| Domingo, 07 de Março de 2010 00:00 | ||
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| Luiz Fernando Guedes - 07/03/2010 | ||
Economia impulsiona DilmaA economia brasileira segue em ritmo de forte recuperação. Preocupado com a elevação do nível de atividade, o Banco Central decidiu enxugar a liquidez do mercado e reduzir a expansão da oferta de crédito, através do recolhimento de R$ 71 bilhões em depósitos compulsórios. Ainda existe espaço para novos aumentos de compulsórios uma vez que no ano passado, o BC injetou cerca de R$ 100 bilhões na economia para enfrentar a crise. A medida já provocou aumento de juros nas taxas de empréstimos para pessoas físicas e empresas, e cenário combinado de aumento de compulsórios e juros deve provocar também a redução dos prazos de financiamentos, além de afetar o volume de concessões de novos financiamentos. A elevação do compulsório lançou dúvidas se o Copom iniciará o processo de elevação de juros já na próxima reunião, mas o aumento durante o ano parece inevitável, uma vez que a inflação continua dando sinais efetivos de elevação no atacado e varejo. A estratégia do Banco Central é evitar que a inflação alcance 5%, com o nível de atividade impulsionando a economia para um crescimento de 6%; O cenário externo ainda é uma grande fonte de preocupação. Nos EUA os sinais de recuperação ainda são contraditórios, a Europa continua a apresentar problemas estruturais com os gigantescos deficits públicos, Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha(conhecidos por PIGS), e a China continua a realizar movimentos restritivos com aumento de compulsórios e juros. Mas com o cenário atual é possível projetar um crescimento para a economia brasileira superior a 5%, abrindo espaço uma evolução ainda maior da candidata para o governo Dilma Rousseff. Na última pesquisa a redução entre a ministra e o provável candidato pelo PSDB, José Serra, encolheu 10 pontos percentuais, configurando uma situação de empate técnico. O que mais deve ter preocupado José Serra foi o crescimento do índice de rejeição que saltou de 19% para 25%, situando-se no mesmo nível da candidata do PT. A hesitação dos tucanos em definir o nome do jogo da eleição reflete diretamente nas pesquisas. Este cenário pode ser impactante até mesmo se as pretensões de José Serra forem o governo de São Paulo, que poderá sofrer abalos com a imagem de desistência do projeto presidencial de última hora. Neste cenário ressurge o espaço para o governador de Minas, Aécio Neves, que sai atrás, mas introduz mais leveza, articulação e provavelmente retomada de espaços em algumas regiões importantes, como o Nordeste. Crescem, portanto, as pressões para que Aécio aceite a idéia da chapa puro-sangue como candidato a vice. Se este cenário se confirmar, o passo seguinte será viabilizar candidaturas fortes nos estados. Chapa competitiva poderá estimular a entrada de Jarbas Vasconcelos em Pernambuco e Tasso Jereissati no Ceará. No momento, a apatia dos tucanos possibilita ao adversário mais fraco “gostar do jogo”. Luiz Fernando Guedes Pereira Filho Sócio-Diretor da Rosenberg & Associados Escreve aos domingos E mail: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
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