Texto 01

Como se tornar o número 1


Chegar ao posto mais alto de uma empresa não é tarefa para acomodados. Exige talento, dedicação, persistência e principalmente uma boa dose de sacrifício. Segundo consultores de recursos humanos, é justamente esse empenho e espírito de liderança que as empresas valorizam nos ocupantes de cargos mais altos. “A pessoa deve ter iniciativa, capacidade de tomar decisões, fazer as coisas acontecerem”, diz o diretor da Top Human Resources, de São Paulo.
A qualificação profissional também é um dos principais aspectos para se alcançar o posto mais alto. “Qualquer executivo tem de investir sempre em sua educação”, enfatiza outro diretor de recursos humanos. “Senão você será um computador sem software”, completa.
Traçar metas profissionais é outro aspecto fundamental para quem quer chegar ao topo. Nesse caso, a ambição acaba sendo uma boa aliada.
A intuição também é uma boa arma na hora de dar um palpite em uma reunião. E, quem sabe, pode valer aquela promoção esperada...
Conhecer passo a passo cada etapa do processo de produção da empresa e do setor é um dos principais fatores que levaram M. C. P. a uma carreira bem-sucedida.
Ele aponta ainda a importância de valorizar os colegas. Ninguém consegue as coisas sozinho. “É fundamental reconhecer a participação do grupo e sempre motivá-lo”.
A primeira regra da cartilha daqueles que anseiam alcançar um al­to cargo em uma corporação, de a­cor­do com esses consultores, é não permanecer estagnado em uma função ou empresa por um longo período.


Daniela Paiva. Emprego e formação profissional. In: Correio Braziliense, 23/6/2002 (com adaptações).

1. Julgue a alternativa incorreta a respeito dos itens subseqüentes com relação aos recursos de coesão textual e à adequação das palavras e da pontuação utilizadas no texto.

a) O adjetivo “acomodados” está empregado, textualmente, em oposição ao conjunto de substantivos expressos em “talento, dedicação, persistência e principalmente uma boa dose de sacrifício” que, por sua vez, podem ser interpretados como resumidos em “esse empenho”.

b) O emprego de “outro”, “também” e “ainda” mostra que diferentes classes gramaticais podem desempenhar a função de manter a coesão textual entre os parágrafos e no texto como um todo.

c) Ao usar, tão frequentemente, o recurso do discurso alheio, o autor do texto toma o cuidado de marcar por aspas aquelas afirmações que mostram o discurso direto.

d) De acordo com o desenvolvimen­to da argumentação, a troca de lugar entre o último período sintá­tico do texto ( A primeira regra da car­tilha...) e o primeiro ( Chegar ao pos­to mais alto de uma empresa) preservaria a coerência e a coesão textuais.

e) A inserção de “fizer isso” seguido de vírgula imediatamente após SENÃO ( fim do segundo parágrafo) provoca erro gramatical.

2. Levando-se em consideração os aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.

a) No trecho “qualquer executivo tem de investir sempre” pode ser reescrito assim: Todo executivo têm que investir sempre.

b) No trecho “Chegar ao posto mais alto de uma empresa”, a forma Chegar no posto... preserva as informações gramaticais, deixando, inclusive, o texto mais coerente.

c) “Exige talento, dedicação, persistência”, a oração em destaque é formada por sujeito indeterminado.

d) Nesse caso, a ambição acaba sendo uma boa aliada. O termo destacado estabelece, textualmente, referência anafórica com o que o antecede imediatamente: “chegar ao topo”.

e) No período em que está inserido, “reconhecer a participação do grupo” funciona como sujeito.

Texto 02

Em geral, quando falamos de violência, pensamos em uso da força, com vistas à exclusão de grupos ou indivíduos de uma dada situação de poder. Essa violência pode ou não encontrar resistência na violência dos excluídos. Como quer que seja, nos dois casos estão em jogo os princípios axiológicos que permitem arbitrar o que é legal ou ilegal, legítimo ou ilegítimo, na interação entre os humanos. O ponto central é a noção de abuso de poder, de invasão desestruturante de uma ordem desejável, posta no horizonte ético da cultura.

O fato histórico do alheamento de indivíduos ou grupos humanos em relação a outros não é novo na dinâmica social. Desqualificar moralmente o outro significa não vê-lo como um agente autônomo e criador potencial de normas éticas ou como um parceiro na obediência a leis partilhadas e consentidas ou, por fim, como alguém que deve ser respeitado em sua integridade física e moral.

No estado de alheamento, o agente da violência não tem consciência da qualidade violenta de seus atos. Se o possível objeto da violência nada tem a oferecer-lhe, então não conta como pessoa humana e pouco importa o que venha a sofrer. Ao contrário da crueldade inspirada na rivalidade ameaçadora, real ou imaginária, a indiferença anula quase totalmente o outro em sua humanidade.

3. Com respeito ao emprego das expressões ou palavras no texto II, julgue o que não está de acordo com as informações sintático-semânticas dele.


a)Por estar empregado na acepção de discorrer, o verbo falar, na expressão “falamos de violência”, admite alternativamente o emprego da preposição em ou sobre, em lugar de “de”.

b) Mantém-se a coerência textual e a correção gramatical se, na expressão “à exclusão de”, o termo sublinhado for substituído pelo verbo excluir, com a consequente retirada da preposição “de”.

c) As expressões “o outro”, “-lo” e “alguém” estabelecem uma cadeia coesiva, designando o mesmo referente.

d) Não ocorre o sinal indicativo de crase em “a leis” por não estar aí empregado o artigo definido feminino.

e) Por indicar eventualidade, o tempo de presente da forma verbal “que venha a sofrer” admite a substituição pela forma de futuro no modo correspondente sem que sejam desrespeitadas a coerência textual e as regras gramaticais.

4. Com respeito à organização das ideias no texto II e aos seus aspectos linguísticos, julgue o que não está correto.

a) O texto pode ser assim resumido: a violência é uma invasão desestruturante de uma ordem desejável que não se dá apenas pelo uso da força, mas também pela indiferença, pela desqualificação moral do outro.

b) A progressão temática no texto vai da generalização do problema à ilustração histórica para chegar, no terceiro parágrafo, à individualização da violência.

c) Os vocábulos históricos, autônomos e indivíduos não são acentuados pelo mesmo motivo.

d) No trecho “o agente da violência não tem consciência da qualidade violenta de seus atos”, a forma possessiva seus refere-se ao substantivo que vem imediatamente após: “atos”, concordando em gênero e número com ele.

e) No trecho “quando falamos de violência”, o trecho sublinhado pode ser substituído por toda vez que sem causar danos gramaticais e contextuais.

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