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| Livro registra ligação de Jorge Amado com Sergipe | ||
| Mônica Melo/ Da editoria de Programa | ||
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Durante o período em que o escritor, já afamado, instalou-se em Estância, ele manteve amizade com um grupo de intelectuais da cidade. Na livraria do pai de Rui Nascimento, os pensadores se reuniam, ao fim de tarde, para conversar sobre lançamentos literários, a Guerra que se instalara e a vida alheia. Diante do forte vínculo com o livreiro, Jorge Amado se dirigia ao pequeno Rui como sobrinho. Ligação valorizada por Paloma Amado, filha do romancista, no prefácio afetivo incluído na biografia. De acordo com Nascimento, Estância exerceu influência sobre a obra do escritor. “A mortalidade infantil era alta na cidade, o que pode ser traduzido na abordagem da infância esquecida em ‘Capitães da Areia’. Jorge escreveu boa parte da obra em Estância”, salienta. Para o biógrafo, “Gabriela, Cravo e Canela”, “Tereza Batista Cansada de Guerra” e “Tieta do Agreste” são outras três obras que mantêm relação com a cidade. O livro revela que também Estância se beneficiou do escritor. No município, ele criou uma casa de assistência a mulheres grávidas e a Biblioteca Monsenhor Silveira, ainda existente. “A biografia é um testemunho do amor que Estância devotou a Jorge. O resgate de uma fase importante, fértil, criativa dele”, arremata Nascimento.
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