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Marina faz defesa de Constituinte
  
 

 OBJETIVO principal seriam as reformas

SÃO PAULO (AE) - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu ontem a criação de uma Assembleia Constituinte para a realização de reformas, entre elas a política. Em evento da União Geral dos Trabalhadores (UGT) em São Paulo, Marina chamou de “consenso oco” a unanimidade em defesa das reformas política, tributária e trabalhista, mas lembrou que os temas são de difícil implementação.

“Uma boa parte das pessoas diz que é favorável (às reformas), isso virou um consenso oco. Entra governo, sai governo, e (a reforma) não sai sequer do papel”, criticou. Para a candidata, a Constituinte pode ser um caminho para criar regras claras para o jogo político. “É por isso que o tempo todo a gente vive durante as eleições situações difíceis e constrangedoras, onde a legislação eleitoral é desrespeitada, às vezes pela ausência dos regramentos corretos”, reiterou.

A candidata também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por usar eventos do governo para enaltecer as “qualidades” da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. “Um homem que goza de alta popularidade não pode ser usado para extrapolar a legislação eleitoral”, comentou.

Durante seu discurso, a presidenciável lembrou sua trajetória no movimento sindical, defendeu a reforma trabalhista e destacou as conquistas dos últimos governos, principalmente no combate à pobreza. “As conquistas devem ser reconhecidas, mas não podem ser usadas como complacência para as coisas que ainda não fizemos”, afirmou.

A candidata defendeu também a criação de um “Estado necessário”, que não seja apenas fiscalizador ou provedor, mas “alinhado às necessidades do nosso tempo”.

Adversários

Marina elogiou o perfil de seus adversários na disputa. “Eles têm um perfil gerencial, eles têm um grande currículo, só que o Brasil é maior que o currículo e o passado deles”, disse. A candidata criticou a troca de acusações e o vazamento de informações sigilosas, disse que prefere o debate ao embate. “Para que a gente vai ficar estragando o nosso tempo fazendo guerra de dossiês”, condenou.

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