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Policial civil é emboscado por seis homens em Paulista
Ele, que teve o carro crivado de balas, sobreviveu à tentativa de assassinato
JOSÉ ACCIOLY   
Rixa familiar? Vingança? A Polícia Civil (PC) não descarta qualquer linha de investigação sobre o que levou seis homens a tentarem matar um policial civil na manhã de ontem, no bairro de Maranguape I, em Paulista. Eram por volta das 7h30, quando os bandidos chegaram num Fiesta Sedan, prata de KFG-4121, e duas motos na avenida Brasil e interceptaram o agente Carlos César Florentino Novaes, de 34 anos, disparando mais de 30 vezes contra seu veículo, um Gol verde, de placa KKW-2544. Por sorte, o policial foi baleado de raspão na cabeça, braço e tórax. Ele foi atendido no Hospital Miguel Arraes (HMA) e liberado no final da manhã. Outras quatros pessoas, que passavam pelo local no momento, também foram feridas.

O crime aconteceu na avenida Brasil. O que se sabe é que foi encontrado dentro do Fiesta prata o documento do carro, que está em nome de outro homem que pode ser parente da vítima. Isso porque essa pessoa tem o mesmo sobrenome do policial civil - Florentino. “Carlos Novaes (a vítima) nos informou que tem nomes de pessoas que podem estar envolvidas na tentativa de homicídio, mas não nos adiantou. Ele disse que todos os atiradores estavam vestidos com calças e chegou a reconhecer alguns”, contou o delegado da Força Tarefa Norte do DHPP, Paulo Clemente.

Agentes da Força Tarefa fizeram diligências pelo município ontem e não localizaram os criminosos, que deixaram o Fiesta prata na rua 102, próximo à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Paulista. Inicialmente, a Polícia Militar (PM) informou que os bandidos teriam roubado um Fox preto, de placa não anotada, e levado o motorista. Porém, investigações preliminares do DHPP sugerem que o carro estaria dando cobertura ao bando na fuga. A polícia não tem registro de roubos do veículo prata. Até o fechamento desta edição, a polícia tinha suspeitos para o crime, mas a identificação não foi revelada. Não há prisões.

Informações extraoficiais reveladas por fontes da Folha de Pernambuco indicam que Carlos Novaes estaria sendo ameaçado de morte. Ainda segundo os mesmos informantes, o policial civil teria assassinado um homem - que não teve o nome informado - num bar no bairro do Ipsep, há cerca de dois anos. O motivo do crime não foi revelado, mas sabe-se que na época, o agente desentendeu-se com a vítima, antes de executá-la. Por causa disso, o agente vinha sofrendo ameaças.

Outra hipótese sugerida é que a tentativa de homicídio pode ter sido resultado de um rixa familiar. O policial civil é natural de um município do Sertão pernambucano, o que alimenta as especulações acerca do crime ter relações com briga entre famílias. Carlos Novaes, de acordo com informantes, estava afastado do serviço policial e estaria à disposição da Gerência de Recursos Humanos da Polícia Civil. O motivo do seu afastamento não foi explicado nem a delegacia de origem.

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