Trecho do documento Anexo 9
Trecho do documento Anexo 9Foto: Reprodução/Estadão

Em delação, o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, descreve relação com o presidente Michel Temer (PMDB). Os documentos foram entregues à Procuradoria-Geral da República. O anexo 9 do material trata do peemedebista e tem o título "Fatos diretamente corroborados por elementos especiais de prova Michel Temer". As informações são do blog de Fausto Macedo, no jornal O Estado de S. Paulo.

O referido documento inicia contando que "JB" conheceu Michel Temer por meio de Wagner Rossi, e que Joesley conheceu Wagner Rossi quando ele assumiu o Ministério da Agricultura, "em abril ou maio de 2010", e que desenvolveu relacionamento com ele. "Nas primeiras interações desse relacionamento, Rossi expôs a JB que era afilhado político de Michel Temer e operava com ele no Porto de Santos".

O material narra que poucas semanas depois de conhecer Joesley, Rossi levou-o ao escritório do peemedebista em São Paulo e apresentou os dois. Na ocasião, trocaram telefones celulares e passaram a manter "relacionamento pautado por interesses comuns".

"Em 2010, atendendo a um primeiro pedido de Temer, JB concordou em pagar 3 milhões de reais em propina sendo, 1 milhão através de doação oficial, e 2 milhões para a empresa Pública Comunicações, através de notas fiscais número 149 e 155".

De acordo com o documento, em agosto e setembro do mesmo ano, JB, a pedido de Temer, também concordou com o pagamento de uma propina de R$ 240 mil à empresa Ilha Produções. Ele cita as notas fiscais 63, 64 e 65.

No trecho seguinte do anexo, há a informação de que Joesley esteve com Temer em múltiplas ocasiões, ora nesse escritório, ora em seu escritório de advocacia, ora na residência de Temer, ou ainda no Palácio do Jaburu.

"Enquanto Wagner Rossi era ministro da Agricultura, JB tentou, sem êxito, com o auxílio de Temer, fazer avançar a ideia de federalizar o sistema de inspeção animal no Brasil. Quando Wagner Rossi deixou de ser ministro da Agricultura, Temer pediu a JB que pagasse a ele mensalinho de 100 mil reais e a Milton Hortolan o mensalinho de 20 mil reais. JB aquiesceu e determinou o pagamento, que foi feito dissimuladamente por cerca de um ano". Confira aqui o anexo 9.

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