“Não vai ser fácil de jeito nenhum”

Em janeiro, quando ainda refletia sobre a construção de sua candidatura, inserida num contexto no qual seu partido estaria, pela primeira vez, aliado ao PSB, Priscila Krause enviara um email para o pai, Gustavo Krause, com a seguinte mensagem: “Quero lhe dizer que não serei refém de conveniências eleitorais. Se eu tiver que optar entre o princípio e a conveniência, volto para casa”. Hoje, eleita deputada estadual, mesmo sem aparecer no guia eleitoral, ela se prepara para equilibrar-se numa linha tênue entre a bancada governista, liderada pelos socialistas, e a oposicionista, que inclui o PT, partido ao qual, nacionalmente, o DEM, faz oposição ferrenha. Consciente do desafio, continua pondo suas convicções como limite. “Estou na linha da desobediência partidária. Não vai ser fácil de jeito nenhum. Por isso antecipar é complicado. Vou ter que vivenciar esse dia a dia para construir”, pondera ela, que despediu-se da Câmara, ontem, entre afagos também de governistas.

“Tenho condições políticas de ter postura independência na Assembleia como os próprios eleitores e sociedade criaram expectativas de que seria”, afirma Priscila

Caminho independente rumo a...
O fato de o DEM indicar um nome para o Lafepe anula um projeto majoritário futuro? “Não anula”, devolve Priscila Krause, rápido, com a segurança habitual das posições que adota. Mas pondera: “Falta muito tempo. Esse projeto não é nítido. É um projeto coletivo a ser construído. Preciso assumir meu mandato como deputada e me firmar para seguir”.

...2016 - Priscila reflete: “Eu nao tenho ansiedade pessoal em relação a isso. Eu me preocupo com o partido”. Antes de indicar nome para o governo, Mendonça Filho conversou com ela. “Tive postura de afastamento da coligação. Os demais vestiram a camisa e é justo que tenham espaço”, admite.

Pode ser - A democrata acredita que a coisa vai ficar mais nítida no dia a dia. “Por isso vou prezar tanto por ter postura de independência. Mas, pontualmente, os votos vão coincidir”.

Cobrou
- No papel de oposição, Priscila Karuse brigou, na esfera municipal, por obras como as do Geraldão, do Parque da Tamarineira, do Teatro do Parque e acompanhou de perto a Via Mangue.

Fezinha - Como a coluna antecipou, o PSDB declarou apoio à candidatura de Júlio Delgado, do PSB, à presidência da Câmara Federal. Vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara aposta que o socialista é candidato para ganhar. “Com três candidatos, podemos ter um 2º turno e aí é uma nova eleição”, projeta.

As pazes - Paulo, a propósito, falou ao telefone, ontem, com Fernando Bezerra Coelho. Dois dias após receber as críticas do correligionário, feitas publicamente, o governador eleito disse que está disposto a conversar e considera esse tipo de aresta normal.

Em 2016 - Em meio a despedida de João Fernando Coutinho da Alepe, ontem, o deputado estadual André Campos foi ao aparte para parabenizá-lo pela eleição e aproveitou para considerar que a passagem do socialista pela Câmara Federal poderia ser breve. Previu missão para João no Estado. Leia-se: disputa majoritária em Jaboatão.

Lotação - O governador eleito, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, embarcam, hoje, para a diplomação da presidente Dilma Rousseff, em Brasília. Sinalizam, assim, o interesse em manter relações amistosas com a petista. Era comentário, ontem, a falta de voo disponível para quem queria seguir para capital federal, onde ocorre a solenidade, na sede do TSE.


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