Quem convive com o diabetes sabe que o controle da doença está diretamente ligado à alimentação. Uma readaptação de vida para mais de 16 milhões de brasileiros, sendo que, infelizmente, 72 mil morrem por ano no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Entre mitos e verdades em torno da comida está a certeza de que uma dieta desregra­da pode causar complicações como cegueira, comprometimento da função renal, amputação de membros, entre outras graves consequências.

Para entender melhor o assunto, o problema surge quan­do o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não usa de modo eficaz a insulina produzida. Nesse contexto, surgem três tipos da doença: diabetes tipo 1, comum entre crianças e adolescentes; diabetes tipo 2, frequente entre os adultos e está ligado à obesidade ou excesso de peso, falta de atividade física e má nutrição; e o diabetes gestacional, que é uma complicação da gravidez que afeta aproximadamente 10% das gestantes globalmente.

No consultório da nutricionista Isis Rodrigues, no Recife, esse público representa 50% dos seus pacientes, maioria deles em torno dos 40 anos, decorrentes principalmente do excesso de peso e do sedentarismo. “O acompa­nhamento nutricional é feito com combinação e distribuição adequadas dos alimentos, pois existem mitos co­mo o do consumo exclusivo de produtos diet. Eles são isentos de açúcar, mas certamente ricos em gordura ruim ou outros componentes nocivos”, explica. Ainda sobre as crenças relacionadas à rotina alimentar, muitos acham que apenas o adoçante pode controlar o índice glicêmico - indicador da velocidade de transformação do carboidrato em glicose.

“Há os que consomem adoçante, mas não resistem à pizza, pão e outros carboidratos que se tornam açúcar no corpo. A indicação é consumir bastante fibras, proteínas e frutas com índice glicêmico baixo com moderação”, complementa.
Com o estilo de vida adapta­do, é possível, inclusive, co­­­­­­mer doces nos momentos certos. O segredo, segundo pro­fissionais de saúde, é ter equilíbrio ao controlar corre­ta­mente a glicemia. O chocola­te, por exemplo, se reple­to de açúcar e gordura, não con­tribuirá em nada na dieta, quando se sabe de opções com maior presen­ça de cacau e, assim, mais be­nefícios ao corpo como um todo.

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