Deputado estadual Tony Gel (PMDB)
Deputado estadual Tony Gel (PMDB)Foto: Divulgação

Durante o período junino, política e forró caminham juntas em Caruaru. Políticos do município promovem festas promovem festas que reúnem de vereadores a presidentes, como foi o caso de Dilma Rousseff, que esteve em uma organizada por Wolney Queiroz (PDT).

O primeiro evento deste ano será nesta sexta-feira (26) é o Forrobodó, organizado pelo filho do deputado estadual Tony Gel (PMDB), Tonynho Rodrigues.

Apesar de ser um evento privado, o deputado peemedebista comprou uma mesa, na qual espera receber políticos do PMDB, como o Jarbas Vasconcelos, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), contra quem disputou a eleição em Caruaru, e até José Queiroz, líder do grupo adversário.

Prefeitos de vários municípios do Agreste confirmaram presença: Edson Vieira, de Santa Cruz do Capibaribe; Gustavo Adolfo, de Bonito, entre outros.

A animação da noite vai ficar por conta dos cantores Dorgival Dantas, Petrúcio Amorim e Geraldinho Lins. A Forrobodó é organizada pela TFM Promoções e TV Asa Branca.

Deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE)Foto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha

O ministro Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator do processo da Lava Jato no tribunal, acatou pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e retirou o nome do deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) da lista dos investigados na operação.

Em abril, Edson Fachin havia autorizado a abertura de investigação para apurar suposta doação de recursos não contabilizados, pela construtora Odebrecht, ao parlamentar do PSDB. No entanto, após manifestação do procurador Rodrigo Janot, que atendeu pedido da defesa do deputado, Fachin decidiu que o caso deve ser redistribuído aos demais ministros do STF.

Os advogados de Betinho Gomes sustentaram que o Inquérito nº. 4446, aberto em abril de 2017, a partir das delações dos executivos da Odebrecht, não contêm qualquer tipo de ligação com as investigações da Operação Lava Jato.

Dizendo estar aliviado, Betinho ressaltou que outros passos ainda precisam ser dados, todavia tem certeza que o processo finalizará sendo arquivado. “A acusação que me foi feita é absolutamente equivocada, injusta e sem sustentação alguma, pois eu sempre tive muito zelo em relação ao que é público”, argumenta o tucano.

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Cristiano Pimentel, procurador do Ministério Público de Contas (MPCO)
Cristiano Pimentel, procurador do Ministério Público de Contas (MPCO)Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A gestão interina do presidente da Câmara Municipal de Belo Jardim, vereador Gilvandro Estrela de Oliveira, será acompanhada de perto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que instaurou uma auditoria especial para acompanhar e monitorar todos os atos da gestão.

Autorizada pelo conselheiro Valdecir Pascoal, relator das contas do município em 2017, a auditoria atende a um pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO), por meio do procurador geral Cristiano Pimentel.

A fiscalização vai observar a realização de novas despesas, abertura de licitações, dispensas, inexigibilidades, aditivos e rescisões contratuais, admissão e demissão de pessoal.

Caso sejam detectados indícios de irregularidades, segundo o conselheiro, o Tribunal de Contas tomará todas as medidas cabíveis para evitar a consumação de ilicitudes e prejuízos aos cofres públicos.

A posse do vereador Gilvandro Estrela como prefeito interino de Belo Jardim, aconteceu no último dia 22 de maio. Ele permanece no cargo até o dia 2 de julho, quando será realizada nova eleição no município, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral.

A candidatura do prefeito João Mendonça foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral, após ele ter as contas rejeitadas no TCE. Mesmo sem registro, Mendonça concorreu às eleições de 2016 e acabou empossado no cargo por uma liminar provisória. No dia 11 de maio, em julgamento definitivo, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu afastar o prefeito e determinar a realização de eleições suplementares no município.

A fiscalização é a mesma que o TCE fez em Ipojuca, município em que também houve eleições suplementares, em 2017.

Claudio Lamachia, presidente da OAB Nacional
Claudio Lamachia, presidente da OAB NacionalFoto: Eugenio Novaes/Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou nesta quinta-feira (25), na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB). A instituição usa como base a delação premiada de executivos da J&F para afirmar que o peemedebista praticou crime de responsabilidade e violou o decoro do cargo.

O pedido acontece após as denúncias do dono da JBS, Joesley Batista, que gravou o presidente em diálogo sobre a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e sobre uma suposta cooptação, pelo executivo, de promotores e juízes.

O pedido da Ordem foi protocolado na Câmara pelo presidente da entidade, Claudio Lamachia, acompanhado de outros membros da OAB. Além dele, há outras 16 solicitações de destituição de Temer no Congresso.

Deputado federal Silvio Costa (PTdoB-PE)
Deputado federal Silvio Costa (PTdoB-PE)Foto: Rogério França/Folha de Pernambuco

Retirado da vice-liderança da Oposição ao Governo Michel Temer na Câmara, o deputado Silvio Costa (PTdoB) enviou um áudio ao líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), no qual questiona a postura dos integrantes do seu grupo político durante a sessão da quarta-feira (24), bastante tumultuada.

Ao afirmar que havia seis medidas provisórias que caducavam na própria quarta, Silvio condenou a proposta de se retirar do plenário.

“Na minha opinião, a gente deveria ter permanecido no plenário, obstruindo, batendo pesado em Michel Temer. Porque o Governo não iria aguentar e essas medidas provisórias iriam cair, iriam caducar. E nós sairíamos vitoriosos. O Governo seria derrotado. Você deveria ter reunido toda a oposição e discutido a estratégia. Então foi um grande erro seu”, disse Sílvio, no áudio.

Silvio afirma que as atitudes dos deputados de oposição podem colocar em risco até o projeto político para 2018. Como exemplo, citou que alguns integrantes foram à mesa diretora e ficaram por trás do presidente Rodrigo Maia “querendo ganhar na tapa, querendo encerrar a sessão na tapa”.

“Parlamento vem de parla, de conversar, dialogar, na própria etimologia da palavra. Isso banaliza o Parlamento. Isso é ruim. Não se faz oposição assim. Se vocês continuarem a fazer uma oposição desse jeito, sem sinergia com a opinião pública, vocês vão prejudicar qualquer projeto para 18. Todos sonhamos com o presidente Lula como nosso candidato. Mas com esse tipo de atitude, esse tipo de oposição pequena, infantil, vocês vão atrapalhar qualquer tipo de projeto”, ponderou o parlamentar.

Por fim, Silvio diz que permanecerá a fazer oposição ao presidente Michel Temer.

Ouça o áudio de Silvio Costa: 

Terezinha Nunes é deputada estadual pelo PSDB
Terezinha Nunes é deputada estadual pelo PSDBFoto: Roberto Soares/Alepe

A deputada estadual Terezinha Nunes convocou para esta quinta-feira (25), às 14h, uma audiência pública, na Comissão permanente de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco, para discutir os problemas enfrentados pelos proprietários dos imóveis do Conjunto Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes.

O Conjunto Muribeca foi construído em 1982, com recursos do Banco Nacional da Habitação (BNH) através da Cohab, extinta em 1986. O residencial que abrigava mais de duas mil famílias começou a apresentar os primeiros em 1995. Dez anos depois, os 69 blocos foram interditados por oferecem riscos de desmoronamento.

Paulo Câmara durante entrega de novas viaturas para o Corpo de Bombeiros
Paulo Câmara durante entrega de novas viaturas para o Corpo de BombeirosFoto: Geraldo Moreira/Rádio Folha

Um dia após os confrontos e tumultos ocorridos em Brasília, durante a marcha que reuniu diversas centrais sindicais e movimentos sociais na Esplanada dos Ministérios, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), avaliou como preocupante a situação na capital federal. O socialista defendeu a busca por entendimento e saída para a crise.

"A gente espera que haja respostas mais rápidas e que fatos como o que aconteceram ontem (24) em Brasília não voltem a se repetir. Cenas lamentáveis, depredações de prédios públicos, então o momento muito complicado e a gente espera que haja capacidade de entendimento, de sentar na mesa e buscar saídas", afirmou Câmara, após participar da entrega de 32 novas viaturas para o Corpo de Bombeiros.

Ministério

O governador Paulo Câmara também comentou sobre a decisão de Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB) de permanecer no Ministério de Minas e Energia.

O chefe do Executivo afirmou que tem conversado com o correligionário e que "ele tem suas ponderações a gente tem que respeitar isso". "O momento que a gente passa é um momento muito delicado. Tenho tido a compreensão. Tenho conversado com ele, entendo as razões, ele faz parte de um ministério estratégico e a gente espera também que haja logo essa definição que não tem sido bom para ninguém. Mas a gente entende a posição do ministro e respeita", revelou.

Após a crise tomou conta do Planalto decorrente da divulgação das delações de executivos da JBS, o PSB determinou o rompimento com o governo Temer. Apesar disso, Fernando Filho tomou a decisão de permanecer no cargo, contrariando a presidência da legenda.

Com informações de Geraldo Moreira, Rádio Folha FM 96,7.

Pedro Henrique Reynaldo Alves *

Ele chegou ao mais alto cargo da República através do tumultuado e traumático processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, envolvida em escândalos de corrupção e obstrução da justiça, a quem sucedeu cumprindo mandamento constitucional. Prometeu erigir uma "Ponte para o Futuro", plano de governo bem formulado que atendia aos reclamos da nossa nação, mergulhada em gravíssima crise econômica que jogou na rua do desemprego cerca de 14 milhões de brasileiros.

Confesso que acreditei que o professor de Direito Constitucional Michel Temer, reunia, como poucos, as qualidades adequadas para o grande desafio de realizar, em tão graves circunstâncias, uma transição para um novo Brasil. Afinal, além de se tratar de um ex-presidente da Câmara, Temer presidiu o PMDB, legenda que congrega parte do que há de melhor e pior no cenário político do país, tarefa para político experiente e desenvolto.

No entanto, a desenvoltura do diálogo do Presidente da República com um conhecido e delinquente megaempresário, em encontro na calada da noite, revelou relação promiscua ou mesmo criminosa. O caráter clandestino da gravação, cujos trechos fundamentais já foram atestados por diversos peritos, se equipara à forma furtiva do acesso do meliante ao Palácio do Jaburu, sem registro em agenda oficial ou identificação na portaria.

E o silêncio do Presidente, ao não reportar às autoridades competentes o teor das graves afirmações de seu interlocutor, em flagrante prevaricação, só não é mais eloquente que suas suspeitas assertivas, capturadas no áudio.

Os reclamos por perícias técnicas e exame de legalidade da prova, após o conteúdo da gravação ser divulgado e em nenhum momento negado pelo Presidente da República, mais parece o apelo de um moribundo por algumas horas mais de vida.

É certo dizer que Temer vinha fazendo um grande trabalho, ao propor e até realizar reformas que há anos seus antecessores negligenciaram, mas isso não confere imunidade para que o presidente pratique crimes de responsabilidade.

Nenhuma ponte pode ser construída sobre alicerces corrompidos. E é por isso que a OAB, honrando a tradição de sempre vocalizar os anseios da sociedade civil, em defesa da ordem jurídico-constitucional, se reuniu em caráter extraordinário no último sábado deliberando pela proposição de pedido de "impeachment" do Presidente da República Michel Temer, medida extrema e amarga e que se repete pela terceira vez após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Erigida sobre o lamaçal que invadiu o cenário político da nação, a ponte de Temer ruiu.

* Pedro Henrique Reynaldo Alves é conselheiro Federal da OAB e esteve presente na reunião da entidade em que ficou definido que a Ordem entraria com pedido de impeachment do presidente Michel Temer

Ilha de Fernando de Noronha
Ilha de Fernando de NoronhaFoto: Divulgação

O governador Paulo Câmara enviou para a Assembleia Legislativa de Pernambuco o projeto de lei Nº 1390/2017, que altera a competência de secretarias.

Trata da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), deslocado para a Secretaria de Planejamento e Gestão, mas também determina a transferência de Fernando de Noronha do gabinete do governador Paulo Câmara para a Secretaria de Meio Ambiente, hoje comandada pelo secretário Sérgio Xavier.

A matéria, publicada na edição desta quinta-feira (25) no Diario Oficial do Estado, já tramita na Assembleia Legislativa.

Em sua justificativa para a mudança, o Governo afirma que a mudança faz parte da “estratégia estadual voltada para o meio ambiente e a sustentabilidade”.

Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)
Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)Foto: Rafael Furtado

Afirmando ser muito grave o momento que o País atravessa, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) defendeu a saída do presidente Michel Temer do cargo.

Lembra que deve-se seguir a Constituição na escolha do sucessor, mas que, diante dos problemas enfrentados pelo Parlamento brasileiro, apoiará a proposta de emenda à Constituição que prevê eleições diretas.

“Para devolver ao povo brasileiro a oportunidade de, num momento dramático e excepcional, escolher o presidente da República para fazer um governo de transição e de diálogo com a sociedade”, afirmou Tadeu Alencar.

Veja o vídeo:

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