Segundo Kênia, ações foram feitas para reduzir problema
Segundo Kênia, ações foram feitas para reduzir problemaFoto: Divulgação

Irrigante do Sertão do Moxotó de Pernambuco, João Batista da Silva, 58 anos, disse ter perdido tudo depois que a seca insistiu em ficar por seis anos consecutivos. Da plantação de banana, tomate e melancia, o que restou foi terra árida para contar história.

 Sustentar a família por meio da agricultura irrigada deixou de ser viável e trouxe muitos prejuízos diante da escassez de água na região. "Só Deus e o governo podem nos ajudar", disse, questionando que as alternativas para ajudar os pequenos produtores têm sido cada vez mais restritas.

Presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino reconheceu que existem algumas dificuldades.

No entanto, fez questão de listar as medidas adotadas pela Companhia após o agravamento da estiagem. "Mais de R$ 35 milhões foram investidos em 2015 na instalação de sistemas de bombeamento flutuante - que permitem a captação de água para projetos de irrigação mesmo com a redução da vazão do rio - e em ações de desassoreamento”, detalhou.

Além disso, ela destacou que a Codevasf tem realizado diagnósticos e mapeado a necessidade de intervenções como desassoreamentos, perfuração de poços e ajustes em sistemas de captação. Em ações de revitalização hidroambiental como esgotamento sanitário e tratamento de resíduos sólidos a empresa investiu desde 2007 mais de R$ 2,2 bilhões. “Nós já concluímos mais de 90 sistemas de esgotamento sanitários ao longo da bacia do rio São Francisco. Um deles foi o Sistema de Esgotamento Sanitário de Lagoa da Prata, em Minas Gerais, resultado de parceria entre a prefeitura e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto”, destacou.

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