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Toninho Cerezo fala pela primeira vez
Desde o episódio em que pediu demissão, treinador não havia se pronunciado mais
GUSTAVO LUCCHESI   
Pela primeira vez após o vexame contra o Duque de Caxias e a consequente explosão da crise leonina, um dos personagens principais do episódio, o treinador Toninho Cerezo, concedeu entrevistas à Imprensa. Após comandar um treinamento à tarde, o comandante leonino falou sobre diversos assuntos, como a pressão que sofre no cargo, o clima entre ele e os dirigentes após ter entregue o cargo e o efeito que a vexatória derrota na Ilha do Retiro vem causando no grupo. Além disso, o técnico não se prendeu aos assuntos relacionados apenas ao que acontece dentro de campo, permitindo-se até a comentar sobre a criação do novo colegiado do Sport.

Como não podia deixar de ser, a primeira pergunta da coletiva foi sobre o episódio da última terça-feira, quando após a derrota em casa para o Duque de Caxias, Cerezo entregou o cargo aos dirigentes leoninos, que não aceitaram e o mantiveram no posto. “Recebi apoio do presidente Silvio Guimarães e do Francisco Guerra e isso me fortalece, pois, a partir do momento que eles acharam que não estou mais ajudando, eu vou ser o primeiro a pedir para sair. Tivemos uma conversa franca após aquele jogo e foi muito proveitosa. E não é porque eu permaneci que vou relaxar. Isso é futebol, e tenho experiência suficiente para saber que serei demitido se as vitórias não vierem”, declarou o técnico.

Sobre o modo como o seu elenco vem encarando essa crise vivida pelo clube dentro de campo, o comandante rubro-negro preferiu recuperar os ânimos de seus comandados. “Conversei com o grupo e expliquei que não há nada perdido, mas que essa última derrota foi um sinal forte de alerta e que só depende de nós mesmos para sairmos dessa situação”, comentou. Questionado sobre possíveis dispensas no plantel rubro-negro, Cerezo não titubeou. “Quando vão chegando jogadores, outros têm que sair, até por uma questão financeira do clube. Preciso de mais três ou quatro atletas, mas vou pensar em dispensas apenas quando os reforços chegarem”.

Para finalizar, o treinador elogiou bastante a postura dos cartolas da Ilha do Retiro ao decidirem criar o colegiado, que será presidido por Silvio Guimarães, terá como vice-presidente Francisco Guerra e contará com Severino Otávio (Branquinho), Wanderson Lacerda, Gustavo Dubeux, Aluísio Dubeux e Gérson Lucena. “Achei perfeita a atitude. Essa é a hora de união mesmo, sem vaidade”, finalizou Toninho Cerezo.

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