A Carvalheira ampliou seus interesses, nesta terça (21), com a primeira noite do Recife Moda & Música. O local – que antes precedia o nome com Cachaçaria, e agora com Espaço – recebeu e produziu seu primeiro evento de moda. “O primeiro de muitos”, nos disse Eduardo Carvalheira, que estava com a mulher, Germana, e o filho, Victor, que circulava de olho na organização.
Realizado pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário de Pernambuco (Sindivest-PE), o RMM foi feito pelos desfiles de Walério Araújo, DTS Jeans e Renda de Agulha, Club Noir, Kikorum Jeans, Rush e Forum. Quem abriu a noite, de fato, foi a estilista da Refazenda, Magna Coeli, com palestra sobre sustentabilidade na moda, em que contou sua experiência com a grife pernambucana.
Por lá, cerca de 500 pessoas, entre estudantes de moda, profissionais e empresários da área. “Pensamos: vamos nos juntar com a Carvalheira, que é quem sabe fazer festa, e fazer um evento de moda. E já que moda é cultura, vamos fazer com música. A gente une os dois para se vender”, contou Marcos Queiroz, da Refazenda. Ele encabeçou a ideia do evento, surgida entre empresários.
Walério Araújo abriu a noite com desfile de coleção inspirada em drag queens. “É um universo de que eu posso falar com propriedade, porque é o primeiro universo que eu conheci em São Paulo. Dividi apartamento com eles que se transformavam nelas, e eu peguei carona e também me transformei para fazer show e ganhar mais uma grana”, contou o estilista que desenrolou a carreira em São Paulo, depois de sair de Lajedo, sua cidade-natal, no Agreste do Estado.
Ao universo da drag ele uniu temas como o dragão e a rainha, justificados pelo uso de coroas, plissados, cabeças de dragão e couros navalhados, que lembram o que seriam escamas de pele de dragão. “Não vim com uma drag ‘Pricilla, Rainha do Deserto’, mesmo porque elas não usam mais esse visual, elas são extremamente antenadas”, disse ele, que apresentou a coleção em abril, na 33ª Casa de Criadores, em São Paulo. Veja alguns cliques de backstage:
Dona e estilista da Club Noir, Flávia Azevedo contava no backstage que cortou um look do desfile porque a roupa não ficou bem na modelo. Entrou na passarela com 29, ao invés de 30. “Às vezes, eu não reconheço a minha roupa. Não é a mesma coisa. As modelos são muito magras, tive que adaptar a minha coleção. Acho que é uma realidade [a da magreza] que podia ser mudada”, desabafou, mas acabou tão aplaudida quanto Walério.
Pelo backstage, circulavam e trabalhavam Renato Filho, Henrique Mello, Nestor Mádenes, Ander Oliveira, Raby da Galileia, Monica Feijó, Karla Holanda, João Coscardo, Cassio Bonfim, entre outros. A promoter da Metrópole, Maria do Céu, também por lá, paparicava a filha, Vitória Caliari, de 12 anos, que estreou nas passarelas no desfile de Walério Araújo.
No salão, além da passarela, montada com mais de 200 lugares para o público, um lounge da Dona Santa, de Juliana Santos, reunia poucos, que tinham direito a doces, cupcakes e espumante, ao som de Lala K. A jornalista e crítica de moda Lilian Pacce apareceu e gravou com Walério para seu programa no GNT. Foi-se em seguida, mas deve ficar com a equipe até quinta-feira (23), último dia do evento.
Veja quem esteve por lá:










































