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| Santa Cruz: era melhor não ter estreado | ||
| Tricolor, mais uma vez, decepcionou no Arruda, ao perder para o CSA, por 1x0 | ||
| Léo Lisbôa | ||
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A “Maldição do Arruda” permanece. Naquela que é a sua casa e o Santa Cruz deveria mandar, se impor, os corais voltaram a sucumbir. O Mais Querido não sabe o que é vencer no Estádio José do Rego Maciel em partidas do Campeonato Brasileiro desde o dia 20 de julho de 2008, quando os tricolores derrotaram o Potiguar/RN por 2x0, em duelo válido pela primeira fase da Terceira Divisão. Desde então, o time jogou oito vezes no Arruda e só perdeu ou empatou. O último revés aconteceu ontem, quando foi derrotado por 1x0 pelo CSA. O gol dos alagoanos foi marcado por uma “cobra” criada no Ninho Coral. O algoz foi o meia Everlan, que passou pelas categorias de base do clube. Com a derrota, o Santa Cruz vê o sonho de conquistar o acesso à Terceira Divisão ficar mais difícil. O Azulão e o Confiança/ SE somam três pontos, enquanto os tricolores e o Potiguar/RN ainda não pontuaram no Grupo A4. No próximo domingo, o Mais Querido enfrenta o representante do Rio Grande do Norte na Série D, às 17h, no Estádio Leonardo Nogueira, em Mossoró, no duelo em que os dois times precisam de uma vitória a qualquer custo. Ontem, o time coral, empurrado por quase 20 mil torcedores, tentou pressionar, mas não conseguiu. O CSA veio com um esquema tático bem defensivo, com seis homens no meio de campo e apenas um atacante. Além da retranca, o Azulão abusou das faltas, com sete atletas sendo “presenteados” com o cartão amarelo. O Santa Cruz não deixou por menos e deixou o campo com cinco jogadores pendurados. Na primeira oportunidade criada, os tricolores deram a impressão que o dia poderia ser de festa. Aos três minutos, Victor Hugo cruzou, Brasão desviou de cabeça para a defesa do goleiro Anderson Paraíba. Depois disso, o jogo ficou truncado, e os lances de ataque ficaram escassos. Na etapa inicial, as jogadas que resultaram em chances reais de gol passaram pelos pés de Victor Hugo ou Jackson. Aos 19, Evandro tocou para o meia veterano, que deu um banho em La Bamba e chutou com perigo. Onze minutos depois, o Santa Cruz desperdiçou a melhor oportunidade do primeiro tempo. Victor Hugo fez uma bela jogada pela direita e tocou para Brasão. O atacante, dentro da área, mandou uma bomba por cima do travessão. Nos instantes finais, o atacante Catanha, ao disputar uma bola com Tutti, acertou a cabeça do goleiro e um tumulto se iniciou no gramado. Jogadores trocaram empurrões e sobrou até para o massagista do CSA. Por causa da pancada, Tutti teve que ser substituído no intervalo. Na etapa final, o Santa Cruz voltou se expondo mais. Aos 30 segundos, Victor Hugo fez mais uma bela jogada e encontrou Jackson, que finalizou por cima do travessão. O Azulão começou a encontrar os espaços no campo e, por pouco, não abriu o placar aos 12 minutos. Celso desceu pela direita e cruzou. Catanha, dentro da área e livre de marcação, chutou para fora. Os tricolores não deixaram por menos. Como resposta, Gilberto, que acabara de entrar no jogo, acertou o travessão. Os corais não conseguiram manter o mesmo ímpeto durante todo segundo tempo, mas quando chegavam, era com perigo. Aos 33, foi a vez de Brasão arriscar de fora da área e carimbar o travessão. No único lance em que conseguiu finalizar entre as três traves defendida por um goleiro tricolor, o CSA abriu o placar. Aos 41, aproveitando a sobra de um escanteio, os alagoanos encaixaram um contra-ataque mortal, que terminou com o meia Everlan chutando sem chances de defesa para Darci. Santa Cruz: Tutti (Darci); Osmar; Menezes, Luiz Eduardo e Paulo César; Evandro (Élvis), Dedé, Jackson e Victor Hugo; Brasão e Jadilson (Gilberto). Técnico: Dado Cavalcanti CSA: Anderson Paraíba; Celso (Felipe Heleno), Sinval, La Bamba e Paulinho; Anderson, Serginho, Lau e Everlan; Catanha (Jonathan) e Alisson (Madson). Técnico: Lino Local: Arruda. Árbitro: Jaílson Macedo de Freitas/BA. Assistentes: Griselildo Souza Dantas/BA e Marcio Freire Lopes. Gols: Everlan (aos 41 do 2º T). Cartões amarelos: Osmar, Luiz Eduardo, Menezes, Evandro, Jackson (Santa Cruz), La Bamba, Sinval, Anderson, Serginho, Catanha, Felipe Heleno e Wilson (CSA). Público: R$ 19.706. Renda: R$ 179.450,00.
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