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| Principal réplica está por vir no Chile | ||
| Previsão de especialistas em tremores se baseia em todos os grandes abalos | ||
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SANTIAGO (EFE e AE/ AP) - Especialistas em tremores disseram que a principal réplica do abalo de 8,8 graus na escala Richter, que atingiu o Chile no último dia 27, ainda está por vir. A previsão se baseia no fato de que essa réplica principal aconteceu em todos os grandes terremotos ocorridos no mundo e no Chile. Até a última terça-feira, 268 réplicas do sismo foram registradas desde o dia 27, algumas alcançando 6,8 graus. Praticamente a metade delas foi mais forte do que 5 graus, mas especialistas acham que a principal ainda não chegou. “Quanto maior o terremoto, maiores as réplicas”, disse o geofísico do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), John Bellini, ao jornal “El Mercurio”. “As réplicas que tivemos causaram alarme, mas nós esperaríamos algo de maior intensidade”, afirmou Jaime Campos, da Universidade do Chile, para quem a única certeza é que a réplica principal “não vai ser superior a 8,8 graus”. As várias réplicas ocorridas durante as últimas horas no Chile não causaram vítimas ou danos visíveis, segundo as autoridades do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol). O terremoto de 7,8 graus na escala Richter que afetou o Chile em 3 de março de 1985 teve uma réplica de 7,5 graus 36 dias depois. O tremor de 8 graus ocorrido em Michoacán (México), no dia 19 de setembro do mesmo ano, teve uma de 7,3 graus no dia seguinte. O terremoto de Pisco (Peru) que registrou 8 graus em 15 de agosto de 2007 teve no mesmo dia uma réplica de 5,9 graus, enquanto o de 9,1 graus em Sumatra (Indonésia) ocorrido em 26 de dezembro de 2004 teve uma de 8,7 graus dois dias depois. PREJUÍZO A empresa suíça de resseguro Swiss Reinsurance Co. informou ontem que o terremoto no Chile vai custar à indústria de seguros entre US$ 4 bilhões e US$ 7 bilhões, a mesma estimativa feira pela alemã Munich Re. A Swiss Re disse que é comum que proprietários chilenos comprem seguros contra terremotos, o que significa que haverá grande quantidade de pessoas pedindo o recebimento das apólices e interrupções nos negócios. A Swiss Re, sediada em Zurique, disse que só a empresa espera pagar US$ 500 milhões em perdas relacionadas ao tremor de 27 de fevereiro. A Munich Re espera realizar pagamentos de cerca de 400 milhões de euros (US$ 540 milhões) por causa do terremoto. A empresa disse que enviou vários especialistas para o Chile “para assegurar o rápido e efetivo pagamento”. A Swiss Re também espera pagar US$ 100 milhões por danos causado pela tempestade de inverno Xynthia, que passou pela Europa entre os dias 26 e 28 de fevereiro, causando sérios danos na Espanha e França.
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