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| HAM faz primeiro implante coclear | ||
| Conhecido como ouvido biônico, cirurgia foi realizada em criança de um ano | ||
| Vanessa Araújo | ||
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O primeiro implante coclear, conhecido como ouvido biônico, foi realizado gratuitamente em Pernambuco no último dia 4 deste mês. Pioneiro no Estado, uma equipe médica do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), implantou o aparelho em uma criança de um ano e seis meses, através de uma cirurgia considerada de alta complexidade. Com recursos estaduais, o hospital aguarda ainda credenciamento do Ministério da Saúde para estender o serviço para mais pacientes. “Pretendemos realizar, inicialmente, três cirurgias ao mês, com expectativa de aumentar esse número”, afirmou o diretor do HAM, Antônio Andrade. Suame já recebeu alta e, segundo a mãe, Cinthya Pedrosa, está se recuperando bem. “Ele já está correndo, nem parece que acabou de fazer uma cirurgia”, afirmou. Segundo ela, o filho nasceu com a deficiência e eles resolveram procurar orientação médica quando perceberam que, aos quatro meses de idade, ele não se assustava, nem se incomodava com barulho. “Fizemos vários exames nele e ele até chegou a usar uma prótese, mas não funcionou. Foi aí que decidimos fazer a cirurgia”, disse. A cirurgia, coordenada pela chefe da Otorrinolaringologia, Mariana Leal, foi considerada um sucesso. De acordo com ela, o implante consiste em duas partes: “a interna, que é o processo cirúrgico de implantação de eletrodos e demora cerca de 30 dias para cicatrizar e a segunda parte, a externa, conta com um microfone, um aparelho processador de fala e uma antena transmissora. Tudo isso será acompanhado de terapias e exercícios de fonoaudiologia”, contou. Apenas os pacientes com perda auditiva total ou parcial e que não respondam ao uso de aparelhos podem se beneficiar com o serviço. Deficientes de qualquer idade podem se submeter a esse tipo de cirurgia desde que passem por todo o processo de seleção no hospital. “A pessoa deve procurar o setor de Otorrinolaringologia do Agamenon Magalhães e realizar um cadastro. Depois de uma avaliação sobre sua condição inicial, ela passará por uma série de exames médicos, fonoaudiológicos e psicológicos”, explicou Mariana Leal. Elisabete Magnata, fonoaudióloga que acompanhou a cirurgia realizada no Agamenon, acrescentou que a criança passou por atividades lúdicas de percepção auditiva e concentração pré-operatórias e terá esse acompanhamento por mais um bom tempo. “Esperamos que a criança aprenda a ouvir para que desenvolva a linguagem no processo de comunicação oral”, disse. O diretor do HAM, Antônio Andrade, afirmou que o hospital foi escolhido para atender à população porque eles são referência na área e contam com uma infraestrutura favorável, como material e profissionais qualificados. Segundo ele, “esta cirurgia tem um valor social extraordinariamente grande, pois proporciona a pessoas que não podem ouvir, nem falar, reverterem essa condição”.
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