Cantor e compositor Oswaldo Montenegro entoa suas canções, algumas já consideradas clássicas, amanhã no Teatro Guararapes
Cantor e compositor Oswaldo Montenegro entoa suas canções, algumas já consideradas clássicas, amanhã no Teatro GuararapesFoto: Divulgação

 

Multitalentoso e extremamente sensível, o cantor, compositor e diretor Oswaldo Montenegro chega ao Recife para um show inédito. “Nossas Histórias” celebra 40 anos de parceria com a flautista Madalena Salles cantando clássicos como “Bandolins”, “A Lista”, e atendendo aos pedidos do público, transformando o espetáculo em algo íntimo e especial. O show começa, amanhã, às 21h, no Teatro Guararapes.

Madalena e Oswaldo já viveram muitas histórias, algumas delas contadas pela musicista na websérie com o mesmo nome do show que já passou por diversas cidades. “Foi a websérie que deu origem ao show que vamos apresentar no Recife”, conta o músico.

No último episódio, entre risos e com bastante emoção Madalena afirma: “Todos os veem como cantor, compositor, enfim, eu o vejo como meu melhor amigo, meu companheiro. Alguém que eu tenho certeza com quem vou dar muita gargalhada ainda”.

“Nossas Histórias” também é título de uma das músicas de Oswaldo que diz: “Vendo a gente toda a gente busca um par”, ele não afirma para quem é a música, mas o verso se encaixa na história dos dois.

Na cidade, os shows do artista costumam ser lotados e desta vez não deve ser diferente. “O Recife tem um público musical, respeitoso e empolgado. É sempre muito bom tocar aí”, declara o cantor.

O músico Zé Alexandre fará uma participação especial nesta noite. Amigo desde a adolescência de Oswaldo Montenegro, os dois se reencontram no palco após 30 anos.

Os ingressos do show vão de R$ 57 a R$ 124. Mais informações pelo telefone (81) 3182-8020.

Entrevista > Oswaldo Montenegro ( cantor e compositor)

Em travessia pelas fronteiras da arte

O MPB possui grandes ícones, como você, Belchior, Fagner, Maria Bethânia, Caetano... Porém não vemos novos ícones. A que você atribui essa ausência nesse estilo musical?
Na minha opinião MPB é tudo, é qualquer música que se faça dentro do Brasil e que seja consequência desse caldeirão cultural que nos formou. É muito difícil definir um estilo como sendo a “Música Popular Brasileira”. É muita diversidade, e em cada um dos rios que formam o imenso mar da nossa cultura, tem alguém interessante. Com os novos tempos de internet, ficou muito mais fácil para os novos artistas mostrar seu trabalho para pouca gente e muito mais difícil apresentar pra todo mundo. Estamos numa nova era, que talvez forme ícones por outros viés e com menos abrangência.

Você é um artista bem completo com atuação não só na música, mas no cinema, teatro e tevê. Como você vê tantas vertentes profissionais? Isso ajuda ou prejudica o seu processo criativo?
Ajuda, porque trabalho no cinema e no teatro quando estou de férias da música. Coloco o meu ofício de compositor popular à frente de escrever ou dirigir. Faço tudo com prazer, mas é nas canções que está minha prioridade. Além disso, as fronteiras entre as artes estão cada vez mais dissipadas. Sim, uma coisa ajuda a outra.

Na sua página do Youtube você tem alguns envios recentes de trabalhos novos ligados à área musical. Como você tem percebido e explorado a internet e suas plataformas?
Tenho uma equipe que cuida do Instagram, do Facebook e do Youtube, colocando lá vários trabalhos que tenho realizado, tendo em vista estritamente as redes socais. Já produzimos três longas-metragens (“Léo e Bia”, “Solidões” e “O Perfume da Memória”), um DVD (“3x4”) e vários videoclipes.

 

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