Sexta, 06 de Novembro de 2009 01:00
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COMBATE - 
Colo de útero: câncer em debate
Anamaria Nascimento   
O câncer de colo do útero tem sido alvo de preocupação e debates em Pernambuco. A doença é a segunda causa de morte de mulheres por neoplasias (proliferação anormal de células) no Estado. Cerca de 200 mulheres morrem anualmente por causa desse tipo de câncer. A ginecologista Micheline Oliveira, que também é gerente do Laboratório da Mulher do Estado de Pernambuco, esclareceu os números da doença. “São mais de 18 mil casos no País. Em Pernambuco, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que 1.020 novos casos surgiram em 2008”, informou.

A principal forma de evitar esse tipo de câncer é realizando o exame preventivo, conhecido como papanicolau. Todas as mulheres sexualmente ativas devem fazê-lo pelo menos uma vez por ano. Se o resultado do exame for negativo por três anos seguidos, a mulher pode realizá-lo a cada três anos.

A estudante Kamila Alves reforçou a importância de se prevenir. Em 2003, então com 16 anos, ela descobriu, através de exame preventivo, a presença do Human Papiloma Virus (HPV) no útero. “Não sentimos nada, por isso, é fundamental fazer exames regularmente, já que sozinhas não podemos identificar a doença”, disse. O HPV é um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto das mulheres como dos homens.

Em atenção ao assunto, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), juntamente com a Secretaria Especial da Mulher, iniciou ontem o I Fórum de Prevenção do Câncer de Colo Uterino das matas Norte e Sul de Pernambuco. O evento, que termina hoje, tem o objetivo discutir ações para combater a doença com gestores municipais de saúde, ginecologistas e representantes da sociedade civil dos 43 municípios que compõem a Zona da Mata Norte e Sul.

A gerente de Saúde da Mulher, Anna Renata Lemos, explicou que a escolha dessa região se deve à chegada de equipamentos doados pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), para a instalação de ambulatórios da mulher. “São máquinas de última geração, capazes de fazer a coleta de material para análise, exames e pré-natal”, informou. A secretária estadual da Mulher, Cristina Buarque, destacou que essa iniciativa deve ser expandida para as outras partes do Estado. “A intenção é promover políticas semelhantes no Agreste, Sertão e Região Metropolitana”, disse.

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