáticas dos pronomes relativos. Confira:

 

Olá, queridos leitores da Folha dos Concursos! É muito bom estar com vocês todos os domingos. Hoje vamos relembrar um assunto que já abordamos em colunas anteriores, mas que nunca se esgota: são as funções sintáticas dos pronomes relativos.

Lembremos que todo pronome relativo substitui um nome que o antecede, logo, tal termo fará ecos na oração iniciada pelo relativo, desempenhando, assim, determinada função sintática nela.

Vejamos então algumas dessas funções e como deveremos proceder para reconhecê-las.

 

- Sujeito

Na segunda oração, devemos substituir o relativo por seu antecedente – como artifício – a fim de descobrir qual é a função do “que”:

Fabiana me emprestou o livro… Se “Fabiana” é o sujeito dessa oração, o relativo, que foi substituído por “Fabiana”, também será classificado sintaticamente como sujeito da segunda oração.

 

- Objeto direto

Vamos à substituição: “O carro nós compramos”. Devemos colocar tudo na ordem direta para identificarmos a função com mais facilidade: “Nós compramos o carro.” Se “o carro” funciona como objeto direto do verbo comprar, logo atribuiremos ao relativo “que” a mesma função – objeto direto.

 

- Objeto indireto

Não podemos esquecer-nos de, na substituição, colocarmos a preposição diante do antecedente. Então: “Do projeto ele participou desde o início.” Organizando: “Ele participou do projeto desde o início.”. “do projeto” é objeto indireto, logo é essa a função atribuída ao pronome “que”.

No nosso próximo encontro, explicitaremos as funções sintáticas de: complemento nominal, predicativo, adjunto adverbial e adjunto adnominal. Um grande abraço e até o próximo domingo.







Pronomes oblíquos e suas funções sintáticas

Publicado por Marília Neves, em 22.07.2014 às 18:00

* Por Fabiana Ferreira

Demos um intervalinho no assunto de pontuação e voltamos para os pronomes a fim de concluirmos suas aplicações morfossintáticas. Na próxima semana, daremos continuidade ao assunto de pontuação abordando sua atuação nas orações coordenadas e subordinadas. Vejamos:

 

Vejamos que, em se tratando dos pronomes me, te, se, nos, vos, só saberemos qual é sua função sintática se observarmos o verbo. Analisemos:

Disse-me meias verdades por longos anos.

O verbo “dizer” é um verbo que nos pede dois complementos, pois quem “diz” “diz” algo a alguém. Logo se ele disse “meias verdades”, “meias verdades” é o objeto direto, qual foi então a função que sobrou para o ME? Quem respondeu objeto indireto acertou!

Organizei-me para o jantar de confraternização.

O verbo “organizar” é transitivo direto, ou seja, pede-nos complemento sem preposição, portanto o pronome ME é um objeto direto.

Quando vemos os demais pronomes da tabela utilizados corretamente, sabemos sem dúvidas que eles possuem funções específicas: ou objeto direto ou objeto indireto, vejamos:

Deixei-a em casa logo após a recepção. Objeto direto
Procurei-as para conversar sobre os cursos. Objeto direto

Entreguei-lhe o material do curso de português. Objeto indireto
Informou-lhes que o curso foi adiado. Objeto indireto

Quem costuma abordar muito esse assunto é a fundação Carlos Chagas, o Cespe/Unb, a Fundação Getúlio Vargas, portanto estudemos já que essas organizadoras são muito requisitadas pelos diversos órgãos e entidades públicos por sempre manter excelência na elaboração de suas provas. 

Um grande abraço a todos e até domingo!

* Fabiana Ferreira é licenciada em Língua Portuguesa e Espanhola pela UFPE, especialista em Gramática Normativa e professora de Português do Nuce. Escreve aos domingos na Folha dos Concursos.







Fabiana Ferreira: novos pontos sobre pontuação

Publicado por Thomaz Vieira, em 16.07.2014 às 09:00

Olá, queridos concurseiros, estamos de volta nesta semana para dar continuidade ao assunto de pontuação. Vamos hoje nos lembrar da máxima que vimos na semana passada: “Não se separa sujeito de verbo por meio de vírgula”. É preciso lembrar, porém, que alguns termos da oração – que podem vir intercalados – são, às vezes, separados de maneira obrigatória por meio de vírgula, duplo travessão ou parênteses. Vamos a alguns casos interessantes.

Usa-se a vírgula:

1.   Para separar ou intercalar vocativos:

Senhor Presidente, muito obrigada por atender às nossas solicitações!

A vida, meu bem, é feita de escolhas.

Vejamos que, estando o vocativo onde estiver, seu isolamento é garantido!

2.   Para separar, em geral, adjuntos adverbiais deslocados de sua posição direta na frase:

De manhã, preferimos comer bastantes frutas.

Fica claro para todos, inicialmente, que não temos recursos para todas as obras.

É importante frisar que o uso das vírgulas que isolam esses adjuntos adverbiais, representados por advérbios e locuções adverbiais é facultativo. Dizem os gramáticos mais preocupados com o estilo que quanto maior o adjunto adverbial, mais se sente a necessidade de usar a vírgula.

3.   Para separar as partículas e expressões de explicação e correção:

Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã. (Retificação)

Devemos ser mais claros, ou seja, explicar todos os detalhes do contrato sem rodeios. (Explicação)

4.   Para separar, obrigatoriamente, conjunções deslocadas:

A proposta expressa no contrato, porém, só era satisfatória para uma das partes.

Devemos lembrar que o lugar canônico, direto da conjunção dentro da oração é no início. Logo, se a colocamos depois do verbo, seu isolamento passa a ser obrigatório.

5.   Para indicar, às vezes, a elipse do verbo.

Ele sai agora; eu, daqui a alguns minutos.

Notemos que podemos subentender a presença do verbo sair depois do pronome “EU”, marcamos sua omissão por meio de uma vírgula obrigatória.

Por hoje, queridos, ficamos por aqui. No próximo domingo, dedicaremos nosso espaço à pontuação nas orações. Um grande abraço e até lá.







“Pontuação: algumas reflexões”, por Fabiana Ferreira

Publicado por Thomaz Vieira, em 6.07.2014 às 19:00

O perfeito domínio da pontuação representa uma dificuldade séria da escrita. Por duas razões. Primeiro: porque dela depende em grande parte a clareza de um texto; segundo: porque é muito difícil reduzi-la a meia dúzia de regras e mesmo que se conseguisse cada uma delas teria exceções.

De acordo com Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza “Os sinais de pontuação cumprem a tarefa ingrata e – difícil – de representar graficamente os recursos entonacionais da linguagem oral. A rigor, é uma tarefa impossível. Basta observar que podemos fazer a mesma pergunta de mil modos diferentes, mas dispomos apenas do discreto (?) para transcrevê-la…”

Vemos então o quanto a pontuação é uma convenção redutora, que não se destina simplesmente a imitar a fala, mas ordenar a escrita de acordo com um código padrão específico do texto escrito. Vejamos que, às vezes, essa convenção até contraria a entonação da fala. Basta, por exemplo, termos um sujeito muito grande como em:

Os acontecimentos dos últimos dias na capital do Japão levaram-nos a reflexões sobre a construção de usinas nucleares no Nordeste do Brasil.

Se formos pronunciar essa frase, sentiremos a necessidade da presença de uma vírgula depois de Japão; uma vez que ali se faz uma breve pausa. Leia em voz alta e confira. Mas nem pense em colocar essa vírgula aí, pois a regra máxima de pontuação em língua portuguesa diz que jamais se usa vírgula entre sujeito e predicado independentemente da extensão do sujeito.

Essa é a regra-mãe da pontuação: não poderemos, enfim, separar sujeito de verbo por meio de vírgulas! Um grande abraço a todos e até domingo.