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Frente Popular corta excedentes
Com a saída de três candidatos a deputado, chapa continua valendo
DÉBORA DUQUE   
 

 JOSÉ Humberto explicou o processo de corte de um postulante petebista

Alvo do pente fino passado pelo Ministério Público Eleitoral nos registros de candidaturas no Estado, a coligação Frente Popular de Pernambuco, composta por PSB, PRB, PP, PT, PSC, PTB, PC do B, PDT e PR (para deputado estadual) e PHS, PSL, PRP, PTdoB e PSDC (para federal), já fez os cortes necessários para se adequar à legislação eleitoral. Por ter ultrapassado o limite de 70% previsto para candidaturas masculinas, a coligação do governador Eduardo Campos (PSB) precisou excluir alguns de seus quadros da disputa deste ano. Da corrida para a Câmara Federal, quem saiu foi o pedetista Jair Costa, cuja candidatura não teria sido aprovada na convenção do partido. Já na briga por uma vaga na Assembleia Legislativa, ficam fora da disputa Edvaldo Costa (PDT) e Valdemir Cintra (PTB). Também foi necessário fazer uma correção nos dados da candidata à Alepe pelo PTB, Maria Sebastiana, que por ter sido registrada como sendo do sexo masculino, acabou contribuindo para inchaço do percentual de homens na Frente.

Segundo o advogado da coligação, Bruno Brennand, as exclusões teriam ocorrido “sem nenhum tipo de trauma”. “Tudo isso foi tratado não só com os presidentes dos partidos, mas também com os próprios candidatos de uma maneira consensual”, disse, ontem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7. Entre as mudanças, o caso mais emblemático é o do vereador de Belo Jardim, Valdemir Cintra, que só teria entrado na disputa para medir forças com o primo, ex-aliado e candidato a deputado estadual, Cecílio Cintra Galvão (PTB), que já foi prefeito do município e rivaliza com também ex-prefeito e postulante a um mandato estadual João Mendonça (DEM).

De acordo com o secretário-geral do PTB em Pernambuco, José Humberto Cavalcanti, a disputa pelo mesmo espaço não foi um fator preponderante para a retirada compulsória da candidatura de Valdemir. “Eu posso assegurar que isso - disputa com Cecílio - não foi importante para que que ele tenha sido cortado. Temos que entender que estamos numa coligação ampla, com nove partidos, e ficamos com excedente”, afirmou em entrevista à Rádio Folha. A decisão, na realidade, teria vindo de cima. “O PTB lutou para que os candidatos fizessem seu registro, mas foi o conselho político da majoritária que fez a avaliação, utilizando seus próprios parâmetros para resolver a questão”, explicou José Humberto.

O próprio Valdemir Cintra disse ter atendido a um pedido do governador Eduardo Campos, que o teria convocado para trabalhar na coordenação da campanha majoritária no Agreste, assim como fez em 2006. O acordo teria sido feito, na noite de terça-feira, com o presidente do PSB, Milton Coelho, e o secretário de Articulação Política, Gilberto Rodrigues. “Nós conversamos sobre isso e ficou tudo acertado. Não foi nada imposto, foi apenas uma sondagem e achei por bem atender ao pedido dele (governador)”, amenizou Cintra.

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