Abertura do Janeiro de Grandes Espetáculos tem homenagens e falas contra a censura

Festival de teatro deu início a sua 25ª edição na noite desta terça-feira (8), no Teatro de Santa Isabel, com show de Getúlio Cavalcanti

Teatro de Santa IsabelTeatro de Santa Isabel - Foto: Paullo Allmeida/ Folha de Pernambuco

O 25º Janeiro de Grandes Espetáculos iniciou a sua programação, na noite desta terça-feira (8), de forma amena. Apesar da polêmica envolvendo o cancelamento da peça “O evangelho segundo Jesus, rainha do céu” nesta edição, as manifestações durante a abertura do festival - que ocorreu no Teatro de Santa Isabel - foram tímidas.

Na cerimônia, o presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe) e coordenador do evento, Paulo de Castro, limitou-se a agradecer o público presente. “Esse festival é um feito da classe artística e do povo de Pernambuco. Representa a garra dos artistas nordestinos”, exaltou.

O músico Claudionor Germano, a bailarina e coreógrafa Fátima Freitas e as atrizes Isa Fernandes, Sônia Biebard e Suzana Costa, homenageados desta edição do Janeiro, subiram ao palco para receberem das mãos de artistas pernambucanos cinco telas feitas pelo pintor Cleusson Vieira.

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Durante a entrega das homenagens, alguns dos presentes aproveitaram para discursarem a favor da liberdade de expressão. “Queria dizer à bancada evangélica e aos mais caretas que o teatro é dos que fazem teatro. Que eles façam suas pregações nos seus templos, para as suas ovelhas. Nós somos todas cabritas”, afirmou a atriz Suzana Costa. O ator Paulo de Pontes, que fez a entrega do prêmio a Isa Fernandes, se dirigiu ao poder público: “Por favor, protejam o teatro brasileiro. Não à censura”.

Para entregar a homenagem a Claudionor Germano, foram convidados os maestros Spok, Edson Rodrigues e Duda. Acompanhados pelo Bloco da Saudade, eles entraram no Teatro de Santa Isabel entoando frevos famosos. Após todas as homenagens, Getúlio Cavalcanti entrou em cena com o Coral Edgard Moraes para apresentar o show “Acertos líricos”, que passeia pelos mais conhecidos frevos de bloco compostos pelo músico.

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