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Após “ofensa”, Chávez rompe com a Colômbia
Decisão veio após denúncias de guerrilheiros na Venezuela
  
CARACAS (EFE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu ontem as relações do país com a Colômbia e ordenou “alerta máximo” na fronteira comum. Chávez considerou como “ofensa” e “nova agressão” as denúncias sobre a presença de chefes guerrilheiros em território venezuelano apresentadas na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo Governo colombiano. O presidente venezuelano também chamou seu colega colombiano, Álvaro Uribe, de “belicista”, e disse que o governante do país vizinho atende às ordens da “direita ianque” e se transforma em uma “ameaça à paz” na região.

“A Venezuela rompe a partir deste momento todas as relações com a Colômbia (...). Vêm aí dias muito perigosos e ordenei alerta máximo na fronteira”, declarou Chávez às portas do palácio presidencial, acompanhado pelo craque Diego Maradona, técnico da Argentina na última Copa do Mundo. O rompimento foi a resposta de Chávez à “gravidade do ocorrido” na sessão de ontem no Conselho Permanente da OEA, pedida pelo Governo colombiano para denunciar a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.

A Venezuela “não permite” acampamentos guerrilheiros em seu território e, “se existissem, seria sem a autorização do Governo”, afirmou Chávez. O chefe de Estado venezuelano disse esperar “que não aconteça nada mais grave” entre os dois países “nos dias que restam” a Uribe à frente do Governo da Colômbia, ou seja, até 7 de agosto. Segundo Chávez, Uribe é “capaz inclusive de mandar montar um acampamento (guerrilheiro) falso na Venezuela para bombardeá-lo e provocar uma guerra” entre Venezuela e Colômbia, que compartilham uma fronteira de 2.219 quilômetros.

“Não aceitaremos nenhum tipo de agressão ou de violação a nossa soberania. Seria preciso ir chorando a uma guerra com a Colômbia, mas seria preciso ir. Responsabilizo o presidente Uribe”, disse Chávez. O governante venezuelano declarou confiar que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, apesar das diferenças ideológicas, terá um perfil construtivo e de respeito que permita reuniões conciliatórias assim que substituir Uribe.

“Espero que o presidente eleito (Santos) contribua para que se retome o caminho da razão na Colômbia e que contribua para que não ocorram coisas mais graves nos próximos dias”, disse Chávez. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, informou pouco depois do anúncio da ruptura de relações que os funcionários da Embaixada da Colômbia em Caracas têm 72 horas para sair da Venezuela.

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