Domingo, 25 de Julho de 2010 00:00
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SEU ÍDOLO - 
Todas querem Agnello
DANÚBIA JULIÃO   
Já bastavam aqueles cachos dourados e olhos azuis para te fazer parar na frente da TV. Agora, com o sotaque italiano, aliado ao jeitinho mineiro, Daniel de Oliveira, dá um novo gás à sua carreira, vivendo Agnello Mattoli, em “Passione”, novela da Globo, em seu primeiro trabalho no horário nobre da emissora. O personagem tem seu lado romântico, quando se relaciona com Lorena (Tammy di Calafiori), e sedutor, quando se trata de Stela (Maitê Proença), mãe de Lorena. Pivô de uma tragédia familiar, iniciada nesta semana - quando o trio se conhece e encaixa todas as peças -, ele é aquela cereja do bolo, que todo mundo deseja. E na lista das apaixonadas, tem ainda Lia (Juliana Didone), amiga de Lorena.  

Em 12 anos de carreira, o triângulo amoroso de “Passione” não é, nem de longe, a história mais delicada com que Daniel  já se deparou. O filme “Cazuza - O Tempo não Pára”, de 2004, foi um desafio e tanto. O trabalho lhe rendeu muitos prêmios de melhor ator do ano, entre eles o Qualidade Brasil, o Blockbuster Entertainment Awards e o do Festival de Cinema Brasileiro de Miami.

Foi depois disso que conquistou também o título de galã global e o primeiro papel como protagonista - o mulherengo Luís Jerônimo, em “Cabloca”, no mesmo ano. Para viver Cazuza, o belo teve até que emagrecer onze quilos e aprender os trejeitos do cantor nos palcos. Como bom geminiano, adaptou-se bem. Até mostrou seus dotes de cantor e não fez feio! Aliás, a música lhe é familiar, ele toca violão e se assume fã de Chico Buarque.

Na vida pessoal, é o oposto de Agnello e Luís Jerônimo. Aos 33 anos de idade, nunca se ouviu falar de escândalos relacionados com ele, mesmo quando era solteiro. Casado com a atriz Vanessa Giácomo - que conheceu em “Cabloca”, quando viveram um par romântico -,  ele é pai de Raul, de dois anos de idade, e Moisés, de quase dois meses. Caseiro, seu ideal de felicidade é sorrir sempre. Adora o clima família, principalmente agora, que se dedica ao bebê que acabou de nascer. E ele garante: é daqueles que ajuda em tudo, até na troca de fraldas.

A dedicação é tanta que, entre os amigos, ele já chegou a ser chamado de “Daniel Oliveira Soneca”, fazendo referência àquele anão da Branca de Neve, que dorme até em pé. Isso porque o ator aproveitava o tempo livre entre as gravações para tirar um cochilo quando seu primeiro filho nasceu. Há quem diga que não é a paternidade que o deixa assim. Mesmo sendo visto como dorminhoco, a preguiça não é algo que tenha relação com a sua carreira profissional.

Ele soma 13 tramas entre novelas e minisséries; no cinema, foram também 13 trabalhos; e no teatro, quatro. Amante assumido da sétima arte, depois de arrasar os corações em “Passione”, ele vai atuar em três filmes, com lançamentos previstos para este ano. São eles: “400 contra Um”, de Caco de Souza; “Boca do Lixo”, de Flávio Frederico; e “31 Minutos”, uma coprodução de animação chileno-brasileira. Não vai faltar oportunidade de apreciá-lo. Pode começar agora, checando a bela foto do pôster da semana.

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