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| Técnicos avaliam situação de tremores em Alagoinha | ||
| Equipamentos para detectar abalos serão instalados na cidade | ||
| DIEGO MENDES e ROBSON ANDRÉ | ||
Ontem, enquanto os sismólogos e os representantes da Codecipe estiveram no município agrestino, cerca de oito tremores foram registrados. “O mais forte aconteceu às 10h30, quando os sismógrafos marcaram 2,6 graus”, contou o mestre em sismologia Heleno Carlos de Lima, que acompanhou o técnico da UFRN. O governo estadual irá providenciar equipamentos para realizar o monitoramento na cidade de Alagoinha e acompanhar em tempo real possíveis tremores, como já acontece em Caruaru. Ainda assustada com a sequência de tremores, a agricultora Elisabeth Matias Leite, 45, contou que não está conseguindo descansar e nem ir ao trabalho. “Meu neto de três anos não pode escutar um estrondo que já vem correndo para meus braços. Todos nós estamos assustados. Hoje (ontem) mesmo sentimos um tremor forte. Na minha casa ninguém consegue dormir direito e há quase uma semana não vou para roça”, contou. Depois de percorrer quase toda a cidade, os técnicos conseguiram detectar as áreas onde os eventos sísmicos ocorreram com maior intensidade. “Pelo relato das pessoas verificamos que o lado norte da cidade foi o mais afetado. Nessa região, os sítios Carrapicho e Pindoba, além dos vilarejos que estão a margem da PE-217, foram os mais afetados”, explicou Eduardo Meneses. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Alagoinha, Paulo Campos, de todas as casas vistoriadas, cinco vão ser analisadas por técnicos da prefeitura e podem ser consertadas. “Vamos analisar. Se for preciso, faremos as obras”, disse. Os sismólogos da UFRN informaram que seis sismógrafos vão ser instalados em Alagoinha nos próximos meses.
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