| Segunda, 19 de Julho de 2010 00:42 | ||
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| Paquistão fecha pacto comercial com Afeganistão | ||
| A negociação recebeu o apoio dos Estados Unidos e prevê abertura para o transporte na fronteira | ||
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Islamabad (AE-AP) - O Paquistão e o Afeganistão fecharam ontem, após anos de negociações, um acordo comercial que prevê uma abertura maior para o transporte na fronteira entre os dois países. O pacto foi assinado pelos ministros de Comércio das duas nações em Islamabad, na presença da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que viajou para a cidade com o objetivo de pedir mais cooperação entre os paquistaneses e afegãos no combate às redes extremistas Al-Qaeda e Taleban. O acordo, que foi considerado por autoridades norte-americanas como um grande passo para a aproximação entre o Paquistão e o Afeganistão, ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos dois países. “Unir Islamabad e Cabul tem sido o objetivo desta administração desde o início”, disse Richard Holbrooke, representante especial da Casa Branca para o Afeganistão e o Paquistão. “Esta é uma demonstração vívida de que eles estão ficando mais próximos”, frisou. Os norte-americanos querem mais ajuda do Paquistão para combater forças insurgentes acusadas de conspirar contra os Estados Unidos e de planejar ofensivas como o ataque a bomba frustrado na Times Square. No entanto, “para chegarmos lá, precisamos mudar a essência do relacionamento com o Paquistão”, disse Holbrooke. A viagem de Hillary à Islamabad também tinha como meta mostrar aos paquistaneses que os Estados Unidos estão comprometidos com o desenvolvimento paquistanês no longo prazo, não apenas com ganhos de curto prazo relacionados à segurança. Durante uma reunião com Asif Ali Zardari e Yusuf Raza Gilani - respectivamente o presidente e o primeiro-ministro do Paquistão -, Hillary ofereceu um pacote de aproximadamente US$ 500 milhões em programas de desenvolvimento para os setores de água, energia, agricultura e saúde do país. O sentimento antiamericano entre os paquistaneses ainda é elevado, devido principalmente aos ataques de aviões não tripulados dos Estados Unidos, que são direcionados a grupos insurgentes, mas frequentemente ferem ou matam civis. Segundo Holbrooke, na visita anterior de Hillary ao Paquistão, em outubro, ela teve de passar por “multidões hostis e céticas continuamente”, mas a nova estratégia dos Estados Unidos “está produzindo uma mudança na postura paquistanesa, primeiro no governo e, gradualmente, no público”. Amanhã, a secretária de Estado dos Estados Unidos deve passar por Cabul, capital do Afeganistão, para participar de uma conferência internacional que reunirá diplomatas de 60 países. A segurança na capital afegã foi reforçada. Posteriormente, Hillary vai se juntar ao secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, na Coréia do Sul.
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