O furacão Casanova
O furacão CasanovaFoto: Jedson Nobre

 

No time da Uninassau Basquete, os talentos se completam e essa unidade é justamente a proposta do elenco, que terminou a primeira fase da Liga de Basquete Feminino (LBF) 2016/2017 na vice-liderança. Mas nesse jogo de encaixe, algumas peças têm se sobressaído. É o caso da cubana Ineidis Casanova.

Serena fora de quadra, ela parece ser ligada à tomada quando entra em ação. O excelente condicionamento físico, aliado à técnica apurada e o perfil aguerrido fazem da armadora uma gigante, embora seu 1,68 metro seja considerado baixo para a modalidade. “O treinador de Cuba (Alberto Zabala) diz que sou totalmente diferente dentro e fora de quadra. É coisa do meu temperamento, da personalidade, meu estilo de jogo. Tento dar sempre um retorno ao time quando estou em quadra”, conta Casanova.
Verdadeiro furacão, ela tem incendiado a torcida da Uninassau nos jogos realizados no Recife e contribuído diretamente para a boa colocação da equipe no campeonato. “Chego a arrepiar quando gritam o meu nome no momento do anúncio das atletas. É um combustível para os jogos”, confessa ela, que, considerada uma das principais contratações da equipe, vem fazendo jus a tal investimento. É uma das jogadoras mais regulares da Liga, aparecendo entre as dez melhores em mais da metade das estatísticas - lidera no fundamento assistências.
“Isso tem a ver com a preparação quem venho fazendo desde que cheguei ao Recife e com a concentração em cada ação dentro de quadra. Estou sempre focada em tudo o que devo fazer para ajudar o meu time, pois esse é o objetivo principal”, diz Casanova, que está em sua segunda temporada na liga brasileira - na edição passada, ela vestiu a camisa do Maranhão Basquete e terminou a LBF como líder em assistências.
   
Embora sua característica mais notória seja a velocidade ofensiva, a rapidez com a qual arma e também finaliza jogadas, Casanova tem uma preocupação especial com o lado defensivo. Faz questão de frisar a importância em contribuir em todos os setores. “É muito importante para mim (as estatísticas), mas não posso me apegar a isso. A cada dia busco melhorar meu jogo, evoluir. E não só ser eficiente ofensivamente, mas também defensivamente. Roubar uma bola significa muito no jogo.”

 

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