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Motim em penitenciária deixa 11 detentos feridos
Confusão começou na tarde de ontem na Barreto Campelo
Leopoldo Monteiro e Robson André   
Um motim ocorrido no final da tarde de ontem, na Penitenciária de segurança máxima Barreto Campelo, em Itamaracá, deixou pelo menos 11 detentos feridos. A confusão teve início quando dois presos iniciaram uma briga no pavilhão C. O presidiário ferido identificado como Washington Gregório de Jesus, de 29 anos, foi atingido com um golpe de faca artesanal na cabeça e foi atendido na própria enfermaria da unidade, sendo liberado em seguida. O agressor foi identificado apenas como Pio.

Um segundo apenado ferido, identificado como José Edmilson Batista, de idade não informada, foi baleado na perna direita com uma bala de borracha. Ele foi levado para o Hospital Miguel Arraes de Alencar, em Paulista, e, até o fechamento desta edição, permanecia internado na unidade de saúde. Outros nove feridos ainda não identificados sofreram escoriações leves pelo corpo, também foram atendidos na enfermaria da penitenciária e depois liberados.

A confusão só foi controlada por volta das 22h de ontem. “A situação está sob controle. Estamos relocando presos do pavilhão C para outros pavilhões da unidade”, explicou o gerente executivo da Barreto Campelo, coronel Francisco Duarte. Segundo ele, haverá transferência de detentos para outras unidades carcerárias do Estado.

Devido à briga entre Washington e Pio, alguns agentes penitenciários e policiais militares da guarda do presídio adentraram no pavilhão, na tarde de ontem, na tentativa de deter os envolvidos na briga. Neste momento, os colegas de cela dos dois se rebelaram e agrediram agentes e PMs. Eles ainda atearam fogo em vários colchões e fecharam a entrada do pavilhão com pedaços de concreto retirado das paredes.

A situação passou a ficar ainda mais tensa lá dentro. Por volta das 21h15, o Batalhão de Choque (BPChoque) e da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) foram acionados para controlar o motim. O portão do pavilhão precisou ser derrubado. Quarenta e cinco homens do BPChoque e mais dez do CIOE entraram no pavilhão C.

Com isso, a situação começou a ser controlada dentro da penitenciária. Os PMs jogaram granadas de efeito moral e dispararam tiros de balas de borracha para intimidar os apenados. Homens do Corpo de Bombeiros também precisaram entraram no pavilhão para controlar o fogo provocado pela queima dos colchões. Uma equipe do Samu e mais cinco paramédicos do Corpo de Bombeiros ficaram de plantão do lado de fora da Barreto Campelo para atender aos feridos.

A Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, tem capacidade para 1,2 mil detentos e, hoje, abriga a quantidade limite de presidiários. A Secretaria de Ressocialização (Seres) abrirá um procedimento administrativo disciplinar para apurar os motivos da confusão e identificar os envolvidos. O pavilhão C possui, atualmente, 237 presos.

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