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Procurador inclui seis deputados estaduais
Bruna Serra Especial para a Folha   
 

 SADY Torres tem parecer contestado por parlamentares

Na lista de candidatos que tiveram o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) há seis deputados estaduais, cinco dos quais disputam a reeleição - Nelson Pereira (PCdoB) tenta um mandato de deputado federal. Quatro respondem a ações referentes à epoca em que eram prefeitos, enquanto um, Ayres de Sá Carvalho (PSB), o Airinho, foi presidente da Câmara de Salgueiro. Os parlamentares procurados pela Folha adotaram o discurso de uma nota só. Todos prometeram recorrer da decisão, mas a maioria foi pega de surpresa, não sabia do que se tratava. Conforme explicita a Legislação Eleitoral em vigor, com o registro de candidatura impugnado, o candidato perde o direito a concorrer nas eleições.

Um dos atingidos pela impugnação, o deputado Esmeraldo Santos (PR) ficou impedido de concorrer depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) identificou falhas na sua prestação de contas quando era gestor de São Caetano. Ele garante que está tranquilo. “O TRE coloca que o simples pedido de impugnação não quer dizer, necessariamente, que o candidato está inelegível. Cada caso será analisado. Só se ficar comprovada a conduta dolosa. Quem tiver problema grave é que ficará fora. Não seria o nosso caso”, disse.

Jacilda Urquisa disse estar acostumada a concorrer a eleição respondendo a processos. Foi assim nos dois pleitos passados. Responde junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) por um contrato firmado, em 2000, quando era prefeita de Olinda. “O TCU não rejeitou, apenas fez uma reestruturação. Já disputei outras vezes com processo contra mim e estou tranquila. Outro dia saiu uma lista dessa aí, e meu nome também estava”, comentou a deputada. Os demais deputados estaduais da lista são Everaldo Cabral (PTB) e Carlos Santana (PSDB), que não foram localizados pela reportagem.

O procurador Sady Torres ainda incluiu outros ex-vereadores, que agora concorrem a deputado. Edmar de Oliveira (PHS), que exerceu mandato em Jaboatão, está respondendo na Justiça pela utilização de verba de gabinete disponibilizada pela Câmara Municipal para pagamento do combustível. “Os verdadeiros ficha-suja estão aí e ninguém faz nada. Eu gastei uma quantia irrisória, R$ 17 mil, com combustível porque a lei municipal permitia. Vou recorrer da decisão”, informou.

Com base em Olinda, André Luiz Farias (PRP), ex-vereador, está na mesma situação. Informado pela reportagem sobre a impugnação, afirmou que o caso das restrições do TCE a pagamentos efetuados por ele quando era presidente da Câmara Municipal ainda não transitou em julgado. “Quando for notificado, vou recorrer. O processo não transitou em julgado e, por isso, ainda não estou condenado a nada”, assegurou.

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