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| Novas réplicas atingem o Chile | ||
| Tremores de até 6,9 graus ocorreram pouco antes da posse de Sebastian Piñera | ||
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SANTIAGO (AE) - Uma série de fortes réplicas do devastador terremoto que atingiu o Chile no mês passado foram sentidas no país ontem, enquanto o novo presidente Sebastian Piñera tomava posse. Ele imediatamente pediu aos moradores da costa que fossem para locais altos no caso de um tsunami. A réplica mais forte, com magnitude 6,9, foi quase tão forte do que o terremoto que devastou a capital do Haiti no dia 12 de janeiro, que registrou 7 graus. Não há informações sobre danos ou feridos. A Marinha do Chile emitiu um alerta de tsunami, mas o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico disse que os abalos secundários eram muito pequenos para causar ondas perigosas além da costa central do Chile. O presidente Sebastian Piñera tomou posse no prédio do Congresso na cidade costeira de Valparaíso antes de o prédio ser evacuado como precaução. As sete réplicas balançaram prédios e janelas e levaram assustados chilenos para as ruas. O tremor de 6,9 foi o mais forte desde o terremoto do dia 27 de fevereiro e ocorreu ao longo da mesma falha, disse o geofísico Don Blakeman, do Centro de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, localizado em in Golden, Colorado. Inicialmente a agência informou que a réplica tinha sido de magnitude 7,2. “Quando acontecem terremotos ao redor da magnitude 8, esperamos talvez duas réplicas de escala 7”, disse ele. Blakeman disse que o Chile agora deve sentir “réplicas das réplicas”. “O que ocorre quando temos essas grandes réplicas é termos uma série de réplicas novamente”, disse Blakeman. A Marinha chilena emitiu um alerta de tsunami. O escritório de emergência do governo pediu que os chilenos buscassem locais mais altos, apesar de o epicentro do maior tremor de ontem ter sido localizado em terra. Michelle Bachelet, que entregou o cargo, disse que deixou o Chile em bom estado após o terremoto de fevereiro. Piñera, o primeiro presidente de direita eleito em 52 anos no Chile, disse que iria direto para o trabalho. Na noite da eleição, ele prometeu fazer do Chile “o melhor país do mundo”, e gastar bilhões para acelerar o crescimento econômico - promovendo um crescimento de 6% ao ano do PIB -, criar milhões de empregos em quatro anos e combater o crime, além de outros pontos. Agora, a reconstrução é a sua prioridade.
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