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“Dr. House” estreia como escritor
De Programa   
Hugh Laurie planejava usar um pseudônimo para lançar, em 1996, o romance de espionagem “O Vendedor de Armas”, de modo que sua fama como ator não interferisse na recepção do livro. Seu agente o convenceu de que não havia mal nenhum em garantir a venda de alguns exemplares entre fãs que ele já havia conquistado por mérito próprio.

Agora, na edição que chega às livrarias brasileiras (Planeta, 288 págs., R$ 39,90), o nome Hugh Laurie aparece com mais destaque inclusive que o título da obra na ostensiva capa cor de abóbora. Há também uma foto do ator ocupando toda a quarta capa, para o eventual caso de alguém não associar o nome à pessoa. Treze anos após a estreia literária, o protagonista de House - a série mais vista da TV a cabo no Brasil, hoje na 6ª temporada no Universal Channel e no 4° ano no canal aberto Record - virou uma grife que não se pode mesmo desperdiçar.

O romance, que conta a história de um guarda-costas envolvido num complô à moda James Bond, é uma leitura fácil, inteligente e cheia de humor. Algo como assistir a um bom filme de ação, o que de fato Laurie chegou a tentar, sem conseguir - transformar o romance em um roteiro de cinema. Thomas Lang, o personagem central, é um ex-integrante da tropa de elite do exército britânico que recusa uma proposta de US$ 100 mil para matar um empresário americano que vive em Londres. Resolve, então, avisar a vítima em potencial do risco que esta corre e, a partir daí, vê-se envolvido numa rede internacional de espionagem.

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