Segunda, 03 de Novembro de 2008 10:28
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Vanessa Lins - Bê-a-bá Gourmet - Sábado


Um só?

Com o despertar do brasileiro para o vinho, a produção nacional vem crescendo como nunca, o consumo também e, claro, a informação especializada segue o fluxo. De olho nesse filão, veio o “Um só vinho”, produzido por Éveline Malnic e Odile Pontillo, e publicado pela Larousse. O livro tem a ousada proposta de indicar apenas um tipo de vinho para uma refeição completa. Isso é possível? Bem, a jornalista e a sommelière escritoras dizem que sim e colocam a nossa disposição suas experiências no quesito harmonização que, em todo o livro, é regida pelo vinho e não pela comida. A tarefa não é fácil, mas elas foram espertas e selecionaram apenas rótulos de primeira linha, e sugestões de substituição da mesma categoria. Aí, o que era tão complicado, fica um pouquinho mais simples, pelo menos em relação aos vinhos porque quando se trata dos menus indicados para as combinações... Toda a culinária francesa é contemplada, com aqueles ingredientes incomuns ao gosto e ao bolso brasileiro médio: pombo, javali, framboesas frescas, foie gras etc. Mas talvez como forma de amenizar essa rigidez do cardápio, as autoras fazem sugestões resumidas de outros ingredientes para o mesmo vinho. Págs: 160. Preço: R$ 49,90.


Verde é bom

O vegetarianismo não é exatamente uma opção de dieta de emagrecimento. Quem decide excluir carnes da rotina, o faz por uma questão de saúde, de ética, ou até mesmo por acreditar que o estresse do animal abatido contamina a carne, conseqüentemente, fazendo mal também a quem a consome. Mas a publicação “Dieta vegetariana de baixo carboidrato”, escrito por Rose Elliot (com bagagem de mais de 50 livros sobre os temas vegetarianismo e veganismo), apresenta a linha alimentar como uma maneira de emagrecimento, sim. A dieta propõe a redução da ingestão dos carboidratos, o aumento do consumo de proteínas e o consumo de gorduras saudáveis. Ela estimula o leitor com receitas diversificadas, incluindo as obrigatórias saladas, mas também introduzindo inesperadas opções como a vitamina de cheesecake de limão, frapuccino, maionese sem ovos e molhos. Editora: Publifolha. Págs: 154. Preço: R$ 34.

Inquietudes

Não basta ser reconhecido como um dos melhores chefs brasileiros da atualidade, nem engatar projetos de restaurantes que integram ingredientes da terra e técnicas clássicas. Inquieto, agitado, o cozinheiro Alex Atala também envereda pela seara da literatura (lembrem do delicioso “Por uma gastronomia brasileira”) e, agora, com uma obra que promete entrar para a história da gastronomia brasileira. Acaba de botar nas prateleiras pela Larousse do Brasil e, em parceria com a jornalista Carol Chagas, o livro “As Escoffianas Brasileiras”, um calhamaço com mais de 500 páginas, cujo recheio foi pensado para celebrar o momento tão positivo do setor e seus profissionais. Os autores dividiram a publicação em três partes - Aprendizado, Sonho, Realidade - que se complementam e registram o árduo caminho do chef até os dias de hoje, quando é considerado o melhor no que faz, e destrincha o seu papel como mestre formador de profissionais da alta gastronomia. Em breve, nesta coluna, trago mais comentários sobre as Escoffianas. Págs: 520. Preço: R$ 249.

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