
Geraldo Julio, Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos, checando o andamento do cozido na casa do senador, no Janga (Fotos: Allan Torres)
Já ia dar cinco da tarde deste sábado (23) quando foi à mesa o mais do que famoso cozido do senador Jarbas Vasconcelos, este, servido especialmente para Eduardo Campos. O governador foi o convidado de honra do almoço servido na casa do Janga, lotada, aliás, por aliados e amigos dos dois lados.

Eduardo Monteiro, entre os convidados de Eduardo Campos e Jarbas Vasconcelos
O discurso combinado de não falar de política, esteve, também, afinado nas respostas sobre os assuntos do momento, principalmente no que diz respeito às pesquisas do Ibope e Datafolha, que apontaram a vitória de Dilma no primeiro turno, ao passo que apontou um percentual de 6% para Eduardo Campos (Datafolha), que nem oficialmente candidato é, ainda.
Sem querer abordar o tema, o governador Eduardo Campos disse que não comenta pesquisas, apesar de acreditar na importância delas. “A cada tempo elas representam o momento”. Sobre Aécio Neves, lembrou que houve um encontro recente, em evento em Brasília, mas disse que não chegaram a conversar. “Vamos conversar, mas ainda não marcamos. Nesses dias…”, sentenciou. Sobre a aproximação cada vez maior com o senador, EC lembra que a história os aproxima mais do que os afasta. “Ele sabe que este será um ano de muito trabalho, e ele é um político de extrema experiência”, rasgou-se ao anfitrião.
Já o dono da casa, o senador Jarbas Vasconcelos, foi mais enfático em tratar o governador como futuro candidato a presidência da República. “Na minha opinião, e esta é uma visão minha, ele é candidato. Ele se mostrou inquieto com o futuro do Brasil. E, mesmo tendo apoiado a presidenta Dilma, a partir do momento em que declara que esperava um resultado maior da gestão, apesar de ter a consciência de tudo o que foi feito,torna-se um dissidente. E esse é também uma outra opinião minha”, disparou JV .
Sobre a aproximação de José Serra com Eduardo Campos, Jarbas reiterou o discurso dos últimos dias de que a situação do Tucano é de desconforto no partido. E disse ainda que tem conversado com muitos outros possíveis aliados, de outros partidos. “Mais da metade do Senado quer conversar com ele (EC). Mas não tratamos de campanha”. Segundo o senador, os termos desta conversas têm sido políticos e não eleitorais. “Eleição só no tempo certo”, finalizou.