Armando Monteiro, senador
Armando Monteiro, senadorFoto: Divulgação

Segundo colocado na disputa pelo Governo do Estado em 2014, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) divulgou nota em que cobra do PSB pernambucano e do governador Paulo Câmara esclarecimentos cabais sobre as denúncias feitas pelo diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F (holding do grupo JBS), Ricardo Saud.

Em sua delação premiada, Saud declarou que a JBS havia decidido, em 2014, investir em Eduardo Campos, por considerarem um quadro “novo e promissor”. Para tanto, disse que seria destinado cerca de R$ 15 milhões para o partido.

Com a morte de Eduardo, Saud diz ter sido procurado por Geraldo Julio e por Paulo Câmara, em busca de financiamento de campanha para o último.

Em sua nota, Armando Monteiro Neto cita que o PSB é citado em outras investigações e que “as explicações nunca ocorreram de forma a afastar as fortes suspeitas que recaem sobre este partido”.

“Nunca fiz julgamentos antecipados, visto que essas denúncias envolvem, inclusive, figuras públicas que já não mais estão presentes para se defender. No entanto, considerando agora que as novas denúncias trazidas na delação da JBS atingem frontalmente o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, não poderia deixar de, ao lado da sociedade pernambucana, exigir um esclarecimento definitivo sobre essa questão”, diz trecho da nota.

Afirmando que desde o início da Lava Jato o PSB pernambucano tem sido citado em operações da Polícia Federal, o senador lista as operações como a Fair Play, Politeia, Catilinárias e Turbulência.

“Sobre essas graves questões, não cabe agora hesitação, que tem sido a marca do governador. Pernambuco exige resposta”, finaliza o senador.

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Após a cassação do mandato do prefeito João Mendonça (PSB), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou uma data para as eleições suplementares de Belo Jardim, no Agreste. O pleito foi marcado para o dia 2 de julho, onde deverão ser eleitos prefeito e vice-prefeito.

De acordo com resolução do TRE-PE, estarão aptos a votar todos os eleitores que se encontrarem regularmente inscritos até 1º de fevereiro de 2017.

O presidente do TRE-PE, desembargador Antônio Carlos Alves, explicou que o órgão está dentro da programação. “Com a homologação da resolução, de imediato nós iniciaremos o processo para os prazos serem obedecidos”, afirmou.

Segundo o desembargador, o pleito seguirá os mesmos moldes do de Ipojuca, realizado no dia 2 de abril. As eleições terão as mesmas regras de uma regular. “E nós, desembargadores, ficaremos de plantão no dia e também no horário da eleição, pois se surgir qualquer petição, processo, nós estaremos aqui para decidir na mesma hora”, informou.

Sobre a segurança na cidade durante o pleito, Antônio Carlos Alves explicou que o TRE-PE adotará o mesmo sistema que foi implantado em Ipojuca. “Seguiremos o mesmo padrão, porque deu certo em Ipojuca, obviamente dará certo em Belo Jardim. Acredito que, como não houve nenhum incidente em Ipojuca, não haverá em Belo Jardim porque a população não quer”, disse.

João Mendonça
O mandato do socialista foi cassado no dia 11 de maio, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cassação ocorreu em decorrência de um processo de contas rejeitadas em sua gestão anterior.

João Mendonça também havia sido condenado por improbidade administrativa pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O mandato do vice-prefeito Luiz Carlos também foi cassado.

Grupo se reúne na Praça do Derby, de onde partirá para Brasília
Grupo se reúne na Praça do Derby, de onde partirá para BrasíliaFoto: Geraldo Moreira/Rádio Folha

Cerca de 150 pessoas partirão de ônibus, do Recife, nesta segunda-feira (22), para participar da “Marcha a Brasília”, que acontece na próxima quarta-feira (24), na Capital Federal. O grupo se reúne, nesta manhã, na Praça do Derby, área central da Capital, e viajará em três ônibus. Além do Recife, outros dois pontos principais de partida são Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão.

A estimativa é que cerca de duas mil pessoas saiam de Pernambuco para esta marcha. O ato, em Brasília, ocorre justamente na data da votação da PEC 287, que trata da Previdência Social. O grupo reivindica que a proposta não seja aprovada. Exige, também, a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e a revogação de tudo o que foi aprovado no governo do peemedebista até agora.

O presidente da Força Sindical de Pernambuco, Rinaldo Júnior (PRB), ressaltou a unidade dos trabalhadores. "Pernambuco mais uma vez mostra a que veio. A terra da Revolução não podia ser diferente. Hoje, mais de 150 trabalhadores que vão de ônibus, mais diversos trabalhadores que vão de avião, já estão lá. A unidade aqui em Pernambuco cresceu, está muito forte. As ruas já mostraram isso. Último dia 28 mostrou que a população e os trabalhadores estão unidos e hoje vai uma caravana", afirmou.

No Estado, oito centrais sindicais mobilizam os trabalhadores. São elas: Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central Sindical, Intersindical, CGTB, CSP Conlutas e CTB.

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), Carlos Veras, os trabalhadores se reunirão no estádio Mané Garrincha, onde haverá uma tenda para cada central sindical. A partir das 12h, o grupo sairá em marcha por Brasília. A previsão é que os participantes retornem ao Recife na própria quarta-feira à noite.

"Marcha dos 100 mil, pelo fora Temer, não às reformas, revogação imediata de todos os atos cometidos por esse governo. Mas também diretas já! Para que o povo possa escolher quem são seus representantes. É preciso restabelecer o estado democrático de direito. E para isso só com participação popular, com as diretas já! Mas não simplesmente a diretas já. Através das diretas já, uma Constituinte exclusiva e soberana para reformar esse sistema político que está levando a esse processo de corrupção, de lavagem de dinheiro e que estão atacando diretamente os direitos dos trabalhadores", declarou.

Com informações de Geraldo Moreira, da Rádio Folha.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) promove, nesta segunda-feira (22), um leilão de veículos. O evento, feito na modalidade pregão, ocorre no auditório da Comissão Permanente de Licitação (CPL), no 4º andar do edifício Paula Baptista, na Rua do Imperador.

O leilão está marcado para às 15h. O pregão é presencial e os interessados devem se inscrever no local antes do início do evento.

Antônio Campos
Antônio CamposFoto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha de Pernambuco

O advogado e ex-candidato à Prefeitura de Olinda Antônio Campos (sem partido) protocolou, na presidência da Câmara dos Deputados, denúncia de crime de responsabilidade contra o presidente Michel Temer (PMDB), nesse domingo (21). Além do pedido, Campos ainda divulgou uma "carta aberta aos brasileiros" que pede transição legítima e eleições diretas para o cargo mais alto do País.

Na carta, o advogado afirma que Temer nasceu de uma eleição viciada e ilegítima e que nunca foi meio de solução dos problemas nacionais. "Em iniciativas de reformas trabalhista e previdenciária apressadas, sem uma maior discussão com a sociedade, não resguardou com equilíbrio os interesses dos brasileiros. Não pautou também os menos favorecidos para o centro da discussão em seu governo, pautado numa agenda das elites e, dessa forma, transferir renda e esperança para os brasileiros".

No documento, Campos também questiona a legitimidade dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ou do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que estão na linha de sucessão de Temer, em conduzirem o País em caso de afastamento de Temer, "ante os seus notórios envolvimentos na operação Lava Jato".

Antônio Campos também defende a importância da lei da delação premiada, mas afirma que é "de grande importância a regulamentação do procedimento de delação".

Carta aberta de Antonio Campos by Folha de Pernambuco on Scribd

Prefeito de Olinda, Professor Lupércio joga capoeira no Alto da Sé
Prefeito de Olinda, Professor Lupércio joga capoeira no Alto da SéFoto: Reprodução de vídeo

Se o antigo gestor de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB) era acusado de não gostar de rua, o mesmo não se pode dizer do atual prefeito, Professor Lupércio.

Neste sábado (20), ele foi ao Alto da Sé, na parte histórica da Cidade Patrimônio da Humanidade, receber a comitiva de embaixadores do União Europeia, que visitava o município. Antes da chegada dos visitantes, no entanto, foi convocado por um grupo de jogadores de capoeira e decidiu, literalmente, entrar na roda.

Lutador de caratê até o início da campanha eleitoral, Professor mostrou bom gingado, chegando a plantar “bananeira”. Ele também recebeu uma placa dos jogadores.

Veja o vídeo:


Presidente Michel Temer
Presidente Michel TemerFoto: José Cruz/ABr

Márcio Didier
Editor do Blog da Folha 

Pela segunda vez em três dias, o presidente Michel Temer se pronunciou nesta sábado (20) sobre as gravações feitas por um dos donos do frigorífico JBS Joesley Batista. Abandonou a defesa e partiu para o ataque. O peemedebista tentou desconstruir o empresário e a gravação feita por ele, além de anunciar que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do inquérito que corre contra ele.

Foi a estratégia possível de ser feita diante da avalanche de acusações, mas que pode sair pela culatra diante da falta de respostas a algumas delas.

A principal delas é o fato de dizer que o empresário é um “falastrão”, por isso não acreditou quando ele disse que “comprou” juízes e procurador da República, essa última, inclusive, se confirmou. O procurador Ângelo Goulart Villela foi preso na última quinta-feira (18) pela Polícia Federal.

Como presidente da República, Michel Temer não podia simplesmente pressupor que o empresário estava blefando por ser um “falastrão”. No mínimo, teria que ter interrompido o diálogo logo ali, para não cometer o crime de prevaricação. Ter dito, ‘olha, o que o senhor tá dizendo é muito grave’. Ou algo assim. E no mesmo instante mandar investigar. Mas não houve nada disso. Um presidente da República não pode agir por suposições, por achismos.

Outro ponto quase não tocado tem relação à pessoa que indicou para tratar de assuntos da JBS – o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), classificado como “pessoa de confiança” nas gravações –, filmado recebendo dinheiro da JBS. Foi superficial. Também há as outras denúncias de doação de campanha, que não foram comentadas.

Enfim, ao presidente Michel Temer restava isso. Desqualificar o empresário Joesley Batista, “que está passeando em Nova York, enquanto o Brasil passa por problemas” e as gravações "manipuladas, feitas com objetivos subterrâneos" – “há mais de 50 edições", disse, cintando a jornal Folha de S. Paulo”.

E denunciar práticas de crimes contra a economia, ao especular com a compra de dólares e no mercado de ações. Essas denúncias estão sendo apuradas e, caso comprovadas, podem levar à perda dos benefícios da delação premiada feita pelo empresário e seu irmão, Wesley.

Temer tentou capturar a indignação popular contra um corruptor confesso para conquistar o mínimo de apoio e, assim, continuar a governar o País. Resta saber se a indignação contra Joesley será maior e mais forte do que a impopularidade do presidente Michel Temer, que em um ano de gestão só fez crescer, chegando a 9% de aprovação. Isso sem as denúncias de Joesley.

Geraldo Julio, prefeito do Recife
Geraldo Julio, prefeito do RecifeFoto: Flávio Japa/Folha de Pernambuco

Após a divulgação da delação do diretor de Relações Institucionais da Holding J&F, Ricardo Saud, o prefeito do Recife e secretário-geral do PSB, Geraldo Julio afirmou, nesta quinta-feira (19), por meio de nota, que "nunca tratou de recursos ilegais com essa empresa ou com qualquer outra".

No texto, o prefeito acrescenta que o documento divulgado pela Justiça registra que as doações feitas a campanha nacional do PSB não foram por troca de favores.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Diante da menção ao seu nome por um dos delatores da JBS, divulgada hoje pela imprensa, o Prefeito Geraldo Julio repudia veementemente as acusações e esclarece que nunca tratou de recursos ilegais com essa empresa ou com qualquer outra. O próprio documento divulgado pela justiça registra que as doações feitas à campanha nacional do PSB não foram por troca de favores. Todas as doações recebidas pelo partido foram legais.

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Governador Paulo Câmara
Governador Paulo CâmaraFoto: Arthur Motta/Folha de Pernambuco

O governador Paulo Câmara (PSB) divulgou nota em que condena a “exploração política” do depoimento do diretor de Relações Institucionais da Holding J&F Ricardo Saud, que ele diz não corresponder à verdade.

“Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário”, diz o governador, na nota.

O texto acrescenta que no documento que sintetiza a delação, “o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional "não houve negociação nem promessa de ato de ofício".

“Significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como ‘propina’ ou ‘pagamento’”, diz o texto.

Finaliza afirmando que todas as doações da campanha “foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Leia a íntegra da nota:

"Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.

Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional "não houve negociação nem promessa de ato de ofício", o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como "propina" ou “pagamento”.

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Paulo Câmara
Governador de Pernambuco


Documento da delação de Ricardo Saud by blogdafolha2084 on Scribd


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Carlos Siqueira
Carlos SiqueiraFoto: Arquivo PSB

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) divulgou uma nota, assinada pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, nesta sexta-feira (19), na qual afirma que as doações recebidas pelo grupo J&F ocorreram dentro das "normas legais e foram devidamente declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)".

Na sua delação premiada na Procuradoria-Geral da República, o diretor de Relações Institucionais da Holding J&F, Ricardo Saud, relatou, no anexo 36, a relação da JBS com o então candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos. No depoimento, ele cita que o grupo tratou de uma “propina” de R$ 15 milhões pata a campanha do socialista.

Também citou o governador Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o senador Fernando Bezerra Coelho.

Na nota, o partido ainda afirma que o delator informou que as doações ao PSB foram realizadas sem contrapartida.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Em face da delação do diretor de relações Institucionais do grupo J&f, Ricardo Saud, o Partido Socialista Brasileiro esclarece que todas as doações recebidas ocorreram estritamente dentro das normais legais e foram devidamente declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ressalta-se que o próprio delator informou que as doações ao PSB foram realizadas sem contrapartida, ou seja, em consonância com a legislação em vigor à época.

CARLOS SIQUEIRA
Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB

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