Uso de cartões de crédito
Uso de cartões de créditoFoto: Marcos Santos/USP Imagens

Cartão de crédito e de lojas continuam como os maiores vilões das finanças dos recifenses e moradores da Região Metropolitana (RMR). É o que aponta a Pesquisa do Perfil de Inadimplência Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), divulgada nesta quinta-feira (12).

No ranking elaborado pela pesquisa, a dupla formada por cartão de crédito e de lojas é responsável por 49,2% da negativação dos consumidores na RMR. Em segundo lugar, as prestadoras de serviço alcançaram a segunda posição entre as dívidas com mais negativação, com 28,8% do total.

Ainda de acordo com a pesquisa, o desemprego figura como a maior causa declarada da inadimplência, passando de 25,6% em 2015 para 28,5% no mesmo mês de 2016, quando a coleta de dados ocorreu entre os dias 12 e 16. A “falta de
planejamento/descontrole” aparece como a segunda maior justificativa na hora de honrar as dívidas, com 16,8%.

Os dados mais alarmantes, entretanto, tratam do valor total da dívida e do comprometimento da renda familiar com o pagamento dela. Segundo a pesquisa, 75,4% das pessoas afirmam ter dívidas de até R$ 4.999 - entretanto, 15,9% não sabem sequer quantificar o valor. Já sobre a porcentagem da renda comprometida, 60,5% dos entrevistados afirmaram não saber o valor percentual.

Pagamentos das dívidas
Apesar dos índices de inadimplência, cerca de 68% dos entrevistados afirmaram que irão procurar seus credores para fazer um acordo e regularizar a situação. Ainda assim, 40,3% dos consumidores relataram dificuldades em negociar com as empresas para resolver as dívidas.

Perfil
Os homens voltaram a figurar como maioria dos negativados, com 54,7% do total, enquanto as mulheres respondem por 45,3%. Com relação à idade, a população que vai de 21 a 50, que compõe a maior parte da população economicamente ativa, formam 65,4% daqueles que não honraram seus débitos. Por outro lado, a participação da população com mais de 50 anos entre os inadimplentes se elevou em dezembro, passando de 15,1% em setembro para 29,1% nesta edição.

Os consumidores que possuem renda familiar mensal de até três salários mínimos corresponderam a 77,7% dos negativados. Quanto à ocupação profissional dos entrevistados inadimplentes, o número de funcionários de empresa privada se mantém como maioria entre aqueles que não puderam honrar suas dívidas, com 25,9% do total, enquanto autônomos permanecem com a 2ª maior participação entre os endividados com 17,8%.

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