Comoção alavanca e desafio é manter

A tendência de crescimento de Marina Silva e Paulo Câmara, que corria nas coxias, desde o episódio do falecimento de Eduardo Campos, tornou-se oficial, ontem, após divulgação da mais recente pesquisa Ibope. Ambos, inclusive, acabaram pontuando igual: 29%. Sedimentando a hipótese de segundo turno, Marina avançou sobre os eleitorados de Dilma Rousseff (tinha 38%, caiu para 34%), de Aécio Neves (tinha 23%, caiu para 19%), do pastor Everaldo (tinha 3%, caiu para 1%) e atingiu ainda brancos e nulos (eram 13%, caíram para 7%) e indecisos (eram 11%, cairam para 8%). Num eventual segundo turno, marineiros apostam que conquistariam o apoio do PSDB. O esforço de Aécio Neves terá que ser redobrado para chegar lá. O cenário marcado pela comoção, pede tempo para que apareça concretizado. Ao mesmo tempo, a manutenção dessa rota ascendente de Paulo pode interferir nos apoios adquiridos por Armando Monteiro e até na intenção do ex-presidente Lula de desembarcar em Pernambuco.

Num eventual segundo turno, marineiros apostam que conquista­­-riam o apoio do PSDB. O esforço de Aécio Neves terá que ser redobrado para chegar lá

Pontes com o tucanato 
O coordenador do programa ambiental de Aécio Neves, Fábio Feldmann, ex-deputado federal e ex- secretário de Meio Ambiente de São Paulo, concorreu a governador daquele Estado, em 2010, apoiando Marina Silva. Era um dos 12 nomes que armaram palanque para a ex-ministra. Fábio é uma das pessoas do PSDB com quem Marina tem proximidade grande. Em eventual segundo turno, seria uma ponte.

Acenos - A própria Marina Silva, a propósito, vem dizendo que quer governar com os bons do tucanato. Economista da campanha dela, Eduardo Giannetti, afirmou, em entrevista recente à Folha de São Paulo, que, se eleita, ela governaria com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com Lula.

Não são - Fábio Feldmann, coordenador de Meio Ambiente de Aécio Neves, aliás, não é parente de Walter Feldmann, coordenador da campanha de Marina Silva.

É meu - Aécio Neves abraçou o legado de Fernando Henrique Cardoso, durante o primeiro debate, promovido pela Band, ao ser provocado pela presidente Dilma. Deixou para trás costume de esconder.

Ataque - Diante das pesquisas, Aécio Neves, que caiu para o terceiro lugar, cobrou “coerência” de Marina Silva por rejeitar aliança com Geraldo Alckmin, mas fazer aceno a José Serra.

Imã - O hotel que reservaram para o governador João Lyra Neto, em São Paulo, ontem, foi o Renaissance. Por acaso, o mesmo no qual estava hospedada a presidente Dilma Rousseff. Lyra, que nutre boa relação com a petista, não deu de cara com ela - só com a equipe.

Check-out -
Ainda que próximo a Dilma, desta vez, João Lyra estava lá a convite da adversária da petista, a presidenciável Marina Silva. A ex-ministra tinha direito a levar 15 acompanhantes ao estúdio da Band. Ela marcou encontro, em seu apartamento, às 19h30 com todos, inclusive João Lyra.

Crédito -  Antes de voltar a Pernambuco, o governador João Lyra segue para o Rio de Janeiro, onde tem audiência, hoje, às 12h, com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O secretário de Planejamento, Fred Amâncio, acompanha a reunião e os dois retornam ao Recife ainda hoje.

In memorian - A Comissão de Propaganda Eleitoral do Recife tem recebido inúmeras denúncias sobre os outdoors espalhados pela cidade em homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, que faleceu recentemente. A comissão, contudo, alerta os cidadãos que, no caso de personalidades falecidas, o uso dessa ferramenta é permitida, segundo decisão do Superior Tribunal Eleitoral. 


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